Tire suas dúvidas sobre os adoçantes

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Dúvidas sobre qual adoçante escolher e seu benefício em relação ao açúcar são comuns para quem quer emagrecer ou tem restrições alimentares.
A nutricionista Nairana Borim, do Centro de Nutrição do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esclarece algumas informações sobre o assunto.

Qual é a principal diferença entre o açúcar e o adoçante?

O açúcar refinado é obtido principalmente da cana de açúcar. No processo de refinamento, há a remoção dos nutrientes contidos na cana, por isso, ele é rapidamente digerido, o que provoca o aumento dos níveis de glicose. O açúcar mascavo e o orgânico são mais saudáveis do ponto de vista nutricional, por conterem mais nutrientes, pois são menos refinados, mas também provocam oscilações na glicose e favorecem o ganho de peso. Já os adoçantes são edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor doce. Possuem poder adoçante geralmente muito maior que o açúcar produzido da cana-de-açúcar.

Quais são os tipos mais comuns de adoçantes e qual é a maneira correta de utilizá-los?

Existem dois tipos de adoçantes: os naturais, extraídos de vegetais e frutas, e os artificiais, produzidos em laboratório.

Naturais:

 – Esteviosídeo (ou Stévia) e Sucralose: Não apresentam contra indicação. São estáveis sob altas temperaturas, sendo utilizados em preparações destinadas ao cozimento ou como adoçante de mesa.
– Agave: Não apresenta contra indicações. É um produto novo, originário de um tipo de cactos com origem mexicana. É fonte de minerais, como ferro, cálcio, potássio e magnésio, e apresenta baixo índice glicêmico, o que permite sua utilização para portadores de Diabetes sob orientação médica ou nutricional. É estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento ou como adoçante de mesa.

Artificiais:

– Sacarina e Ciclamato: São estáveis sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento. Não devem ser utilizados por pacientes hipertensos ou que tenham tendência à retenção de líquidos devido ao sódio. Como adoçante de mesa, geralmente apresenta-se misturado a outros componentes para diminuir o sabor residual da sacarina.

– Aspartame: Sensível ao calor, perde seu poder adoçante em altas temperaturas e pode ser usado como adoçante de mesa. É contra indicado para portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.
– Acesulfame de potássio: É estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas ao cozimento, pode ser usado como adoçante de mesa.
 Para quem busca o emagrecimento, qual é o mais recomendável?
 O ideal para qualquer pessoa, buscando o emagrecimento ou não, é que prove o leite, café, suco ou outra bebida antes de adoçar. Aos poucos, o paladar se acostuma com o verdadeiro sabor dos alimentos e o uso de qualquer produto adoçante passa a ser dispensável. Mas, caso a pessoa não se adapte, sob a orientação de um médico ou nutricionista, pode-se fazer uso dos adoçantes. Outra opção é a do açúcar light, uma mistura de açúcar refinado com adoçante, que apresenta maior poder adoçante, com menos calorias e sem gosto residual. Contudo, este deve ser evitado por diabéticos, pois possui sacarose em sua composição.
 Quais são os efeitos colaterais dos adoçantes?
 O aspartame pode provocar efeitos colaterais, como dor de cabeça e alterações de humor. Além disso, o produto final de sua metabolização é o metanol, que é tóxico ao fígado. Como mencionado anteriormente, é contra indicado para pacientes portadores de fenilcetonúria e grávidas.
O ciclamato e a sacarina têm sódio na composição, o que não é indicado para quem tem pressão alta e nem para pessoas com tendência a retenção de líquidos.
 Quem deve ingeri-los e quem deve evitá-los?
 Somente o médico ou nutricionista, após avaliar individualmente o paciente, pode dizer quem deve ingerir ou evitar os adoçantes. Principalmente, crianças, gestantes e pessoas com alguma patologia devem utilizar os adoçantes sob orientação.

Veja as dicas de uma nutricionista bastante conceituada

Adoro Sorrir entrevista uma das grandes nutricionistas do Brasil.

Por Maria Helena Leite

Dra Gisela Savioli fala sobre nutrição e saúde – tema de interesse aos dentistas e pacientes.

