Sobremesa saudável e gostosa

Sobremesas também podem ser saudáveis. A receita do HCor de hoje é um exemplo de como combinar saúde e sabor para preparar um delicioso creme de chocolate. Olha só:

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Creme de chocolate com crocante de nozes.

Tempo de preparo: 40 minutos.
Grau de dificuldade: média.
Porção: 1 taça (100 g).
Rendimento: 10 porções.

Informações nutricionais:
244 kcal/porção;
Baixo teor de gordura saturada;
Não contém colesterol.

Ingredientes:

Creme:
4 xícaras de chá de leite desnatado;
4 colheres de sopa de amido de milho;
1 xícara de chá de açúcar;
1 xícara de chá de chocolate em pó.

Crocante de nozes:
2 xícaras de chá de açúcar;
1 xícara de chá de nozes picadas grosseiramente.

Modo de preparo:

Creme: em uma panela, misture todos os ingredientes do creme, leve ao fogo e deixe cozinhar até engrossar, mexendo sempre para não formar grumos. Este processo leva aproximadamente 20 minutos. Distribua em taças individuais e leve para gelar.

Crocante de nozes: derreta o açúcar em fogo baixo, tome cuidado para não queimar. Depois de derretido, desligue o fogo e acrescente as nozes. Unte uma superfície lisa e fria com margarina e despeje o caramelo, formando uma camada fina. Deixe esfriar bem e quebre. Sirva o crocante por cima do creme gelado.

Dica: se preferir, substitua as nozes por amêndoas ou castanhas. Para incrementar o crocante, adicione granola e uva-passa.

Lisina promete prevenir o vírus que causa o herpes labial

O contágio pelo HSV-1 – vírus que atinge cerca de 90% da população mundial e causa o herpes labial em 40% dos infectados – ocorre mais frequentemente na infância, mas pode acontecer em qualquer fase da vida, por meio do contato com a saliva ou outras secreções contaminadas. A transmissão pode ocorrer de forma direta, por meio de beijo, sexo oral e gotículas de saliva liberadas com a fala, ou de forma indireta, pelo uso compartilhado de objetos como copo, talheres e batom.

Estudos em que a lisina foi administrada durante seis meses em pacientes com a doença demonstraram que houve prevenção da recorrência ou diminuição da frequência em 84% dos casos. Além disso, a cicatrização das lesões ocorreu em cinco dias ou menos em 83% dos pacientes – o tempo médio regular é de 9 a 12 dias.

São resultados extremamente positivos para quem sofre com sintomas como vermelhidão, ardência, coceira, prurido e vesículas nos lábios de forma rotineira, o que afeta não só a saúde, como também a autoestima das pessoas, já que o rosto é o principal cartão de visitas e a parte mais exposta do corpo.

“O herpes labial é uma infecção cutânea extremamente comum e os surtos podem ser de longa duração, intensamente dolorosos e desfigurantes”, explica Dr. Walmar Roncalli Pereira de Oliveira, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM/USP).

A lisina está presente em alguns alimentos, como as proteínas de origem animal, a soja e certos legumes, mas o corpo humano não consegue produzi-la, dependendo da sua ingestão. O seu papel fundamental é inibir a arginina, aminoácido que tem uma função contrária à da lisina no organismo – ou seja, ela ajuda na reprodução do vírus. Como elas competem dentro da célula, o aumento da lisina no organismo significa uma queda da arginina, e manter essa relação (mais lisina e menos arginina) é essencial para frear o herpes labial.

A prevenção do herpes labial, portanto, significa mais qualidade de vida e autoconfiança para uma parcela muito significativa da população, como mostra uma pesquisa realizada em junho de 2015 pela Aché. Feito em parceria com empresa especializada em pesquisas digitais, o estudo ouviu 100 pacientes com herpes no país, entre os quais 37% têm o problema e apresentam mais de duas crises por ano. Para 78% dos entrevistados que sofrem com a doença, o nível de incômodo vai de médio a muito alto e o tempo de convivência com as dolorosas crises é de 10 a 15 anos, considerando a idade atual dos pacientes e a que eles tinham quando a doença se manifestou pela primeira vez.

Ainda que a maioria da população tenha o vírus incubado no organismo, nem todos os indivíduos chegam a desenvolver a doença. Nos pacientes que apresentam os sintomas, a manifestação do vírus é geralmente desencadeada por fatores como exposição solar intensa, fadiga física e/ou mental, baixa imunidade do organismo, alterações hormonais durante a menstruação, febre, trauma local e ingestão de alguns alimentos ricos em arginina, aminoácido necessário para a replicação do vírus.

