Saiba mais sobre Herpes oral, Herpes genital e Herpes Zoster

Saiba mais sobre Herpes oral, Herpes genital e Herpes Zoster

Por Dra. Vivian Iida Avelino-Silva, médica infectologista do Hospital Sírio-Libanês

Existem oito diferentes vírus da família Herpes que podem causar doença em humanos. Dentre eles, os Herpes tipo 1, 2 e 3 provocam quadros semelhantes de lesões de pele que podem reaparecer após um período variável de ausência de sintomas.

O Herpes tipo 1 é responsável pelo quadro de herpes oral, que se caracteriza por vermelhidão, ardor e pequenas bolhas preenchidas com líquido claro, comumente na região do lábio ou na parte interna da boca. Geralmente, o primeiro contato com o vírus ocorre durante a infância, através de secreções orais. Em seguida, o vírus se aloja em um neurônio e lá pode permanecer durante toda a vida do indivíduo sem causar qualquer sintoma, em um estado que chamamos de latência.

O Herpes tipo 2, por outro lado, é o principal responsável pelo quadro de herpes genital. Observamos também vermelhidão, ardor e pequenas bolhas com líquido claro na região da vulva, pênis ou ânus, ou ainda em regiões como nádegas e virilha. Em geral, o primeiro contato com o vírus ocorre na adolescência ou início da vida adulta e as lesões podem ser intensas a ponto de provocar ardor para urinar e desconforto que impede as relações sexuais. Além disso, a presença de lesões pelo Herpes tipo 2 aumenta o risco de contágio por outras doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.

Depois do primeiro contato, algumas pessoas apresentam repetidos quadros de herpes, o que caracteriza o herpes oral ou genital recorrente. Há inclusive quem relate desencadeantes bem identificados para essa manifestação, tais como exposição ao sol, estresse, período perimenstrual, etc.

Nesses casos, o que ocorre é uma reativação do vírus que se encontrava latente, sua multiplicação e transporte a partir do neurônio até a pele e o aparecimento de lesões.

Esse quadro é considerado benigno e pode resolver-se em cerca de 5-7 dias sem necessidade de tratamento específico. Entretanto, o uso de medicações que combatem o Herpes tipo 1 ou tipo 2 logo no início do quadro pode abreviar os sintomas, ou até bloquear o aparecimento das bolhas. Além disso, para pessoas que apresentam episódios de herpes muito frequentes, o uso diário e contínuo de medicações contra o vírus pode prevenir a recidiva da doença e reduzir sua transmissão.

O Herpes tipo 3 é mais conhecido como vírus da varicela, ou vírus da catapora. A infecção inicial ocorre frequentemente durante a infância, através do contato com secreções orais, e é seguida pelo quadro clássico da catapora, com lesões avermelhadas espalhadas pelo corpo e pequenas bolhas com líquido claro.

O vírus da varicela também estabelece latência em neurônios e pode reativar-se anos depois, dessa vez com vermelhidão, dor intensa e bolhas restritas ao território correspondente ao nervo acometido. A distribuição das lesões na pele é bastante característica dessa doença, popularmente conhecida como “cobreiro”, ou Herpes Zóster.

Nesse caso, o tratamento antiviral é prontamente indicado para acelerar a cicatrização e reduzir a dor. Entretanto, mesmo com tratamento, há pessoas que permanecem com dor de difícil controle vários meses ou anos depois da resolução das lesões de pele.

Existem vacinas para prevenir tanto a varicela quanto o Herpes Zóster. Infelizmente, elas ainda não estão disponíveis na rede pública de saúde do Brasil. Quanto ao Herpes tipo 1 e tipo 2, até o momento, não há vacinas que protejam contra a infecção
Via Dráuzio Varella

Herpes não é o fim do mundo

Herpes não é o fim do mundo

Você já deve ter visto em algum filme: de uma hora para outra uma doença desconhecida começa a ameaçar a raça humana. Os maiores especialistas são chamados, a cúpula do governo passa a esticar o expediente, o Exército entra em campo. E a confusão não pára de crescer. Até que alguém descobre que o vilão da história é um vírus, um organismo do tamanho de alguns nanômetros. Mas mesmo assim altamente letal.

