Cientistas descobrem um sexto sabor. Conheça o Starch!

Classificado como gosto de amido, esse novo sabor vem se juntar ao doce, salgado, amargo, azedo e umami

Responda rápido: quantos sabores nós conseguimos sentir na boca? Acertou quem respondeu seis! São eles: o doce, o salgado, o azedo, o amargo, o umami e agora o starch. A descoberta é fruto de uma pesquisa da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Mas afinal, que sabor é esse?

De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz
De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz


Foto: Valentyn Volkov / Shutterstock
De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz.

A explicação para ele não ter sido “descoberto” antes é que ao ser quebrado dentro da boca pela saliva, o amido se torna meio doce, confundindo o paladar.

“Uma vez que a saliva tem um componente chamado alfa amilase salivar, responsável pela quebra do amido em açúcar, que torna o alimento rico em amido levemente adocicado, esse sabor acabava por se perder durante o processo de digestão”, diz Marignês Theotônio Dutra, cirurgiã-dentista especialista em Gestão na Saúde e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

A pesquisa
Exatamente por isso, por anos, os cientistas ignoraram ser possível isolar esse sabor. Até a pesquisa da Universidade de Oregon. Para provar essa teoria, os cientistas de lá dissolverem vários níveis de carboidratos em uma solução líquida e a ofereceram à voluntários para que eles avaliassem o sabor que sentiam.

Eles também deram aos participantes uma substância para bloquear os receptores do açúcar e da amilase, evitando assim que eles fizessem algum tipo de confusão na hora do teste. E deu certo, mesmo com o sabor doce bloqueado, os voluntários conseguiram definir o que sentiam.

“Alguns definiram como gosto de amido, os asiáticos associaram o sabor ao arroz, enquanto os caucasianos definiram como sabor de massa ou pão”, diz a especialista.

E não pense você que os cientistas pretendem parar por aí. Há vários outros sabores sendo estudados, como o gosto de cálcio, o sabor metálico do sangue e o kokumi (associado à comidas gordurosas).

Umami, o sabor delicioso
Mas como essa matéria é sobre sabores, não podemos deixar de falar de um outro que já é conhecido há algum tempo, o umami, afinal, ele se destaca por ter uma definição um tanto quanto curiosa. Umami é uma palavra de origem japonesa que significa “gosto saboroso e agradável” e que produz na língua uma sensação aveludada. Falando mais uma vez de forma geral, o umami é definido como sabor delicioso. Mas quais alimentos seriam esses uma vez que “delicioso” é meio relativo?

“Pesquisadores afirmam que o primeiro encontro de uma pessoa com umami é geralmente pelo leite materno, mas muitos alimentos consumidos diariamente têm essa sensação de sabor, como por exemplo, alimentos ricos em glutamato monossódico como tomates e cogumelos, carnes em geral (incluindo frutos do mar), ovo, queijos fortes, shoyu, alga kombu, nozes, aspargo, cenoura, ervilha, milho, cebola, entre outros”, diz Marignês.

Tudo culpa da saliva!
E se nós podemos sentir tudo isso que foi descrito acima, nós temos que reconhecer os méritos da saliva. “É indiscutível que a saliva tem um papel preponderante na atividade gustativa, pois ela tem uma grande capacidade de solvente, além de transportar moléculas palatáveis até os receptores contidos nos botões gustativos”, diz a especialista.

Para Marignês, o mais importante é entender que a saliva além de participar da percepção do paladar e da digestão exerce inúmeras funções como manter o pH da cavidade bucal, formar o bolo alimentar, manter a boca hidratada e lubrificada facilitando a deglutição.

“Sua qualidade e quantidade de forma equilibrada dependem muito da nossa rotina de alimentação, ingestão de água e do equilíbrio dos níveis de stress, pois, nossas emoções podem comprometer muito a produção salivar. Quem nunca ouviu a expressão espumando de raiva (saliva desidratada) ou sensação de amargura (boca amarga por tristeza)?”, brinca a dentista.

Agência Beta

 

Museu de Arte Moderna de NY usa saliva para limpar obras

Por conta da sua composição aquosa e cheia de sais minerais, a saliva é considerada uma boa substância para essa função

Sabemos que a saliva tem várias funções como a de promover a auto-limpeza bucal, proteger nossos dentes da cárie, manter a boca sempre hidrata entre outros. Mas recentemente, foi revelado que ela é usada para outra coisa, digamos um tanto quanto inusitada: limpar obras de artes no Museu de Arte Moderna de Nova York.