Saber transformar alimentação em prazer imediato parece fácil. Transformar o hábito alimentar em uma rotina prazerosa e saudável é algo mais importante. As pessoas começam a entender que uma rotina alimentar saudável exige bom senso e orientação.

Mango sweet, spicy, 107 calories in a cup, good for vitamins C, A, and others

Preocupado com essa questão, o ADORO SORRIR foi conhecer as opiniões e sugestões dessa grande e experiente nutricionista – Dra Gisela Palumbo Comarovschi Savioli, que é integrante da Association Médicale Internationale de Lourdes e que já respondeu pelo cardápio de gente muito importante – como o do Papa Bento XVI – em sua passagem pelas terras brasileiras.

A clareza de suas idéias e dos seus ensinamentos atinge uma grande audiência, nas suas entrevistas e bate – papos pelo rádio. 

ADORO SORRIR: Dra Gisela, na sua opinião é possível conciliar a alimentação saudável com o prazer em comer bem?

Dra Gisela:Não tenho dúvidas que sim. Especialmente se não nos tornarmos reféns das armadilhas de alguns alimentos e padrões inadequados. O alimento deve ser fonte de energia, conforto e bem  estar .Esse é o seu verdadeiro benefício.

ADORO SORRIR: A Odontologia vem unindo esforços com o segmento da nutrição e avaliando os efeitos benéficos de alguns ingredientes e alimentos para a saúde bucal e geral. Neste sentido o leite tornou-se uma grande dúvida para os profissionais do segmento. Apesar de parecer uma fonte vital à reposição de cálcio, nesta forma pasteurizada, ele funciona como um alimento adequado?Quais seriam as outras alternativas?

Dra Gisela: como nutricionista funcional, não sou a favor do consumo de leite de vaca pelos seres humanos, afinal somos os únicos mamíferos que continuam mamando depois de ter dentes… E ainda por cima, consumimos leite de outra espécie. O leite que devemos consumir é apenas o materno e mesmo assim por um período determinado. O cálcio que tanto preocupa a população, principalmente feminina, pode vir de várias outras fontes, pois não basta ingerir cálcio. Precisamos consumi-lo junto com magnésio na proporção de 2:1, vitamina D e mais 23 nutrientes para que ele seja adequadamente utilizado no nosso corpo. Outro dado importante é não criar situações de perda desse cálcio como uso abusivo de cafeína e refrigerantes ou também consumo excessivo de proteínas de origem animal. Uma excelente forma de consumir cálcio e magnésio na proporção adequada é o utilizando folhas verdes escuras. Afinal de onde a vaca consegue o cálcio que ela depois disponibiliza no leite?

ADORO SORRIR: Alguns alimentos ricos em antioxidantes estão fazendo sucesso no nosso segmento. Um estudo publicado pelo Journal of Periodontology (Link para acesso: http://www.joponline.org/doi/abs/10.1902/jop.2009.080510 ), sugere que o chá – verde pode atuar como um agente de apoio a prevenção das doenças periodontais (ou das gengivas e do osso que reveste a nossa dentição). Qual a sua opinião sobre este alimento?

Dra Gisela: As catequinas presentes no chá verde (Camelia Sinensis) e que lhe conferem o gosto caracteristicos são execelentes antioxidantes e de fato tem vários trabalhos mostrando os benefícios para saúde bucal. Isso me faz lembrar o velho hábito oriental de bochechar o chá verde logo após as refeições. Único detalhe que devemos observar é que o chá verde acaba tingindo os dentes.

Uma solução é o consumo dele em temperatura ambiente usando um canudinho. Ou então, fazer uso do chá branco que possui até mais antioxidantes que o chá verde, mas é mais caro.

ADORO SORRIR: Um dos graves problemas na orientação odontológica ocorre quando nos deparamos com pacientes submetidos a uma situação de “secura bucal”. Atualmente mais de 1800 medicamentos (listados pela ANVISA) podem provocar este sintoma e, ao mesmo tempo, serem indispensáveis a rotina de vida de alguns pacientes. Quais as orientações nutricionais que podem auxiliar este quadro e cooperar para o bem estar destes pacientes?

