Ortodontia preventiva: quando reconhecer problemas precoces?

Ortodontia preventiva: quando reconhecer problemas precoces?

Hoje a nossa conversa será sobre a ortodontia preventiva! Este é um assunto bem delicado e muito atual. Muitos pacientes e, principalmente, pais de pacientes odontopediátricos, têm dúvidas sobre quando levar o filho ao ortodontista pela primeira vez. Também podem existir dúvidas sobre quais problemas são mais prevalentes nas crianças nesta fase.

Vamos à primeira pergunta: quando levar o filho pela primeira vez ao Ortodontista?

Associação Americana de Ortodontia recomenda que as crianças façam seu primeiro check-up com um ortodontista no máximo aos 7 anos. Com essa idade, a criança provavelmente terá uma mistura de dentes permanentes e decíduos e o ortodontista será capaz de reconhecer problemas ortodônticos em seus estágios iniciais. É importante saber quais são os resultados possíveis de um check-up inicial no ortodontista:

• Nenhum tratamento será necessário;
• O tratamento pode ser necessário no futuro, sendo importante que a criança seja acompanhada periodicamente, enquanto a face e os ossos continuam a crescer;
• Existe um problema que necessita de tratamento precoce.

No caso da última opção, são várias as possibilidades. O objetivo do tratamento ortodôntico precoce é interceptar o problema em desenvolvimento, eliminar a causa. Orientar o crescimento dos ossos faciais e fornecer espaço adequado para os dentes permanentes que faltam erupcionar.

A primeira etapa não exclui a necessidade de uma segunda fase de tratamento, após a erupção dos dentes permanentes.

Quais os problemas mais prevalentes em idades precoces?

Os principais problemas desta fase podem ser resumidos nos tópicos abaixo, é importante estar atento. O tratamento interceptor na dentição mista inicial deve ser dirigido a:

• Presença de hábitos bucais deletérios; (Ex.chupar dedo, mamadeira , chupeta)
• Falta de espaços para erupção normal dos dentes na arcada;
• Incisivos apinhados fora do contorno do rebordo gengival;
• Presença de molares e os incisivos ectópicos;
• Mordidas cruzadas;
• Displasias ósseas de Classe III;
• Mordidas abertas anteriores.

Fonte:Cremer

Referências:
Associação Americana de Ortodontia
Manual de Referência – Associação Brasileira de Odontopediatria

Meditação para crianças

Os benefícios da Meditação para Crianças

Confira as dicas desta equipe de especialistas e ensine essa nova atividade aos seus filhos

Escola, cursos, aulas esportivas, brincadeiras, celulares, tecnologia… A rotina de uma criança hoje em dia é agitada e muitas vezes sobrecarregada de informações. Mas como “desacelerar” as crianças e estimular a reflexão e o relaxamento​? A meditação pode ser uma opção!

Primeiros passos
De acordo com Ester Azevedo Massola, terapeuta corporal da equipe de Medicina Integrativa do Einstein, a prática de meditação pode proporcionar às crianças experiências de calma e relaxamento, melhorar a concentração, a percepção de bem-estar e de suas emoções.  “Para apresentar a atividade as crianças, comece primeiramente por você a experienciar práticas de meditação, para que assim possa compartilhar com as crianças suas experiências”.

O segundo passo é convidar a criança para a prática, de modo suave e alegre, sem precisar obrigá-las ou falar em tom autoritário nos momentos que estiverem juntos para praticar. É preciso criar momentos de calma juntos. Estimule a criança a prestar atenção aos detalhes da natureza, como uma flor, um bicho, as cores do céu, os aromas e os sons. Esse contato com a natureza busca estimular o relaxamento e controlar a ansiedade da criança com os afazeres e atividades da rotina.

Aproveite para olhar nos olhos da criança, não a interrompa enquanto estiver falando, procure deixar que ela também lhe ensine algo. “Essas atitudes demonstram que você está disponível para a criança. Incentive-as a falar sobre suas emoções e sensações, esteja presente ouvindo com atenção e acolhimento”, afirma Márcia Prieto, terapeuta corporal que também faz parte da equipe de Medicina Integrativa do Einstein.

