Dicas para prevenir a halitose

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Para Prevenir a Halitose, você deve:

1) Escovar corretamente os dentes 3 vezes ao dia para remover a placa dental e evitar cárie.

2) Usar corretamente o fio dental 2 vezes ao dia para remover a placa interdental e evitar doença periodontal.

3) Limpar a língua 1 a 2 vezes ao dia para prevenir a formação da placa bacteriana lingual ou saburra.

4) Aumentar o fluxo salivar pela mastigação de produtos duros ou o uso de alimentos ácidos.

5) Diminuir a descamação excessiva da mucosa da boca evitando morder os lábios e bochechas, evitando respirar pela boca.

6) Observar se costuma ter com freqüência dor de garganta ou cáseos.

7) Observar se costuma ter descamação aparentemente sem motivo em certas partes do corpo.

8) Observar se costuma ter com freqüência o intestino preso ou diarréia.

9) Verificar se não sofre de diabetes, uremia, se costuma tomar algum remédio de odor carregado.

10) Verificar se costuma usar alimentos de odor carregado (principalmente alho e cebola crus em excesso).

11) Observar que não deve fazer uso indiscriminado de medicamentos controlados ou com efeito colateral xerostômico.

12) Observar que não deve ficar mais de 4 horas em jejum, sem comer nada.

Fonte : Cartilha da Halitose- Olinda Tarzia

‘Tem alguma dúvida?Fale conosco.Somos credenciados CETH – Centro de excelência no tratamento da halitose’

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Piercing – Consequências e complicações na cavidade oral

Piercing na cavidade oral
 

INTRODUÇÃO E REVISÃO DA LITERATURA

Estudos mostram que a popularidade do uso de jóias em lugares não convencionais, como umbigo, mamilos, sombrancelhas, lá­bios e língua têm crescido significativamente. Apesar da prática de aplicação de piercing apresentar-se como modismo dos tempos atuais, verifica-se historicamente que, desde o antigo Egito, o piercing já era usado no um­bigo como sinal de realeza. Já os Romanos usavam piercing no mamilo como sinal de viri­lidade e coragem (Maibaum W. e Margherita A-1997). Os Maias usavam na língua por mo­tivos espirituais, na América do Norte, o pier­cing era uma tradição dos Sioux (Botchway C. e Kuc 1-1998). A influência do piercing labial parece ter origem no Alaska com os esquimós e Aleutas, onde era utilizado para representar diferentes acontecimentos na vida das pes­soas, como a passagem para a puberdade e a iniciação no mundo da caça e do casamento (BoardmanR.eSmithA.-l997).

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O piercing intra-oral vem sendo motivo de preocupação e discussão pelos odontólogos devido suas interferências prejudiciais na cavidade oral. As complicações podem ser de origem infecciosa ou não. As impli­cações infecciosas ocorrem ou por meios de técnicas e instrumentais precários ou não esterelizados; ou após o piercing, quan­to a ferida não é tratada adequadamente (Reichl R. B. e Dailey J.C.-1996).

A colocação do piercing oral geralmen­te é feita sem anestesia, por pessoas que não apresentam qualquer tipo de licença. A perfuração na língua é feita com uma agulha espessa padrão 14 (seu diâmetro é sete vezes maior que a agulha utilizada nos consultórios odontológicos), e uma peça temporária, maior que a definitiva, é colocada durante o período de inflamação, que ocorre entre três a cinco semanas de cicatrização. A linha média da língua é o local mais comumente selecionado para o piercing, uma vez que as veias, artérias e nervos linguais correm lateralmente a linha média. Hemorragias ou injúrias a nervos não são frequentes. A língua é marcada no centro a mais ou menos 2,5 cm da ponta (BoardmanR. e Smith A.-1997).
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Pesquisas relatam que as potenciais complicações relacionadas ao uso do pier­cing na cavidade oral são: (1) retrações gengivais; (2) fraturas dentárias; (3) perda da gustação; (4) interferência na fala, mas­tigação e deglutição; (5) dano pulpar por trauma crónico; (6) aumento do fluxo sali­var; (7) transmissão de infecção sistémica como AIDS e hepatite B, C, D e G; (8) infec­ção lingual localizada; (9) disseminação de infecção com edema, podendo levar à angi­na de Ludwig e obstrução das vias aéreas; (10) hemorragia; (11) aspiração de parte do piercing; (12) alergia ao metal do piercing;

(13) dificuldade de tomadas radiográficas; (14) infecção pelo sangue, septicemia e síndrome de choque tóxico; (15) formação de quelóide, pseudolinfoma, linfadenopatia e veação tipo sarcoidal. ILawence HM. Í996, Fehrenbach J.M.1998, Reichl fl.B. e Dailey J.C. 1996, Jacobson J. Margot V.D. 1997, Tweeten S.S. e Rickman L. S. 1998).

