O que fazer para evitar a erosão dental ?

Como Evitar a Erosão Dental  

Esse é um problema muito comum, mas que pode ser evitado e tratado.

Você sabe quando acontece a erosão nos dentes?A erosão ácida consiste na perda da superfície do dente (desgaste do esmalte), causada por ácidos intrínsecos (origem gástrica) ou extrínsecos (dieta), mas muito mais associada à dieta moderna. Os principais alimentos que danificam o esmalte dos dentes são: refrigerantes, suco de limão, vinagre, uvas, maçãs, laranjas, tomates, etc.

Se o ataque ácido acontece com muita frequência, a saliva, que neutraliza a acidez e ajuda na remineralização do esmalte, não consegue recuperar este esmalte.

Sintomas da Erosão Dental

Sensibilidade: À medida que o esmalte se desgasta e a dentina (tecido principal do dente) se torna exposta, ocasionalmente pode-se sentir uma pontada ao consumir bebidas geladas, quentes ou doces. Conheça outras causas da sensibilidade.
Descoloração: Os dentes podem ter aparência amarelada devido à exposição da dentina (diretamente ou pelo esmalte ter se tornado muito fino).
Dentes arredondados: Aparência arredondada e áspera na superfície e borda dos dentes.
O que fazer para evitar a erosão?    Uma das medida a ser tomada é: evite escovar os dentes imediatamente após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos ou bebidas ácidas. Sim, o ideal é aguardar de 30 minutos até uma hora, justamente porque logo após a refeição é que o esmalte encontra-se mais vulnerável. O ideal é, imediatamente após a refeição simplesmente bochecar água, e somente escovar os dentes depois deste tempo.

Além disso, cabem também os seguintes cuidados:

Evite beber refrigerantes, mas se for beber use canudo.
Escove os dentes suavemente, de forma completa e sempre com escova macia.
Escolha um creme dental com baixa abrasividade.
Procedimentos preventivos simples minimizam o risco: vá ao dentista regularmente e converse com ele sobre quaisquer dúvidas que tenha. Minimizar a erosão ácida é conscientizar-se sobre os alimentos ácidos e seguir simples passos preventivos para ajudar a minimizar o risco.

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles

Não engula, mastigue!

Ato aprendido naturalmente durante a infância, o mastigar ajuda a digestão e traz até benefícios cognitivos. Por outro lado, o “engolir” rapidamente a comida oferece riscos à saúde. A obesidade é um deles



A mastigação é fundamental para a boa digestão de qualquer tipo de alimento
Em sua próxima refeição tire a prova: quantas vezes você mastiga cada garfada? Se for algo inferior a vinte vezes saiba que está colocando sua saúde em risco. Embora pareça algo simples – automático até –, a mastigação é um ritual que precisa ser treinado. Pela mastigação, trituramos os alimentos na boca para que, quando chegarem ao estômago e ao intestino, eles possam ser digeridos e aproveitados facilmente. “A mastigação adequada ajuda na passagem do alimento pelo esôfago, que faz o transporte até o estômago”, afirma a gastroenterologista do Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba Sandra Beatriz Marion Valarini, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ela explica que, quando se come rapidamente e se mastiga pouco, a digestão é mais lenta, há uma sensação de estufamento e de peso no estômago, se engole mais ar e a digestão se torna mais difícil. Além disso, quando a comida é mal mastigada, nem todos os nutrientes podem ser absorvidos pelo organismo e há perda de vitaminas, proteínas e sais minerais. Se essa situação se prolonga, a pessoa pode sofrer uma deficiência nutricional.

Diversos estudos comprovam a importância da mastigação para a saúde, com influência na arcada dentária, na fala e em funções cognitivas, como a memória, que recebe estímulos pelos movimentos do mastigar. O ortodontista Aguinaldo Coelho de Farias, professor de Odontologia da Universidade Federal do Paraná, lembra que a posição correta dos dentes é fundamental. “O perfeito engrenamento dos dentes permite uma mastigação próxima do ideal para a digestão. A mastigação normal é realizada nos dois lados da arcada dentária, com todos os dentes presentes ou, no mínimo, substituídos por próteses dentárias”, afirma.

