Confira 10 aplicativos de celular que ajudam no cuidado com a saúde

Fonte: MUNDO MODERNO
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Você dorme bem ?

Noites mal dormidas não prejudicam apenas o equilíbrio emocional ou a capacidade de raciocínio e aprendizagem, como também colocam em risco a saúde cardíaca.

Isso porque o sono é um período importante para o restabelecimento do nosso organismo, auxiliando na produção de anticorpos e no fortalecimento do sistema imunológico. Assim sendo, procure sempre dormir de 6 a 8 horas por noite, o tempo ideal para recuperar as energias gastas durante o dia.

Fonte: HCor

Doença comum no século passado, escarlatina volta a desafiar médicos

Grã-Bretanha e a Ásia estão enfrentando um surto da infecção bacteriana. O problema afeta principalmente crianças com idades entre 5 e 12 anos

Garoto apresenta sintomas de escarlatina, com pele avermelhada e de textura áspera

A escarlatina, uma infecção bacteriana causada por estreptococos do grupo A, atinge principalmente crianças com idade entre 5 e 12 anos. Os sintomas incluem dor de garganta, dor de cabeça, febre e uma textura áspera e vermelha da pele na região do peito e do estômago, que pode se espalhar para outras partes do corpo.(VEJA.com/Divulgação)

A Grã-Bretanha e a Ásia estão enfrentando um surto de escarlatina que intriga especialistas. De acordo com a Autoridade de Saúde Pública da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês), em 2015, foram registrados 17.586 casos da infecção no país – o número só não ultrapassa os registros de 1967, com 19.305 notificações. As informações são da BBC Brasil.

“Durante os últimos cinco anos, houve mais de 5.000 casos em Hong Kong, o que representa 10 vezes o número médio de casos registrados anteriormente. E foram mais de 100 mil casos na China”, revelou Mark Walker, do Centro de Doenças Infecciosas da Austrália e autor de um estudo publicado na revista científica Scientific Reports em novembro do ano passado.

A escarlatina, uma infecção bacteriana causada por estreptococos do grupo A, atinge principalmente crianças com idades entre 5 e 12 anos. A doença havia ficado relegada ao século passado. Por isso, o “aumento drástico” no número de casos em algumas regiões tem intrigado especialistas, que ainda não conseguiram identificar uma causa para o surto.

Embora análises de amostras de doentes colhidas ao redor do mundo tenham mostrado que as bactérias da escarlatina não são resistentes à penicilina, os autores do estudo publicado na Scientific Reportsgarantem que o aumento é “muito preocupante”. “Temos agora uma situação que poderia mudar a natureza da doença e fazê-la resistente a vários tratamentos que normalmente são receitados para essas infecções respiratórias, como a escarlatina”, disse Nouri Bem Zakour, uma das autoras do estudo.

Escarlatina – A escarlatina é considerada uma infecção bacteriana leve, que pode ser tratada com antibióticos. Sua transmissão ocorre pelo contato próximo a pessoas que têm a bactéria – frequentemente encontrada na garganta, portanto é comum a transmissão pela saliva – ou pelo contato com objetos contaminados. Os sintomas incluem dor de garganta, dor de cabeça, febre e vermelhidão na pele.

Em geral, não causa danos mais graves. Se não for tratada, contudo, pode evoluir para uma febre reumática e causar danos permanentes no coração. “Os pacientes que não mostram sinais de melhora dias depois de começarem o tratamento devem buscar ajuda médica urgente”, afirmou Theresa Lamagni, chefe do grupo que monitora infecções causadas por estreptococos.

Na Inglaterra e no País de Gales a escarlatina foi uma infecção comum no início do século 20. Desde então, os números foram reduzindo de maneira gradual, mas voltaram a crescer em 2014. Segundo a PHE, atualmente a Inglaterra regista cerca de 600 novos casos por semana e a estimativa é que o número aumente ainda mais durante a temporada típica da infecção no país, entre o fim de março e meados de abril.

(Da redação Veja saúde )

Açúcar, mais que o sal, é o vilão da pressão alta, dizem médicos americanos

Um grupo de profissionais pede que diretrizes alimentares enfatizem mais o açúcar que o sal no combate à hipertensão

Açúcar: segundo autores, 13% a 25% dos americanos consomem uma quantidade de açúcar diária igual à utilizada no estudo

Açúcar: segundo autores, 13% a 25% dos americanos consomem uma quantidade de açúcar diária igual à utilizada no estudo
Segundo os médicos, o açúcar dos alimentos processados é o vilão da hipertensão (Thinkstock/VEJA)

Os programas alimentares voltados para reduzir a pressão arterial costumam focar na redução do consumo do sal. Mais do que cortar o sal, as pessoas deveriam tirar da mesa alimentos industrializados enriquecidos com açúcar. Essa é a constatação de um estudo feito por médicos da Faculdade de Medicina Albert Einstein e do Saint Luke’s Mid America Heart Institute, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Open Heart.

Opinião do especialista :

Segundo Luiz Bortolotto ,cardiologista, presidente do departamento de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia e diretor da unidade de hipertensão do Instituto do Coração (Incor) existem extensas evidências do papel do sal no desenvolvimento da hipertensão, assim como dos benefícios de reduzir o sal para diminuir a pressão. Isso está consolidado, apesar de criticado por alguns autores.Quanto ao açúcar, começam a surgir evidências de que o excesso de frutose pode causar processos inflamatórios. Além disso, existe uma relação entre o consumo do açúcar e a obesidade, que é ligada à hipertensão. Logo, há fundamento em dizer que excesso de açúcar pode levar à hipertensão. O estudo que mais mostrou isso foi o que relacionou refrigerantes com maior risco de hipertensão.

No entanto, não há um estudo comparativo entre redução de sal e de açúcar e o impacto na pressão, e também nenhuma pesquisa avaliou a queda da pressão promovida pela redução do açúcar.

Doenças cardiovasculares, como o infarto e o derrame, são a causa de morte número um no mundo. Um dos principais fatores de risco para elas é a pressão arterial elevada, que atinge um em cada cinco brasileiros, de acordo com um levantamento do IBGE.
Para esse grupo de médicos americanos, a queda na pressão arterial proporcionada pela redução no consumo de sal é “relativamente pequena”, e há evidências de que consumir de 3 a 6 gramas de sal por dia faz bem à saúde, e de que ingerir de menos de 3 gramas é prejudicial ao organismo.

No artigo, eles dizem que a maioria do sal da dieta é obtido por meio de comidas processadas, também ricas em açúcar. “O açúcar pode estar mais relacionado à pressão arterial do que o sódio. Evidências científicas, estudos populacionais e ensaios clínicos revelam que o açúcar, particularmente a frutose, é o protagonista do desenvolvimento da hipertensão”, escreveram os autores.

Xarope de milho – Os médicos condenam especialmente o xarope de milho, adoçante comum em sucos industrializados e refrigerantes. Eles afirmam que uma ingestão diária de mais de 74 gramas de frutose está associada com um risco 30% maior de ter pressão acima de 14 por 9, e 77% maior de ter pressão superior a 16 por 10. Uma alimentação rica em frutose também está relacionada à elevação do colesterol, altos índices de insulina e risco de síndrome metabólica.

Os autores enfatizam que o açúcar natural encontrado em frutas e vegetais não é prejudicial à saúde. Ao contrário, comer frutas e vegetais certamente faz bem ao organismo.

Fonte: Veja saúde