E agora… Estamos em época de férias escolares.Meu filho pode comer doces ?

Pensando em prevenção , caso seu filho queira comer doces nesta época de férias não existem grandes problemas.Isso porque a Cárie não é uma doença relacionada a períodos esporádicos. Se por outro lado, você estiver fazendo um controle por questões nutricionais e pretendendo isentar seu filho de açúcar até 2 anos de idade é uma opção sem dúvida bem interessante . O importante é a preocupação com a alimentação no dia a dia do seu filho, evitando o  alto consumo de doces todos os dias, durante vários momentos e por muitos dias seguidos. Estipule horários para que seu filho tome o café da manhã, lanche, almoço ,lanche da tarde e jantar.Nestas refeições você pode alternar frutas ou até mesmo um doce . Escove os dentes dele três vezes ao dia com pasta fluoretada . Agora, se nas férias ,vocês saírem um pouco da rotina , será uma exceção e a doença cárie não se manifestará de forma imediata mas não esqueça de escovar  os dentes de seu filho pelo menos três vezes ao dia. Tenham excelentes férias  e um excelente ano novo!!!

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Diastema: fechar ou não fechar, eis a questão

A maioria das pessoas que procura um profissional para fechar esse espaço entre os dentes reclama de questões estéticas

Um sorriso com diastema é aquele que tem algum espaço entre os dentes deixando um buraco entre eles. O tipo mais famoso, talvez porque seja o mais visível, é o que se localiza nos dentes superiores da frente (lembra do sorriso do Ronaldo Fenômeno antigamente?). Embora possa causar algum transtorno para a saúde bucal, esse problema é tratado mais como uma questão estética e arrumá-lo, ou não, na maioria das vezes é uma opção pessoal.

Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (é o caso da Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger)
Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (é o caso da Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger)

Foto: Instagram: @georgiamayjagger / Divulgação

Existem algumas razões para o aparecimento do diastema. “Eles podem surgir quando o paciente tem dentes muito pequenos ou com alguma alteração de forma, quando, na infância, ele tinha o hábito de chupar o dedo ou chupeta ou apresentava uma respiração inadequada, em casos de dentes em excesso na boca, freio labial hipertrófico ou depois de algum tratamento ortodôntico”, diz Karyne Magalhães, cirurgiã-dentista especializada em Laserterapia e membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO).

Normal ou problema?
A resposta para essa pergunta é: depende. Em crianças que ainda têm dente de leite o diastema é perfeitamente normal, uma vez que os dentes que ainda vão nascer (permanentes) são maiores e deverão preencher os espaços corretamente.

Já na fase adulta, esse buraco entre os dentes não deveria mais existir, mas isso não é necessariamente um problema. Segundo Karyne, o principal motivo que leva um adulto a procurar um especialista para fechar o diastema é o estético. “Adultos gostam de harmonia facial e não de ter o sorriso infantil. Mas tudo é uma questão de gosto. Há casos de muitas famosas que fazem do diastema a sua marca pessoal (Georgia May Jagger, filha do cantor Mick Jagger), mas na verdade nem os dentistas gostam dessa desarmonia e sempre que dá, sugerimos seu fechamento”, diz a especialista.

Problemas mais sérios
Mas mesmo a questão estética sendo a mais citada como transtorno, o diastema pode causar outros probleminhas também. Esses espaços, por exemplo, facilitam a retenção de alimentos e outros resíduos entre os dentes. “São nesses casos que há mais ainda a necessidade do uso do fio dental ou escovas específicas que removem os alimentos que se acumulam entre a gengiva e o dente”, diz Karyne. Se esse cuidado não for tomado, inflamações gengivais podem aparecer.

E como já sabemos, problemas na gengiva e acúmulo de alimentos podem desencadear uma lista longa de problemas que vão desde cárie até mau hálito.

O diastema ainda pode comprometer a fala ou causar uma DTM (Disfunção Temporomandibular). Eis um exemplo: se o buraco está localizado do lado esquerdo nos dentes do fundo, responsáveis pela mastigação, o ato de mastigar pode ficar desequilibrado, sobrecarregando a musculatura e os dentes do outro lado. Essa descompensação pode causar dores na cabeça, ombros, pescoço entre outros.