Desde a infância

No início é só o leite materno, depois vem a mamadeira, as papinhas e os sucos até que a criança, com os primeiros dentinhos, esteja apta a receber alimentos sólidos. Nesse caminho, se a mastigação é deficiente, é comum a presença de assimetrias faciais, diminuição no crescimento da mandíbula, problemas estomacais e degenerações articulares, de acordo com Farias. Problemas que acompanham – e atrapalham – a pessoa por toda a vida. Apenas consultas regulares ao dentista podem ajudar no diagnóstico e no tratamento. “Quanto antes a reabilitação, menores serão os danos à mastigação e à estética do paciente”, completa.

Bebida x comida

Vá a qualquer restaurante e note quantas pessoas bebem enquanto comem. Apesar de comum, a prática não é nada recomendável. Como não mastigam e, consequentemente, não salivam direito, as pessoas tomam alguma coisa para “empurrar” a comida, que parece estar “seca”. “Ao beber, prejudica-se a digestão, aumentam as chances de refluxo e se engole mais ar, o que leva a ter mais gases no estômago. Esses gases precisam sair de alguma maneira, e o fazem ou por arrotos ou pela flatulência”, explica a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion Valarini.

Perda de peso

Estudos norte-americanos, citados em matéria recente do jornal The New York Times, confirmaram que quanto mais rápido comemos, mais calorias são ingeridas. Um dos motivos seria o efeito da ingestão mais rápida sobre os hormônios. Um desses estudos avaliou um grupo que consumiu uma porção idêntica de sorvete, em ocasiões diferentes. Foi constatado que as pessoas liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Por outro estudo, três mil participantes mostraram que quem come rapidamente e até se sentir “cheio” tem o risco três vezes maior de estar acima do peso, comparando com quem come mais devagar.

O nutrólogo Cláudio Barbosa explica que a mastigação é peça importante no tratamento cognitivo comportamental da obesidade. “Se a pessoa quer perder peso, não bastam a dieta, os exercícios físicos ou a medicação prescrita. É preciso avaliar os comportamentos e as mudanças de pensamento, que podem estar agindo como gatilho que nos leva a comer de­­­­mais”, explica.

Maçã versus mousse

A própria gastronomia atual seria uma das culpadas pelo desfavorecimento da mastigação.

“Por milhares de anos nunca se comeu tão molinho, maciozinho e cremosinho. A culinária de hoje nos trouxe a delícia dos manjares, e temos uma comida mais sofisticada do que tínhamos na idade da pedra. Mas, por outro lado, para se ter um alimento cremoso, adicionamos açú­­­­car e gordura, o que aumenta a densidade calórica do alimento”, explica o nutrólogo. O fato de comermos “sem dificuldade”, eco­­­­nomi­­­­zan­­­­do as mastigadas, também é um fator que contribui para que se co­­­­­ma mais, mais rapidamente. E esse é um rápido ca­­­­minho para o excesso de peso.

Serviço

Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba, fone (41) 3263-4474. Nutrólogo Cláudio Barbosa, fone (41) 3622-0144.

Agradecimento

Modelo Luiz Rinaldi, da Agência DM Models, fone (41) 3243-0202 e site www.dmagency.com.br.

Fonte:

O fim da rapadura?

Livre adaptação da música Pulso dos Titãs

E o pulso ainda pulsa.

Hambúrguer,
Obesidade, Rosquinha.
Chocolate,
Sorvete e ansiedade.
Rapidez, batata frita
má mastigação, empadinha.
Molho, cremes
recheios e dependência química…

E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa

Pastel,
bala de goma, cárie
Problemas posturais, respiratórios.
Lazanha
Churros, lamen
tiramissu, enxaqueca.
Alimentos processados, industrializados
Mal de Alzheimer, glaucoma

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim…

Somos parte da sociedade pós-moderna. E apesar de enxergarmos claramente os benefícios e malefícios que essa sociedade nos apresenta, certamente pouco refletimos o como a mastigação reflete o nosso estilo de vida, e por estarmos falhando ou nem utilizando-a estaremos caminhando rumo a uma sociedade desdentada e sem memória.

Pode parecer caótica ou fatalista, mas não é. Temos problemas desde a infância com nossa alimentação. Não é hora e nem lugar de apontar culpados, afinal esse espaço serve para reflexão, mas sem o estímulo da mastigação, teremos a lei do uso e desuso, sabemos que o apêndice passa por essa crise, com o sedentarismo, artrite, artrose estão mais frequentes, e nossos dentes passam por isso.

