Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

A variação sazonal, com predominância nos meses de inverno, foi encontrada na maioria dos estudos relacionados ao sangramento nasal (também conhecido como epistaxe). Os fatores que influenciam sua ocorrência são o numero de casos de infecções das vias áreas superiores, rinite alérgica, e alterações na mucosa associados às flutuações de temperatura e umidade.

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

O que fazer na hora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou antiagregnte plaquetario

Como evitar?

  • use um umidificador no quarto
  • deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.
Fonte : Hospital A. Einstein
Fernanda domingos giglio petreche
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Publicado em: 22/07/2016

A saliva é de fácil obtenção e possui muita informação sobre a saúde individual. O Dr. Douglas Granger, diretor do Institute for Interdisciplinary Salivary Bioscience Research, está convencido que diagnósticos pela saliva tornar-se-ão importantíssimos no futuro. (Foto: Universidade da Califórnia, Irvine)

Instituto de pesquisa da UCI objetiva decodificar informação valiosa na saliva

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IRVINE, Calif., EUA: Além de nos auxiliar na alimentação, fala e manutenção da boa saúde bucal, a saliva é uma ferramenta promissora de diagnóstico. Uma pequena quantidade do fluído contém muita informação, como o nível de estresse, DNA e a prevalência de certas doenças. Decifrar os segredos da substância é o que objetiva o Institute Interdisciplinary Salivary Bioscience Research, recentemente realocada à Universidade da Califórnia, Irvine (UCI).

Possuindo hormônios, enzimas, DNA e outras substâncias, a saliva pode revelar quase tudo que é apresentado nos resultados dos exames de sangue, mas sem agulhas, disse o Dr. Douglas Granger, diretor do instituto e professor de Psicologia e Comportamento Social, Pediatria e Saúde Pública na universidade. Ele realocou apenas recentemente seu conhecido instituto de pesquisa da Universidade Estadual do Arizona para a UCI através do plano “High Impact Hiring Plan” da universidade.

Embora Granger seja um especialista aclamado na área, a pesquisa salivar não era seu objetivo profissional primário como jovem pesquisador. Em busca de uma alternativa livre de agulha para investigar fatores biológicos subjacentes a problemas comportamentais em crianças, Granger voltou-se à saliva. Entretanto, diagnósticos pela saliva eram primitivos e não confiáveis na época, e por esse motivo ele e dois colegas fundaram a Salimetrics, uma empresa que produz equipamentos de testes de saliva.

Desde então, os esforços de Granger ajudaram a iniciar uma rede mundial de laboratórios de testes salivares. Atualmente, cerca de 135 projetos estão em andamento em campos abrangentes, desde economia à zoologia. De acordo com o pesquisador, a saliva é o fluído para diagnóstico do futuro. Por enquanto, vidas poderiam ser salvas pela substituição de testes de sangue relacionados às doenças cardíacas pelo kit caseiro de teste de saliva que mensura a proteína reativa C, relacionada a riscos cardíacos, informa Granger no website da UCI.

Porém, o fluído oral não substituirá completamente os exames de sangue, ele ressaltou. Embora a saliva tenha muitas vantagens sobre o sangue, o sangue permanece como melhor barômetro para muitas químicas o que não ocorre nas amostras de saliva, ele declarou.

Nos últimos anos, diversas alternativas tecnológicas surgiram em diversos campos da medicina para a análise do sangue. Por exemplo, cientistas alemães desenvolveram um novo aparelho,μbreath, que é capaz de medir e detectar traços de biomarcadores de doenças específicas através do ar expelido pela boca.

Além do sangue, a saliva e ar expelido pela boca são fáceis, não causam dor e podem ser testados em ambientes não tradicionais. Atualmente os exames de diagnóstico por saliva incluem diversos tipos hormonais, HIV e nível de álcool. Além disso, diversos projetos de pesquisa dão esperança de que um dia a análise salivar poderá possibilitar a detecção fácil e rápida de alguns tipos de câncer, como o colorretal e bucal, assim como doenças cardíacas ou Alzheimer.

