Conheça os benefícios do suco verde

 

Conheça os benefícios do suco verde

Conheça os benefícios do suco verde

Suco verde: antioxidante, desintoxicante, bom para o controle de peso e funcionamento intestinal

Autor: Carla Muroya, nutricionista
Categoria: Nutrição

Popularmente o suco verde é conhecido por apresentar ação antioxidante, melhorar o funcionamento intestinal, desintoxicar o organismo, reduzir o ganho de peso e retardar o envelhecimento.

Já é aceito que as frutas e vegetais contribuem para o bom funcionamento do organismo. O suco verde geralmente é preparado com frutas e vegetais verdes escuros e além de ser uma boa fonte de fibras, vitaminas e minerais é rico em clorofila, ácidos fenólicos, glicosídeos e flavonóides.

Estudos epidemiológicos têm mostrado que dietas ricas em frutas e verduras estão associadas á uma menor incidência de doenças crônicas e degenerativas. Um dos principais aspectos relacionados ao efeito protetor desses alimentos tem sido atribuído, em parte, à presença de compostos antioxidantes – destacam-se os compostos fenólicos, vitamina C, vitamina E e o betacaroteno.

O termo antioxidante tem natureza multiconceitual. Os antioxidantes são substâncias que retardam ou protegem o corpo contra os radicais livres, evitando o estresse oxidativo.

O estresse oxidativo é um fator negativo presente em muitas doenças crônicas, dessa forma muitos estudos têm avaliado a atividade antioxidante e o conteúdo de ácidos fenólicos totais do suco verde, buscando identificar novas fontes dietéticas que auxiliem na prevenção do estresse oxidativo.

De acordo com a American Dietetic Association (Associação Dietética Americana – ADA), a melhor estratégia nutricional para promover a saúde e reduzir o risco de doenças crônicas é a obtenção de nutrientes de uma grande variedade de alimentos.

Ingredientes:

  • 1 maçã;
  • ½ cenoura;
  • 1 laranja lima;
  • 1 folha de couve;
  • Gengibre a gosto

Ou

  • 2 fatias de abacaxi;
  • 3 folhas de hortelã;
  • ½ cenoura;

Ou

  • 1 maçã;
  • 1/3 pepino;
  • ½ xícara de espinafre;
  • Gengibre a gosto

Modo de preparo: bater todos os ingredientes no liquidificador. Usar água para diluir. Tomar imediatamente.

Autor: Carla Muroya, nutricionista do Centro de Reabilitação do Einstein

Pode ser o cafezinho

O problema não é tanto a bebida, mas o açúcar para adoçá-la, ainda assim, especialistas recomendam a diminuição do hábito

Guilherme Gonçalves, 32, tinha uma rotina atribulada como engenheiro civil, mas sempre foi atento à saúde bucal, pelo menos escovando os dentes três vezes por dia, ou duas, quando o almoço era na rua. Mas, de uma obra para outra sempre havia o momento do cafezinho, que, às vezes, era de hora em hora durante o dia de trabalho.

Mas, na última ida anual ao dentista, descobriu que estava com cárie. Pensando no que poderia ter causado, lembrou dos tais cafés com açúcar que eram um hábito. “O açúcar presente no café pode ser sim responsável pelo aparecimento da cárie. É importante pensar sobre a quantidade de açúcar que a pessoa coloca no café. Mas mais importante do que a quantidade, é a frequência de ingestão desse açúcar”, diz o cirurgião-dentista, Fausto Medeiros Mendes, professor do departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP.

Segundo o especialista, toda a vez que ocorre a ingestão de açúcar, há uma queda de pH na boca e o ambiente fica mais ácido. Esse ácido vai provocar a perda dos minerais dos dentes. No entanto, a saliva tem o potencial de neutralizar esses ácidos e repor parte desses minerais. “Ocorre que, quando a neutralização desses ácidos está ocorrendo, a pessoa ingere novamente uma xícara de café com açúcar e começa um novo ciclo de perda de minerais. Esses episódios recorrentes vão levar ao aparecimento da cárie dentária”, explica.

