Festa junina. Saiba mais sobre os nutrientes dos alimentos da festa

Sua Saúde

Conheça os nutrientes dos alimentos de festa junina

Fonte: Marcela Taleb Haddad, nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês.

História das festas juninas

Celebradas no Brasil desde o século XVII, as festas juninas constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, ficando atrás apenas do Carnaval.

Segundo historiadores, esse evento não tinha nenhuma relação com religião, mas aos poucos recebeu influências do catolicismo e hoje está associado a santos católicos, em especial, a João Batista. O São João, como é popularmente conhecido, é o santo festeiro e tem sua data de nascimento lembrada sempre em 24 de junho.

Quando ouvimos falar em festa junina, uma das primeiras recordações que nos vem à mente são as comidas típicas. Apesar da grande tentação que elas nos trazem, sobretudo nesse período de frio, é possível se divertir sem engordar, fazendo escolhas alimentares mais saudáveis e comendo com moderação.

“Lembrar-se de não ir para as festas juninas em jejum para evitar excessos é a primeira dica”, comenta a nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês Marcela Taleb Haddad, que analisou alguns dos principais alimentos típicos das festas juninas e avaliou o que vale ou não a pena experimentar.

Pinhão — Essa semente da araucária, árvore símbolo do estado do Paraná, é uma boa fonte de carboidrato complexo e rica em fibras, fornecendo energia e promovendo saciedade. Rico também em antioxidantes, o pinhão pode ainda atuar na saúde cardiovascular, combater o envelhecimento precoce e fortalecer o sistema imunológico. Esse alimento é indicado para pessoas com intolerância ao glúten (doença celíaca), pois a farinha do pinhão não contém glúten.

Amendoim – Rico  em ácidos graxos monoinsaturados, ou seja, gorduras “boas” que podem auxiliar no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Os amendoins contêm também fitoesteróis, substâncias que favorecem a eliminação do colesterol pelo intestino. Em festas juninas, porém, geralmente são usados em preparações com manteiga e ricas em açúcar como pé de moleque e paçoca, o que requer consumo com moderação. Esta regra se aplica mesmo se ele for consumido sem adição de açúcar e sal, pois não deixa de ser um alimento calórico.

Alimentos com milho – O milho é um alimento rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, fibras e minerais. Ele desempenha papel importante também na prevenção de doenças como prisão de ventre e hemorroidas. A pipoca, se preparada com pouco óleo e sem excesso de sal, é uma boa opção pois promove saciedade, assim como a espiga de milho cozida. Neste caso, basta evitar acrescentar manteiga. As outras preparações com milho, como curau, pamonha e bolo de milho, geralmente são acrescidas de açúcar, leite condensado ou leite de coco, e contém muitas calorias.

Carnes — Os espetinhos de frango ou de carne vermelha magra, como alcatra e patinho moído, são as melhores opções. A salsicha deve ser evitada, pois trata-se de um alimento embutido e rico em sódio e gordura. As carnes, no geral, são boas fontes de ferro, nutriente capaz de prevenir a anemia e atuar na formação da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. As carnes são também fonte de vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Maçã do amor — Apesar de ser uma fruta, trata-se de um alimento muito calórico devido ao excesso de açúcar em sua cobertura. O mesmo se aplica para os doces de abóbora e batata doce que, apesar de apresentarem vitaminas e propriedades nutritivas, também possuem elevada quantidade de açúcar e calorias. A maçã, sem o açúcar, ajuda a controlar o diabetes e o colesterol, melhora o funcionamento intestinal e é indicada para quem deseja emagrecer, pois é rica em fibras e provoca a saciedade. Tanto a abóbora quanto a batata doce contêm carotenóides, substâncias que se convertem em vitamina A no nosso organismo, protegendo as células dos danos oxidativos e, consequentemente, reduzindo o risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

Vinho quente e quentão — O vinho quente possui substâncias que auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, mas deve ser consumido com moderação por ter álcool e grandes quantidades de açúcar. Já o quentão, por ser preparado com gengibre, canela, cravo da índia e cascas de laranja e limão, possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, mas é mais calórico. Além de açúcar, ele leva cachaça e possui maior teor de álcool. O ideal é optar pelo consumo de apenas uma dessas bebidas e não ultrapassar a quantidade de 150 mililitros (mL).

