É normal se levantar muitas vezes para ir ao banheiro à noite?

Quase todos nos levantamos de vez em quando à noite para urinar. O hábito – conhecido como nictúria – não é uma doença, mas pode ser um sintoma de que algo não vai bem no organismo.

O normal é não acordar

Mateo Hevia, especialista em urologia do hospital da Universidade de Navarra, na Espanha

Um terço dos adultos se levanta uma vez por noite para urinar.

“Frequentemente isso não se traduz em nada grave, mas pode ser necessário marcar uma consulta com o urologista”, disse Maniel Esteban, membro da Sociedade Espanhola de Urologia e chefe do serviço dessa especialidade no Hospital de Paraplégicos de Toledo.

A razão de reduzirmos as visitas ao banheiro à noite é o hormônio antidiurético, que diminui a produção de urina do organismo.

“É um hormônio produzido no hipotálamo e que faz com que a água que chega ao rim seja reabsorvida, em vez de produzir urina”, afirma Esteban.

A partir de certa idade as visitas ao banheiro começam a ser mais frequentes. Dos 70 anos em diante, é comum urinar até duas vezes por noite.
Mas essa necessidade pode começar antes e uma das causas pode ser problemas no sono. Nesse caso, ir ao banheiro é apenas uma consequência de estar acordado por outros motivos.

“Se estou nervoso ou preocupado e me levanto, então aproveito para ir ao banheiro”, exemplificou Esteban.

Outra razão é a ingestão abundante de líquidos antes de dormir.

Bebidas com cafeína, como café, refrigerantes, chá e até chocolate podem irritar a bexiga e mudar o padrão do sono. O mesmo acontece com o álcool.

Por isso, se urinar de noite afeta a qualidade do sono, os médicos recomendam reduzir o consumo de líquidos horas antes de dormir.

Outras causas frequentes da nictúria são:

Mudanças hormonais: Com a idade, a produção do hormônio antidiurético é menor, por isso aumenta a produção de urina.
Problemas de próstata: A próstata frequentemente aumenta com a idade. Se isso acontecer, a próstata pode pressionar a uretra e evitar que a bexiga se esvaze adequadamente – o que aumenta a necessidade de urinar.
Incontinência ou bexiga hiperativa: Isso acontece quando há uma necessidade urgente de urinar – que, por vezes, a pessoa nem consegue segurar. Os médicos não sabem exatamente por que isso acontece, mas a necessidade começa a aparecer em mulheres de meia idade.
Infecção no trato urinário ou pedras na bexiga: A irritação pode aumentar a frequência com que se urina.
Problemas de coração, diabetes ou outras doenças: Se não temos boa circulação ou nosso coração não funciona de forma eficiente, nosso corpo tende a acumular mais fluidos que o necessário. Essa absorção acontece melhor quando estamos dormindo. O líquido passa através da corrente sanguínea e depois é eliminado pelos rins por meio da urina. Por isso, a retenção de líquidos aumenta a necessidade de urinar à noite.
Todos esses problemas tendem a ser mais frequentes em idades avançadas, apesar de haver casos em jovens, especialmente casos de bexiga hiperativa. Mas se o problema se tornar recorrente ou incômodo é recomendável procurar um especialista.

Hevia recomenda ainda conselhos “higiênico-dietéticos”: beber menos líquidos a partir das 19h e reduzir a ingestão de café, chá e álcool se a nictúria tiver virado um problema.

Fonte:uol

5 frases que você NÃO deve dizer ao seu filho

Elaboramos uma lista com itens que podem quebrar a relação de confiança entre vocês ou prejudicar a autoestima da criança

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Você certamente sabe que o primeiro contato de uma criança com o mundo acontece dentro da família e que os adultos, portanto, têm um papel fundamental na formação da personalidade e identidade social de uma criança. Por isso, tanto os seus atos quanto aquilo que você diz para o seu filho têm grande importância – e podem ter um impacto positivo ou negativo sobre ele.

