Nascimento dos dentes do bebê causa febre?

Estudo diz que, apesar de a crença ser comum, irrupção dos dentes não está relacionada à febre em bebês

Por Vanessa Lima

A irrupção dos dentes não causa febre: é uma coincidência (Foto: Thinkstock)

“Meu filho não para de chorar e está com febre. Ah, deve ser algum dente nascendo.” Se você nunca disse isso, provavelmente já ouviu frases parecidas de alguma outra mãe. Essa ideia, no entanto, pode não ser verdadeira e ainda mascarar outras infecções que precisam ser investigadas mais a fundo. É essa a conclusão de uma nova análise, publicada na revista médica Pediatrics. “Se uma criança está com febre alta, sente um grande desconforto ou não quer comer, nem beber nada por dias, isso deve levantar o sinal vermelho de preocupação”, diz Paul Casamassimo, diretor do Centro de Políticas, Saúde e Pesquisa em Pediatria Oral e Odontológica da Academia Americana de Pediatria.

“A irrupção dos dentes pode causar desconforto e irritação, mas não febre alta, com temperatura maior que 38ºC”, diz Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista, a sensação das crianças é parecida com o que sentem os adultos quando nasce o dente do siso. “É um incômodo”, resume.

Tudo na conta do dente

Mas, então, de onde vem a ideia de que a febre está relacionada ao nascimento dos dentes? Para Bönecker, trata-se de uma série de coincidências. “O início da dentição geralmente acontece quando a criança tem mais ou menos 6 ou 7 meses. É a mesma fase em que elas começam a pegar objetos com as mãos e colocar na boca, o que pode levar a infecções e, aí sim, à febre”, exemplifica.

Esse período, muitas vezes, também coincide com o fim da licença-maternidade da mãe, quando a criança pode ir para o berçário. “A época da erupção dentária é justamente quando o bebê começa a ter contato com outras crianças em casa ou na creche e, assim, fica suscetível a contrair mais doenças virais, que têm como principal sintoma a febre. Quando não se encontra nenhum foco infeccioso, procura-se algo de diferente na criança e encontra o dente nascendo”, lembra o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outros sintomas

As infecções por vírus e bactérias, adquiridas nessa idade, em que a criança ainda não está com a imunidade totalmente fortalecida, podem levar a outro sintoma comumente relacionado à dentição: a diarreia. “Também é por volta dessa faixa etária que os bebês deixam de tomar o leite materno e passam a ter alimentos sólidos incluídos na dieta”, lembra o professor. Enquanto o sistema digestivo se adapta à novidade, pode haver alterações na consistência e na regularidade das fezes – o que, de novo, nada tem a ver com os dentes.

Nem o fato de a criança começar a babar mais que o normal nessa fase está diretamente ligado ao início da dentição. “É outra coincidência. Apesar de os bebês já nascerem com as glândulas salivares prontas, elas só amadurecem quando a criança tem cerca de 5 ou 6 meses de idade. Isso muda a viscosidade da saliva e aumenta a produção, mas não é algo ligado à irrupção dos dentes”, afirma o professor. Além disso, por conta da introdução alimentar, a mastigação aumenta e, por conta do estímulo, há um aumento do fluxo salivar.

O que fazer para eliminar o incômodo?

Quando os dentes nascem, a sensação traz desconforto mesmo. Para aliviar, os mordedores são ótimas opções, já que que ajudam a criança a coçar a gengiva. Alguns modelos podem ser colocados na geladeira. A baixa temperatura ajuda a amenizar a dor. Embora a concentração de anestésicos em pomadas tópicas, vendidas em farmácias, seja baixa, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso. “Anestésicos tópicos com lidocaína e outros tipos podem causar efeitos adversos. Funcionam por alguns minutos para uma irritação que dura de três a cinco dias. São produtos químicos que podem ter absorção para o sangue e causar efeitos adversos”, ressalta Fernandes.

O que NÃO fazer

“Os pais não devem deixar de escovar o dente da criança”, destaca Bönecker. Por conta do incômodo e da irritação do bebê, existe uma tendência para que os adultos “pulem” a escovação, evitando o choro. A falta de limpeza pode levar a infecções e problemas ainda maiores. “Você estará encobrindo um problema e descobrindo outro”, lembra.

Fonte: Crescer

Meu filho rói unha. E agora?

Entenda o que pode estar por trás desse hábito e o que você pode fazer para ajudar seu filho

Por Naíma Saleh

Seu filho também rói unhas? (Foto: Thinkstock)

Quando os filhos têm como hábito roer as unhas, a reação automática de muitos pais é brigar com eles: “tira a mão da boca”, “para de fazer isso”, “que coisa feia”. Só que ralhar com a criança, neste caso, pode até agravar o problema. Isso porque, por trás desse comportamento pode estar algo muito maior: a ansiedade. “Roer unhas é um hábito intimamente relacionado ao bem-estar psicológico das crianças”, explica a dermatologista pediátrica Flávia Naranjo Ravelli, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Em entrevista à CRESCER, a especialista conta que recebe muitas crianças que roem unha em seu consultório, a maioria entre 6 e 10 anos, e diz ter a impressão de que o número de casos vem crescendo nos últimos anos. “Parece que aumentou proporcionalmente ao grau de ansiedade que as crianças sentem”, comenta.

