Sorrisos das famosas: antes e depois de Grazi, Juliana Paes, Flávia Alessandra e mais

Há alguns anos, cuidar dos dentes não era prioridade para muita gente e também não havia tantos recursos. Com o avanço das tecnologias e descobertas da odontologia, as pessoas têm investido cada vez mais em um novo sorriso.

Além do clareamento, dentre as técnicas mais populares para deixar os dentes mais harmoniosos está a aplicação de lente de contato dental, que alinha, ajusta o formato e o tamanho dos dentes e ainda preenche os espaços entre eles.

Uma estimativa da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética aponta que, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 300% na procura por este procedimento.

E temos provas de que um belo sorriso faz toda a diferença! Veja fotos do antes e depois dos sorrisos das famosas que deram uma repaginada nos dentes:

Antes e depois dos sorrisos das famosas

Sorriso de Flávia Alessandra

O sorriso atual de Flávia Alessandra merece aplausos. A atriz foi eleita pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética a dona do melhor sorriso de 2015. Este prêmio não foi conquistado de uma hora para a outra. Flávia faz um acompanhamento odontológico rigoroso há 12 anos. Na foto da esquerda, em 2002, seus dentes eram desalinhados e amarelados. Já em 2016, na foto à direita, ela exibe um sorrisão bem branquinho, alinhado e em um formato mais quadradinho.

Sorriso de Alessandra Ambrósio

Na foto à esquerda, em 2004, os dentes de Alessandra Ambrósio possuíam um aspecto infantil, eram pequenos, tortinhos e ainda havia uma pequena abertura entre os dentes incisivos centrais. Mas 13 anos depois o sorriso da modelo é outro! Apesar dos dentes debaixo ainda não estarem alinhados, os de cima estão bem certinhos, maiores e mais claros, até a falha entre os dentes desapareceu.

Sorriso de Juliana Paes

Os dentes de Juliana Paes têm chamado a atenção dos telespectadores, completamente alinhados e branquinhos. Em 2016, Juliana desbancou Flávia Alessandra e conquistou o prêmio de “Sorriso do Ano” pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética.

Sorriso de Cleo Pires

Apesar de serem alinhados, em 2005, na foto à esquerda, os dentes de Cleo Pires possuíam desníveis e tamanhos diferentes, dando a ilusão de que eram tortinhos. Atualmente a atriz exibe um sorrisão perfeito, pois além de estarem ainda mais branquinhos, todos os dentes seguem um padrão de formato e tamanho.

Sorriso de Grazi Massafera

Os dentes de Grazi Massafera passaram por grandes mudanças desde a sua participação no BBB, em 2005. Apesar de alinhado, a atriz possuía um sorriso tímido, com dentes pequenos e amareladinhos. Há quem diga que Grazi exagerou na transformação, mas agora ela exibe um sorriso largo, seus dentes estão muito maiores, retangulares, brancos e até a sua gengiva, atualmente muito mais visível, passou por mudanças.

Sorriso de Vanessa Giácomo

Em 2004, aos 21 anos, Vanessa Giácomo exibia dentes muito infantis, pequenininhos, levemente desalinhados e bem amarelados. Entretanto, a atriz investiu fortemente, e agora, é dona de um sorrisão bem branquinho, com dentes um pouco maiores e superalinhados.

Sorriso de Taís Araújo

Taís Araújo sempre teve dentes uniformes, grandes e alinhados, em 1997, ela recebeu o prêmio de “Sorriso do Ano” pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, mas nem por isso deixou de cuidar deles. Os dentes da atriz ainda tinham um tom amarelado, assim, ela investiu em um clareamento, e hoje, os exibe em um sorriso largo bem cativante.

Sorriso de Regina Duarte

Regina Duarte mudou completamente o aspecto de seu sorriso. Na imagem à esquerda, em 2002, ela exibia dentes desalinhados, com restaurações aparentes e muito amarelados. Após investir em laminados de porcelana, atualmente a atriz tem um sorriso de cinema! Completamente alinhado e bem clarinho.

