Desenvolvimento Físico: O que é normal e o que não é?

dr_setubal_Desenvolvimento_Físico_O_que_é_normal_e_o_que_não_é_16_06_2016

Dois meninos ou meninas exatamente da mesma idade podem iniciar a puberdade em épocas bem diferentes, mas ainda cair dentro do que é considerado o crescimento “normal”. O momento e a velocidade do desenvolvimento físico da criança podem variar muito, porque são determinados, em grande parte pelos genes herdados dos pais.

Seja qual for o padrão de crescimento que um adolescente segue, é durante os anos da puberdade que seu filho ou filha cresce em altura mais rapidamente do que em qualquer outro momento na vida de uma criança.

Para as meninas, em média, o crescimento rápido ocorre em torno de onze anos e meio, mas pode começar tão cedo quanto oito ou tão tarde quanto quatorze anos.

Já nos meninos, normalmente, esse crescimento é visto em torno dos treze anos de idade.

Como isso acontece?

As mãos e os pés crescem em primeiro lugar com frequência, causando uma aparência de corpo estranho. Em seguida, pernas e braços e, só após, os ombros dos meninos e os quadris das meninas se alargam. Os ossos do rosto crescem muito particularmente.

Para ajudá-lo a reconhecer as muitas mudanças que podem ocorrer durante a puberdade, primeiro lembre-se que todos os anos desde a idade de dois ou três, o seu filho tem crescido uma média de 5 cm e ganhou cerca de 2 kg. No entanto, na puberdade você pode esperar que a taxa seja o dobro. Veja:

Meninos – podem crescer 8 cm em doze meses e, até que sua altura se complete, ele pode ter crescido 25 cm e 20 kg em três a quatro anos.

Meninas – podem ganhar quase 20 cm e 12 kg, incluindo 5 a 6 cm nos seis a doze meses antes de começarem a ter períodos menstruais.

O crescimento em ambos diminui consideravelmente logo após a puberdade se completar. Tendo ganhado quase toda a sua altura adulta durante a puberdade, uma vez que o período de desenvolvimento é longo, a maioria dos adolescentes vão crescer mais cerca de 5 cm. Os pais podem verificar com o pediatra se o seu filho completou o desenvolvimento puberal.

Hormônios são mensageiros químicos produzidos pelas glândulas do corpo e circulam através da corrente sanguínea podendo afetar:

Crescimento
Características sexuais
A capacidade de ter filhos
Metabolismo
Personalidade
Mudanças de humor

Embora o gatilho que inicia a puberdade ainda não esteja totalmente compreendido, em algum momento entre as idades de sete e 11 anos em meninas e nove e meio a 13 anos e meio em meninos, a glândula pituitária na base do cérebro libera dois hormônios que sinalizam ovários de uma menina para começar a produzir o hormônio sexual feminino (estrogênio), e os testículos de um menino para começar a produzir o hormônio sexual masculino (testosterona).

Os hormônios sexuais instruem os órgãos reprodutivos para desenvolverem ou amadurecerem em preparação para um dia ser capaz de ter filhos. Estrogênio e testosterona também causam o desenvolvimento de características sexuais secundárias, que levam a diferenças entre homens e mulheres, como os seios das mulheres e quadris arredondados e desenvolvimento muscular facial dos homens.

Fonte: Hospital Infantil Sabará
Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Fonte Seção de Endocrinologia (Copyright © 2014 Academia Americana de Pediatria)

Herpes labial.Informações que talvez você ainda não saiba

Herpes labial em geral começa com formigamento e ardência local e logo surgem pequenas vesículas agrupadas. Quem já teve crises de herpes, sabe o quanto as vesículas incomodam, doem e causam constrangimento.7d19a61ec48b37e8b2988dd22e90f884

Um dos gatilhos para a manifestação da doença é a exposição solar intensa (por isso recomenda-se o uso de protetor labial), baixa imunidade do organismo, estresse, cansaço físico e mental, além de vigência do período menstrual.

