Obesidade e sedentarismo são “pratos cheios” para a síndrome metabólica

 

​​​​​Uma recente pesquisa da Universidade de Harvard, conduzida pelo pesquisador Hyun Joon Shin na Coreia do Sul e publicada no The Journal of Nutrition , revelou que mulheres que comiam macarrão instantâneo mais de duas vezes por semana tiveram um risco 68% maior de desenvolver síndrome metabólica. A descoberta reforça a ideia de que é importante consumir menos alimentos ricos em carboidratos de absorção rápida, afirma o dr. Sergio Ferreira de Oliveira, cardiologista do Sírio-Libanês.

Segundo explica o médico, a síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que, associados, aumentam a incidência de doença cardiovascular e diabetes. Ao consumir macarrão em excesso, assim como pão branco, massas, arroz e batata, a pessoa pode engordar e aumentar o risco de desenvolver a síndrome, que também tem como características a hipertensão, o aumento do colesterol ruim (LDL) e o desenvolvimento de resistência à insulina no organismo e, consequentemente, a intolerância à glicose.

Questionado sobre o aumento do nível de glicose no sangue a partir do uso de adoçantes artificiais, também revelado por um recente estudo, mas desta vez liderado pelo israelense Eran Elinav e publicado pela Nature , o dr. Oliveira afirma que o mais importante é manter-se saudável. “É difícil saber qual a dosagem máxima de adoçante para cada pessoa, mas consumir moderadamente não faz mal”, comenta. “Controlando sempre o peso e fazendo exercícios físicos, o adoçante será apenas um detalhe”, ressalta.

Para ele, a prevenção da síndrome metabólica deve começar na infância, substituindo, por exemplo, o videogame pelo esporte e o salgadinho pela fruta. “Como muitos pais não fazem esse tipo de incentivo, o ideal seria que a educação alimentar e a prática de exercícios físicos fossem também funções da escola”, sugere o especialista.

As primeiras recomendações médicas geralmente implicam a elaboração de um plano com mudanças no estilo de vida, pensando em hábitos alimentares e atividades físicas que se adaptem à rotina de cada paciente. Quando a patologia já estiver instalada,​ o tratamento medicamentoso pode prevenir complicações, como hipertensão arterial e dislipidemia.

Infográfico - Síndrome Metabólica