Ingestão de café com açúcar deixa a boca ácida e desmineraliza os dentes, o que pode causar cárie
Ingestão de café com açúcar deixa a boca ácida e desmineraliza os dentes, o que pode causar cárie

Foto: Masson / Shutterstock

A solução
Para Fausto, a escovação após a ingestão do café poderia funcionar, mas isso é irreal, já que a pessoa não irá escovar os dentes 8 vezes ao dia, toda vez que tomar café com açúcar ou ingerir qualquer outro tipo de doce. “O mais indicado nesse caso é reduzir a frequência de ingestão. Esse hábito de tomar um café a cada hora não é nada saudável, e se fosse reduzido pelo menos pela metade poderia surtir um efeito melhor. Uma alternativa ainda melhor é não adicionar açúcar ao café”, recomenda.

O que pode ajudar a neutralizar os ácidos são bochechos ou mascar goma sem açúcar. “Mas não resolverá o problema se a frequência de ingestão continuar alta. Nesse caso específico, a mudança desse hábito é o mais importante”, diz o professor.

Em resumo, para o cafezinho não ser mais o vilão das cáries, é preciso reduzir ou abolir o açúcar e reduzir a frequência de ingestão da bebida. “Escovar o dente de 2 a 3 vezes ao dia sempre com pasta de dentes com flúor vai ter um papel fundamental. E consultar um cirurgião dentista regularmente para que este faça as orientações necessárias e possa detectar a doença cárie no seu início, reduzindo assim as sequelas aos dentes”.

Via  Agência Beta

Piercing na boca pode ser um risco para saúde

 

O que é um piercing na boca?
É qualquer tipo de piercing que pode ser na língua, nos lábios ou nas bochechas. Nos anos mais recentes, os piercings na região da boca têm se tornado uma forma de expressão individual. Como o piercing na orelha, os brincos e anéis de metal colocados na boca são de diferentes estilos e compreendem peças como pinos, tarraxas e argolas. Mas o piercing colocado na língua, lábios ou bochechas envolvem riscos maiores do que os colocados na orelha. Antes de perfurar qualquer parte, dentro ou fora da boca, converse com seu dentista.
Quais os riscos deste tipo de piercing?
É possível que você desconheça os efeitos colaterais que um piercing oral oferece. Estes efeitos são:
– Infecção – A boca contém milhões de bactérias que podem causar infecções depois de um piercing oral. Tocar as partes de metal depois de colocados na boca também torna maior o risco de se contrair uma infecção.
– Sangramento prolongado – Caso um vaso sanguíneo seja perfurado pela agulha durante o procedimento de colocação, pode haver um sangramento difícil de ser controlado com perda excessiva de sangue.
– Dor e inchaço – São sintomas comuns de piercing na boca. Em casos mais sérios, se a língua inchar demais, poderá fechar a passagem de ar e dificultar a respiração..
– Dentes danificados – O contato com a joia pode danificar o dente. Dentes com restaurações – por exemplo, coroas ou jaquetas – também podem ser danificados pelas peças de metal.
– Ferimento na gengiva – As peças de metal não só podem ferir o tecido da gengiva que é sensível, mas também podem causar retração gengival. A retração gengival tem aparência desagradável e torna seus dentes mais vulneráveis a cáries e a periodontite.
– Interferência com a função normal da boca – As joias aumentam a produção de saliva, impedindo que você pronuncie corretamente as palavras e também dificultam a mastigação.
– Doenças transmissíveis pelo sangue – O piercing da boca foi identificado pelo Instituto Nacional de Saúde como uma possível forma de transmissão da hepatite B, C, D e G.
– Endocardite – O piercing oral pode causar endocardite, que é a inflamação das válvulas e dos tecidos cardíacos. A ferida causada pela perfuração dá às bactérias da boca a oportunidade de entrar na corrente sanguínea, podendo chegar ao coração.
Via Beta

Cigarro pode ser o maior causador do câncer bucal

 

29/08 é o Dia Nacional de Combate ao Fumo e a função desta data é lembrar sobre os males que o cigarro pode trazer, como câncer de pulmão, impotência sexual, gangrena em algumas partes do corpo e o câncer  bucal.

