Fatores responsáveis pela Halitose

Fatores responsáveis pela Halitose

Fatores responsáveis pela Halitose

O mau hálito ou halitose, hoje indexada no CID (código internacional das doenças) com número R19.6, é uma entidade clínica multifatorial e multidisciplinar, causada por diversos fatores.
Podemos considerar 5 grupos de fatores capazes de desenvolver halitose:
a) Fatores Locais não Patológicos;
b) Fatores Locais Patológicos;
c) Fatores Sistêmicos com Manifestações Bucais;
d) Fatores Sistêmicos não Patológicos;
e) Fatores Sistêmicos Patológicos.

Entre os fatores locais e não patológicos nós podemos considerar a chamada halitose da manhã ao acordar, e que deve desaparecer após o café da manhã e a higiene bucal. Em alguns casos trata-se apenas de falta de higiene bucal adequada que deve ser orientada pelo profissional.
Com relação aos fatores locais patológicos, estes envolvem a presença de microorganismos patogênicos capazes de produzir compostos mau cheirosos conhecidos como compostos sulfurados voláteis. Por se tratar de contaminação, da mesma maneira que a cárie e a doença periodontal, pode ser transmissível. Então, este tipo de halitose “pega”.
As halitoses por fatores sistêmicos com manifestações bucais correspondem ao sangramento gengival espontâneo devido às discrasias sanguíneas ou doenças de fundo hematológico (que são raras). Nesse caso aumenta a proliferação de microrganismos proteolíticos que vão produzir compostos odoríferos. Também pode ser contagiosa.
Os fatores sistêmicos não patológicos correspondem às alterações metabólicas com quebra acentuada dos triglicerídeos que acontece devido aos longos períodos de jejum e/ou consumo muito limitado de carboidratos. Os metabólitos finais da metabolização dos triglicerídeos (ácidos graxos) caem na corrente circulatória e escapam no ar expirado. Este tipo de halitose não é transmissível.
Quando os fatores sistêmicos são patológicos temos que considerar que existe alguma doença de fundo gerando odorivetores de cheiro desagradável que, uma vez presentes na circulação, saem através dos pulmões durante a expiração. É o caso do paciente renal crônico, diabético não compensado, etc. Este grupo de halitoses também não é contagiosa.
Em resumo, conforme as diferentes causas ou fatores capazes de desenvolver halitose nós podemos selecionar tipos de halitose que são transmissíveis e outras que não o são.
Dra. Olinda Tárzia
É Doutorada em Odontologia pela Universidade de São Paulo (USP). É professora da USP e responsável pelo Departamento de Bioquímica e é pesquisadora há mais de 20 anos sobre o tema halitose.

Diagnóstico e tratamento da halitose

Diagnóstico e tratamento da halitose

O OralChroma é um aparelho moderno e eficaz que consegue separar os três principais gases que compõem o hálito e determinar a presença ou não da halitose e suas origens

O aparelho é portátil e foi desenvolvido no Japão pela empresa FIS Inc., uma empresa voltada ao seguimento de análise de gases e teve seu modelo de diagnóstico reestruturado pelo CETH – entidade que se dedica aos estudos da halitose, buscando identificar as causas do problema, e a pesquisar formas de prevenção e tratamento.

O OralChroma permite fazer o que os especialistas chamam de “cromatografia gasosa” que mede separadamente cada um dos compostos sulfurosos existentes no hálito (Sulfidreto, Metil Mercaptana e Dimetil Sulfeto). “O procedimento completo de medição leva apenas oito minutos. E através da análise de seus resultados é possível diagnosticar a presença ou não da halitose e em caso positivo, saber de imediato quais são as causas”, afirma o dentista Ruy Francisco de Oliveira, diretor do CETH.

Cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem as consequências da halitose, um problema que afeta a qualidade de vida das pessoas, interfere no relacionamento pessoal e pode até prejudicar a carreira profissional. Os números são impressionantes, a halitose atinge hoje cerca de 30% da população (dados da ABHA- Associação Brasileira de Halitose). Os efeitos psicossociais são devastadores porque, na maioria das vezes, o portador da halitose não sabe que tem o problema. A origem do mau hálito pode estar relacionada a vários problemas orgânicos, mas a principal causa (de 80 a 90% dos casos) é a presença de bactérias na boca. “Essas bactérias que se acumulam na boca produzem moléculas que nós chamamos de “odorivetores” que exalam o odor desagradável característico da halitose”, afirma a Profª Dra. Olinda Tarzia, Professora e pesquisadora do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (USP) e consultora do CETH.

