Guloseimas na medida em férias e dias de descanso

É importante saber o que fazer com as refeições das crianças nos  dias de descanso mas não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.

Esse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo. A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima. Se a criança já segue uma dieta equilibrada, a presença da guloseima não tem impacto tão grande assim no seu dia alimentar.

Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.

Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados
Procure os tipos sem gordura trans – altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados
Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados. Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.
Pipoca
As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. Quando possível compre o milho da pipoca e faça em uma panela antiaderente sem a adição de gordura vai ficar uma delícia, mas não se esqueça não abuse do sal
Refrigerantes
Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados
A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos,que são prensados a frios e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados
Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente
Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza
Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante
O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de ‘trio explosivo’. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia. O ideal é chamar a garotada para fazer um belo hambúrguer caseiro e se divertir
Fonte: Hospital A. Einstein Nutrição

Casos de câncer podem ser evitados com boa alimentação

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Casos hereditários de câncer, como o da Angelina Jolie, que  realizou cirurgia preventiva retirando mamas e ovários, representam apenas 10% da incidência da doença. Os outros 90% são causados pelos “fatores externos”, isso é, adquiridos durante a vida. Inclui-se nessa lista os agentes físicos, como raios solares, agentes químicos, como cigarros e bebidas, e agentes biológicos, como o vírus do HPV.

Tudo isso significa que nossos hábitos de vida estão intimamente ligados com o surgimento da doença. De acordo com o INCA, 3 a 4 milhões de casos de câncer – 30% das ocorrências- poderiam ser evitados apenas com mudanças de hábitos alimentares.

Para nos mantermos saudáveis, devemos dar preferência à alimentos como  frutas, legumes, verduras, fibras, grãos e sementes, evitando, principalmente, bebidas industrializadas e açucaradas. Além disso, atividades físicas também são essenciais para a prevenção contra o câncer e para ter uma boa vida.

Fonte: Hospital Albert Einstein

 

Prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de boca

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O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que o ano termine com 14.170 novos casos confirmados de câncer na boca. Assim, como os outros tipos, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficiente da doença. No caso da boca, a visita frequente ao dentista é fundamental, porque o profissional pode identificar lesões suspeitas. Mas a prevenção ainda é a melhor aliada.

Segundo o INCA, os tumores de cabeça e pescoço correspondem a cerca de 10% dos tumores malignos; desses, 40% situam-se na cavidade oral.

Na língua, a lesão pode apresentar-se como uma afta ou lesão ulcerada, ambas dolorosas e de fácil percepção. “O paciente deve procurar imediatamente um profissional especializado quando essa lesão ulcerada não melhora com tratamentos, progride e aumenta de tamanho, começa a sangrar e apresentar bordas endurecidas”, afirma o médico Roberto Elias, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.

Outra manifestação pode ser apenas uma lesão plana vermelha (eritroplasia) ou branca (leucoplasia) que habitualmente são indolores. Nesses últimos casos, geralmente são diagnosticadas em estágios mais avançados da doença.

O álcool e tabaco são os principais fatores de risco, de forma independente. Quando associados, o potencial oncogênico aumenta de forma considerável, em até 140%. Há, ainda, outros fatores de risco: infecções, em especial pelo HPV, e trauma repetitivo local, geralmente causado por próteses dentárias mal adaptadas.

A doença é mais comum entre homens de 40 a 60 anos. A má higiene bucal também contribui para o surgimento da doença. Isso porque usuários de tabaco e álcool normalmente se descuidam da saúde oral, o que propicia infecções que contribuem para o quadro.

Sintomas

– Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias;

– Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa jugal (bochecha);

– Nódulos (caroços) no pescoço;

– Rouquidão persistente.

– Nos casos mais avançados o paciente pode apresentar dificuldade de mastigação e de engolir, dificuldade na fala e sensação de que há algo preso na garganta.

