O uso de piercing oral na adolescência

 


1. Como pode ser definido o termo piercing oral?
O termo piercing é originário do verbo inglês to pierce, que significa perfurar, e é usado para definir adornos que são fixados em diferentes locais do corpo, através de perfurações. O uso de piercings ocorre nas mais diversas áreas do corpo, dentre as quais, têm-se: nariz, umbigo, mamilos, sobrancelhas, orelhas, órgãos sexuais e região oral, quando as perfurações ou aplicações ocorrem nas áreas por onde atua o cirurgião dentista, como: dentes, lábios, língua, freio lingual e freio labial, denominamos esse piercing de piercing oral. Os três tipos principais de piercings orais, quanto ao formato da barra de material empregada são o labrette (geralmente colocado no lábio inferior), o barbell (usado normalmente na língua) e o anillo (normalmente colocado nos lábios e em menor escala nas zonas laterais da língua).

2. Por que o uso do piercing oral tem se tornado comum na adolescência?
A irreverência do adolescente é incontestável e a teimosia também. Dessa forma, mesmo que os pais não concordem com certos modismos, é difícil impedir que, cedo ou tarde, o filho apareça em casa com alguma novidade no corpo. Muitos adolescentes colocam piercing ou fazem tatuagem para se destacar no grupo ou definir traços de sua personalidade. Normalmente um só adorno não basta e os jovens colocam vários deles espalhados pelo corpo. Ultimamente um dos locais preferidos para uso tem sido a cavidade bucal. Piercing atualmente é moda popular utilizada como uma maneira de diferenciação, principalmente entre os jovens e adolescentes com idade entre 15 e 19 anos. Entre os motivos que levam o indivíduo a justificar essa prática, incluem-se aspectos relacionados ao modismo, rebeldia, necessidade de se diferenciar e também influências éticas ou tribais. Convém ressaltar, em contrapartida, no entanto, que apesar desse comportamento frequentemente ocorrer, enquanto menor de idade, o adolescente não pode fazer aplicações de piercing e está proibido de optar por fazê-las sem a devida autorização por escrito dos seus pais e/ou responsáveis.

3. Por que é importante saber diferenciar como procede a colocação dos piercings orais mais comumente usados?
Dentre os piercings orais, os mais utilizados geralmente são os piercings bucal e o dental. A diferenciação entre o piercing bucal e o piercing dental tende a ser importante no ato em que o paciente adolescente faz sua escolha para uso, uma vez que o dental mostra-se bem menos traumatizante em sua forma de aplicação. No bucal, o acessório é colocado sob efeito de anestesia após perfuração da mucosa dos lábios, bochechas ou da língua. Já no dental, uma pequena lasca de metal brilhante, como ouro ou aço é colado na face externa do dente e nenhuma estrutura dentária é prejudicada ou sequer desgastada. Executa-se, dessa forma, um procedimento que é indolor e que pode ser feito sem o emprego de anestesia.

4. Que possíveis riscos e/ou complicações a saúde bucal dos adolescentes são causadas pelo uso dos piercings orais?
Ocorrem algumas complicações locais, advindo do uso do piercing oral, tais como: hemorragia, inflamação local, aumento do fluxo salivar, reação alérgica ao metal usado na confecção do piercing e trauma ao osso e dentes adjacentes, desencadeando reabsorções e fraturas, respectivamente. No mais, sabe-se que o piercing oral tem sido identificado como o vetor na transmissão de alguns vírus, dentre eles, ressalta-se: o vírus do HIV, das hepatites B, C e G e o do herpex simples, entre outros. Existem ainda, alguns riscos envolvidos mesmo depois que a ferida da perfuração cicatriza ou desaparece, que convém serem citados, como é o caso de se ter a possibilidade de engolir peças soltas que foram empregadas no processo de instalação do piercing ou de se danificar os dentes. Nesse contexto e devido a esses problemas todos que podem ser provocados, a melhor escolha é optar por não fazer o piercing oral. Convém frisar, que existe uma grande falta de conhecimento a respeito dos riscos e malefícios que tem a utilização dos piercings de uma forma geral, inclui-se nesse parecer também o uso do piercing oral como grande causador de danos.