Dentista e tratamento
O diagnóstico diferencial do diastema, feito pelo dentista, é que vai conduzir ao melhor tratamento. “Dependendo do resultado, o profissional pode optar por procedimentos ortodônticos, cirúrgicos, com resinas ou cerâmicas ou até indicar a ajuda da fonoaudiologia”, diz a especialista. As resinas e as cerâmicas são materiais altamente estéticos e podem passar despercebidos até mesmo nas famosas “selfies”.

Melhor época
A melhor época para corrigir esse problema é ainda na infância. “A avaliação se faz necessária na fase da dentição mista e a partir daí o profissional já pode começar a intervir. O ortodontista ou o odontopediatra são os melhores profissionais para direcionar o tratamento”, diz Karyne.

Mas não se esqueça, muitas vezes o diastema é só uma questão estética e cabe ao paciente determinar se deseja fecha-la ou não. O fechamento dos espaços entre os dentes só se faz necessário se desfavorecer a fonética ou trazer algum outro problema de saúde bucal mais sério, do contrário, pode sorrir a vontade e sem vergonha, afinal, tem muita modelo capa de revista por aí cheia de orgulho do seu diastema!

Agência Beta

Terapia fotodinâmica pode ser útil no combate ao mau hálito

Tratamento a base de laser de baixa potência não é invasiva, tem baixo custo e ação antimicrobiana

Já sabemos que para combater o mau hálito é necessário manter uma ótima higienização bucal, ter uma dieta equilibrada com mais alimentos fibrosos e menos doces e gorduras e beber bastante água. A novidade é que há no mercado um novo tratamento para ajudar a eliminar esse problema: a terapia fotodinâmica a base de laser de baixa potência.

A terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais
A terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Mas afinal, o que é essa tal terapia? Bem, ela consiste no uso de uma combinação de itens compostos por: corante fotoativo (fotossensibilizador), luz laser de baixa potência do tipo vermelha e oxigênio, que juntos geram reações químicas que têm efeitos antineoplásicos (que combatem células malignas) e antimicrobianos.

Na Odontologia, a terapia fotodinâmica foi inicialmente empregada em casos de câncer bucal, mas hoje é mais usada para combater bactérias envolvidas em lesões de cárie e endodônticas, doenças periodontais, bem como fungos que causam a candidíase ou vírus  que provocam a herpes (acelerando a reparação da lesão presente e diminuindo a frequência de aparecimento de novas feridas de herpes labial).

Laser x Halitose
Tá, mas onde entra a halitose nisso tudo? A gente explica. A halitose de origem bucal ocorre pela ação de algumas bactérias presentes na boca, como resultado final do metabolismo das mesmas.

“Por ser mediada por microrganismos, parece lógico para muitas pessoas pensarem que usar antibióticos resolveria o problema, mas essa não é uma terapia viável, pois pode levar à resistência bacteriana e desordens gastrointestinais, além de ter efeito transitório, uma vez que a microbiota bucal é dinâmica e acaba sendo repovoada”, diz Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Nesse contexto, a terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais.

Complemento
No entanto, uma coisa deve ser destacada: essa terapia é mais eficiente (e indicada) como forma complementar de práticas já famosas por combater a halitose como manter a higienização bucal em dia principalmente com o uso de raspadores linguais para evitar a saburra, uma das principais causas do mau hálito.

“Uma das justificativas de se usar essa técnica em associação à higiene da língua através do uso de limpadores linguais é sua ação superficial, de modo que em regiões com saburra mais densa, sua ação é limitada. Assim, o uso da terapia fotodinâmica isoladamente, nesses casos, poderia ter resultados pouco eficientes, o que justifica seu uso como tratamento complementar e não como uma opção alternativa”, diz a especialista.

Mas a especialista faz questão de ressaltar que apesar dessa terapia apresentar resultados eficientes, é importante que a pessoa busque um diagnóstico preciso e um tratamento que vá direto à raiz do problema, que nem sempre é somente uma saburra lingual.

“Em casos de halitoses causadas por descamação da mucosa bucal ou por deficiências na função das glândulas salivares, a terapia fotodinâmica seria uma técnica auxiliar útil ao controle da halitose enquanto o tratamento definitivo é instituído, que nesse exemplo, seria o estímulo das glândulas salivares e o controle da descamação celular”, diz Maria Cecília.

Para todos!
Para a especialista, essa terapia vem para somar, e muito, no campo do combate ao mau hálito. E seus benefícios são inúmeros. “Qualquer pessoa pode fazer uso da terapia fotodinâmica, inclusive pacientes idosos, pediátricos e portadores de necessidades especiais, por ser uma técnica bem tolerada, atraumática, não-invasiva, com mínima possibilidade de efeitos tóxicos ou resistência, além de baixo custo, fácil empregabilidade e boa efetividade”, diz Maria Cecília.

