Unicamp desenvolve teste rápido que detecta zika em 5 horas

Os laboratórios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) iniciam na segunda-feira, dia 15 de fevereiro, testes rápidos para o vírus da zika. O teste de sorologia será feito em amostras de sangue, urina e saliva. O método identifica e diferencia a zika em relação a outros vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, como dengue e chikungunya. O resultado sai em cinco horas.

De acordo com a coordenadora de pesquisas da universidade, Clarisse Arns, o teste foi desenvolvido pela força-tarefa que estuda o vírus em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O teste rápido tem eficácia de 100%, segundo a pesquisadora, e representa considerável avanço no controle do zika vírus. Atualmente, o exame é realizado apenas em sangue e o resultado demora pelo menos uma semana.

Inicialmente, os testes estarão disponíveis para pacientes do Hospital das Clínicas de Campinas e da rede pública municipal. Em uma segunda fase, serão atendidos casos suspeitos de cidades da região, como Sumaré e Hortolândia. Até agora, foram confirmados cinco – dois em Sumaré e um em Campinas, Americana e Piracicaba.

O Ministério da Saúde promete também para este mês a distribuição de kits de testes rápidos de zika para laboratórios de todo o país. Esse foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é ligada ao governo federal. O teste permite realizar a identificação simultânea dos vírus de dengue, chikungunya e zika em uma mesma amostra de sangue.

Fonte: UOL

Estudo mostra que aspirina pode reduzir o risco de câncer

De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico cientifico JAMA Oncology, tomar aspirina regularmente ajuda a reduzir o risco de câncer. Segundo a pesquisa, a ingestão regular de pequenas doses do medicamento pode diminuir a probabilidade de desenvolvimento de tumores em geral, sobretudo os cânceres de estômago e de intestino.

Para chegar a tais resultados, pesquisadores americanos acompanharam dados de saúde de 136 mil pacientes, ao longo de 36 anos. Os resultados mostraram que os voluntários que tomavam aspirina regularmente – duas vezes por semana ou mais – por, no mínimo, seis anos, tinham um risco 3% menor de desenvolver qualquer tipo de câncer. No que diz respeito a tumores de estômago e intestino, essa redução foi ainda maior: 15% e 19% respectivamente.

“Ainda não estamos no ponto em que podemos recomendar a aspirina para a prevenção do câncer. Mas as pessoas devem, sim, discutir o assunto com seus médicos, particularmente aquelas com fatores de risco, como histórico familiar para o câncer gastrointestinal”, disse Andrew Chan, um dos autores do estudo.

Embora ainda não se saiba como a aspirina protege contra tumores, acredita-se que o efeito benéfico seja decorrente de sua ação na espessura do sangue. Muitas vezes o corpo tem dificuldade para eliminar células cancerosas porque as plaquetas do sangue podem se prender a elas e as esconder do sistema imunológico. Dessa forma, os autores suspeitam que o medicamento aja na luta contra a produção precoce de tumores.

Apesar dos resultados animadores, é preciso lembrar que muitas vezes o uso da aspirina pode trazer efeitos colaterais como sangramentos e úlceras estomacais.

Fonte: Veja

Fatores de risco: Alcoolismo

O que é

O alcoolismo é caracterizado pela vontade incontrolável de beber, falta de controle ao tentar parar a ingestão, tolerância ao álcool (doses cada vez maiores para sentir os efeitos da bebida) e dependência física, que se manifesta com sintomas físicos e psíquicos nas situações de abstinência alcoólica.

O diagnóstico de alcoolismo não tem relação com o tipo e quantidade da substância ingerida pela pessoa, mas sim à capacidade em controlar o consumo de bebida.

Causas

Além da já reconhecida predisposição genética para a dependência, outros fatores podem estar associados: ansiedade, angústia, insegurança, fácil acesso ao álcool e condições culturais.

Por ser muito relacionado à socialização – os primeiros efeitos do álcool são euforia e desinibição – é comum que o hábito se inicie na adolescência, período em que começam a ser frequentes reuniões com oferta de bebidas alcoólicas.

Incidência

No Brasil, 10% da população sofre com o alcoolismo. Os homens correspondem a 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%.

Sinais, sintomas e diagnóstico

Os sinais e sintomas classicamente associados à dependência de substâncias são falta de controle sobre o uso, tolerância cada vez maior e manifestações de síndrome de abstinência. Neste último caso, a pessoa manifesta alguns sintomas quando interrompe o consumo de álcool: tremores nos lábios e extremidades (mãos, pés), náuseas, vômitos, suor excessivo, ansiedade, irritação, podendo evoluir para convulsões e estados de confusão mental, com falta de orientação no tempo e no espaço e alucinações.

Algumas questões úteis para avaliar se o indivíduo tem problemas com o álcool são:

  • Você já sentiu que deveria diminuir a bebida?
  • Você fica irritado quando criticam o seu hábito de beber?
  • Você já se sentiu culpado por beber?
  • Você já ingeriu bebida alcoólica pela manhã?

