Ácido acetilsalicílico (AAS) pode causar erosão dentária

oop062006_2

Ácido acetilsalicílico pode causar erosão dentária

Diversos estudos publicados indicam que o uso de ácido acetilsalicílico pode contribuir para a erosão dentária. Esses trabalhos relatam estudos de laboratório (dentes extraídos colocados em soluções de água e ácido acetilsalicílico) e estudos de casos clínicos de pessoas que ingeriram seis doses de ácido acetilsalicílico em pó por dia durante um período de dois a três anos. No estudo de laboratório, os pesquisadores observaram a superfície do esmalte (camada externa) e da dentina (camada estrutural abaixo do esmalte) dos dentes extraídos imersos na solução de água com ácido acetilsalicílico.

No estudo clínico, a superfície oclusal dos molares, pré-molares inferiores apresentaram severa erosão, assim como os dentes anteriores inferiores no lado voltado para a língua. O uso de ácido acetilsalicílico em pó foi a causa da erosão.

Outro estudo, com 42 crianças que sofriam de artrite reumatóide e tomavam ácido acetilsalicílico em comprimidos, mastigando-os ou engolindo-os inteiros, mostrou severa erosão nos molares primários superiores e inferiores e nos primeiros molares permanentes. As 17 crianças que engoliram os comprimidos não apresentaram erosão dentária. Assim, o estudo concluiu que a erosão dentária desenvolvida pelas crianças devia-se ao fato de mastigarem os comprimidos de ácido acetilsalicílico.

O ácido acetilsalicílico pode afetar a estrutura da superfície do dente e, dependendo de como é ingerida, pode causar irritação nos tecidos moles da boca. Consulte seu dentista e seu médico se houver recomendação de ácido acetilsalicílico para o tratamento de algum problema de saúde.

Referências:
1. Zero, DT. Etiology of dental erosion: extrinsic factors. Eur J Oral Sci 1996; 104(2[Pt2]): 162-77.
2. McCracken M, O’Neal SJ. Dental erosion and aspirin headache powders: a clinical report. J Prosthodont 2000; 9(2):95-8.
3. Sullivan RE, Kramer W. Iatrogenic erosion of teeth. ASDC J Dent Child 1983; 50 (3): 192-6.

Seu filho range os dentes enquanto dorme?

Seu filho range os dentes enquanto dorme?

Aprenda a identificar se seu filho tem bruxismo

Há pesquisas que registram crianças que rangem os dentes desde os três anos. Normalmente, a mãe ou a pessoa que fica a maior parte do tempo com os pequenos relata que ouve barulho de atrito entre os dentes durante o sono.
As causas do bruxismo podem ser as mais diversas, desde estresse até herança genética. O que espanta é que a doença pode acometer até crianças. Há pesquisas que registram crianças que rangem os dentes desde os três anos. Normalmente, a mãe ou a pessoa que fica a maior parte do tempo com os pequenos relata que ouve barulho de atrito entre os dentes durante o sono.

Segundo a odontopediatra Adriana Ortega, professora da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia da Faculdade de Odontologia da USP, caso a mãe esteja desconfiada do problema, o diagnóstico deve ser complementado pelo exame físico, para o odontopediatra investigar se há sinais de desgaste nos dentes. “É importante ressaltar que a identificação dos desgastes é uma informação complementar e sozinha não é determinante para o diagnóstico”.

A parte boa é que nem sempre a criança que tem bruxismo levará o problema para a vida adulta. Ainda assim, caso o problema persista, há meios para controlar seus prejuízos, como o desgaste (irreversível) dos dentes, fratura de restaurações, dores de cabeça e face, além do som desagradável que pode ser incômodo para as pessoas que convivem com a criança.

Este controle é feito com as placas – como são chamados os dispositivos inter oclusais –, usadas durante a noite. “O uso de placas para preservação do tecido dentário é utilizado em todos os pacientes com bruxismo – adultos ou crianças –, o que diferencia é o desenho e adaptação desses aparelhos de acordo com a idade do paciente”, afirma a especialista.

