Halitose tem cura.Leia aqui maiores explicações sobre este tema que tanto preocupa as pessoas.

 

A halitose corresponde ao cheiro das moléculas que surgem no ar expirado devido às alterações fisiológicas, patológicas ou mesmo devido à deficiência de função das glândulas salivares e/ou higiene bucal.

Depois de uma anamnese bem feita é importante realizar a Halimetria (medida do hálito) no Oralchroma que, ao separar os odores em picos distintos, permite identificar, além da intensidade do hálito, também a sua origem, o que confrontado com a anamnese facilita bastante o diagnóstico correto para a montagem dos procedimentos de tratamento. Em geral, o tipo de odor identifica a causa e dá “pistas” para o tratamento adequado.

Na área odontológica, as causas mais frequentes são a saburra lingual (biofilme bacteriano lingual) e a doença periodontal que, em geral, acontecem devido às alterações na composição da saliva ou até à sua relativa falta (hiposalivação).

Por isso, a primeira orientação é que se observe a parte de cima da língua, verificando se existe um material viscoso branco ou amarelado (pelo menos na porção do terço posterior), se existe sangramento gengival, se o paciente sente a boca seca, se usa fio dental diariamente, se tem algum dente amolecido, uma ou mais cavidades extensas de cárie e se costuma ou não ter tártaro.

Se identificada a presença de saburra lingual, deve ser instituído além do uso do fio dental e da escovação dos dentes, o uso de um limpador lingual adequado e após a limpeza da língua a aplicação de enxaguante com princípio ativo próprio para o caso. Também é preciso fazer uma avaliação do fluxo salivar para corrigir uma possível hiposalivação, causa predisponente à aderência das bactérias no dorso da língua.

É bem provável que também já existam alterações periodontais, facilmente observadas, identificadas quanto à sua gravidade e tratadas pelo periodontista.

No entanto, o periodontista não pode esquecer que ao tratar o periodonto, deve também eliminar o ponto inicial da contaminação que é o dorso da língua, caso contrário, com certeza haverá a recontaminação e recidiva da doença periodontal, até em relativamente pouco tempo.

Nesse caso o tratamento pode ser apenas local ou eventualmente também sistêmico em relação à restauração da função normal das glândulas salivares e, em alguns casos mais extremos o uso de antibiótico adequado. Nunca se deve esquecer que para o metronidazol (o mais comumente usado) funcionar deve sair na saliva e manter aí sua concentração adequada. Isso significa que é de alta importância restaurar o fluxo salivar normal do paciente, forçando um aumento de salivação principalmente durante o tratamento com metronidazol.
Via Portal Profissão saúde.


Dra. Olinda Tárzia

  É Doutorada em Odontologia  pela Universidade de São Paulo (USP). É professora da USP e responsável pelo  Departamento de Bioquímica e é pesquisadora há mais de 20 anos sobre o tema halitose. 


 

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