Estudo liga abacate com prevenção do câncer bucal

Você pode se alimentar de forma a conseguir uma saúde bucal melhor?

Pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio (OSU), Estados Unidos, observaram que nutrientes retirados do abacate podem atacar algumas células de câncer bucal e evitar que outras células pré-cancerosas se desenvolvam em verdadeiros cânceres de boca.

De acordo com os pesquisadores, pesquisas anteriores encontraram uma associação entre o consumo de frutas e vegetais e o risco reduzido de vários tipos de câncer. Esse efeito é atribuído aos altos níveis de fitonutrientes e fitoquímicos encontrados nas frutas e vegetais de cores escuras.

Foto: iStock

Concentrados no “Avocado de Hass” — a variedade mais prontamente disponível de abacate — os pesquisadores da OSU constataram que os fitoquímicos extraídos da fruta de casca rugosa podem ter como alvo múltiplas trajetórias sinalizadoras e aumentar a quantidade de oxigênio reativo dentro das células bucais pré-cancerosas, levando à morte celular. Entretanto, os mesmos químicos não têm o mesmo efeito negativo nas células normais e saudáveis.

“Até onde sabemos, este é o primeiro estudo sobre abacate e câncer bucal”, diz o autor principal da pesquisa, Steven M. D’Ambrosio, membro do programa de carcinogênese molecular e quimioprevenção do Centro de Câncer da OSU. “Pensamos que esses fitoquímicos param o crescimento das células pré-cancerosas no corpo ou matam as células pré-cancerosas sem afetar as células normais”. “Nosso estudo tem como foco o câncer bucal”, acrescenta Dr. D’Ambrosio, “mas os achados podem ter implicações em outros tipos de câncer, apesar de mais pesquisas serem necessárias para afirmarmos isso”.

Além de seus possíveis efeitos na prevenção do câncer bucal, o abacate é rico em outros fitonutrientes benéficos e antioxidantes que incluem vitamina C, folatos, vitamina E, fibras e gorduras insaturadas.

Fonte:Terra/Colgate

7 MITOS E VERDADES SOBRE HIPERTENSÃO

Você sabia que o controle da pressão arterial reduz em 42% o risco de derrame e em 15% o risco de infarto, segundo informações da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia)?

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Com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a doença, que acomete 25% da população brasileira adulta, o cardiologista Antônio Alceu dos Santos, membro da SBC, citou os principais mitos e verdades que cercam a hipertensão. Confira:

1. Basta retirar o sal da comida para evitar o aumento da pressão arterial

MITO. O sal que colocamos na comida é apenas um dos fatores de risco para a hipertensão. É preciso ficar alerta para o sódio contido em outros alimentos, principalmente os industrializados, como macarrões instantâneos, temperos prontos e lasanhas congeladas, que concentram quantidades altíssimas desse mineral. A quantidade de sódio dos alimentos merece atenção, já que o brasileiro consome, em média, o dobro da quantidade de sal recomendada pela OMS, 5g (uma colher de chá) diárias.

2. O estresse aumenta a pressão arterial

VERDADE. O estresse aumenta a estimulação do sistema nervoso simpático e, consequentemente, provoca elevação da pressão arterial, redução da circulação do sangue nas coronárias, aumento do consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco e instabilidade elétrica no coração, podendo ocasionar arritmias cardíacas e infarto. Para se ter uma ideia, cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e intenso.

3. A hipertensão é mais comum entre as mulheres

MITO. No Brasil, verifica-se uma prevalência da doença em 35,8% dos homens e em 30% das mulheres. Porém, após a menopausa, a situação se inverte, com maior preponderância da doença entre elas. Isso porque, nessa fase, há diminuição da produção de estrogênio, protetor natural do sistema arterial.

4. O álcool prejudica o controle da pressão arterial

VERDADE. A relação está ligada à quantidade ingerida. O consumo excessivo de bebida alcoólica, claramente, eleva a PA e está associado a maior risco de morte por doenças cardíacas. Atualmente, recomenda-se que as pessoas que consumem bebidas alcoólicas o façam de maneira moderada, o que corresponde ao limite de uma dose diária para mulheres e duas para homens, considerando-se como dose uma garrafa pequena (long neck) ou lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de 50 mL de bebida destilada.

5. A hipertensão não apresenta sintomas

VERDADE. Na maioria das vezes, ela não causa sintomas. Em pouquíssimos casos pode haver dor de cabeça, zumbido no ouvido, visão turva, tontura, dor no peito, palpitações, entre outros. Por isso, tome os remédios no horário prescrito pelo médico e NUNCA abandone o tratamento.

6. Quem tem pressão alta corre risco de infarto e outras doenças

VERDADE. A hipertensão arterial é um fator de risco importante e independente para infarto. Quando a pessoa tem a pressão permanentemente alta, ou seja, sempre acima dos 14×9 mmHg, alguns órgãos podem ser afetados. No cérebro, por exemplo, pode ocorrer derrame. No coração, infarto. Os rins podem funcionar de modo insuficiente, sendo necessário realizar hemodiálise. Os olhos também podem sofrer cegueira súbita motivada pela hipertensão.

7. Hipertensão tem cura

MITO. O fator hereditário está presente em mais de 90% dos casos e, nesses, a hipertensão arterial não pode ser curada. No entanto, pode e deve ser controlada.