Tratamento

Se diagnosticado no início e tratado da maneira adequada, a maioria (80%) dos casos desse tipo de câncer tem cura. Geralmente, o tratamento emprega cirurgia e/ou radioterapia. Os dois métodos podem ser usados de forma isolada ou associada. As duas técnicas têm bons resultados nas lesões iniciais e a indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais que possam ser provocadas pelo tratamento. As lesões iniciais são aquelas restritas ao local de origem.

Fonte: Site Terra

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O perigo dos energéticos

Bebida que é moda entre os jovens pode causar sérios problemas no ritmo cardíaco e está associada a acidente vascular cerebral e morte súbita

O perigo dos energéticos

RISCO Os jovens constumam consumir o produto durante as baladas e com bebidas alcoólicas

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Um jovem de 28 anos chega ao centro de emergência do hospital da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, apresentando 130 batimentos cardíacos por minuto. É alto demais. Um eletrocardiograma revela que ele está com fibrilação atrial, um tipo de distúrbio no ritmo cardíaco associado à ocorrência de acidente vascular cerebral e morte súbita. Uma investigação mais apurada revela que a causa foi o consumo diário de uma bebida energética, junto com duas ou três cervejas.

O caso foi relatado na última semana na revista da Sociedade Americana de Medicina da Adição. O paciente contou que tomava rotineiramente duas latas de um energético. Passado um ano de acompanhamento, sem o consumo do produto, a arritmia havia desaparecido. “A ingestão da bebida teve papel chave para o surgimento do distúrbio”, afirmou a médica Maryam Sattari. Médicos que atendem em prontos-socorros estão habituados a atender jovens, principalmente, com sintomas relacionados ao consumo dessas bebidas. “Chegam com palpitações, agitação, taquicardia”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, São Paulo.

PAIS PREOCUPADOS

O principal ingrediente dos energéticos é a cafeína, composto ao qual se atribui boa parte dos sintomas. Recentemente, uma revisão de estudos publicada na revista científica “Pediatrics” deixou pais e médicos em alerta ao concluir que muitos dos compostos da bebida eram pouco ou nada estudados e que o risco de sérios efeitos adversos obrigava a uma maior investigação e vigilância em relação ao seu consumo. “As bebidas não têm o efeito que prometem e podem expor a maior perigo pessoas com predisposição a complicações”, diz Magnoni.

A Associação Brasileira de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas refuta as afirmações. “Segundo parecer da European Food Safety Authority, maior autoridade em segurança alimentar da Europa, o consumo moderado de cafeína (menor ou igual a 400mg/dia) não interfere na saúde cardiovascular, não aumenta a frequência cardíaca, tampouco agrava arritmias cardíacas pré-existentes e não está associado com o risco de acidente vascular cerebral”, diz, em nota. A entidade também argumenta que, em média, uma lata de energético de 250 ml possui 80 mg de cafeína, a mesma quantidade encontrada em uma xícara de café coado.

Fonte : Isto é

Cosméticos para Alérgicos

O que significam aqueles nomes estranhos escritos em letra minúscula na parte de trás das embalagens sedutoras dos cosméticos?

Muitos desses ingredientes perigosos nem aparecem nos rótulos porque são subprodutos ou estão escondidos pelos misteriosos apelidos: fragrância, perfume e aroma – misturas secretas e protegidas por lei que, segundo o Instituto de Pesquisa de Fragrância (RIFM), podem ser realizadas com cerca de 2.300 ingredientes.

É tão difícil reduzir a uma sujeira! Nos chocamos ao descobrir que a indústria nos Estados Unidos e em qualquer outro lugar é essencialmente não regulamentada, que as empresas não têm que responder a ninguém ou a apresentar dados que comprovem que seus produtos são seguros. Também nos assustamos ao saber que elas usam agentes cancerígenos conhecidos, desreguladores endócrinos, coisas que não precisamos em nossos produtos de beleza.

