Saiba quando é necessário procurar um Pronto Socorro

Um pronto-socorro é destinado aos casos graves, de urgência e emergência. Emergências são as paradas cardíacas ou aqueles casos em que o paciente corre risco iminente de morte, como o infarto agudo do miocárdio, por exemplo. Já urgência, a equipe deve agir prontamente, caso contrário, o paciente também corre o risco de morte. Existem protocolos assistenciais institucionais que auxiliam a equipe especializada quando casos como estes chegam ao pronto-socorro. O médico emergencista é muito importante neste momento, pois deve ter ações imediatas, reconhecendo quando se trata de uma emergência ou urgência. Quando o paciente não se enquadra em nenhuma destas duas classificações, o atendimento é postergado.

Foto google

Sinais de alertas

Muitos prontos-socorros trabalham com sistema de triagem, que separa os pacientes de acordo com a emergência. Na grande maioria dos atendimentos, não há risco de morte e poderiam aguardar a ida ao consultório do médico. Entretanto, há casos em que é imprescindível uma avaliação do emergencista. No caso específico da pediatria, as situações que merecem ser avaliadas no pronto-socorro são:

Crianças com idade inferior a três anos: quando as crianças desta fase apresentam febre maior que 39°, sem nenhum sintoma aparente, é um sinal de alerta e deve ser avaliado por um médico.
Crianças menores de três meses de idade com febre a partir de 37,8°.
Quadros de vômitos incontroláveis (mais de três episódios em uma hora), mesmo após a criança ser medicada.
Intoxicações: ingestão de substâncias ou medicamentos.
Acidentes domésticos como as queimaduras, os cortes, as quedas com ferimentos profundos ou fraturas, afogamentos e engasgos com perda da respiração.
Crises de asma com dificuldade para respirar, falta de ar.
Traumas na cabeça: principalmente quando ocorrem em crianças menores de dois anos de idade, que caíram de uma altura maior que 1 metro, rolaram mais de 5 degraus de uma escada e apresentam hematomas subgaleais, conhecidos popularmente como galos, em qualquer região da cabeça. “O sinal de alerta para que a sonolência seja avaliada após uma queda é quando tenta-se acordar a criança e ela não acorda”, explica a médica.

Convulsões
Alteração do nível de consciência: sonolência excessiva sem explicação, irritabilidade sem causa aparente, alteração súbita do comportamento como, por exemplo, desorientação.
Dores intensas que limitam a atividade da criança.

“É importante ressaltar que queixas com mais de 15 dias ou meses de duração devem ser avaliadas por um médico no consultório. O pronto-socorro não é o local para resolver um problema crônico. O que o médico poderá avaliar é se o problema está em uma fase aguda para resolver a questão da urgência, mas não tratar do problema em si”, alerta a Dra. Milena do Hospital Albert Einstein.
Fonte:Hospital albert Einstein