Para investigar a fundo a causa do ranger de dentes é preciso marcar consultas com outros especialistas além do dentista. Isso porque existem fortes evidências que os fatores que desencadeiam o bruxismo estão relacionados com alterações no sistema nervoso central e não nos dentes. “Pesquisas demonstram que muitas crianças com bruxismo podem apresentar sinais de ansiedade, estresse, apneia, entre outras alterações, que precisam de avaliação de diversos profissionais da área da saúde que não o cirurgião-dentista”.
Via Terra

O que é Bruxismo ou Apertamento dental?

O que é Bruxismo ou Apertamento dental?

O Bruxismo é um hábito parafuncional de ranger os dentes e constitui um dos mais difíceis desafios para tratamento pela Odontologia, sendo que a dificuldade para sua resolução aumenta de acordo com a gravidade do desgaste dentário produzido.

O esmalte dentário é o primeiro a receber os prejuízos do Bruxismo, e o desgaste anormal dos dentes é o sinal mais frequente da anomalia funcional. O padrão de desgaste dental do Bruxismo prolongado é, repetidamente, não uniforme e mais severo nos dentes anteriores.

A importância do Bruxismo ainda se deve à sua relação com a dor muscular da articulação temporomandibular e alguns tipos de cefaleias (dores de cabeça).

Pode ser definido como um hábito anormal que consiste em movimentos involuntários ritmados e espasmódicos de ranger ou apertar os dentes, ocorrendo normalmente durante o sono. O apertamento dentário é chamado pelos Norte-americanos de clenching e também causa desgaste dentário, menos severo, porém maiores distúrbios musculares.

Alguns autores dividem o termo Bruxismo em cêntrico, ato de apenas apertar os dentes, ou excêntrico, onde além de apertar os dentes há também o ranger dos dentes, porém, ambos sempre involuntários.

 

É importante destacar, para entendimento conceitual, que o Bruxismo não é necessariamente uma doença. Trata-se mais de uma disfunção. É perfeitamente possível que alguns portadores de Bruxismo não tenham maiores consequências para o sistema mastigatório. O aspecto mórbido ou doentio pode ser pensado quando este hábito funcional leva à algum prejuízo do sistema mastigatório ou desencadeia sintomas de desordens temporomandibulares, como por exemplo, a artrite temporomandibular.

Via Jornal Gazeta do Povo por Dr. Éber Stevão

Você sabe o que é Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono?

Você sabe o que é Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono?

O que é Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono? Este assunto foi abordado pela Dra. Ana Célia Faria, cirurgiã bucomaxilo integrante do CIEDEF USP vinculado à Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP)Ela também integra o Ambulatório de ronco e apneia da UNICAMP. Segundo ela, até pouco tempo atrás, o ronco não era tratado como uma doença, mas sim como motivo de piada entre familiares e amigos dos pacientes afetados com essa doença. O ronco é considerado um evento normal do sono desde que este não atrapalhe o descanso do paciente ou tampouco cause episódios de parada da respiração conhecidos como apneia.

Mas o que de fato é a apneia obstrutiva do sono (SAOS)? De modo geral, essa síndrome é definida como a parada da respiração, seguida pela sensação de sufocamento durante o sono. Ela também produz microdespertares noturnos que ocasionam a diminuição do rendimento nas atividades diárias pelo cansaço acumulado, além de sonolência e irritabilidade em alguns casos, acometendo em sua maioria homens, com incidência de aproximadamente 25% dos adultos, sendo que destes, 10% apresentam grau moderado a grave. O ronco é o sintoma mais frequente, mas podem estar presentes ruídos intensos, de caráter inspiratório, seguidos por engasgos, sonolência diurna, fadiga e cansaço, podendo ocasionar comprometimento cognitivo e distúrbios de aprendizado nos casos mais graves, se tornando incapacitante.