Em toda prática meditativa, procure sentar-se ereto, relaxado e imóvel. Crianças pequenas preferem ficar deitadas. Procure manter a atenção num único foco, o “objeto de meditação” que pode ser a respiração, uma imagem, um som, uma palavra, um sentimento. O importante é manter-se concentrado no “objeto” escolhido durante um período de tempo, que pode variar de um a dez minutos para crianças. “Importante ressaltar que muitas vezes a mente se distrai e isto é normal” pontua a terapeuta Ester. Quando perceber que a atenção da criança foi para outro lugar, auxilie-a a retornar gentilmente ao objeto de meditação.

Como inserir a atividade na rotina
Encontre momentos mais tranquilos para praticar, um bom horário é antes de dormir. Leia ou conte uma pequena história que traga relaxamento. Convide a criança a respirar profundamente, fechando os olhos, a visualizar um lugar bonito que traga alegria e bem-estar.

A prática também pode ser feita antes das lições de casa. Criar um ritual de preparação para fazer as lições pode auxiliar as crianças mais dispersas.  Preparar o lugar e a postura corporal, respirar mais profundo algumas vezes.

Márcia Prieto orienta, “participar com a criança é importante, pois ela assimilará mais suas atitudes do que suas palavras. Se você parecer calmo, a criança se acalmará. Se estiver ansioso, a criança se agitará. Tenha paciência, respeite o ritmo e o tempo dela”. No início, o tempo de prática deve ser curto. Sugestão: 1 minuto, uma ou duas vezes ao dia e aumentar o tempo conforme a criança demonstrar interesse.

A afetividade está intimamente ligada com todo aprendizado. É a partir de uma identificação com o outro que criamos disposição para compartilhar ideias, experiências e saberes, como sujeitos no processo de aprendizagem. (1)

Para o educador Rubem Alves (2013), “A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades […] sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido”. (2) Educar as sensibilidades requer observação, atenção e reflexão e essas qualidades podem ser desenvolvidas por meios de práticas que, de alguma forma, registrem a experiência no ser (corpo e mente) de forma consciente. (3)

Benefícios
A prática da meditação pode aumentar a capacidade de atenção da criança, de percepção de si. Uma criança mais consciente de suas emoções e sentimentos tem maior possibilidade de identificar suas necessidades, potencialidades e limitações.

A habilidade de saber relaxar resulta no equilíbrio do sistema nervoso. Nestas práticas, o sistema nervoso parassimpático é ativado, o metabolismo corporal se acalma, baixando a frequência cardíaca e respiratória, aumentando a capacidade de aprender e se concentrar. Assim, práticas como o Yoga, relaxamento e a meditação, também podem auxiliar no desenvolvimento da aprendizagem ao longo da vida. (4)

Apesar dos efeitos significativos que envolvem os sintomas do TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) com práticas meditativas ou yoga, não há evidências suficientes para apoiar tais terapias para a prevenção do TDAH (5). Revisões que envolvem a prática da atenção plena, meditação ou yoga para crianças, sugerem que tais modalidades parecem ser eficazes para auxiliar as crianças a lidarem com o estresse e a ansiedade, porém é necessário estudos mais consistentes.

Que tal iniciar essa atividade com seus filhos ainda hoje? Aproveite as dicas , dê os primeiros passos e Boa meditação!

 
Fontes:
Márcia Prieto e Ester Azevedo Massola, terapeutas corporais da equipe de Medicina Integrativa do Einstein

 

Referências:
(1) La Taille, Yves de; Oliveira, Marta Kohl; Dantas, Heloísa Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo, p ed 15, Summus, 1992.
(2) Alves Rubem. Educação do olhar. Revista Pais e Filhos , São Paulo, 16, mar. 2010. Disponível em www.paisefilhos.pt/index.php/opiniao/rubemalves/2324-educaçao-do-olhar.
(3)Morin, E. A Cabeça Bem Feita – Repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro, Bertrand, 8ª Ed., 121 págs., 2003 p. 74.
(4)Nanthakumar C.J Integr Med. 2018 Jan;16(1):14-19. doi: 10.1016/j.joim.2017.12.008. Epub 2017 Dec 14. Review.
(5) Zhang J, Díaz-Román A, Cortese SMeditation-based therapies for attention-deficit/hyperactivity disorder in children, adolescents and adults: a systematic review and meta-analysis
Evidence-Based Mental Health 2018;21:87-94

Primeiro dentinhos

É normal o bebê ter febre e mudar de humor quando os dentes estão nascendo?