Fonte: Juliana Conte/Drauzio Varela

Pacientes com periodontite estão com o risco de ter derrame aumentado. (Foto: botazsolti/Shutterstock)

0 Comments19/08/2016 | News Brazil

Nova pesquisa descobre forte associação entre periodontite crônica e derrame

Post a commentby Dental Tribune International

SANTIAGO DE COMPOSTELA, Espanha: Um novo estudo tem relacionado periodontite crônica ao infarto lacunar, uma doença vascular cerebral que causa cerca de 25 por cento dos casos de derrame (também conhecido por acidente vascular cerebral isquêmico). No geral, os pesquisadores observaram que os participantes do estudo diagnosticados com doença periodontal tiveram de modo significativo o risco aumentado de desenvolver infarto lacunar comparado aos participantes isentos de periodontite.

O estudo incluiu 62 pacientes inscritos na Unidade de Derrame do Hospital Clínica da Universidade, pertencente à Universidade de Santiago de Compostela, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, assim como um grupo de controle de 60 indivíduos. Os dois grupos foram submetidos a exames neurológicos e periodontais.

A prevalência da doença periodontal foi significativamente maior no grupo de casos (69 por cento) do que no de controles (31 por cento). Em adição, a severidade da doença periodontal foi estatisticamente maior em pacientes de derrame comparado com os de controle.

Participantes no grupo de casos também apresentaram maior prevalência de outros fatores de risco vascular bem conhecidos, como hipertensão, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, histórico de doença cardíaca isquêmica, cigarro, álcool e consume de estatinas. Entretanto, os pesquisadores declararam que a associação entre periodontite crônica e infarto lacunar era independente de conhecer os fatores de confusão.

Embora essas descobertas indiquem uma forte ligação entre as duas condições, é necessário pesquisa adicional para melhor entender os mecanismos subjacentes, enfatizaram os pesquisadores. Entretanto, eles deram a hipótese de que a periodontite leva à inflamação sistêmica e, como resultado, a saúde dos vasos sanguíneos pode ser afetada.

O autor líder Dr. Yago Leira do Departamento de Periodontologia da universidade concluiu: “Se mais estudos prospectivos de coorte confirmarem nossas descobertas, estudos de intervenção podem ser feitos para acessar o benefício potencial da terapia periodontal em pacientes com derrame lacunar e periodontite. O tratamento periodontal pode também diminuir a inflamação sistêmica e, por isso, ele reduz o risco do desenvolvimento de infarto lacunar.

O estudo, intitulado “Chronic periodontitis is associated with lacunar infarct: A case–control study”, foi publicado on-line em 15 de julho no European Journal of Neurology antes da versão impressa.

Água é o combustível para ajudar a evitar partos prematuros

A água ajuda a manter a qualidade do fluxo salivar e da limpeza da boca afastando problemas bucais mais graves e o risco para a vida do bebê

Nos últimos anos alguns estudos provaram que existe uma forte ligação entre doenças gengivais e partos prematuros. Por isso que, entre tantas mudanças de hábitos que a gestante precisa ter nessa época, os cuidados com a saúde bucal se fazem tão necessário quanto ir ginecologista. E a ingestão de água está totalmente ligada a essa questão, pois ela pode ajudar a evitar problemas no parto.

A água é o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros
A água é o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros

A água é o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros

Foto: Alex Studio / Shutterstock
Quando as mulheres engravidam elas sofrem algumas alterações hormonais que afetam todo o funcionamento do seu corpo. Para você ter uma ideia, os níveis dos hormônios progesterona e estrógeno aumentam muito, chegando a ficar cerca de 10 e 30 vezes maiores, respectivamente.

Esses altos níveis hormonais potencializam as inflamações e diminuem a resistência dos tecidos gengivais. Essa inflamação por sua vez pode cair na corrente sanguínea e induzir a hiperirritabilidade da musculatura do útero, provocando contração e dilatação cervical, o que pode ser um gatilho para um parto prematuro.

“Essas alterações associadas a um aumento da frequência no consumo de alimentos ricos em açúcar, prática comum em grávidas, e a um controle inadequado do biofilme dentário (má higienização bucal) podem levar a instalação da cárie dentária e quadros de gengivite”, diz Wander Barbieri, cirurgião-dentista do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein.

A negligência com a higienização bucal nessa fase costuma se dar por dois motivos; primeiro porque muitas mulheres alegam que estão mais preocupadas com a saúde do bebê do que com a limpeza da sua boca (fatores que como vimos acima, estão ligados). E segundo porque algumas alegam que escovar os dentes causa náuseas.

Para piorar, os enjoos matinais são responsáveis por deixar o meio bucal mais ácido, colaborando com a desmineralização do esmalte dental. Então soma aí: hormônios alterados, resistência dos tecidos gengivais fraca, maior consumo de alimentos calóricos e doces, higienização falha e acidez dos vômitos. Entende agora por que a saúde bucal precisa de cuidados especiais nessa fase?

A salvação está na água
Mas onde a água entra nisso tudo? Para começar, é importante destacar que as gestantes precisam aumentar a frequência de ingestão de nutrientes, água e sais minerais para um correto desenvolvimento do seu bebê. A água é um elemento fundamental na constituição das células e de todos os órgãos do corpo do bebê. Uma dieta equilibrada e um correto consumo de água proporcionará uma gestação saudável, favorecendo a saúde do bebê e a formação de seus dentes”, diz o especialista.

Combustível
Porém, a água não é só importante para o desenvolvimento do bebê, ela também ajuda a manter a mamãe hidratada. “A falta de água pode causar uma redução do fluxo salivar nas gestantes. A saliva desempenha uma importante função de limpeza dos dentes, hidratação das mucosas e manutenção do pH da cavidade bucal”, diz o especialista.

Levando em consideração tudo que foi dito no início da matéria, podemos encarar a água como o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros.

Agência Beta