Dra Gisela: De uma forma geral as pessoas se hidratam de forma inadequada.Cheguei a conclusão nesses anos de prática clínica que o melhor é o próprio paciente monitorar a cor da sua urina, ao invés de insistir para que ele tome mais água. A secura bucal prejudica muito as papilas gustativas que são responsáveis pelo reconhecimento dos sabores. Muitas vezes os pacientes que fazem uso de medicamentos são hipertensos ou diabéticos e essa secura bucal prejudica ainda mais o paciente que precisa fazer restrição de sal e açúcar. Uma das recomendações é fazer bochechos para aqueles que tem restrição hídrica, ou chupar gelo que peço para fazer com folhas de hortelã, pois a menta ajuda bastante.

ADORO SORRIR: Em seu livro Tudo Posso, mas nem tudo me convém – da Edições Loyola- a Dra. aborda, entre outros temas, a questão da nutrição subclínica. Gostariamos que explicasse melhor, aos nossos seguidores, o que isso significa e que reflexos pode trazer a saúde do corpo. Existe algum relato ou sintoma bucal perceptível nestes casos – que permita ao dentista colaborar com o encaminhamento desses pacientes?

Dra Gisela: Excelente pergunta. Na anamnese de uma consulta os sinais e sintomas são muito importantes, pois são através deles que notamos as carências nutricionais, ou até os excessos, pois em ambos os casos são prejudiciais para saúde. Hoje as pessoas não estão mais se alimentando de forma adequada. Comem alimentos que parecem comida, tem gosto de comida, mas na realidade são alimentos industrializados praticamente isentos de nutrientes, porém lotados de corantes, conservantes e inúmeras substâncias que para serem eliminadas do organismo vão depletar ainda mais nutrientes. Hoje ninguém mais janta. Toma-se lanche! Resultado de tudo isso são pessoas mal nutridas apresentando sobrepeso e obesidade. Gengivas que sangram, mal hálito e o aspecto da língua podem ser grandes indícios de falta de nutrientes importantes.

ADORO SORRIR: Quantas vezes ao dia as pessoas devem usufruir da alimentação? Qual a sua opinião sobre o açúcar refinado? Como entende as alternativas a ele? Gostaríamos de saber se “os adoçantes são nossos amigos”?

Dra Gisela: O ideal é não ficar mais de duas horas e meia, máximo três horas sem comer. Mais tempo em jejum faz nosso organismo entrar em estresse e produzir cortisol que vai resultar em perda de massa muscular para manter seu organismo funcionando adequadamente. O açúcar é o grande vilão da nossa civilização. Qualquer tipo de açúcar. Atualmente o único adoçante que recomendo é a base de estevia. Mas temos que lembrar que não enganamos nosso corpo. Hoje sabemos que nossa lingua tem receptores sofisticadissimos que se comunicam não apenas com o cérebro mas com o intestino também. Toda vez que você sente o gosto doce, seu corpo fica esperando a glicose para ser absorvida no intestino e se ela não aparece, pois você consumiu refrigerante lotado de adoçante, não se preocupe, pois seu intestino vai dar um jeito de abrir mais comportas para absorver mais glicose. Por isso que há algum tempo apareceu o comentário na mídia que adoçante engordava. Lembra?

Stevia Adoçante Natural

ADORO SORRIR: Quais as dicas para despertarmos hábitos alimentares saudáveis nas crianças? Quais os alimentos que nunca podem faltar a nossa mesa?

Dra Gisela: As crianças tem como modelo seus pais. De nada adianta falar para criança comer frutas e verduras se os pais não comem. O exemplo é a melhor referência. E a grande dica é voltarmos a comer como no tempo da vovó… Muito legume, frutas e verduras, ovos, arroz, feijão, enfim COMIDA de verdade. E não trocar refeição por lanches.

ADORO SORRIR: Para finalizar quando devemos recorrer ao profissional da nutrição?

Dra Gisela: Sempre! Se doente, para uma melhor recuperação e restauração. Se saudável para continuar com saúde e qualidade de vida. Gosto de lembrar que somos credores ou devedores de nós mesmos no futuro e a alimentação é uma grande oportunidade para colocar saúde ou não, pelo menos três vezes ao dia no seu corpo. Lembre-se que genética conta 20% e que estilo de vida 80%. E aqui você é quem comanda. É o famoso livre-arbítrio.