Por isso, usar esmaltes de gosto ruim ou só brigar para que a criança tire a mão da boca não funciona. “É a mesma coisa que jogar a sujeira para baixo do tapete. É preciso tratar a causa do problema”, recomenda Flávia. Por essa razão, além da consulta com o dermatologista, às vezes, é necessário que a criança receba também o acompanhamento de um terapeuta, que a ajude a  identificar qual é a causa de sua angústia.

Quais são os perigos de roer unhas?

Muitas crianças chegam ao consultório de Flávia já com irregularidades nas unhas, como ondulações e fissuras, consequências do mau hábito de roê-las. “Na maioria dos casos é transitório, mas, se a criança roer no mesmo lugar repetidamente, os danos podem se tornar permanentes”, explica a dermatologista. Isso porque, se o ferimento atingir a matriz, que é justamente o lugar em que as unhas se formam, e danificá-la, a unha pode começar a nascer torta para sempre.

Outro ponto é que a boca é um ambiente cheio de bactérias. E conforme a criança rói a unha, causa feridas, que são porta de entrada para bactérias, vírus e fungos. “Isso pode não apenas causar uma micose, mas também uma infecção mais séria.” Se isso acontecer, pode ser necessário até mesmo o uso de antibióticos, seja tópico (aplicado diretamente na pele) ou via oral. Por isso, se o ferimento estiver estiver vermelho, quente, doloroso ou sair algum tipo de secreção, lave com sabonete antisséptico, passe água oxigenada e procure imediatamente um médico.

O que você pode fazer para ajudar seu filho

Crianças que roem unhas tendem a se tornar adultos que roem unhas. E, socialmente, o hábito não é nada bem visto. Por isso, quanto mais cedo seu filho superar este hábito, melhor! Veja o que você pode fazer para ajudá-lo:

– mantenha as unhas da criança sempre curtas e bem lixadas. Não se esqueça de aparar constantemente as peles que ficam levantadas com um alicate;

– nunca use pimenta, nem nada que arda nas mãos da criança. O objetivo não é punir, apenas alertar que aquele gesto não deve ser repetido.

– outra tática que pode funcionar é colocar um micropore na ponta dos dedos;

– crie na criança o gosto por cuidar das unhas, levando-a, por exemplo, à manicure (mas com seu próprio kit de alicates). A partir dos 5 anos, você já pode aparar o excesso de cutícula, mas sem tirá-la por inteiro, cortando só as pontinhas que ficam levantadas e que o seu filho tiraria com os dentes.

Cuidados com os dentes na gravidez: Algumas dúvidas comuns

Fazer corretamente a higiene dos dentes e o acompanhamento odontológico durante a gestação é importante para você e para o seu bebê

Cuidados com os dentes na gravidez: eles são importantes para você e para o bebê (Foto: Thinkstock)

Problemas na dentição e na gengiva são mais comuns na gravidez e podem trazer prejuízos para a mãe e o bebê. Entenda por que e saiba como garantir sua saúde bucal antes mesmo de engravidar.

Grávidas correm mais risco de ter problemas bucais?

O corpo da gestante passa por uma série de mudanças físicas, metabólicas e hormonais. Todas elas ajudam a preparar o organismo para o desenvolvimento do bebê e influenciam diretamente na saúde bucal da mãe. Só para se ter uma ideia, pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) acompanharam a rotina de 88 gestantes e detectaram que 83% delas apresentaram algum problema periodontal, como inflamações ou infecções na gengiva. Um dos motivos é uma maior produção dos hormônios estrogênio e progesterona pela placenta. Essas substâncias promovem modificações vasculares que facilitam o ataque das bactérias, provocando vermelhidão, inchaço e sangramento na gengiva, o que caracteriza a chamada gengivite. A melhor forma de cuidar do problema é caprichar na higienização, escovando os dentes depois das refeições e usando fio dental, além de evitar o consumo exagerado de doces. Caso contrário, a inflamação pode evoluir para a periodontite, doença que compromete o tecido de sustentação do dente. O processo inflamatório tende a se tornar cada vez mais intenso, com a formação de tártaro e, não raro, culmina em dor localizada, mau hálito e paladar alterado. O problema não para por aí. A ação hormonal ainda é capaz de reduzir o pH da saliva, ou seja, deixá-la mais ácida. Tal mudança pode prejudicar o esmalte dos dentes e estimula o aparecimento de cáries, principalmente no primeiro trimestre, quando o corpo está na fase mais atribulada de adaptação à gravidez.

É verdade que a gengivite e a periodontite podem induzir o parto prematuro?

