Sugestão de fio dental para crianças

Sugestão de fio dental para crianças

Escovar os dentes das crianças pequenas requer paciência .É interessante também passar o fio dental para fazer uma correta higienização dos dentes que podem acumular alimentos nos espaços interdentais .Outro motivo seria o de fazer com que elas criem este hábito desde cedo.
Existe um fio dental bem interessante que é prático e funciona muito bem – “Mini Flosser TePe”. É super prático e evita que você coloque a mão dentro da boca da criança para passar o fio dental. Não há indicação que o produto seja direcionado para crianças, mas funciona muito bem!
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Dica :Super Mamy

Você sabe porque algumas pessoas tem uma gengiva mais escurecida?

Você sabe porque algumas pessoas tem uma gengiva mais escurecida?

Várias pessoas nos perguntam ou procuram em sites de busca o motivo pelo qual tem “gengiva escura”.Postaremos aqui um artigo do Dicas Odonto que esclarece o motivo de algumas pessoas possuírem esta gengiva pigmentada.
Esta gengiva é uma característica comum em afrodescendentes.
Entenda as principais causas de uma gengiva escurecida e como é possível resolver alguns casos, se o paciente tiver vontade.
Pigmentação melânica gengival
A mucosa gengival compartilha muitos tipos de células com a nossa pele. O melanócito é um deles, produtor do pigmento melanina. Pessoas de pele preta possuem a melanina muito mais presente ao redor das células epiteliais por causa da genética. Na gengiva não é diferente. A pigmentação melânica gengival é genética e incomoda algumas pessoas que se referem a esta característica com frequência como “gengiva escura”. Devemos entender e deixar bem claro que isso não é uma doença. Isso é uma característica.
E pessoas de pele branca podem ter essa gengiva escura? Sim, em alguns casos. Sabemos que nós, brasileiros, somos um povo miscigenado. Podemos ter mistura de características de várias etnias. Sabe-se que a gengivite incita a produção excessiva de melanina em algumas pessoas. Então, é importante manter suas gengivas limpinhas sempre com fio dental.

Devemos lembrar que outras duas coisas podem escurecer a gengiva:

Tatuagem por amálgama – quando há uma mancha provocada por resíduos de amálgama (aquele material prateado das obturações antigas) na mucosa. Hoje em dia, isso é muito raro, dado que o amálgama está em desuso. Além disso, fica difícil de confundir com uma pigmentação melânica que afeta a estética do sorriso, pois o amálgama é (ou era) mais usado nos dentes do fundo.

Melanoma – Um tumor raro que atinge a cavidade bucal. Representa apenas 0,5% dos casos de todos os tumores malignos da boca. Saiba mais AQUI

O único profissional que está apto a diagnosticar manchas escuras em sua boca é o dentista. Portanto, não hesite em marcar uma consulta caso você tenha alguma suspeita ou esteja incomodado (a) com a estética de uma gengiva escurecida.

A boa notícia para quem quer remover as manchas escuras de pigmentação melânica é que a melanina se concentra nas células epiteliais mais superficiais da gengiva. Isso significa que o tratamento feito no dentista consiste em “raspar” a camada mais superficial da gengiva, também chamado de “Peeling gengival”. É bom lembrar que cerca de 15 % dos casos podem apresentar recidivas.
Via Dicas Odonto

FRONTEIRAS DA MEDICINA E ODONTOLOGIA.

FRONTEIRAS DA MEDICINA E ODONTOLOGIA.

Necessitamos a valorização do multidisciplinar visando o bem estar dos pacientes.

O discurso e o reconhecimento disso vem do médico, do dentista, dos nutricionistas, dos psicólogos, dos enfermeiros e de muitos outros profissionais que reconhecem que ninguém promove saúde sozinho.
Poucos,entretando, foram capazes de avaliar como profissionais de saúde se portam diante do tema. Ao ler o texto, muito bem escrito pelo Prof. Titular da USP em Periodontia, Dr. Giuseppe A. Romito, senti uma enorme identificação com seu ponto de vista , diante da realidade que percebo para o assunto no Brasil e no mundo.

A pergunta é simples: “Estamos verdadeiramente prontos para atuar dentro da visão multidisciplinar, aonde ninguém é mais importante que ninguém, a não ser o paciente e suas necessidades ?”

O texto abaixo foi obtido no site da Ed. ABRIL – PRÊMIO SAÚDE – 2013. Leitura recomendada!

A relação entre médicos e dentistas
por Giuseppe Alexandre Romito*

Há muito tempo a relação entre médicos e dentistas tem sido discutida. Porém, na minha opinião, com avanços pouco significativos na rotina diária da maioria dos profissionais.