Com a ausência de amamentação ou pouco tempo de amamentação, observa-se a falta de estímulo do bebê para a sucção do leite, e com a preferência por alimentação processada e industrializada, estamos acostumando cada vez mais cedo, a comermos alimentos com consistência mais macia e menos saudáveis que os naturais.

Segundo grupo de pesquisa multi-acadêmica (vide o link da música) a falta de mastigação está associada a produção da proteína beta-amilóide, principal indicadora da doença de Alzheimer e glaucoma, ou seja, memória e cegueira.

Nosso sistema digestivo, forma da arcada dentária e tamanho do intestino mostram de forma clara que não se pode comer tanto, tão pastoso e tão açucarado, aponta o médico nutrólogo Claudio Barbosa.

A nossa “pressa” do dia-a-dia está refletindo no nosso comer, no tipo e na forma dos alimentos que ingerimos, resumindo “engolindo” “junk food”.

Como disse não há culpados, pois estamos sendo desde cedo acostumados a não praticarmos mais a mastigação, e o junk food vem atender esse pedido, comidas rápidas macias, líquidas, cremosas, pastosas, aliadas a frituras e doces que geram dependência química (vídeo abaixo), e é aí que mora o perigo.

Os alimentos pastosos, segundo o médico, não existiram na alimentação humana por milhares de anos, mas hoje estão presentes em cremes, molhos, recheios, sorvetes, vitaminas e em tantos outros. Nessas preparações, que praticamente não demandam mastigação, a quantidade de calorias é muito maior se comparado com o mesmo peso em gramas do alimento in natura. Não fomos feito para comer tanto, tão rápido e sermos tão sedentários.

Assim como temos e  ingerimos nossa comida, é assim que reproduzimos nas outras coisas, tudo fácil, pra já e sem frustrações! O que nos leva a quadros de depressão, esquizofrenia, ansiedade frequente com as decepções. Saudades da rapadura, que é doce mas não é mole.

Fonte : https://conversadelevador.wordpress.com/2010/06/16/o-fim-da-rapadura/#more-183

Saúde Bucal > Boa Higiene Oral

Os dentes também envelhecem?

Higiene bucal, alimentação e visitas ao dentistas são fatores que irão determinar a idade do seu sorriso

 Com o tempo é normal que nosso corpo dê sinais de envelhecimento. Depois de alguns anos a pele enruga, o cabelo fica branco e a vitalidade não é mais a mesma. Mas e o dente, será que ele também envelhece?
Não escovar os dentes diariamente e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido
Não escovar os dentes diariamente e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido

Foto: Rusian Guzov / Shutterstock

A resposta para essa pergunta é: depende da forma como você cuida dele ao longo da vida. Segundo Melissa Tamassia, c.d. , um dente, se bem cuidado, não envelhece, ao contrário do que acontece com o restante do corpo. “E esses cuidados englobam uma higiene bucal adequada, com escovação e uso de fio dental, e visitas regulares ao dentista”, diz a especialista.

Agora, se esses cuidados citados acima foram falhos, ao longo do tempo o esmalte do dente se tornará cada dia mais poroso (mais envelhecido), quando o ideal é que ele seja liso e homogêneo. Isso costuma ocorrer quando a saliva da boca fica mais ácida, e saliva ácida é sinal de boca com problemas.

“A saliva ácida toma conta da boca sempre que a pessoa come e não escova os dentes logo em seguida. Por isso, não escovar os dentes após as refeições ou ficar beliscando o dia todo não é uma boa ideia”.

Dente sempre jovens

“Não escovar os dentes diariamente, sempre priorizando o uso do fio dental, e esquecer a higienização após as refeições contribuem para a maior acidez da saliva e surgimento da placa bacteriana, que costumam deixar os dentes mais porosos e com aspecto envelhecido”, diz a especialista. Ou seja, o segredo está na eficiência da higienização bucal!!

Erosão dental
Outro problema que costuma dar aos dentes um aspecto mais amarelado, e velho, é a erosão ácida. “No Brasil, esse tipo de problema bucal tem atacado cada vez mais a população e está intimamente ligado à dieta moderna. O resultado é a sensibilidade dental ao consumir alimentos quentes ou frios”, diz a especialista.

Esse aspecto amarelado e envelhecido ocorre porque a erosão ácida corroe o esmalte do dente e deixar a dentina exposta. Se a doença não for tratada e chegar a um estágio mais avançado, costuma dar ao dente uma aparência ainda mais escura e rachaduras e sensibilidade ainda mais intensas.