5. Quanto tempo pode durar esse piercing?
Caso o paciente não contraia nenhuma infeção e os piercings orais em uso não interfiram com as funções normais da boca, estes podem ser usados de forma permanente. No entanto, é extremamente importante durante todo o período de uso consultar um cirurgião dentista, na hipótese de se sentir qualquer tipo de dor ou de ocorrer algum outro tipo de problema.

6. Qual deve ser o papel desempenhado pelo cirurgião dentista nesse contexto?
O profissional de saúde, de uma forma geral, deve orientar e apresentar as possíveis complicações ao seu paciente, intervindo quando necessário. A preocupação dos profissionais deve ser fundamentada não apenas nos efeitos deletérios locais, mas nas implicações sistêmicas que podem surgir decorrentes do uso de piercings orais. É fundamental que o cirurgião dentista recomende ao paciente a realização de alguns cuidados, como: remoção e limpeza diária do ornamento; execução de uma higienização bucal adequada, com especial atenção à língua quando da presença de um piercing lingual; evitar hábitos parafuncionais de morder o piercing; procurar auxílio odontológico, caso perceba alterações em dentes ou mucosas e realizar consultas odontológicas periódicas para proservação. O uso do piercing parte de uma opção individual e que pode ser consentida em alguns casos, advindo disso, o profissional deve respeitar o que foi determinado pelo seu paciente, orientando-o da maneira mais clara possível, para evitar que surjam consequências.

Fonte:

Sérgio Spezzia – Cirurgião-Dentista – Especialista em Adolescência para Equipe Multidisciplinar e Mestrando em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp)

Uma escova limpa e bem cuidada é importante para manter a saúde oral. Por isso, a limpeza da escova deve começar pela lavagem com água corrente e remoção do excesso de água.

Em seguida, borrife um antisséptico nas cerdas. O mais indicado é a clorexidina 0,12%, encontrada em farmácias. Use o protetor de cabeça para a escova com a parte interna também embebida pela solução antisséptica. Depois, é só guardar e repetir a limpeza após cada escovação.

 

SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS EM TRATAMENTOS BUCAIS EM PESSOAS COM DIABETES

Assim como a dieta para diabéticos deve ser orientada por um nutricionista, também a saúde bucal deve ser bem conduzida a fim de promover a saúde como um todo.

Segundos estudos divulgados, observou-se um aumento do diabetes em mais de 700% nos últimos 50 anos. Hoje, cerca de 55% dos brasileiros são pré-diabéticos ou diabéticos.

Infelizmente, ainda não há cura para o diabetes, e a medicina tradicional trata apenas os efeitos da doença. Assim como as medicações prescritas utilizadas não são consideradas 100% seguras, alguns produtos bucais usados por diabéticos também não são.

SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS

Pessoas portadoras de diabetes devem prestar muita atenção aos enxaguantes e hidratantes bucais que possuem certas substâncias em sua composição.

Há produtos com corantes, por exemplo, que apresentam um nível de açúcar muito elevado. Enxaguantes à base de clorexidina também devem ser usados com cautela; produtos contendo álcool, também não são recomendados.

A melhor atitude em relação aos produtos bucais, tão essenciais para a saúde dos portadores de diabetes, é a escolha certa deles. Produtos livres de  álcool e açúcar, como vimos, são os mais indicados.

ÁLCOOL

Álcool pode causar muitas dores e desagradável ardentia, além disso, há estudos indicativos de que o álcool pode aumentar a permeabilidade da mucosa da boca a substâncias cancerígenas.

AÇÚCAR

Em relação ao açúcar, este seria altamente prejudicial para pacientes diabéticos.

RECOMENDAÇÕES

Algumas atitudes, além do controle dos açúcares, também vão ajudar em relação ao diabetes:

  • Alimentação que esteja de acordo com cada tipo metabólico;
  • Exercícios regulares;
  • Evitar gordura trans
  • Consumir ômega-3 de origem animal;
  • Dormir bem;
  • Melhorar os níveis de vitamina D;
  • Controlar a insulina, evitando muito tempo em jejum,
  • Cuidar da flora intestinal.

Saúde bucal é importantíssima para os diabéticos, já que a condição também pode levar a outros problemas, como infecções nas glândulas salivares, infecções por fungos, lesões e irritação em torno dos cantos da boca.

