Frutos secos.Um bom lanche?

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Quando se trata de escolher um lanche saudável, muitas pessoas colocam frutas secas no topo da lista. Mas muitos frutos secos são pegajosos. Alimentos pegajosos podem danificar seus dentes uma vez que eles tendem a permanecer sobre os dentes mais do que outros tipos de alimentos. Se você gosta de comer frutas secas , principlmente em lanches, não se esqueça de enxaguar com água e posteriormente de escovar e usar fio dental cuidadosamente
E fique atento pois os alimentos pegajosos e fáceis de mastigar como os frutos secos, gomas e caramelos são mais propensos a permanecerem nos dentes durante um período de tempo mais alargado e isso pode conduzir à sua deterioração. Esta situação acontece devido às características destes alimentos que, mesmo depois dos dentes terem sido escovados, mantêm-se colados na placa dentária.

Ao beber ou comer alimentos ácidos, Aguarde para ESCOVAR seus dentes.

Ao comer ou beber alimento ácidos, Aguarde para  ESCOVAR

Não é uma boa ideia correr ao banheiro para escovar os dentes logo depois de ingerir um suco de laranja ou uma fruta cítrica. Após o consumo de algum alimento mais ácido, espere aproximadamente 40 min para fazer sua escovação. Antes disso, você pode fazer apenas um bochecho com água para retirar o excesso de acidez pois o ácido “ataca” o esmalte dental e, se a escova e a pasta entram rapidamente em ação, vão ajudar a desgastar ainda mais essa proteção natural. Só uns 40 minutos mais tarde você deve realizar a higiene completa.

Existe também o fato de que qualquer alimento ou bebida com índices elevados de acidez, como o tomate, os frutos cítricos, os sumos de frutas ou o vinho tinto, pode aumentar o nível de acidez da sua boca. Com o tempo, a acidez acumulada na boca pode corroer o esmalte dos dentes e isso afeta consideravelmente a beleza do seu sorriso. Para que isso não aconteça, é essencial conhecer quais são os alimentos ricos em ácidos e isso não é uma tarefa de fácil execução, pois eles não são assim tão óbvios. Deve consultar todas as informações que se encontram no verso das embalagens e ter em atenção que alguns cereais, pães e até determinados tipos de peixe podem ser classificados como ácidos.

Engula essa: mastigar gelo pode fazer mal para seus dentes

Engula essa: mastigar gelo pode fazer mal para seus dentes

Enquanto liqüidificadores e moedores de gelo são perfeitos para triturar cubos de gelo, os dentes não são.

Muitas pessoas habitualmente mastigam gelo, especialmente nos meses de verão. É nesse período que os consultórios odontológicos ficam lotados de pacientes sofrendo de lesões gengivais e dentes quebrados. A American Dental Association afirma que evitar mastigar gelo é uma forma simples de evitar lesões dentais.

Para se refrescar, em vez de triturar grandes pedras de gelo com os dentes, os dentistas recomendam deixar o gelo derreter na boca como bala. O dentistas recomendam também cenouras ou maçãs para refrescar os “mastigadores” que desejam um barulho crocante.

Porém, qualquer um que tenha um hábito persistente de mastigar gelo e sinta dificuldade de abandoná-lo deve informar seu dentista. Desejos específicos, como o de mastigar gelo, geralmente estão associados com anemia ferropriva.

Como sugere o nome, a anemia ferropriva deve-se à quantidade insuficiente de ferro. O corpo necessita de ferro para formar a hemoglobina, uma substância presente nas células vermelhas do sangue que possibilita o transporte de oxigênio.

Esse tipo de anemia é comum. Cerca de 20% das mulheres, 50% das gestantes e 3% dos homens têm deficiência de ferro. Freqüentemente ela é corrigida com a suplementação de ferro.
Associação Dental Americana.

Será que ingerir bebidas energéticas e esportivas é realmente benéfico?

Será que ingerir bebidas energéticas e esportivas é realmente benéfico?