Infelizmente, não existe cura definitiva para o herpes labial. O tratamento convencional consiste em antivirais orais (o famoso aciclovir) e algumas pomadas específicas. O medicamento ajuda a inibir a replicação do vírus e a diminuir o tempo a intensidade dos sintomas.

Mas aqui vai um alerta: é necessário iniciar o tratamento o mais rápido possível, ou seja, de preferência no primeiro dia de manifestação da doença, para que o vírus não se replique. E mesmo que você já saiba decor o remédio a ser utilizado, não se automedique durante as crises, pois é fundamental procurar ajuda médica.

O inconveniente dos medicamentos, porém, é que sua ação no controle das recidivas é limitada e seu uso frequente pode determinar casos de resistência viral.

Por isso, uma parcela relevante da população está propensa a ter reincidência das crises, com até seis episódios por ano. Mas é possível, então, pelo menos prevenir as crises?

Segundo o dr. Walmar Roncalli Pereira, dermatologista do HCFM/USP, sim. Para isso, é importante apostar em alimentos que contenham lisina, já que o corpo humano não é capaz de fabricar esse aminoácido. Os principais alimentos que contêm são:

Queijo;
Soja;
Verduras;
Frango;
Peixe.
Também é indicado procurar diminuir o consumo de alimentos que contenham arginina, como:

Castanhas;
Chocolates;
Laranja;
Uvas;
Amêndoas.
“O papel fundamental da lisina é inibir a arginina, aminoácido que ajuda na reprodução do vírus. Como elas competem dentro da célula, o aumento da lisina no organismo significa uma queda da arginina, e manter essa relação harmoniosa é muito importante como medida profilática para prevenir o herpes labial e sua reincidência, além de acelerar o processo de cicatrização”, esclarece Roncalli.

De acordo com o dr. Roncalli, uma alimentação bem balanceada, com consumo adequado de proteína, contém de 5 a 8 gramas de lisina. Entretanto, há uma redução de até 42% dessa proteína durante o processo digestivo e até no processo de preparo dos alimentos. Ou seja, mesmo que se consuma a quantidade correta de lisina, há sempre uma perda natural desse aminoácido.

Uma opção é utilizar a suplementação de lisina como medida profilática. Como ela não é um agente antiviral, sua utilização frequente e prolongada não causa resistência viral.

“Na verdade, para efeito de prevenção de recorrência de herpes labial devemos ter no sangue uma concentração de 165 nmol/ml de lisina, o que pode ser atingido utilizando-se 1.500mg de cloridrato de lisina por 6 meses”, diz.

Fonte :Drauzio Varela

Alguns mitos e verdades sobre saúde oral infantil

 Existem muitos mitos em torno do tema saúde bucal, mas o assunto é mais preocupante quando se trata de como cuidar dos dentes da criançada. Isso porque um erro nessa fase da vida pode significar problemas futuros. Por isso, para não restar dúvidas, professoras de odontopediatria – área da odontologia que cuida de crianças – esclareceram questões sobre o tema para garantir um sorriso saudável aos pequenos.

Quando o nenê começa a ter dentes?01duvidasbbs

Por volta dos seis meses de idade ocorre a irrupção do primeiro dente na criança. No entanto essa é uma média e algumas crianças podem ter um pouco de antecipação ou atraso nesse processo, diz a dentista Adriana Lira Ortega, professora de Odontopediatria da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia da USP.