Dificuldade para engolir pode causar cárie e mau hálito

Problema colabora para acúmulo de alimentos e resíduos, fator determinante para o aparecimento de bactérias e outras doenças bucais

 A Dificuldade de engolir não é uma doença, mas sim um sinal de que alguma coisa dentro do seu corpo não está indo bem. Esse problema, que se chama disfagia, pode estar associado ao mau funcionamento do esôfago, câncer de boca, problemas psicológicos ou neurológicos, infecções nas amídalas e até alterações salivares. Se for esse último caso, a pessoa pode desenvolver até cárie e mau hálito.

A higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e impedir o aparecimento da cárie e da halitose

A higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e impedir o aparecimento da cárie e da halitose
Foto: Poprotskiy Alexei / Shutterstock

Saúde bucal
Em relação à saúde bucal, problemas frequentes para engolir podem acarretar outras doenças ainda mais sérias. “Elas podem resultar em acúmulo de alimentos na boca, o que pode favorecer a formação e a multiplicação de microrganismos bucais, progressão rápida das cáries e aumento da vulnerabilidade a infecções, especialmente causadas por fungos”, diz Maria Cecília Aguiar, cirurgiã-dentista especializada em Alterações Salivares e presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Além disso, a especialista destaca que o aumento do número de bactérias consumindo esses resíduos alimentares resulta na liberação de gases mau cheirosos eliminados na forma de mau hálito. “Por isso, a higiene bucal das pessoas com disfagia deve ser minuciosa, de modo a ajudar a eliminar os resíduos alimentares e minimizar os problemas listados”, diz a dentista.

Saúde do corpo
É comum que pessoas que sofrem de dificuldade para engolir sejam “obrigadas” a modificar sua dieta. Eles costumam substituir alimentos sólidos como carnes e vegetais crus por refeições mais líquidas ou pastosas.

“Em alguns casos, o problema pode diminuir o apetite e interferir nas condições nutricionais, resultando em carências de nutrientes e perda de peso. Também pode ocorrer desidratação, engasgos e risco aumentado para pneumonias por aspiração”, diz Maria Cecília.

Papel do dentista
O dentista pode e deve ajudar em casos de disfagia, principalmente se a causa estiver relacionada com alterações salivares. Quando a saliva apresenta quantidade reduzida ou alterada ela pode acarretar dificuldade para a formação do bolo alimentar, sensação de engasgos e de bolo na garganta.

“Já a produção excessiva de saliva causa incômodo na deglutição. Todas essas alterações salivares têm sintomas semelhantes à disfagia e, por isso, é importante fazer o diagnóstico diferencial, de modo a guiar o tratamento adequado ao caso”, diz a dentista.

Uma vez diagnosticado a causa corretamente, o tratamento precisa ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui fonoaudiólogo, nutricionista, cirurgião-dentista e médicos (gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas e geriatras), conforme o diagnóstico de cada caso.

“O tratamento inclui desde uso de medicamentos, cirurgias, mudanças dietéticas, exercícios para musculatura oral e esofágica, uso de bandagens elásticas, aparelhos bucais para estimular ou guiar a deglutição, adequação dos padrões salivares e etc”, diz a especialista.

Alimentação
É importante ressaltar que a adequações da dieta é fundamental para um tratamento com conforto e segurança. Os alimentos sólidos devem ser triturados ou esmagados junto com os líquidos para que possam ser engolidos com facilidade. Frequentemente indica-se o uso de espessantes (substâncias químicas que conferem aumento da viscosidade sem alterar outras propriedades do alimento) para os líquidos, minimizando desconfortos e engasgos.

“Também é recomendável que o indivíduo se alimente de forma devagar e mastigue completamente o alimento. Durante alimentação, o paciente deve estar sentado, com a cabeça ligeiramente inclinada para frente, ajudando no fechamento do trato aéreo. Já quando o paciente está no leito, a cabeceira deve estar elevada”, diz a especialista.

 fonte :Agência Beta

Saliva é sangue filtrado. Entenda como isso é possível!