As autoras fazem uma compilação de ingredientes perigosos* no livro, veja alguns:

O que No rótulo aparece como Onde é encontrado Efeitos
1,4 dioxane Subproduto. Pode estar associado a PEG, polyethylene e sodium laureth sulfate Relaxante capilar, tintura de cabelo, xampu, bronzeador, loção corporal e cremes de rosto Cancerígeno em animais; Inalação e contato com a pele pode afetar rins
Sais de Alumínio Aluminum chloride ou chlorohydrate, hydroxobromide e zirconium Desodorante antitranspirante Neurotoxina suspeita de estar relacionada a Alzheimer e câncer de mama
Protetor solar químico Alguns listados como Padimate-O, PABA, benzophenone, oxybenzone, homosalate, octyl-methoxynnamate, octinoxate Filtro solar e creme e maquiagem com FPS Suspeitos de causar câncer, desordem endócria e hormonal
Coal tar (Pixe) Coal tar, mas pode não aparecer em tinturas Produtos anticaspa e seborréia, tinta de cabelo. Em algumas pastas de dente e enxaguantes bucais Câncerígeno em altas doses e irritante de olhos
Ethanolamine (ETA) e derivados DEA, TEA e MEA Tem muitos nomes que acompanham as abreviaturas: ETA, DEA, TEA e MEA Produtos que fazem espuma, xampu, sabonete, tintura de cabelo e outros Foram relacionados ao câncer e má formação cerebral em filhotes de rato
Fragrância Fragrância, perfume, aroma Praticamente que tem cheiro, de detergente a desodorante São desconhecidos, alguns foram relatados como neurotoxinas, agentes alergenos, e irritantes e se acumulam no corpo
Formaldeído (Formaldehyde) DMDM hydradoin, quaternium-15, diazolidinyl ou imidazolinyl urea, cormalin e formic aldehyde com variações methanal e oxymethane Esmalte, antitranspirante, maquiagem, espuma de banho, xampu, loção de bebê, escova progressiva, tintura, e tratamento para crescimento capilar Considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa de Câncer (IARC). Tóxico para os sistema imunológico e fígado, irritante.
Hydroquinone Hydroquinone e variações de 1,4- benzeno (benzene) Clareador de pele, filtro solar, creme anti-idade e tratamento de unha Pesquisas relacionaram ao câncer. A ingestão de menos de 5 g provocou morte
Chumbo e mercúrio Thimerosal e variações, mas geralmente não aparece Em 2009 a FDA encontrou chumbo em todos os batons que testou. Pode aparecer em tinta de cabelo, rímel e maquiagem de olho Metais tóxicos. Problemas cerebrais e renais, depressão, comportamento agressivo e tremores
Phthalate (ftalatos) Fragrância, tudo que tem “phthalate” no nome, 1,2 – benzenedicarboxilate, DEHP, DMP, DEP e variações Muitas fragrâncias contém, esmalte, cola de cílios postiços,spray de cabelo e loções Desregulador hormonal, tóxico para fetos e má formação de meninos. Suspeito de causar câncer, endometriose e ovário policístico

Fonte: Revista Galileu –  Jornalistas Americanas Siobhan O’Connor e Alexandra Spunt – Livro “No More Dirty Looks”

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Um novo aparelho de diagnóstico pelo hálito, nomeado μbreat, pode possibilitar custo-benefício e diagnóstico precoce de várias doenças através da análise do ar exalado pela boca das pessoas. (Foto: University of Ulm)

Nova tecnologia pode ser capaz de detectar certas doenças pelo hálito

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ULM, Alemanha: Até o momento, diagnósticos do gás exalado pela boca tem sido muito caro para a maioria dos consultórios devido à necessidade de instrumentos extremamente sensíveis para a detecção de gases de baixa concentração no hálito humano. Cientistas da Universidade de Ulm desenvolveram um método novo de custo-benefício, μbreath, que pode mensurar diversos traços de gases simultaneamente em volumes pequenos de amostras. No futuro, o método deles pode possibilitar o diagnóstico rápido de várias doenças—em alguns casos, mesmo antes delas terem se manifestado.