Bebidas energéticas e esportivas, queridinhas de adolescentes e jovens adultos, podem causar danos irreversíveis aos dentes. Os seus níveis elevados de acidez corroeriam o esmalte. Essa é a conclusão de um estudo publicado na Academia Geral de Odontologista, nos Estados Unidos, e comandado por Poonam Jain, da Universidade do Sul de Illinois. Os dados são do jornal Daily Mail.

Os pesquisadores examinaram os níveis de acidez de 13 bebidas esportivas e de nove energéticas. Constataram que podem variar entre marcas e sabores do mesmo fabricante. Depois, imergiram amostras de esmalte de dente humano em cada líquido durante 15 minutos e, então, em saliva artificial por duas horas. Esse ciclo foi repetido quatro vezes ao dia, durante cinco dias. “Esse tipo de teste simula a mesma exposição que uma grande proporção de adolescentes e jovens adultos americanos estão submetendo seus dentes quando bebem uma dessas bebidas a cada poucas horas”, disse Jain.

Os danos ao esmalte foram evidentes após apenas cinco dias de exposição. E as bebidas energéticas mostraram causar duas vezes mais problemas que as esportivas.

Sem a proteção do esmalte, os dentes se tornam excessivamente sensíveis e propensos a cáries. A porta-voz da Academia Geral de Odontologista, Jennifer Bone, recomenda minimizar a ingestão dos produtos. Também aconselha a mastigar chiclete sem açúcar ou lavar a boca com água após saboreá-los, táticas que aumentam o fluxo de saliva, o que ajuda a devolver os níveis de acidez normais à boca.

Ponto a Ponto Ideias

A saúde começa pela boca

A saúde começa pela boca

O organismo humano funciona como uma orquestra: cada órgão cumpre o papel de um instrumento. E, quando um desafina, o corpo todo pode ser afetado. Quando a saúde bucal não está em harmonia, as bactérias e os fungos naturais dessa região podem se proliferar e atingir outros órgãos.
Cuidar dos dentes não é apenas questão de estética, e sim de saúde. De acordo com a American Dental Association (ADA), problemas bucais, como doença crônica gengival (periodontite), podem acarretar inclusive males no coração e nos pulmões.

Diversas doenças sistêmicas – aquelas que eventualmente afetam todo o organismo – podem ter origem em infecções orais. “Um exemplo é a endocardite bacteriana, infecção grave das válvulas cardíacas ou das superfícies do coração, cuja bactéria que causa o problema pode ser proveniente de falta de cuidados com a higiene oral, como não escovar os dentes, e de doenças bucais existentes”, explica a dra. Letícia Bezinelli, cd da unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Um caso sério
Entre os problemas bucais mais comuns na população brasileira está a gengivite, que, quando não tratada, pode evoluir para a periodontite. Conforme a Associação Brasileira de Odontologia, menos de 22% de adultos e 8% dos idosos têm as gengivas totalmente saudáveis.

As complicações surgem quando a placa bacteriana não é removida e, assim, inicia-se a inflamação da gengiva. Suas características mais conhecidas são a vermelhidão, inchaço e o sangramento.

Quando acumulada por um período maior, a placa começa a endurecer pela deposição de sais minerais da saliva e dá origem ao cálculo dental – o tártaro – o qual fica firmemente aderido ao dente. “A escovação já não é capaz de removê-lo e, se o cirurgião-dentista não atuar, inicia-se uma destruição progressiva e irreversível das estruturas que sustentam os dentes: osso alveolar e ligamento periodontal”, alerta a dra. Fernanda de Paula Eduardo, CD da unidade de Transplante de Medula Óssea do HIAE.

Assim, um simples problema bucal se transforma em um caso mais sério, a periodontite. Essa inflamação resulta em sangramento, sensibilidade, retração da gengiva, mau hálito, mobilidade e pode acabar com a perda dental. “O grande problema da doença periodontal é que, na maioria das vezes, se comporta de forma silenciosa e assintomática e, quando o paciente percebe, já existe um comprometimento severo da estrutura dentária”.

Cárie dentária

Os problemas bucais não param por aí. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia, 60% das crianças têm cárie, muito comum nessa fase da vida. É uma doença infectocontagiosa, ou seja, trasmissível. A cárie surge a partir de resíduos alimentares que permanecem em contato com os dentes e são utilizados pelas bactérias presentes na boca. Assim, surge a placa bacteriana e, a partir dessa interação, há produção de ácidos que podem destruir as estruturas dentais.