Criança sorrindo e mostrando os dentes (Foto: Shutterstock)                                                                 

O nascimento dos dentes causa aumento de temperatura e mudança no humor dos bebês?

O nascimento dos dentes começa, em geral, aos 6 meses, com os dois dentinhos centrais e inferiores, e termina aos 2 anos. Nesse período, há momentos de irritabilidade, que acontecem quando os dentes estão “rasgando” as gengivas. Esse processo é acompanhado de inflamação local, que pode ser maior ou menor, dependendo da intensidade e da quantidade de dentes que surgem ao mesmo tempo. Quando nosso organismo sofre esse tipo de alteração, libera substâncias que podem elevar a temperatura , acompanhado de mudanças de humor, claro. Por isso, esse momento tende, sim, a gerar transtornos na rotina dos bebês e, por consequência, de toda a família.

Nascimento dos dentes do bebê causa febre?

Estudo diz que, apesar de a crença ser comum, irrupção dos dentes não está relacionada à febre em bebês

A irrupção dos dentes não causa febre: é uma coincidência (Foto: Thinkstock)

“Meu filho não para de chorar e está com  febre. Ah, deve ser algum dente nascendo.” Se você nunca disse isso, provavelmente já ouviu frases parecidas de alguma outra mãe. Essa ideia, no entanto, pode não ser verdadeira e ainda mascarar outras infecções que precisam ser investigadas  mais a  fundo.            É essa a conclusão de uma nova análise, publicada na revista médica Pediatrics. “Se uma criança está com febre alta, sente um grande desconforto ou  não     quer comer, nem  beber nada por dias, isso deve levantar o sinal    vermelho      de preocupação”, diz Paul Casamassimo, diretor do Centro de Políticas, Saúde e Pesquisa em Pediatria Oral e Odontológica da Academia Americana de Pediatria.

“A irrupção dos dentes pode causar desconforto e irritação, mas não febre alta, com temperatura maior que 38ºC”, diz Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista, a sensação das crianças é parecida com o que sentem os adultos quando nasce o dente do siso. “É um incômodo”, resume.

Tudo na conta do dente

Mas, então, de onde vem a ideia de que a febre está relacionada ao nascimento dos dentes? Para Bönecker, trata-se de uma série de coincidências. “O início da dentição geralmente acontece quando a criança tem mais ou menos 6 ou 7 meses. É a mesma fase em que elas começam a pegar objetos com as mãos e colocar na boca, o que pode levar a infecções e, aí sim, à febre”, exemplifica.

Esse período, muitas vezes, também coincide com o fim da licença-maternidade da mãe, quando a criança pode ir para o berçário. “A época da erupção dentária é justamente quando o bebê começa a ter contato com outras crianças em casa ou na creche e, assim, fica suscetível a contrair mais doenças virais, que têm como principal sintoma a febre. Quando não se encontra nenhum foco infeccioso, procura-se algo de  diferente na criança e encontra o  dente nascendo”, lembra o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outros sintomas

As infecções por vírus e bactérias, adquiridas nessa idade, em que a criança ainda não está com a imunidade totalmente fortalecida, podem levar a outro sintoma comumente relacionado à dentição: a  diarréia. “Também é por volta dessa faixa etária que os bebês deixam de tomar o leite materno e passam a ter alimentos sólidos incluídos na dieta”, lembra o professor. Enquanto o sistema digestivo se adapta à novidade, pode haver alterações na consistência e na regularidade das fezes – o que, de novo, nada tem a ver com os dentes.

Nem o fato de a criança começar a babar mais que o normal nessa fase está diretamente ligado ao início da dentição. “É outra coincidência. Apesar de os bebês já nascerem com as glândulas salivares prontas, elas só amadurecem quando a criança tem cerca de 5 ou 6 meses de idade. Isso muda a viscosidade da saliva e aumenta a produção, mas não é algo ligado à irrupção dos dentes”, afirma o professor. Além disso, por conta da  introdução alimentar, a mastigação aumenta e, por conta do estímulo, há um aumento do fluxo salivar.