Sorriso de Gloria Pires

O que mais chama a atenção no sorriso de Gloria Pires, na foto à esquerda em 2005, é o seu sorriso gengival. Ela foi uma das primeiras artistas a passar pelo procedimento para reduzir a gengiva. Hoje a atriz possui os dentes bem branquinhos e um pouco maiores.

Sorriso de Paolla Oliveira

Os dentes de Paolla Oliveira não sofreram muitas mudanças, eles que em 2004 eram levemente desalinhados, passaram por um alinhamento e clareamento. Entretanto, a atriz possui um probleminha em seu sorriso que passa despercebido por muita gente, ela possui mordida cruzada, uma questão óssea que pode acarretar dores e problemas na mastigação.

 

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê


Fases do Leite Materno

A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?

O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.

Os primeiros dentinhos nasceram. E agora?

Entenda a importância do cuidado com os dentes de leite para a saúde bucal do bebê

primeiro dentinho nasceu! E agora, o que fazer? Já devo levar meu bebê ao dentista? Como escovar os dentes dele? Essas são apenas algumas das dúvidas de pais e mães de primeira viagem e, para ajudá-los, o Fundo Global Para os Dentes da Criança preparou uma cartilha especial para a saúde bucal do bebê. Veja algumas dicas:
Os primeiros dentinhos nasceram. E agora_
Procure um dentista
Sim, você já pode procurar um profissional! De acordo com a cartilha, uma consulta com um especialista deve ser feita quando os primeiros dentes de leite aparecerem. Assim, o profissional poderá acompanhar a saúde bucal do bebê e dar recomendações aos pais e a criança vai se acostumando desde cedo ao ambiente do consultório odontológico.

Cuide da alimentação
Uma dieta balanceada e rica em nutrientes favorece a formação dos dentes. O Fundo Global Para os Dentes da Criança também ressalta a importância da amamentação para os dentes. O ato de sugar o peito da mãe estimula o desenvolvimento da arcada dentária. Portanto, a recomendação é que crianças com até 6 meses de idade recebam o leite materno como fonte exclusiva de alimento.

Escove os dentinhos
Assim que os primeiros dentes de leite aparecerem, os hábitos de higiene oral devem começar. Procure uma escova especial e uma pasta de dente adequada para a idade de seu filho.
O cuidado nos primeiros 1000 dias influenciam em toda a vida do bebê!

Bibliografia: Cartilha: saúde bucal do bebê. Radar da Primeira Infância. 2016.

Saúde Oral e o Bebê. Global Child Dental Fund. Disponível em: gcdfund.org

Como é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Revisão realizada sobre a nutrição infantil brasileira mostra que é preciso manter a atenção ao consumo de vitaminas e minerais na primeira infância

Você sabia que a alimentação é um dos fatores que influenciam o crescimento saudável de seu filho? Anutrição adequada e balanceada é essencial principalmente nos 2 primeiros anos de vida, quando o bebê passa por um rápido e intenso desenvolvimento. Mas como está o consumo alimentar das crianças brasileiras?

Uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, analisou 16 estudos publicados entre 2003 e 2013 sobre o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos. O que os pesquisadores apontam é que a ingestão de micronutrientes é inadequada na dieta infantil, se apresentando como um problema de saúde pública no país.

Abaixo, veja alguns dos micronutrientes mais citados e entenda os papéis que exercem no desenvolvimento e no crescimento de seu filho:

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Ferro
Tem ação no crescimento físico adequado da criança. Além disso, esse micronutriente atua no desenvolvimento das habilidades cognitivas e no rendimento intelectual.

Zinco
O zinco desempenha uma importante função tanto no crescimento quanto no sistema imunológico

Vitamina A
Essa vitamina também desempenha uma função fundamental para a imunidade da criança. Ela auxilia na produção de células que atuam na defesa do corpo contra infecções. A vitamina A ainda age no desenvolvimento da visão de seu filho.