Por uma questão histórica, sobre a qual não cabe discorrer neste momento em todos os seus detalhes, as escolas médica e odontológica se separaram. Um dos motivos foi o fato de se privilegiar a capacitação técnica dos futuros odontólogos, uma profissão que, de fato, requer um treinamento operatório específico, prova disso é que o diploma conferido para esse profissional é o de “cirurgião-dentista”, o que não acontece com os médicos; estes podem ou não ser cirurgiões.

Essa separação foi importante: o cirurgião-dentista (CD) brasileiro é reconhecido como um dos melhores do mundo. Mas trouxe também consequências na relação com os demais profissionais da saúde. É de fácil aceitação por parte desses profissionais e também pela população em geral a necessidade de haver uma boa relação entre médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, com o objetivo final de melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Já o CD parece estar sempre à parte ou distante nesse conceito, pois é visto como um profissional de perfil “técnico” e pouco relacionado com a saúde geral. Ou, de maneira mais simples: a boca parecer estar fora do corpo.

Parece lugar comum, mas é difícil entender por que os profissionais de ambos os lados aceitaram,e aceitam, por tanto tempo a ideia de que a cavidade bucal está “fora” do organismo. Não existe explicação biológica para esse fato!

Entretanto, quando avaliamos a literatura científica, verificamos que, na maioria dos diagnósticos, o tratamento realizado independe do conhecimento da condição da saúde bucal por parte médico. No caso do CD, esse conhecimento é importante, porém sem a profundidade necessária.

Esse quadro começou a mudar quando foi introduzido o conceito de “medicina periodontal”. Apesar de não concordar com essa nomenclatura, não posso deixar de destacar que, do ponto de vista de instigar a curiosidade de ambos os lados ou até de marketing, ela cumpre o seu papel.

A medicina periodontal é a relação bidirecional entre a condição sistêmica e bucal dos indivíduos. Apesar dessa bidirecionalidade, o aspecto mais abordado é sempre aquele no qual a condição periodontal (“doença gengival”) pode interferir em condições sistêmicas.

Não é o objetivo deste texto explorar todos os detalhes dessas relações, mas a literatura é abundante quando discutimos a relação da doença periodontal com diabetes mellitus, doença aterosclerótica, nascimento prematuro e bebês de baixo peso, doença renal crônica, doença pulmonar, entre outras. E, mais recentemente, até a melhoria da disfunção erétil foi associada ao tratamento da doença periodontal. Existe um trabalho muito citado que mostra que a área de conjuntivo ulcerado num paciente com doença periodontal de moderada a avançada equivaleria à área da sua palma da mão. Ou seja, o indivíduo convive diuturnamente com essa área exposta a bactérias e responsável por uma resposta imunológica constante que, em qualquer outra área do organismo, deixaria médicos extremamente preocupados. Porém, mais uma vez, parece não ser motivo de preocupação ou, o que acho mais provável, falta conhecimento para isso.

Da mesma forma, não podemos deixar de destacar que a formação do cirurgião-dentista, na maior parte das vezes, é precária em relação aos conhecimentos básicos da área da saúde geral, o que, além de dificultar o completo entendimento da cavidade bucal como parte de todo o organismo, também o intimida na discussão e inserção junto aos colegas médicos.

Ainda permanece a pergunta: por que todo o conhecimento científico produzido pela área odontológica não se reflete, na prática, em mudança de comportamento na rotina diária dos médicos? Simplesmente porque o nível de evidência ainda não produz impacto no diagnóstico e/ou tratamento nas especialidades médicas relacionadas.

Entretanto, por uma outra via, a relação da saúde bucal com a saúde geral está se destacando por meio de processos legais. Nos Estados Unidos, alguns médicos e/ou dentistas estão sendo processados por não alertarem seus pacientes quanto a riscos e consequências médicas e/ou odontológicas de doenças diagnosticadas por ambos os profissionais. Para citar um exemplo: o diabete tipo 2 é um fator de risco comprovado de perda dentária. Alguns pacientes naquele país estão questionando os médicos por não os terem advertido em relação à saúde bucal. E esses profissionais estão sendo responsabilizados civil e criminalmente pelas perdas dentárias que poderiam ter sido evitadas com um tratamento preventivo adequado.

Independentemente de qualquer argumentação, acredito que o objetivo final de todos os profissionais da saúde é proporcionar melhor qualidade de vida aos indivíduos e, na dúvida, ser pró-paciente. Ou seja, se estamos cada vez mais preocupados não apenas com a saúde dos indivíduos no momento presente, mas com a repercussão que ela terá na sua longevidade, todos os fatores associados devem ser levados em consideração, não importa se com maior ou menor impacto “científico”.