De acordo com um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), gestantes com problemas odontológicos, como gengivites ou periodontites, correm um risco maior de ter partos prematuros ou dar à luz bebês com baixo peso (inferior a 2,5 quilos). O motivo é simples: as bactérias que ocasionam essas inflamações na boca percorrem a corrente sanguínea e se fixam no líquido amniótico e na placenta, tecido que envolve o útero. Por se tratar de micro-organismos nocivos, o corpo da mãe rapidamente entende que precisa salvar o bebê e, por essa razão, apressa o trabalho de parto. Outro problema que pode ser desencadeado na mãe por essas doenças é a cardiopatia, caracterizada pela inflamação das artérias e comprometimento do coração. Isso acontece porque a inflamação na gengiva, mais uma vez, pode funcionar como porta de entrada para as bactérias, que eventualmente conseguem chegar ao órgão. Por fim, vale ressaltar às mulheres diabéticas que elas precisam redobrar os cuidados. Existem evidências de que esse grupo corre um risco quatro vezes maior de sofrer com gengivites ou periodontites do que o das gestantes que não apresentam o problema.

Quando devo iniciar o pré-natal odontológico?

A saúde da criança começa a se estabelecer quando ela ainda está na barriga da mãe. Por isso, descuidar dos dentes antes e durante a gestação pode resultar em complicações para o bebê. Preveni-las é simples: procure um dentista e faça um check-up da boca antes mesmo de engravidar. Essa é uma boa oportunidade para realizar a profilaxia dentária – tratamento que remove a placa bacteriana por meio de raspagem e polimento –, o que é bastante recomendado nessa fase. Após a concepção, o ideal é continuar o acompanhamento, retornando ao consultório a cada início de trimestre. Nessas ocasiões, a grávida receberá valiosas recomendações sobre como manter a boca livre de doenças.

Surgiu um problema nos dentes, posso tratá-lo?

Sim. Os perigos que os procedimentos representam são menores do que as complicações decorrentes da falta de assistência. O dentista, porém, deve adotar alguns cuidados básicos ao atender uma gestante: avaliar seus sinais vitais, levar em conta o seu estado de vulnerabilidade e realizar uma boa anamnese – investigação de seu histórico e hábitos. Isso vale para todas as intervenções, de restaurações até tratamento de canais. Alguns procedimentos requerem anestesia ou raio X da boca, que são liberados após o primeiro trimestre, se forem realmente necessários (no segundo caso, é preciso cobrir a barriga com uma proteção de chumbo). O único veto é o clareamento, pois não há comprovação de sua segurança nesse período. Tratamentos extensos e cirurgias invasivas, como implantes, devem ser programados para depois do parto.

Fonte: Crescer

Odontopediatra na Amamentação

92947956_2370_23771… “reconhece o direito da criança de gozar do padrão mais elevado de saúde, adotando todas as medidas apropriadas para a redução da morbidade e mortalidade infantil… ” Estas medidas incluem:
“… a garantia de que todos os segmentos da sociedade sejam informados, tenha acesso à educação e recebam apoio para o uso de conhecimentos básicos sobrenutrição, saúde infantil e vantagens daamamentação… ” (Convenção dos direitos da Criança)

A mensagem é clara: educação que assegure conhecimento básico sobre as vantagens da amamentação é um direito humano. Promovê – la, apoiá-la é um legítimo exercício de cidadania. (Dra Gabriela Dorothy Carvalho)

A Odontologia Neonatal surgiu para somar forças no combate ao desmame precoce e a suprir a carência de assistência na saúde da mãe que amamenta. Evidências científicas comprovam cada vez mais a inclusão do Cirurgião Dentista na saúde bucal do bebê ainda no ventre da mãe durante a gravidez e principalmente em intervir já no Recém Nascido no período de aleitamento Materno.

O aleitamento materno na época de nossas bisavós era um ato natural e fisiológico, já nos dias de hoje tornou-se um OPÇÃO. Na década de 70, as taxas de aleitamento materno alcançaram os níveis mais baixos da história da humanidade. Começou, então, a acontecer um movimento internacional para resgatar a “cultura da amamentação.”

Infelizmente este resgate ainda não está sendo satisfatório, pois a falta de preparo da mãe frente ao ato de amamentar e a facilidade que esta tem em substituir o aleitamento materno por bicos artificiais é grande, tornando ainda mais complicado para a mãe OPTAR pelo natural e melhor ao seu bebê.
O aleitamento natural não é um ato instintivo ou reflexo (MEDEIROS ET al.14, 1998), portanto deve ser aconselhada às mães ainda no pré-natal. A sucção é um fenômeno diretamente ligado à deglutição, sendo também percebido antes do nascimento sob forma de contrações bucais e outras respostas reflexas (FINN4, 1982).

Para poder desenvolver um bom trabalho em Odontologia Neonatal, cujo objetivo específico é a prevenção de inúmeras doenças e alterações que as crianças podem desenvolver no futuro, é necessário que o cirurgião dentista tenha uma formação específica, com conhecimento técnico de manejo clínico do aleitamento materno e procedimentos odontológicos com gestantes, puérperas e bebês.

