Distúrbios alimentares e a saúde bucal

  Distúrbios alimentares e a saúde bucal

Os transtornos alimentares normalmente surgem em situações de maior vulnerabilidade emocional. Os principais tipos de distúrbios alimentares são a anorexia nervosa, bulimia nervosa e compulsão alimentar. O dentista pode ser um grande auxiliar no diagnóstico desses problemas, cada vez mais recorrentes. Isso porque, inúmeras vezes, ele acaba sendo o primeiro a identificar essas doenças.

Pacientes com distúrbios alimentares apresentam algumas características marcantes sobre a saúde bucal: erosão do esmalte, hipersensibilidade dentinária, exposição pulpar, hipertrofia de glândulas salivares, xerostomia, desidratação e eritemas da mucosa, traumas na mucosa, candidose oral, queilite angular, entre outros. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), casos extremos de transtornos alimentares podem levar a exposição da polpa do dente, que resulta em infecção e na necessidade de tratamento de canal ou extração.

Além disso, o cirurgião-dentista pode melhorar a autoestima desses pacientes, uma vez que, realizam tratamentos restauradores e estéticos.

Quais são as características da anorexia?

A anorexia nervosa é caracterizada por uma extrema aversão à comida e por um medo intenso de engordar por causa de uma falsa imagem corporal. A anorexia se manifesta principalmente em mulheres jovens. Portadores desse transtorno podem chegar rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição. Pesquisas mostram que, nesses casos, o índice de mortalidade varia entre 15% e 20%. Leia mais aqui.

Quais são as características da bulimia?

A bulimia é uma compulsão alimentar, onde a pessoa come tudo o que vê pela frente, mas em seguida, provoca o vômito ou ingere laxantes para eliminar a comida. Os indivíduos bulímicos têm mais erosão dental, especialmente na parte de trás dos dentes da frente. Segundo estudo, de 78 a 89% dos bulímicos têm essa erosão, e 75% têm sensibilidade térmica.

Fonte: *Livro Abra a Boca, Colgate, Portal Terra, Odonto Magazine, Site Distúrbios alimentares, Profissão Dentista, Cremer.

Explicando a doença periodontal

“Doenças periodontais, incluindo gengivite e periodontite, são infecções sérias que, se não tratadas, podem causar a perda dentária. A palavra periodontal significa literalmente “ao redor do dente”. A doença periodontal é uma infecção bacteriana crônica que afeta as gengivas e o osso que suporta os dentes .

A doença periodontal pode afetar um ou vários dentes. Esta doença inicia quando a bactéria presente na placa (película viscosa e incolor que constantemente se forma sobre os dentes) começa a inflamar a gengiva.

Na forma mais branda da doença, a gengivite , a gengiva se torna vermelha, inchada e sangra com facilidade. Nesta fase, há pouco ou nenhum desconforto. A gengivite é causada por higiene oral inadequada, e é reversível com tratamento profissional e uma boa higiene oral doméstica.

Há indícios que a gengivite não tratada pode evoluir para periodontite . Com o tempo a placa pode se espalhar e crescer por baixo da gengiva. As toxinas produzidas pela bactéria da placa irritam a gengiva. Essas toxinas estimulam uma resposta inflamatória crônica, onde nosso organismo se volta contra si próprio, e os tecidos e o osso que suporta os dentes são atacados e destruídos. As gengivas se separam dos dentes, formando bolsas periodontais (espaços entre os dentes e as gengivas) que se tornam infeccionadas. A medida em que a doença (periodontite) avança, as bolsas se tornam cada vez mais profundas, e mais tecido gengival e osso são destruídos. Este processo destrutivo apresenta sintomas bastante brandos. Eventualmente, os dentes podem apresentar mobilidade, e ter de ser extraídos.”

Fonte: IBRAPERIO Instituto Brasileiro de Periodontia

Afinal, o que é implante?

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Se fala muito em implante hoje em dia. Os implantes dentários estão popularizados aqui no Brasil. Afinal, o que é o implante? Do que ele é feito? Onde que é possível colocar? Qualquer pessoa pode passar por tratamentos com implantes dentários?

Quando você perde um dente permanente, o implante entra em cena. Ele serve como um substituto do dente. O implante em si é um parafuso de titânio que é colocado no osso da maxila ou da mandíbula. Sobre este parafuso, colocamos uma prótese que pode ser colada ou aparafusada.

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– Por que o implante é feito de titânio? – O titânio é um metal extremamente biocompatível, que não sofre corrosão e nem rejeição do nosso sistema imunológico. Os implantes vêm estéreis de fábrica e alguns podem ter sua superfície tratada para melhorar ou acelerar a integração no osso.

– O que é Osseointegração? – É o conceito estudado desde a década de 60 no qual se baseia toda implantodontia atual. Existe formação óssea ao redor do implante de titânio. Isso permite a colocação de carga sobre esses parafusos que ficam ancorados nas maxilas.

– Qualquer pessoa pode receber implantes dentários? – Sim, contando que já esteja com o crescimento facial finalizado (após a puberdade) e que esteja com boa saúde geral. O cirurgião dentista avalia cada caso separadamente com ajuda de exames complementares como exames laboratoriais, radiografias e tomografia

– Quando os implantes estão contra indicados? – 1) Quando não há osso suficiente para a ancoragem dos mesmos. Nesses casos avalia-se a possibilidade de fazer cirurgias de enxerto ósseo. 2) Quando o paciente está com alguns problemas de saúde geral, como diabetes sem controle correto, ou problemas com a cicatrização, por exemplo.

– Qual a taxa de sucesso das cirurgias de implantes dentários? – Hoje fala-se em 95% de sucesso em média, quando o paciente não é fumante. Em pacientes fumantes, a cicatrização fica alterada e a taxa de sucesso cai drasticamente.

 

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– Quando o implante é colocado, eu já saio do consultório com dentes fixos? – Depende. Tudo vai depender da quantidade ideal de osso tanto na altura quanto na espessura, além do tipo de osso e a região da boca. O travamento inicial dos implantes também é decisivo na hora de indicar a chamada “estética imediata”. Geralmente é conseguida através de provisórios fixos, “fora de mordida”, sobre o parafuso do implante. Nos casos que impossibilitam dentes imediatos sobre os implantes, usamos outros tipos de prótese como móveis ou adesivas (coladas nos dentes adjacentes).

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– A estética fica perfeita, como se fosse meu dente? – Depende muito. Às vezes, a perda óssea é tão extensa que o dente pode ficar um pouco “comprido”. Isso tudo vai ser analisado e discutido antes do procedimento e deve ser conversado com o paciente. Essa parte é uma das mais importantes para controlar bem as expectativas quanto ao procedimento com implantes.

– Quais são os riscos da cirurgia? – Mínimos e bem controlados. A cirurgia deve ser feita com muito critério e o paciente é sempre medicado para não haver risco de infecção e dor. É muito parecida com uma cirurgia de extração de dente, com anestesia local.

– Tenho medo. Posso fazer essa cirurgia com sedação? – Pode e isso deve ser conversado com seu dentista. Isso pode encarecer um pouco o procedimento. Alguns profissionais chamam um médico anestesista para sedar o paciente em seu consultório, com o mesmo sedativo que se faz quando você vai fazer endoscopia. Em outros casos pode-se usar a sedação com óxido nitroso.

Fonte :
Equipe Dicas Odonto