Fator de risco: Tabagismo

O tabagismo é o principal responsável por quase 100% das mortes por câncer de pulmão, 30% das mortes por outros tipos de câncer, 85% dos óbitos por bronquite crônica e enfisema pulmonar, 25% dos óbitos por doenças cerebrovasculares e 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio.

Quem fuma também tem maior predisposição ao desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, aneurisma, úlceras, infecções respiratórias, trombose, osteoporose, catarata, impotência sexual, infertilidade, menopausa precoce e complicações na gravidez, além de ter menos resistência física e pior desempenho na vida esportiva e sexual.

O que é

Tabagismo é o hábito de consumir com frequência produtos derivados do tabaco que contém nicotina. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é a principal causa de morte evitável no mundo. Estima-se que o cigarro e outros derivados do tabaco sejam responsáveis por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil.

Presente principalmente no cigarro, a nicotina é uma droga que causa dependência química. Por ser uma substância psicoativa, a nicotina ativa áreas cerebrais responsáveis pela sensação de prazer e relaxamento. Com o uso, a pessoa vai se tornando tolerante a essa sensação de bem-estar, o que gera um aumento do consumo. Além disso, o tabagista começa a apresentar sintomas de abstinência quando interrompe o uso do cigarro.

Incidência

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde, 18% da população brasileira são fumantes. Os homens fumam mais que as mulheres; 22,7% deles têm o hábito de fumar, enquanto nas mulheres a prevalência é de 16%.

Sinais e Sintomas

Necessidade de quantidades cada vez maiores de nicotina para obter o mesmo efeito da substância, síndrome de abstinência com a retirada ou diminuição do cigarro, tentativas frustradas de redução ou cessação do consumo, falta de controle quanto ao número de cigarros consumidos em um dia, interrupção de atividades sociais ou no trabalho por conta do vício, fumar mais de 20 cigarros por dia e utilização contínua mesmo com problemas físicos ou psicológicos comprovados, como doenças cardíacas e respiratórias.

Diagnóstico

É feito a partir da avaliação dos sinais e sintomas. Quando três ou mais sinais se manifestam é confirmado o diagnóstico de dependência do tabaco.

Definido o diagnóstico, são feitos testes para avaliar o grau de dependência da nicotina e o tratamento mais indicado.

Tratamento

Existem três métodos principais para a cessação do tabagismo, que podem ser adotados de forma conjunta ou individual: aconselhamento terapêutico individual ou em grupos, reposição de nicotina e medicamentos.

O aconselhamento profissional é feito em encontros semanais com discussões sobre a importância de parar de fumar, as dificuldades ao longo do processo e orientações para evitar recaídas.

A reposição é feita com o uso de adesivos ou gomas de mascar, cujas doses são gradualmente reduzidas, até a retirada completa. Ao iniciar a reposição de nicotina, a pessoa é orientada a interromper o hábito de fumar, começando, então, a se adaptar à nova condição.

Já os medicamentos atuam nos neurotransmissores responsáveis pela vontade de fumar, reduzem os sintomas da abstinência, como irritabilidade e ganho de peso, e diminuem o risco de recaídas.

O desejo de parar, a decisão e o êxito podem ser um processo de meses ou até anos. Nem sempre se consegue na primeira tentativa, mas as recaídas fazem parte do processo e os esforços para desistir do fumo não devem ser abandonados.

Impactos do tabagismo

Além da nicotina, que causa dependência, o cigarro contém mais de 4.700 substâncias cancerígenas e tóxicas para vários órgãos do corpo.

De acordo com um estudo do Banco Mundial, os custos com o tabagismo chegam a 200 bilhões de dólares por ano no planeta. Isso se deve ao valor despendido com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco, aposentadorias precoces, faltas ao trabalho, mortes de pessoas em idade reprodutiva, além da poluição e degradação ambiental.

Revisão médica: Dra. Alessandra Maria Julião, psiquiatra do Núcleo de Medicina Psicossomática e Psiquiatria do Einstein

Referências: NEAD); INCA, Ministério da Saúde e Cleveland Clinic

Você já ouviu falar sobre o mindfulness?

Mindful Eating: atenção plena ao comer

Você já ouviu falar sobre o mindfulness? É um conceito do pensamento budista introduzido na área de psicologia por Jon Kabat-Zinn, médico especialista em meditação Zen, e definido, pelo próprio, como o processo de se tornar intencionalmente consciente dos pensamentos e ações no momento presente (Kabat-Zinn, J.- 2005).

“É estar atento, sem julgamentos, a todos os estados mentais e emocionais”, explicam Izabella C. Carvalho Crochemore e Selma Bordin, nutricionista clínica e psicóloga do Einstein, respectivamente.

Ao transportar esse conceito para a alimentação chegamos ao mindful eating, que pode ser traduzido como comer com atenção plena. Segundo a dra. Jan Chozen Bays, pediatra e especialista em meditação Zen, comer com atenção plena “nos imerge nas cores, texturas, aromas, sabores e até mesmo nos sons do ato de comer e beber. Aqueles que comem com atenção plena são, portanto, não julgadores, e estão atentos ao sabor, textura e ao próprio processo de comer”.

Nossa cultura e sociedade impõe um ritmo de trabalho cada vez mais acelerado, reduzindo e desrespeitando nosso tempo disponível para comer. Dessa forma, praticar o mindful eating é um grande, mas compensador, desafio. “Pois promove uma relação de maior satisfação e plenitude em relação aos alimentos”, afirmam as especialistas do Einstein.

Lembre-se: a maneira como comemos é tão ou mais importante quanto o que comemos. Confira nossas dicas:

Fontes: Izabella C. Carvalho Crochemore, nutricionista clínica do Einstein e Selma Bordin, psicóloga do Einstein /Hospital Albert Einstein
Referências Bibliográficas:
– Alvarenga M. e col. Nutrição Comportamental, 2015.
– Kabat-Zinn, J. (2005). Wherever you go there you are. Mindfulness meditation in everyday life. New York: Hyperion.
– Bays JC (2009). Mindful eating – a guide to discovering a healthy and joyful relationship with food. Boston &London: Shambala.
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