As vantagens do aleitamento materno; entre elas, redução da mortalidade infantil, melhor nutrição, redução de doenças infantis, melhor desenvolvimento neurológico, mais econômico, melhor qualidade de vida, promove vínculo afetivo entre mãe e filho, desenvolvimento dos órgãos Fono-articulatórios, desenvolvimento do sistema estomatognático.

Para o Odontopediatra neonatal as vantagens são muitas em benefício ao desenvolvimento deste bebê e sua cavidade bucal, ressaltamos:

Melhor Nutrição: Têm um importante papel no desenvolvimento dos dentes. A desnutrição crônica tem sido apontada como causa de maior risco de cárie pela escassez de proteínas. Mães que amamentam até os 6 meses de vida exclusivamente têm melhor nutrição para seu bebê e conseqüentemente estes bebês tendem a possuir dentes fortes e saudáveis!

Redução das doenças infantis: Durante a amamentação, aprende-se a respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalite, pneumonia, entre outras doenças respiratórias. Quando a criança é respiradora bucal ela tem a boca seca, sua salivação é diminuída e seus dentes conseqüentemente ficam mais susceptíveis ao aparecimento de cáries.

Desenvolvimento do sistema estomatognático:
Ao nascer, o bebê tem a mandíbula pequena, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito.
O bebê que é aleitado no peito satisfaz suas necessidades nutritivas e afetivas, servindo de treinamento para o segundo reflexo da alimentação, a mastigação.

A amamentação pode fazer tudo isso e mais ainda, mas precisa de ajuda e apoio, ou seja, cuidados profissionalizados que permitam às mães ganhar confiança e lhes mostrem o que fazer e as protejam de más práticas. Valorizem estes profissionais!

Mães que já amamentaram PODEM AJUDAR!
“Se desejamos alcançar uma paz real no mundo, temos de começar pelas crianças” (Gandhi)

“Enquanto as crianças ainda são pequenas, ofereça-lhes raízes profundas; quando crescerem, dê-lhes asas.” (Provérbio Indiano)

Fonte : Dra Karina Falsarella dos Santos

DTM: conheça a disfunção e como ajudar o seu filho

Estalos na mandíbula e dores de cabeça estão entre os sintomas mais comuns

Por Maria Clara Vieira

dtm atm boca mandíbula dor criança  (Foto: Thinkstock)

Dor na face e na cabeça, estalos na abertura e no fechamento da boca, dificuldade para falar, mastigar e deglutir… Tudo isso pode ser sintoma da disfunção temporomandibular, também chamada de DTM.

A literatura médica estima que pelo menos 35% das crianças apresentam algum sintoma da disfunção.

“Muitas crianças têm DTM, mas nem sempre o diagnóstico é feito corretamente. Por causar dores no rosto e na cabeça, os pais costumam levar a criança ao neurologista, oftalmo ou otorrino. Outro fator que dificulta o diagnóstico é que as crianças não conseguem explicar exatamente o tipo de dor que sentem”, explica a dentista Adriana Lira Ortega, mestre em DTM e membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF).

Cabe aos pais prestar atenção diariamente aos sintomas do filho e procurar um dentista especializado em DTM para auxiliar a criança. “A principal questão é identificar o problema. Se passa despercebido, as dores podem acabar se transformando em algo crônico”, afirma Tally Karlik Orel, odontologista da Clínica Orel (SP).

Causas e tratamento

A DTM parece ter um componente genético, ou seja: se você já teve os sintomas, existe a possibilidade de que seus filhos venham a ter também. Segundo a especialista Adriana Ortega, as crianças que sofrem traumas – como bater o queixo, a cabeça e o pescoço – também podem apresentar a disfunção. Outros fatores associados à DTM são os hábitos de roer unhas e mascar chicletes.

Para a dentista Tally Orel, mudanças drásticas na vida da criança ou situações que causam muito estresse costumam contribuir com o quadro.

Uma vez identificado o problema, o tratamento pode seguir caminhos variados, de acordo com a gravidade da situação. Casos muito dolorosos (que são mais raros) requerem medicação. O mais comum, no entanto, é a recomendação de terapias não invasivas, como exercícios musculares e uso de placas de acrílico rígido.

Outra recomendação frequente dos especialistas é que sejam removidos da rotina da criança os fatores ambientais como roer unhas e mascar chiclete.

Fonte:Rev. Crescer

Seu filho caiu e o dente quebrou?

Entenda o que fazer

dente; criança; banguela (Foto: Casenbina / Getty Images)

Se isso aconteceu com o seu filho, saiba que esse problema é comum na fase dos primeiros passos ou de aprender a andar de bicicleta.  Pesquisas brasileiras recentes mostram que essa situação é frequente: varia de 14% a 36%, dependendo da fonte estatística, em crianças de 3 a 5 anos.