O que fazer para eliminar o incômodo?

Quando  os dentes nascem, a sensação traz desconforto mesmo. Para aliviar, os mordedores são ótimas opções, já que que ajudam a criança a coçar a gengiva. Alguns modelos podem ser colocados na geladeira. A baixa temperatura ajuda a amenizar a dor. Embora a concentração de anestésicos em pomadas tópicas, vendidas em farmácias, seja baixa, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso. “Anestésicos tópicos com lidocaína e outros tipos podem causar efeitos adversos. Funcionam por alguns minutos para uma irritação que dura de três a cinco dias. São produtos químicos que podem ter absorção para o sangue e causar efeitos adversos”, ressalta Fernandes.

O que NÃO fazer

“Os pais não devem deixar de escovar os dentes da criança ”, destaca Bönecker. Por conta do incômodo e da irritação do bebê, existe uma tendência para que os adultos “pulem” a escovação, evitando o choro. A falta de limpeza pode levar a infecções e problemas ainda maiores. “Você estará encobrindo um problema e descobrindo outro”, lembra.

Passeios com recém-nascido.Quando iniciar?

Passeios com o recém-nascido

O ideal é que todo recém-nascido seja resguardado de ambientes tumultuados, barulhentos e aquelas onde há grande circulação de pessoas durante o primeiro mês de vida

​O ideal é que todo recém-nascido seja resguardado de ambientes tumultuados, barulhentos e aquelas onde há grande circulação de pessoas durante o primeiro mês de vida. O mais indicado é que permaneça em casa  porque ele ainda é muito frágil. A mãe ainda está se recuperando e se adaptando à uma nova rotina e  horários das mamadas. A única saída indicada é a visita ao pediatra.​​​

maternidade-dicas-passeio.jpg
​Passados as primeiras semanas, a família poderá passear com seu bebê, evitando locais cheios ou aqueles com aparelhos de ar-condicionado muito frios (restaurantes, por exemplo). Os locais mais indicados para passear são ao ar livre, preferencialmente no p​​eríodo entre oito e dez horas e após as 16 horas. Nunca deixe seu bebê sozinho em locais públicos. Não solicite ou aceite auxílio de estranhos, nem permita que estranhos toquem em seu bebê, por questões de higiene e de segurança.​​

Saiba sobre a importância das frutas

Shutterstock

Frutas são importantes componentes de uma alimentação saudável e seu consumo em quantidade adequada tem sido associado à diminuição de mortalidade e redução da ocorrência de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo inadequado de frutas está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Também há evidências de que o consumo de frutas diminui o risco de diabetes e obesidade.

E por que as frutas têm toda essa importância? Elas têm caracteristicas especiais: geralmente são de natureza polposa, tem aromas próprios, são saborosas (doces e agradáveis), coloridas, nutritivas e ricas em açúcares solúveis. Outros benefícios: elas nos brindam com água, fibras (celulose), vitaminas diversas, sais minerais, frutose ou levulose (açúcares naturais), carboidratos, gorduras e proteínas, tudo de maneira equilibrada e, quase sempre, com baixas caloria.

As frutas são classificadas de acordo com seu tipo:

Frutas com caroço: ameixa, cereja, damasco, nectarina e pêssego
Frutas duras: maçã, maçã ácida e pera
Frutas moles: amora, framboesa, morango e uva
Frutas cítricas: laranja, limão, tangerina e mexerica
Frutas mediterrâneas e tropicais: abacaxi, banana, carambola, caqui, figo, fruta-do-conde, goiaba, lichias, mamão, manga, maracujá, melão, melancia e papaia

Vantagens do consumo das frutas:

–>Fonte de micronutrientes, fibras (que beneficiam o intestino, evitando prisão de ventre) vitaminas e minerais indispensáveis para o crescimento.

–>São de fácil digestão e promovem saciedade.

–>É um alimentos de baixa densidade energética, isto é, com poucas calorias em relação ao volume da alimentação consumida, o que favorece a manutenção do peso corporal.