É claro que esta discussão não se encerra aqui. Precisamos caminhar cada vez mais para que o tema saia da teoria (no máximo restrita aos meios acadêmicos médico e/ou odontológico) e seja aplicado na prática, pois a falta de conhecimento de ambos os lados não pode ser justificativa para escondermos o que de fato ocorre: a ausência de diálogo.

*Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito, é professor titular de periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
Fonte TePe

Leia o relato de uma dentista que testou o clareamento com fitas branqueadoras

Leia o relato de uma dentista que testou o clareamento com fitas branqueadoras

Publico aqui o relato de uma colega, Dra Juliana Lemesem do Odonto Divas após testar nela mesma o Clareamento Dental com Fitas Branqueadoras

Desde que a empresa que tem a top Gisele Bundchen lançou no mercado nacional as “fitas branqueadoras” o assunto virou polêmica.

Há colegas a favor, há colegas contra, pacientes interessadíssimos e há comparação da nossa Odontologia com a Odontologia americana, onde esse tipo de produto é vendido em supermercados e farmácias, aparentemente sem a supervisão de um profissional dentista.

Sabe-se que o clareamento dental é um procedimento muito procurado nos consultórios, principalmente pela imposição dos padrões de estética de hoje. Trata-se de um procedimento não invasivo, como bem sabemos, e com estudos científicos em grande número, o que garante ao paciente sua execução no consultório. Veja bem, eu falei no consultório! Ou melhor, mudando a frase: SOB SUPERVISÃO DE UM DENTISTA.

Eu me dispus a comprar as tais fitas branqueadoras e opinar, não só como profissional da área, mas como consumidora e como tal, alguém que quer os resultados que a propaganda promete.

A caixa com o produto contém 14 embalagens com 2 fitas cada: uma para o arco superior e outra para o arco inferior.

Ao posicionar as fitas nos dentes, percebe-se que os dentes contidos no sorriso estético são abrangidos pela fita (de primeiro pré-molar a primeiro pré-molar superior e de canino a canino inferior) e, consequentemente, pelo produto (peróxido de hidrogênio em concentração inferior a 10%). O fabricante solicita que as fitas fiquem em contato com os elementos dentais limpos e por um período de meia hora. Como já dito aqui, o peróxido de hidrogênio tem reação rápida, logo 30 minutos realmente é o suficiente para a decomposição do princípio ativo em água e oxigênio, o responsável pelo clareamento. Mais que 30 minutos, não há efeito pois a reação química que tinha que acontecer já teve seu pico.

As tiras são moles, o que torna a aplicação das mesmas meio “desajeitada”. Facilmente elas se deslocam no arco. As superiores acabam por “escorregar” para a gengiva e as inferiores começam a deslizar para a parte palatina dos dentes. Se o paciente não conseguir manter a língua parada, corre-se o risco de remover, completamente, as tiras de posição.

Em todas as sessões que fiz, senti dormência na ponta da língua e queimação na gengiva marginal. Houve sensibilidade dental, mas isso pode até ser esperado de qualquer procedimento de clareamento e, como esse é o 5° clareamento que eu faço e em todos eu senti, não me espantou a dor, principalmente nos elementos inferiores.

Utilizei o produto por 5 dias consecutivos e notei sensibilidade ao escovar os dentes. Mas a sensibilidade que eu relato não é somente nos dentes. Eu tive lesões (pequenas úlceras) na região de pré molar superior e vermelhidão na gengiva marginal. Tive que trocar minha escova (que já é macia) por uma extra macia para não machucar mais os tecidos moles. A dormência da ponta da língua permaneceu enquanto eu usei o produto.

Tive Queimadura causada pelo peróxido na região de pré molar superior
Tive Vermelhidão na gengiva marginal causada pelo extravasamento do produto

Procurei uma colega periodontista e a orientação que tive (além das fotos tiradas pela Dra. Carolina Leonardo Cunha) foi: SUSPENDA O USO DO PRODUTO.

Clareamento é um tratamento odontológico e precisa de supervisão.

A confecção de moldeira individual nos casos dos procedimentos caseiros é importantíssimo. Notem que, ao aplicar as tiras, há uma espécie de “baba” formada pelo agente clareador e isso gera as lesões ulceradas na gengiva. Há excesso de material e as tiras não conseguem manter o produto apenas em contato com o dente.

Quando fazemos o clareamento com o auxílio de moldeiras, orientamos o paciente em relação a quantidade de produto justamente para não haver o extravasamento do peróxido e evitar esse tipo de injúria tecidual. Lógico que, também, vale a pena ressaltar, que o uso de moldeira evita que o produto seja engolido e cause problemas ou desconfortos gástricos no paciente.

Se você pensa em comprar um produto assim, reconsidere. É barato, é acessível mas não traz a segurança que um tratamento de saúde necessita.

Procure seu dentista.

Faça clareamento dental responsável.