Alimento Valor calórico aproximado
Espiga de milho cozida (1 unidade média) 100 kcal
Pipoca (1 xícara de chá) 90 kcal
Maçã do amor (1 unidade grande) 450 kcal
Pé de moleque (1 unidade ) 90 kcal
Paçoca (1 unidade) 140 kcal
Pinhão (10 unidades) 105 kcal
Doce de abóbora (1 unidade) 115 kcal
Canjica (1 xícara de chá) 350 kcal
Vinho quente (1 copo de 100 ml) 150 kcal
Quentão (1 copo de 100 ml) 280 kcal
Espetinho de frango (1 unidade) 160 kcal
Espetinho de carne (1 unidade) 200 kcal
Pastel de queijo (1 unidade) 350 kcal
Cachorro-quente (1 unidade) 350 kcal
Caldo de feijão (1 xícara de chá) 150 kcal

Fonte: Hospital Sírio Libanês

Conceitos sobre Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

 
1. O que é DTM?
DTM é a sigla utilizada para designar “Disfunção temporomandibular”, que é o nome dado ao conjunto de alterações que envolvem principalmente as articulações da boca (chamadas de articulação temporomandibular – ATM) e os músculos que trabalham nos movimentos da mandíbula. Esses quadros podem vir acompanhados de dor orofacial (DOF), incluindo dores de cabeça. Os casos de DTM/DOF não são iguais. Existem tipos e subtipos de DTM e de DOF e, além disso, a mesma pessoa pode apresentar mais de um tipo de DTM e de DOF o que pode dificultar o diagnóstico.

2. Que Cirurgião-Dentista devo procurar? Qual especialidade da Odontologia que trata desse tipo de alteração?
Existe uma especialidade na Odontologia chamada Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM/DOF), e o Cirurgião-Dentista capacitado nessa área é o mais indicado para fazer o diagnóstico correto e, consequentemente, tratar o paciente.

3. O que pode causar DTM/DOF?
Vários fatores estão envolvidos na DTM/DOF, incluindo fatores genéticos, hábitos orais parafuncionais (hábito de apertar os dentes, roer unhas, mascar chicletes ou morder objetos com frequência) e história de trauma em cabeça e pescoço. Até mesmo o estado emocional do paciente tem influência na DTM/DOF. Atualmente se diz que essa é uma condição “multifatorial”.

4. Dentes fora de posição (“tortos”) podem causar DTM/DOF?
Baseado nas pesquisas com critérios metodológicos mais rigorosos, não se pode mais afirmar que dentes fora de posição, condição chamada de maloclusão, seja um fator causador de DTM/DOF. Essa ideia foi durante muito tempo divulgada na Odontologia mas o conhecimento científico atual não apoia esse tipo de relação.

5. Se a pessoa começa a apresentar sinais e sintomas de DTM/DOF após o tratamento da sua maloclusão, ela pode atribuir isso ao tratamento dental a que foi submetida?
Os pacientes podem apresentar casos de DTM/DOF independentemente de terem sido submetidos ou não ao tratamento da maloclusão. A correção das posições dentais também não pode ser responsabilizada pelo aparecimento de DTM.

6. Quais os tratamentos indicados para o paciente com DTM/DOF?
O tratamento é feito de acordo com o tipo de DTM/DOF que o paciente apresenta, mas de modo geral, a prática da conduta clínica Baseada em Evidência Científica recomenda que nenhum tratamento irreversível deva ser feito. Os procedimentos irreversíveis que os autores se referem são: ajuste oclusal (desgaste de dentes ou acréscimo de material de restauração), aparelhos para correção da mordida (ortodônticos e/ou ortopédicos), e reabilitação oral protética. Inclusive as cirurgias, que já foram amplamente empregadas em casos de DTM/DOF, apresentam indicações muito restritas e são feitas raramente e em casos muito específicos.

7. As crianças e adolescentes também podem apresentar DTM/DOF?
Sim. Estas condições podem atingir todas as faixas etárias, apesar dos estudos mostrarem que elas afetam mais mulheres jovens. Crianças raramente procuram tratamento para DTM e DOF, mas a conscientização dos pais e dos profissionais que atendem esses indivíduos em relação à presença de sinais e sintomas de DTM/DOF facilita a resolução e previne sua progressão.