–>Existem diversas formas para as crianças e adultos consumirem frutas: ao natural, em sucos, refrescos, batidas com leite, sorvetes, saladas, purê, em combinação com salgados, presunto, aves e carnes. Também podem ser consumidas assadas, cozidas, em compota, doces em massas, gelatinosas, geléias, cristalizadas e secas.

–>As frutas cítricas têm vitamina C e bioflavonóides, nutrientes importantes para reforçar o sistema imunológico. Já as frutas vermelhas e alaranjadas são fartas em caroteno, substância considerada anticancerígena.

Dicas de consumo e preparo para as crianças:

–>Guarde as frutas inteiras, pois aquelas maduras demais, moles ou esmagadas apresentam alto índice de desperdício de nutrientes. Se você vai preparar uma papa para o seu filho, amasse apenas no momento do consumo – e sempre com garfo, nunca no liquidificador. Evite, também, passar a fruta na peneira, pois além de possíveis contaminações, esse tipo de papa, mais líquida, não estimula a mastigação nem permite que a criança aprenda a conhecer os diferentes sabores.

–> Procure oferecer a fruta in natura para as crianças. E lembre-se de que, ao contrário da papa de frutas, o suco não deve ser oferecido como refeição. Além disso, os sucos devem ser preferencialmente não adoçados ou com baixos teores de açúcar.

–>O consumo de 100 ml de suco de fruta in natura diariamente garante boa parte das vitaminas necessárias e não prejudica a ingestão de outros alimentos pelas crianças.

–>Procure estabelecer um equilíbrio entre frutas consideradas como aceleradoras do transito intestinal ( laranja e outras cítricas, mamão, melão, banana nanica) e as que retardam o trânsito (goiaba, banana maçã, maçã)

–>Crianças de 2 a 3 anos de idade devem consumir três porções diarias de frutas (200 a 300g), enquanto para as menores de 2 anos é aconselhável consumir 2 porções (100 a 150g). Para os adultos, é indicado o consumo mínimo de 400 g de frutas diariamente, o que equivale a cinco porções desses alimentos.
Fonte:
*Coluna escrita na Crescer em parceria com Abykeyla Mellisse Tosatti, da Nutrociência Assessoria em Nutrologia

o colesterol é sempre vilão?

Um índice alto de colesterol no corpo muitas vezes está ligado ao nosso estilo de vida

​A imagem é sempre de um vilão, mas o colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do organismo. Ele está presente em nosso sangue e em todos os tecidos, contribuindo para a produção de muitos hormônios, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel na regeneração das células.

Produzido pelo nosso corpo diariamente, também obtemos colesterol ao ingerir alimentos como carne, leite integral e ovos. O problema está quando acumulamos em excesso no nosso corpo, o que pode gerar problemas graves de saúde como AVC, infartos e outros problemas cardiovasculares.

Para entender a sua importância e como ele está ligado a nossa rotina, conversamos com o dr. Gabriel Ferreira Rozin, especialista em Medicina do Estilo de Vida  do Einstein. Confira abaixo e tire suas dúvidas!

Existem tipos de colesterol?
Dentro do termo “colesterol”  estão compreendidas várias substâncias complexas, chamadas de lipoproteínas,  que são primariamente produzidas pelo fígado e circulam no nosso organismo. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas as que têm maior relevância na prática clínica são a lipoproteína de baixa densidade (LDL) e a de alta densidade (HDL). Colesterol é um tipo de gordura presente nessas lipoproteínas, e que é vital para a saúde do organismo. Ele faz parte de todas as membranas celulares e é a base para a produção de muitos hormônios. No entanto o excesso de colesterol no organismo pode ser a causa de diversos problemas de saúde.

Quais problemas de saúde o colesterol pode causar? E quais comportamentos do dia a dia contribuem para esses problemas?
O excesso de colesterol, especificamente o excesso de LDL na sua forma oxidada, é a base do desenvolvimento da doença aterosclerótica, que é o acúmulo de placas gordurosas nas paredes das artérias. A obstrução das artérias leva a doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia periférica (nos membros inferiores). Além disso, o excesso de gordura circulante está também relacionado à maior chance de desenvolver diabetes, por contribuir com a resistência à insulina.

