Mononucleose, “doença do beijo “

Transmitida pela saliva, a mononucleose, conhecida por “doença do beijo”, é comum na adolescência

Mononucleose comum na adolescência

Entre 90% e 95% dos indivíduos adultos já tiveram contato com o vírus Epstein-Barr (EBV), causador da mononucleose. Esse tipo de infecção com nome difícil é conhecida também por “doença do beijo”, um problema comum na adolescência.

“Como a principal via de transmissão do vírus da mononucleose é a saliva presente na orofaringe (região da língua, amígdalas e garganta), ela ficou conhecida como doença do beijo”, justifica o infectologista Otelo Rigato Junior, integrante do corpo clínico do Sírio-Libanês.

A maioria das pessoas que se infectam pelo EBV não desenvolve a doença, mas entre os que a desenvolvem, podem aparecer sintomas como febre, fadiga, dor de garganta, aumento no volume dos gânglios no pescoço e em outras partes do corpo e crescimento do baço. Frequentemente a infecção é acompanhada de vermelhidão no corpo, que se intensifica quando o paciente usa alguns tipos de antibióticos, imaginando-se tratar de um quadro de faringite bacteriana.

Apesar de quase sempre evoluir sem qualquer complicação, em alguns poucos casos a mononucleose pode provocar inflamações em outros órgãos do corpo, como a pleura, o coração e o pâncreas. A ruptura do baço, devido ao aumento rápido desse órgão durante a infecção aguda, é uma complicação também observada, mas em casos bem raros. Além disso, o EBV está associado ao desenvolvimento de certas neoplasias, sendo as mais frequentes o linfoma de Burkitt, a doença de Hodgkin e o câncer de nasofaringe, em função de sua capacidade de modificar o comportamento da célula, fazendo com que ela não pare de se replicar.

Segundo explica o dr. Rigato Junior, não existem medicamentos​ específicos contra a mononucleose. Os cuidados para quem desenvolve a doença são principalmente repouso e boa hidratação. Os remédios analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para aliviar alguns de seus sintomas, como inchaço da garganta e amígdalas.

As pessoas que já tiveram mononucleose ficam imunes à doença.

Fonte:Hospital Sírio-Libanês