Herpes: é possível prevenir

Desagradável, doloroso e inconveniente. Esses são três adjetivos que definem perfeitamente uma das infecções virais mais comuns à população: o herpes.

herpesDe acordo com o dr. David Salomão Lewi, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), cerca de 90% da população adulta já entrou em contato com o vírus da família Herpeviridae, mas apenas 1% apresenta recorrência da doença.

Entre suas diferentes denominações, o vírus possui três subtipos: herpes simples 1 e 2 e varicela-zóster. O simples tipo 1 atinge principalmente os lábios, manifestando-se por meio de feridas e bolhas agrupadas, que lembram um cacho de uvas.

Há ocorrência desse tipo viral também na face e no nariz. Já o simples 2, muito semelhante ao tipo 1, promove lesões na região genital.

O varicela-zóster é o causador da catapora – doença típica da infância – e pode ser prevenido por vacina. Muitas vezes, nos adultos que tiveram a doença quando crianças o vírus pode voltar a se manifestar por meio de vesículas em algumas terminações nervosas no tórax, costas, abdome ou rosto.

Quando isso ocorre o efeito é avassalador. Seu primeiro indício é uma hipersensibilidade na pele, seguida da erupção de feridas. Pode ainda levar à nevralgia pós-hérpica, ou seja, mesmo após o desaparecimento das lesões pode haver uma inflamação dos nervos, provocando dores.

Possíveis causas e tratamentos

Longa é a discussão sobre os reais motivos para a ativação do vírus herpes simples, que se instala na cadeia ganglionar, o conjunto de gânglios localizados no pescoço, nas axilas e nas virilhas. Estresse, febre, infecções e alta exposição ao sol são algumas das principais causas para despertá-lo. Por essa razão, em pacientes com imunidade baixa, muitas vezes chega a ser crônico.

Quando há frequente ocorrência do herpes simples tipo 1, existe a possibilidade de prevenir sua manifestação contínua por meio de tratamentos com antivirais de uso tópico ou via oral. “O tratamento encurta a duração dos surtos, mas não há cura em definitivo, podendo haver recidiva mesmo após o tratamento”, explica o dermatologista Beni Grinblat, do HIAE.

O herpes é contagioso. Assim, cuidado, atenção e prevenção são as palavras-chave para a não proliferação do vírus. “O simples 1 é transmitido pela saliva ou pelo contato da ferida com a pele, em sua fase vesicular; e o herpes simples 2, por relação sexual. O uso de proteção e boa higienização após o ato sexual, portanto, são essenciais para prevenir-se contra ele.”

Como os anteriores, o varicela-zóster também é contagioso e pode ser contraído com o contato direto entre as lesões e a pele. “Ao primeiro sinal de manifestação da doença, deve-se procurar um médico. Ele indicará o melhor tratamento para evitar a reincidência da doença ou sua disseminação”, conclui o infectologista