Segundo a da professora de psicologia da faculdade Pequeno Príncipe (PR) , ligada ao hospital de mesmo nome, Mariel Bautzel, toda a estrutura psíquica e social de uma pessoa é formada na primeira infância. “Não é raro vermos adultos que não sabem lidar com os próprios sentimentos ou que desconfiam muito do outro”, explica a especialista. Para ela, a causa pode estar lá atrás, na infância.

Pensando nisso, com a ajuda de Mariel e também da psicoterapeuta do Hospital e Maternidade Santa Catarina (SP), Germana Savoy, listamos 5 frases que você NÃO deve dizer ao seu filho. Confira abaixo:

“Para de chorar”
A clássica frase inibe a expressão do sentimento da criança, sendo que o ideal é que você a ensine a lidar com as próprias emoções. “Sempre aconselho que os pais mostrem uma alternativa para o filho. Uma boa saída é pedir que eles mantenham a calma no momento do choro”, diz Germana.

“Volte já para a sua cama, isso é só um sonho”
Até os 5 ou 6 anos, as crianças não sabem diferenciar com precisão o mundo real do mundo dos sonhos, por isso elas não entendem bem quando você disser que aquilo que vivenciaram não é real. O melhor é acalentar o seu filho, dizer que o medo logo vai passar e colocá-lo para dormir na cama dele novamente.

“Essa injeção não vai doer”
Mentir para o seu filho faz com que a relação de confiança entre vocês seja quebrada. Fale sempre a verdade. Além da dor da injeção, ele também vai ficar magoado por ter sido enganado. Diga que é uma picadinha rápida, e que será para que ele tenha cada vez mais saúde para brincar.

“Você não aprende nada direito”
Crianças que têm uma referência negativa de si mesmas obviamente ficam com a autoestima prejudicada, explica Germana. E, como elas ainda possuem um mecanismo de defesa pouco desenvolvido, tudo o que um adulto disser terá um impacto enorme. Dizer que elas são burras, ou que nunca vão aprender matemática, por exemplo, pode fazer com que realmente acreditem que têm essas fraquezas.

“Se você não me obedecer, eu vou embora”
A criança tem de aprender a respeitar os pais pela autoridade – e não por medo de perdê-los ou, pior ainda, de ser maltratada. Ameaças e chantagens estão fora de cogitação.

Claro que, às vezes, os pais acabam falando coisas que não gostariam… Se isso acontecer, não se culpe. O jeito é recuperar a calma e conversar com a criança, explicando que agiu de forma errada.

Fonte :Revista Crescer

Você sabe gerenciar o estresse?

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O estresse é algo que todos nós temos, sobre o qual todos nós conversamos e, muitas vezes, até procuramos de certo modo combatê-lo. As alterações emocionais são responsáveis em muitas situações pelo estresse elevado e causam danos à qualidade de vida, mas controlar as emoções negativas não é uma tarefa simples.

“Infelizmente, há uma grande tendência a banalizar o grau de seriedade ou importância do manejo adequado do estresse. É comum encontrarmos pessoas que acreditem que, para reduzi-lo, basta não ficar nervoso ou ansioso”, diz Cinthia Alves, psicóloga e Wellness Coach, que desenvolve o trabalho de Gerenciamento do Estresse no Centro de Atenção à Saúde do Colaborador do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O estresse elevado ou crônico é responsável pela manifestação de sintomas desconfortáveis e pelo desencadeamento de doenças gástricas, intestinais, cutâneas, respiratórias, cardiovasculares e psiquiátricas. Além disso, influencia vínculos e relacionamentos afetivos, profissionais e familiares, interação social, autoconfiança e autoestima.

Então, o que precisamos fazer para lidar com o estresse? Cinthia explica que não há uma receita pronta e que sirva para todos, mas dá algumas dicas:

·          Reconheça seus sintomas e avalie os possíveis prejuízos acarretados em sua vida.

