8 fotos de recém-nascidos que recriam imagens da gravidez

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Registros fotográficos de gravidez e dos primeiros dias de vida do bebê já não são novidade, mas sempre surgem ideias que impressionam pela criatividade. Imagine recriar as fotos tiradas durante a gestação depois que o bebê nasce. O site Bored Panda convidou os pais a compartilharem fotos da gestação e dos recém-nascidos. O resultado é inspirador.

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 Fonte: Crescer on line

E você, aprova esta técnica?

Breast Crawl: técnica promete facilitar a amamentação

O objetivo é deixar que o recém-nascido rasteje sozinho do abdômen materno até o seio

O recém-nascido é capaz de reconhecer a mãe, sim (Foto: Thinkstock)

Durante o trabalho de parto normal, o bebê luta para deixar o ambiente em que ficou por nove meses e conhecer o mundo. No entanto, para os filhos de mães que optam pelobreast crawl o esforço não termina aí. Nesta técnica, logo depois de passar pelo canal vaginal, o recém-nascido é colocado sobre o abdômen da mãe e deve rastejar sozinho até o seio para dar a primeira mamada.

De acordo com o site Breastcrawl.org, criado por defensores da prática, os recém-nascidos demoram de 30 a 60 minutos para chegar ao seio da mãe por conta própria. “A transição da vida dentro do ventre para existência fora do útero fica mais fácil graças aos vários estímulos sensoriais da posição de Breast Crawl”, diz um dos artigos publicados no site.

Alguns vídeos no Youtube mostram os bebês fazendo o trajeto lentamente. Os adeptos afirmam que a técnica respeita o ritmo do bebê, deixando-o decidir sozinho o momento da primeira mamada, e que durante o processo o vínculo entre mãe e filho se fortalece graças ao contato pele a pele.

Para o neonatologista José Maria de Andrade Lopes, da Sociedade Brasileira de Pediatria, a técnica não oferece risco se o bebê estiver com boa vitalidade. “amamentação durante a primeira hora de vida é muito importante e o breast crawling incentiva isso”, afirma. “A única contraindicação é para casos em que o recém-nascido precisa de atendimento médico imediato”. Segundo o médico, não existem vantagens adicionais ao método, ele tem os mesmos benefícios de quando a mãe coloca o filho entre os seios e espera o bebê fazer a pega por conta própria.

Assista a um recém-nascido fazendo ‘breast crawl’ (se não conseguir visualizar, clique aqui):

  Fonte: Revista Crescer

A ingestão rotineira de leite e derivados pode ajudar a promover a saúde periodontal, segundo um estudo publicado no Journal of Periodontology.

Produtos derivados do leite podem promover saúde periodontal

A ingestão rotineira de leite e derivados pode ajudar a promover a saúde periodontal, segundo um estudo publicado no Journal of Periodontolo

O estudo analisou a saúde periodontal de 942 pessoas e determinou que aquelas que consumiam regularmente produtos como leite, queijo e iogurte apresentavam incidência mais baixa de doença gengival.

A pesquisa sugere que a doença periodontal pode afetar a saúde sistêmica geral”, diz o autor do estudo, dr. Yoshiro Shimazaki, da Universidade de Kyushu, Fukuoka, Japão. “Este estudo reforça aquilo que a maioria das pessoas já sabe – a importância do leite e seus derivados para ajudar a alcançar um estilo de vida saudável, o que inclui uma boca saudável”.

Os pesquisadores examinaram os participantes do estudo, que tinham idades entre 40 e 79 anos, analisando dois parâmetros periodontais: a profundidade da bolsa periodontal (BP) e a perda clínica de inserção (PCI). Observaram que as pessoas que consumiam 55 ou mais gramas de produtos contendo ácido lático todos os dias apresentavam prevalência significativamente mais baixa de BP profunda e PCI severa, assim demonstrando uma incidência mais baixa de doença periodontal.


Foto: iStock
Conteúdo oferecido por: © Colgate-Palmolive Company

Cárie é transmissível ?