Segundo o artigo, a ingestão adequada desses micronutrientes é essencial para a saúde de seu filho, principalmente nessa fase em que ele está desenvolvendo seu sistema imunológico e suas habilidades físicas e cognitivas.

É importante lembrar também que a nutrição de seu filho começa ainda na barriga. Após o nascimento, a criança recebe os nutrientes necessários para seu desenvolvimento através do leite materno e, futuramente, dos alimentos oferecidos pelos pais. Por isso, é necessário procurar a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma dieta adequada e rica em micronutrientes para mãe e bebê.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

Primeiros 1000dias

A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo

Movimentos verticais e de rotação de mandíbula são recomendados; mastigação incorreta pode ausar problemas no tônus muscular

Você já parou para analisar a maneira como você mastiga os alimentos? A mastigação é o primeiro processo da digestão e, se feita de maneira errada, pode causar diversos problemas.

O padrão ideal de mastigação, segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. A mastigação correta beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo.

Além disso, previne as alterações nas arcadas dentárias, os distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) que podem causar dores crônicas de cabeça, fragmenta os alimentos de maneira correta, o que ajuda na digestão e aumenta a sensação de saciedade.

Existem vários motivos que levam a uma mastigação incorreta: correria do dia-a-dia, estresse, problemas odontológicos (má oclusão, mordida cruzada, sensibilidade, obturação desgastada), distúrbios na Articulação Temporomandibular (ATM), fraqueza dos músculos responsáveis pela mastigação, alterações morfológicas como cicatrizes nos lábios entre outros.

Além disso, alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração nasal e exigem a respiração pela boca, também podem provocar a má mastigação.

Assunto difundido
O assunto – bastante complexo, por sinal – foi tema do programa Bem Estar, exibido pelas manhãs da Rede Globo de Televisão. No programa, que foi ao ar no início do mês de março, a endocrinologista Cintia Cercato e a fonoaudióloga Adriana Bueno de Figueiredo explicaram e deram dicas para a mastigação correta.

Segundo elas, nas crianças, o desenvolvimento da mastigação começa desde o primeiro dia de vida com a amamentação. A força que o bebê faz para sugar o leite trabalha o tônus muscular e é um importante estímulo para o desenvolvimento ósseo e para uma futura mastigação.

Facilitar a alimentação da criança mantendo por tempo muito prolongado a dieta pastosa, por exemplo, pode levar a conseqüências graves no futuro porque desequilibra o tônus muscular das estruturas moles como o lábio, a língua e as bochechas.

Este desequilíbrio pode levar a uma deformação das arcadas dentárias (como a mordida aberta ou cruzada) e pode também colaborar para uma alteração na conformação da face no caso de uma predisposição genética, além de levar a criança a ter problemas de fala como a incapacidade de articular determinados fonemas.
Nos adultos, a mastigação incorreta também pode provocar esse desequilíbrio, com conseqüências diretas na ATM, da qual as funções dependem do equilíbrio e da relação de forças entre vários músculos.

Médico da Santa Casa ressalta a importância da mastigação
Ogastroenterologista Fernando Cardoso, 34 anos, do corpo clínico da Santa Casa de Ituverava, ressalta que, qualquer que seja o alimento, a mastigação sempre é importante no processo digestivo.

“Na mastigação ocorre a quebra e a trituração em pedaços menores dos alimentos ingeridos. As enzimas digestivas (presentes na saliva) ajudam produzir moléculas cada vez menores, que serão, por sua vez, mas facilmente aproveitadas pelo organismo”, disse o médico, que é formado em Catanduva, no ano de 2004, com especializa nas áreas de Cirurgia Geral e Gastroenterologia.

Cardoso explicou que a mastigação pode ocasionar transtornos muito freqüentes, como azia, má digestão, entre outros. “Portanto, é fundamental cuidarmos da função da mastigação. Se você é dos que come velozmente, uma dica é triturar os alimentos muito bem antes de engoli-los e isso só se consegue reservando um tempo mínimo para as refeições. Conquiste uma rotina de horário regular para suas refeições. No começo pode ser difícil, mas com o tempo você vai se acostumar”, completou.