Você sabia que algumas doenças e infecções causam alterações na boca?

doencas

Já parou para pensar que alguns dos problemas que você está tendo na sua boca podem ser sintomas de outras doenças?

Muitos males não necessariamente relacionados à sua saúde bucal podem se manifestar ali, e uma visita ao seu dentista pode ser o suficiente para te indicar um problema mais grave por trás de uma simples halitose, por exemplo.

Continue lendo e conheça algumas das doenças cujos sintomas na sua boca podem ser a ponta do iceberg:

Hepatite

Para quem não sabe, a hepatite é uma infecção no fígado que pode ser causada pelo consumo excessivo de álcool ou alguns medicamentos e drogas. Existem três tipos de hepatite, A, B e C. Os sintomas da doença que podem aparecer na boca são:

  • Gosto amargo;
  • halitose (mau hálito);
  • lesões;
  • e palidez no palato e na região que fica embaixo da língua.

HPV (Papilomavírus)

Essa é uma doença sexualmente transmissível que causa lesões na boca e nas regiões genitais e anal. O perigo aqui reside no fato de que o HPV, quando descontrolado, pode formar tumores malignos e desenvolver câncer no colo de útero ou peniano.

A boa notícia é que a doença apresentar lesões na boca facilmente identificáveis pelo odontologista: são feridas em um formato que lembra uma couve-flor na parte interior da boca.

Bulimia nervosa

Esse é um transtorno alimentar que atinge principalmente mulheres e adolescentes. Normalmente, ele é característico de pessoas que cuidam muito da própria aparência e forma física e, por isso, sentem-se culpadas quando fogem da dieta, provocando o vômito intencionalmente para eliminar as calorias ingeridas.

E é justamente isso que causa os sintomas da bulimia que podem ser percebidos na boca: ao provocar o vômito o ácido clorídrico passa com o alimento que já estava no estômago, causando destruição dos tecidos dentários e lesões na mucosa bucal.

Câncer de boca

Muitas pessoas acreditam que qualquer tipo de câncer causa feridas na boca, entretanto, na verdade, não existe nenhuma relação cientificamente comprovada entre o câncer e o surgimento de lesões orais, a não ser no caso do câncer bucal.

Outras feridas podem ser efeitos colaterais da quimio ou radioterapia.

HIV

A Síndrome da Imunodeficência Adquirida, mais conhecida como AIDS, é uma doença que fragiliza drasticamente o sistema imunológico, deixando o paciente muito vulnerável à ação de vírus e bactérias. Dessa forma, é possível que quem tem AIDS sofra com lesões na mucosa interna das bochechas, língua e gengivas, além de ficar suscetível ao aparecimento de um tipo de câncer denominado Sarcoma, que é causado pelo Herpesvírus tipo 8.

Esse tipo de câncer se apresenta no palato e na gengiva, em forma de nódulos de coloração avermelhada e que sangram com facilidade. Esse é um dos principais indícios de que o paciente possa estar infectado pelo HIV, e a identificação desse sintoma pelo odontologista é essencial para o tratamento precoce da doença.

Diabetes

Diminuição da saliva e alteração na coloração do esmalte dos dentes são alguns sinais de que o paciente pode estar com diabetes. Porém, o sinal mais evidente é o hálito, que se torna adocicado. Ao notar esse sintoma o dentista deve encaminhar o paciente ao médico para que possa se confirmar o diagnóstico.

Osteoporose

Por ser uma doença que provoca a diminuição da massa óssea, um dos sintomas da osteoporose é o aumento de fraturas dentárias e o surgimento de doenças periodontais que causam perda de tecido ósseo. Também pode ocorrer a dificuldade na adaptação ao uso de próteses dentárias.

Infarto do miocárdio

Embora não apresente lesões na boca, um dos principais sintomas do infarto é uma dor muito forte na mandíbula, que geralmente não passa com anestesia.

Descobrir uma doença grave como as mencionadas acima não é nada agradável, mas um diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura e de controle do problema, podendo melhorar muito a qualidade de vida do paciente após o tratamento.