Segundo pesquisas realizadas com a população brasileira, o câncer bucal mata mais de três mil pessoas por ano e está entre os dez principais tipos de câncer mais comuns entre os brasileiros.

O cigarro possui cerca de cinco mil compostos químicos, o que o transforma no principal causador de câncer bucal, que pode afetar o lábio, a língua, as gengivas, o palato duro, a mucosa bucal e o assoalho da boca.

Os principais sintomas são as feridas na boca que não cicatrizam em uma semana, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal e as ulcerações superficiais.

Por prejudicar a salivação e o sistema imunológico, o cigarro é o fator principal que gera este problema. Estudos revelam que o indivíduo que fuma 20 cigarros por dia tem risco dez vezes maior de desenvolver câncer bucal.

Evitar fumar e começar a diminuir a quantidade aos poucos é um caminho que levará a uma vida sem cigarro e, consequentemente, mais saudável.

Fonte : Blog da Saúde

Narguilé, será que ele é mesmo inofensivo?

Narguilé, será que ele é mesmo inofensivo?
O volume de fumaça inalada em uma hora de narguilé é igual a fumar de 100 a 200 cigarros.
Autor: Telma Antunes, pneumologista

O Narguilé, originalmente uma tradição do Oriente, é cada vez mais visto em bares e confraternizações de amigos nos países ocidentais.

As pessoas se reúnem para conversar e confraternizar e inalam por horas seguidas o vapor de água com tabaco. Além de poder variar o sabor por conta da variedade das essências, como maçã, damasco, uva, a fumaça do narguilé deixa o ambiente com um cheiro mais agradável do que dos cigarros. Outro atrativo é que ele pode ser dividido em grupos, favorecendo a socialização.

O fato de inalar vapor, e não fumaça, traz uma sensação de segurança. Infelizmente, isso não é verdade!

De acordo com pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o volume de fumaça inalada em uma sessão de uma hora de narguilé é equivalente a fumar entre 100 e 200 cigarros. Os resultados também estimam que, em média, um fumante inala meio litro de fumaça por cigarro, enquanto que um fumante de narguilé pode consumir em de 1/6 até um litro de fumaça por inalar.

A exposição ao fumar narguilé é muito mais prolongada do que a de um cigarro comum, que demora alguns minutos, e é bastante prejudicial. Apesar de poucos estudos, alguns mostram que o uso de narguilé reduz a capacidade respiratória (bronquite) após um ano de uso regular por conter várias substâncias como monóxido de carbono, hidrocarbonetos, nicotina, formaldeído e outros.

Além disso, o narguilé utiliza vapor de água aquecido por carvão – juntam-se as toxinas do tabaco com as do carvão, relacionadas entre outras coisas ao desenvolvimento do câncer de pulmão. Existe o risco de dependência como no caso do cigarro, e até quadros mais graves de insuficiência respiratória aguda.

Como se inala da mesma água, existe ainda o risco de adquirir doenças infecto-contagiosas como a tuberculose.

Portanto, é seguro fumar narguilé? Nem um pouco!

Por que devemos comer castanhas

Por que devemos comer castanhas
Por que devemos comer castanhas
O consumo de oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, dentre outras) faz parte do que podemos chamar de “alimentação saudável”
Autor: Dr. Leandro Echenique e Serena Del Favero
Categoria: Nutrição

O consumo de oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, dentre outras) faz parte do que podemos chamar de “alimentação saudável”. Elas são fundamentais para a saúde por serem boas fontes de proteína e gordura, na sua maior parte insaturada, vitaminas (ácidofólico, niacina) e minerais (zinco, selênio, magnésio, potássio, dentre outros).