Alguns indivíduos relatam ainda outros sintomas como a diminuição da libido, noctúria (aumento da necessidade de levantar a noite para fazer xixi), cefaleia matinal por diminuição da saturação de oxigênio durante a noite, além de refluxo gastroesofágico, complicações cardiovasculares e predisposição quadros de comorbidades como AVC, hipertensão arterial sistêmica, isquemia cardíaca e arritmia noturna.

É importante que seja feito o diagnóstico precoce deste problema, para evitar problemas maiores. Muitas vezes, é possível diagnosticar através de características presentes nos pacientes jovens se estes possuem ou não um padrão tendencioso a desenvolver esse quadro, como por exemplo, a característica de serem respiradores bucais, Classe II, entre outros.

Dentre os fatores predisponentes podem ser citados a obesidade, pelo fato de diminuir os volumes pulmonares, estreitando o lúmen das vias aéreas superiores, além do fato de que em pacientes obesos ocorre o maior acúmulo de tecido gorduroso infiltrado nos espaços parafaríngeos, aumentado o diâmetro do pescoço desses pacientes. Outros fatores predisponentes são as alterações músculo-esqueléticas que podem predispor a obstrução das vias aéreas quando o paciente se encontra em posição de decúbito (deitado).

Alguns sinais identificados facilmente são face alongada, aumento da área de palato mole e úvula, excesso de tecido faríngeo, aumento das tonsilas palatinas, macroglossia, palato ogival, retro e micrognatia.

O diagnóstico preciso dessa desordem é feito através do exame de polissonografia, que é o conhecido exame do sono, onde o paciente passa a noite em clínicas específicas ligado a vários sensores que quantificam quantos eventos respiratórios anormais ocorreram durante a noite, a repercussão destes sobre a frequência e ritmo cardíaco, assim como sobre a saturação de hemoglobina e relaciona esses episódios com os estágios do sono, fornecendo um diagnóstico mais apurado sobre a quantidade de eventos de apneia que ocorreram durante a noite de sono e a interferência destes com a homeostasia do paciente.

Considera-se apneia leve, a ocorrência de 5 a 15 episódios de apneia por hora; Quando este número aumenta para uma faixa entre 15 e 30, o paciente é classificado como gravidade moderada. Acima de 30 episódios por hora, o quadro é considerado como severo.

São diversos os tratamentos indicados para essa doença, dentre eles atitudes simples como a higiene do sono, ou seja, deitar sempre no mesmo horário, ou somente quando estiver com sono, não indo dormir tarde e evitando bebidas cafeinadas e fumar antes de deitar-se. Um tratamento muito comum é a utilização do CPAP (Continous Positive Airway Pressure), que são aqueles aparelhos semelhantes a inaladores, compostos de uma máscara nasal que mantém a pressão positiva contínua nas vias aéreas superiores, permitindo a desobstrução da passagem de ar durante o sono. Entretanto, a adesão dos pacientes a esse tipo de tratamento tem diminuído com o tempo, além de serem indicados para os casos moderados a graves, podendo custar entre 2 e 15 mil reais, dependendo do aparelho.

Outras alternativas mais relacionadas a odontologia são a utilização de aparelhos intra-orais, que prometem aumentar o espaço aéreo posterior orofaríngeo, diminuindo a possibilidade de colapso das vias aéreas superiores durante o sono, buscando reestabelecer a anatomia da faringe, evitando seu colapso, sendo indicados para quadros de ronco primário, promovendo o avanço mandibular

De modo geral são bem aceitos pelos pacientes. De maneira mais invasiva, também existe a possibilidade de realizar o avanço maxilo-mandibular em pacientes com apneia severa, assim como em pacientes jovens com alterações craniofaciais. É um tratamento mais efetivo, porém não deixa de ser uma intervenção irreversível pelo seu caráter cirúrgico. O procedimento muda a tensão da musculatura e tecidos moles da região orofaríngea, alterando o espaço e melhorando a circulação de ar, evitando a ocorrência dos episódios de apneia.Via Vida de dentista

Como evitar a contaminação da escova dental.