Uma epidemia de vírus como o Sars e o Ebola poderia ser mais ou menos como a descrita acima. Mas com eles, felizmente, você nunca topou. Com o herpes, porém, você já deve ter cruzado. Ele cuida da própria vida, infeccionando a raça humana com pouco ou nenhum alarde, principalmente porque não é propriamente um “serial killer”. Mas o que falta ao herpes em força letal sobra em mobilidade. No Brasil, os dados sobre a incidência do herpes simplex (a forma mais comum do vírus) apontam estatísticas impressionantes – embora seja difícil quantificar o número real de infectados, já que a doença pode não se manifestar durante anos. “Noventa por cento da população deve ter algum tipo de herpes”, atesta Paulo Olzon, chefe do Departamento da Clínica Médica da Unifesp. Segundo estimativas do Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, 641 mil pessoas contraem herpes genital a cada ano. “Muitas delas são portadoras do vírus sem saber, porque ele não está em atividade”, conclui Luciane Scattone, dermatologista e consultora da Men´s Health.

Somos, portanto, uma espécie de portadores de herpes. E, o que é pior, de uma doença para a qual não há cura. (Se você já teve aquelas bolhas pequenas nos lábios, provavelmente está com a doença). Mas existe um plano. Ou melhor, estratégias que vão ajudar você a manter o herpes em hibernação, superar os surtos ou evitar transmiti-lo

Prevenindo o herpes
A palavra chave é “prevenção” e não “cura”. Isso porque o herpes brinca de esconde-esconde neurológico com qualquer droga que tomemos – e sempre vence. “O vírus fica escondido nas terminações nervosas”, explica o dr. Olzon, “só esperando uma situação favorável para se proliferar”. Segundo estudos, os três principais fatores que podem desencadear a proliferação do vírus do herpes são:

Luz solar. Pesquisa publicada pelo American Journal of Sports Medicine relacionou o surgimento de surtos de herpes labial entre esquiadores ao nível de exposição ao sol. Mais especificamente, aos raios ultravioleta B. Solução: cubra a boca. “Protetor solar é eficiente na redução do fator desencadeante UV nos lábios”, diz Rhoda Ashley Morrow, diretora da Seção de Virologia do Hospital Infantil de Seattle, nos Estados Unidos. Opte por protetores solares labiais à prova d’água.

Estresse. Qualquer situação tensa – de um primeiro dia no trabalho a uma noite em claro – enfraquece o sistema imunológico. Em outras palavras: o estresse mina suas defesas, permitindo que o herpes volte à cena. O mesmo vale para quando você está gripado ou com alguma outra doença. Solução: bateu aquele estresse? Deguste uma taça de vinho. Ele ajuda a diminuir a tensão e pode atuar preventivamente no ataque contra o herpes. É o que indica estudo publicado na revista Antiviral Research (EUA), que mostrou que o vinho tinto pode inibir o herpes labial graças a uma substância presente na uva, o resveratrol.

Tratando o surto
Mesmo que você atente para os fatores que desencadeiam a proliferação do vírus e procure o auxílio de medicamentos, ainda assim é possível que o herpes volte à tona. Nada de pânico. Seu organismo está munido de tudo o que precisa para dar conta sozinho de seu hóspede indesejado. Mas você pode montar um kit de emergência para combater o vírus.

Lata gelada. Ao primeiro sinal de bolhas na boca, pegue uma lata de refrigerante bem gelada. Pressione-a contra as bolhinhas por 15 segundos e então a retire por 15 segundos. Faça isso por cinco minutos. Espere 15 minutos e repita a operação (bem, já que a cerveja está na mão…). “O frio impede a formação da bolha”, conta Jerome Litt, professor de dermatologia da Universidade Case Western Reserve, EUA. Mas atenção: cuidado para não romper as bolhas, repletas de vírus.

Alho. Misture dentes de alho no molho de macarrão. Segundo o médico James Duke, autor do livro The Green Pharmacy (A Farmácia Verde), o alho combate os vírus. E o hálito? Bem, não se ganha sempre.

Equinácea. Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, descobriram que o extrato dessa planta, quando aplicado sobre as feridas do herpes labial, ajuda a destruir o vírus.

Matéria publicada na Revista Men’s Health .