Fonte:APCD

Adriana de Oliveira Lira Ortega – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial pela Unifesp, doutora em Ciências Odontológicas e pós-doutora em Patologia pela Fousp – Professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)

Liete Figueiredo Zwir – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial e doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Unifesp

 

Por que escovar com dentifrício a 1000 ppm F desde o irrompimento do 1º dente?

As bactérias que vivem naturalmente na boca de todos aderem às superfícies dentárias e nelas se acumulam, porque os dentes são as únicas superfícies do nosso organismo que não se descamam. O acúmulo de biofilmes é considerado o fator necessário para desenvolver cárie e biofilmes são comunidades bacterianas organizadas resistentes às defesas naturais do hospedeiro e à agentes antimicrobianos. Assim, a maneira mais eficaz de controlar biofilmes é sua remoção mecânica e no caso dos acumulados sobre os dentes isso tem sido feito pela escovação.

Entretanto, embora as pessoas escovem seus dentes, a eficácia da escovação feita habitualmente pela população para controlar cárie é muito pequena. Por outro lado quando os dentes são escovados com dentifrício fluoretado, o fluoreto disponibilizado pelo dentifrício compensa as limitações mecânicas da escovação com o efeito físico-químico do fluoreto interferindo com o processo de desenvolvimento de lesões de cárie. Logo, além do dentifrício usado para escovar os dentes precisar ser fluoretado ele necessita ter uma concentração mínima para ser eficaz e essa, de acordo com a melhor evidência cientifica disponível, deve ser de 1000 ppm F (mg F/kg). Outro fator importante é a frequência de escovação com dentifrício fluoretado, a qual deve ser no mínimo de 2x/dia, sendo que a escovação noturna parece ser a mais eficaz para o melhor controle de cárie.
Embora acúmulo de biofilme seja o fator necessário para o desenvolvimento de cárie, ele por si só não é suficiente, sendo determinante a exposição frequente á açucares da dieta, dos quais sacarose é o mais cariogênico. Logo, açúcar é o fator determinante negativo para o desenvolvimento de cárie e fluoreto é o fator determinante positivo tentando contrabalançar o efeito do açúcar. Assim, é altamente desejável, que além do dentes serem regularmente escovados com dentifrícios fluoretados, haja uma disciplina de consumo de produtos açucarados e esse equilíbrio é conseguido se açúcares não forem consumidos mais 7x/dia.
A escovação dos dentes com dentifrício fluoretado desde seu irrompimento tem sido pragmaticamente recomendada por Associações e Academias tanto da área Médica como Odontológica, porque:
1- Não é possível predizer se uma crianças terá ou não cárie no futuro;
2- Cárie continua sendo um problema na qualidade de vida das pessoas;
3- Fluorose dentária, o único risco do uso de dentifrício fluoretado na infância, não compromete a qualidade de vida dos acometidos;
4- A eficácia e segurança de dentifrício de concentração convencional (1000 a 1500 ppm F) está baseada em evidência.

Prof Jaime A Cury – FOP-UNICAMP Jaime Aparecido Cury – Professor titular de Bioquímica e Cariologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), Piracicaba, SP, Brasil
Prof. Jaime A Cury
Av. Limeira, 901 (CP 52)
Areião – Piracicaba – SP
13414-903
Brasil
jcury@unicamp.br

O papel da Odontopediatria na saúde bucal do adolescente

1) Qual é a especialidade odontológica que cuida da saúde bucal dos adolescentes?
A Odontopediatria é a especialidade que visa cuidar da saúde bucal dos adolescentes, enfatizando a prevenção e a promoção de saúde, de modo direcionado em um programa educativo-preventivo e curativo, se necessário, enfocando o aspecto estético e cosmético, tão valorizados nessa fase. A hebiatria ou odontohebiatria tem o papel ou a responsabilidade de atendimento ao público adolescente e sabe-se, nesse contexto, que ela figura como parte integrante da Odontopediatria. O odontopediatra está apto para realizar o atendimento voltado para a saúde bucal dos bebês, da criança e do adolescente. Este profissional está habilitado a entender como os determinantes de saúde interferem nos adolescentes e tem conhecimento para utilizar recursos clínicos no auxílio do diagnóstico de comportamentos nocivos à saúde típicos da adolescência, como distúrbios alimentares, uso de drogas e a utilização do piercing bucal. O Cirurgião-Dentista deve se adequar para atender bem às necessidades dos jovens e deles obterem melhor retorno. É muito importante que o profissional não tenha preconceitos ou estereótipos durante suas intervenções, procurando entender o universo que compreende a adolescência, bem como as suas alterações. O papel desempenhado pelo Cirurgião-Dentista nessa fase como educador e motivador é fundamental para introduzir nos hábitos e na rotina do paciente, cuidados com a boca.1,2