Em um estudo em São Francisco, Rebecca Boardman e Richard Smith(1997) relacionaram os problemas e complicações derivados de piercing aplicados na língua e nos lábios, por meio de um questionário. Foi observado, em uma amostra de 51 pacientes com piercing na língua, que 25,49% apresen­taram danos aos dentes, 3,92% necessita­ram de tratamento médico ou odontológico 7,89% apresentaram injúria gengival, 5,88% tiveram infecção, 15,68% ficaram com fluxo salivar aumentado e o tempo médio de cica­trização foi de 3.97 semanas. Por outro lado, em 24 pacientes com piercing nos lábios, foi observado que nenhum apresentou danos aos dentes, necessidade de assistência mé­dica ou odontológica, assim como nenhum caso de infecção, 12,5% apresentaram injú­ria gengival, 33,33% perceberam aumento no fluxo salivar e o tempo médio de cicatri­zação foi de 5.06 semanas (Boardman R. e Smith A.-1997).

Como as possíveis complicações do piercing na cavidade oral são de extrema im­portância para o conhecimento do cirurgião dentista, o objetivo deste trabalho é infor­mar o cirurgião-dentista a respeito das con­sequências e complicações bucais do uso do “piercing” na cavidade oral e como orientar o paciente sobre seu uso e manutenção.

DISCUSSÃO

São poucas as informações sobre os efeitos do piercing na cavidade oral, entretanto exis­te um grande consenso, por parte dos pes­quisadores, de que os estabelecimentos de aplicação de piercing não apresentam pro­fissionais qualificados para executarem essa prática. Não há nenhum tipo de educação formal de esterilização, cuidados efetivos com a pele e controle eficaz de infecção, co­locando em risco e expondo os pacientes a complicações pós- operatórias. Pode-se ob­servar que a grande maioria dos aplicadores de piercing recomendam o uso indiscrimina­do de agentes e veículos químicos como gluconato de clorexidina 0,12%, fenóis e óleos essenciais, sem transmitir instruções ade­quadas sobre estes produtos, assim como suas consequências pelo uso excessivo. Um determinado estabelecimento de colocação te piercing oference como recomendação para cuidado na fase inicial de cicatrização, uma folha com a seguinte observação: “para piercing na língua, lábio e bochecha, lave com anti-séptico bucal “Listerine” cada vez que você comer ou beber qualquer coisa, com exceção de água potável…” (Logam B. K.eGullbergR.G.-1998). Os óleos essenciais são compostos fenólicos que têm ação inespecífica sobre as bactérias. Tem-se como exemplo comercial nesta classe o Listerine. O Listerine apre­senta em sua composição mistura de óleos essenciais, timol, menta, eucaliptol e metil-salicilato; é encontrado em veículo alcoóli­co a 26,9% e pH 5,0 (Lascala N. I-1997). Fenóis e óleos essenciais têm sido usados em colutório há anos. Uma forma de colutório embora não seja tão eficaz quanto a clorexidina, tem atividade anti-placa apoiada por um certo número de estudos de uso doméstico de curto a longo prazos (Lawrence H.-1998). O Listerine é um produto inalterável e de baixa “substantividade”. Apresenta como efeitos colaterais: sensação de queimação, gosto amargo, possibilidade de manchamento das superfícies dos dentes, além do fato de ser diluído em álcool e, portanto, poder causar injúrias nos tecidos bucais (Lascala N. T. -1997).