 

Conceitos atuais sobre traumatismo dentário em dentes de leite

O traumatismo dentário é um problema comum que atinge crianças em todo mundo

O traumatismo dentário é um problema comum que atinge crianças em todo mundo causado por um impacto externo sobre o tecido dental, e pode resultar em dor e danos emocionais à criança devido ao comprometimento estético.
1. Qual a idade de maior risco em que pode ocorrer traumatismo dentário?
O risco de traumatismo dentário é maior entre os 18 e 30 meses de idade, pois nesse período de vida é quando as crianças começam a realizar os movimentos independentes de andar e correr e ainda não possuem boa coordenação motora. As causas mais comuns de traumatismo dentário estão relacionadas com quedas e acidentes quando as crianças estão brincando em casa, na escola, em parques de diversão e outros locais públicos.
2. Dentes fora da posição podem favorecer o traumatismo dentário?
Sim, principalmente em crianças de maior idade. Crianças que possuem mordida aberta anterior, que é verificada quando os dentes superiores anteriores não tocam os dentes inferiores (Figura 1) tem maior risco de sofrer traumatismo dentário. O perigo também é grande quando as crianças possuem os dentes superiores mais para frente do que os dentes inferiores (Figura 2). Nesses dois casos o lábio superior pode não estar protegendo os dentes, o que torna ainda maior o risco da criança ter um traumatismo.
3. Quais são os dentes que mais tem possibilidade de sofrer traumatismo dentário?
Os dentes que tem maior risco de sofrer o traumatismo dentário são os dentes anteriores, isto pode ocorrer tanto nos superiores quanto nos inferiores. No entanto, é mais comum nos dentes superiores e raramente atinge um dente posterior.
4. Como prevenir um traumatismo dentário?
A melhor forma de prevenir o traumatismo dentário é ter atenção especial aos acidentes que podem ocorrer com as crianças. Entre eles podemos enumerar alguns: 1) crianças que estão aprendendo a andar e correr (procure estar perto da criança nesta fase); 2) crianças que vão andar de bicicleta ou patins (uso de equipamentos de proteção); 3) brincadeiras na piscina (tome cuidado com as brincadeiras dentro da água, assim como na hora de sair da piscina); 4) crianças e adolescentes que praticam esporte de contato (verifique o uso de protetores bucais); 5) dentro das causas mais comuns de traumatismo pode-se citar a falta de uso de cinto de segurança (uso de assentos de carros e bicicletas especiais para crianças e importância de educar para o trânsito).

5. O que fazer quando uma criança sofre um traumatismo dentário?
Procure um odontopediatra o mais breve possível, mesmo se o trauma observado apresentar um dano mínimo. Somente o clínico poderá avaliar a extensão do problema que o traumatismo pode ter causado ao dente e a cavidade bucal. Se houve fratura do dente, guarde a parte do dente que está solta em um copo com leite ou soro fisiológico. A falta de informação dos pais ou responsáveis sobre as consequências que tais traumatismos podem causar nos dentes de leite e permanentes é o principal fator que contribui para uma pequena porcentagem de crianças que são levadas a atendimento de urgência.

Fonte:

Ivonne Elena Vasquez Aillon – Aluna de Mestrado em Odontopediatria da Fousp

Jenny Abanto – Aluna de Pós-doutorado em Odontopediatria da Fousp

Gustavo Tello – Aluno de Doutorado em Odontopediatria da Fousp

Gabriela Oliveira Berti – Aluna de Doutorado em Odontopediatria da Fousp

Evelyn Alvarez Vidigal – Aluna de Doutorado em Odontopediatria da Fousp

Thais Cordeschi – Aluna de Mestrado em Odontopediatria da Fousp

 

 

Conceitos atuais sobre Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

 

 
1. O que é DTM?
DTM é a sigla utilizada para designar “Disfunção temporomandibular”, que é o nome dado ao conjunto de alterações que envolvem principalmente as articulações da boca (chamadas de articulação temporomandibular – ATM) e os músculos que trabalham nos movimentos da mandíbula. Esses quadros podem vir acompanhados de dor orofacial (DOF), incluindo dores de cabeça. Os casos de DTM/DOF não são iguais. Existem tipos e subtipos de DTM e de DOF e, além disso, a mesma pessoa pode apresentar mais de um tipo de DTM e de DOF o que pode dificultar o diagnóstico.