“É importante deixar claro que a erosão ácida não é exclusivamente causada pela alimentação. Má oclusão, bruxismo e o uso de cremes dentais abrasivos também são responsáveis pelo problema”, diz Melissa.

Em resumo, ficou bem claro que ter um dente jovem ou velho é uma escolha pessoal. A forma como você cuida deles e a frequência com que visita o dentista, que é o profissional capaz de identificar possíveis problemas e tratá-los antes que a coisa fique mais séria, faz toda a diferença na qualidade, e na idade, do seu sorriso.

Agência Beta

Dispositivo em desenvolvimento no Brasil detecta 416 vírus diferentes

Teste identifica dengue, zika, chikungunya, febre amarela e outras doenças

Criado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, um novo aparelho permite rastrear e encontrar mais de quatro centenas de vírus típicos das regiões tropicais do planeta a partir de uma amostra de sangue. “Os métodos disponíveis hoje procuram por apenas um único agente infeccioso ou um número limitado deles”, explica o bioquímico Victor Hugo Aquino, idealizador da tecnologia.

Assim, se o causador de determinada doença for desconhecido, é necessário recorrer a vários testes até descobrir qual deles está por trás dos sintomas. A ideia é que o dispositivo, ainda em desenvolvimento, seja utilizado em grandes laboratórios de referência, como o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para monitorar os casos de enfermidades e evitar que epidemias se espalhem pelo país.

Fonte: Saúde – Abril

Estudo mostra que resistência à anestesia local é comum

Resistência à anestesia local pode ser comum e também ter causas genéticas

De acordo com uma pesquisa feita por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, casos de resistência à anestesia local podem ser mais comuns do que imaginado, e podem também ter causas genéticas.

De acordo com uma matéria publicada no portal BBC, que conta esta história detalhadamente, tudo começou quando o anestesista Steven Clendenen, de Jacksonville (Flórida), deparou-se com uma paciente que resistiu aos efeitos da anestesia ao ser preparada para uma operação. Instigado pela situação, decidiu investigar o problema e descobriu várias histórias na literatura médica relatando estranhos casos de pacientes que diziam que a anestesia local não lhes fazia efeito.

Você já ouviu de algum paciente que “anestesia não funciona comigo”? A grande maioria dos médicos e Cirurgiões-Dentistas, quando escutam esta afirmação de um paciente, mantém-se céticos e, muitas vezes, prosseguem com o procedimento.

Isso foi o que relatou Jenny Morrison, uma enfermeira que também tem o problema. Ela acredita que a mudança real da percepção dos médicos e Cirurgiões-Dentistas só virá quando uma grande pesquisa confirmar a existência do fenômeno em uma quantidade considerável de pacientes. Porque, mesmo com as pesquisas existentes, o comportamento padrão ainda é de ceticismo com o problema.

Porque a resistência acontece?

De acordo com uma pesquisa feita pelo cientista Alan Hakim e seus colegas no University College Hospital de Londres, que investigam casos de resistência em pessoas com a Síndrome de Ehlers-Danlos, uma hipótese é que o tecido desses pacientes é um pouco diferente das pessoas que não têm a síndrome, e isso poderia afetar a absorção das substâncias anestésicas.

Porém, Lori Lemon, a paciente de Clendenen, não possui a síndrome, o que levou o anestesista a tentar descobrir se podem existir outras razões para a resistência dela aos anestésicos.

Assim, os pesquisadores de Yale buscaram na genética uma resposta para o caso de Lemon, e descobriram que a resistência à anestesia estava presente também em outros membros da família da paciente.

Depois de analisarem o DNA dos familiares, descobriram que aqueles que apresentavam a resistência tinham uma mesma mutação em um gene específico, enquanto os que tinham comportamento normal à anestesia não tinham. No entanto, mesmo com os resultados, pesquisas ainda são necessárias para estudar melhor os mecanismos dessa mutação genética e confirmar as hipóteses das pesquisas.