Como prevenir o problema?
Mantenha o seu filho sob supervisão, tome cuidado com escadas, compre sapatos adequados e coloque grades na cama. Ao andar de bicicleta, skate, patins ou patinete, faça com que ele sempre use o equipamento de segurança.

Meu filho bateu a boca, e agora?
Lave o local com água e verifique os danos. Se houver sangramento, comprima a região com gaze umedecida. O gelo ajuda a estancar o sangue e aliviar a dor.(Coloque o gelo no local mas não sobre o dente. Se o dente não chegou a quebrar, mas a batida foi forte, consulte o odontopediatra para descartar outros problemas.

Como saber se é uma emergência?
Caso haja sangramento intenso, cortes grandes, deslocamento das arcadas dentárias ou sintomas como tontura e sonolência, é melhor ir direto para o hospital. Já os quadros mais brandos costumam ser tratados em consultório. Há situações em que o dente sai inteiro da boca. Se ele for permanente, precisará ser reimplantado com urgência – se for de leite, não. Lave o dente e o leve ao consultório mergulhado em leite puro, soro fisiológico .

Quais as consequências comuns?

Além da dor, costuma haver sangramento na gengiva, na boca e até no rosto. Pode ser preciso dar ponto. Existe a possibilidade de o dente entrar na gengiva, a chamada intrusão dental, que deve ser avaliada por meio de radiografia ou tomografia dentária para mensurar o risco ao dente permanente – em formação embaixo do de leite –, além de rastrear fraturas internas.

Como é o tratamento?
Se só um pedaço do dente estiver quebrado, o odontopediatra irá restabelecê-lo com resina ou adotará uma solução provisória. Ela serve para proteger o dente quebrado até a sensibilidade diminuir e os exames para a restauração definitiva serem feitos. Também pode ser necessário um tratamento endodôntico, conhecido como canal.

Meu filho pode perder o dente?
Se o traumatismo for profundo, sim. Mas há solução. Em caso de dente de leite, coloca-se um aparelho que mantém o espaço aberto, impedindo alterações na fala e na estética bucal até que o dente definitivo apareça. Se ele já for permanente, será substituído por um implante.

É normal o dente ficar escuro?
Sim, devido a uma hemorragia dentro dele. Pode ser que regrida sozinha ou exija um canal.

Isso afeta a autoestima?
A criança pode ficar insegura, triste, evitar falar e sorrir. Pais e especialistas devem explicar como o problema será resolvido.

Fontes: Dóris Rocha Ruiz, odontopediatra da USP, Katyuscia Lurentt Pary, cirurgiã bucomaxilofacial e membro do Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Adventista Silvestre e do Hospital do Andaraí, ambos no RJ, e Maysa Guimarães, endodontista de
São Paulo (SP) /
Crescer

Mãe pode ser culpada por medo de dentista dos filhos, diz estudo

Segundo um estudo espanhol, elas são capazes de transmitir os mais altos níveis de medo para as crianças

Você cresceu tendo medo de dentista? Talvez a grande culpada disso tudo seja sua mãe; pelo menos é o que diz uma pesquisa feita pela Universidade do Rei Juan Carlos, em Madrid. Segundo esse estudo, as mães são capazes de transmitir os mais altos níveis desse tipo de medo o que, inevitavelmente, acaba atingindo os filhos.

É obrigação dos pais se conscientizar de que a associação de dentista e dor é coisa do passado e evitar que seus medos sejam perpetuados para os pequenos
É obrigação dos pais se conscientizar de que a associação de dentista e dor é coisa do passado e evitar que seus medos sejam perpetuados para os pequenos

É obrigação dos pais se conscientizar de que a associação de dentista e dor é coisa do passado e evitar que seus medos sejam perpetuados para os pequenos
Foto: Ermolaev Alexander / Shutterstock
O estudo, que foi publicado no International Journal of Paediatric Dentistry, analisou 183 crianças com idades entre 7 e 12 anos e seus pais. Todos receberam questionários para classificar seus medos em relação a vários temas médicos, inclusive claro, às consultas odontológicas.

Ao fim desse processo, os cientistas perceberam duas coisas: a primeira é que quanto maior o nível do medo de dentista de uma pessoa da família, maior será o medo da criança. E a segunda é que são as mães que transmitem os níveis mais altos desse medo.

Injustiçadas?
Para Ana Paula Pasqualin Tokunaga, cirurgiã-dentista e autora do blog Medo de Dentista, antes de fazermos julgamentos mais pesados contra as mães, é preciso analisar melhor a realidade atual para entender os resultados.

“As mulheres, de forma geral, têm mais facilidade em admitir que sentem medo, enquanto os homens tendem a negar. Não bastasse isso, é preciso considerar que no contexto machista em que vivemos a responsabilidade pela criação dos filhos, perante a sociedade, cai quase que por completo sobre a figura da mãe, embora isso, felizmente, venha mudando. Também, creio que ainda são as mães que levam mais os filhos às consultas ao dentista”, diz a especialista.

