Paladar: Água na boca
O sabor de tudo o que você come é o resultado de uma parceria entre o nariz e a língua.

A vida perderia muito da sua graça se não fosse o paladar. Chupar um limão ou uma laranja daria na mesma. Jiló com chocolate? Por que não, se tudo tem o mesmo gosto? O que torna a vida saborosa é uma combinação de sensores, dos quais apenas alguns estão situados na língua. Quando você mastiga uma maçã, uma parte das moléculas da fruta cai direto nas papilas especializadas em reconhecer o sabor doce. A outra parte – moléculas odoríferas voláteis – viaja por trás do nariz até os receptores do olfato. O cérebro junta todas essas informações. O resultado é o paladar.

As moléculas da comida precisam estar diluídas em algum líquido. Com a boca seca, nada tem gosto. Para garantir o sabor, a saliva entra em ação assim que você sente o cheiro agradável do alimento. É a chamada água na boca. “O seu organismo pede, por meio do paladar e do olfato, para você comer”, explica o otorrinolaringologista Ricardo Bento, professor da USP.

Existem, espalhadas pela língua, mais de 10 000 papilas como a da foto ao lado, ampliada. Ainda assim, o paladar é o sentido mais pobre do ser humano. Só envia ao cérebro quatro informações: se a comida é doce, salgada, amarga (como o jiló) ou azeda (como o limão)

A casa do sabor
Saiba quais são e para que servem as papilas que recobrem a superfície da língua.

CASTELO
No fundo da língua estão as grandes papilas circunvaladas, especializadas em reconhecer o gosto amargo. Em um microscópio, lembram os antigos castelos com um fosso em volta. E funcionam, mesmo, como um dispositivo de defesa, pois o amargo é um sabor associado aos venenos. Essas papilas avisam você para cuspir o alimento suspeito antes que ele seja engolido.

FOLHAGEM
As papilas foliáceas captam o gosto azedo. Ficam nas bordas laterais da língua e se assemelham a pequenas folhas. Daí o seu nome.

TAPETE
Localizadas na parte de cima da língua, as papilas filiformes são as únicas que não captam gosto nenhum. Elas são responsáveis apenas pela sensação de tato e de temperatura. São elas que dizem que um sorvete é frio e úmido ou que um bolo é fofo. Essas papilas são formadas por vários fios voltados para cima. Formam um tapete sensorial que forra a língua inteira.

COGUMELO
As papilas fungiformes estão na ponta e na borda da língua, e se ocupam de detectar o sabor doce e o salgado. Elas são pequenas e arredondadas, lembrando a cabeça de um cogumelo, daí o seu nome. São elas que dão à língua o toque aveludado.

PORTÃO DE ENTRADA
O que você vê aí em cima é um corpúsculo gustativo. Uma vez dissolvidas pela saliva, as moléculas da comida entram nos corpúsculos por meio dos poros gustativos. Lá dentro, as células sensoriais, dispostas em forma de feixe, captam o gosto.

O CANAL DO SABOR
Dentro de cada papila existem sensores que transformam o sabor em impulsos elétricos. São os corpúsculos gustativos. Cada um deles está ligado a nervos que enviam ao cérebro a mensagem captada pela língua.

O mundo insosso
Uma prova de que o paladar depende do olfato surge quando você está resfriado ou gripado. É comum, durante uma gripe, não sentir o gosto da comida. Tudo fica sem sabor e até o apetite vai embora. Mas não há nada de errado com a sua língua. É que, com o nariz entupido, as moléculas odoríferas simplesmente não conseguem encontrar os receptores do olfato. Você sente falta, na verdade, é do cheiro da comida.

Você renova inteiramente a superfície da língua a cada semana. Vítima de atrito constante, ela se desgasta facilmente. Mas, em compensação, tem uma grande capacidade de se regenerar.

Fonte:
Redação SuperInteressante

Você sabe o que suas unhas dizem sobre sua saúde?

UNHAS


O que as marcas nas suas unhas dizem sobre sua saúde?
Coração, pulmão, fígado: olhar as mãos é praticamente um check-up

Doenças se manifestam da raiz do cabelo à ponta dos pés, mas as unhas são particularmente boas para delatar alterações na saúde. Isso acontece porque produzir unhas saudáveis é uma tarefa complexa e delicada. Se faltar algum zinco, ferro, cobre, água, entre outros, a matriz ungueal, responsável pelo seu cres­cimento, entrega um trabalho malfeito. Isso sem falar em agentes externos: unhas amareladas, por exemplo, podem ser sinal de fungos que aproveitaram uma imunidade baixa. Por isso, dermatologistas recomendam o autoexame das unhas. Se não estiver rosa e com a lúnula (a popular “meia-lua”) bem branquinha, não precisa roê-las, mas marque uma consulta.

Na ponta dos dedos
Saiba como as unhas são alteradas por algumas doenças:

1. Amareladas

No caso de fumantes, o amarelo vem da impregnação da nicotina – liberada principalmente sobre a unha dos dedos médio e indicador. Além disso, baixa imunidade atrai fungos, como a cândida, que também pode deixar as unhas amareladas.

2. Azuladas

Enfisema, bronquite, asma e outras doenças pulmonares dificultam a tarefa de distribuir oxigênio para o corpo. Quando isso acontece, o sangue chega a alguns órgãos e tecidos já desoxigenado – ou seja, mais azulado, o que se reflete nos vasos sanguíneos das unhas.

3. Vermelhas

Causadas por problemas de circulação ou endocardite bacteriana. Neste caso, o endocárdio (membrana que reveste o coração) é invadido por bactérias que se multiplicam e migram para outras partes do corpo, como as unhas.

4. Manchas brancas

É um sinal de deficiência alimentar, que além disso provoca unhas secas, deformadas e quebradiças.

5. Esbranquiçadas

Típicas de quem sofre de doenças do fígado, como cirrose. Com a queda da taxa de albumina, substância proteica fabricada no fígado e liberada no sangue, a lúnula cresce, dando à unha um aspecto opaco.

Fontes Evandro Tinoco Mesquita, cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco; Omar Lupi, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Solange Maciel, dermatologista da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro.