Diagnóstico e tratamento da halitose

Diagnóstico e tratamento da halitose

O OralChroma é um aparelho moderno e eficaz que consegue separar os três principais gases que compõem o hálito e determinar a presença ou não da halitose e suas origens

O aparelho é portátil e foi desenvolvido no Japão pela empresa FIS Inc., uma empresa voltada ao seguimento de análise de gases e teve seu modelo de diagnóstico reestruturado pelo CETH – entidade que se dedica aos estudos da halitose, buscando identificar as causas do problema, e a pesquisar formas de prevenção e tratamento.

O OralChroma permite fazer o que os especialistas chamam de “cromatografia gasosa” que mede separadamente cada um dos compostos sulfurosos existentes no hálito (Sulfidreto, Metil Mercaptana e Dimetil Sulfeto). “O procedimento completo de medição leva apenas oito minutos. E através da análise de seus resultados é possível diagnosticar a presença ou não da halitose e em caso positivo, saber de imediato quais são as causas”, afirma o dentista Ruy Francisco de Oliveira, diretor do CETH.

Cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem as consequências da halitose, um problema que afeta a qualidade de vida das pessoas, interfere no relacionamento pessoal e pode até prejudicar a carreira profissional. Os números são impressionantes, a halitose atinge hoje cerca de 30% da população (dados da ABHA- Associação Brasileira de Halitose). Os efeitos psicossociais são devastadores porque, na maioria das vezes, o portador da halitose não sabe que tem o problema. A origem do mau hálito pode estar relacionada a vários problemas orgânicos, mas a principal causa (de 80 a 90% dos casos) é a presença de bactérias na boca. “Essas bactérias que se acumulam na boca produzem moléculas que nós chamamos de “odorivetores” que exalam o odor desagradável característico da halitose”, afirma a Profª Dra. Olinda Tarzia, Professora e pesquisadora do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (USP) e consultora do CETH.

O que pouca gente sabe é que a halitose pode ser tratada, basta que o paciente faça uma correta higienização da boca para eliminar o foco do problema. A higiene mal feita pode gerar ainda as doenças da gengiva, como a gengivite e a periodontite, que também causam o mau hálito.

Para enfrentar o problema as pessoas costumam escovar os dentes e passar o fio dental, mas se esquecem de fazer a higiene da língua, onde é comum o acúmulo de resíduos e células mortas, resultando em uma placa branco-amarelada no dorso. “Essa placa é conhecida como saburra lingual – um meio ideal para a proliferação bacteriana capaz de produzir compostos sulfurados-. Esses compostos normalmente apresentam o enxofre, que é o componente responsável pelo odor desagradável”, explica a professora.