AFTAS

AFTAS

Aftas

Lesões brancas da mucosa oral (tecido de revestimento interno da boca), muito comuns e que incomodam muito.

AFTA ou “aphta vulgaris” é uma lesão vesiculosa da mucosa da boca, que ocorre habitualmente nas bochechas, lábios e língua; raramente no céu da boca e na gengiva. Elas podem aparecer individualmente ou em grupos e, geralmente é recidivante.
A(s) vesícula(s) rompe(m)-se rapidamente, de modo que a afta é vista mais freqüentemente como uma úlcera rasa, arredondada, de fundo amarelado e bordas avermelhadas, cujo diâmetro médio é da ordem de 5 mm. São bastante dolorosas, principalmente nos primeiros 3 a 5 dias. A lesão dura de 10 a 14 dias e a mucosa oral se recupera totalmente, não deixando cicatriz.

Etiologia desconhecida

As úlceras tendem a aparecer quando o paciente passou por algum tipo de stress físico ou emocional. Recentemente cientistas tendem a classificar as aftas orais entre as vasculites, que são doenças inflamatórias auto-imunes.
A Estomatite Aftosa Recorrente, uma de suas formais mais comuns, se manifesta normalmente sem qualquer outra doença paralela específica, constituindo-se em uma doença inflamatória em si mesma.

Pacientes com outras doenças podem ter aftas mais freqüentemente:

a – Deficiências imunológicas humorais (deficiências de imunoglobulinas)
b – Doença Celíaca
c – Doença de Behcet
d – Doença de Crohn
e – AIDS
f – Citomegalovírus
g – Anemias
h – Distúrbios gastrointestinais passageiros.

Em crianças os vírus coxsackie A, coxsackie B, echovírus e enterovírus podem causar estomatite, doença caracterizada pelo aparecimento de lesões múltiplas, semelhantes a aftas.
Como diagnóstico diferencial, a gengivo-estomatite herpética aguda se apresenta com vesículas mais resistentes, geralmente muito pequenas e conglomeradas.

Fatores agravantes

Qualquer lesão na mucosa bucal pode produzir afta, desde um arranhão causado pela escova de dentes, até queimaduras ou ferimentos causados por alimentos quentes ou muito ásperos, aparelhos ortodônticos, etc.
Algumas pessoas evitam alimentos ácidos, tais como frutas cítricas (limão, laranja, tangerina, abacaxi, etc.), tomate, vinagre, molhos, etc., pois acreditam que estes alimentos desencadeiam o aparecimento das úlceras.
Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolver aftas do que homens. O mesmo ocorre com pessoas cujos pais têm aftas habitualmente.

Tratamento: não há

Algumas medidas podem ser tomadas para aliviar o desconforto, principalmente nos primeiros 3 ou 4 dias em que as lesões estão mais doloridas:

1) Consulte seu dentista para que ele possa se for o caso prescrever bochechos
2)Procure seu dentista para que ele possa receitar a pomada adequada para aliviar o sintoma da dor.
3) Evitar alimentos ácidos. Não se tem notícia que vitaminas ou alimentos especiais possam ajudar, a não ser que haja uma deficiência específica. Embora o stress possa causar ou fazer eclodir aftas, medicamentos tranqüilizantes também são, aparentemente, de pouca ajuda.

4) evitar o uso de agentes cáusticos no local, pois, apesar de diminuir a dor, eles provocam a destruição do tecido, fazendo com que a úlcera se torne mais profunda e sujeita a infecções.

No caso de dor intensa, medicação analgésica por via oral pode ajudar.

Quem usa aparelhos ortodônticos pode ter aftas devido ao traumatismo constante. A aplicação de cera de uso odontológico no local responsável pelo traumatismo costuma ajudar.
Se a causa do problema for prótese dentária, o dentista deverá ser consultado.

Nos casos prolongados (mais de 2 semanas), uma visita ao dentista é recomendada.

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Referência: Odontologika

Você sabe o que é Fluorose?

Você sabe o que é Fluorose?

Fluorose

Alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes.

Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental; nesses casos, torna-se mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente. Muitos trabalhos apontam como causa da fluorose a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor, inclusive muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado, que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá contribuir, se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição.
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Durante a gravidez, devo ingerir suplementos de flúor?

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Na gravidez não é necessário ingerir suplementos de flúor, pois sabe-se que a principal ação preventiva é a tópica, ou seja, a que se dá pelo contato do flúor na boca com os dentes. Além disso, na gestante que ingere água fluoretada, o flúor passa para o bebê através da placenta.

Pode ocorrer fluorose em dentes de leite?
A fluorose em dentes decíduos possui características semelhantes às da fluorose em dentes permanentes. Não é comum, pois só pode ocorrer nos dentes cuja mineralização se dá após o nascimento. A porção formada na vida intra-uterina, mesmo que a gestante ingerisse ligeiro excesso, receberia proteção da placenta, que é uma barreira semipermeável que deixa passar apenas uma parte do flúor circulante.

Quando ocorre fluorose nos dentes de leite, os permanentes também serão acometidos?
Não. A fluorose não passa de uma dentição para outra, pois ela ocorre durante o período de formação dos dentes, e dentes de leite e permanentes se formam em épocas muito diferentes. Mesmo na dentição permanente ela pode afetar alguns dentes e não afetar outros, ou ainda afetar dentes diferentes com grau de severidade diversos. Tudo depende da época que ocorreu o excesso de ingestão e da época de formação dos dentes. O período de maior risco para a ocorrência de fluorose é até os 6 anos de idade, quando estão se formando as coroas dos dentes anteriores, pois se sabe que o maior problema da fluorose é quanto à estética.

Os dentes com fluorose são mais fracos?
Correm maior risco de ter cárie? Os dentes com fluorose são ligeiramente mais resistentes à cárie dental, mas não são imunes a ela. Portanto, se o indíviduo tiver dieta e microrganismos cariogênicos, exibindo atividade de cárie, deve receber a mesma atenção preventiva que outro paciente sem fluorose.

Se eu usar dentifrício fluoretado para escovar os dentinhos do meu filho de 2 anos, ele correrá o risco de ter fluorose?
Ele corre o risco de ter fluorose se o dentifrício for usado indiscriminadamente, sem cuidado. Se o seu filho engolir muito dentifrício, ele poderá apresentar fluorose, principalmente se morar em região com água fluoretada (como São Paulo, por exemplo). Isto ocorre porque nessa idade as crianças ainda não sabem controlar a deglutição e nem cuspir adequadamente e acabam ingerindo quantidade acima daquela segura para seu peso. Recomenda-se a utilização de quantidade mínima na escova de dentes (semelhante a um grão de arroz), sempre sob supervisão dos responsáveis, e alguns profissionais recomendam o uso de dentifrícios sem flúor.

Meu filho de 12 anos faz aplicação de flúor no dentista, usa pasta fluoretada e faz bochechos diariamente com solução fluoretada. Ele corre o risco de ter fluorose?
Não, pois todos os seus dentes já estão com as coroas formadas nessa idade. Entretanto, nem sempre é necessário usar todos os tipos de produtos com flúor disponíveis no mercado: o dentifrício deve ser utilizado por todos os indivíduos, mas os bochechos e as aplicações tópicas profissionais devem ser utilizados levando-se em consideração a atividade de cárie de cada um.

O que fazer nos casos de fluorose?
A descoberta da fluorose não traz grandes mudanças do ponto de vista prático, a não ser nos casos em que a estética é muito prejudicada e começa a incomodar o paciente. A maioria dos casos observados atualmente são de fluorose muito leve ou leve, em que as manchas ou linhas brancas ficam disfarçadas quando o dente está úmido, não sendo necessário nenhum tratamento; se for necessário melhorar a estética, existem algumas técnicas disponíveis, que vão de um microdesgaste do esmalte até técnicas restauradoras tradicionais. Mas, do ponto de vista prático, o mais importante é prevenir.

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Referência: Revista da APCD.

Você tem um dente trincado?

Você tem  um dente trincado?

Você tem um dente trincado?

Trincar um dente pode ser mais fácil do que você imagina.