Tags: herpes, tratamento

Rihanna usa dentes de ouro em forma de arma e fala em vingança

Rihanna usa dentes de ouro em forma de arma e fala em vingança

Rihanna usou Grillz de dentes de ouro com pedras nobres em forma de arma e citou letra de música que fala sobre ‘vingança doce’.O comentário aconteceu um dia depois que Chris Brown anunciou aposentadoria. “Eu estou cansado por um erro que eu cometi quando tinha 18 anos”, disse ele, referindo-se ao caso da agressão à cantora, pelo qual ele foi condenado a cinco anos de liberdade condicional.
Rihanna fotografou os dentes de ouro – conhecido como grillz – em forma de arma e postou no Instagram quando também afirmou estar assistindo ao filme “Cocaine cowboys” e citou a letra de uma música dela mesma, “G4L”. “I lick the gun when I’m done, cuz I know that revenge is sweet” (tradução livre: “Eu lambo a arma quando termino, porque sei que a vingança é doce”). Ela também usou nas fotos a hashtag “AK”, que significa o modelo da arma.

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Dores na face, cabeça, pescoço, ouvido? Saiba mais sobre DTM

Dores na face, cabeça, pescoço, ouvido? Saiba mais sobre DTM

Condição de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, as dores de cabeça, dores de ouvido, sensibilidade de articulações mandibulares e músculos utilizados na mastigação, dores com origem no sistema nervoso, dores psicogênicas, dores por doenças graves (como tumores e AIDS).

Muitas pessoas com desconforto na face, podem estar apresentando problemas relacionados aos músculos mandibulares e articulações da mandíbula (ou ATMs) . Por não estarem funcionando adequadamente, resultam em ciclos de dor e espasmos dos músculos. Estes problemas são freqüentemente referidos como Desordens Têmporo Mandibulares (DTMs). Já que as causas de algumas DTMs não são bem compreendidas, existem opiniões diversas sobre seu diagnóstico e tratamento. Talvez você mesmo já tenha alguma vez sentido dores na área de suas ATMs, ou ainda o seu Dentista ou Médico tenham lhe dito que você apresenta alguma forma de DTM. Se você tem dúvidas sobre este assunto, você não está sozinho: também os pesquisadores estão procurando respostas sobre o que causa as DTMs, quais são as melhores formas de tratá-las e como preveni-las.

1- ATM e seu funcionamento
A Articulação Têmporo Mandibular une a mandíbula ao crânio (no osso temporal, na porção lateral da cabeça). Se você colocar seus dedos indicadores bem à frente dos ouvidos, abrir e fechar a boca poderá perceber o movimento das articulações de cada lado da cabeça. Devido à flexibilidade dessas articulações, a mandíbula pode ser movimentada suavemente para cima e para baixo e para os lados, permitindo que se fale, boceje, mastigue, etc. O que controla seus movimentos e posições são os músculos mastigadores que estão ligados à mandíbula.
Na mandíbula, existem uns extremos arredondados chamados de côndilos mandibulares (parte inferior da articulação), que ao abrirmos a boca, eles se deslocam dentro das cavidades articulares que estão nos ossos temporais de cada lado da cabeça. Quando fecharmos a boca, eles retornarão às suas posições iniciais. Para permitir este movimento suave dos côndilos durante os movimentos de abertura e fechamento da boca, é necessária a presença de um disco articular flexível entre o côndilo (na mandíbula) e o osso temporal (no crânio). Este disco irá absorver os choques sobre as articulações (ATMs), quando da mastigação e outros movimentos mandibulares. Qualquer problema que interfira com o funcionamento desse complexo sistema de músculos, ligamentos, discos e ossos pode resultar em uma DTM.

2- DTMs (Desordens Têmporo Mandibulares)
DTM não é apenas uma desordem, mas um grupo de condições freqüentemente dolorosas que afetam a articulação da mandíbula / boca (ATM) e os músculos responsáveis pela mastigação. Embora não se saiba exatamente quantas pessoas apresentam alguma forma de DTM, parece que as mulheres são mais afetadas que os homens. As categorias mais freqüentes de DTMs são:
• dor miogênica: a forma mais comum de DTM, que é a presença de desconforto ou dor nos músculos da mastigação, podendo às vezes atingir até músculos do pescoço e ombro.
• desarranjos internos da ATM: significa que existe um disco articular deslocado ou mal posicionado, ou mesmo lesão na articulação.
• doenças degenerativas da ATM: como osteoartrite ou artrite reumatóide das ATMs.
Uma pessoa poderá apresentar uma ou mais destas condições ao mesmo tempo.