É necessário escovar os dentinhos do bebê?02duvidasbbs

Sim, sempre. O primeiro dente apareceu, já é momento de escovar. Quando o dente está na cavidade bucal já pode ser colonizado por bactérias que causam a doença cárie e se a escovação e o controle da ingestão de carboidratos fermentáveis não acontecerem, a lesão de cárie irá surgir, explica a dentista Sandra Kalil Bussadori, professora da APCD Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

E se os dentes ainda não nasceram?03duvidasbbs

Quando ainda não há dentes e a criança realiza a amamentação com leite materno, não há a necessidade de limpeza constante com gaze, pois no leite materno encontram-se imunoglobulinas importantes para a proteção dos bebês contra infecções. Porém, a limpeza também não tem contraindicações e pode até servir como um estímulo à higiene. Se a criança não tiver dentes, a higiene não deve ser feita logo após a amamentação, somente depois, afirma Sandra.

E se o bebê não deixar escovar os dentes?04duvidasbbs

A criança chora em alguns casos, pois não quer parar de brincar para escovar os dentes, ou porque não têm o hábito de ter sua boca manipulada. Mas escovar os dentes não machuca, não dói. A higiene oral é essencial para um bom desenvolvimento da saúde, assim como tomar banho e lavar as mãos, ressalta Sandra. A dica é consultar o odontopediatra que ensinará técnicas corretas e adequadas a cada idade e transmitirá segurança aos pais para desenvolverem essa rotina.Para Adriana, o importante é que a mãe faça isso de forma tranquila, carinhosa, mas que não ceda à resistência da criança.

A pasta de dentes do bebê pode ter flúor?

05duvidasbbsEstudos mostram que o importante não é excluir o flúor da pasta de dente, e sim instruir corretamente os pais quanto à quantidade de pasta que é colocada na escova. Para os menores de 3 anos, a quantidade preconizada é do tamanho de um grão de arroz cru, diz Bussadori. Ela lembra que a pasta deve ser mantida fora do alcance da criança, para evitar a ingestão.

O bebê sofre com o início da dentição?

06duvidasbbssofre O nascimento dos dentes causa uma pequena inflamação local, mas totalmente natural e fisiológica. Alguns bebês sentem mais, outros não apresentam sintomatologia alguma. “Coceira na região, vermelhidão e febre baixa são alguns desses sintomas, derivados dessa inflamação local”, afirma Sandra.

Bebês têm cáries?01carie (1)
Sim, claro. E acontece muito devido a crença que bebês não têm este problema. A partir do momento em que o dente fica exposto a restos de alimentos ele também fica exposto às bactérias que causam a cárie. O uso de mamadeiras/peito noturno sem higienização em seguida é o maior causador deste tipo de cárie, chamada de cárie precoce da infância, popularmente conhecida como cárie de mamadeira. Essas lesões começam com aparecimento de manchas brancas opacas, têm progressão rápida e severa e causam grande destruição e até perda dos dentes. “E devemos lembrar que crianças que têm dor de dente ou ausência destes, não se alimentam corretamente, logo não se desenvolvem adequadamente em todos os quesitos de saúde”, destaca Sandra. “Mesmo os bebês podem ter a polpa dentária atingida por bactéria com necessidade de tratamento endodôntico (tratamento de canal)”, diz Adriana.

Antibióticos prejudicam a dentição?08duvidasbbsremedio
Isso é um mito. Antigamente, a tetraciclina – um antibiótico que era utilizado em crianças – manchava os dentes permanentes que estavam sendo formados. Hoje, essa medicação caiu em desuso. O grande problema das medicações em crianças é que elas são apresentadas normalmente em forma de xaropes ou soluções açucaradas, sejam eles analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos ou outros. “A higiene bucal deve ser realizada sempre após a administração de medicamentos”, recomenda Bussadori. Adriana aproveita para tranquilizar os pais. “O tempo que a criança fica exposta ao açúcar contido em antibióticos não seria suficiente para causar a cárie se a higiene estiver sendo correta”.