Via TePe

 

Escova dental é a melhor criação de todos os tempos

O resultado da pesquisa divulgada em janeiro passado pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) – nos Estados Unidos – é surpreendente! Os pesquisadores apresentaram uma lista de cinco invenções, para que os entrevistados indicassem qual é a mais importante. Em primeiro lugar, quem diria, ficou um dos inventos mais simples da história: a escova de dentes!
A escova ficou adiante do automóvel, do computador, do celular e do micro-ondas, demais itens apresentados na pesquisa que utilizou a forma induzida para ouvir as pessoas.
Um porta-voz do instituto disse que a pesquisa prova que as coisas simples são mais importantes.

A maior invenção de todos os tempos

A escova de dentes ganhou até do celular como objeto que as pessoas não conseguem viver sem

escova de dentes
Em uma pesquisa realizada há alguns anos sobre invenção e inovação, o MIT – Massachusetts Institute of Technology perguntou a 1.400 americanos, entre adultos e adolescentes, qual dentre cinco grandes invenções eles não poderiam viver sem. Sabe quem ganhou: a escova de dentes.

Ela bateu o carro, o micro-ondas, o computador e, imaginem, até o celular. Você deve pensar que é brincadeira, mas não é. Uma das razões explicadas pelos pesquisadores para tal fato foi de que: “as grandes invenções não precisariam ser necessariamente complexas”.


A primeira escova de dentes oficialmente apresentada foi fabricada por um imperador chinês em 1498 e tinha pelos de porco. Em 1938, a DuPont desenvolveu as escovas de nylon, usadas até hoje. A escova de dente também representa uma evolução da civilização e veio para compensar as mazelas de uma alimentação rica em açúcares e responsável direta pela perda dos dentes.

Ela é a principal, mas não a única, ferramenta para a eliminação da placa bacteriana (biofilme), que fica grudada nos dentes e é a causa principal das cáries e das doenças da gengiva. A placa bacteriana tem uma ligação física (força eletrostática) com o dente e precisa de outra ação física (força dinâmica) para ser removida. Isso tem um significado importantíssimo, porque a manutenção da saúde bucal implica diretamente na boa qualidade dos dentes que vão repercutir na mastigação, fonação, estética facial e, convenhamos, não é pouco.

As escovas são encontradas em quantidade no mercado, com as mais variadas formas, cores, tamanhos e modelos. Algumas com ótima qualidade e outras mais inferiores (não duram mais do que três dias) que, mesmo assim, ainda são melhores de usar do que deixar de usar.

Para as crianças, as escovas devem ser sempre pequenas e macias. Existem até divisões entre as escovas infantis: para o bebê de 0-2 anos, para crianças pequenas de 2-5 anos e para crianças em fase escolar, que já podem ser um pouco maiores, mas ainda assim infantis, obrigatoriamente macias. As escovas médias e duras também são ótimas, mas para engraxar sapatos.

Gosto muito das escovas motivacionais, pois elas ajudam a incentivar o hábito e são bonitas, podem ter os personagens preferidos, o símbolo do time do coração, com cheirinho e formatos inovadores. Entre as escovas manuais e elétricas, alguns estudos dizem que a elétrica apresenta certas vantagens na remoção da placa, mas o custo e a pouca praticidade, às vezes, atrapalham.

Desde pequena, a criança deve ser incentivada a usar a escova (falaremos do creme dental em outro post), mesmo sem nenhuma técnica correta. Ela vai se acostumar com a empunhadura, a necessidade da prática diária, vai criando o hábito, assim como tomar banho regularmente. Porém, é imprescindível que os pais escovem os dentes das crianças todos os dias para uma melhor remoção da placa bacteriana. Quando me perguntam até que idade, respondo: até que idade você vai acompanhar seu filho para ele atravessar a rua?

Mesmo os adolescentes que já deveriam estar responsáveis pela higiene pessoal, a cobrança da higienização bucal é necessária, afinal, eles estão tão ocupados com escola, cursos, livros para estudar, computadores, videogames, celulares, televisão que faz da higiene bucal, muito provavelmente, uma dentre as últimas prioridades da moçada.