Isso pode acontecer ao mastigar objetos duros ou alimentos como gelo, nozes ou balas duras. Acidentes podem causar um dente trincado, especialmente aqueles que envolvem uma pancada na boca.

O hábito de ranger ou apertar os dentes ou o fato de ter pressão mastigatória desigual podem levar a um dente trincado. A estrutura do dente desgasta com o tempo e restaurações grandes ou outras formas de reconstrução podem resultar numa trinca ou fissura. Por fim, você pode trincar um dente por expor o esmalte dental ao choque térmico, como acontece quando come alimentos quentes e em seguida bebe água gelada.
O resultado de qualquer um desses eventos geralmente é doloroso e pode levar a outras doenças bucais.
A Associação Dental Americana (ADA) fornece algumas orientações valiosas sobre como saber se você tem esse problema, por que isso dói e como tratar.

Primeiro, como você sabe se seu dente está trincado? Procure estes sinais:

Você tem dor aguda ao morder que desaparece rapidamente.
Você tem dor que vai e vem mas não permanece o tempo todo.
Você tem dor ao comer ou beber.
Você pode não ter dor nenhuma.
As fissuras algumas vezes são invisíveis ao olho e nem sempre aparecem nos raios-x dentais. Ao observar algumas coisas, você pode ajudar seu dentista a identificar o problema:

Anote as coisas que causam dor, como calor ou frio, ou comer alimentos que são doces, azedos ou pegajosos.
Tente determinar a área da dor.
Por que os dentes trincados doem? A pressão ao morder faz a fissura do dente se abrir, o que causa dor. Ainda que seja muito pequena para ser vista, a fisura pode se abrir e irritar a polpa dentro do dente. A polpa é um tecido mole que contém os nervos e vasos sanguíneos do dente. Se a fissura irritar a polpa, o dente poderá se tornar sensível ao calor ou frio extremos. A polpa pode também sofrer lesões ou ficar doente como resultado da fissura. Caso isso ocorra, o tratamento endodôntico (canal radicular) pode ser necessário para salvar o dente.

Tratar um dente trincado depende do tamanho e da localização da fissura e dos sintomas que você está experimentando. Seu dentista discutirá qual tratamento é o melhor. É possível que seu dentista não recomende nenhum tratamento, uma vez que fissuras pequenas são comuns e geralmente não causam problemas. Se você está experimentando dor localizada, evite mastigar nesse lado da boca e procure seu dentista.

Se seu dentista recomendar tratamento, esse poderá incluir:

Reparar o dente com material restaurador.
Colocar uma coroa para proteger o dente de danos adicionais.
Tratamento endodôntico (canal radicular) se a polpa estiver envolvida.
Extração do dente se ele estiver com fissura severa e não puder ser salvo.
Talvez o mais importante seja agendar consultas regulares, que permitem que seu dentista diagnostique e trate problemas no estágio inicial. Um dente com fissura pode se tornar um problema maior se deixado sem tratamento. Se você pensa que pode ter um dente com fissura, visite seu dentista.
©2011 Associação Dental Americana.

O medo de dentista dos pais pode passar para os filhos

O medo de dentista dos pais pode passar para os filhos

O medo de dentista dos pais pode passar para os filhos

Um pai que tem medo de ir ao dentista é propenso a transmitir seu medo para os filhos, dizem pesquisadores espanhois.

Embora os pesquisadores na Universidade do Rei Juan Carlos de Madrid digam que estudos anteriores identificaram uma associação entre os níveis de medo de pais e filhos, nenhum outro estudo concentrou-se nos diferentes papeis de mães e pais na transmissão de medo de dentista aos filhos.

Num estudo publicado no International Journal of Paediatric Dentistry, cientistas pesquisaram 183 crianças de Madri com idades variando entre 7 e 12 anos, e também seus pais. As famílias receberam questionários anônimos que pediam aos participantes para classificar o medo em 15 itens relacionados à odontologia e a outros assuntos médicos.

Os cientistas tinham duas hipóteses: quanto maior o medo de dentista de um membro da família, maior será o medo transmitido ao seu filh, pelo fato de ter grande influência no medo dos filhos.
Os dados mostram que as mães reportaram os mais altos níveis de medo de dentista, confirmando assim a primeira hipótese.

Concluíram também que os sentimentos dos pais a respeito de ir ao dentista têm um papel fundamental para determinar se o medo de dentista da mãe será transmitido para os seus filhos.
“Embora os resultados devam ser interpretados com o devido cuidado, as crianças parecem prestar atenção às reações emocionais dos pais ao decidir se as situações no dentista são realmente estressantes”, diz a coautora do estudo, Professora America Lara-Sacido.

A Professora America Lara-Sacido diz que os resultados apontam a necessidade dos dentistas reduzirem o medo dos pais fornecendo-lhes informações precisas sobre os tratamentos odontológicos, técnicas simples de relaxamento ou abordando os pensamentos negativos para evitar a transmissão dos medos para os filhos.

“No que diz respeito à assistência na clínica odontológica, o trabalho com os pais é a chave”, diz a Prof. Lara-Sacido. “Eles devem parecer relaxados como forma de garantir diretamente que o filho também esteja relaxado. Pelo contágio emocional positivo na família, a atitude correta pode ser alcançada pela criança, de forma que ir ao dentista não seja um problema”, ela diz.
MouthHealthy.org, o website da ADA (em inglês) para o consumidor, oferece orientações para os pais que levam o filho ao dentista pela primeira vez (htpp://www.mouthhealthy.org/en/babies-and-kids/healthy-habits/).

A ADA recomenda que a primeira consulta da criança com o dentista seja agendada seis meses depois que o primeiro dente irromper, porém, antes do aniversário de um ano.
“Não espere até eles entrarem na escola ou até surgir uma emergência. Acostume já seu filho com os bons hábitos de saúde bucal”, aconselha o website.
Embora a primeira consulta seja principalmente para o dentista examinar a boca da criança e verificar o crescimento e desenvolvimento, ela serve também para a criança sentir-se confortável com o consultório. Para que a consulta seja positiva, os pais devem:

Marcar a consulta no período da manhã, quando as crianças tendem a estar descansadas e tranquilas.
Guardar a ansiedade e preocupações para si mesmos. As crianças podem captar as emoções, portanto, os pais devem enfatizar o positivo.
Nunca usar a consulta com o dentista como punição ou ameaça.
Nunca suborne seu filho.
Conversar com seu filho sobre a consulta com o dentista.
Via Associação Dental Americana

8 Curiosidades sobre a boca que você não sabia

Roncar 1- Se você tem o céu da boca mais estreito, terá maior propensão a roncar, o motivo é que passa menos oxigênio pelo nariz.

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Bacteria beijo 2- Quando você beija, troca cerca de 256 bactérias com o seu parceiro. Cerca de 50% das bactérias da boca vivem na superfície da língua.

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Boca seca 3- Se a sua boca ficasse completamente seca, você não seria capaz de distinguir nenhum sabor.

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Paladar 4- Tomar alguns medicamentos, fumar, não ingerir vitaminas suficientes, ferimentos na cabeça, tumores cerebrais, exposição a substâncias químicas e os efeitos da radiação, podem causar alterações do paladar.

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Fraco
5- O gosto é o mais fraco dos cinco sentidos.

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Canhoto 6- Se você é destro, vai ter tendência a mastigar a comida do seu lado direito. Se você é canhoto, será o contrário, irá mastigar mais do seu lado esquerdo.

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Lingua 7- O músculo mais forte do corpo humano é a língua (em relação ao seu tamanho). A língua é o único músculo do corpo que é anexada em apenas uma extremidade.

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Piscina formato de dente 8- Você irá produzir 38.432 litros de saliva em toda a sua vida (cerca de 1,5 litros de saliva por dia se viver 70 anos). O suficiente para encher uma piscina como esta na imagem ao lado.

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Fonte :Blog do dentista

O que você queria saber sobre estética dental

O que você queria saber sobre estética dental

Nos dias de hoje, a busca pela estética é um fator de muita influência sobre o comportamento das pessoas.

