Distúrbios do sono

Se você sofre para adormecer, saiba que não está sozinho nessa. Cerca de 50% da população mundial apresenta algum distúrbio do sono pelas mais diversas causas.

O que piora o sono dos brasileiros

Acontece que, mesmo quando o sujeito consegue fechar os olhos e relaxar, pode ter um descanso inadequado. Por exemplo: 25% das pessoas apresenta algum grau de apneia, um mal caracterizado por interrupções na respiração durante o sono e que piora bastante a qualidade dele. Outro distúrbio respiratório que abala o sono é a doença pulmonar obstrutiva crônica. Cerca de 13 milhões de latino-americanos têm o problema, geralmente provocado pelo cigarro e caracterizado por episódios fortes de falta de ar. Se não tratado, o paciente mal consegue se mover tamanha a falta de fôlego e até corre risco de morrer. Então, não dê bobeira: se a insônia for persistente, vale a pena consultar o médico.

Fonte:Revista Saúde

O que o refrigerante causa em nosso corpo?

Os refrigerantes são bebidas consideradas de calorias vazias e que não fornecem nenhum benefício ao organismo humano. O refrigerante é uma bebida que leva à redução do consumo de água e sucos naturais que são úteis em uma alimentação equilibrada. A bebida é muito relacionada à obesidade por conta do seu excesso de caloria.

Mesmo tendo um sabor gostoso, doce, irresistível e muito desejado, o alto teor da bebida está diretamente ligado ao aumento de peso. Outro ponto negativo do “refri” é que o seu consumo pode fazer que você sinta fome antes da hora. O refrigerante é o principal fator que causa estrias, aumento de gordura e alto índice de açúcar no sangue.

Mas o que acontece com o nosso corpo se a gente parar de tomar refrigerante? Como ficam nossas células, nosso sistema cardiovascular e demais órgãos? Confira na matéria:

1 – Perda de peso

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Cortando o refrigerante da sua vida, você vai perder peso de forma fácil e constante. Devido à grande quantidade de açúcar contida no refrigerante, o excesso acaba afetando diretamente no seu sistema cardíaco e na circulação sanguínea. Com o excesso de açúcar na corrente sanguínea, seu pâncreas vai desencadear um processo de liberação muito maior de insulina em contrabalanço ao que foi lançado. O excesso da insulina em seu organismo vai aumentar a sua fome e isso te fará comer mais e, logo, quanto mais você come, mais irá ganhar massa.

2 – Largar o refrigerante te faz viver mais

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Quer viver por mais anos na sua vida? Então, largue agora o refrigerante. De acordo com um estudo publicado no American Journal of Public Health, pessoas que bebem muito refrigerante tem o risco de morrer mais cedo do que outras que não ingerem a bebida. O estudo se baseou na análise dos famosos telômeros, as famosas unidades deproteção do DNA. Pessoas que bebiam muito refrigerante tinham seus telômeros mais curtos que o normal. De acordo a Medicina, quanto mais uma pessoa envelhece, mais em risco de doença de morte ela se encontra. Portanto, se quiser viver mais, pare já com o refrigerante.

3  – Menor risco de câncer

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O refrigerante é um composto que possui a substância bisfenol-A ou ABP, que perturba as funções do sistema endócrino e está associado a um grande risco de câncer. O bisfenol-A também causa infertilidade e puberdade precoce. Quando você ingere uma bebida gaseificada e adoçada como esta, está ingerindo a substância e, assim, estimulando possíveis doenças como o câncer em seu organismo com uma simples latinha.

4 – Ossos

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Parar de tomar refrigerante vai te ajudar a diminuir o risco de osteoporose, além de melhorar a sua saúde óssea. A bebida contém um alto índice de sódio(vide as informações nutricionais do produto). O refrigerante só ajuda no enfraquecimento dos seus ossos, por isso, prefira outros líquidos como o leite ou bebidas ricas em cálcio, como a água de coco, por exemplo. Não quer ter uma osteoporose no futuro? Então pare já de tomar refrigerante.

