Jamie Oliver solicita a proibição de mascar chicletes em público

 

 

Em um manifesto pessoal o chef e ativista alimentar Jamie Oliver abordou o problema das gomas de mascar velhas que sujam as ruas britânicas. (Fotos: à esquerda: Featureflash/Shutterstock, à direita: Ziga Cetrtic/Shutterstock)

 

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LONDRES, Reino Unido: Em um manifesto pessoal o chef britânico, personalidade televisiva e ativista alimentar Jamie Oliver tem chamado para uma proibição de mascar chicletes em público, a fim de tornar a Grã Bretanha um lugar mais limpo para viver. O recurso de Oliver refere-se às enormes quantidades de resíduos de chicletes que sujam as ruas britânicas de acordo com o The Independent, há uma estimativa de 250.000 pedaços de chicletes velhos enchendo a Rua Oxford em Londres.

Oliver escreveu o seu manifesto para a série do The Independent “Se eu fosse Primeiro-Ministro”, que está sendo veiculado antes das eleições gerais no Reino Unido no dia 7 de Maio. Durante 100 dias, o jornal britânico está oferecendo a 100 não políticos a oportunidade de escrever sobre aquilo que a Grã-Bretanha seria como se fossem o Primeiro Ministro. Outros proeminentes colaboradores incluem o aventureiro e apresentador de televisão Bear Grylls e a modelo e autora Katie Price.

O manifesto de Oliver centrou-se em como fazer o Reino Unido “mais saudável e feliz, e um lugar mais limpo para se viver” através de medidas como o incentivo aos ingleses, a comer pelo menos cinco frutas e legumes por dia, apresentando restrições de idade em bebidas energéticas e encontrando formas de incentivar as jovens mães a amamentar.

Além disso, o chef e empresário enfatizou que ele iria restringir a mastigação de goma em público. “Eu proibiria as gomas de mascar até poderem inventar uma que não faça todas as ruas da Grã-Bretanha parecerem com um sítio de bombas”, escreveu Oliver. Segundo o The Independent, cerca de 28 milhões de Britânicos mascam chicletes, gastando 400 milhões de Libras (cerca de 556 milhões de Euros) por ano. O custo anual para a limpeza de ruas do Reino Unido foram estimados em 150 milhões de Libras (cerca de 208 milhões de Euros).

Oliver não é o primeiro a sugerir a proibição de gomas de mascar, a fim de manter as ruas e locais públicos limpos. Medidas semelhantes foram tomadas em Singapura, em 1992, quando a proibição de gomas de mascar – ainda ativa hoje – foi introduzida. A proibição foi principalmente uma resposta ao vandalismo do país, então, do novo sistema ferroviário de trânsito rápido de S$5 bilhões (cerca de 3 bilhões de Euros). As gomas de mascar foram constantemente deixadas sobre os bancos, tiras de suporte e até mesmo sensores das portas automáticas, evitando que as portas dos trens abrissem e fechassem.

Como consequência, a polícia de Singapura começou com a imposição de uma multa de S$500 (cerca de 344 Euros) para quem poluiu áreas públicas por cuspir chiclete e deixando-o para trás como lixo. Além disso, a importação de todos os tipos de goma de mascar cessou imediatamente. Em 2004, a pressão internacional dos Estados Unidos trouxe uma mudança na Lei de Singapura, que repôs o uso legal de pequenas quantidades das gomas de mascar de uso terapêutico. No entanto, o uso continua fortemente regulamentado e gomas de mascar só podem ser adquiridas diretamente de um dentista ou farmacêutico.

Teste da linguinha em recém-nascidos evita o desmame precoce

O teste da linguinha em recém-nascidos evita o desmame precoce e é obrigatório em todas as maternidades desde 2014.
O teste ajuda a reduzir problemas de fala e evita que as crianças larguem o peito cedo

O teste da linguinha é um exame feito no bebê para identificar alterações no frênulo lingual, uma pequena membrana que fica embaixo da língua e a conecta com o assoalho da boca. Essa avaliação serve para diagnosticar a língua presa, um problema que não prejudica apenas a fala.

“A língua presa limita os movimentos da língua durante a sucção e deglutição, que pode levar ao desmame precoce”, diz Roberta Martinelli, fonoaudióloga e autora do teste da linguinha, que se tornou obrigatório em todas as maternidades em território nacional.

 Foto: Arquivo pessoal Roberta Martinelli / Divulgação

Acima, crianças e adultos sem diagnóstico precoce da língua presa, apresentando já alterações na fala, na mastigação e na deglutição

Foto: Arquivo pessoal Roberta Martinelli / Divulgação

Por fazerem muito esforço para mamar, os bebês com língua presa acabam gastando energia, o que pode levar à dificuldade para ganhar peso, além de aumentar o risco de machucar o mamilo da mãe. “Normalmente as mães começam a achar que o leite é fraco e acabam introduzindo a mamadeira. Elas também relatam ferimentos e muita dor nos mamilos”, diz a especialista.

Na introdução da papinha, os bebês com língua presa podem apresentar dificuldade para engolir e até sofrer engasgos. Quando começam a mastigar, os alimentos mais sólidos e fibrosos passam a ser um verdadeiro desafio para eles. “No caso da carne vermelha, por exemplo, eles acabam a cuspindo no final por dificuldade de ingerir”, diz Roberta.

Tem que exigir
O teste, que é bastante simples e pode ser feito por um profissional da saúde qualificado, deve ser exigido ainda na maternidade. “Os pais têm o direito de ter um documento que comprove que o teste foi feito e que seu filho tem ou não a alteração, assim como acontece após realizar os testes do pezinho e da orelhinha”, diz a especialista.

No procedimento são verificadas duas alterações que caracterizam a língua presa: freio em posição incorreta e existência de ligeira fenda ou um formato de coração na ponta da língua ao ser elevada. “Nesses casos, basta soltar a membrana com uma tesoura”, diz Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

Diagnóstico tardio
Caso a lei não seja respeitada e o teste não seja feito na maternidade, pode ser realizado mais tarde. “Pode ser feito até o sexto mês de vida. Após esse período, deverá ser feita outro tipo de avaliação para diagnosticar o problema”, diz Roberta.
“Uma forma de observar se seu filho tem língua presa é pedir para a criança colocar a ponta da língua no último dente do fundo e correr de um lado pro outro. Se ela apresentar dificuldades, é melhor procurar um dentista”, diz o odontopediatra Cássio Alencar.

Exercícios ou cirurgia simples curam língua presa

A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l Foto: Shutterstock
A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l

A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l Foto: Shutterstock

A boa notícia é que apenas com a execução de exercícios fonoaudiólogos é possível tratar a língua presa O frênulo normal deve começar no meio do chão da boca e ir até o meio da língua. Mas, em alguns casos, a membrana pode ser curta ou longa demais o que impede a mobilidade necessária para falar.

A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l Foto: Shutterstock

 

Em bebês, o problema dificulta a amamentação, pois é mais difícil sugar o leite. Daí, muitas vezes, ocorre o desmame precoce e a mamadeira entra na vida da criança

A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l Foto: Shutterstock

 

 

 

 

 

 

 

 

Exercícios ou cirurgia simples curam língua presa

A língua gera dificuldades na pronúncia de algumas palavras, geralmente, as que levam as letras r e l Foto: Shutterstock

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Agência Beta