Seja nos grandes centros urbanos ou nas pequenas cidades, é cada vez mais comum observar-se academias e clínicas de estética cada vez mais lotadas. Dentro deste contexto, é natural que a odontologia esteja preparada para atender aos anseios estéticos da população em geral.
foto_estetica_antes
antes
(amálgama)

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depois
(resina)

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dente
fraturado

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dente
restaurado c/ resina

Técnicas restauradoras e protéticas mais modernas visam, além da reabilitação da função mastigatória, a recuperação do fator estético. Dentro desta perspectiva, o clareamento dental se torna um importante instrumento a fim de proporcionar a satisfação do paciente em seu tratamento.

O clareamento dental visa a recuperação da cor original dos dentes, perdida em algum momento durante a vida em decorrência de vários fatores. Serve também simplesmente para promover um branqueamento dos dentes originalmente mais escurecidos.

A utilização de agentes clareadores nos dentes já ultrapassa um século, e com o desenvolvimento de novos materiais, tem se mostrado um meio cada vez mais eficaz e seguro de se obter uma estética dental satisfatória.

Existem basicamente dois tipos de clareamento dental:
• Clareamento caseiro
• Clareamento no consultório

No clareamento caseiro, a maior parte do tratamento é realizada pelo próprio paciente, o qual utiliza o agente químico dentro de uma moldeira adaptável aos dentes. Estes materiais são fornecidos pelo cirurgião-dentista, que irá supervisionar o tratamento através de visitas periódicas do paciente ao consultório.

No clareamento realizado no consultório, o dentista irá aplicar sobre os dentes um agente químico oxidante bem mais potente. Durante a aplicação, a gengiva, lábios e bochechas são protegidos de forma que o clareador não provoque queimaduras. Sobre o clareador é aplicada uma fonte de energia ativadora que pode ser luz halógena ou determinados tipos de laser que irão promover uma intensificação do clareamento. Dessa forma, o clareamento é realizado em apenas uma ou duas sessões.

Tenho restaurações escuras (metálicas) nos dentes posteriores. Vale a pena trocá-Ias por restaurações de cor branca ou da cor dos dentes?
A troca de uma restauração metálica por uma estética ou, como dizem os pacientes, “por uma branca”, pode se dar por dois motivos principais: por problemas que envolvem a saúde do dente, como uma fratura da restauração pré-existente ou mesmo por recidiva de cárie (nesse caso, a troca não é discutida e pode, perfeitamente, ser feita uma restauração estética), ou por motivo exclusivamente estético (quando uma restauração metálica em bom estado vai ser trocada, surgem, então, alguns questionamentos).
Quais os materiais que podem ser utilizados na troca de uma restauração metálica por uma estética?
Existem, em princípio, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. A restauração de cerâmica pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa, sobre o modelo, o trabalho, que é cimentado pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.

As restaurações em amálgama são realmente tóxicas e, por isso, devem ser trocadas?
Existe muita discussão sobre o poder tóxico do mercúrio nas restaurações de amálgama. Provou-se que o aumento dos níveis de mercúrio no sangue e na urina pode estar associado à presença dessas restaurações, embora nenhum trabalho tenha conseguido relacionar o desenvolvimento de doenças sistêmicas causadas por mercúrio em pacientes com as restaurações de amálgama.

Quais são o melhor material e a melhor técnica?
Basicamente, a técnica direta serve para as pequenas restaurações e, quando a área a ser restaurada é muito extensa, a preferência cai sobre as indiretas; entretanto, as mais extensas podem ser feitas de modo direto, dependendo da indicação profissional. Na técnica indireta, a escolha entre cerâmica e cerômero dependerá das condições técnicas e também da preferência profissional, pois os comportamentos estético e funcional são extremamente semelhantes.

No momento da troca de uma restauração, é necessário um desgaste maior do dente?
Não necessariamente. Quando é feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho. Nas trocas de uma restauração metálica indireta de ouro, por exemplo, dificilmente uma certa quantidade de dente sadio não vai ser sacrificada, pois são preparos com exigências diferentes. Esse desgaste maior do dente de maneira alguma irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma harmonia entre o material restaurador e o dente.