Se uma das perguntas tiver a resposta SIM, é sinal de que é preciso investigar a questão de forma mais aprofundada. Procurar um médico é uma boa opção.

O primeiro passo é o doente reconhecer que é alcoolista e querer mudar a situação. Depois, a família e/ou o dependente devem procurar um psicólogo ou psiquiatra, que avaliará as possibilidades de tratamento.

O tratamento pode envolver a desintoxicação, que é a retirada da bebida com acompanhamento profissional, a ingestão de medicamentos que auxiliam no controle do desejo de beber e aconselhamento individual ou em grupo.

O envolvimento da família é fundamental nessa etapa, pois o alcoolismo é uma doença que envolve não só o dependente, mas também todos de seu convívio.

Impactos do alcoolismo

O álcool, junto com o tabagismo, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças.

Quando utilizado por tempo prolongado, tem ação tóxica sobre diversos órgãos. O uso constante provoca danos ao sistema nervoso, podendo causar demência, bem como diminuição da sensibilidade e da força muscular nas pernas. Outras possíveis consequências são: no estômago, pode ocasionar gastrites e úlceras; no fígado, pode desencadear hepatites, acúmulo de gordura e cirrose; no pâncreas, gera pancreatite; e no sistema circulatório, aumenta o risco de miocardites, pressão alta, acidentes vasculares cerebrais e aterosclerose (acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos).

O álcool também tem relação com o desenvolvimento de câncer no trato intestinal, na bexiga, próstata e outros órgãos.

Além disso, ficam prejudicadas as relações sociais. No excesso e na ausência dele, o dependente se torna irritado, tem tremores e crises de ansiedade, que só melhoram com o consumo cada vez maior.

Revisão médica: Dra. Alessandra Maria Julião, psiquiatra do Núcleo de Medicina Psicossomática e Psiquiatria do Einstein

Tratamento

Fator de risco: Colesterol

O que é

O colesterol é um tipo de gordura vital para o funcionamento do organismo. Presente no sangue e em todos os tecidos, ele contribui para a produção do hormônio cortisol e dos hormônios sexuais, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel importante na regeneração das células.

Além de ser produzido pelo próprio organismo, o colesterol pode ser obtido em alimentos como carnes, leite integral e ovos. Sua presença é indispensável para o funcionamento equilibrado das funções vitais, porém, quando em excesso, ele pode trazer algumas complicações.

A mais comum delas é a formação de placas de gordura nas artérias que levam ao endurecimento e entupimento dos vasos sanguíneos. Com a obstrução dos vasos, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas e levando a doenças como angina, infarto, morte súbita e, quando acomete as artérias carótidas e cerebrais, pode levam até a acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Tipos e causas

O que influencia se o colesterol é saudável ou prejudicial é o tipo da lipoproteína (pequena estrutura formada por lipídios e proteínas) que o envolve.

Existem, portanto, dois tipos de colesterol: o bom e o ruim. O HDL (High Density Lipoproteins, em inglês) recolhe o colesterol ruim acumulado nos vasos sanguíneos para eliminar pelo fígado. Já o ruim, o LDL (Low Density Lipoprotein), quando acumulado, pode provocar o entupimento das artérias. Este colesterol está associado a fatores de risco como diabetes, tabagismo e pressão alta.

O excesso de peso, o sedentarismo e a alimentação desbalanceada também podem interferir para o aumento das taxas de colesterol.

Fatores de risco

Alimentação rica em gordura saturada e açúcar, excesso de peso, sedentarismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, estresse, hereditariedade, idade e gênero. As mulheres costumam ter um aumento no nível do colesterol ruim após o início da menopausa.

Sinais, sintomas e diagnóstico

O colesterol elevado não tem obrigatoriamente sintomas. Na maioria dos casos, os sinais aparecem em consequência da formação das placas de gordura nas artérias, quando a situação já pode estar avançada. Quando atinge as artérias coronarianas, levando à angina do peito e infarto do miocárdio, os sintomas mais comuns são dores no peito (peso, aperto, queimação ou até pontadas), falta de ar, sudorese, palpitações e fadiga. Nas artérias cerebrais, os sintomas neurológicos que levam ao acidente vascular cerebral podem ser formigamentos, paralisias, perda da fala e sonolência.

É fundamental avaliar os níveis de colesterol regularmente. Para aqueles que têm histórico familiar de doenças cardiovasculares, o acompanhamento deve ser feito desde a infância. A partir dos 20 anos, a medição deve ser de cinco em cinco anos, reduzindo para uma frequência anual a partir dos 35 anos.

O diagnóstico e o acompanhamento são feitos por meio de um exame sanguíneo, que avalia as taxas do colesterol total, do HDL e do LDL.

Tratamento

Existem medicamentos que atuam na diminuição dos níveis do LDL, o colesterol ruim, e podem levar a um pequeno aumento nos índices do bom colesterol. O importante é que este tratamento seja sempre aliado à mudança de estilo de vida. A adoção de hábitos saudáveis como a prática regular de atividade física e controle do peso e da alimentação é fundamental para um tratamento bem sucedido.

