Cadeiras do dentista se aprimoraram nos anos 70

   Os primeiros tratamentos dentários eram feitos no chão e hoje confortáveis cadeiras seguem ergonomia que acomodam o paciente

  Foto:Sirona

Dizem que ir ao dentista é uma falta de prazer. O tratamento ainda oferecer dor. Porém, o avanço tecnológico tem diminuído esta dor.
Se voltarmos para séculos atrás notamos que o atendimento era feito em condições precárias.
O local onde era feito o tratamento dentário foi alvo de uma longa evolução. Nos primórdios, o “dentista” sentava-se no chão diante do paciente para realizar o tratamento. Os gregos criaram a primeira cadeira para fins cirúrgicos. A definição de consultório odontológico surgiu através de Pierre Fuchard, considerado o “pai da odontologia moderna”. Em Paris, a partir de 1719, ele passou a colocar o paciente em uma cadeira com um encosto almofadado. Na época, o dentista é quem ia atrás do paciente e não vice-versa.
A cadeira odontológica mais antiga que se tem conhecimento foi utilizada por Josiah Flagg nos Estados Unidos entre 1790 e 1812. Era de nogueira, possuía um almofadado para a cabeça e apoio para os braços. A cadeira era sempre colocada próxima a uma janela pois o tratamento era feito com a luz natural.
Nos anos de 1930 surge a industrialização das cadeiras odontológicas, próximas aos padrões atuais.
Nos anos 70 ela toma o formato atual, com mesas e aparelhos auxiliares. Atualmente, as cadeiras seguem a ergonomia do paciente, dando-lhe comodidade e facilitando os diversos ângulos que o dentista precisa para a realização dos procedimentos.

Fotos : Reprodução Catálogo Geral S. S. White 1929

Cadeira portátil de fácil montagem e acoplada a uma caixa com a qual era transportada ao lugar “onde o paciente estava”. Utilizada entre 1885 a 1930

 

O “motorzinho” ou trépano a pedal. O da reprodução é de 1929 mas ele existida desde o início da década de 1760. Um dentista pedalava igual a uma máquina de costura e outro aplicava o “motorzinho” no dente cariado. Devido à trepidação, o paciente sempre tinha seu dente aberto mais que o necessário


Embora pareça que o paciente está preso, as cintas no tórax, no abdômen e nas pernas serviam para sua segurança, evitando o deslizamento do corpo. A cadeira é da década de 1920, menos anatômica que as atuais, lembrando bem uma cadeira de barbeiro.

Fonte :APCD Piracicaba

Respirar pela Boca é Hábito que Traz Malefícios às Crianças

Baixo rendimento escolar, problemas de crescimento, dificuldades de mastigação e infecções respiratórias estão na lista de transtornos.

Respirar pela boca na infância causa uma série de malefícios ao organismo e o problema, de acordo com os pediatras, é que o hábito nem sempre é notado pelos pais. Cerca de 30% das crianças em idade pré-escolar sofrem com a síndrome da respiração bucal (SRB), transtorno responsável não somente por noites mal-dormidas, como pelo baixo desempenho escolar, problemas de crescimento e de postura, dificuldade de deglutição, mastigação e oclusão, além de apresentarem maior chance de desenvolvimento de infecções respiratórias.

De acordo com o otorrinolaringologista Fabrizio Romano, do Hospital Infantil Sabará, quando os pequenos respiram pela boca, o cérebro recebe menor quantidade de oxigênio, o que prejudica a capacidade de atenção e consequentemente o rendimento escolar. “Além disso, o nariz funciona como um filtro de ar. Ao respirar pela boca, todas as impurezas, como vírus e bactérias, penetram mais facilmente no nosso organismo”, alerta o especialista.

“Em alguns casos, os pais podem notar a respiração bucal já nos primeiros dias de vida. Quando o diagnóstico e o tratamento acontecem precocemente, os riscos de seqüelas são menores. É importante enfatizar que o certo é sempre respirar pelo nariz”, destaca Romano.