2. Que Cirurgião-Dentista devo procurar? Qual especialidade da Odontologia que trata desse tipo de alteração?
Existe uma especialidade na Odontologia chamada Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM/DOF), e o Cirurgião-Dentista capacitado nessa área é o mais indicado para fazer o diagnóstico correto e, consequentemente, tratar o paciente.

3. O que pode causar DTM/DOF?
Vários fatores estão envolvidos na DTM/DOF, incluindo fatores genéticos, hábitos orais parafuncionais (hábito de apertar os dentes, roer unhas, mascar chicletes ou morder objetos com frequência) e história de trauma em cabeça e pescoço. Até mesmo o estado emocional do paciente tem influência na DTM/DOF. Atualmente se diz que essa é uma condição “multifatorial”.

4. Dentes fora de posição (“tortos”) podem causar DTM/DOF?
Baseado nas pesquisas com critérios metodológicos mais rigorosos, não se pode mais afirmar que dentes fora de posição, condição chamada de maloclusão, seja um fator causador de DTM/DOF. Essa ideia foi durante muito tempo divulgada na Odontologia mas o conhecimento científico atual não apoia esse tipo de relação.

5. Se a pessoa começa a apresentar sinais e sintomas de DTM/DOF após o tratamento da sua maloclusão, ela pode atribuir isso ao tratamento dental a que foi submetida?
Os pacientes podem apresentar casos de DTM/DOF independentemente de terem sido submetidos ou não ao tratamento da maloclusão. A correção das posições dentais também não pode ser responsabilizada pelo aparecimento de DTM.

6. Quais os tratamentos indicados para o paciente com DTM/DOF?
O tratamento é feito de acordo com o tipo de DTM/DOF que o paciente apresenta, mas de modo geral, a prática da conduta clínica Baseada em Evidência Científica recomenda que nenhum tratamento irreversível deva ser feito. Os procedimentos irreversíveis que os autores se referem são: ajuste oclusal (desgaste de dentes ou acréscimo de material de restauração), aparelhos para correção da mordida (ortodônticos e/ou ortopédicos), e reabilitação oral protética. Inclusive as cirurgias, que já foram amplamente empregadas em casos de DTM/DOF, apresentam indicações muito restritas e são feitas raramente e em casos muito específicos.

7. As crianças e adolescentes também podem apresentar DTM/DOF?
Sim. Estas condições podem atingir todas as faixas etárias, apesar dos estudos mostrarem que elas afetam mais mulheres jovens. Crianças raramente procuram tratamento para DTM e DOF, mas a conscientização dos pais e dos profissionais que atendem esses indivíduos em relação à presença de sinais e sintomas de DTM/DOF facilita a resolução e previne sua progressão.

Fonte:

Adriana de Oliveira Lira Ortega – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial pela Unifesp, doutora em Ciências Odontológicas e pós-doutora em Patologia pela Fousp – Professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)

Liete Figueiredo Zwir – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial e doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Unifesp

APCD

E agora… Estamos em época de férias escolares.Meu filho pode comer doces ?

Pensando em prevenção , caso seu filho queira comer doces nesta época de férias não existem grandes problemas.Isso porque a Cárie não é uma doença relacionada a períodos esporádicos. Se por outro lado, você estiver fazendo um controle por questões nutricionais e pretendendo isentar seu filho de açúcar até 2 anos de idade é uma opção sem dúvida bem interessante . O importante é a preocupação com a alimentação no dia a dia do seu filho, evitando o  alto consumo de doces todos os dias, durante vários momentos e por muitos dias seguidos. Estipule horários para que seu filho tome o café da manhã, lanche, almoço ,lanche da tarde e jantar.Nestas refeições você pode alternar frutas ou até mesmo um doce . Escove os dentes dele três vezes ao dia com pasta fluoretada . Agora, se nas férias ,vocês saírem um pouco da rotina , será uma exceção e a doença cárie não se manifestará de forma imediata mas não esqueça de escovar  os dentes de seu filho pelo menos três vezes ao dia. Tenham excelentes férias  e um excelente ano novo!!!

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Diastema: fechar ou não fechar, eis a questão

A maioria das pessoas que procura um profissional para fechar esse espaço entre os dentes reclama de questões estéticas

Um sorriso com diastema é aquele que tem algum espaço entre os dentes deixando um buraco entre eles. O tipo mais famoso, talvez porque seja o mais visível, é o que se localiza nos dentes superiores da frente (lembra do sorriso do Ronaldo Fenômeno antigamente?). Embora possa causar algum transtorno para a saúde bucal, esse problema é tratado mais como uma questão estética e arrumá-lo, ou não, na maioria das vezes é uma opção pessoal.

Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (é o caso da Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger)
Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (é o caso da Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger)

Foto: Instagram: @georgiamayjagger / Divulgação

Existem algumas razões para o aparecimento do diastema. “Eles podem surgir quando o paciente tem dentes muito pequenos ou com alguma alteração de forma, quando, na infância, ele tinha o hábito de chupar o dedo ou chupeta ou apresentava uma respiração inadequada, em casos de dentes em excesso na boca, freio labial hipertrófico ou depois de algum tratamento ortodôntico”, diz Karyne Magalhães, cirurgiã-dentista especializada em Laserterapia e membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO).

Normal ou problema?
A resposta para essa pergunta é: depende. Em crianças que ainda têm dente de leite o diastema é perfeitamente normal, uma vez que os dentes que ainda vão nascer (permanentes) são maiores e deverão preencher os espaços corretamente.

Já na fase adulta, esse buraco entre os dentes não deveria mais existir, mas isso não é necessariamente um problema. Segundo Karyne, o principal motivo que leva um adulto a procurar um especialista para fechar o diastema é o estético. “Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger), mas na verdade nem os dentistas gostam dessa desarmonia e sempre que dá, sugerimos seu fechamento”, diz a especialista.

Problemas mais sérios
Mas mesmo a questão estética sendo a mais citada como transtorno, o diastema pode causar outros probleminhas também. Esses espaços, por exemplo, facilitam a retenção de alimentos e outros resíduos entre os dentes. “São nesses casos que há mais ainda a necessidade do uso do fio dental ou escovas específicas que removem os alimentos que se acumulam entre a gengiva e o dente”, diz Karyne. Se esse cuidado não for tomado, inflamações gengivais podem aparecer.

E como já sabemos, problemas na gengiva e acúmulo de alimentos podem desencadear uma lista longa de problemas que vão desde cárie até mau hálito.

O diastema ainda pode comprometer a fala ou causar uma DTM (Disfunção Temporomandibular). Eis um exemplo: se o buraco está localizado do lado esquerdo nos dentes do fundo, responsáveis pela mastigação, o ato de mastigar pode ficar desequilibrado, sobrecarregando a musculatura e os dentes do outro lado. Essa descompensação pode causar dores na cabeça, ombros, pescoço entre outros.

Dentista e tratamento
O diagnóstico diferencial do diastema, feito pelo dentista, é que vai conduzir ao melhor tratamento. “Dependendo do resultado, o profissional pode optar por procedimentos ortodônticos, cirúrgicos, com resinas ou cerâmicas ou até indicar a ajuda da fonoaudiologia”, diz a especialista. As resinas e as cerâmicas são materiais altamente estéticos e podem passar despercebidos até mesmo nas famosas “selfies”.

Melhor época
A melhor época para corrigir esse problema é ainda na infância. “A avaliação se faz necessária na fase da dentição mista e a partir daí o profissional já pode começar a intervir. O ortodontista ou o odontopediatra são os melhores profissionais para direcionar o tratamento”, diz Karyne.

Mas não se esqueça, muitas vezes o diastema é só uma questão estética e cabe ao paciente determinar se deseja fecha-la ou não. O fechamento dos espaços entre os dentes só se faz necessário se desfavorecer a fonética ou trazer algum outro problema de saúde bucal mais sério, do contrário, pode sorrir a vontade e sem vergonha, afinal, tem muita modelo capa de revista por aí cheia de orgulho do seu diastema!

Agência Beta

Terapia fotodinâmica pode ser útil no combate ao mau hálito

Tratamento a base de laser de baixa potência não é invasiva, tem baixo custo e ação antimicrobiana

Já sabemos que para combater o mau hálito é necessário manter uma ótima higienização bucal, ter uma dieta equilibrada com mais alimentos fibrosos e menos doces e gorduras e beber bastante água. A novidade é que há no mercado um novo tratamento para ajudar a eliminar esse problema: a terapia fotodinâmica a base de laser de baixa potência.

A terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais
A terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Mas afinal, o que é essa tal terapia? Bem, ela consiste no uso de uma combinação de itens compostos por: corante fotoativo (fotossensibilizador), luz laser de baixa potência do tipo vermelha e oxigênio, que juntos geram reações químicas que têm efeitos antineoplásicos (que combatem células malignas) e antimicrobianos.

Na Odontologia, a terapia fotodinâmica foi inicialmente empregada em casos de câncer bucal, mas hoje é mais usada para combater bactérias envolvidas em lesões de cárie e endodônticas, doenças periodontais, bem como fungos que causam a candidíase ou vírus  que provocam a herpes (acelerando a reparação da lesão presente e diminuindo a frequência de aparecimento de novas feridas de herpes labial).

Laser x Halitose
Tá, mas onde entra a halitose nisso tudo? A gente explica. A halitose de origem bucal ocorre pela ação de algumas bactérias presentes na boca, como resultado final do metabolismo das mesmas.

“Por ser mediada por microrganismos, parece lógico para muitas pessoas pensarem que usar antibióticos resolveria o problema, mas essa não é uma terapia viável, pois pode levar à resistência bacteriana e desordens gastrointestinais, além de ter efeito transitório, uma vez que a microbiota bucal é dinâmica e acaba sendo repovoada”, diz Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Nesse contexto, a terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais.

Complemento
No entanto, uma coisa deve ser destacada: essa terapia é mais eficiente (e indicada) como forma complementar de práticas já famosas por combater a halitose como manter a higienização bucal em dia principalmente com o uso de raspadores linguais para evitar a saburra, uma das principais causas do mau hálito.

“Uma das justificativas de se usar essa técnica em associação à higiene da língua através do uso de limpadores linguais é sua ação superficial, de modo que em regiões com saburra mais densa, sua ação é limitada. Assim, o uso da terapia fotodinâmica isoladamente, nesses casos, poderia ter resultados pouco eficientes, o que justifica seu uso como tratamento complementar e não como uma opção alternativa”, diz a especialista.

Mas a especialista faz questão de ressaltar que apesar dessa terapia apresentar resultados eficientes, é importante que a pessoa busque um diagnóstico preciso e um tratamento que vá direto à raiz do problema, que nem sempre é somente uma saburra lingual.

“Em casos de halitoses causadas por descamação da mucosa bucal ou por deficiências na função das glândulas salivares, a terapia fotodinâmica seria uma técnica auxiliar útil ao controle da halitose enquanto o tratamento definitivo é instituído, que nesse exemplo, seria o estímulo das glândulas salivares e o controle da descamação celular”, diz Maria Cecília.

Para todos!
Para a especialista, essa terapia vem para somar, e muito, no campo do combate ao mau hálito. E seus benefícios são inúmeros. “Qualquer pessoa pode fazer uso da terapia fotodinâmica, inclusive pacientes idosos, pediátricos e portadores de necessidades especiais, por ser uma técnica bem tolerada, atraumática, não-invasiva, com mínima possibilidade de efeitos tóxicos ou resistência, além de baixo custo, fácil empregabilidade e boa efetividade”, diz Maria Cecília.

Agência Beta

Tratar dor de garganta com luz de LED já é possível!

Pesquisadores da USP descobrem forma mais rápida, indolor, com baixo custo e poucos efeitos colaterais para tratar o problema

Já pensou se fosse possível acabar com aquela dor de garganta chata apenas com uma luz de LED? Segundo uma pesquisa feita pela USP de São Carlos, essa prática está mais próxima do que você imagina. Esse método pode dispensar o uso de antibióticos e é bem mais rápido e indolor do que outros meios mais convencionais de acabar com a doença.

A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo
A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo

A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo

Foto: Lucky Business / Shutterstock
A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo. A grosso modo, seria como queimar as bactérias com fogo.

E durante o tratamento tudo flui naturalmente e sem dor, pois a curcumina pode ser aplicada em forma de spray ou até mesmo ser ingerida como uma bala antes da ação da luz.

Longo caminho
Mas não pense que foi fácil chegar até aqui, não. Esse estudo começou há três anos com a participação voluntária de 90 pessoas com idades entre 18 e 55 anos que apresentavam infecções na garganta causadas por bactérias. Alias, esse é um ponto importante a ser destacado sobre a pesquisa.