2) Como pode ser definido o período da adolescência?
A Organização Mundial de Saúde considera a adolescência como o período compreendido entre a faixa etária dos 10 aos 19 anos. Corresponde a um período de transição entre a infância e a vida adulta, que é iniciado com as mudanças corporais da puberdade.1,3,4

3) Quais as principais mudanças a serem analisadas nesse período?
Caracteriza-se como um período de intensas transformações físicas e psicossociais que requerem atenção e ações de saúde, visando à saúde integral. Nesse período de vida, considerado de transição, os adolescentes passam por dificuldades relativas ao seu crescimento físico e amadurecimento psicológico, sexualidade, relacionamento familiar e social com os pares, violência, inserção no mercado de trabalho e outras.
Os adolescentes, pela própria condição psicológica de serem mais abertos a assumirem riscos, podem estar mais vulneráveis ao uso e/ou abuso de substâncias lícitas e ilícitas, exploração sexual, DST/Aids, gravidez precoce não planejada, problemas escolares, evasão escolar, depressão, suicídio, acidentes, entre outras situações.
As modificações hormonais, a irregularidade da dieta e a predileção, muitas vezes, por lanches substituindo refeições, podem levar a alterações digestivas, hábitos intestinais inadequados, bem como a alguns fatores que modificam o meio interno e o ambiente externo dos adolescentes, inserindo-os em um grupo de risco para a saúde geral e oral. Devido a isso, alguns cuidados específicos devem ser orientados.1,3,4

4) Quais problemas odontológicos podem afligir os adolescentes?
As principais doenças ou os principais problemas bucais nessa fase incluem: doenças periodontais, cárie dentária, maloclusão, fluorose, mau hálito, erosão, traumatismo dentário e a disfunção temporomandibular, que é outra alteração que pode iniciar sua manifestação nessa fase, especialmente nas mulheres. Dentre os problemas periodontais, têm-se aumento da prevalência de gengivite. Gengivite crônica é uma infecção gengival encontrada comumente, podendo ser causada pelo acúmulo de biofilme bacteriano. Essa forma de gengivite pode instalar-se em decorrência de alteração hormonal proporcionada pela ação do hormônio esteroidal (que aumenta a resposta inflamatória), podendo ainda manifestar-se proveniente de outros fatores desencadeantes. Problemas bucais podem causar dor, infecção, dificuldade em falar ou mastigar, bem como ausência na escola. Esses problemas podem influenciar na saúde geral, nos estudos, no trabalho e na vida social e autoestima dos adolescentes. Existem ainda, alguns comportamentos que podem agir, influenciando na saúde bucal, tais como: morder objetos, respirar pela boca e ranger os dentes, concomitantemente causando maloclusão ou quebra e desgaste dos dentes; etilismo e tabagismo podem ser os causadores de mau hálito, câncer bucal, manchas nos dentes e doença periodontal, além disso, esses maus hábitos podem repercutir desfavoravelmente na saúde geral desses indivíduos; uso de piercing na boca, que pode causar complicações como infecção, inchaço da língua, sangramento, dificuldade para mastigar, falar ou para engolir, entre outros.5-9