Entre as pessoas que desenvolvem o herpes labial, a frequência e a intensidade das crises podem variar. Em boa parte dos casos, a manifestação dos sintomas é discreta, mas uma parcela relevante da população está propensa a ter reincidência, com até seis episódios por ano. Quando o herpes labial é recorrente e mais severo, o tratamento é fundamental.

Como o vírus funciona

O herpes labial ocorre quando, depois de atravessar a pele, caminhar pelo nervo e ficar latente ou dormente por algum tempo, o vírus é estimulado e se dirige às terminações nervosas do corpo até alcançar a pele. Assim que ele atinge a epiderme, camada mais superficial do órgão, surgem as primeiras lesões. A sensação inicial é de coceira e ardência no local, seguida por vermelhidão e inchaço.

Em seguida, surgem pequenas vesículas que se agrupam e lembram o formato de um cacho de uvas ou de um buquê de flores. Quando rompidas, as bolhas se transformam em feridas que, depois de um tempo, secam e cicatrizam. O maior risco de transmissão do vírus ocorre durante o rompimento das lesões, que liberam um líquido contaminado.

A doença ainda é vista por grande parte da população como pouco importante. Porém, é descrito em literatura que uma em cada dez mil reativações do vírus do herpes simples no nervo pode atingir o sistema nervoso central, levando a uma doença chamada encefalite herpética, que apresenta alto índice de morbidade e letalidade.

O primeiro sinal de maior sensibilidade na região dos lábios, com o aparecimento de coceira, ardor, vermelhidão e/ou prurido, representa para muitas pessoas o início de dias conturbados. A longa convivência com a dor e o constrangimento causados pelas crises se agrava pelo fato de que, para 37% dos pacientes, os episódios ocorrem mais de duas vezes ao ano, podendo superar quatro crises anuais.

Segundo a pesquisa realizada em junho passado, a cada uma dessas crises representa um nível de incômodo descrito por 78% dos entrevistados com herpes labial como de médio a muito alto. Os pacientes têm que lidar, a cada novo episódio, com a dor no local das lesões, o abalo psicológico e o receio de potenciais desfigurações durante o processo de cicatrização das feridas. Os resultados da pesquisa mostram o comportamento dos portadores de herpes labial quanto ao tratamento e a prevenção das crises, sendo necessária maior orientação, uma vez que 80% dos entrevistados se automedicam durante as crises.

É preciso reforçar a importância do acompanhamento médico. Os pacientes que se automedicam durante as crises utilizam pomadas ou comprimidos, enquanto somente 13% procuram um médico. Além disso, 62% afirmam não adotar nenhuma medida de prevenção, como evitar o sol, usar protetor labial e equilibrar a alimentação – orientações básicas que são repassadas aos pacientes durante uma consulta com um especialista. Informações corretas sobre tratamentos e mudanças importantes de hábitos de vida são a chave para uma vida com menos recorrência do herpes labial.

“A lisina administrada durante o curso das infecções herpéticas recidivantes diminui os sintomas, o tempo da infecção e acelera o processo de cicatrização. Por apresentar mecanismo de ação supressivo da replicação viral, é empregada principalmente de forma profilática, diminuindo a frequência das recidivas”, explica Dr. Walmar Roncalli Pereira de Oliveira, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM/USP).

PRINCIPAIS NÚMEROS DA PESQUISA

Sexo:
59% homens
41% mulheres

Idade:
50% entre 31 e 40 anos
43% entre 25 e 30 anos
7% com mais de 41 anos

Nível de incômodo com o herpes labial:
46% muito alto
32% médio
22% baixo

Idade em que ocorreu o primeiro episódio:
72% antes dos 20 anos
25% entre 21 e 30 anos
3% entre 31 e 40 anos

Número de crises:
55% uma crise por ano
37% de duas a mais de quatro crises por ano
8% apenas uma crise na vida

Orientação para tratamento:
80% se tratam sozinhos
13% procuram um médico
7% procuram um farmacêutico

Tipos de tratamento:
90% usam comprimidos e pomadas
8% nenhum
2% outros

Prevenção do herpes labial:
62% não fazem nada
38% evitam sol, utilizam protetor labial e cuidam da alimentação

Fonte: Herpes recorrente não, Aché .

Andréa Guardabassi , Saúde Repórter