3- Causas de DTMs
Enquanto algumas formas de DTMs têm causas bem definidas como trauma, artrite ou estresse nervoso, a maioria é causada por uma combinação de fatores. Pesquisadores acreditam que na maioria das pessoas que apresentam clique na ATM, provavelmente o disco articular não está em sua posição normal. No entanto, esses problemas são geralmente de menor importância, e na ausência de dor mandibular ou problemas com o movimento mandibular suave eles não requerem tratamento.
Alguns especialistas sugerem que o estresse físico e ou mental poderá causar ou agravar uma DTM. Ao observar pessoas com DTMs, nota-se que elas freqüentemente rangem ou apertam seus dentes à noite o que poderá “cansar”os músculos mastigadores e causar dor. Com o passar do tempo, problemas musculares persistentes poderão afetar as articulações, e um complexo ciclo de dor e disfunção estará estabelecido. No entanto, não está claro se o estresse é a causa do ranger/apertar e subseqüente dor, ou se é resultado devido à presença de dor e disfunção mandibular crônica.
As causas exatas das desordens são muitas vezes ainda desconhecidas e algumas vezes é mesmo impossível determinar-se as causas dos sintomas. Cientistas estão agora explorando como fatores físicos, psicológicos e comportamentais podem se combinar e dar origem a DTMs.

4- Sinais e Sintomas de DTMs
É encontrada uma variedade de sintomas relacionados a DTMs, como por exemplo:
• dor nos músculos mastigadores e/ou ATMs, é o sintoma mais comum;
• limitação de movimentos ou mesmo travamento da mandíbula;
• dor irradiada na face , pescoço ou ombros;
• clique doloroso, crepitação ao abrir ou fechar a boca;
• alteração súbita da maneira como os dentes superiores e inferiores se encaixam;
• dor provocada ao bocejar , mastigar, ou abrir exageradamente a boca.
Outros sintomas como dor de cabeça, dor de ouvido, tontura e problemas de audição podem algumas vezes estar relacionados a DTMs. Deve-se ter em mente, no entanto, que desconforto ocasional nas ATMs ou músculos mastigadores é bastante comum e geralmente não configura causa de preocupação.

5- Diagnóstico
É feito pelo cirurgião-dentista, uma seqüência de tratamento baseado em uma anamnese completa, exames clínicos e exames radiográficos apropriados quando necessário ou ainda outros testes de diagnósticos. O paciente descreve os sintomas detalhadamente, depois é feito um exame clínico simples da face e mandíbula através de palpação das ATMs e músculos mastigadores para se saber sobre a presença de dor ou sensibilidade, auscultação de ruídos articulares, e observação de limitação ou travamento dos movimentos de abertura e fechamento da boca. Também é importante conferir a história médica e odontológica do paciente.
Na maioria dos casos, essas informações já são suficientes para identificar a dor ou o problema mandibular, realizando um correto diagnóstico e o tratamento.
Técnicas de imagem como ressonância magnética e tomografia (para visualizar tecidos moles), são necessárias apenas quando o profissional suspeita fortemente de condições como artrite, ou em vigência de dor persistente e/ou outros sintomas que não respondem adequadamente à terapia instituída. Obtendo uma concordância sobre essas diretrizes será feito um diagnóstico, e se necessário, alguma forma de tratamento para a situação existente.

6- Tratamento
O ideal é lembrar que o tratamento sempre que possível deve ser conservador e reversível. Os tratamentos conservadores são bem simples e usados em DTMs que não sejam severas e de ordem degenerativa. Estes tratamentos não invadem os tecidos da face, mandíbula ou ATMs. Tratamentos reversíveis não causam alterações permanentes na estrutura ou posição da mandíbula ou dentes.
Muitas vezes uma terapia de suporte usada pelo paciente, tal como manter uma dieta macia, aplicação de calor ou gelo nas regiões sensíveis, evitar movimentos mandibulares extremos tais como bocejar, cantar alto ou mascar chicletes, acaba trazendo melhoras para a sintomatologia apresentada.O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais: dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo, não se tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo a está sentindo.

