Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

 

1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Fonte:

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Amamentação: proteção e saúde

Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

​​De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde , é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade.
A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.
Primeiras mamadas
Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro.
​O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.
“As gorduras são responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso além de ser fonte de energia. Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.
Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. “Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança”, diz Ana Potenza, nutricionista
Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.
Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.
Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.
Fonte :Hospital Albert Einstein

​Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

A variação sazonal, com predominância nos meses de inverno, foi encontrada na maioria dos estudos relacionados ao sangramento nasal (também conhecido como epistaxe). Os fatores que influenciam sua ocorrência são o numero de casos de infecções das vias áreas superiores, rinite alérgica, e alterações na mucosa associados às flutuações de temperatura e umidade.

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

​​O que fazer na h​ora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou antiagregnte plaquetario

Como evitar?

  • use um umidificador no quarto
  • deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.

 

👉🏻A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) consiste em uma alteração no esmalte dos dentes mencionados, ainda quando estão intra-ósseos, através de defeitos QUALITATIVOS . .
🎨 Ela é caracterizada por opacidades (manchas) demarcadas no esmalte dental, independente da coloração (brancas, amarelas e/ou marrons), e mesmo que tenha fratura no esmalte, esta fratura acontece durante ou após a erupção (nascimento) do dente e NÃO como uma alteração ocorrida ainda na formação e forma do dente em quantidade de esmalte (hipoplasia). .
☝🏻Atualmente a HMI representa um dos maiores desafios da Odontologia devido à frequente associação com a cárie 👾, dificuldade de adesão dos materiais restauradores, sensibilidade dentária (inclusive durante a escovação e mastigação) e problemas estéticos graves envolvidos.
Desafio aceito  e entendido pelo Odontopediatra que tem conhecimentos e é o profissional mais indicado para traçar o melhor planejamento e cuidados da HMI em crianças.
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🔎Muitas causas estão sendo investigadas cientificamente 📑, porém até o momento, duas são as mais pertinentes:
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1⃣ Infecções constantes com elevação da temperatura corporal (febre) que acontecem durante a primeira infância (até 03 anos) alterando a qualidade do esmalte, e;
2⃣ O uso repetido e quase que “contínuo” por ano, de antibióticos para controle dessas infecções recorrentes que podem assim interferir na maturação do esmalte dental. .
O tratamento consiste em devolver QUALIDADE DE VIDA para o paciente, através de ATENDIMENTO ESPECÍFICO.
Fonte :Odontopediatria Brasil

Guloseimas na medida

Julho é mês de férias. E saber o que fazer com as refeições das crianças nos 30 dias de descanso não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.

Esse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo. A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima. Se a criança já segue uma dieta equilibrada, a presença da guloseima não tem impacto tão grande assim no seu dia alimentar.

Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.

Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados
Procure os tipos sem gordura trans – altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados
Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados. Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.
Pipoca
As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. Quando possível compre o milho da pipoca e faça em uma panela antiaderente sem a adição de gordura vai ficar uma delícia, mas não se esqueça não abuse do sal
Refrigerantes
Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados
A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos,que são prensados a frios e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados
Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente
Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza
Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante
O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de ‘trio explosivo’. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia. O ideal é chamar a garotada para fazer um belo hambúrguer caseiro e se divertir
Fonte: Hospital A. Einstein

Festa junina. Saiba mais sobre os nutrientes dos alimentos da festa

Sua Saúde

Conheça os nutrientes dos alimentos de festa junina

Fonte: Marcela Taleb Haddad, nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês.

História das festas juninas

Celebradas no Brasil desde o século XVII, as festas juninas constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, ficando atrás apenas do Carnaval.

Segundo historiadores, esse evento não tinha nenhuma relação com religião, mas aos poucos recebeu influências do catolicismo e hoje está associado a santos católicos, em especial, a João Batista. O São João, como é popularmente conhecido, é o santo festeiro e tem sua data de nascimento lembrada sempre em 24 de junho.

Quando ouvimos falar em festa junina, uma das primeiras recordações que nos vem à mente são as comidas típicas. Apesar da grande tentação que elas nos trazem, sobretudo nesse período de frio, é possível se divertir sem engordar, fazendo escolhas alimentares mais saudáveis e comendo com moderação.