5 – Dentes

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Os refrigerantes fazem um grande mal aos seus dentes. As versões da bebida à base de cola possuem fosfato em sua composição e essa substância pode causar desmineralização óssea em sua arcada dentária, causando um sério desgaste em seus dentes. Deste modo, afastar-se dessa bebida vai te trazer uma saúde bucal melhor, além de um sorriso mais branco.

6 – Bexiga

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Por serem ricos em diversas substâncias químicas e açúcar que favorecem a proliferação de bactérias perigosas além de danos na sua bexiga. Por ser um diurético, o refrigerante faz com que você vá com mais frequência ao banheiro para urinar. A bebida gaseificada também pode causar infecções na bexiga ou no trato urinário.

7 – Protege o fígado

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O fígado é um dos órgãos que mais recebe ataques diretos dos efeitos dos refrigerantes. Quando absorvidos em seu intestino, o refrigerante libera uma enorme quantidade de substâncias tóxicas e ácido fosfórico. Esses componentes transformam o açúcar em gordura e acabam sobrecarregando o fígado. Em longo prazo, elas podem causar acúmulo de gordura no órgão, levando à famosa esteatose hepática.

Fonte: Vida em equilíbrio

Câncer de boca em pacientes jovens: uma realidade

Segundo dados da International Agency for Research on Cancer (IARC), já se estimava, em 2008, que o câncer de lábio e cavidade oral seria responsável por 263.020 novos casos de câncer, ocasionando 127.654 mortes, com uma prevalência mundial acumulada em cinco anos de 610.656 indivíduos.

As predições para 2030 indicam 433.090 novos casos, com 215.644 mortes por tumores malignos nesses subsítios anatômicos. O câncer de boca e de orofaringe ocupa o 11º lugar entre os tipos de câncer mais comuns em todo o mundo, sendo que o Brasil possui uma das mais altas incidências.

O carcinoma de células escamosas (CCE) bucal é o tipo histológico mais encontrado (90 a 95%), principalmente em população de baixa renda, sendo 90% dos casos de pacientes com idade superior a 45 anos. O sítio intraoral mais comumente acometido pelo CCE é a língua (50% dos casos). O assoalho de boca é afetado em 35% dos casos. Os demais sítios de acometimento – em ordem decrescente de frequência – são gengiva, mucosa jugal, mucosa labial e palato duro. Destaca-se que tumores que ocorrem nessas diferentes localidades apresentam comportamentos diferentes, de modo que os localizados no lábio inferior exibem os melhores prognósticos.

Não há um agente ou um fator causador isolado claramente definido. Tanto fatores extrínsecos quanto intrínsecos podem estar em atividade, caracterizando sua etiologia multifatorial. Dentre os principais fatores extrínsecos têm-se o fumo de tabaco, o álcool e irradiação.

A morbidade do fumo em suas diversas formas é bem conhecida, e o álcool interage com o tabaco no desenvolvimento do câncer bucal, cujos efeitos sinérgicos já foram demonstrados. A radiação solar, particularmente os raios ultravioletas, apresentam-se como principal responsável pelos carcinomas de pele.

Os pacientes jovens respondem por aproximadamente 6% de todos os cânceres bucais. Embora as taxas de CCE de cabeça e pescoço permaneçam estáveis, o aumento de casos em paciente adultos jovens vem sendo apontado em muitas cidades do mundo. De acordo com dados da literatura, tem sido sugerido que o CCE bucal em pacientes adultos jovens seja uma doença distinta daquela que ocorre em pacientes mais velhos, com etiologia e progressão clínica particulares.

Pesquisas sobre a tendência da incidência de câncer de cabeça e pescoço em jovens norte-americanos, entre 1973 e 1997, com especial análise para os tumores de língua, observaram que dentre os 63.409 pacientes registrados com esse perfil, 3339 são jovens com até 40 anos. Destacou-se que a incidência de tumores de cabeça e pescoço permaneceu estável entre os períodos de 1973-1984 e 1985-1997. Por outro lado, constataram que o câncer de língua em jovens com idade inferior a 40 anos aumentou aproximadamente 60% durante o mesmo período.

Embora alguns relatos afirmem que pacientes adultos jovens não apresentam o tabagismo e o etilismo como fatores de risco associados, ainda há controvérsias. Por essa razão, estudos têm investigado outros fatores de risco que possam estar associados ao câncer bucal nesse grupo de pacientes, como deficiência imunológica, fatores nutricionais, fatores genéticos e a participação de agentes microbiológicos, como o HPV.

