Tudo azul contra o diabetes Diagnóstico precoce é fundamental para a redução de complicações crônicas

Quanto mais cedo, melhor.

Além do histórico familiar, vida sedentária, excesso de peso e hipertensão podem favorecer o desenvolvimento e a progressão dos danos causados pelo diabetes.

Por isso, de acordo com Dr. Betti, a precocidade do diagnóstico, bem como mudanças de hábito e o início do tratamento adequado, diminuem as chances do aparecimento de complicações crônicas. “A doença lesa principalmente os vasos sanguíneos, colocando em risco coração, cérebro, rins, retina, nervos e circulação periférica. Popularmente, sabe-se de danos como a cegueira e a necessidade de amputações, mas é importante falar também sobre o impacto da doença para o surgimento e mesmo o agravamento de doenças cardiovasculares, por exemplo. A mortalidade é maior nos indivíduos portadores de doença cardiovascular quando o diabetes está presente”, explica. De acordo com o Ministério da Saúde dos Estados Unidos, a cada 24 horas, o diabetes provoca 180 amputações e a morte de 634 pessoas. Neste mesmo intervalo, 133 pacientes iniciam diálise e 5.225 pessoas são diagnosticadas com a doença. Com 13,4 milhões de diabéticos, o Brasil é o quinto país em número de pessoas com a doença e, de acordo com a International Diabetes Federation, a projeção é que, até 2030, com cerca de 19,6 milhões de pessoas com a doença, o país alcance a quarta colocação. “Temos um longo caminho a percorrer para evitar que esta projeção torne-se realidade. Mas além de atuar para conter o avanço do diabetes, temos que auxiliar pessoas que já têm a doença. Com a adoção de determinados cuidados, é possível levar uma vida totalmente normal apesar do diabetes.”

Você conhece os Tipos de Diabetes?

Diabetes tipo 1 – Também conhecido como diabetes insulinodependente, diabetes infantojuvenil e diabetes imunomediado. Neste tipo, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

Diabetes tipo 2 – Também chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto, e corresponde a 90% dos casos de diabetes. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade, embora na atualidade se veja com maior frequência em jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana. Neste tipo de diabetes, encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia. Por ser pouco sintomático, na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, favorecendo a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

Diabetes gestacional – A presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez é denominada de diabetes gestacional. Geralmente, a glicose no sangue se normaliza após o parto. No entanto, as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional possuem maior risco de desenvolverem diabetes tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

Apesar do diabetes De acordo com Dr. Roberto Betti, pessoas com diabetes podem levar uma vida absolutamente normal, mas precisam ficar atentas a algumas regras muito importantes:

• Manter uma alimentação saudável

• Praticar atividades fisícas

• Não fumar

• Monitorar a glicemia

• Fazer exames de rotina de acordo com a prescrição médica e aderir ao tratamento proposto pelo médico .