Prevenção

A melhor forma de prevenir o aumento do colesterol ruim é aliar exercícios físicos à alimentação saudável, evitando o consumo de gorduras saturadas, óleos, carne vermelha em excesso, gema de ovo, manteiga, laticínios, mortadela, salame, queijos amarelos e alimentos industrializados.

A redução do consumo de álcool e a cessação do tabagismo também são indispensáveis para a manutenção da saúde e dos níveis de colesterol.

Dr. Marcos Knobel, cardiologista

Fonte : Hospital Albert Einstein

Memória

Memória

Esquecer um número de telefone, o que almoçou na semana passada ou onde anotou um endereço importante é normal. Entretanto, colocar a culpa desses esquecimentos na memória nem sempre está correto. Muitas vezes o problema é a falta de atenção.
Memória“A memória é uma forma de registrar informações, como se fosse um arquivo e, como todo processo de arquivamento, exige atenção”, define dr. Fábio Nasri, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

No livro Questões sobre memória, o médico Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define memória como a aquisição, conservação e evocação de informações. O aprendizado é a aquisição dos dados e as lembranças são a evocação do que foi armazenado; logo, o esquecimento é a falta de evocação.

Para absorver e registrar informações que possam ser lembradas é preciso estar atento. As informações absorvidas com atenção são julgadas como úteis pelo cérebro e, por isso, armazenadas.

Mecanismos de funcionamento

A memória é um processo complexo que utiliza os cinco sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios. Falhas em qualquer uma das etapas pode resultar na perda da informação.

Atenção: habilidade de estar atento para absorver as informações.
Registro / Codificação: registro inicial da informação, assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a informação é significativa.
Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará armazenada na memória de longo prazo.
Consolidação: processo de utilização da informação que foi armazenada. Caso um dado não seja utilizado com frequência, será descartado pelo cérebro.
Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.
A cada informação, uma memória.

É possível classificar a memória de duas formas.

De acordo com a duração da informação:

Memória de trabalho
Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é descartado pelo cérebro.
Memória de curta duração ou recente
O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo.
Memória de longa duração
Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.
De acordo com o conteúdo da informação ou a função:

Memória prospectiva
Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião marcada para as sete horas.
Memória verbal
Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por exemplo, uma história contada por alguém ou a letra de uma música.
Memória Visual
Utilizada para lembrar de figuras ou imagens.
Memória de procedimento
Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.
Falhas frequentes

Em geral, os problemas de memória começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas frequentes estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”, explica Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação do HIAE.

Segundo a neuropsicóloga, a atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse, depressão, ansiedade e fadiga e, por consequência, os problemas começam a aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’ podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”, completa.

Doenças degenerativas

Desde o nascimento, o ser humano perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o dr. Nasri.

Nas pessoas mais jovens, as falhas estão relacionadas a problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção
O aumento da expectativa de vida acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o mal de Alzheimer, o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais.

Segundo o dr. Nasri, os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória. Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita frequência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.

Memória afiada

Para manter a memória saudável e eficaz é preciso começar a treinar desde cedo. E não basta ler livros ou jornais, é preciso também dialogar, expor opiniões. “Durante a atividade argumentativa, o cérebro é requisitado para opinar e replicar, assim a argumentação é fundamental para a memória. Ao ler um livro, a pessoa pode apenas guardar a informação sem discuti-la, o que não tem o mesmo efeito no cérebro”, afirma o geriatra.

Algumas orientações para quem quer manter a memória afiada:

Alimentação saudável, com baixo teor de gordura para prevenir doenças vasculares;
Prática de atividades físicas;
Estilo de vida menos estressante;
Boa qualidade de sono;
Estímulo da atividade mental com hobbies e leituras;
Organização de compromissos;
Intervalos frequentes entre as atividades para garantir melhor nível de concentração.
Tratamentos

Quando as falhas na memória tornam-se frequentes e passam a atrapalhar seriamente o cotidiano, é preciso buscar a ajuda de um especialista. Não é possível prevenir os problemas de memória com medicação, mas já existem medicamentos que atrasam a evolução de doenças degenerativas.“Nos próximos cinco anos teremos novidades em remédios para os problemas de memória, um dos males mais pesquisados hoje ”, afirma o dr. Nasri.

O Hospital Israelita Albert Einstein oferece uma avaliação neuropsicológica, muito importante no diagnóstico dos problemas que podem levar a falhas de memória. “Trata-se de um exame que investiga o funcionamento mental por meio de testes relativos às várias funções, como atenção e raciocínio lógico”, explica Camila Prade.

O tratamento é feito por meio da reabilitação neuropsicológica, que treina as funções afetadas e visa criar novas estratégias para compensar as funções prejudicadas. “Utilizamos estratégias compensatórias bastante eficazes, como o treinamento para uso de agenda”, explica a neuropsicóloga. A família também recebe orientação para aprender a conviver com as novas limitações do paciente.

Fonte: Albert Einstein