5) Qual deve ser a postura adotada pelos adolescentes, por seus familiares e pelo Cirurgião-Dentista?
Cabe ao adolescente primar por obter efetividade no autocuidado com sua higiene bucal, fazendo uso de técnica de escovação e de uso de fio dental ou fita dental corretamente. Convém ainda, diminuir o consumo de bebidas ácidas e evitar-se o uso do fumo, do álcool e de outras substâncias que possam afetar a saúde geral. Quanto aos pais e/ou responsáveis, cabe a eles tentar orientar os adolescentes a realizar as refeições principais ao longo do dia, sempre enfatizando acerca da importância que tem para eles a prática dos cuidados com sua higiene bucal. Convém lembrar, que o hábito diário e frequente da escovação e do uso de fio dental, pode ser prejudicado pelo fato de que o adolescente não se encontra sob controle dos pais, como na infância em relação ao monitoramento dessas medidas de higiene bucal. Uma forma de se contrapor a isso é, por meio da orientação adequada do próprio adolescente, responsabilizando-o por sua saúde. A adolescência é um período em que surgem mudanças de hábitos que podem levar ao aumento de algumas doenças bucais. Medidas preventivas de autocuidado podem ser realizadas diariamente pelos pacientes e devem ser recomendadas pelo Cirurgião-Dentista. Nesse sentido, além de serem promovidas orientações aos adolescentes acerca da manutenção da sua saúde bucal, deve-se procurar mantê-los constantemente motivados. O papel dos Cirurgiões-Dentistas nesse contexto engloba a aplicação de flúor, a profilaxia, o monitoramento de doenças gengivais, a instrumentação periodontal (raspagem coronariorradicular e alisamento radicular), bem como as orientações sobre os cuidados essenciais com a saúde oral, aconselhando-se conjuntamente a eles, evitar o uso de fumo e álcool, devido aos malefícios para a saúde que esses hábitos podem trazer consigo. Outro fator a ser considerado são os horários irregulares empregados por esses adolescentes para a realização da sua higienização, dificultando a obtenção de resultados adequados no controle do biofilme dentário. Nessas situações, o Cirurgião-Dentista deve mostrar a importância da regularidade dos horários, orientando esses pacientes. Relacionado aos procedimentos odontológicos a serem executados, o tratamento empregado consiste na remoção de cálculos e controle mecânico da placa bacteriana com técnicas de higiene adequadas. A utilização do fio dental pode fazer parte conjuntamente da rotina diária de higiene a ser executada pelos adolescentes para remover a placa dos espaços interdentários.2,9,10

6) Por que a prevenção em Odontologia é tão importante nesse período?
O controle periódico e os programas preventivos tem importância extremada neste período pelo fato de existirem na cavidade bucal dentes recém-erupcionados e os pacientes apresentarem diversas situações de risco que relacionamos acima acerca do seu comportamento, dieta, cooperação e entendimento, dentre outras. As ações de prevenção e de promoção de saúde têm por objetivo estimular o potencial criativo e resolutivo dos adolescentes, estimulando a participação e o protagonismo juvenil. O autocuidado em se tratando da prevenção em saúde bucal é muito importante e o adolescente tem condições de exercer esse autocuidado com o seu corpo em geral e com a sua boca em particular, e ao realizar essas atividades estará dando um passo significativo na manutenção de sua saúde bucal.9,10

Fonte :Sérgio Spezzia – Cirurgião-Dentista – Mestrando em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo   /Katia Maria Scigliano Miquel Lamelo – Cirurgiã-Dentista – Especialista em Odontopediatria /Ricardo Schmitutz Jahn – Cirurgião-Dentista – Doutor em Ciências, professor titular da disciplina de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Santo Amaro (Unisa) /Maria Rosângela Jahn – Cirurgiã-Dentista – Especialista em Odontopediatria e Periodontia

O que ocasiona a cárie?

A cárie é uma disbiose (desequilíbrio entre os diferentes micro-organismos presentes na boca ) e açúcar dependente , podendo se desenvolver em várias faces (superfícies) dos dentes, entre elas, a INTERPROXIMAL, que é a face que fica entre um dente e outro (região interdental).
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De uma forma geral, para que a cárie não se manifeste é necessário que: 1⃣ocorra o controle da ingestão de açúcar/carboidratos fermentáveis (doces, pães etc.) e 2⃣higiene bucal adequada, na qual, além do uso trivial da escova e pasta fluoretada na concentração ideal, deve-se também utilizar o FIO DENTAL
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O FIO ou FITA DENTAL são os dispositivos capazes de promover a limpeza eficaz das superfícies interdentais. O seu uso diário evita lesões de cárie e é fundamental para a saúde gengival! .
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Gengiva muito vermelha e que sangra com o uso do fio, é gengiva doente e que precisa de avaliação e tratamento profissional, assim como as superfícies interproximais também!
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Comparecer às consultas periódicas do Odontopediatra é fundamental para se ter saúde bucal completa!
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#odontopediatriabrasil