Se não for diagnosticado rapidamente, esse processo evolui e pode levar à morte da polpa – nervo responsável pela vitalidade do dente – e até à formação de um abscesso, coleção de pus com a presença de bactérias. “Nesses casos, a preocupação é grande, pois existe o risco de uma infecção local se disseminar para outras partes do organismo”.

Conforme a Associação Brasileira de Odontologia, menos de 22% de adultos e 8% dos idosos têm as gengivas totalmente saudáveis
Entre os motivos que levam ao problema estão sobretudo a má alimentação, o que inclui a alta ingestão de açúcar, e a falta de higiene. As orientações para evitar cáries na infância devem começar com as mães ainda gestantes, pois alguns fatores podem interferir no desenvolvimento dos dentes do bebê. Determinados antibióticos, como a tetraciclina, administrados em gestantes ou lactantes podem causar descoloração ou manchas.

Outros problemas bucais

Apesar de a cárie e a doença periodontal serem os principais e mais comuns problemas bucais, existem outras complicações que merecem destaque e alerta.

Câncer bucal (Câncer de Boca)

Mais frequente no lábio inferior, é um tumor que pode afetar todas as estruturas da cavidade oral. A incidência é alta no Brasil, com mais de 10 mil novos casos por ano, levando ao óbito cerca de 3.500 pessoas. No início, surge uma ferida na boca que não provoca dor, mas não cicatriza. Os principais fatores de risco são:

idade superior a 40 anos
fumo de cachimbos e cigarros
consumo de álcool em excesso
má higiene bucal
uso de próteses dentárias mal-ajustadas
O diagnóstico precoce é fundamental para a cura. Se houver qualquer alteração de cor e volume na boca, é necessário procurar o cirurgião-dentista.

Herpes

Costuma aparecer depois de situações que provocam baixa resistência imunológica, como estresse. Na fase inicial, o paciente pode apresentar ardor, coceira e a região fica mais avermelhada. A partir daí aparecem as vesículas, fase considerada contagiosa. Nesse período, é necessário atenção para evitar o uso conjunto de talheres, copos, entre outros objetos.

Mau hálito

Ocorre por inadequada higiene bucal, gengivite, ingestão de determinados alimentos, como molhos picantes, tabaco, boca seca e doenças do estômago, fígado e rins. Pode ser mais evidente no período matutino, devido à menor produção de saliva durante a noite, o que contribui para a deterioração dos ácidos e de outras substâncias no interior da boca.

Aftas

São ferimentos na mucosa, de coloração branca e avermelhadas ao redor. Nao existe uma causa específica para seu aparecimento e podem ser consideradas uma alteração no sistema imunológico. Duram de uma a duas semanas.

Cuidados essenciais

Outro fator importante é que a saúde da boca é necessária para a pessoa desempenhar de forma adequada a mastigação e a deglutição. Além disso, colabora com a aceitação social e melhora da autoestima, pois um sorriso harmônico significa não só saúde, mas também bem-estar.

Todos esses problemas podem ser tratados, porém os odontólogos alertam os pacientes sobre a importância da prevenção e de diagnósticos prematuros. Para tanto é preciso visitar periodicamente o dentista. Outro conselho é alimentação saudável, com pouca ingestão de açúcares, esse é o primeiro passo para a saúde bucal. Há ainda outros fatores essenciais que devem ser levados em conta: higiene oral correta, por meio de escovação dos dentes e da língua, uso de fio dental, para alcançar regiões que a escova não alcança, e uso de enxaguatório bucal.

Atendimento diferenciado

A defesa do organismo fica comprometida quando a pessoa apresenta algum problema de saúde, como câncer. A quantidade de leucócitos e plaquetas se reduz quando o paciente passa por tratamento quimioterápico. Isso pode aumentar o risco de infecção sistêmica, que pode ter origem em infecções presentes na cavidade oral.