Pesquisas anteriores mostraram que estas substâncias são benéficas para o nosso organismo e podem proteger contra doenças cardíacas e câncer, porém foram realizadas com número pequeno de participantes e curto período de observação. Uma pesquisa publicada em uma das principais revista médicas, o New England Journal of Medicine, confirmou estes achados. Em um grupo de pessoas que ingeriu castanhas, houve queda de mortalidade por doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias.

Como explicar estes benefícios? Os nutrientes presentes nestas oleaginosas conferem diversas ações protetoras. As gorduras insaturadas reduzem o LDL, chamado de colesterol “ruim”, as vitaminas, flavonoides, minerais e fitoesterois têm propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e anticarcinogênicas, reduzindo o risco de algumas doenças crônicas e câncer.

 

A FDA (Food and Drug Administration), órgão governamental dos Estados Unidos responsável pelo controle dos alimentos, recomenda o consumo diário de 43g de castanhas. No Brasil, o guia alimentar da população brasileira sugere a ingestão mais frequente de castanhas na forma assada e sem sal como complemento de pratos e em lanches.Segundo orientações do Ministério da Saúde, a população deve consumir esses alimentos frequentemente, intercalando com o consumo de feijões.

Autores: Dr. Leandro Echenique, cardiologista, e Serena Del Favero, nutricionista, ambos do Einstein

 

Saiba mais sobre Prótese dentária

PRÓTESE DENTÁRIA

CUIDADOS
MANUTENÇÃO
HIGIENE

História e Recomendações

Durante muitos anos o homem procura utilizar diversos tipos de materiais e técnicas para substituir os dentes naturais perdidos. Marfim, madeira, metal, porcelana, resinas entre outros materiais foram utilizados em aparelhos para substituir artificialmente os dentes.

Por melhores que sejam, nenhum destes materiais são como os dentes naturais.

Assim, cuidar dos dentes naturais e manter a saúde bucal são as melhores opções para um sorriso
bonito e uma mastigação eficiente.

Cuide bem de seus dentes, mas se precisar de uma substituição protética, mantenha os mesmos cuidados com as suas próteses para que não ocorram problemas posteriores.

O que é prótese dentária

Prótese dentária é utilizada para a substituição dos dentes naturais perdidos por dentes artificiais e reconstituição das estruturas adjacentes.

TIPOS DE PRÓTESE

Quando se perde todos os dentes usa-se:

Prótese Total Sobre Mucosa

Prótese Total Sobre Implante

 

 

 

Quando se perdem alguns dentes usa-se:

Prótese Parcial Removível

Prótese Parcial Fixa Sobre Raízes

Prótese Fixa Sobre Implantes

Como manter sua prótese limpa

Todas as próteses devem ser escovadas após cada refeição.

Prótese total: Escove a prótese por dentro e por fora, sempre com uma toalha sobre a pia.
Retire as suas próteses da boca antes de dormir, conservando-as em recipiente úmido.

Prótese parcial removível: Escove a prótese por dentro e por fora, escove seus dentes, língua e bochechas. Utilize sempre o fio dental e a escova interdental.

Prótese Fixa: Utilize escova macia, limpe os espaços entre a prótese e a gengiva com escovas interdentais e use fio dental diariamente.

Cuide bem da sua prótese

Visite seu cirurgião-dentista a cada seis meses. Próteses mal adaptadas e restos dentários podem causar câncer bucal.

UTILIZE SEMPRE ESCOVAS ADEQUADAS PARA SEU TIPO DE PRÓTESE.

NUNCA UTILIZE PRÓTESES QUEBRADAS, TRINCADAS OU MAL ADAPTADAS.