Pais unidos e sem medo
No entanto, algumas pessoas mais velhas realmente ainda associam as visitas ao dentista a dor por causa dos antigos tratamentos odontológicos que priorizavam a extração do dente e não a prevenção de problemas bucais. Mas esse fato é coisa do passado e é obrigação dos pais se conscientizar disso e evitar que seus medos sejam perpetuados para os pequenos.

“Se ir ao dentista é algo natural para os pais, um hábito, via de regra será para a criança. Já se ir ao dentista, no contexto de uma família, significa um evento excepcional gerado por uma situação de urgência, a imagem do dentista sempre será associada à dor e nunca à saúde”, diz Ana Paula.

Dicas para uma consulta feliz
Segundo a Associação Dental Americana (ADA), para tornar a visita ao dentista das crianças mais agradável os pais devem:

  • Marcar a consulta na parte da manhã que é quando as crianças tendem a estar mais descansadas e tranquilas.
  • Guardar a ansiedade e preocupação para si e enfatizar o lado positivo do momento, pois os pequenos captam as emoções negativas e postivias.
  • Nunca usar a consulta com o dentista como punição ou ameaça.
  • Nunca subornar a criança.
  • Conversar e explicar para o seu filho tudo sobre a consulta.

“Associar a ida ao dentista com castigo é o maior erro que um pai e uma mãe podem cometer com relação a esse assunto, um erro que marcará a vida dos seus filhos para sempre”, diz Ana Paula.

Dentista também deve ajudar
O dentista também pode colaborar nessa missão para eliminar antigos medos. “É dever do dentista se apresentar como alguém que está ali pra ajudar, não para punir. A criança precisa entender, desde o primeiro contato com o odontopediatra, que ele é um amigo, alguém que quer oferecer saúde e bem-estar e não dor e incômodo. O dentista precisa ter calma, paciência, respeitar o tempo da criança e, se possível, transformar a consulta numa experiência divertida e que desperte seu interesse”, diz a especialista.

A prevenção é fundamental pra se interceptar problemas como cárie e gengivite ainda em estágio inicial. “Assim, evitamos que essas doenças cheguem a causar danos mais sérios, intervenções mais longas e invasivas. Ou seja, menos medo e mais saúde”, finaliza a especialista.

Agência Beta

Por que não conseguimos matar a sede com a saliva?

Especialista explica que apesar de sua composição ser basicamente de água, a saliva não consegue nos manter hidratado o dia todo

Já vimos aqui algumas vezes aqui que a saliva é composta basicamente de água, certo?  Se essa informação é verdade, por que não conseguimos matar nossa sede com ela? Isso é o que vamos descobrir nessa matéria.

Produzimos diariamente entre 1L e 1,5L de saliva que é deglutida e, como a maior parte de sua composição é água, tem papel na re-hidratação do organismo, como se estivéssemos consumindo goles de água
Produzimos diariamente entre 1L e 1,5L de saliva que é deglutida e, como a maior parte de sua composição é água, tem papel na re-hidratação do organismo, como se estivéssemos consumindo goles de água

Foto: Yuriy Rudyy / Shutterstock

Realmente nós não conseguimos matar nossa sede com a saliva, mas isso não quer dizer que ela não tenha um papel importante na hidratação corporal. Nosso corpo perde água e sais minerais diariamente pelo suor, urina ou respiração, por isso a água precisa ser reposta o tempo todo. E quem você acha que ajuda nesse processo?

“Quando a água eliminada não é reposta adequadamente, o balanço hídrico é negativo e ocorre a desidratação. Porém, nosso organismo dispõe de diversos mecanismos que facilitam essa regulação, um deles é a salivação. Produzimos diariamente entre 1L e 1,5L de saliva que é deglutida e, como a maior parte de sua composição é água, tem papel na re-hidratação do organismo, como se estivéssemos consumindo goles de água”, diz Maria Cecília Aguiar, cirurgiã-dentista e especialista em Alterações Salivares.

E quando ela não está dando conta do trabalho e precisa de ajuda, ela nos avisa que é hora de beber mais água. “Quando estamos desidratados a produção de saliva diminui, gerando a sensação de “boca seca”, que instintivamente nos faz beber água”, diz a especialista.

Pouca produção
Mas infelizmente a quantidade de saliva que produzimos não é o sufiente para hidratar todo o corpo e acabar com a sede.

“O corpo de um adulto é composto por 70% de água e necessita da ingestão diária de 1,5L a 3L de líquido para se manter saudável (valor que varia de pessoa para pessoa de acordo com o peso). Justamente por isso que não conseguimos matar a sede com a nossa própria saliva, pois a quantidade diariamente produzida é menor do que a demanda para manter o balanço hídrico”, diz Maria Cecília.