Fonte: Dental Press

APCD

SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA

Bebê, Criança Pequena, Rir, Alegria

Os hábitos de sucção não nutritiva (sucção de dedo e chupeta) são considerados normais em bebês e crianças de terna idade, usualmente associados à necessidade de satisfação afetiva e de segurança. Esta necessidade de gratificação oral pode ser preenchida com a prática do aleitamento materno. Crianças amamentadas no peito por pelo menos seis meses estão menos propensas a desenvolverem hábitos de sucção não nutritiva. A chupeta é o tipo de hábito de sucção mais prevalente entre as crianças, entretanto sua interrupção ocorre em idade mais precoce quando comparada com a sucção digital.

Criança, Brinquedos, Bebê, Menina
É aconselhável evitar a oferta da chupeta nos primeiros dias de vida, para que a amamentação natural possa ser bem estabelecida.
A prática de hábitos de sucção não nutritiva pode provocar alterações oclusais e miofuncionais em longo prazo, o que leva alguns profissionais a recomendarem que a idade de três anos seja considerada a época limite para sua eliminação na vida da criança.

Fonte :Manual de referência para procedimentos clínicos em odontopediatria/ coordenadores Maria Lourdes de Andrade Massara, Paulo César Barbosa Rédua. – 2 ed.- São Paulo: Santos, 2013

Leiam também :

Bebê, Anjo, Chupeta, Criança, Pessoas

(ou Considerações sobre a chupeta baseadas em evidências)

Excelente artigo, baseado em evidências científicas, que trata de dúvidas muito recorrentes, como a interferência negativa sobre a amamentação, a alteração do tônus muscular da musculatura bucal, possíveis deformações esqueléticas faciais, a inexistência de bicos comerciais que sejam comparáveis ao bico do peito, a falácia de que chupeta é menos prejudicial que o dedo, a ligação entre a chupeta e a síndrome do respirador bucal, entre outros tópicos tão importantes quanto.

http://cientistaqueviroumae.com.br/blog/textos/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria-saber-antes-de-oferecer-uma-para-seu-bebe-por-andreia-stankiewicz

Via Dra Marta Meireles

LEITE DEMAIS, LEITE DE MENOS COMO IDENTIFICAR?

A grande maioria das mulheres tem total condição de produzir quantidade suficiente de leite materno para as necessidades de seus bebês. Essa condição é biológica: todas as mulheres possuem o mesmo número de alvéolos (glândulas que fabricam leite), bem como apresentam os hormônios da lactação em seu organismo, exceto quando há retirada de glândulas (como no caso de cirurgias de redução mamária com retirada de alvéolos) ou problemas hormonais.

A questão é que, mesmo sabendo que biologicamente todas as mulheres são capazes de produzir leite, a maior queixa das mães é de que o leite é fraco ou há pouca produção. Essa percepção geralmente é resultado de insegurança que outras pessoas (profissionais de saúde, familiares, amigos, indústrias de leites artificiais) inculcam na mulher, colocando em dúvida sua capacidade de nutrir plenamente seu próprio filho.

É importante a mulher compreender que há algumas situações que podem promover a redução da produção de leite (hipolactação) ou mesmo dar a falsa ideia de que o leite não é produzido em quantidade suficiente:

– uso de bicos artificiais – quando o bebê usa chupeta/mamadeira, há redução do tempo de estímulo da mama e, consequentemente, pode haver redução na produção de leite, o que se transforma num ciclo vicioso que pode levar ao desmame.

– uso de outros leites ou líquidos – a ingestão de outros leites ou líquidos promove preenchimento gástrico no bebê e redução da ingestão de leite materno. Com menor estímulo na mama, há menor produção láctea

– bebês doentes (refluxo gastroesofágico, alergia à proteína do leite de vaca, infecções) – bebês doentes podem chorar durante e após as mamadas, se debater e não dar a sensação de estarem satisfeitos, o que pode confundir a mãe e fazê-la acreditar que o problema é o seu leite. Quando o bebê mudar de comportamento, é importante que o médico avalie e, caso haja diagnóstico de algum problema, o tratamento adequado seja realizado

– picos de crescimento – quase que mensalmente os bebês passam por picos de crescimento, pois crescem e necessitam de maior volume de leite. Com isso, passam a mamar mais vezes, com menores intervalos e esse comportamento faz com que as mães realmente acreditem que o leite não está sustentando ou houve redução na produção. Esse comportamento se prolonga de alguns dias a uma semana e quanto mais se amamentar em livre demanda, mais rápido a produção de leite se adapta às novas necessidades do bebê e ele voltará ao comportamento normal de mamada.