Outras possibilidades empregadas em terapia:
• aprendizado de técnicas de relaxamento para se tentar controlar a tensão sobre a musculatura de mastigação;
• tentar eliminar a dor e espasmo muscular pela aplicação de calor úmido ou o uso por pouco período de medicamentos como relaxantes musculares, analgésicos ou antiinflamatórios;
• eliminar alguns efeitos deletérios causados pelo ranger ou apertamento dos dentes através do uso de placa de mordida, que é uma peça de acrílico encaixada sobre os dentes superiores ou inferiores.

As formas de tratamento conservadora e reversível apresentadas anteriormente são úteis para o alívio da dor e desconforto (na sua persistência, o paciente deve comunicar ao seu clínico).
Finalmente, se as ATMs estão afetadas, e outras formas de tratamento não foram bem sucedidas, poderá ser recomendado alguma forma de tratamento cirúrgico.
Existem outras formas de tratamentos invasivos, como a injeção de medicamentos destinados a diminuir a dor em áreas musculares localizadas chamadas de zonas de gatilho. Atualmente está se avaliando se os benefícios são duradouros.
Tratamentos cirúrgicos são freqüentemente irreversíveis e devem ser evitados sempre que possível.
“Antes de se instituir alguma forma de tratamento cirúrgico, deve-se sempre procurar outras opiniões a respeito do problema.”

Outras formas de tratamento incluem:
• a ortodontia, a qual visa a modificação da mordida do paciente;
• a odontologia restauradora;
• o ajuste oclusal (desgaste seletivo das superfícies dentárias para “equilibrar “a mordida).

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O que é dor orofacial? Que profissional trata esse problema?
A dor orofacial é uma condição de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, as dores de cabeça, dores com origem no sistema nervoso, dores psicogênicas (relacionadas com fatores psicológicos) e dores por doenças graves, como tumores e AIDS. O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais: dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo, não se tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo a está sentindo.
Quais as dores mais comuns na região da face?
As dores de origem dentária continuam sendo as mais comuns na população em geral, mas levantamentos sobre atendimentos de pacientes que apresentam disfunções da articulação temporomandibular (ATM, a articulação do osso temporal com o osso mandibular) demonstram que a dor está presente em 97% dos casos.

Quais as dores na face que não estão associadas com os dentes?
Existem várias dores que se refletem (denominadas “dores referidas”) na face e não têm origem dentária, como as dores por otite e sinusite, dores na articulação, dores musculares nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação, dores nos nervos faciais, como as neuralgias, dores causadas por infecções e ulcerações da mucosa bucal, dores com origem nos olhos, glândulas salivares, lacrimais e mucosa nasal e a dor relacionada com a síndrome de ardência bucal (dor crônica e “queimação” em toda a boca, sem que existam lesões na mucosa).

Meu dentista disse que tenho disfunção da ATM, pois sinto dores e desconforto ao abrir a boca. O que isso significa?
A disfunção da ATM é uma anormalidade da articulação temporomandibular e/ou dos músculos responsáveis pela mastigação. Na verdade, a disfunção da ATM é um subgrupo das dores orofaciais. Deve ser feito um minucioso exame clínico e questionário para se obter um correto diagnóstico, pois, muitas vezes, as disfunções da ATM podem ser confundidas com outras condições dolorosas, como dores de origem dentária e infecções bucais.

Quem tem um estalido na articulação terá também dor com o passar do tempo? E quem tem bruxismo (ranger de dentes)?
O estalido na ATM pode permanecer por algum tempo e até desaparecer, o que ocorre mais comumente em crianças e jovens, ou pode evoluir para o travamento da mandíbula, com eventual aparecimento de dor. Afirmar que todo estalido será seguido de dor em alguma fase da vida não seria correto, pois há indivíduos que têm estalido por muito tempo sem ter dor. Quanto às pessoas que têm bruxismo, muitas não desenvolvem dor. Existem estudos que sugerem que, se o indivíduo tem predisposição para disfunção temporomandibular, rangendo os dentes, as chances de a dor aparecer são maiores.