Mais que apenas água
Apesar de ser composta principalmente por água (99%), a saliva não é só isso. “A saliva é um fluido transparente e incolor secretado pelas glândulas salivares na cavidade bucal. Apesar de ser composta principalmente por água, ela também contém minerais, enzimas digestivas, imunoglobulinas e mucina (proteína responsável pelo seu aspecto viscoso)”, diz a especialista.

Sem engasgos
E é exatamente por causa desta mucina citada aí em cima que não nos engasgamos com ela, afinal, se a saliva é basicamente água e fica o tempo todo na nossa boca se engasgar ao falar ou respirar deveria ser algo corriqueiro.

“A mucina lhe confere viscosidade, de modo que a saliva não se acumula apenas no assoalho bucal (diferente da água pura), e sim se espalha em toda a superfície da boca. Outro motivo de não engasgarmos é que, instintivamente, deglutimos o excesso de saliva antes de falar”, diz a dentista.

Beba água sempre!
Uma boa hidratação favorece boa saliva, hálito agradável e o bom funcionamento do metabolismo. “Quando há desidratação, começam a surgir sinais como sonolência excessiva, confusão mental, fraqueza, dores de cabeça, “boca seca”, pele áspera, urina escura, dentre outros problemas”, diz Maria Cecília. Por isso, antes de seu corpo e sua boca pedirem, beba água sempre!

Fonte: Beta /Terra

Verdadeiras salvações em casos de dor e doenças, alguns medicamentos contém substâncias que podem destruir seu sorriso

Herói ou vilão? Veja remédios que prejudicam a saúde bucal

Quando temos alguma doença ou estamos sentindo dor, existem remédios que são verdadeiras salvações. No entanto, alguns deles têm uma composição perigosa para a saúde bucal. Segundo a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), cerca de 40% das pessoas ingerem ao menos um tipo de medicamento diariamente que pode prejudicar os dentes. Será que alguns deles estão na sua lista?

Não é segredo para ninguém que o açúcar é o grande vilão da saúde bucal. E claro, é ele o maior culpado pelo fato de alguns remédios fazerem mal aos dentes

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Foto: Piotr Marcinski / Shutterstock

Fama antiga
Podemos começar falando dos antibióticos, pois é possível que você já tenha ouvido de alguém (principalmente de uma pessoa mais velha) que esse medicamento pode causar cárie e estragar os dentes. Isso não é verdade, pelo menos não totalmente.

Antigamente o antibiótico mais receitado para qualquer infecção era o que tinha como base uma substância chamada Tetraciclina. Embora muito eficiente e com amplo aspecto, especialistas começaram a perceber que se ele fosse ingerido durante a gestação ele poderia prejudicar a formação óssea do feto, afetando os dentes.

Desde então, esse tipo de medicamento não foi mais receitado para mulheres grávidas. No entanto, ele nunca teve o poder de causar cáries. Nem ele, nem nenhum outro tipo de antibiótico.

“Não há estudos que comprovem esta teoria, pois os antibióticos não estão entre os fatores causadores da cárie. Já o Tetraciclina quando utilizado no período em que os dentes estão em formação podem induzir o aparecimento de manchas e de uma coloração amarelada ou marrom acinzentada”, diz  Dra Simone Matos.

Açúcar, o grande vilão
Não é segredo para ninguém que o açúcar é o grande vilão da saúde bucal. E claro, é ele o maior culpado pelo fato de alguns remédios fazerem mal aos dentes. Podemos ver isso no caso dos próprios antibióticos. Para que esse tipo de medicamento seja mais bem aceito pelas crianças (pois remédio nenhum tem um gosto original bom) as indústrias farmacêuticas enchem os produtos de sacarose, adocicando seu gosto. O mesmo acontece com os xaropes e os remédios para asma.

“Eles geralmente apresentam-se sob a forma de suspensão, adocicadas e com alto teor de acidez. Essa combinação favorece a perda da porção mineral da estrutura dentária”, diz a especialista.

Ainda segundo ela, uma combinação de fatores pode levar esses remédios a causar problemas bucais mais sérios. “Geralmente os pais de crianças enfermas são menos rigorosos com a higiene bucal dos seus filhos. Uma criança que toma medicamentos adocicados e ácidos e tem uma higiene negligenciada certamente apresentará maior risco de ter problemas dentários, principalmente se o tratamento durar um longo período”, diz Simone.

Uma forma de amenizar esses efeitos, sem ter que parar o tratamento, é reforçar a higienização bucal com o uso de escova de dente e fio dental. Se você estiver fora de casa e escovar os dentes for impossível, tome um pouco de água e faça bochecho com ela para que o remédio seja diluído e ataque menos a superfície dental.

Boca seca
A xerostomia é o nome que se dá ao fenômeno da boca seca. Esse problema, que pode causar dificuldades para falar, comer e engolir, ardência bucal e um gosto amargo na boca, pode aparecer em decorrência de vários fatores, entre eles o uso de alguns medicamentos.