O que pouca gente sabe é que a halitose pode ser tratada, basta que o paciente faça uma correta higienização da boca para eliminar o foco do problema. A higiene mal feita pode gerar ainda as doenças da gengiva, como a gengivite e a periodontite, que também causam o mau hálito.

Para enfrentar o problema as pessoas costumam escovar os dentes e passar o fio dental, mas se esquecem de fazer a higiene da língua, onde é comum o acúmulo de resíduos e células mortas, resultando em uma placa branco-amarelada no dorso. “Essa placa é conhecida como saburra lingual – um meio ideal para a proliferação bacteriana capaz de produzir compostos sulfurados-. Esses compostos normalmente apresentam o enxofre, que é o componente responsável pelo odor desagradável”, explica a professora.

Beleza e mau hálito não combinam. Fale conosco para saber mais.

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Halitose
Mais conhecida por mau hálito, a halitose é muito comum na população. As causas são diversas, mas sabe-se que 80-90% dos casos têm origem bucal.

Causas de origem bucal

As bactérias presentes na boca são capazes de produzir compostos com odor desagradável. Se a higiene oral for feita de forma incorreta, essas bactérias se proliferam descontroladamente e produzem grandes quantidades desses compostos, gerando o mau hálito. Esses compostos têm em comum a presença do enxofre, que é o componente responsável pelo odor desagradável. A língua também merece destaque, pois quando não a higienizamos corretamente ocorre o acúmulo de resíduos e células mortas, isso resulta em uma placa branca-amarelada no dorso da língua. Essa placa é conhecida como saburra lingual, que é um meio ideal para a proliferação bacteriana capazes de produzir compostos sulfurados. As doenças das gengivas (gengivite e periodontite) também são associadas à higiene deficiente e, portanto, geram o mau hálito. Produtos corretos e higienização adequada podem ser grandes aliados na prevenção da halitose.

Causas com origem nas vias aéreas

As amídalas, por ter uma superfície com reentrâncias, favorecem o acúmulo de cáseos amigdalianos, que são acúmulos de restos mal cheirosos. Os cáseos amigdalianos podem ser expelidos durante a fala, tosse ou espirros.

Outras causas

Existem outras origens da halitose como diabetes, problemas no pulmão, intestino ou rins, fumo, deficiência de vitamina A e D e pouca produção de saliva. Alguns medicamentos para depressão, emagrecimento e pressão alta, podem levar a alterações na saliva que favorecem o aparecimento da halitose.

Sabe-se, contudo, que a halitose não tem como causa problemas no estômago, o que muitos profissionais erroneamente ainda acreditam.

Halitose temporária

Pacientes com inflamação das amídalas e sinusopatias podem ter halitose temporária que não deve persistir após a cura da inflamação. A halitose também pode aparecer em pacientes respiradores bucais, pois a boca fica constantemente seca devido à passagem excessiva de ar e a saliva fica mais grossa o que favorece o aparecimento de odor desagradável.

Halitose matinal

É importante salientar que é absolutamente normal o mau hálito matinal. Durante a noite nosso metabolismo muda e há uma diminuição drástica da produção de saliva e da motricidade lingual. Esses dois fatores favorecem a proliferação bacteriana, já que a língua e a saliva têm também como função a auto-limpeza da cavidade oral. Além disso, nosso corpo entra em hipoglicemia, o que gera odor cetônico na boca. Todos esses fatores resultam no característico odor desagradável pela manhã, que deverá desaparecer com a correta higienização, isso é, escovação adequada e uso do fio dental. Caso isso não ocorra, o paciente deve procurar um profissional credenciado CETH.

Pacientes hospitalizados

Normalmente a halitose não traz nenhum prejuízo para a saúde das pessoas saudáveis, porém em pacientes pós-cirúrgicos ou internados em Unidades Intensivas ou Semi Intensivas normalmente ocorre maior acúmulo de bactérias na cavidade bucal uma vez que a higienização se torna dificultada. O quadro de higiene oral precária e a debilidade da saúde do paciente favorecem as infecções pulmonares e hospitalares causadas por bactérias de origem bucal, o que pode prolongar ainda mais o tempo de internação. O uso de enxaguante específico especialmente desenvolvido para esta situação pode diminuir a quantidade de bactérias patogênicas e tornar a recuperação do paciente mais rápida.
Orientamos o diagnóstico através de aparelho OralCroma que detecta os vários tipos de odores presentes no hálito, separando-os e determinando suas concentrações.Com isto podemos diagnosticar a presença ou não da halitose bem como sua origem e tratamento