Geneticistas descobrem causa de distúrbio raro que causa alterações bucais

Uma equipe internacional de pesquisadores da Alemanha, França, Holanda e Reino Unido, assim como Cirurgiões-Dentistas especialistas da Universidade do Alabama em Birminghan, descobriram que a causa do SMS (síndrome de Singleon – Merten), distúrbio autossômico dominante raramente descrito que acarreta precoce e extrema calcificação cardíaca, bem com anomalias dentárias, tais como periodontite precoce e reabsorção radicular dos dentes dos pacientes, dentre outras condições, é uma mutação com troca de sentido que muda um único aminoácido na proteína MDA5, encriptada no gene IFIHI da arginina e glutamina. Os estudiosos explicam que esta mudança provoca uma maior introdução do interferon beta. Assim, o SMS está sendo reconhecido, pela primeira vez, como uma doença autoimune inata. Foram identificadas, no estudo, três famílias na Alemanha atingidas com o SMS. Segundo o sequenciamento do DNA, foi revelado que a mesma mutação do MDA5 estava presente em dez pacientes.

Durante a segunda fase do estudo, os pesquisadores do Alabama analisaram as características dentárias dos pacientes e criaram as células individuais a partir do SMS e controles. Dissemelhantes células de polpa dentária vieram de um terceiro molar em formação enviado da Alemanha aos Estados Unidos.

As pesquisas da equipe estão seguindo continuidade, a fim de indagar o impacto do SMS em 3 genes que estão abrangidos na formação do dente e na mineralização da dentina.

O estudo, intitulado “Um Específico Ganho de Função da Mutação IFIH1 Causa Síndrome de Singleton-Merten” (A Specific IFIH1 Gain-of-function Mutation Causes Singleton-Merten Syndrome), foi publicado on-line em 22 de janeiro na revista norte-americana de Genética Humana antes da versão impressa.

Fonte: Dental Tribune


Sete dicas para você desconfiar se a criança possui diabetes

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Confira as dicas da endocrinologista Rosita Fontes, sobre possíveis sintomas da doença.

A diabetes é uma doença que atinge não só os adultos, mas também as crianças. A mais comum entre os pequenos é a diabetes tipo I, que geralmente ocorre em indivíduos com menos de 30 anos, caracterizada pela perda grave na função das células beta-pancreáticas, responsáveis pela produção da insulina.

Outro tipo que vem aumentando nos dias de hoje é a diabetes por resistência insulínica, causada por alimentação desequilibrada e aumento de peso.

 Confira as dicas da endocrinologista Rosita Fontes, do Delboni Medicina Diagnóstica, sobre possíveis sintomas da doença.

 

  1. Se você reparou que a criança está com uma sede intensa, preste atenção, pois sede é um dos sintomas da doença.
  1. Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também pode ser um indicativo.
  1. Seu filho vai ao banheiro urinar com frequência, inclusive à noite? Urina em grande quantidade? Cuidado! A diabetes pode causar essas constantes idas ao banheiro.
  1. A criança se queixa de visão embaçada? Fique atento, pois pode não se tratar de problema oftalmológico.
  1. Seu filho tem reclamado de câimbras e formigamentos? Se essas queixas são constantes, ligue o radar.
  1. A criança frequentemente tem mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura? Esses são sinais de alerta, procure um médico!
  1. Se a criança tem, pelo menos, três queixas relatadas anteriormente, procure um médico para investigação. O diagnóstico e o tratamento precoce da diabetes evitam as possíveis complicações características da doença.

Via Hospital Sabará

 

Amálgama ainda tem lugar na odontologia ?

O amálgama dentário  (Foto: botazsolti/Shutterstock)

 

Muitos pacientes ainda tem dúvidas  se devem trocar suas restaurações em amálgama por restaurações em resina nos dentes posteriores ou por qual material optar em caso da necessidade de uma nova restauração.

   O amálgama foi por muito tempo o material de escolha para os dentes posteriores, devido a vários fatores :

  • custo mais baixo
  •  maior resistência
  • maior durabilidade

 Porém existem muitas desvantagens na sua escolha :

  •  estética ( cor prata)
  •  desgaste maior do dente devido ao  preparo necessário para reter a restauração.
  • mercúrio em sua composição, embora estudos clínicos apontem que o mercúrio não causa danos à saúde do paciente portador de restauração de amálgama .
  •  Danos ao meio ambiente, se descartado de maneira incorreta.

 O amálgama foi por muito tempo o material de escolha para os dentes posteriores, pois é mais barato, tem maior resistência, maior durabilidade e facilidade de execução de sua técnica, porém, sua estética não é bem aceita pelo paciente por ser da cor prata, além disso tem baixa resistência nas bordas e necessita de um desgaste maior do dente que deve ser preparado para receber a restauração, e ainda possui mercúrio em sua composição, embora estudos clínicos apontem que o mercúrio não causa danos à saúde do paciente portador de restauração de amálgama e os danos ao meio ambiente, quando a sua manipulação é feita de maneira correta, são mínimos.

 Já os materiais resinosos são esteticamente mais vantajosos, pois a sua cor se aproxima mais da cor dos dentes e hoje em dia existem kits de pintura que dão condições ao cirurgião-dentista de aproximar ainda mais a cor da restauração e a cor do dente, possui adesividade, ou seja, a estrutura do dente pode ser mais preservada, além de não apresentar mercúrio.

 O tempo de vida útil de cada material é diferente, o amálgama dura até 15 anos, enquanto a resina tem uma duração de 8 a 9 anos, e esta passa por um processo de aprimoramento. Com o passar do tempo a sua composição melhora elevando o resultado da relação durabilidade e resistência. O grau de dureza e resistência da resina está bem alto, e o processo de dilatação e contração que este material sofre por ocasião das variações térmicas está atualmente muito próximo do ocorrido nos dentes naturais.

 Pessoalmente acredito que um dentista  que pretenda atuar fazendo uso de uma odontologia pouco invasiva e mais estética  deva optar pelo uso de  resinas.