Agência Beta

Tratar dor de garganta com luz de LED já é possível!

Pesquisadores da USP descobrem forma mais rápida, indolor, com baixo custo e poucos efeitos colaterais para tratar o problema

Já pensou se fosse possível acabar com aquela dor de garganta chata apenas com uma luz de LED? Segundo uma pesquisa feita pela USP de São Carlos, essa prática está mais próxima do que você imagina. Esse método pode dispensar o uso de antibióticos e é bem mais rápido e indolor do que outros meios mais convencionais de acabar com a doença.

A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo
A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo

A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo

Foto: Lucky Business / Shutterstock
A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo. A grosso modo, seria como queimar as bactérias com fogo.

E durante o tratamento tudo flui naturalmente e sem dor, pois a curcumina pode ser aplicada em forma de spray ou até mesmo ser ingerida como uma bala antes da ação da luz.

Longo caminho
Mas não pense que foi fácil chegar até aqui, não. Esse estudo começou há três anos com a participação voluntária de 90 pessoas com idades entre 18 e 55 anos que apresentavam infecções na garganta causadas por bactérias. Alias, esse é um ponto importante a ser destacado sobre a pesquisa.

“O tratamento é especifico para o combate das bactérias patogênicas, portanto para a faringite bacteriana. Ainda não foi comprovada sua indicação para faringite viral”, diz Kate Blanco, biomédica e uma das autoras da pesquisa.

Eficiência de primeira
O resultado da pesquisa com os voluntários foi extremamente satisfatório. Contra as bactérias, esse método mostrou muita eficiência e logo na primeira aplicação apresentou um índice de cura de 95%, ou seja, 88 pacientes tiveram controle da infecção nas primeiras 24 horas.

Para Kate e seus parceiros Natalia Mayumi Inada e Vanderlei Salvador Bagnato, essa nova técnica vem para somar, uma vez que traz muitos benefícios se comparado ao uso de antibióticos.

“Ele apresenta como benefícios ausência de efeitos colaterais por ser um tratamento localizado, baixo custo, facilidade e rapidez na aplicação, alta adesão do paciente e nenhuma restrição quanto o número de sessões e frequência de tratamento”, diz a pesquisadora.

Além disso, segundo Kate, não há contraindicação. “Em casos raros o paciente poderá ter alergia à curcumina, mas nenhum caso foi relatado até o momento”, diz a especialista.

Esse método é uma ótima alternativa ao antibiótico em tempos onde as bactérias andam cada vez mais resistentes. Segundo estudos, a vida média de um antibiótico é de 3 a 5 anos e as pesquisas para criar um novo são caríssimas. Assim, com esse novo tratamento a base de luz de LED e curcumina, muito dinheiro pode ser economizado e até gastado em outras pesquisas.

Nos consultórios
Embora ainda não possa ser encontrado oficialmente em vários consultórios por aí, a ideia da equipe de Kate é que isso aconteça o quanto antes.

“Para fins de pesquisa já contamos com a parceria de dois consultórios em São Carlos e um ambulatório em Araraquara. Estamos trabalhando para nos próximos 12 meses finalizarmos os testes clínicos completos com adultos e crianças para indicar para os médicos interessados”, diz a pesquisadora.

Agência Beta

Saiba sobre Varizes Linguais

Já ouviu falar em varizes linguais?

Embora sua aparência seja desagradável, esse quadro não costuma apresentar perigo para quem o desenvolve

Quando a palavra varizes vem à nossa cabeça, logo pensamos em pernas com pequenos riscos azuis ou arroxeados, não é mesmo? Pois saiba você que essas tais varizes também podem ser encontradas na língua. E, apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve.

Normalmente essas varizes linguais são encontradas um pouco abaixo da lateral da língua ou aparecem solitárias com um aspecto de lesão traumática (mordiscamento) na mucosa ou lábios.

“Elas têm um aspecto azulado ou até arroxeado e dão a impressão de que podem se romper a qualquer hora”, diz Karyne Magalhães, cirurgiã-dentista e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

Seu aparecimento está relacionado com a redução na elasticidade da parede do vaso devido ao envelhecimento ou a um bloqueio interno da veia. “Por isso, são mais comumente encontradas em pessoas com mais de sessenta anos”, diz a especialista.