“Lembrar-se de não ir para as festas juninas em jejum para evitar excessos é a primeira dica”, comenta a nutricionista clínica no Hospital Sírio-Libanês Marcela Taleb Haddad, que analisou alguns dos principais alimentos típicos das festas juninas e avaliou o que vale ou não a pena experimentar.

Pinhão — Essa semente da araucária, árvore símbolo do estado do Paraná, é uma boa fonte de carboidrato complexo e rica em fibras, fornecendo energia e promovendo saciedade. Rico também em antioxidantes, o pinhão pode ainda atuar na saúde cardiovascular, combater o envelhecimento precoce e fortalecer o sistema imunológico. Esse alimento é indicado para pessoas com intolerância ao glúten (doença celíaca), pois a farinha do pinhão não contém glúten.

Amendoim – Rico  em ácidos graxos monoinsaturados, ou seja, gorduras “boas” que podem auxiliar no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Os amendoins contêm também fitoesteróis, substâncias que favorecem a eliminação do colesterol pelo intestino. Em festas juninas, porém, geralmente são usados em preparações com manteiga e ricas em açúcar como pé de moleque e paçoca, o que requer consumo com moderação. Esta regra se aplica mesmo se ele for consumido sem adição de açúcar e sal, pois não deixa de ser um alimento calórico.

Alimentos com milho – O milho é um alimento rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, fibras e minerais. Ele desempenha papel importante também na prevenção de doenças como prisão de ventre e hemorroidas. A pipoca, se preparada com pouco óleo e sem excesso de sal, é uma boa opção pois promove saciedade, assim como a espiga de milho cozida. Neste caso, basta evitar acrescentar manteiga. As outras preparações com milho, como curau, pamonha e bolo de milho, geralmente são acrescidas de açúcar, leite condensado ou leite de coco, e contém muitas calorias.

Carnes — Os espetinhos de frango ou de carne vermelha magra, como alcatra e patinho moído, são as melhores opções. A salsicha deve ser evitada, pois trata-se de um alimento embutido e rico em sódio e gordura. As carnes, no geral, são boas fontes de ferro, nutriente capaz de prevenir a anemia e atuar na formação da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. As carnes são também fonte de vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Maçã do amor — Apesar de ser uma fruta, trata-se de um alimento muito calórico devido ao excesso de açúcar em sua cobertura. O mesmo se aplica para os doces de abóbora e batata doce que, apesar de apresentarem vitaminas e propriedades nutritivas, também possuem elevada quantidade de açúcar e calorias. A maçã, sem o açúcar, ajuda a controlar o diabetes e o colesterol, melhora o funcionamento intestinal e é indicada para quem deseja emagrecer, pois é rica em fibras e provoca a saciedade. Tanto a abóbora quanto a batata doce contêm carotenóides, substâncias que se convertem em vitamina A no nosso organismo, protegendo as células dos danos oxidativos e, consequentemente, reduzindo o risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

Vinho quente e quentão — O vinho quente possui substâncias que auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, mas deve ser consumido com moderação por ter álcool e grandes quantidades de açúcar. Já o quentão, por ser preparado com gengibre, canela, cravo da índia e cascas de laranja e limão, possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, mas é mais calórico. Além de açúcar, ele leva cachaça e possui maior teor de álcool. O ideal é optar pelo consumo de apenas uma dessas bebidas e não ultrapassar a quantidade de 150 mililitros (mL).

Alimento Valor calórico aproximado
Espiga de milho cozida (1 unidade média) 100 kcal
Pipoca (1 xícara de chá) 90 kcal
Maçã do amor (1 unidade grande) 450 kcal
Pé de moleque (1 unidade ) 90 kcal
Paçoca (1 unidade) 140 kcal
Pinhão (10 unidades) 105 kcal
Doce de abóbora (1 unidade) 115 kcal
Canjica (1 xícara de chá) 350 kcal
Vinho quente (1 copo de 100 ml) 150 kcal
Quentão (1 copo de 100 ml) 280 kcal
Espetinho de frango (1 unidade) 160 kcal
Espetinho de carne (1 unidade) 200 kcal
Pastel de queijo (1 unidade) 350 kcal
Cachorro-quente (1 unidade) 350 kcal
Caldo de feijão (1 xícara de chá) 150 kcal

