Agrotóxicos, alimentos orgânicos e prevenção ao câncer

 Nutrição

 

Autor: Dra. Andréa Pereira, nutróloga da oncologia
Categoria: Nutrição

Mulher segurando uma cesta com verduras e legumesInfelizmente, o Brasil é um dos líderes mundiais em consumo de agrotóxicos. Em 2010, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola, foram jogados mais de um milhão de toneladas de venenos nas lavouras. Só em 2011 foram usados 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras, principalmente herbicidas, fungicidas e inseticidas, representando uma média de exposição ambiental/ocupacional/alimentar superior a 5 litros de agrotóxicos por habitante, quantidade altíssima e acima de todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

Segundo a ANVISA, 1/3 dos alimentos consumidos no Brasil estão contaminados por agrotóxicos e 28% ultrapassam o limite de resíduos ou apresentam ingredientes não autorizados. Além disso, 14 agrotóxicos vendidos aqui já estão proibidos em outros países devido a suspeita de causar danos neurológicos, mutação de genes e câncer.

Enquanto não obtivermos uma melhora da nossa política de controle de uso de agrotóxicos, uma boa opção é o uso de alimentos orgânicos, nos quais os agrotóxicos não são utilizados. Os orgânicos podem ser encontrados em feiras próprias, supermercados, hortifrútis e alguns produtores ainda os entregam em domicilio.

No nosso país, um fator limitante para o uso de alimentos mais saudáveis é o custo, já que o preço dos orgânicos é maior do que o de não orgânicos (com uso de agrotóxicos). Mas, em termos de saúde e de risco de câncer, acredito que vale a pena investirmos nesse tipo de alimento. Fica apenas o alerta de que, embora, esses produtos não tenham agrotóxicos, eles devem ser lavados antes do consumo porque podem conter sujeiras e germes.

Autor: Dra. Andréa Pereira, nutróloga da oncologia do Einstein

Saúde bucal para todas as fases da vida: 50 a 100 anos

50 a 100 anos
Principais doenças:

Sensibilidade: para o idoso, problemas bucais, como cárie e gengivite, podem trazer sensibilidade para os dentes ou podem aumentar o problema, principalmente se houver recessão gengival, que é bastante comum nessa idade.
Problemas com próteses: quando mal adaptadas, o mal uso de próteses pode causar inflamações e até levar a um câncer bucal, caso forme uma ferida que demore a cicatrizar.
Falta de vitamina: a falta de vitamina atinge diretamente os dentes e a gengiva.
Xerostomia: boca seca causada principalmente pelo consumo de alguns remédios.
Halitose: também pode ser causada por remédios.
Câncer de boca: causado principalmente pelo fumo.

Geralmente a saúde bucal na terceira idade é um reflexo de como você cuidou da sua boca a vida inteira
Geralmente a saúde bucal na terceira idade é um reflexo de como você cuidou da sua boca a vida inteira

Foto: kurhan / Shutterstock

Tratamentos indicados: em relação a problemas com mau hálito, placa e tártaro, uma limpeza pode resolver. Já para sensibilidade é necessário avaliar o paciente para conhecer a causa e eliminar com o uso de dessensibilizante ou com intervenção cirúrgica realizada pelo profissional. As próteses e dentaduras devem passar por manutenção periódica. Mas o primordial nessa fase é cuidar dos hábitos de vida, que devem ser saudáveis, equilibrando a saúde do corpo como um todo.

Prevenção : deve-se realizar a visita periódica ao dentista, assim como o cuidado com a alimentação e com a limpeza bucal. No check-up do idoso deve estar incluído a visita ao cirurgião dentista. É válido lembrar que problemas que são descobertos no início têm tratamento facilitado e maior índice de cura.

Agência Beta