 

 

Não deixe sobre a pia ou esfregue na toalha de rosto após o uso!

ImagemUmidade e calor são condições ideais para o crescimento das bactérias. Para a sua escova de dente e limpador de lingua isso pode ser fatal. O ideal é guardar no armário do banheiro ou em um estojo próprio – devidamente limpos após o uso. Apesar disso, a população não cultiva o hábito de higienizar esses recursos com regularidade.

“Se não for feita a higienização correta da escova após o uso, ela se torna propícia à multiplicação das bactérias naturalmente presentes na boca e que, durante a escovação, alojam-se nas cerdas”, explicou o professor Paulo Nelson Filho, da Forp, à Agência USP de Notícias.

As bactérias da boca são capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas e nas ranhuras dos limpadores linguais.

Ele explica que, na boca, se encontram cerca de 900 espécies de bactérias, capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas dentais. Os micro-organismos se multiplicam e tornam a entrar em contato com a boca na próxima escovação, o que aumenta a probabilidade de recontaminação da boca. 

Cabe reiterar que além das bacterias – vírus e fungos habitam a cavidade bucal e participam desse processo de trocas com as escovas e limpadores linguais – aumentando os riscos a saúde.

Para o pesquisador, a higienização da escova dental deve compor a rotina das pessoas. “Assim como ninguém reutiliza fio dental ou veste a mesma roupa por dias seguidos, a desinfecção desses itens é um hábito de higiene pessoal que deve ser adquirido”, completa o especialista.

Apesar de não existirem estudos comparativos entre indivíduos que desinfetam suas escovas e aqueles que as guardam sem qualquer procedimento higiênico, Nelson Filho afirma que já foram detectados casos de pacientes cuja incidência de lesões na mucosa diminuiu depois de adotado o hábito de higienização. 

Para a higiene das escovas e de outros recursos de uso prolongado, o professor da FORP recomenda a utilização de agentes antimicrobianos disponíveis no mercado (como enxaguantes bucais), acondicionados pelo próprio paciente em frascos de plástico ou vidro, em forma de spray. O produto deve ser borrifado nas cerdas e na cabeça da escova uma vez ao dia, após a escovação noturna. 

O professor complementa, ainda, que o próprio creme dental pode colaborar para a higienização da escova e essa é mais uma importante justificativa para a inclusão desse complemento na higiene bucal.

Além disso, o usuário deve estar atento para a higienização em água corrente e secagem antes da próxima escovação. “Depois do uso, deve-se bater o cabo da escova na pia, para eliminar o excesso de água, mas nunca secá-la em toalha de banho ou rosto”, aponta o estudioso.

Em relação ao armazenamento, o professor aponta que a escova não deve ficar sobre a pia. “O banheiro é o local mais contaminado de uma casa. Temos pesquisas que comprovam a presença de coliformes fecais alojados em escovas, em função das descargas e da proximidade com o vaso sanitário.

Aqui algumas perguntas e respostas para ajudá-los a organizar um formato de higienização

As escovas dentais apresentam-se contaminadas por microrganismos?

As escovas dentais, após serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez, por 1 a 4 minutos, e armazenadas em condições usuais, podem se tornar contaminadas por diferentes tipos de bactérias, inclusive estreptococos do grupo mutans (microrganismos causadores da doença cárie), vírus, leveduras, parasitas intestinais, provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente. Pode haver contato entre escovas de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro. Também, torna-se muito difícil o controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de idade precoce, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada inadvertidamente. Dessa forma, sua desinfecção deve ser efetuada.

Como deve ser efetuada a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?

A melhor opção é lavar a escova após seu uso, remover o excesso de água e borrifar um anti-séptico acondicionado em frasco spray (adquirido em farmácias de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas, particularmente nas cerdas. Em seguida, a escova pode ser guardada no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez que o mesmo frasco para guardá-las pode ser utilizado por todos os membros da família.