Vez por outra assistimos na TV ou lemos em matérias jornalísticas que a cárie pega e que se pode evitar transmitir cárie para crianças evitando beijá-las, evitando provar ou soprar a comidinha, etc. Entretanto, não existe evidência científica de que essas medidas contribuam efetivamente para reduzir o risco de cárie em crianças. Todas as pessoas têm na boca microrganismos que podem produzir ácidos que vão promover a desmineralização dos tecidos duros dos dentes. Entretanto, para que isso aconteça, é necessário consumir açúcares. Assim, devemos pensar na cárie como uma doença associada ao estilo de vida e não como doença transmissível e para preveni-la devemos evitar que hábitos de dieta prejudiciais à saúde dos dentes sejam transmitidos.

DENTE TRINCADO

Dente frontal trincado pode acarretar na necessidade de substituição do dente. Saiba mais sobre dente frontal trincado.:

Definição

Sinais e Sintomas

Causas

Diagnóstico

Prevenção

Tratamento

O Ácido Acetilsalicílico Causa Erosão Dentária?

Diversos estudos publicados indicam que o uso de ácido acetilsalicílico pode contribuir para a erosão dentária. Esses trabalhos relatam estudos de laboratório (dentes extraídos colocados em soluções de água e ácido acetilsalicílico) e estudos de casos clínicos de pessoas que ingeriram seis doses de ácido acetilsalicílico em pó por dia durante um período de dois a três anos. No estudo de laboratório, os pesquisadores observaram a superfície do esmalte (camada externa) e da dentina (camada estrutural abaixo do esmalte) dos dentes extraídos imersos na solução de água com ácido acetilsalicílico. (1)

No estudo clínico, a superfície oclusal dos molares, pré-molares inferiores apresentaram severa erosão, assim como os dentes anteriores inferiores no lado voltado para a língua. O uso de ácido acetilsalicílico em pó foi a causa da erosão. (2)

Outro estudo, com 42 crianças que sofriam de artrite reumatóide e tomavam ácido acetilsalicílico em comprimidos, mastigando-os ou engolindo-os inteiros, mostrou severa erosão nos molares primários superiores e inferiores e nos primeiros molares permanentes nas crianças que mastigavam o medicamento. As 17 crianças que engoliram os comprimidos não apresentaram erosão dentária. Assim, o estudo concluiu que a erosão dentária desenvolvida pelas crianças devia-se ao fato de mastigarem os comprimidos de ácido acetilsalicílico. (3)

O ácido acetilsalicílico pode afetar a estrutura da superfície do dente e, dependendo de como é ingerida, pode causar irritação nos tecidos moles da boca. Consulte seu dentista e seu médico se houver recomendação de ácido acetilsalicílico para o tratamento de algum problema de saúde.

Referências:
1. Zero, DT. Etiology of dental erosion: extrinsic factors. Eur J Oral Sci 1996; 104(2[Pt2]): 162-77.
2. McCracken M, O’Neal SJ. Dental erosion and aspirin headache powders: a clinical report. J Prosthodont 2000; 9(2):95-8.
3. Sullivan RE, Kramer W. Iatrogenic erosion of teeth. ASDC J Dent Child 1983; 50 (3): 192-6.

© Copyright 2010 Colgate-Palmolive Company

E comum algumas mães guardarem os dentes de leite de seus filhos como recordação. Outras chegam a fazer até colares ou pulseiras com eles. Se você está sem ideias quanto ao destino dos primeiros dentinhos dos seus filhos, aqui vai uma bem bacana: faça com que ele vira objeto de estudo para ajudar no tratamento de doenças como o Alzheimer!

Um dente que caiu e ficou guardado em casa não serve mais para esse fim uma vez que a polpa do dente desidrata e as células morrem
Um dente que caiu e ficou guardado em casa não serve mais para esse fim uma vez que a polpa do dente desidrata e as células morrem

Um dente que caiu e ficou guardado em casa não serve mais para esse fim uma vez que a polpa do dente desidrata e as células morrem
Foto: Nagu-Bagoly Arpad / Shutterstock
Já faz um tempo que foi descoberta uma excelente fonte de células tronco na polpa do dente de leite. Mas qual o poder dessas células? Bem, elas ainda estão sendo pesquisadas, mas já se sabe que elas têm capacidade para regenerar e reconstruir tecidos humanos tais como ossos, vasos sanguíneos, pele, músculo, cartilagens, neurônios, etc.