“O metabolismo do corpo é refletido nos compósitos presentes no hálito exalado. Na base de minúsculas moléculas, que são alteradas quimicamente ou modificadas na presença ou concentração no caso de doenças físicas, não somente doenças pulmonares, mas também do fígado, rins e mesmos o câncer de mama pode ser diagnosticado em estágios—mais ou menos—iniciais”, explicou o Prof. Boris Mizaikoff, diretor do Institute of Analytical and Bioanalytical Chemistry da universidade onde o aparelho foi desenvolvido, sobre o mecanismo do μbreath.

Com o objetivo de analisar as composições do hálito, o ar exalado pelo paciente é bombeado em um tubo de onda ótica e analisado com espectroscopia infravermelho. Nessa mistura, uma frequência ajustável de feixe à laser detecta impressões moleculares de biomarcadores específicos de doenças que pode possibilitar conclusões à respeito do estágio da doença, assim como o progresso do tratamento, disse o cientista.

“Já fomos capazes de demonstrar em um rato que é possível monitorar constantemente a função do rim com um analisador μbreath conectado a um ventilador pulmonar”, disse Mizaikoff. Entretanto, como mudanças no gás exalado pela boca podem também não ter causas patológicas devido à dieta, por exemplo, o μbreath deve ser combinado com um método analítico ortogonal em diagnóstico médicos por enquanto, declarou ele.

O método analítico, primeiramente apresentado à comunidade científica três anos atrás na revista Analytical Chemistry, foi recentemente premiada em uma competição (Royal Society of Chemistry’s Emerging Technologies Competition) na categoria saúde e bem-estar.

O método, que está sendo refinado atualmente sob a liderança de Mizaikoff no projeto Advanced Photonic Sensor Materials, tem perspectivas promissoras de aplicação versátil, não apenas em diagnósticos médicos, mas também na análise ambiental, destacou o cientista. O interesse da indústria tem sido alto e o grupo já recebeu diversas solicitações a respeito de sua análise sobre o gás exalado pela boca.

Diminua o Sódio nas refeições

O consumo excessivo de sódio é um dos grandes vilões da saúde. Segundo a Associação Americana do Coração, a população mundial tem ingerido o dobro de sal recomendado, o que pode levar a diversas doenças, entre elas as cardiovasculares. Uma boa dica para contornar o problema é usar temperos naturais quando cozinhar em casa, como salsinha, orégano, manjericão, limão, cebola, entre outros. Assim, tanto sua dieta quanto seu organismo se tornarão mais saudáveis.

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Fonte: HCor

Conhecimento exato sobre a situação dentária dos diferentes grupos de necessidades especiais é necessário para oferecer tratamento apropriado a esses grupos. Pesquisadores da Espanha concluíram após revisar o tema na literatura médica. (Foto: nd3000/Shutterstock)

Crianças com necessidades especiais precisam de cuidado dentário precoce e regular

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MADRI, Espanha: Ao investigar a saúde bucal em crianças com paralisia cerebral ou Síndrome de Down, pesquisadores da Espanha estabeleceram que há uma necessidade de melhorar os cuidados da saúde bucal e dental desses pacientes. Além disso, uma atualização de conhecimento é necessária nos consultórios odontológicos com o intuito de prevenir e limitar a severidade das patologias orais frequentemente observadas em crianças com necessidades especiais, incluindo a alta incidência de cáries, anomalias dentárias e de hábito, ou saúde gengival ruim.

Através de uma revisão da literatura médica, os pesquisadores da Universidade Europeia de Madri compararam a saúde bucal de crianças com paralisia cerebral ou Síndrome de Down com um grupo de controle. No total, 14 estudos que examinaram no geral hábitos e higiene bucal, cáries, saúde gengival, trauma e posição do dente, entre outros, foram incluídos na pesquisa.