Por que, quando estou mais ansioso e estressado, sinto dores ao mastigar, ao falar e até ao acordar?
O estresse e a ansiedade geram a descarga em nosso corpo de substâncias que atuam como estimulantes para tensão muscular, ativação do sistema nervoso e do sistema de secreção (endócrino), o que leva o indivíduo a ter certas reações que, em períodos de relaxamento, ele não vivencia. O apertamento dos dentes é muito comum nessa condição de estresse e é uma das causas mais freqüentes de dores musculares na face e na articulação.

As dores de cabeça podem estar relacionadas com problemas da articulação ou de origem dentária?
As dores de cabeça podem ter origem nos dentes, nos músculos e na articulação. Quando a origem é dentária, a dor de cabeça é difusa, e o paciente relata o envolvimento dos dentes. A dor de cabeça pode ter origem em músculos da face ou nas articulações e ser uma dor referida também aguda, com limitação da abertura da boca e dor durante a mastigação e fala.

Existe a possibilidade de a dor de um dente permanecer mesmo após a sua extração?
Existe um tipo de dor cuja origem se encontra em estruturas do sistema nervoso e que passa por dor dentária, quando, na verdade, a origem da dor não é o dente, apesar de a sensação dolorosa estar nele. O indivíduo tem “certeza” de que um determinado dente ou região dói e pede para o dentista tratar os dentes dessa região ou até extraí-los. Na verdade, o que ocorre é uma dor referida para o elemento dentário. Quando o dente é removido, a dor não desaparece, pois o real agente causador não era o dente, e sim outras estruturas que referiam a dor.

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Via Terra

Nutrição simplificada

Nutrientes são aquelas substâncias presentes nos alimentos fundamentais para o bom funcionamento do corpo. Entenda melhor cada um deles e como eles podem contribuir para a sua saúde e bem-estar.

1
Água e líquidos
Assim como nosso planeta, nosso corpo, em sua maior parte, é constituído por água. Os líquidos compõem cerca de 2/3 dele. E, como diariamente ocorrem perdas destes líquidos corporais através da respiração, suor e urina, é preciso repor o que foi perdido.
2
Carboidratos
Os carboidratos são os nutrientes responsáveis por fornecer energia para todas as atividades do dia a dia. Por isso, são recomendados como a base de uma alimentação equilibrada. No mínimo 55% das calorias da alimentação devem vir deste nutriente.

3
Fibras
As fibras são um tipo de carboidrato que não é digerido pelo corpo humano. Elas são encontradas em grãos, verduras, legumes, feijões, frutas e em produtos derivados desses alimentos, como cereais matinais e pães integrais.

Gorduras Trans
As gorduras trans são um tipo de gordura presente em diversos tipos de alimentos. Saiba um pouco mais sobre elas.

4
Gorduras
As gorduras são nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do corpo. Elas fazem parte do processo de absorção de algumas vitaminas, da manutenção das membranas das células e são importantes para dar sabor, consistência e textura aos alimentos.

5
Proteínas
As proteínas são os nutrientes responsáveis pela composição dos músculos e tecidos do corpo, como a pele, por exemplo. Elas também são importantes para o crescimento, a cicatrização, a formação do sistema imunológico e a composição de enzimas e hormônios.

6
Sal e Sódio
O sal e o sódio muitas vezes são confundidos, apesar de serem dois nutrientes diferentes. O sal de mesa é composto por dois elementos: sódio e cloreto. O sódio, portanto, é apenas um dos elementos que compõe o sal, representando 40% da sua composição.

7
Vitaminas e Minerais
Vitaminas e minerais são nutrientes essenciais para o corpo funcionar corretamente, mesmo que necessários em pequenas quantidades.

Via Vida Saudável – Sadia

Língua é indicador de doenças; saiba mais

Língua é indicador de doenças; saiba mais

Que a boca é um grande indicador biológico para saber como anda a saúde de cada paciente, já é sabido. Mas não são somente os lábios, garganta e gengivas que apontam problemas sistêmicos. A língua é uma grande fonte de informações sobre a saúde de cada um e, por isso, examinar os aspectos dela (coloração, textura e odor) pode ser determinante para o diagnóstico de patologias.