Fonte: Hospital Sírio Libanês

Conceitos sobre Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

 
1. O que é DTM?
DTM é a sigla utilizada para designar “Disfunção temporomandibular”, que é o nome dado ao conjunto de alterações que envolvem principalmente as articulações da boca (chamadas de articulação temporomandibular – ATM) e os músculos que trabalham nos movimentos da mandíbula. Esses quadros podem vir acompanhados de dor orofacial (DOF), incluindo dores de cabeça. Os casos de DTM/DOF não são iguais. Existem tipos e subtipos de DTM e de DOF e, além disso, a mesma pessoa pode apresentar mais de um tipo de DTM e de DOF o que pode dificultar o diagnóstico.

2. Que Cirurgião-Dentista devo procurar? Qual especialidade da Odontologia que trata desse tipo de alteração?
Existe uma especialidade na Odontologia chamada Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM/DOF), e o Cirurgião-Dentista capacitado nessa área é o mais indicado para fazer o diagnóstico correto e, consequentemente, tratar o paciente.

3. O que pode causar DTM/DOF?
Vários fatores estão envolvidos na DTM/DOF, incluindo fatores genéticos, hábitos orais parafuncionais (hábito de apertar os dentes, roer unhas, mascar chicletes ou morder objetos com frequência) e história de trauma em cabeça e pescoço. Até mesmo o estado emocional do paciente tem influência na DTM/DOF. Atualmente se diz que essa é uma condição “multifatorial”.

4. Dentes fora de posição (“tortos”) podem causar DTM/DOF?
Baseado nas pesquisas com critérios metodológicos mais rigorosos, não se pode mais afirmar que dentes fora de posição, condição chamada de maloclusão, seja um fator causador de DTM/DOF. Essa ideia foi durante muito tempo divulgada na Odontologia mas o conhecimento científico atual não apoia esse tipo de relação.

5. Se a pessoa começa a apresentar sinais e sintomas de DTM/DOF após o tratamento da sua maloclusão, ela pode atribuir isso ao tratamento dental a que foi submetida?
Os pacientes podem apresentar casos de DTM/DOF independentemente de terem sido submetidos ou não ao tratamento da maloclusão. A correção das posições dentais também não pode ser responsabilizada pelo aparecimento de DTM.

6. Quais os tratamentos indicados para o paciente com DTM/DOF?
O tratamento é feito de acordo com o tipo de DTM/DOF que o paciente apresenta, mas de modo geral, a prática da conduta clínica Baseada em Evidência Científica recomenda que nenhum tratamento irreversível deva ser feito. Os procedimentos irreversíveis que os autores se referem são: ajuste oclusal (desgaste de dentes ou acréscimo de material de restauração), aparelhos para correção da mordida (ortodônticos e/ou ortopédicos), e reabilitação oral protética. Inclusive as cirurgias, que já foram amplamente empregadas em casos de DTM/DOF, apresentam indicações muito restritas e são feitas raramente e em casos muito específicos.

7. As crianças e adolescentes também podem apresentar DTM/DOF?
Sim. Estas condições podem atingir todas as faixas etárias, apesar dos estudos mostrarem que elas afetam mais mulheres jovens. Crianças raramente procuram tratamento para DTM e DOF, mas a conscientização dos pais e dos profissionais que atendem esses indivíduos em relação à presença de sinais e sintomas de DTM/DOF facilita a resolução e previne sua progressão.

Fonte:APCD

Adriana de Oliveira Lira Ortega – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial pela Unifesp, doutora em Ciências Odontológicas e pós-doutora em Patologia pela Fousp – Professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)

Liete Figueiredo Zwir – Cirurgiã-Dentista, mestre em DTM e Dor Orofacial e doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Unifesp

 

Por que escovar com dentifrício a 1000 ppm F desde o irrompimento do 1º dente?