O tratamento e acompanhamento odontológico são necessários, principalmente, a pacientes que fazem transplante de medula óssea (TMO)

Um exemplo de acompanhamento é no caso da mucosite oral – uma das principais complicações do transplante de medula óssea –, processo inflamatório da mucosa oral que causa dor, dificulta a alimentação e a fala, além de aumentar as chances de o paciente desenvolver infecções. A doença pode ser tratada e até prevenida pelo cirurgião-dentista em conjunto com a equipe médica.
Deve ser feita uma avaliação para detectar os riscos de infecções locais do paciente e evitar que tenha qualquer tipo de complicação bucal durante o tratamento oncológico.

Via Hospital A.Einstein

Refluxo prejudica saúde bucal

Refluxo prejudica saúde bucal

Estima-se que mais de 20 milhões de pessoas sofram de refluxo gastroesofágico. A sensação é a de que a comida ‘não caiu bem’ – queimação no tórax, volta de parte do alimento que foi ingerido, boca ácida e por aí vai. Isso não quer dizer que esses sintomas são sinônimo da doença em 100% dos casos.

Vez ou outra, depois de uma refeição mais pesada, como feijoada, por exemplo, a maioria das pessoas sente dificuldades de digestão. É preciso investigar quando os episódios são corriqueiros e acontecem mais de uma vez na semana.

O gastroenterologista, Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a doença do refluxo gastroesofágico (DRG) é um desequilíbrio entre os fatores protetores, como as barreiras antirrefluxo, e os fatores agressores, como a acidez e o volume gástricos.

Simplificando, o esfíncter é uma válvula que tem o papel de fechar a abertura do esôfago para o estômago, que deveria abrir apenas quando a pessoa engole, para permitir a entrada dos alimentos no estômago. Durante o resto do tempo, o esfíncter mantém-se contraído. É o que não acontece nos casos de DRG, em que o músculo do esfíncter fica relaxado e deixa os sucos gástricos e restos de alimentos voltarem para o esôfago. Depois de algum tempo sendo agredido pelos sucos digestivos ácidos, a parede do esôfago fica em constante inflamação, o que pode até aumentar as chances de câncer.

“Em nosso meio pode-se dizer que os maus hábitos alimentares e a obesidade são as principais causas de refluxo”, diz Macedo. Segundo ele, muitas vezes ocorrem somente sintomas atípicos que são a tosse crônica, rouquidão e asma, entre outros. “Neste caso, se o medico não suspeitar do refluxo, o diagnóstico não é realizado”, afirma.

Cuidado com os dentes
Alguns pacientes podem apresentar erosões dentárias e feridas na mucosa oral causadas pela regurgitação ou simplesmente pelo vapor ácido que atinge a cavidade oral quando o refluxo acontece. Os dentes passam por um processo de descalcificação e ficam fragilizados. “Alguns estudos mostram que alguns pacientes com diagnóstico de refluxo associado a distúrbios de salivação diminuída estão mais propensos a lesões orais”, diz Macedo.

Segundo o especialista, o trabalho em conjunto entre o médico gastroenterologista e o dentista pode contribuir para o diagnóstico precoce deste tipo de lesão oral. “Geralmente, o médico não faz associação entre refluxo e erosão dentária e como se trata de um processo lento e pouco habitual, o diagnóstico pode acabar sendo feito quando já há comprometimento importante da saúde bucal”, afirma.

Mude hábitos
– Evite tipos de comidas que estimulam a produção ácida pelo estômago, como pimenta, café e bebidas cítricas
– Coma devagar e mastigue bem
– Fracione a dieta a cada três horas
– Evite beber durante as refeições
– Evite álcool, ele relaxa a esfíncter e deixa o estômago ácido
– Nos pacientes com sintomas noturnos sugere-se não comer até três horas antes de deitar-se e elevar a cabeceira da cama.

Tratamento
Mudanças de hábito alimentar e medicamentos para diminuição da acidez gástrica são os tratamentos mais indicados para a maioria das pessoas. “Esse tratamento apresenta excelentes resultados na maior parte dos pacientes, mas em casos que apresentam esofagite persistente ou hérnia de hiato volumosa o tratamento cirúrgico está indicado”, diz Macedo.
Via Terra