Mamadeira, chupeta e chupar o dedo entortam os dentinhos? 09duvidasbbsdedo
São vários fatores que podem entortar os dentes das crianças: uso de chupeta, mamadeiras e dedos, genética, respiração bucal, perdas precoces de dentes, entre outros. Mas, segundo Adriana, não é regra que toda criança tenha os dentes tortos por causa desses hábitos. No entanto é importante orientar os pais a removerem esse hábito na idade adequada. “O dedo é sempre prejudicial, pois a força utilizada na sucção é grande e sua eliminação é difícil, pois o dedo está sempre disponível”, alerta Sandra.

Existe uma mamadeira mais indicada para bebês que não podem ser amamentados no peito?

10duvidasbbsmamadeira
As mamadeiras devem ter os bicos achatados, com tamanhos adequados a cada idade do bebê. Algumas mães têm o hábito de aumentar o furo do bico da mamadeira, para que a criança mame mais rápido ou com menos esforço. Isso nunca deve ser feito. “O furo deve ser bem pequeno para que sirva de estímulo para a sucção”, diz Adriana.

Os mordedores ajudam na erupção dos dentes?11duvidasbbsmordedor
Embora não haja fortes evidências científicas a respeito, os mordedores podem ser úteis para aliviar a coceira proveniente da inflamação local gerada pelo irrompimento dos dentes. “Aqueles que podem ser colocados na geladeira, aliviam ainda mais essa sensação, gerando conforto para a criança”, indica Sandra.

O surgimento dos dentinhos faz o bebê babar mais?12duvidasbbsbabar

“Alguns estudos recentes têm mostrado que realmente há uma associação entre aumento na salivação e a época de erupção dos primeiros dentes da criança”, diz a dentista Mariana Minatel Braga, professora de odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP. Segundo Bussadori, o irrompimento dos dentes coincide com a maturação das glândulas salivares, que passam a produzir mais saliva, se preparando para proteger os dentes e começar sua participação na mastigação. “Além disso, o bebê está começando a aprender a deglutir, acumulando saliva com mais facilidade”.

O bebê fica febril por causa do surgimento dos dentes. 13duvidasbbsfebre
“Um ligeiro aumento na temperatura da criança pode ocorrer durante a erupção dos dentes, mas não a ponto de podermos considerá-la como febre”, explica Mariana. A febre baixa pode ser consequência da inflamação local causada pelo dente que está irrompendo. “Já a febre alta deve ser investigada junto ao pediatra”, recomenda.

É comum o bebê ter diarreia quando os primeiros dentinhos começam a apontar?14duvidasbbssofa
Quando os dentes estão irrompendo, existe a inflamação local que gera coceira na região. Para aliviar, é comum o bebê “coçar” com objetos variados, brinquedos, comida ou o que encontrar pela frente. Ao introduzir objetos na cavidade oral, é comum adquirir infecções secundárias e as famosas viroses, o que vem a causar, paralelamente, diarreias e/ou febres altas.

Dar alimentos em pedaços para o bebê estimula a mastigação e faz com que os dentes nasçam mais rápido?15duvidasbbscomida
O estímulo mastigatório é sempre importante para o desenvolvimento da cavidade bucal. É importante lembrar que até os seis meses preconiza-se a amamentação exclusiva. Depois disso, a introdução das papinhas se inicia e, mais adiante, os alimentos em pedaços. Essa etapa dos alimentos em pedaços é essencial para um bom desenvolvimento da musculatura facial. A mastigação ainda favorece a salivação que ajuda na limpeza e estabilização do pH da cavidade bucal. “A mastigação também ajuda no adequado posicionamento dentário e vedamento labial. Já a época de irrompimento dos dentes é variada, dependendo de inúmeros fatores”, explica Sandra.

A criança pode se machucar com a escova de dentes?16duvidasbbsescova
Até os dois anos, a criança deve ser estimulada com a escova de dentes, mas os pais devem fazer a escovação, inclusive da língua. A partir dos três anos, com o nascimento dos molares, deve-se incluir o uso do fio dental. “Com sete anos, a criança já está apta a escovar os dentes sozinha, mas ainda deve ser supervisionada”, diz a dentista Márcia Vasconcelos, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

Os pais devem deixar os dentes de leite caírem naturalmente?