Vale lembrar que o controle do colesterol é um dos componentes da prevenção da doença aterosclerótica. Outros fatores que também contribuem para a doença são hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade, que devem ser igualmente abordados para reduzir a chance futura de doença.

Como o exercício físico e o estilo de vida saudável podem ajudar no controle do colesterol?
A principal modificação de estilo de vida para reduzir o colesterol LDL é reduzir a quantidade de gordura saturada presente na alimentação. Isso significa reduzir o consumo de:

  • Carnes (bovina, suína, frango, peixes);
  • Laticínios (leite integral, queijos, iogurte, manteiga);
  • Gema de ovo;
  • Frituras;
  • Outras gorduras industrializadas presentes em salgadinhos, doces, biscoitos, bolos, sorvetes e chocolates.
Independentemente da dieta, intervenções de estilo de vida que levem a perda de peso também reduzem o colesterol, especialmente atividade física aeróbica. Entretanto é difícil competir com a alimentação. Estudos demonstram que mesmo em atletas de alto rendimento, se a alimentação for muito rica em gordura o colesterol continua alto a despeito do alto gasto calórico.

Quais adaptações posso fazer na rotina para cuidar do meu colesterol?
Preferir alimentos de origem vegetal em relação aos animais é um bom começo. Nossa tradição alimentar põe com frequência a carne como principal elemento da refeição, e isso geralmente significa gorduras demais.

Trocar o excesso de carnes por proteínas de origem vegetal (por exemplo, mais feijões, grão de bico ou lentilhas, brócolis ou couve flor) é uma boa forma de reduzir o conteúdo de gordura da refeição sem perder no conteúdo proteico ou nutricional. Substituir sobremesas industrializadas por frutas é fundamental! Atividade física regular, mesmo que de intensidade leve a moderada, como caminhadas diárias, também podem ter um impacto positivo sobre o colesterol.

Dr. Gabriel Ferreira Rozin, médico da área de Revisão Continuada de Saúde do Einstein. 

Dica do dia: Água Aromatizada

Água aromatizada

Uma opção para aqueles que não gostam de água natural

​A água é um importante aliado para manter o corpo hidratado, principalmente em dias mais quentes. Porém, algumas pessoas têm dificuldade de tomar água pura e preferem alternativas.

Uma escolha saudável e que ajuda a manter a saúde em dia é a água aromatizada que também mantém a hidratação e, através da adição de um sabor fica mais palatável. Ela possui poucas calorias e também fica atrativa visualmente. É super-hidratante, refrescante e dependendo do que se adiciona no preparo, pode ser até diurética. Porém, por mais hidrante e saborosa que seja, ela não substitui totalmente a nossa necessidade de água diária. O interessante é consumir as duas, podendo tomar a água aromatizada no lugar de sucos ou outras bebidas. Para aqueles que gostam de água com gás, também é possível aromatizá-la, porém deve ser um consumo moderado, pois, em excesso, ela pode causar um desequilíbrio de sais minerais.

Para aromatizar a água podem ser incluídas frutas picadas ou em rodelas como as amoras, framboesas, abacaxi, melancia, morango, limão, laranja, carambola; legumes como pepino; ervas como alecrim, hortelã, capim santo; especiarias como cravo, canela em pau, gengibre, anis estrelado. É preciso ter atenção para não exagerar nas quantidades dos ingredientes para que não vire um suco. Não vale adoçar.

Os benefícios dela podem variar de acordo com a fruta, especiaria ou erva que você adicionar no dia. Que tal variar diariamente e cada dia ter um benefício diferente?  Por exemplo, o pepino é mais diurético. O abacaxi e a hortelã podem ser mais digestivos, canela mais termogênica, limão e laranja são ricos em vitamina C e podem ajudar na imunidade.

Dica de preparo:
Colocar a água bem gelada em uma jarra, de preferência de vidro, acrescentar os ingredientes escolhidos e deixar a jarra tampada por 1 hora na geladeira para acentuar o sabor. Consumir em até 4 horas.

Fonte: Hospital Albert Einstein

Lanche pode ser saudável?

Lancheira das crianças: como montar uma lanche saudável?