De acordo com os pesquisadores, embora não tenha havido nenhum consenso a respeito da higiene bucal, saúde gengival e incidência de cáries em crianças com necessidades especiais, os pacientes com desabilidades física e/ou intelectual geralmente apresentaram uma maior prevalência de patologias bucais comuns e severas em todos os estudos revisados.

Por exemplo, crianças com paralisia cerebral tiveram mais cáries comparado com crianças que possuíam outras deficiências. Crianças com Síndrome de Down, entretanto, não tiveram uma taxa alta de cáries, mas a saúde gengival e os hábitos dentários, como o bruxismo, foram notavelmente piores do que os de controle. Em adição, a revisão mostrou que crianças com Síndrome de Down tiveram com mais frequência atraso no desenvolvimento do dente permanente, e o trauma dentário foi mais frequente em crianças com paralisia cerebral.

Com o intuito de prevenir e limitar a severidade das patologias observadas, as crianças com necessidades especiais precisam de cuidado dentário precoce e regular, concluíram os pesquisadores. Por essa razão e para oferecer uma resposta eficiente ao aumento da demanda de cuidados bucais às pessoas com necessidades especiais, são necessários mais conhecimento exato sobre a situação dentária dos diferentes grupos de necessidades especiais e treinamento adequado aos profissionais em um consultório cujo o ambiente não possua barreiras físicas, eles declararam.

O estudo, intitulado “Oral health in children with physical (cerebral palsy) and intellectual (Down syndrome) disabilities: Systematic review I”, foi publicado em 1 de julho na revista Journal of Clinical and Experimental Dentistry.

Antidepressivos podem causar mau hálito

Esse tipo de remédio afeta o funcionamento das glândulas salivares tornando a boca um ambiente ideal para a aparição de cheiros ruins

Quem toma antidepressivo precisa se preocupar com outro problema além da doença em si; o mau hálito. Isso porque esse tipo de remédio causa diminuição do funcionamento das glândulas salivares. Assim, com o “detergente natural da boca” reduzido, aumenta o acúmulo de restos de alimentos, células mortas e bactérias na boca, tornando o ambiente favorável para a aparição de cheiros ruins.

O correto deveria ser o paciente procurar um especialista em halitose para avaliar seu fluxo salivar antes de iniciar o uso dos antidepressivos
Foto: Anton Zabielskyi / Shutterstock

Mas você deve estar se perguntado: como as pessoas que precisam tomar o remédio podem lidar com essa situação? Ana Kolbe, cirurgiã-dentista especializada no diagnóstico e tratamento da halitose, revela que antes de começar a tomá-lo algumas medidas devem ser tomadas.

“O correto deveria ser o paciente procurar um especialista em halitose para avaliar seu fluxo salivar antes de iniciar o uso dos antidepressivos (isso também vale para outras drogas e para radio e quimioterapia). Assim, o profissional poderá decidir se inicia o tratamento das glândulas paralelo ao início do uso do antidepressivo ou se apenas fica acompanhando o quadro a cada 30 dias”, diz a especialista.

Se optar pela segunda opção, o dentista deverá ficar atento o grau de redução da produção salivar do paciente e, se necessário, entrar com um estímulo para que as glândulas voltem a trabalhar em níveis normais de volume, viscosidade e densidade.

Troca
Segundo Ana, também existem outras formas de lidar com o problema. “O paciente pode conversar com a profissional que lhe receitou tal remédio e ver a possibilidade de troca, pois existem algumas drogas da nova geração que afetam bem menos as glândulas salivares do que outras”.

Para ajudar, a pessoa ainda pode adquirir alguns hábitos clássicos que sempre colaboram no combate ao mau hálito. “Ela pode ingerir no mínimo 3 litros de água por dia de maneira fracionada e ficar mais atenta à higiene oral, em especial a da língua”.