As bactérias que vivem naturalmente na boca de todos aderem às superfícies dentárias e nelas se acumulam, porque os dentes são as únicas superfícies do nosso organismo que não se descamam. O acúmulo de biofilmes é considerado o fator necessário para desenvolver cárie e biofilmes são comunidades bacterianas organizadas resistentes às defesas naturais do hospedeiro e à agentes antimicrobianos. Assim, a maneira mais eficaz de controlar biofilmes é sua remoção mecânica e no caso dos acumulados sobre os dentes isso tem sido feito pela escovação.

Entretanto, embora as pessoas escovem seus dentes, a eficácia da escovação feita habitualmente pela população para controlar cárie é muito pequena. Por outro lado quando os dentes são escovados com dentifrício fluoretado, o fluoreto disponibilizado pelo dentifrício compensa as limitações mecânicas da escovação com o efeito físico-químico do fluoreto interferindo com o processo de desenvolvimento de lesões de cárie. Logo, além do dentifrício usado para escovar os dentes precisar ser fluoretado ele necessita ter uma concentração mínima para ser eficaz e essa, de acordo com a melhor evidência cientifica disponível, deve ser de 1000 ppm F (mg F/kg). Outro fator importante é a frequência de escovação com dentifrício fluoretado, a qual deve ser no mínimo de 2x/dia, sendo que a escovação noturna parece ser a mais eficaz para o melhor controle de cárie.
Embora acúmulo de biofilme seja o fator necessário para o desenvolvimento de cárie, ele por si só não é suficiente, sendo determinante a exposição frequente á açucares da dieta, dos quais sacarose é o mais cariogênico. Logo, açúcar é o fator determinante negativo para o desenvolvimento de cárie e fluoreto é o fator determinante positivo tentando contrabalançar o efeito do açúcar. Assim, é altamente desejável, que além do dentes serem regularmente escovados com dentifrícios fluoretados, haja uma disciplina de consumo de produtos açucarados e esse equilíbrio é conseguido se açúcares não forem consumidos mais 7x/dia.
A escovação dos dentes com dentifrício fluoretado desde seu irrompimento tem sido pragmaticamente recomendada por Associações e Academias tanto da área Médica como Odontológica, porque:
1- Não é possível predizer se uma crianças terá ou não cárie no futuro;
2- Cárie continua sendo um problema na qualidade de vida das pessoas;
3- Fluorose dentária, o único risco do uso de dentifrício fluoretado na infância, não compromete a qualidade de vida dos acometidos;
4- A eficácia e segurança de dentifrício de concentração convencional (1000 a 1500 ppm F) está baseada em evidência.

Prof Jaime A Cury – FOP-UNICAMP Jaime Aparecido Cury – Professor titular de Bioquímica e Cariologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), Piracicaba, SP, Brasil
Prof. Jaime A Cury
Av. Limeira, 901 (CP 52)
Areião – Piracicaba – SP
13414-903
Brasil
jcury@unicamp.br

O papel da Odontopediatria na saúde bucal do adolescente

1) Qual é a especialidade odontológica que cuida da saúde bucal dos adolescentes?
A Odontopediatria é a especialidade que visa cuidar da saúde bucal dos adolescentes, enfatizando a prevenção e a promoção de saúde, de modo direcionado em um programa educativo-preventivo e curativo, se necessário, enfocando o aspecto estético e cosmético, tão valorizados nessa fase. A hebiatria ou odontohebiatria tem o papel ou a responsabilidade de atendimento ao público adolescente e sabe-se, nesse contexto, que ela figura como parte integrante da Odontopediatria. O odontopediatra está apto para realizar o atendimento voltado para a saúde bucal dos bebês, da criança e do adolescente. Este profissional está habilitado a entender como os determinantes de saúde interferem nos adolescentes e tem conhecimento para utilizar recursos clínicos no auxílio do diagnóstico de comportamentos nocivos à saúde típicos da adolescência, como distúrbios alimentares, uso de drogas e a utilização do piercing bucal. O Cirurgião-Dentista deve se adequar para atender bem às necessidades dos jovens e deles obterem melhor retorno. É muito importante que o profissional não tenha preconceitos ou estereótipos durante suas intervenções, procurando entender o universo que compreende a adolescência, bem como as suas alterações. O papel desempenhado pelo Cirurgião-Dentista nessa fase como educador e motivador é fundamental para introduzir nos hábitos e na rotina do paciente, cuidados com a boca.1,2