Dicas para montar um lanche gostoso e saudável para as crianças

As cantinas escolares nem sempre oferecem opções saudáveis como: frutas frescas, sucos naturais ou uma opção de salgados integrais. Embora existam atualmente fortes campanhas contra o comércio de refrigerantes, doces, embutidos e frituras para o combate da obesidade infantil nas escolas, ainda é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade na idade pré-escolar e escolar devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e até alguns tipos de câncer na idade adulta, decorrentes da obesidade.

O incentivo
Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O número de crianças acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 34,8%.

Incentivar uma alimentação equilibrada deve ter início com os hábitos de casa, junto da família. É difícil incentivar uma criança a comer frutas no lanche da escola se, em casa, não há o exemplo dos pais.

Escolha da lancheira
O uso da lancheira é a melhor opção para garantir um lanche mais saudável e variado. Hoje em dia há diversos modelos de lancheiras divertidas. É interessante deixar com que a criança escolha a cor e modelo na hora da compra para gerar um estímulo e entusiasmo na hora de preparar o seu lanche saudável.

No momento da compra, a melhor opção seria um modelo térmico, porém ela só funciona com uma bolsa de gelo reutilizável. As lancheiras térmicas tem o objetivo do melhor acondicionamento dos alimentos e manutenção da temperatura dos produtos frescos, como frutas e produtos lácteos. Normalmente, os alimentos perecíveis em bolsa térmica e gelo reutilizável podem ser mantidos de 3 a 4 horas ou conforme a orientação do fabricante da lancheira.​

Escolhendo os alimentos
Para obter sucesso com o uso da lancheira é importante envolver a criança em seu preparo, perguntar suas preferências e mostrar os benefícios de tudo que está sendo levado para a escola. Dessa maneira, ao invés de querer o lanchinho do amigo, ele poderá até contar como tudo que ele está levando é bom, nutritivo e saudável.

Dentre as escolhas possíveis para a composição de um lanche equilibrado é sempre interessante pensar em uma opção láctea como queijo branco, vitamina de frutas ou iogurtes. Estes alimentos deverão ser levados sempre com a utilização de uma lancheira térmica e gelo reutilizável para manter a temperatura adequada.

As frutas devem estar sempre presentes, de preferência da forma in natura e não processadas. Pode ser cortada ou inteira. Utilizar potes é uma alternativa para as frutas não amassarem. As melhores frutas são as porções individuais e inteiras como: pera, maçã ou banana.

A troca de pães brancos e biscoitos com açúcar por alimentos integrais e ricos em fibra garantem mais sabor e maior saciedade.

Os vegetais podem ser utilizados não só como recheio de sanduíches como também porcionados como snacks. Lembre-se: se esse tipo de lanche já for o hábito da família, a chance da criança manter esse consumo é muito maior.

As oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes) podem ser utilizadas para compor a lancheira também, porém é melhor dar preferência para aquelas que não são adicionadas de sal.

Ocasionalmente pode-se colocar: purê de fruta sem açúcar, barrinha de cereais (de preferência sem óleo de palma e açúcar entre os ingredientes), suco industrializado integral, sem adição de açúcar, cookies integrais.

É possível deixar a lancheira previamente organizada no dia anterior, porém a maioria dos produtos deve ficar em refrigeração com exceção de algumas frutas como banana, castanhas, cookies integrais, barrinhas de cereais.

Sucos naturais devem ser feitos momentos antes. Já os sanduíches naturais podem ser feitos na noite anterior com exceção daqueles que são adicionados de ingredientes como folhas (ex: alface, rúcula).

Sugestão para levar na lancheira:

  • ​Iogurte sem adição de açúcares (180ml), 4 unidades de cookie integral, fruta crua;
  • Tomate cereja orgânico, suco natural sem açúcar (200ml), pão integral com ricota temperado com ervas;
  • Água de coco natural, cenoura baby crua, 4 unidades de mini pão de queijo integral.

Referências:
http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/nutricao_saude/
http://meupratinhosaudavel.com.br/
Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científi co de Nutrologia. 2ª. Ed. – São Paulo: SBP. 2012.

Fonte: Thais Eliana Carvalho de Lima, nutricionista do Einstein 

Odontologia Especializada

%d blogueiros gostam disto:
Pular para a barra de ferramentas