No exame clínico da língua, a alteração na cor pode indicar, por exemplo, uma anemia, se estiver muito esbranquiçada. “Lesões aftosas indicam uma estomatite, ou alguma doença que esteja provocando queda da imunidade do paciente. Porém, o diagnóstico nunca deve ser definido avaliando apenas um aspecto, outros dados clínicos devem ser considerados, para definir um resultado”, diz a odontopediatra Alessandra Rentes.

Por isso, sendo a língua tão importante – do ponto de vista clínico – quanto os dentes para a manutenção de uma boa saúde bucal, nunca é demais reforçar os cuidados com a higiene dela, pois grande parte dos pacientes acaba se preocupando apenas com a aparência do sorriso.

“A língua tem uma textura que acumula biofilme da mesma forma que as outras estruturas da boca. Se não higienizada acumula bactérias causa halitose e infecções bucais. Sua higiene pode ser feita com a própria escova de dentes e se o paciente tiver ânsia pode lançar mão dos limpadores de língua disponíveis no mercado, sempre fazendo o movimento de dentro pra fora para facilitar essa higiene”, complementa.

Era uma vez…

Era uma vez...

Naquela manhã, o garoto João, o nosso personagem, acordou e colocou seu aparelho nos dentes, como faz todos os dias desde que o dentista de aparelhos, o famoso ortodontista, lhe deu um novinho para usar e corrigir a posição da sua “dentucinha”. Afinal de contas, seus pais temiam que o garoto ficasse parecendo aquele jogador de bola de “sorriso torto e pra frente”.

Seu pai e sua mãe sempre se preocuparam em ajudar o garoto nas escovações, incluindo o uso de uma espécie de “fio dental montado em forquilha”, para deixar o vão dos dentes tão limpo quanto às partes atingidas pela escova.

O fato é que, nem João ou seus pais deram a devida importância às recomendações do ortodontista para limpeza diária do aparelho, especialmente após o sono. Achavam que bastava escovar bem os dentes que aquele lindo aparelhinho com o adesivo do super herói predileto tatuado era “a prova de bactérias”, na visão do garoto graças ao herói e na visão de seus pais graças a dedicada higiene bucal que já praticavam conjuntamente com o garoto…

Tudo mudou, uma semana após o relato. João reclamou ao pai de que não conseguia mais enxergar a capa vermelha de seu herói tatuado no aparelho, pois uma crosta amarronzada cobria a imagem e ele não conseguia tirar com a “unha” ou com a escova que usava em seus dentes. Aliás, graças a preocupação com o retorno da capa do seu herói a visão, ele literalmente entortou as cerdas da sua escova dentária pela força que fez para tirar a crosta de cima dele e daquele aparelho.

Nesse momento, os pais perguntaram:

– ” Mas você não passou naquele líquido desfinfectante que te demos e depois lavou na água e guardou na caixinha?”

Ao que respondeu o garoto:
– ” Sim papai, fiz isso mesmo”…

E seus pais preocupados abriram aquela caixinha úmida e mal cheirosa cheia de líquido desinfectante da semana passada aonde o bem intencionado menino fazia o que achava bastar…Agora entenderam porque a vovó reclamou daquele menino, antes tão limpinho, perguntando ao pai se tinha esquecido de escovar seus dentes, como sugeria seu recente mau odor da boca, que ela percebeu quando lhe deu um abraço.

A história acima é uma ficção, embora tão verdadeira e cheia de exemplos do que uma pequena mudança de hábitos pode trazer a uma criança e seus familiares, especialmente se não houver interesse e compreensão nas dicas do dentista.

Dicas para não ser o Joãozinho dessa “fábula quase real”:

– Independente de ter escovado bem os dentes antes de colocar o aparelho, e de não ter comido nada nesse intervalo, na hora em que terminar de usar qualquer aparelho e tirá-los da boca, essas peças estão sujas e cheias das bactérias que existem além dos limites alcançados pela escova, escove o aparelho e os dentes com a mesma dedicação!

– A escova de dentes da sua boca não deve ser a mesma do seu aparelho para não estragar antes do tempo e prejudicar a qualidade da limpeza da boca e do aparelho, é por isso que cada um deve ter a sua escova ( dentes e aparelhos ).