A obra “A noite estrelada”, de Vincent Van Gogh, é uma das obras que estão no Museu de Arte Moderna de Nova York e que é limpa com a saliva dos funcionários
Foto: Divulgação
Pelo menos foi isso que revelou o áudio guia sobre a manutenção do museu americano. Segundo ele, a limpeza de quadros e outras peças é feita basicamente com um cotonete e um pouco de saliva de algum dos funcionários do museu que são responsáveis pela conservação e a limpeza das obras. Eles costumam passar um úmido com o fluído e depois outro seco para retirar de vez o pó do objeto.

A grande desvantagem desse método é que ele é bem demorado, afinal, não dá para ficar horas usando a própria saliva para limpar obras que às vezes são imensas.

Para Cristiane Tavares, cirurgiã-dentista e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a explicação está na composição da saliva. “Ela é um liquido claro, viscoso e alcalino que contém em sua composição 99% de água, substâncias orgânicas e sais minerais”, diz a especialista.

Nem sempre serve!
Mas não pense você que qualquer saliva serve para esse trabalho. Segundo os funcionários do museu, dependendo do que a pessoa comeu ou ingeriu, a saliva pode não ser suficiente ou não ser a mais indicada para realizar esse tipo de trabalho.

“Durante a mastigação as glândulas salivares são estimuladas a produzirem saliva. No entanto, se a dieta alimentar da pessoa for muito pastosa, essas glândulas poderão deixar de funcionar adequadamente por falta de estímulo”, diz a especialista.

Uma alimentação muito ácida também poderia deixar o ambiente bucal, e consequentemente a saliva, igualmente ácidas, tornando ela uma substância perigosa para ser usada na superfície sensível de quadros que têm mais de 100 anos.

A dentista ainda destaca que hábitos como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool também diminuem bastante o fluxo salivar, assim como a ingestão de alguns medicamentos como aqueles específicos para hipertensão e depressão. “É importante ressaltar que o consumo ideal de água é fundamental para que a saliva seja formada em quantidade ideal”, diz Cristiane.

Serve para limpar tudo?
Bem, se a saliva realmente serve para limpar obras de arte (e é bem eficiente para isso), é normal pensarmos que ela serve para limpar qualquer coisa, como os móveis de nossas casas, certo? Segundo e dentista, errado. “A saliva muitas vezes serve como meio de transporte de bactérias e vírus expelidos pelas vias respiratórias e normalmente as pessoas tem contato físico com móveis, diferente de obras de arte”, diz Cristiane.

Agência Beta

 

As novas regras para produtos infantis começaram a valer no dia 4 de novembro e são estipuladas pelo decreto 8.552/2015. Além de estabelecer parâmetros para os rótulos de leites, fórmulas e alimentos voltados para lactentes e crianças na primeira infância, o decreto regulamenta a publicidade de alimentos infantis.

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Saiba mais: bit.ly/1MjOc3t
Veja todas as regras: bit.ly/2fRXETf

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a obesidade infantil atingiu níveis alarmantes em todo o mundo. O relatório da Comissão para Acabar com a Obesidade Infantil mostrou que pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco ano estão acima do peso ou são obesas.

Segundo o documento, o maior aumento de casos foi registrado em países de baixa e média rendas onde o número de crianças obesas mais do que dobrou entre 1990 e 2014, passando de 7,5 milhões para 15,5 milhões.

Saiba mais em: http://bit.ly/2eNrtnm
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Protetor bucal: O que dentistas e atletas precisam saber

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Caio Capitani dos Santos

Caio Capitani dos Santos

Cirurgião-Dentista especialista em DTM e DOF (2010) UNISANTA; Ortodontia e Ortopedia Facial (2014) UNISANTA; Odontologia do Esporte (2016) UP (Curitiba /PR); Ciências do Esporte (conclusão 2017) UNIFESP / SP. Membro da Academia Brasileira de Odontologia do Esporte (ABROE).

Sabe o que é isso apontado pela seta?!

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 Se chama mordida cruzada posterior. Muito comum. Acontece quando os dentes de cima deixam de se relacionar com os de baixo como se fosse a tampa de uma caixa de sapato, o que seria o correto. Ou seja, essa tampa (arcada superior) ficou pequena, seja por uso de chupeta, dedo ou respiração oral. E agora, para encaixar e mastigar, precisa se cruzar!!! De qualquer forma, o importante é entendermos que É FUNDAMENTAL diagnosticarmos e tratarmos logo, mesmo antes dos dentes permanentes aparecerem na boca. Essa “tampa” precisa voltar a ser “tampa” desde sempre para que a criança mastigue, cresça e se desenvolva sem deformidades faciais, assim como o adulto da foto de baixo. Aaaaaaa….por que?! Isso não se corrige sem aparelho?! NÃO, infelizmente, não….procure um especialista em ortodontia infantil e leve seu filho para um diagnóstico adequado!
Fonte:Gabriel Politano