“Estudos muito promissores nos dizem que poderemos utilizar as células tronco armazenadas para substituir as que estão danificadas e é exatamente neste sentido que a captura das células da polpa do dente de leite poderão ajuda nos tratamentos de diversas doenças”, diz Fernanda Natrieli, cirurgiã-dentista da A Clínica Oral que faz esse trabalho de coleta dos dentes de leite.

As células tronco também têm tido resultados muito bons em procedimentos estéticos e reparadores, como queimaduras, úlceras de perna e fissuras lábios palatinas.

A coleta
Embora tenha regras, essa coleta é mais simples do que você pode imaginar. Para que o dente de leite possa ser coletado para a pesquisa, ele deverá estar sadio, sem cáries e sem alterações em sua estrutura, por isso é importante a avaliação do dentista na escolha deste dente.

“A coleta deve ser feita na clínica, com o dentista, após uma limpeza prévia do mesmo. O dente escolhido deve ser aquele que já está na fase de cair. Os dentes de leite normalmente começam a cair dos 5 anos e esse processo pode durar até os 12, quando todos os dentes de leite já devem ter sidos trocados”, diz Fernanda.

E se cair em casa?
Os que caírem em casa também podem ser coletados, mas só se forem levados imediatamente à clínica.

“O ideal é que seja o dentinho coletado na clínica, pois assim tomamos os cuidados necessários para a coleta e armazenamento do mesmo que deve ser feito com todo o critério de assepsia. E sendo programado, o coletor já estará na clínica aguardando pelo dente. Um dente que caiu e ficou guardado em casa não serve mais para esse fim uma vez que a polpa do dente desidrata e as células morrem”, diz a especialista.

Permanente não serve?
Na verdade dentes permanentes também podem ser utilizados. No caso da capitação dos terceiros molares permanentes, os dentes do siso, alguns critérios devem ser respeitados.

“Eles não podem estar cariados, nem com processos infecciosos e no momento da extração não pode ser feita a odontosecção, que é cortar o dente no meio para permitir e facilitar sua remoção, procedimento muito comum nas extrações destes dentes”, diz a especialista.

Mas existem motivos para que os profissionais prefiram coletar os dentes de leite. “As células dos dentes de leite são mais jovens e com isso têm melhor qualidade quando comparamos aos dentes permanentes. Sem falar que a perda do dente de leite é um processo natural e fisiológico pelo qual todas as crianças passam, ao contrário da extração de dentes permanentes, que, inclusive, deve ser evitada”, diz Fernanda.

Agência Beta

OBESIDADE E EROSÃO DOS DENTES

Do Isotonic Vitamins Work Better?:

Adolescentes estão exagerando no consumo de bebidas esportivas

Estudo publicado recentemente no British Dental Journal revela que adolescentes com idade entre 12 e 14 anos têm consumido muitas bebidas esportivas socialmente, aumentando a ocorrência de obesidade e erosão dental. Sabor, preço, facilidade de aquisição e o fato de os pais não estarem a par dos riscos que essas bebidas representam para quem não é atleta se mostraram determinantes.  Quatro escolas participaram do estudo, com um total de 160 alunos nessa faixa etária. Metade deles confirmaram que consomem esse tipo de bebida regularmente. O principal problema é que as bebidas esportivas têm alta concentração de açúcar e níveis baixos de pH, favorecendo a formação de cárie, erosão do esmalte dos dentes e obesidade.

“Na última década, as bebidas esportivas – os isotônicos – se popularizaram bastante. Entretanto, não fazem bem aos dentes. Estudos indicam que os níveis de acidez dessas bebidas podem levar à erosão da superfície dental, comprometendo não só o esmalte e a aparência dos dentes, como também aumentando a sensibilidade e dor. É importante ressaltar, também, o consumo exagerado de sucos industrializados, que contribuem para o desenvolvimento da erosão”, diz Sandra Kalil, professora de Odontopediatria da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCDAssociação Paulista de Cirurgiões-Dentistas).

De acordo com a especialista, as bebidas esportivas variam muito em sua composição de uma marca para outra. Mas todas têm algo em comum: devem ser consumidas preferencialmente por atletas. “Depois de treinos pesados, a hidratação com esse tipo de bebida alcança um resultado melhor do que a ingestão de água porque as substâncias presentes nas fórmulas repõem minerais e normalizam a quantidade de açúcar no sangue. Por outro lado, se ingeridas até mesmo por adultos que não estejam praticando exercícios, podem facilitar o sobrepeso e fragilizar os dentes, comprometendo a saúde bucal. “Crianças com uma dieta equilibrada jamais deveriam usar esse tipo de bebida. Normalmente, elas o fazem sem saber das consequências. Até mesmo os atletas de alta performance, que estão sempre com uma garrafinha de isotônico nas mãos, deveriam se acostumar a fazer bochechos ou escovar os dentes após a ingestão dessas bebidas altamente açucaradas”.

