Açúcar é o maior vilão da saúde bucal infantil

Para muitos especialistas o açúcar é um dos maiores vilões da saúde bucal, pois em contato com as bactérias que vivem naturalmente na boca, se transformam em ácidos que destroem os minerais dos dentes. E, por terem dentes mais sensíveis e um contato maior com doces e guloseimas, as crianças são as grandes vítimas dessa gostosura.

O consumo de açúcar várias vezes ao dia, vários dias por semana pode provocar um buraco na superfície do dente e problemas bucais realmente sérios. “Com a mudança do ph da boca (acidez) causado por substâncias liberadas pelo metabolismo das bactérias ao ingerirem o açúcar podemos ter desde uma simples inflamação na gengiva até uma periodontite (gengivite mais severa), além de cárie e até perda total do dente”, diz Alexandre Bussab.

Consumo descontrolado
Mas o especialista ressalta que o açúcar consumido de maneira controlada não causa todos esses prejuízos citados acima. “O grande vilão da saúde bucal é o consumo descontrolado do açúcar. É a forma, a frequência e a quantidade que ele é consumido e a falta de uma higiene bucal eficiente depois disso”, diz o especialista.

Por isso, para começar a combater esse problema é necessário levar a criança desde cedo ao dentista. Assim, além de um acompanhamento periódico do quadro da criança evitando que pequenos problemas se agravem, o profissional pode contribuir com orientações de higiene bucal para pais e filhos a fim de tornar essa prática mais agradável e eficiente entre todos os membros da família.

Crianças e os doces
Mas não basta largar toda a responsabilidade em cima do profissional. Para evitar que as crianças virem alvo fácil desse problema, é fundamental que os pais também sejam bastante rígidos quanto à alimentação de seus filhos priorizando alimentos naturais, saudáveis e ricos em fibras. “O consumo de balas, doces, biscoitos e refrigerantes entre as refeições são um dos principais motivos da cárie infantil”.

Uma má escovação, somado ao consumo frenético de açúcar e ao fato de que os dentes das crianças estão em formação e o esmalte é mais sensível à abrasão ácida causada pelo encontro das bactérias do meio bucal com o açúcar, só pode resultar em algo bem ruim.

Agência Beta

O que é o câncer bucal?

 Globalmente, o câncer de boca está entre os 10 tipos de câncer mais incidentes em populações de países em desenvolvimento e em minorias de países desenvolvidos

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais frequentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais frequente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcoólica, é um dos principais fatores de risco.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Quais os sintomas deste tipo de câncer?
Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:

– Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
– Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
– Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
– Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
– Dificuldade para mastigar ou para engolir;
– Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
– Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
– Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?
Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**

Fumo
A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.

Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Mascar tabaco
O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.

O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa para de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.

Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

* The Complete Guide to Better Dental Care, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S., and Mary Jane Taintor, 1997.
** The National Cancer Institute, “What You Need to Know about Oral Cancer.” Last revised, Sept. 28, 1998.
1Compendium of Continuing Education in Dentistry, Vol. 19, #1 (supp), Fall, 2000.

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O que não oferecer as crianças na primeira infância

Autor: Patricia Modesto, nutricionista  /Categoria: Nutrição
Prato infantil

Prato infantil

É na infância que formamos o nosso hábito alimentar. Por isso devemos apresentar à criança todos os alimentos, sendo estes o mais variado possível e quando houver recusa espere alguns dias e volte a apresentar o alimento de outra forma. Quando adquirimos o hábito alimentar incorreto isto refletirá diretamente no crescimento e desenvolvimento adequado.

Desta forma devemos evitar alimentos que não são nutritivos conforme orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS): açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Também deve-se usar sal com moderação.

Deve-se evitar a adição de açúcar desnecessária preferindo o consumo dos alimentos ao natural. Esta conduta deve ser seguida nos dois primeiros anos de vida. Com isso aumenta a aceitação da criança pelos cereais, verduras e legumes, alimentos que têm outros sabores.

O consumo de alimentos industrializados, enlatados, embutidos e frituras que contenham sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais deve ser desencorajado. As frituras são desnecessárias especialmente nos primeiros anos de vida. A fonte de lipídeo para a criança já está presente naturalmente, por exemplo, no leite e no óleo vegetal utilizado para cocção dos alimentos.

Sendo assim:

Prefira sucos naturais em vez de refrigerantes e versões prontas. Sugiro as frutas laranja, maçã, pera, mamão, banana, melancia, goiaba e manga.
Esteja atento aos rótulos antes de comprá-los para evitar oferta de alimentos que contenham corantes, aditivos e conservantes artificiais. Já existem fabricantes que comercializam produtos sem conservantes.
Evite a oferta de alimentos que não são próprios para idade, como iogurtes industrializados, queijinhos petit suisse, macarrão instantâneo, bebidas alcoólicas, salgadinhos e refrigerantes. Enquanto a família estiver consumindo esses alimentos, deve-se ofertar os habituais à criança (frutas, sucos ou cereais, que são mais adequados e saudáveis a ela).

No preparo das refeições e papinhas, troque os temperos industrializados e o sal pelos naturais, como cebola, alho, limão, gengibre, orégano, manjericão e alecrim.
No caso de usar açúcar, experimente os do tipo mascavo ou demerara, menos prejudiciais, já que contém algumas vitaminas.
Evite biscoitos recheados e sorvetes cremosos, cheios de gordura trans. Troque lanches muito doces por frutas, sucos e salada de frutas.
Use mais alimentos com gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, como peixes, abacates e óleos vegetais.
Autor: Patricia Modesto, nutricionista da pediatria do Einstein