·         Devemos compreender e nos responsabilizar pelas nossas próprias escolhas e buscar a satisfação das reais necessidades que temos. A rotina atribulada, o excesso de compromissos e responsabilidades e a administração inadequada do tempo acabam nos colocando em condições vulneráveis ao desencadeamento do estresse crônico.

·         O autocuidado também tem influência positiva neste processo: praticar atividades físicas, manter uma alimentação saudável, meditar, fazer psicoterapia, desenvolver a espiritualidade, autoestima, autoconfiança e ter clareza de valores e objetivos de vida.

Ao lidar com o estresse, devemos considerar que ele ocorre a partir da fisiologia natural do organismo frente a contextos em que se entende ser necessária uma adaptação. E para modificar as reações frente a determinados eventos, é necessário adquirir novas formas de pensar e agir, conhecendo melhor a si mesmo, identificando limites, fraquezas, qualidades e, acima de tudo, valores, ou seja, o que realmente traz satisfação.

“Nossas crenças e valores são a mola propulsora de nossas opções e decisões diárias. É essa a razão do trabalho do Coach: despertar nas pessoas o que de melhor elas possuam, para que identifiquem e busquem seus sonhos e idéias, afinal ‘sonhos são metas com prazos’”, afirma Cinthia.

Lidar com isso está ao alcance de todos. Ao fazer uma escolha, pense no quão coerente ela é com seus valores e reais necessidades. Deste modo, a satisfação e a segurança nos deixam mais preparados diante dos eventos vulneráveis

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

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Cuidados com a intolerância à lactose

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A intolerância à lactose é a incapacidade parcial ou total em digerir a lactose (o “açúcar” do leite), e seu desenvolvimento no organismo é mais frequente já na fase adulta. Muitos dos alimentos presentes na nossa dieta diária contêm o componente na formulação, como leite, chocolate e iogurte, o que impõe alguns desafios no cotidiano dos portadores.

“A intolerância à lactose advém da deficiência ou da redução da enzima lactase, que é produzida no intestino delgado, e é responsável por decompor e absorver este açúcar”, explica Joyce Rebouças Passos Mourão, Gerente de Nutrição do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

A intolerância é dividida em três graus: leve, moderado, e severo. Algumas pessoas têm deficiência mínima na produção da enzima e outras não a produzem. O grau de cada paciente só pode ser descoberto através de exames específicos.

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) pode ser dividida em primária, ocorrendo em crianças de famílias com casos de asma, rinite, dentre outros, e secundária, apresentada geralmente após surtos de gastrenterocolite aguda (cólicas, diarreias) ou consequente à deficiência transitória de IgA. Nas crianças, a alergia à proteína do leite de vaca é normalmente um fenômeno transitório, de duração variável, e os sintomas aparecem nos primeiros três meses de vida. “Todos os leites e derivados de origem animal têm lactose, menos os de soja, arroz e aveia”, complementa Joyce.

Acerte sua dieta

Fazer acompanhamento e seguir uma boa dieta com orientações de um nutricionista é essencial. Confira algumas dicas que ajudam a manter a qualidade da alimentação:

• Se a avaliação médica permitir, o consumo de leite e derivados deve ser feito, preferencialmente, entre as refeições principais, e não durante o almoço ou o jantar, pois são as refeições mais ricas em ferro e o cálcio atrapalha a absorção do ferro heme de origem animal e não heme de origem vegetal.

• Para auxiliar ainda mais a absorção do ferro devido a quadro de anemia, por exemplo, consuma frutas ricas em vitamina C: laranja, mexerica, limão, acerola.

• Evite também o café preto e os variados tipos de chá (mate, preto, verde), e também o chocolate. Esses alimentos atrapalham parte da absorção de cálcio.

• Iogurtes que possuem pouca lactose na sua composição podem ser consumidos de acordo com o grau de intolerância do paciente, avaliado pelo médico

Fonte:Hospital Alemão O.Cruz