Bolo SUPOSTAMENTE integral – mais açúcar e mais gordura

Estava eu no supermercado quando observei um bolo que trazia a alegação de “integral”. Além dessa, havia também a alegação de “0g de gordura trans” – tão comum nos rótulos atuais…
Não contente com o apelo para o saudável, o rótulo ainda destaca a presença de castanha do Pará e canela no produto.
Produto aparentemente saudável e gostoso.
Ledo engano…
Isso eu decobri lendo a lista de ingredientes. Ao fazê-lo, pude verificar não somente que o bolo NÃO é integral, como possui mais açúcar egordura que propriamente farinha de trigo integral!!
Transcrevi a lista de ingredientes do rótulo do bolo SUPOSTAMENTE integral para vocês verem:
“Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, ovos, açúcar,açúcar mascavo, gordura vegetal, farinha de trigo integral, castanha do Pará, glicose de milho, amido de milho, farinha de aveia, amido modificado, abóbora in natura, leite em pó integral, fécula de mandioca, sal light, canela em pó, licor de amareto, fermentos químicos pirofosfato ácido de sódio e bicarbonato de sódio, emulsificante mono e diglicerídeos de ácidos graxos e aromatizante”.
Percebam que a farinha de trigo integral aparece apenas em 6° lugar na lista, provando que o bolo não é integral. Para ser considerado integral o bolo deveria ser constituído de, no mínimo, 50% de farinha integral. Caso fosse, este ingrediente seria o primeiro da lista, uma vez que a ordem com que os ingredientes são listados segue ordem decrescente de proporção.
Sendo assim, podemos concluir que mais do que farinha integral, o que este produto contém é açúcar e gordura. Além de “açúcar” e “açúcar mascavo” estarem em maior proporção no produto que a própria farinha, há ainda “glicose de milho” que é também um tipo de açúcar.
Outro ponto a destacar é a presença de “gordura vegetal”. Este termo indica 2 possibilidades: gordura trans – o que contradiz a alegação da embalagem “0 trans” – ou gordura de palma, que é tão prejudicial quanto a gordura trans.
O que mais vemos hoje nas prateleiras são produtos autodenominados “0 trans”, mas dificilmente esta informação é verdadeira, e quando é, a gordura trans foi substituída por outra gordura igualmente maléfica.
Chegamos à triste conclusão de que um produto que traz alegações de propriedades nutricionais potencialmente benéficas é na verdade fonte de gorduras que fazem mal ao coração, além de considerável quantidade de açúcar e quase nada de fibras…
Fiquem atentos consumidores, se necessário levem uma lupa ao supermercado, mas não permitam ser enganados. A indústria está se valendo da falta de conhecimento da população para estampar nos rótulos alegações potencialmente enganosas.
Desconfiem sempre. Em termos de rótulos de alimentos, todo cuidado é pouco, e aqui no blog você aprende a interpretar algumas informações escondidas nas entrelinhas.
Fonte> Andréia Moura Nutricionista = Blog Nutriblog

HORMÔNIOS NA NOSSA ÁGUA!!!

Infelizmente é verdade. Nem a nossa água se salva de substâncias nocivas!
O hormônio em questão é oestrógeno. Tem-se verificado sua presença na água tratada própria para consumo, no mundo inteiro.
Como o estrógeno vai parar lá?!
Há várias hipóteses, e uma delas é a seguinte:
A maior parte das mulheres faz uso de pílulas anticoncepcionais à base de estrógeno. Sabe-se que parte deste hormônio é eliminada na urina, chegando aos rios por meio da rede de esgoto, indo parar nos reservatórios de água que abastecem as casas – e que nós bebemos.
Os tratamentos convencionais de água e de esgoto sanitário não são capazes de remover completamente o estrógeno, que permanece no meio aquático e chega às nossas torneiras.
Este hormônio está envolvido com o surgimento de alguns tipos decâncer, principalmente o de mama e útero, além de queda na contagem de espermatozoides em homens.
O que fazer?
 
Água mineral é a solução?
A água mineral, por não ser proveniente da estação de tratamento não contém estrógeno. No entanto, a água engarrafada apresenta outro problema, que está nos galões. São empregadas substâncias nocivas na fabricação do plástico destes galões, como o bisfenol A, que possui ação estrogênica (semelhante a do estrógeno), estando portanto, envolvido também com aumento do risco de câncer e piora da função reprodutiva masculina.
Já estão disponíveis no mercado algumas marcas de água mineral engarrafada em vidro, que se mostram seguras até o momento. É claro que o valor desta água não está acessível à esmagadora maioria da população.
Vivemos um momento difícil, cercados de compostos cancerígenos, que não poupam a água, o ar (poluição) nem a terra (agrotóxicos). Difícil escapar.
Mas tudo isso reforça a necessidade de uma alimentação saudável. Um organismo bem nutrido, com adequado aporte de vitaminas, minerais e fibras tem muito mais condições de driblar os efeitos de substâncias nocivas – excretando-as ou inativando/minimizando seus efeitos – do que um organismo que vive à base de fontes de açúcar, gordura e sódio e “zero” de nutrientes.
Algumas vezes não há como fugir, mas sempre há como prover ao organismo compostos necessários para sobreviver bem a tantos perigos.

Fonte:Andréia Moura – Nutriblog

Referência:

VERBINNEN, Raphael Teixeira; NUNES, Gilvanda Silva and VIEIRA, Eny Maria. Determinação de hormônios estrógenos em água potável usando CLAE-DAD. Quím. Nova [online]. 2010, vol.33, n.9, pp. 1837-1842. ISSN 0100-4042.