– Logo que sai da boca, ou antes de ir para a caixinha que o dentista lhe deu para guardar o aparelho, este deve ser escovado.

– A escovação do aparelho pode ser feita com creme dental. Não é necessário guardar em líquido desinfetante, basta coloca-lo limpo na caixinha.

– Pelo menos duas a três vezes na semana, limpe a caixinha com uma gaze embebida em álcool comum e, na sequencia, lave com água corrente para tirar o resíduo desse produto que pode fazer mal as crianças. Outra opção é a de, ao menos uma a duas vezes na semana, escovar o aparelho com água misturada com pastilhas efervescentes para a limpeza de dentaduras que você acha na farmácia. Isso ajuda a prevenir a formação de grandes crostas de tártaro no aparelho, e a mantê-lo mais atraente ao uso.

Essas regras ajudam dentes e aparelhos a durarem mais e terem melhor convívio com as pessoas que usam e estão ao redor. A saúde agradece por este cuidado especial.

Se você usa pontes móveis, dentaduras ou pontes removíveis sobre implantes e não seguiu a regrinha acima, poderá ser um adulto “Joãozinho”.

É hora de cuidar bem dos dentes e aparelhos… mãos a obra !!
Via TePe

Rock in Rio, Emmy , estreias e novidades na programação de TV. Setembro foi um mês agitado e com eventos que arrancam sorrisos fáceis dos famosos que aproveitam a folguinha para se divertir.

As celebridades marcaram presença em peso no Rock in Rio, que ocorreu de 13 a 15 e 19 a 22 de setembro, no Rio de Janeiro. O maior festival de música do mundo, está perto de completar 30 anos, e possibilitou que grandes nomes da música entrassem para a galeria de sorrisos do mês. Jon Bon Jovi, Justin Timberlake, Beyoncé, John Mayer, Bruce Springsteen foram alguns que sorriram para as cameras.

No gramado e no camarote, os famosos vestiram a camisa de fãs e bateram ponto no festival. Caio Castro, Flavia Alessandra, Sophie Charlotte, Thaila Ayala e muitos outros nãoo se contentaram com apenas um dia de festival.

A 65ª edição do Emmy Awards, que premia as melhores séries da televisão, ocorreu dia 22 de setembro. ‘Breaking Bed’ e ‘Modern Family’ foram as grandes vencedoras. No tapete vermelho, muito estilo e sorriso perfeito. Teve até uma atriz brasileira, Morena Baccarin, de ‘Homeland’, que disputou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em série dramática.

02famosossetembro
Em seus shows no Brasil, Bruce Springsteen mostrou que além de muita energia no palco, tem sorriso no rosto. Atendeu os fãs na porta do hotel, deu seu microfone e guitarra para a plateia tocar e fez a alegria do público com shows longos, de até três horas. The Boss, como é conhecido, fechou a noite de sábado do Rock in Rio.

04famosossetembro
Chad Kroeger, da banda Nickelback, se surpreendeu com o coro que suas músicas puxaram na Cidade do Rock. O vocalista, casado com a também canadense e cantora Avril Lavigne, fez show no Palco Mundo antes de Bon Jovi na última sexta-feira.
05famosossetembro
No show do Bon Jovi, uma fã sortuda foi chamada para cantar com o galã vocalista e ainda ganhou um selinho. A banda foi a atração principal do Palco Mundo na última sexta-feira.

06famosossetembro
Quando Phillip Phillips ganhou o American Idol do ano passado, ele não imaginava que ouviria tanta gente cantando sua música no Brasil. O cantor tocou antes de John Mayer e Bruce Springsteen no Rock in Rio. Ele também fez o show de abertura de Mayer em São Paulo. Phillip Phillips ainda conseguiu um tempo para ir a praia e tomar caipirinha.

07famosossetembro
Em São Paulo, dia 19 de setembro, John Mayer abriu seu show com o acompanhamento dos Meninos do Morumbi. Foram mais de duas horas de show que encantou tanto a plateia quanto o cantor, que prometeu voltar todos os anos

09famosossetembro
Dentre as musas, Beyoncé teve espaço como atração principal no Palco Mundo do Rock In Rio, sexta-feira, 13. Em seu show no Rio a cantora teve mais sorte que em São Paulo, onde um fã quase a derrubou do palco.