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Para a psicóloga Cecília Zylberstajn, caso a criança reclame que o dentinho mole está atrapalhando para comer, por exemplo, não há problema nenhum em os pais ajudarem a tirar o dente, desde que todos estejam tranquilos e não tenham dúvidas. “Se os pais estiverem inseguros, é melhor levar para um profissional”, afirma Cecília. Para arrancar o dente de leite é preciso verificar se está mesmo na hora. Com um pedaço de gaze ou algodão, balance o dentinho e veja se está solto. Caso ele já esteja quase completamente solto da gengiva, basta dar uma puxadinha. Mas, se ainda estiver duro, espere mais um pouco. “Se a criança perguntar se vai doer, diga que pode doer um pouco, mas que logo passa e ela nem vai lembrar”. Depois que o dente cair, coloque um algodão, pressionando o local para interromper o sangramento.

 Fonte :Beta Terra

Como reconhecer a disfunção temporomandibular (DTM) infantil

Crianças e adolescentes apresentam sintomas que devem ser observados pelos pais22773

A disfunção temporomandibular, conhecida também pela sigla DTM, é uma condição que causa dor e desconforto na região da mandíbula. “Podemos definir a DTM como um conjunto de distúrbios que acometem os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas”, explica a dentista Adriana Lira Ortega, mestre em DTM e membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF).

Os problemas causados pela DTM podem atingir tanto adultos quanto crianças e adolescentes. Segundo estudos, acredita-se que um a cada seis pacientes não adultos apresenta algum sinal clínico de condições na ATM. “Uma pesquisa feita com crianças entre seis e oito anos reportou que aproximadamente 35% dessas crianças com pelo menos um sinal de DTM”, conta Adriana.

Mesmo com os estudos, a especialista acredita que o número de casos de DTM infantil pode ser, na realidade, ainda maior. Muitas vezes, o paciente não tem o diagnóstico correto da doença. “Os sintomas da DTM infantil podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras condições de saúde. Isso pode acontecer pela falta de maturidade da criança em perceber as alterações ou até mesmo de verbalizá-las de forma adequada”.

Os sinais e sintomas da DTM em crianças são os mesmos dos adultos: dor, som na articulação e limitação dos movimentos da mandíbula. “Os pais devem prestar atenção se a criança de queixa de dor de cabeça, dor na região do ouvido ou ainda se evita alimentos duros”, explica Adriana.

Em muitos casos, o sinal clínico da DTM não representa necessidade de tratamento. “Alguns casos de sinais ou sintomas na infância devem ser apenas monitorados e servir de alerta para o profissional de que aquela criança pode apresentar fatores de risco para o desenvolvimento da DTM”, afirma Adriana.

De acordo com a dentista, o tratamento para as crianças e adolescentes que sofrem com a DTM seguem opções minimamente invasivas e procedimentos reversíveis. “São utilizadas técnicas com enfoque cognitivo-comportamental, exercícios terapêuticos – com recursos térmicos e de movimento – e, em casos, específicos, dispositivos intrabucais, como placas”.

Medidas preventivas DTM, tanto para adultos quanto para crianças, se baseiam, principalmente, em hábitos que podem evitar o desenvolvimento e/ou agravamento da doença. “A boa qualidade do sono e o controle de hábitos orais parafuncionais são exemplos de atitudes preventivas para a DTM”, finaliza a especialista.

Fonte :Jornal Rosa Choque

Com a chegada do inverno, época do ano famosa por temperaturas frias e ventos fortes, os lábios podem sofrer muito com o ressecamento. Essa desidratação causa descamação, aparecimento de fissuras, feridas e sangramento. Apesar de parecer algo banal, se negligenciada, essa situação pode favorecer infecções mais sérias causadas por fungos e bactérias. Para evitar tanto transtorno, veja   como proteger seus lábios no inverno.

