Você sabe por que anda tão ansioso?

Ansiedade

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ansiedade faz parte da sua vida? Não pense que você está sozinho.

De acordo com uma pesquisa publicada no site Proceedings of the National Academy of Sciences, o sintoma pode ser uma questão genética e, a tendência a ser ansioso, pode ser herdada. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores realizaram o experimento com 592 jovens macacos-rhesus.

Na primeira etapa, os animais foram colocados em alguma situação de stress pequena. Em seguida, foram submetidos a uma tomografia para monitorar as áreas do cérebro relacionadas com o humor. Durante os experimentos, os pesquisadores também analisaram questões comportamentais e a anatomia do cérebro de cada animal.

Os resultados mostram que os macacos que reagiram com mais intensidade às situações produtoras de ansiedade são mais propensos a mostrar um metabolismo hiperativo nos exames cerebrais. As variações nas estruturas cerebrais relacionadas com a ansiedade podem ser herdadas, mas é exatamente o metabolismo cerebral que levar a um comportamento mais ansioso. Em outras palavras, os macacos ansiosos herdaram esse tipo de função de seus antepassados. Isso explica, por exemplo, as crianças ansiosas.

Sim, o estudo foi realizado com animais, mas os humanos também podem apresentar esse temperamento ansioso. No geral, o histórico familiar corresponde a 35% da probabilidade de desenvolver um transtorno de ansiedade. Mas, calma. Com algumas táticas simples, você consegue aliviar a ansiedade:

A ansiedade faz parte da vida de boa parte das pessoas. Mas nem por isso precisamos nos acostumar com ela. A fórmula certa para driblá-la é aquela que funciona para você. O bom é que há várias alternativas – algumas a custo zero e efeito quase imediato – defendidas pela ciência e pelos especialistas. Escolha a que faz a sua cabeça:

Exercícios: enquanto você malha, tira o foco dos problemas, se concentra na atividade e consegue relaxar. Mais: “As endorfinas (substâncias produzidas enquanto você se exercita) alimentam o circuito de recompensa do cérebro, que responde pelo prazer e pela motivação e reduz a tensão”, fala a neurologista Sonia Brucki. Comer também ativa essa estrutura cerebral, por isso é tão comum descontar assim a tensão acumulada.

Meditação: aquietar a mente e focar na respiração reduz a liberação de hormônios associados à ansiedade e acalma no ato. Um estudo recente da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, provou que a meditação aumenta a massa cinzenta no hipocampo, região do cérebro diminuída em pessoas estressadas e ansiosas. “Meditar ajuda você a se tornar dona dos seus pensamentos e atitudes e afasta a sensação de descontrole diante dos problemas, causa da ansiedade”, fala Márcia De Luca, fundadora do Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda (Ciymam), em São Paulo.

Ioga: combinação de atividade física e meditação, ela tem efeito ansiolítico comprovado. Pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, mostraram que uma hora de prática aumenta em 27% os níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro, um neurotransmissor com atividade reduzida nos ansiosos.


Acupuntura: para a medicina chinesa, o desequilíbrio entre as energias vitais do organismo e a predominância do yang (calor) sobre o yin (frio) é o que desencadeia a ansiedade. O acupunturista Marcius Mattos Ribeiro Luz, de São Paulo, explica que, enquanto os remédios ansiolíticos desaceleram o cérebro, aliviando a ansiedade, a ativação dos pontos certos pelas agulhas pode ser uma solução definitiva. O local das picadas depende da origem da ansiedade. A duração do tratamento varia com o diagnóstico do especialista, mas costuma começar com duas sessões semanais e durar pelo menos seis meses.

Terapia: a cognitivo-comportamental é uma das mais usadas para tratar a ansiedade. Em conversas com o especialista, você entende o que a está deixando tensa e o que pode fazer para melhorar. “Como é focada no problema, o resultado costuma ser rápido”, fala Angelita Scardua.

Fonte :Revista Saúde