Obesidade pode afetar tratamento periodontal

Obesidade pode afetar tratamento periodontal

No Reino Unido, de 10 a 15 % dos adultos possuem periodontite severa. Estar obeso pode contribuir para o desenvolvimento e permanência da doença. (Foto: Jakub Cejpek/Shutterstock)

LONDRES, UK: O índice de massa corporal (IMC) e a obesidade foram associados à prevalência, permanência e severidade da periodontite em vários estudos. Atualmente, pesquisadores do Reino Unido descobriram que o IMC e o sobrepeso dos pacientes podem afetar negativamente o tratamento periodontal não cirúrgico.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Odontologia Eastman da Universidade de Londres em colaboração com o Grupo de Pesquisa Europeu para a Periodontologia em Gênova (Itália). O estudo incluiu 260 adultos que passaram por um tratamento periodontal não cirúrgico intensivo. Seguindo o padrão e em dois meses, o diagnóstico dos pacientes foi avaliado com base na medida de profundidade da bolsa periodontal.

De acordo com os pesquisadores, o IMC e a obesidade foram associados com a piora da profundidade da bolsa, independente da idade, do hábito de fumar e níveis de placa dental. A magnitude dessa associação foi similar a dos fumantes, que também foi relacionada ao pior resultado periodontal clínico, eles disseram.

Deste modo, os cientistas concluíram que o IMC e a obesidade aparentam ser prognósticos independentes da resposta baixa ao tratamento periodontal não cirúrgico em pacientes com periodontite severa.

O estudo, intitulado “O índice de massa corporal como um fator predefinido dos resultados do tratamento periodontal” (Body mass index as a predictive factor of periodontal therapy outcomes), foi publicado na revista Journal of Dental Research.

Maternidade denota problemas dentários

Maternidade denota problemas dentários

Tóquio, Japão: Uma nova pesquisa realizada no Japão sugere que mulheres com um certo número de filhos são mais propensas a doenças bucais e perda de dente. Num estudo conduzido por toda a nação pela Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio e o Centro Nacional de Câncer, foi sugerido que quanto mais filhos a mulher possui, menos dentes funcionais ela tem.

No estudo, as mulheres foram comparadas aos homens, e nenhuma relação entre o número de dentes e o número de crianças foi encontrada. Sendo assim, os pesquisadores sugeriram que poderia haver certos fatores patológicos e de comportamento social que poderiam promover a perda de dente nas mulheres com mais filhos A fim de direcionar o caso, eles recomendaram o controle da saúde bucal da mulher durante a gravidez é essencial e informações foram disponibilizadas.

O estudo, patrocinado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, foi conduzido entre 2005 e 2006, e envolveu mais de 1.500 mulheres e homens recrutados de duas pesquisas odontológicas nacionais realizadas em 1990 e 2005. Mulheres que tiveram dois filhos formaram o maior grupo. Uma em cada quatro mulheres teve três filhos, e uma em trinta mulheres teve quatro filhos. Um quadro similar sobre o número de filhos foi reportado pelos homens no estudo.

De acordo com os pesquisadores, esse é o primeiro estudo do gênero no Japão.
Via Dental Tribune Asia Pacific