“O tratamento é especifico para o combate das bactérias patogênicas, portanto para a faringite bacteriana. Ainda não foi comprovada sua indicação para faringite viral”, diz Kate Blanco, biomédica e uma das autoras da pesquisa.

Eficiência de primeira
O resultado da pesquisa com os voluntários foi extremamente satisfatório. Contra as bactérias, esse método mostrou muita eficiência e logo na primeira aplicação apresentou um índice de cura de 95%, ou seja, 88 pacientes tiveram controle da infecção nas primeiras 24 horas.

Para Kate e seus parceiros Natalia Mayumi Inada e Vanderlei Salvador Bagnato, essa nova técnica vem para somar, uma vez que traz muitos benefícios se comparado ao uso de antibióticos.

“Ele apresenta como benefícios ausência de efeitos colaterais por ser um tratamento localizado, baixo custo, facilidade e rapidez na aplicação, alta adesão do paciente e nenhuma restrição quanto o número de sessões e frequência de tratamento”, diz a pesquisadora.

Além disso, segundo Kate, não há contraindicação. “Em casos raros o paciente poderá ter alergia à curcumina, mas nenhum caso foi relatado até o momento”, diz a especialista.

Esse método é uma ótima alternativa ao antibiótico em tempos onde as bactérias andam cada vez mais resistentes. Segundo estudos, a vida média de um antibiótico é de 3 a 5 anos e as pesquisas para criar um novo são caríssimas. Assim, com esse novo tratamento a base de luz de LED e curcumina, muito dinheiro pode ser economizado e até gastado em outras pesquisas.

Nos consultórios
Embora ainda não possa ser encontrado oficialmente em vários consultórios por aí, a ideia da equipe de Kate é que isso aconteça o quanto antes.

“Para fins de pesquisa já contamos com a parceria de dois consultórios em São Carlos e um ambulatório em Araraquara. Estamos trabalhando para nos próximos 12 meses finalizarmos os testes clínicos completos com adultos e crianças para indicar para os médicos interessados”, diz a pesquisadora.

Agência Beta

Saiba sobre Varizes Linguais

Já ouviu falar em varizes linguais?

Embora sua aparência seja desagradável, esse quadro não costuma apresentar perigo para quem o desenvolve

Quando a palavra varizes vem à nossa cabeça, logo pensamos em pernas com pequenos riscos azuis ou arroxeados, não é mesmo? Pois saiba você que essas tais varizes também podem ser encontradas na língua. E, apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve.

Normalmente essas varizes linguais são encontradas um pouco abaixo da lateral da língua ou aparecem solitárias com um aspecto de lesão traumática (mordiscamento) na mucosa ou lábios.

“Elas têm um aspecto azulado ou até arroxeado e dão a impressão de que podem se romper a qualquer hora”, diz Karyne Magalhães, cirurgiã-dentista e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

Seu aparecimento está relacionado com a redução na elasticidade da parede do vaso devido ao envelhecimento ou a um bloqueio interno da veia. “Por isso, são mais comumente encontradas em pessoas com mais de sessenta anos”, diz a especialista.

O bom desse quadro é que, apesar da aparência desagradável, as varizes linguais são assintomáticas, ou seja, se o paciente não tiver um espelho em casa talvez nem perceba que as tenha. O perigo só existe caso eles se rompam e sangrem, mas isso não é tão comum de acontecer.

Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve
Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve

Foto: Karyne Magalhães / Divulgação / Shutterstock

Varizes e mais varizes
É muito comum que ao falarmos de varizes, uma pergunte ronde sua cabeça: quem tem varizes na perna deverá ter na língua, ou vice e versa? Não, necessariamente.

Mas estudos recentes começam a trabalhar nessa possível relação. “Também não podemos descartar a hipótese de aparecerem mais varizes em outras regiões da boca a partir daquelas que já existem”, diz Karyne.

Sem tratamento
Para diagnosticar o problema, o cirurgião-dentista precisa realizar um procedimento chamado Vitropressão que consiste em pressionar a região arroxeada com uma placa de vidro. No entanto, por não apresentarem riscos para a saúde geral ou bucal do paciente e nem sintomas, elas não exigem tratamento específico.

“Conforme a região, como nos lábios, essas varicosidades se tornam antiestéticas e com risco de ruptura maior. Mas a remoção cirúrgica fica a critério clínico”, diz a especialista.

Agência Beta

Odontologia Especializada

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