A escova deve ser trocada a cada 2 ou 3 meses, dependendo do uso, mas muitas crianças pequenas que “mastigam” as escovas necessitam trocas mais constantes. Dou a sugestão para os pais dos meus pacientinhos para que eles sempre tenham duas escovas, aquela que a criança usa e abusa, e a que realmente vai escovar os dentes. Sugiro ainda mais, devido ao custo-benefício ser tão espetacular, que se tenha sempre mais delas, na mochila da escola, nas bolsas dos papais e das mamães, na casa da vovó, no nécessaire de viagem. Ou seja, não tem como haver desculpas para não escovar os dentes. Àquela brincadeira de passar o creme dental no dedo e brincar de escovar é apenas uma brincadeira.

Mas, acreditem, escovar os dentes é muito bom, é lúdico, desenvolve atividades motoras nas crianças, traz benefícios reais de saúde, economia, além de produzir sorrisos lindos. Escovar os dentes é contagioso. Portanto, provoque essa epidemia.

Fonte:José Reinaldo Figueiredo-Hospital Sabará

As mudanças na boca podem estar relacionadas à menopausa

As mulheres podem sofrer muitas alterações corporais durante a menopausa, e algumas dessas mudanças acontecem na boca, onde as variações hormonais podem levar a sintomas orais desfavoráveis.

A menopausa, que sinaliza o fim da fertilidade feminina, é uma parte normal do processo de envelhecimento. As mulheres que passam pela menopausa devem discutir quaisquer alterações bucais com seus dentistas, uma vez que as variações hormonais da menopausa podem ser responsáveis por alguns desses sintomas, ao passo que outros fatores podem contribuir ou causá-los.

Aqui apresentamos algumas alterações e possíveis problemas bucais que podem estar associados à menopausa:

  • Síndrome da boca ardente. Alteração hormonal que causa dor intensa e pode afetar a língua, lábios, palato, gengivas e áreas de suporte da dentadura.
  • Boca seca. A diminuição de estrogênio pode causar secura na boca.
  • Alterações na mucosa. Gengiva pode sangrar com facilidade e parecer pálida, seca e brilhante.
  • Periodontite. As mulheres podem se tornar mais susceptíveis a esta forma destrutiva das gengivas/doença periodontal após a menopausa.
  • Osteoporose. A perda óssea de tecidos de suporte do dente pode estar relacionada à osteoporose.
  • Distúrbios de alimentação. Angústia psicológica relacionada à menopausa pode levar a hábitos alimentares inadequados em algumas mulheres, incluindo o vômito intencional. Esses hábitos podem causar trauma à boca, incluindo erosão do esmalte do dente.

©2011 Associação Dental Americana Via Colgate

Curiosidades

A santa padroeira dos dentistas

   Segundo os antigos, o sol curava todas as enfermidades, inclusive as afecções odontológicas. Também os gregos primitivos adoravam o sol, sendo Apolo o Deus Sol, sua divindade.


Na Igreja Católica, Polônia, ou Santa Apolônia é a imagem à qual se rende tributo para as dores dentárias. E uma analogia muito sugestiva nos chama a atenção entre o culto a Apolo e a história de Santa Apolônia, de quem se conta foram quebrados todos os dentes com pedras afiadas, na Alexandria pagã; o dia instituído para o seu culto foi 9 de fevereiro e 11 de fevereiro para Apolo.


Possivelmente, a história de Santa Apolônia nada mais é do que uma forma de culto a Apolo, entre os cristãos, que não podendo adorar ao Sol para acalmar suas dores dentárias, por ser um Deus pagão, criaram uma Santa com seu nome (Apolônia) em uma virgem cristã martirizada no século III d.C. (ano 248) em Alexandria, durante o reinado de Felipe, o Árabe. Conta-se que Santa Apolônia, em maio a seu suplício, pediu a Deus que todos os que sofressem de dores dentárias ao invocar seu nome, especialmente em 9 de fevereiro, teriam suas dores imediatamente acalmadas

Fonte: Profª. Maria Devanir Figlioli, em “A Odontologia no Brasil no Século XX”

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