Como é possível identificar a respiração pela boca?

Crianças com SRB, segundo o especialista, costumam ficar com a boca aberta por tempo prolongado e dormem com ela assim. Além disso, elas roncam com mais facilidade, babam durante o sono, têm dificuldade na hora de se alimentar, possuem respiração barulhenta, tendem a ter a arcada dentária superior para frente e a posterior para trás, apresentam boca ressecada, rosto alongado, cabeça, ombros e braços projetados para frente.

As causas por trás da SRB podem ser orgânicas, quando ocorre desvio de septo ou aumento da adenóide – tecido que reveste as cavidades nasais ou amígdalas – tecido linfóide situado à entrada da garganta. E também são funcionais, quando as alergias são responsáveis pela obstrução do nariz e fazem com que respiremos pela boca.

O tratamento para a SRB, segundo o médico, depende da causa, mas costuma ser feito por um time de especialistas: pediatra, otorrino, alergista, fonoaudiologista e ortodontista. Em alguns, pode ser necessário operar a adenóide. A solução ainda pode estar no uso do aparelho ortodôntico. O acompanhamento com a fonoaudióloga é outra opção para tratar o transtorno.

1. Há algum número mostrando a porcentagem das crianças que respiram pela boca?

A rinite alérgica chega a acometer cerca de 20 a 30% das crianças e quando os sintomas são persistentes, pode ocorrer a síndrome da respiração bucal. A SRB é um dos problemas mais comuns em crianças pré-escolares.

2. Quando é possível identificar o problema? Quando ainda são bebês? Quais os sintomas para que os pais possam identificar o distúrbio?

Existem casos em que a respiração bucal aparece desde o nascimento, às vezes nos primeiros anos de vida. Os sinais que os pais devem observar são: dormir de boca aberta, roncar. Dificuldade para se alimentar.

3. É verdade que é difícil e leva tempo para os pais perceberam que os filhos só respiram pela boca?

Às vezes o quadro se instala lentamente, e os pais acham aquilo normal. É importante enfatizar que o certo é sempre respirar pelo nariz.

4. Por que isso acontece? Quais as razões para que as pessoas respirem pela boca?

Nos recém nascidos, atresia de coanas. Nas crianças pré-escolares as principais razões são os quadros alérgicos, principalmente rinites e a hipertrofia de adenóides. Nos adultos, desvios de septo e pólipos no nariz.

5. É correto afirmar que crianças que respiram pela boca têm mais chances de desenvolver infecções respiratórias ou alergias (rinite, asma, sinusite)? Por quê?

Infecções sim, o nariz funciona como um filtro do ar que respiramos, quando se respira pela boca, todas as impurezas do ar, inclusive vírus e bactérias penetram mais facilmente no nosso organismo. Em relação às alergias é ao contrário, são elas que podem causar a SRB.

6. O fato de respirar pela boca pode ser uma das causas da alergia ou somente pode agravar o problema?

É ao contrário, as alergias causam obstrução do nariz e fazem a criança respirar pela boca.

7. Sei que crianças que respiram pela boca costumam apresentar feições específicas, quais são elas?

Crianças que passam anos respirando pela boca começam a ter alterações nos dentes, que se projetam para frente, o pálato (céu da boca) fica mais alto e o rosto se alonga. É a chamada face adenoideana.

8. Qual o tratamento para este tipo de problema? Com otorrino e fono?

O tratamento depende da causa do problema, mas normalmente envolve o otorrino, o alergista, a fono e o ortodontista.

9. A adenóide tem alguma relação com o problema?

É uma das causas mais comuns. Todas as crianças têm adenóides, que se localiza na parte posterior do nariz. Quando elas estão muito grandes, eles impedem a passagem de ar causando obstrução nasal, roncos, respiração bucal e infecções como sinusites e otites.