– erupção dos dentes – na fase do nascimento dos dentes de leite os bebês podem mamar mais ou até ter dificuldades para sugar, morder, chorar por causa do incômodo gerado nessa fase. Manter a livre demanda é importante, juntamente com oferecimento de mordedores, picolé de leite materno para aliviar o incômodo, massagens na gengiva.

– greves de amamentação – os bebês fazem greve de amamentação por vários motivos, entre eles mudanças na rotina e doenças. A mãe acredita que o bebê não quer mais mamar e sempre associa à falta de leite, porém os bebês retornam em alguns dias como se nada tivesse acontecido.

– confusão de bicos – o uso dos bicos artificiais pode levar à confusão de bicos, que é a mudança radical na fisiologia da sucção. Com as posturas orais alteradas, o bebê não consegue mamar no seio materno da mesma forma que suga um bico e, em consequência, começa a chorar, se debater, pegar e soltar a mama. Nesse momento a primeira coisa que a mãe pensa é que seu leite está pouco ou fraco, mas isso não é real.

– problemas de técnica de amamentação – a pega errada, horários rígidos, tempo determinado para mamar e limitação de mamas podem, além de impedir que o bebê extraia a quantidade de leite necessária, promover a redução da produção de leite pela falta de esvaziamento das mamas. É importante manter a livre demanda, observar e proporcionar a pega correta, deixar o bebê esvaziar uma mama e oferecer a outra, caso deseje.

No caso da produção de leite realmente estar reduzida, a mãe perceberá redução da urina (com cor amarelada e cheiro forte), redução das fezes(que será endurecido), manutenção ou perda de peso (quando se exclui pega e técnica incorreta de amamentação), choro frequente, mamadas frequentes e intervalos muito curtos (quando não estiver em pico de crescimento)

Para aumentar a produção, a mulher pode amamentar com maior frequência, permitindo o esvaziamento das mamas ou ordenhar com frequência o leite materno. Em alguns dias ocorrerá aumento na produção.

Por outro lado, há mulheres que reclamam de excesso de leite, chamada de hiperlactação. Nesses casos o bebê mama, mas pode não se satisfazer, já que muitas vezes não consegue esvaziar a mama e extrair o leite posterior.

A mulher deve observar algumas situações para identificar se realmente possui hiperlactação:

– as mamas estão sempre cheias, o que gera desconforto

– logo após as mamadas as mamas enchem novamente

– sensação de dor como agulhadas

– percepção de regiões endurecidas, dolorosas e sensíveis

– ocorrência frequente de ingurgitamento, mastites e bloqueio de ductos

– dor quando ocorre a descida do leite

– excesso de leite na descida, muitas vezes com engasgos do bebê e até falta de manutenção da pega da mama

– as mamas estão sempre vazando leite, mesmo após o período da apojadura

– bebê regurgita durante as mamadas

– ocorrência de gases frequentes no bebê

– baixo ganho de peso mesmo com ingestão de leite frequente

– bebê com cocô esverdeado

Para reduzir as consequências da verdadeira hiperlactação, a mulher pode ordenhar o leite anterior e oferecer o posterior ao bebê e, nesse caso, oferecer apenas uma mama, para que ocorra esvaziamento e ingestão do leite anterior. Caso a outra mama fique muito cheia e gere desconforto na mãe, ela pode retirar um pouco de leite para alívio, mas se esvaziá-la pode ocorrer aumento da produção.
Além disso, é importante colocar o bebê para arrotar durante a mamada e também massagear as áreas endurecidas.

Tanto o excesso de leite quanto a produção reduzida podem ser prejudiciais, por isso é importante procurar auxílio de profissional capacitado para auxiliar na adaptação da produção do leite materno.

Agradecimento :Dra Marta meireles

Fonte :DRª CRISTIANE GOMES

Consultora Internacional em Amamentação (IBLCE), Fonoaudióloga, Especialista em Motricidade Orofacial (CFFa), Mestre em Educação (UNESP), Doutora em Pediatria (UNESP), Pós-Doutorado em Saúde Coletiva (UEL), Psicanalista em formação (Sociedade Psicanalítica do Paraná), Especializanda em Teoria Psicanalítica e Doula.
http://prolactare.com/…/leite-demais-leite-de-menos-como-id…

 

Odontologia Especializada

%d blogueiros gostam disto:
Pular para a barra de ferramentas