NUNCA COLE NEM CONSERTE VOCÊ MESMO SUAS PRÓTESES.

O RESPONSÁVEL POR FAZER AS PRÓTESES E POR CONSERTÁ-LAS É O CIRURGIÃO-DENTISTA.

Fonte: Folders – CROSP – Conselho Regional de Odontologia de São Paulo
Câmara Técnica de Prótese Dentária

Fotos: google

Respirar pela Boca é Hábito que Traz Malefícios às Crianças

Baixo rendimento escolar, problemas de crescimento, dificuldades de mastigação e infecções respiratórias estão na lista de transtornos.

Respirar pela boca na infância causa uma série de malefícios ao organismo e o problema, de acordo com os pediatras, é que o hábito nem sempre é notado pelos pais. Cerca de 30% das crianças em idade pré-escolar sofrem com a síndrome da respiração bucal (SRB), transtorno responsável não somente por noites mal-dormidas, como pelo baixo desempenho escolar, problemas de crescimento e de postura, dificuldade de deglutição, mastigação e oclusão, além de apresentarem maior chance de desenvolvimento de infecções respiratórias.

De acordo com o otorrinolaringologista Fabrizio Romano, do Hospital Infantil Sabará, quando os pequenos respiram pela boca, o cérebro recebe menor quantidade de oxigênio, o que prejudica a capacidade de atenção e consequentemente o rendimento escolar. “Além disso, o nariz funciona como um filtro de ar. Ao respirar pela boca, todas as impurezas, como vírus e bactérias, penetram mais facilmente no nosso organismo”, alerta o especialista.

“Em alguns casos, os pais podem notar a respiração bucal já nos primeiros dias de vida. Quando o diagnóstico e o tratamento acontecem precocemente, os riscos de seqüelas são menores. É importante enfatizar que o certo é sempre respirar pelo nariz”, destaca Romano.

Como é possível identificar a respiração pela boca?

Crianças com SRB, segundo o especialista, costumam ficar com a boca aberta por tempo prolongado e dormem com ela assim. Além disso, elas roncam com mais facilidade, babam durante o sono, têm dificuldade na hora de se alimentar, possuem respiração barulhenta, tendem a ter a arcada dentária superior para frente e a posterior para trás, apresentam boca ressecada, rosto alongado, cabeça, ombros e braços projetados para frente.

As causas por trás da SRB podem ser orgânicas, quando ocorre desvio de septo ou aumento da adenóide – tecido que reveste as cavidades nasais ou amígdalas – tecido linfóide situado à entrada da garganta. E também são funcionais, quando as alergias são responsáveis pela obstrução do nariz e fazem com que respiremos pela boca.

O tratamento para a SRB, segundo o médico, depende da causa, mas costuma ser feito por um time de especialistas: pediatra, otorrino, alergista, fonoaudiologista e ortodentista. Em alguns, pode ser necessário operar a adenóide. A solução ainda pode estar no uso do aparelho ortodôntico. O acompanhamento com a fonoaudióloga é outra opção para tratar o transtorno.

1. Há algum número mostrando a porcentagem das crianças que respiram pela boca?

A rinite alérgica chega a acometer cerca de 20 a 30% das crianças e quando os sintomas são persistentes, pode ocorrer a síndrome da respiração bucal. A SRB é um dos problemas mais comuns em crianças pré-escolares.

2. Quando é possível identificar o problema? Quando ainda são bebês? Quais os sintomas para que os pais possam identificar o distúrbio?

Existem casos em que a respiração bucal aparece desde o nascimento, às vezes nos primeiros anos de vida. Os sinais que os pais devem observar são: dormir de boca aberta, roncar. Dificuldade para se alimentar.

3. É verdade que é difícil e leva tempo para os pais perceberam que os filhos só respiram pela boca?