O bom desse quadro é que, apesar da aparência desagradável, as varizes linguais são assintomáticas, ou seja, se o paciente não tiver um espelho em casa talvez nem perceba que as tenha. O perigo só existe caso eles se rompam e sangrem, mas isso não é tão comum de acontecer.

Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve
Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve

Foto: Karyne Magalhães / Divulgação / Shutterstock

Varizes e mais varizes
É muito comum que ao falarmos de varizes, uma pergunte ronde sua cabeça: quem tem varizes na perna deverá ter na língua, ou vice e versa? Não, necessariamente.

Mas estudos recentes começam a trabalhar nessa possível relação. “Também não podemos descartar a hipótese de aparecerem mais varizes em outras regiões da boca a partir daquelas que já existem”, diz Karyne.

Sem tratamento
Para diagnosticar o problema, o cirurgião-dentista precisa realizar um procedimento chamado Vitropressão que consiste em pressionar a região arroxeada com uma placa de vidro. No entanto, por não apresentarem riscos para a saúde geral ou bucal do paciente e nem sintomas, elas não exigem tratamento específico.

“Conforme a região, como nos lábios, essas varicosidades se tornam antiestéticas e com risco de ruptura maior. Mas a remoção cirúrgica fica a critério clínico”, diz a especialista.

Agência Beta

Cientistas descobrem um sexto sabor. Conheça o Starch!

Classificado como gosto de amido, esse novo sabor vem se juntar ao doce, salgado, amargo, azedo e umami

Responda rápido: quantos sabores nós conseguimos sentir na boca? Acertou quem respondeu seis! São eles: o doce, o salgado, o azedo, o amargo, o umami e agora o starch. A descoberta é fruto de uma pesquisa da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Mas afinal, que sabor é esse?

De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz
De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz


Foto: Valentyn Volkov / Shutterstock
De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz.

A explicação para ele não ter sido “descoberto” antes é que ao ser quebrado dentro da boca pela saliva, o amido se torna meio doce, confundindo o paladar.

“Uma vez que a saliva tem um componente chamado alfa amilase salivar, responsável pela quebra do amido em açúcar, que torna o alimento rico em amido levemente adocicado, esse sabor acabava por se perder durante o processo de digestão”, diz Marignês Theotônio Dutra, cirurgiã-dentista especialista em Gestão na Saúde e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

A pesquisa
Exatamente por isso, por anos, os cientistas ignoraram ser possível isolar esse sabor. Até a pesquisa da Universidade de Oregon. Para provar essa teoria, os cientistas de lá dissolverem vários níveis de carboidratos em uma solução líquida e a ofereceram à voluntários para que eles avaliassem o sabor que sentiam.

Eles também deram aos participantes uma substância para bloquear os receptores do açúcar e da amilase, evitando assim que eles fizessem algum tipo de confusão na hora do teste. E deu certo, mesmo com o sabor doce bloqueado, os voluntários conseguiram definir o que sentiam.

“Alguns definiram como gosto de amido, os asiáticos associaram o sabor ao arroz, enquanto os caucasianos definiram como sabor de massa ou pão”, diz a especialista.

E não pense você que os cientistas pretendem parar por aí. Há vários outros sabores sendo estudados, como o gosto de cálcio, o sabor metálico do sangue e o kokumi (associado à comidas gordurosas).

Umami, o sabor delicioso
Mas como essa matéria é sobre sabores, não podemos deixar de falar de um outro que já é conhecido há algum tempo, o umami, afinal, ele se destaca por ter uma definição um tanto quanto curiosa. Umami é uma palavra de origem japonesa que significa “gosto saboroso e agradável” e que produz na língua uma sensação aveludada. Falando mais uma vez de forma geral, o umami é definido como sabor delicioso. Mas quais alimentos seriam esses uma vez que “delicioso” é meio relativo?

“Pesquisadores afirmam que o primeiro encontro de uma pessoa com umami é geralmente pelo leite materno, mas muitos alimentos consumidos diariamente têm essa sensação de sabor, como por exemplo, alimentos ricos em glutamato monossódico como tomates e cogumelos, carnes em geral (incluindo frutos do mar), ovo, queijos fortes, shoyu, alga kombu, nozes, aspargo, cenoura, ervilha, milho, cebola, entre outros”, diz Marignês.