Sua Saúde

Combate à obesidade infantil começa em casa com ajuda da família

Fonte: Dra. Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil é comemorado em 3 de junho. Você sabe o que é obesidade mórbida? Nos adultos, esse tipo de obesidade refere-se às pessoas que têm o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 kg/m² — ou seja, quando estão muito acima do peso (obesidade grau III) e passam a correr risco de desenvolver doenças. Na infância e na adolescência, porém, a classificação da obesidade mórbida é um pouco diferente. Caracteriza-se, geralmente, quando elas estão com um peso 15% a mais que o correspondente a sua altura e idade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI em todo o mundo. No Brasil, dados nacionais indicam que uma em cada três crianças estão acima do peso.

Para a endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, a dra. Claudia Cozer, o aumento da obesidade infantil se deve à falta de campanhas preventivas, leis específicas e educação para que as crianças se alimentem melhor e façam mais atividade física. “Este dia 3 de maio é uma ótima oportunidade para nos lembramos do problema da obesidade infantil, discutirmos o assunto e ficarmos atentos à alimentação de nossos filhos, netos, sobrinhos ou qualquer outra criança de nosso convívio”, comenta.

A obesidade infantil eleva nas crianças os riscos de hipertensão, diabetes, dislipidemia (gordura no sangue), esteatose hepática, aumento de ácido úrico, problemas ortopédicos, depressão, entre outros problemas de saúde.

Como prevenir a obesidade infantil?

A família é peça fundamental na educação alimentar das crianças. Até os 10 anos de idade, principalmente, são os pais que coordenam as escolhas das comidas e os modos de preparo. “A obesidade muitas vezes começa nos primeiros anos de vida e quanto mais tempo persistir esse excesso de peso, mais difícil será de voltar ao peso normal depois”, observa a dra. Claudia.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) lista dez erros que não devemos cometer na educação alimentar das crianças. São eles:

  • Dizer sempre sim: A criança que come tudo que pede vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais na alimentação.
  • Lanches fora de hora: O ideal é que toda criança tenha seis refeições diárias e evite as beliscadas fora desses horários.
  • Oferecer comida como recompensa: “Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a ideia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
  • Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar a aversão que a criança sente em relação às saladas.
  • Brincadeiras na mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
  • Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada.
  • Substituir refeições: Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
  • Tornar a ida a uma lanchonete “um programão”: A comida de casa fica meio sem graça.
  • Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes e fibras.
  • Dar o exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e só beber refrigerante.

Fonte: Hospital Sírio Libanês

O que fazer para evitar a erosão dental ?

Como Evitar a Erosão Dental  

Esse é um problema muito comum, mas que pode ser evitado e tratado.

Você sabe quando acontece a erosão nos dentes?A erosão ácida consiste na perda da superfície do dente (desgaste do esmalte), causada por ácidos intrínsecos (origem gástrica) ou extrínsecos (dieta), mas muito mais associada à dieta moderna. Os principais alimentos que danificam o esmalte dos dentes são: refrigerantes, suco de limão, vinagre, uvas, maçãs, laranjas, tomates, etc.

Se o ataque ácido acontece com muita frequência, a saliva, que neutraliza a acidez e ajuda na remineralização do esmalte, não consegue recuperar este esmalte.

Sintomas da Erosão Dental

Sensibilidade: À medida que o esmalte se desgasta e a dentina (tecido principal do dente) se torna exposta, ocasionalmente pode-se sentir uma pontada ao consumir bebidas geladas, quentes ou doces. Conheça outras causas da sensibilidade.
Descoloração: Os dentes podem ter aparência amarelada devido à exposição da dentina (diretamente ou pelo esmalte ter se tornado muito fino).
Dentes arredondados: Aparência arredondada e áspera na superfície e borda dos dentes.
O que fazer para evitar a erosão?    Uma das medida a ser tomada é: evite escovar os dentes imediatamente após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos ou bebidas ácidas. Sim, o ideal é aguardar de 30 minutos até uma hora, justamente porque logo após a refeição é que o esmalte encontra-se mais vulnerável. O ideal é, imediatamente após a refeição simplesmente bochecar água, e somente escovar os dentes depois deste tempo.