O complexo gluconato de clorexidina é uma base forte e dicatiônica em níveis de pH acima de 3,5 com as duas cargas positivas em cada lado da ponte de hexametileno. E pela sua natureza dicatiônica é extremamente interativo com ânions, que é determinante na sua eficácia, segurança, efeitos colaterais locais e dificuldades com a formulação do produto. Este anti-séptico tem uma ampla ação antimicrobiana incluindo um amplo número de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. A clorexidina tem um sabor amargo, difícil de mascarar, em alguns indivíduos causa distúbios de paladar e, com mais freqüência, pode causar erosão na mucosa. Em uso oral como colutórios, foi relatado que a clorexidina possui um certo número de efeitos colaterais, sendo o mais comum deles a descoloração amarronzada dos dentes, de alguns materiais restauradores, e das mucosas, notavelmente no dorso da língua (Lawrence H.-1998). A con­centração mais recomendada para uso oral, dos produtos que contenham clorexidina é de 0,12% (Lascala N. T.-1997). Por falta de regulamentação, a literatura não tem estatística dos riscos de transmissão de doenças como hepatite B, AIDS, tétano, sífilis e tuberculose, através da aplicação de piercing (Botchway C. e Kuc I.-1998). Nos Estados Unidos, muitos estados têm criado legislação específica para regular o piercing. Há um projeto de lei, na Califórnia, que obriga os profissionais que fazem o piercing a se­rem registrados no condado onde trabalham (Reichl R. B. e Dailey J.C.-1996). No Brasil, o projeto de lei n°1.395 de 1999, regulamenta o licenciamento e funcionamento de ateliês que realizam tatuagem e colocação de brincos, argolas, alfinetes e similares, com perfuração da epiderme. Entretanto, já existe uma lei es­tadual, apresentada pelo deputado Campos Machado (PTB-SP), onde determina ser proi­bido, no seu estado, fazer tatuagens e colocar brincos e alfinetes no corpo de menores de 18 anos, o chamado piercing, mesmo com autorização dos pais. O vereador Janualdo de Mardil (PSDB-RJ) e o deputado Campos Machado contam que deputados de Brasília já demonstraram interesse em transformar a proibição em lei federal (Varella F.-1997). Apesar das leis e proibições terem o seu papel, elas não garantem a aplicação de piercing na cavidade oral sem riscos e com­plicações, sendo uma responsabilidade do profissional de saúde o conhecimento sobre tais enfermidades, para que possa orientar de forma adequada e tratar, quan­do necessário, pacientes que se encontrem nestas situações.

Artigo enviado pelo Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal – cro-df@cro-df.org.br

Mais próximos da cura da Hepatite C

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Fonte: Dra. Carla Adriana Loureiro de Matos, gastroenterologista no Sírio-Libanês
 ​​​​​​Com base em dados do Ministério da Saúde, estima-se que hoje o Brasil tenha cerca de 2,5 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C. Calcula-se que, de 2004 a 2012, foram tratados no Programa Nacional de Hepatites Virais em torno de 10 mil casos por ano, ou seja, apenas 90 mil casos de hepatite C, o que representa menos de 5% da população infectada no país.

A hepatite C é causada pelo contato do vírus VHC com o sangue. Isso pode ocorrer por transfusão sanguínea, especialmente se realizada antes de 1993, quando não se conhecia esse tipo de vírus; instrumentos cortantes sem esterilização adequada, como os alicates de unha e de cutícula e instrumentos de tatuagem; e compartilhamento de agulha para uso de drogas e de objetos de uso pessoal, como lâminas para barbear ou para depilar.

O termo hepatite significa “inflamação no fígado” e sua progressão pode levar décadas até se tornar grave, causando cirrose ou câncer hepático. Por ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas, a maioria dos portadores só percebe que tem o vírus após anos de infecção. Razão pela qual a hepatite C é conhecida como “epidemia silenciosa”.

Não existe vacina contra a doença, mas sim tratamentos para controlar a multiplicação do vírus. O primeiro medicamento com eficácia utilizado para tratar a doença foi o interferon convencional, aplicado por meio de injeções subcutâneas e com propriedades imunoestimuladoras, que induzem o sistema imunológico a combater o vírus.

Com o avanço no desenvolvimento de novos medicamentos, surgiu o interferon peguilado, que apresenta várias vantagens, como maior simplicidade na aplicação (pode ser aplicado só uma vez por semana, enquanto o interferon convencional exige três aplicações semanais) e maior potência. A adição de outra droga (a ribavirina) ao tratamento com interferon peguilado foi fundamental para a obtenção de bons resultados na cura da doença. A ribavirina auxilia no tratamento, tornando a resposta ao tratamento mais eficaz.​

Via H. S. Libanês

Obesidade e sedentarismo são “pratos cheios” para a síndrome metabólica

 

​​​​​Uma recente pesquisa da Universidade de Harvard, conduzida pelo pesquisador Hyun Joon Shin na Coreia do Sul e publicada no The Journal of Nutrition , revelou que mulheres que comiam macarrão instantâneo mais de duas vezes por semana tiveram um risco 68% maior de desenvolver síndrome metabólica. A descoberta reforça a ideia de que é importante consumir menos alimentos ricos em carboidratos de absorção rápida, afirma o dr. Sergio Ferreira de Oliveira, cardiologista do Sírio-Libanês.