2) Como pode ser definido o período da adolescência?
A Organização Mundial de Saúde considera a adolescência como o período compreendido entre a faixa etária dos 10 aos 19 anos. Corresponde a um período de transição entre a infância e a vida adulta, que é iniciado com as mudanças corporais da puberdade.1,3,4

3) Quais as principais mudanças a serem analisadas nesse período?
Caracteriza-se como um período de intensas transformações físicas e psicossociais que requerem atenção e ações de saúde, visando à saúde integral. Nesse período de vida, considerado de transição, os adolescentes passam por dificuldades relativas ao seu crescimento físico e amadurecimento psicológico, sexualidade, relacionamento familiar e social com os pares, violência, inserção no mercado de trabalho e outras.
Os adolescentes, pela própria condição psicológica de serem mais abertos a assumirem riscos, podem estar mais vulneráveis ao uso e/ou abuso de substâncias lícitas e ilícitas, exploração sexual, DST/Aids, gravidez precoce não planejada, problemas escolares, evasão escolar, depressão, suicídio, acidentes, entre outras situações.
As modificações hormonais, a irregularidade da dieta e a predileção, muitas vezes, por lanches substituindo refeições, podem levar a alterações digestivas, hábitos intestinais inadequados, bem como a alguns fatores que modificam o meio interno e o ambiente externo dos adolescentes, inserindo-os em um grupo de risco para a saúde geral e oral. Devido a isso, alguns cuidados específicos devem ser orientados.1,3,4

4) Quais problemas odontológicos podem afligir os adolescentes?
As principais doenças ou os principais problemas bucais nessa fase incluem: doenças periodontais, cárie dentária, maloclusão, fluorose, mau hálito, erosão, traumatismo dentário e a disfunção temporomandibular, que é outra alteração que pode iniciar sua manifestação nessa fase, especialmente nas mulheres. Dentre os problemas periodontais, têm-se aumento da prevalência de gengivite. Gengivite crônica é uma infecção gengival encontrada comumente, podendo ser causada pelo acúmulo de biofilme bacteriano. Essa forma de gengivite pode instalar-se em decorrência de alteração hormonal proporcionada pela ação do hormônio esteroidal (que aumenta a resposta inflamatória), podendo ainda manifestar-se proveniente de outros fatores desencadeantes. Problemas bucais podem causar dor, infecção, dificuldade em falar ou mastigar, bem como ausência na escola. Esses problemas podem influenciar na saúde geral, nos estudos, no trabalho e na vida social e autoestima dos adolescentes. Existem ainda, alguns comportamentos que podem agir, influenciando na saúde bucal, tais como: morder objetos, respirar pela boca e ranger os dentes, concomitantemente causando maloclusão ou quebra e desgaste dos dentes; etilismo e tabagismo podem ser os causadores de mau hálito, câncer bucal, manchas nos dentes e doença periodontal, além disso, esses maus hábitos podem repercutir desfavoravelmente na saúde geral desses indivíduos; uso de piercing na boca, que pode causar complicações como infecção, inchaço da língua, sangramento, dificuldade para mastigar, falar ou para engolir, entre outros.5-9