Quais substâncias devem ser empregadas para a desinfecção das escovas?

O gluconato de clorexidina a 0,12% e o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% são eficazes na eliminação dos estreptococos do grupo mutans das cerdas das escovas dentais.

Como deve ser acondicionada a escova dental?

Não há que se reprovar a iniciativa da indústria, que desenvolveu modelos de escovas dentais que vêm acompanhadas de um estojo para proteger as cerdas, pois ele é útil quando guardamos as escovas na bolsa, por exemplo, evitando o seu contato com dinheiro, carteira etc. Porém, no dia-a-dia, a escova deve ser conservada em local seco, após a desinfecção com anti-séptico. Alguns estudos comprovaram que escovas dentais que permanecem fora do armário no toalete podem ser infectadas por coliformes fecais. Isso ocorre porque microrganismos como os coliformes fecais, presentes no aerossol que se forma após a descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do banheiro e proliferar. Dessa forma, após a desinfecção, as escovas devem ser guardadas no armário do banheiro.

O tipo de dentifrício empregado durante a escovação influencia a contaminação das escovas dentais por microrganismos?

A contaminação microbiana das cerdas das escovas dentais sofre a influência de inúmeros fatores, destacando-se o tipo de dentifrício, que pode conter agentes antimicrobianos como o flúor ou o triclosan, os quais ocasionam uma redução dessa contaminação. O uso de dentifrício contendo triclosan reduz em até 60% a contaminação bacteriana por estreptococos do grupo mutans, enquanto o dentifrício fluoretado reduz a contaminação em, aproximadamente, 23%.

Qual o período de vida útil de uma escova?

As escovas dentais devem ser trocadas freqüentemente: indivíduos sadios devem trocar suas escovas a cada 3 a 4 meses; indivíduos com gripe ou outras doenças infecciosas devem trocá-las no início e após a cura; indivíduos que sofreram quimioterapia ou que são imunodeprimidos devem trocá-las a cada 2 dias; e indivíduos que sofreram grandes cirurgias devem trocá-las diariamente. No entanto, essa alta freqüência de troca de escovas é inviável, sendo satisfatório um tempo de 3 a 4 meses, desde que as escovas sejam submetidas à desinfecção diariamente.

Qual o protocolo indicado para a higienização das escovas dentais?

Para o controle diário da contaminação das escovas dentais, é importante que, previamente à escovação, seja efetuada a lavagem das mãos. Após a realização da escovação, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente e deve ser realizada a remoção do excesso de umidade. Em seguida, deve-se borrifar sobre a cabeça da escova, particularmente sobre as cerdas, um antimicrobiano sob a forma de spray, sendo a escova mantida, então, em local fechado. Previamente à próxima utilização, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente. O impacto dessas medidas sobre a saúde bucal é ainda desconhecido.

 Com informações da Agência USP de Notícias , Tepe e APCD

Brasileiros criam anestesia odontológica sem injeção

anestesia

Anestesia odontológica sem injeção??
Pelo menos é o que sugere o texto de uma matéria recente da revista Exame. Pela descrição trata-se de um anestésico de eficácia local extrema, que atenderia grande parte dos procedimentos dirigidos as mucosas e gengivas, caso de raspagens dentárias e algumas intervenções sobre gengivas e mucosas da boca.

A dúvida está no seu efeito de bloqueio aos estímulos vindos da polpa dentária e da sensibilidade dentária no tratamento de lesões de cáries cavitadas e/ou de canais dentários, por exemplo.

Além da revista Exame, a íntegra do texto está reproduzida no JSO e também pode ser lida nesta postagem.

Brasileiros criam anestesia odontológica sem injeção

O anestésico é feito à base de ciclodextrinas e seu tempo de duração pode chegar a 6h após aplicação única

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um gel ou creme anestésico para ser usado por cirurgiões-dentistas evitando as aplicações de injeções na mucosa da boca que geram reclamações de alguns pacientes.