A saliva tem mais água e menos íons e proteínas do que o sangue, mas ambos podem ajudar na detecção de doenças e gravidez

Se algum dia você ouvir dizer que a saliva é sangue filtrado, acredite. Apesar de essa afirmação ser simplista demais, pois há substâncias no sangue que não estão na saliva e vice e versa, os dois apresentam bastante semelhanças e podem servir de material para exames e analises de doenças.

As maiores células do sangue permanecem na corrente sanguínea e não passam para a saliva, mas substâncias de tamanho menor, como alguns medicamentos e toxinas, passam
As maiores células do sangue permanecem na corrente sanguínea e não passam para a saliva, mas substâncias de tamanho menor, como alguns medicamentos e toxinas, passam

As maiores células do sangue permanecem na corrente sanguínea e não passam para a saliva, mas substâncias de tamanho menor, como alguns medicamentos e toxinas, passam
Foto: urfin / Shutterstock
A saliva é uma secreção, e secreções são substâncias produzidas por células utilizando como matéria-prima outras substâncias presentes no sangue. “A saliva é uma secreção produzida e liberada pelas glândulas salivares diretamente na cavidade bucal. Assim, de forma simples e com algumas modificações, podemos dizer que a saliva é sangue filtrado e diluído”, diz Maria Cecília Aguiar, cirurgiã-dentista especialista em Alterações Salivares.

Durante a produção salivar, as maiores células do sangue permanecem na corrente sanguínea e não passam para a saliva, mas substâncias de tamanho menor como alguns medicamentos e toxinas, passam, por isso o termo “filtrar” é aplicado nessa questão.

A partir daí, as características da saliva produzida vão variar de acordo com o tipo de glândula salivar que a esta produzindo (pois temos mais de um tipo dessa glândula). “As parótidas produzem secreção serosa e rica em amilase, as glândulas salivares menores e as sublinguais formam uma secreção mucosa, enquanto as submandibulares geram uma secreção mista”, diz a especialista.

Maria Cecília ainda destaca que, apesar de ser feita a partir do sangue, a saliva tem mais água e menos substâncias que ele. “Ela é composta por água, íons e proteínas como as enzimas, proteínas estruturais e proteínas imunológicas”, diz a especialista.

Sem gosto de sangue
Se a saliva é produzida a partir do sangue, deveria ser normal sentir o gosto dele na boca, mas não é isso que acontece. “Isso não acontece porque a saliva é formada por 99% de água, de modo que é muito diluída. Além disso, na composição da saliva não existem hemácias ou glóbulos vermelhos, que são as células que contêm a hemoglobina que é rica em ferro e responsável pelo gosto marcante de sangue”, diz Maria Cecília.

Exames mais simples
Assim como acontece com o sangue, hoje em dia já é possível realizar exames para detectar doenças através da saliva. E esse método tem tudo para se popularizar, pois é mais simples, tão confiável quanto, menos invasivo e indolor, além de permitir um armazenamento mais fácil e de baixo custo quando comparada à coleta de sangue e de urina.

“O exame da saliva nos permite, entre outras coisas, avaliar o risco para cáries dentárias e doença periodontal, a dosagem de hormônios, deficiências nutricionais em geral, fazer teste de gravidez, testes rápidos de HIV, diagnosticar a hepatite C, a doença de Parkinson e fazer pesquisas de drogas, inclusive testes para dopping”, diz a especialista.

Porém, muitos desses métodos de diagnóstico e monitoramento por meio da saliva ainda não estão disponíveis ao alcance da população sendo viáveis somente para pesquisas.

É possível doar saliva?
Segundo a dentista, não é possível, pois seria complexo. “A saliva presente na boca é altamente contaminada por microrganismos e pode transmitir doenças, como a hepatite, a mononucleose e a caxumba. Também não há bancos de saliva para testar esta secreção em relação à presença de agentes infecciosos nem formas viáveis de purificar a saliva humana sem modificar sua composição”, diz Maria Cecília.

Mas já existem no mercado substâncias conhecidas como substitutos salivares indicados nos casos de deficiência salivar. “Algumas delas buscam aproximar a composição à saliva humana, contendo inclusive enzimas salivares”, diz Maria Cecília. Ou seja, por enquanto a única forma de doar saliva é trocando muitos beijos por aí!
Fonte :Agência Beta