5) Qual deve ser a postura adotada pelos adolescentes, por seus familiares e pelo Cirurgião-Dentista?
Cabe ao adolescente primar por obter efetividade no autocuidado com sua higiene bucal, fazendo uso de técnica de escovação e de uso de fio dental ou fita dental corretamente. Convém ainda, diminuir o consumo de bebidas ácidas e evitar-se o uso do fumo, do álcool e de outras substâncias que possam afetar a saúde geral. Quanto aos pais e/ou responsáveis, cabe a eles tentar orientar os adolescentes a realizar as refeições principais ao longo do dia, sempre enfatizando acerca da importância que tem para eles a prática dos cuidados com sua higiene bucal. Convém lembrar, que o hábito diário e frequente da escovação e do uso de fio dental, pode ser prejudicado pelo fato de que o adolescente não se encontra sob controle dos pais, como na infância em relação ao monitoramento dessas medidas de higiene bucal. Uma forma de se contrapor a isso é, por meio da orientação adequada do próprio adolescente, responsabilizando-o por sua saúde. A adolescência é um período em que surgem mudanças de hábitos que podem levar ao aumento de algumas doenças bucais. Medidas preventivas de autocuidado podem ser realizadas diariamente pelos pacientes e devem ser recomendadas pelo Cirurgião-Dentista. Nesse sentido, além de serem promovidas orientações aos adolescentes acerca da manutenção da sua saúde bucal, deve-se procurar mantê-los constantemente motivados. O papel dos Cirurgiões-Dentistas nesse contexto engloba a aplicação de flúor, a profilaxia, o monitoramento de doenças gengivais, a instrumentação periodontal (raspagem coronariorradicular e alisamento radicular), bem como as orientações sobre os cuidados essenciais com a saúde oral, aconselhando-se conjuntamente a eles, evitar o uso de fumo e álcool, devido aos malefícios para a saúde que esses hábitos podem trazer consigo. Outro fator a ser considerado são os horários irregulares empregados por esses adolescentes para a realização da sua higienização, dificultando a obtenção de resultados adequados no controle do biofilme dentário. Nessas situações, o Cirurgião-Dentista deve mostrar a importância da regularidade dos horários, orientando esses pacientes. Relacionado aos procedimentos odontológicos a serem executados, o tratamento empregado consiste na remoção de cálculos e controle mecânico da placa bacteriana com técnicas de higiene adequadas. A utilização do fio dental pode fazer parte conjuntamente da rotina diária de higiene a ser executada pelos adolescentes para remover a placa dos espaços interdentários.2,9,10

6) Por que a prevenção em Odontologia é tão importante nesse período?
O controle periódico e os programas preventivos tem importância extremada neste período pelo fato de existirem na cavidade bucal dentes recém-erupcionados e os pacientes apresentarem diversas situações de risco que relacionamos acima acerca do seu comportamento, dieta, cooperação e entendimento, dentre outras. As ações de prevenção e de promoção de saúde têm por objetivo estimular o potencial criativo e resolutivo dos adolescentes, estimulando a participação e o protagonismo juvenil. O autocuidado em se tratando da prevenção em saúde bucal é muito importante e o adolescente tem condições de exercer esse autocuidado com o seu corpo em geral e com a sua boca em particular, e ao realizar essas atividades estará dando um passo significativo na manutenção de sua saúde bucal.9,10

Fonte :Sérgio Spezzia – Cirurgião-Dentista – Mestrando em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo   /Katia Maria Scigliano Miquel Lamelo – Cirurgiã-Dentista – Especialista em Odontopediatria /Ricardo Schmitutz Jahn – Cirurgião-Dentista – Doutor em Ciências, professor titular da disciplina de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Santo Amaro (Unisa) /Maria Rosângela Jahn – Cirurgiã-Dentista – Especialista em Odontopediatria e Periodontia

O que ocasiona a cárie?

A cárie é uma disbiose (desequilíbrio entre os diferentes micro-organismos presentes na boca ) e açúcar dependente , podendo se desenvolver em várias faces (superfícies) dos dentes, entre elas, a INTERPROXIMAL, que é a face que fica entre um dente e outro (região interdental).
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De uma forma geral, para que a cárie não se manifeste é necessário que: 1⃣ocorra o controle da ingestão de açúcar/carboidratos fermentáveis (doces, pães etc.) e 2⃣higiene bucal adequada, na qual, além do uso trivial da escova e pasta fluoretada na concentração ideal, deve-se também utilizar o FIO DENTAL
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O FIO ou FITA DENTAL são os dispositivos capazes de promover a limpeza eficaz das superfícies interdentais. O seu uso diário evita lesões de cárie e é fundamental para a saúde gengival! .
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Gengiva muito vermelha e que sangra com o uso do fio, é gengiva doente e que precisa de avaliação e tratamento profissional, assim como as superfícies interproximais também!
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Comparecer às consultas periódicas do Odontopediatra é fundamental para se ter saúde bucal completa!
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#odontopediatriabrasil

Odontologia Especializada

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