Segundo explica o médico, a síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que, associados, aumentam a incidência de doença cardiovascular e diabetes. Ao consumir macarrão em excesso, assim como pão branco, massas, arroz e batata, a pessoa pode engordar e aumentar o risco de desenvolver a síndrome, que também tem como características a hipertensão, o aumento do colesterol ruim (LDL) e o desenvolvimento de resistência à insulina no organismo e, consequentemente, a intolerância à glicose.

Questionado sobre o aumento do nível de glicose no sangue a partir do uso de adoçantes artificiais, também revelado por um recente estudo, mas desta vez liderado pelo israelense Eran Elinav e publicado pela Nature , o dr. Oliveira afirma que o mais importante é manter-se saudável. “É difícil saber qual a dosagem máxima de adoçante para cada pessoa, mas consumir moderadamente não faz mal”, comenta. “Controlando sempre o peso e fazendo exercícios físicos, o adoçante será apenas um detalhe”, ressalta.

Para ele, a prevenção da síndrome metabólica deve começar na infância, substituindo, por exemplo, o videogame pelo esporte e o salgadinho pela fruta. “Como muitos pais não fazem esse tipo de incentivo, o ideal seria que a educação alimentar e a prática de exercícios físicos fossem também funções da escola”, sugere o especialista.

As primeiras recomendações médicas geralmente implicam a elaboração de um plano com mudanças no estilo de vida, pensando em hábitos alimentares e atividades físicas que se adaptem à rotina de cada paciente. Quando a patologia já estiver instalada,​ o tratamento medicamentoso pode prevenir complicações, como hipertensão arterial e dislipidemia.

Infográfico - Síndrome Metabólica

 

Mononucleose, “doença do beijo “

Transmitida pela saliva, a mononucleose, conhecida por “doença do beijo”, é comum na adolescência

Mononucleose comum na adolescência

Entre 90% e 95% dos indivíduos adultos já tiveram contato com o vírus Epstein-Barr (EBV), causador da mononucleose. Esse tipo de infecção com nome difícil é conhecida também por “doença do beijo”, um problema comum na adolescência.

“Como a principal via de transmissão do vírus da mononucleose é a saliva presente na orofaringe (região da língua, amígdalas e garganta), ela ficou conhecida como doença do beijo”, justifica o infectologista Otelo Rigato Junior, integrante do corpo clínico do Sírio-Libanês.

A maioria das pessoas que se infectam pelo EBV não desenvolve a doença, mas entre os que a desenvolvem, podem aparecer sintomas como febre, fadiga, dor de garganta, aumento no volume dos gânglios no pescoço e em outras partes do corpo e crescimento do baço. Frequentemente a infecção é acompanhada de vermelhidão no corpo, que se intensifica quando o paciente usa alguns tipos de antibióticos, imaginando-se tratar de um quadro de faringite bacteriana.

Apesar de quase sempre evoluir sem qualquer complicação, em alguns poucos casos a mononucleose pode provocar inflamações em outros órgãos do corpo, como a pleura, o coração e o pâncreas. A ruptura do baço, devido ao aumento rápido desse órgão durante a infecção aguda, é uma complicação também observada, mas em casos bem raros. Além disso, o EBV está associado ao desenvolvimento de certas neoplasias, sendo as mais frequentes o linfoma de Burkitt, a doença de Hodgkin e o câncer de nasofaringe, em função de sua capacidade de modificar o comportamento da célula, fazendo com que ela não pare de se replicar.

Segundo explica o dr. Rigato Junior, não existem medicamentos​ específicos contra a mononucleose. Os cuidados para quem desenvolve a doença são principalmente repouso e boa hidratação. Os remédios analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para aliviar alguns de seus sintomas, como inchaço da garganta e amígdalas.

As pessoas que já tiveram mononucleose ficam imunes à doença.

Fonte:Hospital Sírio-Libanês