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Não passe a língua nos lábios para evitar o ressecamento. A saliva realmente vai aliviar o desconforto nos primeiros momentos, mas vai piorar a situação ao longo do tempo

Foto: Netfalls – Remy Musser / Shutterstock

1.Beba muita água
Durante o inverno é normal ingerirmos menos água porque sentimos menos calor, mas isso colabora com a desidratação dos lábios. Por isso, se force a se hidratar mais mesmo que esteja sem sede, seus lábios vão agradecer.

2.Nada de passar a língua nos lábios
Na tentativa de umedecer os lábios e aliviar o ressecamento, é comum as pessoas passarem a língua sobre eles. “A saliva realmente vai aliviar o desconforto nos primeiros momentos, mas vai piorar a situação ao longo do tempo. Caso as fissuras permaneçam por mais de 7 dias, consulte seu dentista ou seu médico, pois o uso de medicamentos a base de antifúngicos e anti-inflamatórios pode ser necessário”, diz Celso Lemos, cirurgião-dentista especializado em Estomatologia.

3.Evite algumas comidas
Se você já apresenta um ressecamento dos lábios, evite comer comidas muito quentes, salgadas ou apimentadas, isso vai irritar ainda mais a superfície labial e piorar os sintomas.

4.Protetor labial sempre!
Hidrate seus lábios antes mesmo dos primeiros sinais de ressecamento aparecerem. “A melhor maneira de hidratar os lábios é com o uso de protetores labiais com filtro solar (os mesmo usados no verão, fator 15) a base de vaselina ou cera de abelha. Sempre que possível evite protetores labiais com cor ou fragrâncias. Passe-o a cada hora, principalmente quando o lábio estiver exposto a baixas temperaturas”, diz o especialista.

5.Evite o vento e se proteja
Sim, parece uma dica muito radical e quase impossível de ser obedecida, mas é importante. “Na medida do possível evite se expor muito tempo ao vento durante os dias mais frios. E onde a temperatura atinge zero grau com facilidade, vista roupas que cubram os lábios e abuse dos cachecóis para se proteger”, diz Celso.

6.Narinas sempre limpas
Manter as vias nasais limpas facilitam a respiração nasal e evita que você se torne um respirador bucal. “Respirar pela boca piora bastante o ressecamento labial. Para evitar que isso aconteça, pingue gotas de soro fisiológico no nariz antes de sair de casa. Caso você já esteja com as vias nasais congestionadas, se prepare, o ressecamento labial vai ser mais intenso”, diz o dentista.

7.Umidade dentro de casa
Mantenha a umidade dentro de casa entre 30 e 50%, isso vai colaborar com a hidratação da pele e dos lábios. “Para isso use aparelhos específicos ou mantenha uma bacia com água no ambiente, especialmente se estiver utilizando algum tipo de aquecimento”.

8.Procure um dentista
Se nenhuma das dicas acima funcionar, é melhor você procurar um especialista. “Lembre-se, feridas ou fissuras que permaneçam por mais de 15 dias devem ser examinadas pelo dentista ou médico.

 Fonte: Agência Beta

A importância da alimentação para o controle da dislipidemia

A dislipidemia, caracterizada pela elevação do nível de colesterol total, alteração de suas frações (HDL – colesterol / LDL – colesterol) e aumento dos triglicérides, é um importante fator de risco para doenças cardiovascularesa-importancia-da-alimentacao-para-o-controle-da-dislipidemia

Alterações no colesterol total e suas frações

O colesterol é importante para o nosso organismo, pois faz parte da produção de hormônios, vitamina D e ácidos biliares que atuam na digestão e na absorção das gorduras no intestino.