Além disso, cabem também os seguintes cuidados:

Evite beber refrigerantes, mas se for beber use canudo.
Escove os dentes suavemente, de forma completa e sempre com escova macia.
Escolha um creme dental com baixa abrasividade.
Procedimentos preventivos simples minimizam o risco: vá ao dentista regularmente e converse com ele sobre quaisquer dúvidas que tenha. Minimizar a erosão ácida é conscientizar-se sobre os alimentos ácidos e seguir simples passos preventivos para ajudar a minimizar o risco.

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR EM COMO SEU FILHO RESPIRA?

Já observou se ele mantem os lábios fechados quando está assistindo TV, brincando ou mesmo comendo?Você acha que o modo dele respirar pode impactar no modo como ele se alimenta?
O respirador oral normalmente tem preferência por alimentos macios e moles, e costuma beber liquido junto com os alimentos. Isso acontece em decorrência da dificuldade para mastigar. A mastigação nessas crianças costuma ser bem alterada: com lábios abertos, rápida, ruidosa e desordenada. Isso ocorre porque, como a criança não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos, durante a mastigação, para também respirar. Nesta competição, a respiração, indiscutivelmente, vence; daí a preferência por alimentos que facilitem a mastigação e líquidos que ajudem na deglutição destes.
Conheça as outras possíveis consequências da respiração oral:
– Rendimento físico e escolar diminuídos por dormirem mal (quando há obstrução nasal), e por haver uma menor oxigenação, quando se respira pela boca, as trocas gasosas (gás carbônico/oxigênio) são mais rápidas, podendo prejudicar a oxigenação necessária;
– Crescimento físico diminuído: decorrente de má alimentação;
– Alterações na postura corporal: alguns autores descrevem que são frequentes alterações posturais, secundarias a compensações realizadas para facilitar a respiração;
– Alterações de fala: geralmente provenientes das deformidades dos dentes e da face;
– Otite (inflamação do ouvido): Normalmente acompanha um quadro de hipertrofia (aumento) de adenoide, podendo levar a uma diminuição temporária da audição;
– Ronco noturno e excesso de baba no travesseiro: estando a criança com algo (rinite alérgica intensa, adenoide muito grande etc.) que impeça sua respiração pelo nariz, esta tem que manter a boca aberta para aumentar a passagem do ar. (favorecendo o ronco) e, com isso, mantém mais tempo a respiração do que a deglutição, ocorrendo a presença de baba.

Devido a todas essas possíveis consequências, o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional precoce. O médico ira diagnosticar e tratar a causa da respiração oral, o fonoaudiólogo ira auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, voz e fala.
O ortodontista irá corrigir as alterações dentárias e em alguns casos o fisioterapeuta colaborará para reeducar a postura corporal do indivíduo.
Caso seu filho apresente alguns dos sintomas descritos nesse texto, converse com seu pediatra e procure um Fonoaudiólogo Especialista em Motricidade Orofacial, ele saberá como te ajudar.
Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 2 – 5567.
O vídeo explica como o rosto de uma criança precisa crescer em sentido anterior de modo a permitir o desenvolvimento das vias aéreas. Alguns tipos de ortodontia prendem ou impedem o crescimento facial e consequentemente, essas crianças ficarão sujeitos a alterações da respiração e a apnéia obstrutiva do sono.

 

Fonte: Patrícia Junqueira e Dra Marta Meireles

Não engula, mastigue!

Ato aprendido naturalmente durante a infância, o mastigar ajuda a digestão e traz até benefícios cognitivos. Por outro lado, o “engolir” rapidamente a comida oferece riscos à saúde. A obesidade é um deles



A mastigação é fundamental para a boa digestão de qualquer tipo de alimento
Em sua próxima refeição tire a prova: quantas vezes você mastiga cada garfada? Se for algo inferior a vinte vezes saiba que está colocando sua saúde em risco. Embora pareça algo simples – automático até –, a mastigação é um ritual que precisa ser treinado. Pela mastigação, trituramos os alimentos na boca para que, quando chegarem ao estômago e ao intestino, eles possam ser digeridos e aproveitados facilmente. “A mastigação adequada ajuda na passagem do alimento pelo esôfago, que faz o transporte até o estômago”, afirma a gastroenterologista do Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba Sandra Beatriz Marion Valarini, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ela explica que, quando se come rapidamente e se mastiga pouco, a digestão é mais lenta, há uma sensação de estufamento e de peso no estômago, se engole mais ar e a digestão se torna mais difícil. Além disso, quando a comida é mal mastigada, nem todos os nutrientes podem ser absorvidos pelo organismo e há perda de vitaminas, proteínas e sais minerais. Se essa situação se prolonga, a pessoa pode sofrer uma deficiência nutricional.

Diversos estudos comprovam a importância da mastigação para a saúde, com influência na arcada dentária, na fala e em funções cognitivas, como a memória, que recebe estímulos pelos movimentos do mastigar. O ortodontista Aguinaldo Coelho de Farias, professor de Odontologia da Universidade Federal do Paraná, lembra que a posição correta dos dentes é fundamental. “O perfeito engrenamento dos dentes permite uma mastigação próxima do ideal para a digestão. A mastigação normal é realizada nos dois lados da arcada dentária, com todos os dentes presentes ou, no mínimo, substituídos por próteses dentárias”, afirma.

Desde a infância

No início é só o leite materno, depois vem a mamadeira, as papinhas e os sucos até que a criança, com os primeiros dentinhos, esteja apta a receber alimentos sólidos. Nesse caminho, se a mastigação é deficiente, é comum a presença de assimetrias faciais, diminuição no crescimento da mandíbula, problemas estomacais e degenerações articulares, de acordo com Farias. Problemas que acompanham – e atrapalham – a pessoa por toda a vida. Apenas consultas regulares ao dentista podem ajudar no diagnóstico e no tratamento. “Quanto antes a reabilitação, menores serão os danos à mastigação e à estética do paciente”, completa.

Bebida x comida

Vá a qualquer restaurante e note quantas pessoas bebem enquanto comem. Apesar de comum, a prática não é nada recomendável. Como não mastigam e, consequentemente, não salivam direito, as pessoas tomam alguma coisa para “empurrar” a comida, que parece estar “seca”. “Ao beber, prejudica-se a digestão, aumentam as chances de refluxo e se engole mais ar, o que leva a ter mais gases no estômago. Esses gases precisam sair de alguma maneira, e o fazem ou por arrotos ou pela flatulência”, explica a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion Valarini.

Perda de peso

Estudos norte-americanos, citados em matéria recente do jornal The New York Times, confirmaram que quanto mais rápido comemos, mais calorias são ingeridas. Um dos motivos seria o efeito da ingestão mais rápida sobre os hormônios. Um desses estudos avaliou um grupo que consumiu uma porção idêntica de sorvete, em ocasiões diferentes. Foi constatado que as pessoas liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Por outro estudo, três mil participantes mostraram que quem come rapidamente e até se sentir “cheio” tem o risco três vezes maior de estar acima do peso, comparando com quem come mais devagar.

O nutrólogo Cláudio Barbosa explica que a mastigação é peça importante no tratamento cognitivo comportamental da obesidade. “Se a pessoa quer perder peso, não bastam a dieta, os exercícios físicos ou a medicação prescrita. É preciso avaliar os comportamentos e as mudanças de pensamento, que podem estar agindo como gatilho que nos leva a comer de­­­­mais”, explica.

Maçã versus mousse

A própria gastronomia atual seria uma das culpadas pelo desfavorecimento da mastigação.

“Por milhares de anos nunca se comeu tão molinho, maciozinho e cremosinho. A culinária de hoje nos trouxe a delícia dos manjares, e temos uma comida mais sofisticada do que tínhamos na idade da pedra. Mas, por outro lado, para se ter um alimento cremoso, adicionamos açú­­­­car e gordura, o que aumenta a densidade calórica do alimento”, explica o nutrólogo. O fato de comermos “sem dificuldade”, eco­­­­nomi­­­­zan­­­­do as mastigadas, também é um fator que contribui para que se co­­­­­ma mais, mais rapidamente. E esse é um rápido ca­­­­minho para o excesso de peso.

Serviço

Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba, fone (41) 3263-4474. Nutrólogo Cláudio Barbosa, fone (41) 3622-0144.

Agradecimento

Modelo Luiz Rinaldi, da Agência DM Models, fone (41) 3243-0202 e site www.dmagency.com.br.

Fonte:

Odontologia Especializada

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