A pesquisa foi coordenada pela bioquímica Eneida de Paula e a intenção não foi produzir novas moléculas anestésicas, pois exigiria pelo menos 10 anos de desenvolvimento e testes clínicos, mas ampliar a eficácia dos sais anestésicos disponíveis no mercado ao encapsulá-los dentro de carreadores ou nanopartículas capazes de levar os princípios ativos ao lugar desejado e liberá-los de forma controlada.

A associação entre carreadores e anestésicos poderia, teoricamente, aumentar o tempo de anestesia, exigir uma concentração menor de princípio ativo e diminuir o risco de o composto entrar na corrente sanguínea e se espalhar pelo corpo de forma nociva.

Pesquisa:

A pesquisa teve início em 2007 com a escolha do carreador ideal para cada anestésico. “Ele não poderia causar reações adversas no organismo, teria de ser quimicamente estável e precisaria manter o anestésico no local aplicado pelo maior tempo possível”, disse Eneida.

Os lipossomas, partículas feitas de lipídios e semelhantes a membranas biológicas, foram os primeiros carreadores testados pelo grupo.

Segundo Eneida, os lipossomas são capazes de levar os anestésicos sem gerar reações adversas e já são empregados pela indústria farmacêutica em antivirais, antifúngicos e no desenvolvimento de vacinas e medicamentos anticâncer. Mas nem tudo saiu como esperado.

Testes em animais e humanos mostraram que o uso dos lipossomas como carreadores prolonga o tempo de ação dos anestésicos mepivacaína e prilocaína em três a quatro vezes, comparados aos medicamentos comerciais, que agem por duas a quatro horas.

Tal eficácia, entretanto, ainda dependia do uso de seringas na aplicação do medicamento. É que, para eliminar a dor, o sal anestésico precisa ultrapassar a mucosa e o osso compacto da boca para bloquear a condução do impulso nervoso que transporta as informações de sensibilidade da região dental ao cérebro.

Ciclodextrinas:

Os cientistas decidiram então estudar carreadores alternativos. A solução foi encontrada nas ciclodextrinas, moléculas produzidas a partir da quebra do amido. “Umas das principais vantagens das ciclodextrinas é que elas aumentam a solubilidade aquosa dos anestésicos, fazendo com que maior quantidade do composto chegue ao nervo que precisa ser anestesiado. Grandes porções de anestésicos são necessárias para banhar a região do nervo e impedir a propagação do impulso doloroso”, explicou a pesquisadora.

Testes em animais mostraram que anestésicos como a bupivacaína e a ropivacaína, complexados com hidroxipropil-beta-ciclodextrina, aumentaram o tempo de duração e a intensidade da anestesia para além de 6 horas após uma aplicação única. Estudos também apontaram que anestésicos associados a carreadores necessitam de quantidades menores de princípio ativo para cumprir a sua função. Em animais, a mepivacaína a 2% encapsulada em lipossomas exerceu uma atividade anestésica semelhante à mepivacaína a 3% sem carreador.

Gel anestesiante:

Os pesquisadores aperfeiçoaram a composição na forma de um gel que, em alguns casos, é aplicado sobre a mucosa da boca para diminuir a dor da injeção anestésica. Lipossomas foram associados aos anestésicos de uso local benzocaína e mepivacaína. No caso da benzocaína, foi possível manter a eficácia do gel com a concentração do princípio ativo diminuída pela metade, de 20% para 10%.

“O gel preparado também apresentou propriedades reológicas interessantes que possibilitaram ao medicamento permanecer no local aplicado por mais tempo que o produto disponível no mercado, sem derreter e perder a atividade”, disse Eneida. A pesquisa liderada por ela gerou uma patente que despertou o interesse de algumas indústrias farmacêuticas.

Fonte: Revista Exame e TEPE