Evidências que reforçam a ideia da predisposição genética incluem risco aumentado de CCE pacientes jovens e de pacientes sem história de exposição à agentes carcinogênicos conhecidos. Nesse sentido, estudos moleculares têm-se concentrado em investigações de alterações no DNA específicas das células tumorais desses pacientes mais jovens, porém ainda não estão completamente estabelecidas quais alterações genéticas estão envolvidas na transformação ou progressão desses.

Avanços no entendimento dos mecanismos de desenvolvimento do carcinoma de células escamosas bucal têm resultado no aumento do número de trabalhos que investigam possíveis biomarcadores, que poderiam ser utilizados para predizer o comportamento dessa doença. Estudos para a determinação desses marcadores são importantes para identificar pacientes de alto risco, que necessitam de tratamentos complementares agressivos após a remoção cirúrgica de seus tumores. Além disso, podem predizer o prognóstico e indicar resposta ao tratamento.

O câncer de boca tem etiopatogenia multifatorial, e o estudo de suas variáveis, isoladamente, como idade, sítio e alterações moleculares específicas deve ser aplicado com profundidade.

Em pouco tempo, os conhecimentos em Oncologia, adquiridos pela aplicação de tecnologia molecular, permitirão planejar a terapêutica mais apropriada para cada um dos múltiplos tipos de CCE de cabeça e pescoço

Rhayany Lindenblatt Ribeiro
Cirurgiã-dentista. Especialista em Estomatologia. Doutora e mestre em Patologia Bucal. Habilitada em Laserterapia. 1º Ten Dent

Adjunto da Clínica de Se

A conduta do dentista em relação ao uso da chupeta

Muitos pais nos perguntam se podem oferecer chupeta aos filhos pequenos e aos bebês com a finalidade de acalmá-los. Bem, devemos salientar aos pais que a chupeta oferecida para os bebês e as para crianças nos primeiros anos de vida não  pode ser considerada uma vilã, já que nessa época existe a necessidade de sucção, que na maioria das vezes é atendida com o aleitamento materno.

A recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria e do Ministério da Saúde é que o hábito seja removido até os três anos de idade. Porém, sabe-se que se eliminado até os dois anos, a chance de autocorreção das arcadas é maior.

A maloclusão instalada é facilmente detectável pelos pais ou responsáveis, já que, na maioria dos casos, a mordida aberta anterior é a mais comum. Os pais devem solicitar que a criança morda. Se os dentes anteriores não se tocarem, é bem provável que a criança já apresente tal alteração oclusal. É preciso que nós, odontopediatras, expliquemos isso a eles, manifestando as possíveis orientações.

O tratamento consiste primeiramente na remoção do hábito. Se não ocorrer a autocorreção após certo período, é necessária a utilização de aparelhos ortopédicos, que devem ser instalados assim que possível. Como o resultado desses tipos de aparelhos depende da cooperação da criança quanto ao uso, devemos indicá-los de acordo com a maturidade da criança. Normalmente, a partir dos quatro anos, muitos já conseguem fazer o uso correto e de forma eficiente. Outro ponto importante nesta fase é a indicação de alimentos mais duros e consistentes, pois estimulam a mastigação e favorecem o crescimento ósseo.

É importante também que os pais saibam a importância da visita ao odontopediatra até o primeiro ano de vida da criança. Além disso, nós, os odontopediatras e cirurgiões-dentistas, precisamos reforçar que a chupeta não deve ser ofertada a qualquer momento. Os pais devem perceber a real necessidade do recurso, que só deve ser utilizado quando o aleitamento não foi suficiente para a necessidade de sucção da criança, por exemplo.

E, por favor, nunca recomendem as chupetas customizadas. Elas são muito bonitas, mas proibidas pelo Inmetro e altamente perigosas para a saúde dos pequenos

sandra kalilSandra Kalil Bussadori
Cirurgiã-dentista. Especialista em Odontopediatria. Mestre em Odontologia (Materiais Dentários). Doutora em Ciências Odontológicas. Possui Pós-Doutorado em Pediatria.