Uma restauração de material na cor do dente tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga?
Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama, de ouro e de outros metais em bom estado e com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama e a das restaurações metálicas indiretas. Todavia, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista e outros, com o paciente.

Dentes manchados por uma restauração de amálgama podem ser corrigidos com a troca?
O amálgama libera, ao longo do tempo, produtos que podem manchar o esmalte dental deixando-o acinzentado. Nesses casos, a troca melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois seria necessária a retirada completa desse esmalte manchado para se conseguir uma perfeita solução estética.

Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?
A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.

Via Uol

Feche a Boca para a Perda Óssea

 Feche a Boca para a Perda Óssea

Alguns fatores, como alterações hormonais, trauma oclusal e periodontite com presença de tártaro, além de fumo e álcool, podem levar à perda óssea, que tem como conseqüência a diminuição na qualidade da mastigação, podendo trazer problemas nutricionais e digestivos. Saiba como prevenir esse mal e mantenha sua boca saudável.

Um sorriso bonito e saudável é o que todo mundo quer. Mas saiba que para manter os dentes sempre em ordem é preciso ter disciplina e tomar alguns cuidados.

Fazer a higiene correta de toda a boca, por exemplo, é imprescindível para evitar um grande mal que afeta muitas pessoas, a placa bacteriana. Ela, com o tempo, pode se mineralizar, formando o tártaro ou o cálculo gengival. “Juntos, a placa e o tártaro deslocam as gengivas da destruição das fibras que prendem o dente à gengiva. Se essa alteração não for tratada, a estrutura óssea que sustenta o dente poderá se comprometer e, a longo prazo, poderá ocorrer a perda do elemento dental. Esse abalo na estrutura óssea é denominado periodontite (doença periodontal)”.

Um dente perdido compromete toda a harmonia do sorriso. Por isso, é necessário realizar consultas freqüentes ao dentista, que irá fazer uma avaliação da saúde bucal e, se necessário, solicitar exames complementares, como radiografia e/ou densitometria óssea (exame que detecta o grau de osteoporose).
Fazer a checagem hormonal (principalmente nas mulheres em menopausa), evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, de determinados medicamentos e o tabagismo contribui para deixar a periodontite longe da boca.

No dia-a-dia, além da higiene correta, é necessário ficar atento à alimentação também. “A falta de alguns minerais e vitaminas, principalmente cálcio e vitamina D, são vitais para manter a saúde dos ossos”, esclarece o cirurgião.

O principal objetivo do tratamento periodontal é a remoção de tártaros (cálculos dentários), para evitar que ocasionem a perda óssea. Caso ela já esteja em andamento e tenha origem traumática, é preciso fazer os devidos ajustes nos dentes, se for conveniente, ou corrigi-los com Ortodontia, dependendo do caso. “O profissional deve verificar também se não há nenhum agravante de ordem sistêmica, como disfunção hormonal”, diz.

Agora, se a estrutura óssea já estiver perdida, nos casos de periodontites ou de traumas oclusais, a reparação é dada por meio de enxertos ósseos.

Enxerto Ósseo
Esse procedimento é muito utilizado hoje em dia, tanto na Implantodontia quanto na Periodontia. Quando um dente é perdido, o osso da boca encolhe de altura e de largura, impossibilitando a colocação do implante. Para sustentar o dente, os enxertos são colocados em pedaços ou moídos junto a outros componentes auxiliares.
Nos implantes, os pinos de titânio atuam como raízes dentárias artificiais, tornando-se parte integral do osso mandibular ou maxilar. Para a correta acomodação do implante, é necessária a presença de osso. Caso isto não ocorra, utilizam-se enxertos ósseos.

Inúmeros materiais podem ser empregados (osso humano, osso bovino e compostos à base de hidroxiapatita). Enxerto ósseo autógeno (osso coletado do próprio paciente).

Entenda como tudo começa…
A doença periodontal inicia-se com uma gengivite marginal e progride para uma periodontite, momento em que se inicia a perda óssea. Caso não seja tratada leva à perda do dente. A placa bacteriana não removida se mineraliza, transformando-se em cálculo ou tártaro dos dentes, que são estruturas duras, difíceis de remover.

Via Uol