10. É verdade que o diagnóstico deve ser feito o quanto antes possível para evitar complicações? Quais são essas complicações?

Quanto antes o diagnóstico e o tratamento, menor o risco de sequelas como as alterações dos dentes e da face, problemas auditivos e dificuldades de aprendizagem e rendimento escolar.

Respirar pela boca é hábito que traz malefícios às crianças

Conheça a origem do fio dental

O inventor do fio dental, produto que juntamente com a escova de dente é indispensável para nossa saúde bucal, foi um dentista de Nova Orleans, Levi Spear Parmly, em 1815. Este começou a recomendar a seus pacientes que utilizassem seu próprio fio dental, feito de seda.

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No entanto, Parmly recomendava o uso de sua invenção apenas a seus pacientes, em pequena escala. A produção em larga escala do fio dental se iniciou com a empresa Codman & Shurtleft, em 1882. Contudo, foi a Johnson & Johnson que obteve a primeira patente do fio dental, em 1898.

Até então, o produto era de seda, diferentemente do fio dental que conhecemos hoje em dia. O fio de nylon foi desenvolvido por Charles C. Bass, o qual o melhorou bastante, aumentando sua elasticidade e principalmente sua resistência. O fio dental é tão importante para a higiene bucal pelo fato de poder eliminar certos resíduos de alimentos e placas bacterianas entre os dentes que as escovas não conseguem.

Via História de tudo

Como era a escova de dentes mais antiga de que se tem notícia?

A Origem da Escova de Dentes

A escova mais antiga de que se tem notícia foi encontrada numa tumba egípcia de 3 mil anos a.C.Era um pequeno ramo com ponta desfiada até chegar às fibras, que eram esfregadas contra os dentes.
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Segundo relatos encontrados em diversas enciclopédias e livros de história, o ato de limpar os dentes é algo tão antigo quanto à própria civilização. Varas de Mascar que faziam o papel de escova de dente foram descobertas na Babilônia por volta de 3500 anos a.C. Modo de uso: Uma das extremidades do palito era usada para mastigar, enquanto a outra era fina e pontiaguda, sendo usada para palitar os dentes, como nos dias de hoje. A madeira era mastigada até que suas fibras ganhassem a forma de uma escova ajudando a limpar os dentes e retirar os resíduos dos alimentos. Os povos mais antigos já viam a necessidade de fazer uma higiene bocal, pois se sentiam incomodados com os odores produzidos por uma falta de escovação. Os assírios, uma nação de guerreiros, já tentavam resolver o problema usando o dedo para limpar os dentes. Outras culturas buscaram hastes, madeiras, ervas e misturas que pudessem superar os incômodos que a sujeira e o mau hálito sempre causavam. O primeiro indicio de uso da escova de dentes foi encontrada numa tumba(caixão) a mais de 5 mil anos. Na realidade era um ramo pequeno de planta que foi desfiado até as fibras aparecerem. Modo de uso: eram esfregadas aos dentes com água. Por volta do século IV a.C., o médico grego Diocles de Caristo receitava aos seus pacientes explorarem os poderes aromáticos que as folhas de hortelã produziam quando esfregadas nos dentes e nas gengivas. Entre os romanos era constante o uso de uma mistura com areia, ervas e cinzas de ossos e dentes de animais. O lugar da higiene bucal era tão expressivo entre os patrícios romanos que se davam ao luxo de terem escravos para realizar esta única tarefa. Chegando ao século XVIII, um prisioneiro britânico chamado William Addis teve a brilhante idéia de desenvolver a primeira versão moderna de escova de dente. Primeiramente, ele guardou um pedaço de osso animal de sua refeição diária. Realizou pequenos furos em uma de suas pontas e conseguiu algumas cerdas com um carcereiro. Amarrando as cerdas em feixes minúsculos e fixando-as com cola nos buracos do osso, ele desenvolveu a tecnologia fundamental do invento.