Remédios e a xerostomia
De uma forma geral, todos os remédios costumam causar xerostomia (redução do fluxo salivar) em maior ou menor grau. Por isso, é bom que as pessoas tomem cuidados ao sair por aí se medicando, pois podem estar resolvendo um problema e causando outro para quem um problema não agrave o outro.

“Até mesmo os mais comuns usados por autoprescrição como os analgésicos, antitérmicos e outros de tarjas vermelhas e pretas podem afetar as glândulas salivares. É preciso salientar ainda que o brasileiro costuma fazer uso de vários medicamentos ao mesmo tempo o que agrava o problema.

E o mau hálito, causa depressão?
Acabamos de ver que os remédios antidepressivos podem causar mau hálito, mas também é sabido que o mau hálito pode causar depressão. Por isso, é fundamental que ambos os profissionais (dentistas e psiquiatras) fiquem atento ao quadro emocional do paciente.

“A halitose mexe com a autoconfiança e com a autoestima dos portadores e, portanto, frequentemente causa esquiva social e depressão. Porém, o uso de antidepressivo para tratamento de uma depressão passageira e pontual com origem bem específica não se justifica, pois será um agravante para sua halitose o que irá ter como consequência aumento da depressão”.

Segundo ela, o ideal é que este paciente seja encaminhado imediatamente para um tratamento específico para halitose, assim serão curados os dois problemas: a depressão e o mau hálito. “Devemos sempre agir na origem do problema e não nas causas para evitar um efeito dominó”.

Fonte: Agência Beta

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Cuidado: Produtos que tem leite na fórmula e você nem desconfiava

Para os alérgicos e intolerantes a lactose é mandatório ler os rótulos dos produtos, mas existem alguns que nós não fazemos ideia do que existe na fórmula. Leia a lista abaixo e fique atento!

PRODUTOS que PODEM conter leite/derivados

  • Cereais matinais
  • Barras de cereais
  • Tofu (pode conter caseína)
  • Molhos cremosos
  • Sopas prontas / instantâneas cremosas
  • Alguns pães
  • Atum / sardinha enlatada
  • Frios (presunto, mortadela, e similares)
  • Patês (pode conter caseína)
  • Salsichas (pode conter proteínas do leite)
  • Salames (pode conter proteínas do leite)
  • Massa congelada
  • Nougat (torrone)
  • Alguns vinhos brancos
  • Alguns preparados que normalmente possuem leite em sua composição: pizza, purês e suflês, bolos, tortas, cremes, preparações gratinadas, legumes souté

OBS: Balões de festa podem conter caseína (proteína do leite) que é um dos produtos adicionados no processamento do látex. Giz de escola também pode conter caseína. No entanto, a maioria das crianças não reage a estes produtos. Consulte seu médico para tentarem juntos determinar o grau de sensibilidade do seu filho.

Traços de leite

Traços são pequenas partículas de proteínas (invisíveis a olhos humanos) que podem ficar nos utensílios durante o processo de lavagem dos mesmos, seja pela esponja caseira ou em produtos industrializados (ex: biscoitos). Assim, traços de leitepodem estar presentes mesmo em produtos que não contêm leite, mas que compartilhem a mesma máquina de fabricação de produtos com proteína do leite. Também devem ser evitados totalmente até a liberação pelo pediatra ou gastropediatra.

Importante: Lembre-se que estas listas não são completas e os ingredientes dos produtos podem ser alterados a qualquer momento pelos fabricantes. Por isso, é sempre importante conferir todos os rótulos e não confiar na informação da amiga, da mãe ou mesmo do médico quando se trata de produtos industrializados.

Mesmo que seja um produto que já comprou, leia novamente o rótulo, pois as empresas alimentícias podem mudar um rótulo sem aviso prévio. Por este motivo não existe uma “lista segura” como muitos pais desejam.

Referências:

  • Material adaptado do material publicado pelo governo canadense em parceria com Health Canada, Canadian Society of Allergy ad Clinical Immunology, Anaphylaxis Canada, Allergy Asthma Information Association

Fonte:Alergo House

 

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