O colesterol é transportado no sangue sob duas formas:
HDL-colesterol: benéfico ao organismo. Tem a função de conduzir o colesterol para fora das artérias para posterior metabolização hepática (fígado).
LDL-colesterol: seus níveis elevados tornam-se prejudiciais ao organismo. O LDL-colesterol, transporta o colesterol do fígado para as artérias e o seu depósito neste local acelera o processo de aterosclerose – que é provocada pelo acúmulo de placas nas artérias que levam ao coração, conhecida também como endurecimento das artérias – aumentando o risco de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral (derrame).

Elevação do nível de triglicérides

Os triglicérides são gorduras produzidas no fígado e o seu aumento pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e derrame cerebral.

Orientações nutricionais para o controle do triglicérides

Para controle dos níveis de triglicérides, deve-se evitar o consumo excessivo de açúcares, doces em geral, massas, pães, arroz, batatas, além das bebidas alcoólicas. Deve-se também moderar o consumo de gorduras.

Orientações nutricionais para o controle do colesterol

Diminuir o consumo de gorduras saturadas e de gordura trans.
A ingestão de gorduras deve ser equilibrada. Recomenda-se dar preferência ao consumo de gorduras poli-insaturadas e de gorduras monoinsaturadas.

Tipos de gordura
Gordura saturada, presente nos alimentos de origem animal como as carnes gordas, toucinho, leite integral e seus derivados, manteiga, creme de leite, além do óleo de dendê.
Gordura trans, presente em produtos industrializados como biscoitos, pães, sorvetes, salgadinhos.
Gordura poli-insaturada, presente em óleos vegetais e alguns peixes como salmão, sardinha, atum, anchova, bacalhau.
Gordura monoinsaturada, presente no azeite de oliva e no óleo de canola, frutas oleaginosas, além do abacate (a fruta).
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Alguns alimentos podem auxiliar no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares, procure inclui-los na sua alimentação diária:
Frutas com perfil antioxidante: maçã / uva / suco de uva/ amora / frutas vermelhas / abacate
Aveia
Linhaça
Azeite de oliva
Vegetais como brócolis, berinjela, couve-flor, alcachofra.
Soja / extrato de soja (leite de soja) / queijo de soja (tofu), feijões.
Peixes ricos em ômega-3: salmão, atum, sardinha, anchova, bacalhau
Sementes: semente de girassol sem casca, gergelim.
Oleaginosas: castanha do Pará, amêndoas, nozes.
Chocolate amargo: rico em antioxidantes! Atenção, somente 20g por dia.

FONTE : HOSPITAL ALBERT EINSTEIN

Amamentação

Não existe alimento melhor para o recém-nascido do que o leite materno .A Organização Mundial da Saúde,o Ministério da Saúde recomendam que toda criança seja amamentada exclusivamente nos primeiros seis meses de vida.

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Durante toda a gestação, hormônios femininos vão preparando o corpo da mulher para amamentar. As mamas ganham volume porque internamente se modificam para a produção do leite. Logo após o parto, a mama produz colostro, um líquido espesso e amarelado, rico em anticorpos maternos que ajudam nas defesas imunológicas protegendo o bebê contra infecções. O colostro se modifica para o leite de transição entre o 5º e o 7º dia após o parto e, ao final do primeiro mês, o leite é chamado de maduro devido à estabilização de seus componentes.
 
A composição química do leite materno (proteínas, gorduras, carboidratos, sais minerais) é perfeitamente adequada as necessidades do bebê e independe do estado nutricional da mãe, exceto em casos de desnutrição grave.
 
A digestão do leite materno é fácil, o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo do bebê é melhor e mais rápido quando comparado às fórmulas lácteas. A sucção promove estimulação oral e ajuda a desenvolver os dentes e os músculos da face.
 
A amamentação também traz excelentes benefícios à mulher, pois favorece o vínculo com o bebê, promove a involução uterina, reduz o risco de sangramento no pós-parto e anemias, e facilita o retorno do corpo materno a sua forma original pelo gasto calórico. Enfim, amamentar é tudo de bom!
Fonte : Hospital Albert Einstein