“A xerostomia pode estar relacionada à medicamentos que afetam as glândulas salivares reduzindo sua produção como: os antidepressivos, anti-hipertensivos, sedativos e etc”, diz a especialista. Ainda podemos colocar nesta lista alguns antialérgicos, remédios contra náuseas, diuréticos e o omeprazol.

Se o seu remédio está nesta lista e está te causando algum problema você pode tentar conversar com o seu médico e ver a possibilidade de trocar a mediação.

“Tomar bastante água e evitar aquelas que contenham cafeína como café, chá e refrigerantes, mascar chicletes ou chupar balas sem açúcar para o estimulo do fluxo salival e fazer uso de saliva artificial também ajudam muito. Mas é importante que se diga: ao fazer uso de qualquer um desses medicamentos citados o ideal é fazer uma consulta com um cirurgião dentista para um acompanhamento e orientação”, diz Simone.
Fonte : Agência Beta- Terra

Dieta a nutrição: impactos na saúde bucal

É sabido que a dieta e a nutrição têm forte interferência na saúde bucal. Mas como age exatamente cada uma dessas variáveis? Como devemos orientar nossos pacientes?

little girl with fruits and vegetables
little girl with fruits and vegetables

A nutrição refere-se aos nutrientes que ingerimos na nossa dieta e que são utilizados para o correto funcionamento fisiológico do nosso organismo. Uma dieta de alto valor nutricional contribui para a saúde em geral, elevando a qualidade de vida e diminuindo a chance de doenças degenerativas.

Na Odontopediatria, especialmente, a nutrição adequada permite um correto desenvolvimento estomatognático, visto que os tecidos dentários ainda estão em formação.

A desnutrição na infância (ou a má nutrição advinda da inadequada alimentação) limita o desenvolvimento de tecidos e órgãos (cérebro, glândulas salivares), e pode perturbar a estrutura dental, forma, posição dos dentes e retardar a erupção (lesões à síntese de proteínas ou mineralização). Por este motivo, devemos desde sempre incentivar a correta alimentação, variada e rica em nutrientes (quadro 1).

Um exemplo é a deficiência de vitamina A, que pode provocar atrofia dos ameloblastos, pobre diferenciação dos odontoblastos e hipoplasia de esmalte.

Quadro 1 – Exemplos de nutrientes essenciais para a cavidade bucal

Minerais Papel importante da fase pré-eruptiva e na maturação pós-eruptiva dos dentes.
Sódio e potássio Manutenção do equilíbrio ácido-base do organismo.
Zinco e magnésio Função dos sistemas enzimáticos.
Cálcio e fósforo Componentes básicos dos tecidos duros.

A dieta, que diz respeito ao que ingerimos no cotidiano, independentemente do valor nutricional, tem um impacto significativo na cavidade bucal, tanto quanto ao seu desenvolvimento como também no que se diz respeito às doenças cárie e periodontal.

A forma de apresentação dos alimentos interfere diretamente na mastigação. Alimentos mais duros, crus, fibrosos promovem um trabalho mastigatório mais eficiente, com consequente melhor desenvolvimento ósseo e muscular, e estimulam a secreção salivar.

Dietas muito pastosas e alimentos demasiadamente macios têm o efeito contrário, prejudicando o desenvolvimento estomatognático. Por este motivo, ao iniciar a introdução alimentar em bebês, devemos orientar aos pais a não liquefazer os alimentos, apenas amassá-los e, com o tempo, oferecê-los em pedaços.

Os pais também devem observar a adesividade dos alimentos. Balas, chicletes, bolachas, cereais açucarados, além de ricos em açúcar e baixo valor nutricional, aderem às superfícies dentárias, dificultando sua higienização e ficando muito tempo disponíveis na cavidade bucal, favorecendo o aparecimento das lesões de cáries. E, para a cárie dentária, não há nada mais prejudicial que o açúcar, tão presente na dieta moderna e muitas vezes “escondido” nos rótulos dos alimentos com nomes diferentes, o que confunde o consumidor (carboidrato – de uma forma genérica, xarope de glicose, maltodextrina, dextrose, sacarose, extrato de malte, açúcar invertido).

O conceito atual de cárie dentária é que ela é uma disbiose desencadeada pelo consumo de açúcar, ou seja, não existe um microrganismo específico causador da doença, já que em condições normais, a relação dos humanos com os microrganismos envolvidos no processo de cárie é de simbiose.

O responsável pela alteração dessa condição é o açúcar ingerido, proveniente de nossa dieta. Portanto, se queremos prevenir a cárie dentária, temos que controlar a ingestão de todas as formas de açúcares.

Nós, cirurgiões-dentistas, precisamos orientar corretamente nossos pacientes quanto a alimentação. Para melhor compreender sua atividade de cárie, é essencial que o profissional tenha conhecimento dos hábitos alimentares do paciente, estabelecendo o plano de tratamento e determinando as medidas preventivas a serem adotadas para manutenção da saúde bucal.

Fonte:Local Odonto .Por  Dra Sandra Kalil Bussadori