A cirurgiã-dentista explica que não é bem o açúcar que estraga os dentes, mas o ácido produzido na sequência. “Esse ácido ataca sem piedade o esmalte dos dentes, podendo resultar em lesões de cárie e outros problemas orais mais graves. Além de estimular os adolescentes a reduzir a ingestão dessas bebidas, é importante estimular as crianças desde cedo a beber muita água – que tem, entre outras tantas virtudes, a capacidade de ‘lavar’ a boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam em cárie e mau hálito. Outra recomendação é preferir água filtrada à água engarrafada. Isso porque a água engarrafada não tem a mesma concentração de flúor que a água potável, tratada e distribuída nas residências brasileiras. E é graças ao flúor que a estrutura dos dentes se torna mais resistente a lesões de cárie. Sendo assim, o ideal é encher uma garrafinha com água várias vezes ao dia para se hidratar como se deve.”

Fontes: http://www.medicalnewstoday.com/releases/311255.php

Prof. Dra. Sandra Kalil Bussadori professora de Odontopediatria da EAP/APCD – Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas – www.apcd.org.br/eap

O que causa dentes sensíveis? Dentes sensíveis podem ser tratados, confira algumas dicas

Tomar um sorvete ou tomar um golinho de chá quente às vezes é uma experiência dolorosa para você? Escovar ou passar fio dental faz você estremecer de vez em quando? Se a resposta for positiva, você tem um problema chamado “dentes sensíveis”.

Cáries dentárias e dentes fraturados podem causar dentes sensíveis. Mas se seu dentista descartou esses problemas, esmalte dental desgastado, dente fissurado ou uma raiz exposta podem ser a causa.

Foto: iStock

Uma camada de esmalte dentário, que é a substância mais dura do organismo, protege as coroas dos dentes saudáveis. Uma camada chamada de cemento dentário ou cemento radicular protege a raiz dental sob a linha da gengiva. Por baixo do esmalte e do cemento está a dentina dentária, uma parte do dente que é menos densa do que o esmalte e cemento.

A dentina contém túbulos microscópicos, que são tubos ocos ou canais. Quando a dentina perde sua cobertura de proteção, os túbulos permitem que alimentos quentes e frios, ácidos ou pegajosos, estimulem a inervação e as células dentro dos dentes. Isso causa hipersensibilidade e desconforto ocasional. Felizmente, a irritação não causa danos permanentes à polpa. A dentina pode ser exposta quando a gengiva se retrai. O resultado pode ser hipersensibilidade próxima à linha da gengiva.

A higiene bucal adequada é a chave para evitar que a gengiva se retraia e cause dor por dentes sensíveis. Se você escovar os dentes de maneira errada ou mesmo escovar demais, poderão também resultar problemas gengivais. Pergunte ao seu dentista se você tiver dúvidas sobre sua rotina diária de higiene bucal.

Dentes sensíveis podem ser tratados. Seu dentista pode sugerir que você experimente um creme dental dessensibilizante, que contenha compostos que ajudem a bloquear a transmissão da sensação da superfície dental para a inervação. O creme dental dessensibilizante geralmente requer diversas aplicações antes que a sensibilidade seja reduzida.

Seu dentista também pode recomendar técnicas feitas em consultório envolvendo a aplicação de flúor na forma de gel, que fortalece o esmalte dentário e reduz a transmissão de sensações.

Formas de prevenir a SENSIBILIDADE DENTÁRIA

  • Escovação dentária diária – Escovar os dentes de forma adequada diariamente por 2 minutos com cremes dentais que não possuem altos níveis de abrasivos pode ajudar a reduzir a chance de sensibilidade dentária.
  • Utilização do fio dental – Utilizar o fio dental uma vez por dia pode ajudar a eliminar a placa na margem gengival e entre os dentes, e pode ajudar a reduzir a instância de sensibilidade dentária.
  • Seguir uma dieta de poucos ácidos – Uma dieta de alimentos e bebidas baixos em ácidos pode, também, ajudar a prevenir a sensibilidade dentária.