A primeira escova de dentes de cerdas foi inventado na China datada de 1498, mas suas cerdas eram feitas com pêlos de porco. Além de ser um artefato muito caro, a escova chinesa acabava prejudicando seus usuários na medida em que as cerdas de origem animal mofavam e, por isso, deixam toda a cavidade bucal exposta ao ataque de fungos. Mais tarde, estes foram substituídos por pêlos de cavalo (contudo os pelos eram rígidos e rasgavam a gengiva). Após, foi trazida a Europa por comerciantes.

No século XX, vários estudiosos passaram a observar detalhadamente os elementos constituintes da várias escovas disponíveis no mercado. A anatomia do cabo, a disposição dos feixes, o processo de desgaste foram sistematicamente analisados para que o instrumento fosse aprimorado.

A escova de dentes mais antiga da Europa, que data de 1713 é feita de osso e foi descoberta durante escavações arqueológicas em um antigo hospital municipal de Minden, na Alemanha. Os 19 buracos destinados a inserir os pêlos de porco que funcionavam como cerdas são visíveis ainda hoje. Nos fins da década de 1930, a utilização do náilon permitiu que as escovas realizassem a limpeza dos dentes sem que as gengivas sofressem grandes agressões. O Nylon e a Evolução do Produto Em 28 de fevereiro de 1935, após dezenas de experiências fracassadas, Wallace Hume Carothers, chefe do setor de Química Orgânica da DuPont de Nemours em Delaware, criou uma escova de Nylon. Através de acordo com a concessionária da DuPont no Reino Unido, a ICI passou a produzir em 1939 os fios sintéticos para a Wisdom, que lançou o produto apoiado por uma grande campanha publicitária na Europa. Essa mudança ajudou a criar uma nova tendência para a história das escovas de dente, expandindo o uso do produto para diversos segmentos da sociedade. Em 1938, a DuPont desenvolveu as cerdas de náilon, usadas hoje em dia. DuPont é uma empresa química. Sua sede em Wilmington, no estado do Delaware. Foi fundada em julho de 1802, pelo francês Eleuthère Irénée du Pont, como uma fábrica de pólvora. Na Europa Medieval, o cuidado com os dentes já desfrutava de avanços consideráveis, tendo em vista o grau de elaboração das pastas dentárias. Entretanto, a cura do mau hálito era medicada com um asqueroso bochecho de urina. Nessa mesma época, o profeta árabe Maomé (570-633) recomendava aos seguidores do islamismo a utilização de uma haste de madeira aromática que, se esfregada várias vezes ao dia, poderia limpar e clarear os dentes. Escova de Dente Elétrica Por volta de 1880, Dr. Scott anunciou a venda da primeira escova de dente elétrica no mercado. Embora, não houvesse realmente eletricidade envolvida no processo de uso do produto, Dr. Scott pregava que sua escova continha uma pequena haste de ferro magnetizada dentro do cabo, que ajudava a carregar continuamente as cerdas com correntes eletromagnéticas que agiam sobre a gengiva, células do nervo e raiz dos dentes, revigorando cada parte da arcada dentária. Essa reivindicação era também feita para seus outros produtos, como: escovas de cabelo, escovas elétricas carne elétrica e espartilhos elétricos. Anúncios de suas escovas de dente elétricas apareceram na Weekly Harper em 1884. Sua invenção recebeu honrarias da comunidade médica e membros do governo britânico.

Atualmente, cores, formas e tecnologias transformaram o mercado de escovas de dente em uma grande incógnita. Entre tantas opções, muitas pessoas não sabem distinguir qual tipo de escova atende a uma boa higiene bucal. Geralmente, os dentistas aconselham o uso de uma escova que não seja muito grande, possua cerdas macias e que seja regularmente trocada (de três em três meses).

Referências: http://www.brasilescola.com/curiosidades/historia-da-escova-de-dente.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Escova_de_dentes http://professorarturreis.blogspot.com.br/2012/08/a-historia-da-escova-de-dente.html