Às vezes o quadro se instala lentamente, e os pais acham aquilo normal. É importante enfatizar que o certo é sempre respirar pelo nariz.

4. Por que isso acontece? Quais as razões para que as pessoas respirem pela boca?

Nos recém nascidos, atresia de coanas. Nas crianças pré-escolares as principais razões são os quadros alérgicos, principalmente rinites e a hipertrofia de adenóides. Nos adultos, desvios de septo e pólipos no nariz.

5. É correto afirmar que crianças que respiram pela boca têm mais chances de desenvolver infecções respiratórias ou alergias (rinite, asma, sinusite)? Por quê?

Infecções sim, o nariz funciona como um filtro do ar que respiramos, quando se respira pela boca, todas as impurezas do ar, inclusive vírus e bactérias penetram mais facilmente no nosso organismo. Em relação às alergias é ao contrário, são elas que podem causar a SRB.

6. O fato de respirar pela boca pode ser uma das causas da alergia ou somente pode agravar o problema?

É ao contrário, as alergias causam obstrução do nariz e fazem a criança respirar pela boca.

7. Sei que crianças que respiram pela boca costumam apresentar feições específicas, quais são elas?

Crianças que passam anos respirando pela boca começam a ter alterações nos dentes, que se projetam para frente, o pálato (céu da boca) fica mais alto e o rosto se alonga. É a chamada face adenoideana.

8. Qual o tratamento para este tipo de problema? Com otorrino e fono?

O tratamento depende da causa do problema, mas normalmente envolve o otorrino, o alergista, a fono e o ortodontista.

9. A adenóide tem alguma relação com o problema?

É uma das causas mais comuns. Todas as crianças têm adenóides, que se localiza na parte posterior do nariz. Quando elas estão muito grandes, eles impedem a passagem de ar causando obstrução nasal, roncos, respiração bucal e infecções como sinusites e otites.

10. É verdade que o diagnóstico deve ser feito o quanto antes possível para evitar complicações? Quais são essas complicações?

Quanto antes o diagnóstico e o tratamento, menor o risco de sequelas como as alterações dos dentes e da face, problemas auditivos e dificuldades de aprendizagem e rendimento escolar.

Respirar pela boca é hábito que traz malefícios às crianças

Dispositivos móveis X Sono da criança

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Há muito tempo os pais se preocupam com a uso da televisão no quarto das crianças. Apesar da contraindicação de educadores, sociedades de pediatria e de estudiosos no assunto, em muitas casas é bastante comum. Atualmente as telas não estão restritas apenas aos televisores, mas também aos computadores, aos tablets e aos telefones celulares. Pesquisas já mostraram que as crianças que possuem TV em seus quartos têm menor duração do sono e pior qualidade de descanso.
Um novo estudo associa agora problemas de sono semelhantes em crianças que têm “telas”, tais como a do smartphone em seu quarto. O estudo pesquisou 2.048 crianças da quarta e sétima série em seu período de sono e analisou o sentimento de sonolência e a presença de televisores, smartphones e outras telas pequenas em seus quartos.
As crianças que dormiam perto de uma tela pequena e crianças com uma televisão no seu quarto tinham duração de sono menor durante a semana. As crianças que dormiam perto de uma tela pequena eram mais propensas a relatar sono insuficiente. TV ou DVD e visualização de vídeo ou jogos em computador também foram associados à menor duração do sono nos dias úteis e sonolência.
Os autores do estudo concluem os achados alertando contra o livre acesso das crianças à mídia com base em telas em seus quartos.
Em um mundo conectado como o atual é necessário que os pais se preocupem com este aspecto da educação e coloquem limites no tempo que seus filhos passam com esses equipamentos pensando em uma vida mais saudável, no sono restabelecedor e ainda no maior convívio com pessoas.
Autor: Dr. José Luiz Setubal
Fonte: “Sleep Duration, Restfulness, and Screens in the Sleep Environment,” published in the February 2015