O médico deixa algumas dicas. “Coma devagar e saboreie bem os alimentos. Deposite o talher à mesa entre cada garfada. Coloque pequena quantidade de alimentos no garfo a cada vez que for comer. Por fim, sirva alimentos em prato de tamanho normal e calcule sua porção”, finalizou.

Dentista dá recomendações importantes para quem mastiga mal
A dentista Ana Rosa Matos Galdiano Pilotto, proprietária da Clínica Radiologia Padrão, recomenda a “boa mastigação” a todos os seus pacientes.

“É muito importante, pois é na boca, através da mastigação, que é feita a trituração dos alimentos que seguirão para o estômago. A mastigação errada pode desencadear uma série de problemas, como dificuldade de digestão, má simetria facial, problemas na ATM, que causam desconforto muscular. O processo de mastigação feito de forma errada pode levar até a correções ortodônticas”, disse.

Ana Rosa afirmou que, infelizmente, as pessoas não mastigam como devem. “Geralmente, as pessoas mastigam e forma incorreta – fato que se agrava ainda mais pela pressa da vida moderna. É necessário investigar o motivo da má mastigação e, depois disso, ele mesmo deve se policiar”, concluiu.

Erros mais comuns na mastigação

•Não mastigar e engolir o alimento quase inteiro

•Fazer movimentos exclusivamente verticais com a mandíbula, o que significa que a mastigação é interrompida antes da fase de pulverização que exige os movimentos rotatórios

•Não fechar os lábios para mastigar (não é só uma questão de estética: boca fechada auxilia a língua na manutenção do bolo sobre os dentes que trituram os alimentos)

Dicas

– Coloque na boca uma quantidade de alimento que permita uma mastigação confortável
– Ao mastigar, preste atenção em qual lado está a comida. Após engolir, coloque a outra porção do alimento do outro lado
– É possível ter alimento dos dois lados da boca ao mesmo tempo. O mais importante é que a língua sempre deve direcionar o bolo alimentar para a superfície dos dentes correspondentes: pedaços maiores nos pré-molares e à medida que eles vão ficando menores são jogados para os molares
– A mastigação deve começar com movimentos verticais da mandíbula, que abre e fecha. A partir da metade do tempo da mastigação, os movimentos devem ser rotatórios para pulverizar o alimento.

FONTE: ABRAMO

Já imaginou um bebezinho mamando coca-cola e comendo Hambúrguer ?

Fotos mostram bebês “mamando” hambúrgueres e refrigerantes para alertar sobre a alimentação da mãe que amamenta

Campanha foi da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

Já imaginou um bebezinho "mamando" um hambúrguer desses? (Foto: Reprodução/SPRS)

Já imaginou um bebê de meses sugando um hambúrguer daqueles de fast-food? Ou que tal uma rosquinha toda açucarada? Quem sabe um refrigerante? É o que mostram os anúncios perturbadores de uma campanha que foi lançada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Criada em parceria com a agência Paim, a série “Seu bebê é o que você come” pretende alertar sobre a importância de cuidar da alimentação da mãe que amamenta.

Os cartazes estão em inglês, mas foram divulgados oficialmente com a frase: “Seus hábitos nos primeiros mil dias [da vida do seu filho] podem prevenir o desenvolvimento de doenças sérias”.

Uma das imagens mostra o bebê com uma rosquinha doce (Foto: Reprodução/SPRS)
Muito cedo para um refrigerante, não? (Foto: Reprodução/SPRS)

 

Fonte:Revista Crescer Sorrindo

 


Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

 

1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Fonte:

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Amamentação: proteção e saúde

Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

​​De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde , é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade.
A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.
Primeiras mamadas
Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro.
​O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.
“As gorduras são responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso além de ser fonte de energia. Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.
Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. “Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança”, diz Ana Potenza, nutricionista
Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.
Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.
Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.
Fonte :Hospital Albert Einstein

Odontologia Especializada

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