Tudo culpa da saliva!
E se nós podemos sentir tudo isso que foi descrito acima, nós temos que reconhecer os méritos da saliva. “É indiscutível que a saliva tem um papel preponderante na atividade gustativa, pois ela tem uma grande capacidade de solvente, além de transportar moléculas palatáveis até os receptores contidos nos botões gustativos”, diz a especialista.

Para Marignês, o mais importante é entender que a saliva além de participar da percepção do paladar e da digestão exerce inúmeras funções como manter o pH da cavidade bucal, formar o bolo alimentar, manter a boca hidratada e lubrificada facilitando a deglutição.

“Sua qualidade e quantidade de forma equilibrada dependem muito da nossa rotina de alimentação, ingestão de água e do equilíbrio dos níveis de stress, pois, nossas emoções podem comprometer muito a produção salivar. Quem nunca ouviu a expressão espumando de raiva (saliva desidratada) ou sensação de amargura (boca amarga por tristeza)?”, brinca a dentista.

Agência Beta

 

Museu de Arte Moderna de NY usa saliva para limpar obras

Por conta da sua composição aquosa e cheia de sais minerais, a saliva é considerada uma boa substância para essa função

Sabemos que a saliva tem várias funções como a de promover a auto-limpeza bucal, proteger nossos dentes da cárie, manter a boca sempre hidrata entre outros. Mas recentemente, foi revelado que ela é usada para outra coisa, digamos um tanto quanto inusitada: limpar obras de artes no Museu de Arte Moderna de Nova York.


A obra “A noite estrelada”, de Vincent Van Gogh, é uma das obras que estão no Museu de Arte Moderna de Nova York e que é limpa com a saliva dos funcionários
Foto: Divulgação
Pelo menos foi isso que revelou o áudio guia sobre a manutenção do museu americano. Segundo ele, a limpeza de quadros e outras peças é feita basicamente com um cotonete e um pouco de saliva de algum dos funcionários do museu que são responsáveis pela conservação e a limpeza das obras. Eles costumam passar um úmido com o fluído e depois outro seco para retirar de vez o pó do objeto.

A grande desvantagem desse método é que ele é bem demorado, afinal, não dá para ficar horas usando a própria saliva para limpar obras que às vezes são imensas.

Para Cristiane Tavares, cirurgiã-dentista e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a explicação está na composição da saliva. “Ela é um liquido claro, viscoso e alcalino que contém em sua composição 99% de água, substâncias orgânicas e sais minerais”, diz a especialista.

Nem sempre serve!
Mas não pense você que qualquer saliva serve para esse trabalho. Segundo os funcionários do museu, dependendo do que a pessoa comeu ou ingeriu, a saliva pode não ser suficiente ou não ser a mais indicada para realizar esse tipo de trabalho.

“Durante a mastigação as glândulas salivares são estimuladas a produzirem saliva. No entanto, se a dieta alimentar da pessoa for muito pastosa, essas glândulas poderão deixar de funcionar adequadamente por falta de estímulo”, diz a especialista.

Uma alimentação muito ácida também poderia deixar o ambiente bucal, e consequentemente a saliva, igualmente ácidas, tornando ela uma substância perigosa para ser usada na superfície sensível de quadros que têm mais de 100 anos.

A dentista ainda destaca que hábitos como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool também diminuem bastante o fluxo salivar, assim como a ingestão de alguns medicamentos como aqueles específicos para hipertensão e depressão. “É importante ressaltar que o consumo ideal de água é fundamental para que a saliva seja formada em quantidade ideal”, diz Cristiane.

Serve para limpar tudo?
Bem, se a saliva realmente serve para limpar obras de arte (e é bem eficiente para isso), é normal pensarmos que ela serve para limpar qualquer coisa, como os móveis de nossas casas, certo? Segundo e dentista, errado. “A saliva muitas vezes serve como meio de transporte de bactérias e vírus expelidos pelas vias respiratórias e normalmente as pessoas tem contato físico com móveis, diferente de obras de arte”, diz Cristiane.

Agência Beta

 

As novas regras para produtos infantis começaram a valer no dia 4 de novembro e são estipuladas pelo decreto 8.552/2015. Além de estabelecer parâmetros para os rótulos de leites, fórmulas e alimentos voltados para lactentes e crianças na primeira infância, o decreto regulamenta a publicidade de alimentos infantis.

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Saiba mais: bit.ly/1MjOc3t
Veja todas as regras: bit.ly/2fRXETf

Odontologia Especializada

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