Beijar é bom. Mas há riscos para a saúde bucal?

Julianne Moore e Ralph Fiennes em cena de "The End of the Affair" (Fim de Caso)…:

Julianne Moore e Ralph Fiennes em cena de “The End of the Affair” (Fim de Caso)…

Será que o beijo representa algum risco para a saúde bucal? Há quem acredite que o beijo – por estimular a produção de saliva – acaba naturalmente promovendo a limpeza da boca. Por outro lado, ao beijar os lábios de alguém, uma pessoa pode transmitir determinado número de bactérias e vírus causadores de doenças. Algumas doenças, inclusive, são mais facilmente transmissíveis através da saliva do que outras. De acordo com a cirurgiã-dentista Sandra Kalil, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas ), estar bem informado sobre esses riscos é o grande trunfo dos casais.

O primeiro item da lista de doenças transmitidas por vírus durante o beijo é a gripe, seguida das infecções respiratórias. “Claro que o vírus da gripe (influenza) é facilmente transmitido de pessoa para pessoa através das gotículas emitidas pela tosse ou espirro. Basta estar em um local fechado, bem próximo de alguém infectado, para existir o risco de transmissão. Imagine, então, um beijo. Maior proximidade não há. O mais grave é que, uma vez dentro do organismo, esse vírus pode destruir a membrana mucosa do trato respiratório e infectar as células, provocando infecções secundárias como pneumonia, sinusite, faringite, otite ou bronquite”, diz a doutora Sandra.

Além das doenças respiratórias, existe a mononucleose – esta sim, chamada de “doença do beijo”. De acordo com a cirurgiã-dentista, trata-se de um vírus menos contagioso que o da gripe, mas facilmente transmissível através do contato com a saliva de uma pessoa contaminada. “O indivíduo contaminado pode passar mais de um ano sem manifestar a doença. Nesse meio tempo, certamente irá contaminar outras pessoas com quem compartilhar momentos de intimidade, ou ainda talheres, copos etc. Os sintomas típicos da mononucleose incluem febre, cansaço, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, tosses e náuseas. Mas é a fadiga intensa, a presença de ínguas no pescoço e o aumento do baço que ajudarão o médico a fechar um diagnóstico. Manchas vermelhas também fazem parte do quadro”.

Herpes simples também é outra doença viral transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, principalmente pelo beijo. “Nos lábios, há formação de uma lesão geralmente nos cantos da boca. É nessa fase aguda da doença que o risco de contaminação é maior, podendo inclusive afetar os olhos. Mas há risco, também, de a pessoa contrair o herpes genital, que provoca úlceras e feridas nos órgãos sexuais. Se na boca o problema muitas vezes se resolve sozinho entre dez e quinze dias, quando o herpes atinge os genitais é preciso consultar um médico e começar a tratar com medicamentos específicos para combater os sintomas, curar as feridas e reduzir a possibilidade de desdobramentos”, diz Sandra Kalil – chamando atenção que também a hepatite B é transmitida pelo beijo. “Neste caso, embora o sangue tenha níveis maiores do vírus do que a saliva, a infecção pode ocorrer quando há o contato com a mucosa de uma pessoa infectada”.

winter rain!

A esta altura, se os casais estão com medo por causa do potencial de um simples beijo transmitir essas doenças, a boa notícia é que bocas saudáveis têm muitas bactérias boas, que contribuem para manter a saúde bucal e geral em ordem. Sendo assim, quem cuida bem da saúde e escova os dentes regularmente – passando sempre fio dental para eliminar restos de alimentos que atraem bactérias nocivas e causadoras de cárie –, não precisa se alarmar tanto. Basta evitar o contato apenas quando estiver realmente doente. “Por outro lado, quem não se dedica como se deve à higiene bucal, pode até mesmo aumentar as chances de seu par ter mais lesões de cárie e doenças periodontais, como a gengivite. Sendo assim, o ideal é escolher bem quem se vai namorar, tendo a higiene como critério fundamental”, recomenda a cirurgiã-dentista.

Dra. Sandra Kalil Bussadori – cirurgiã-dentista, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCDAssociação Paulista de Cirurgiões-Dentistas,

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