Diminua o Sódio nas refeições

O consumo excessivo de sódio é um dos grandes vilões da saúde. Segundo a Associação Americana do Coração, a população mundial tem ingerido o dobro de sal recomendado, o que pode levar a diversas doenças, entre elas as cardiovasculares. Uma boa dica para contornar o problema é usar temperos naturais quando cozinhar em casa, como salsinha, orégano, manjericão, limão, cebola, entre outros. Assim, tanto sua dieta quanto seu organismo se tornarão mais saudáveis.

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Fonte: HCor

Conhecimento exato sobre a situação dentária dos diferentes grupos de necessidades especiais é necessário para oferecer tratamento apropriado a esses grupos. Pesquisadores da Espanha concluíram após revisar o tema na literatura médica. (Foto: nd3000/Shutterstock)

Crianças com necessidades especiais precisam de cuidado dentário precoce e regular

Post a commentby Dental Tribune International

MADRI, Espanha: Ao investigar a saúde bucal em crianças com paralisia cerebral ou Síndrome de Down, pesquisadores da Espanha estabeleceram que há uma necessidade de melhorar os cuidados da saúde bucal e dental desses pacientes. Além disso, uma atualização de conhecimento é necessária nos consultórios odontológicos com o intuito de prevenir e limitar a severidade das patologias orais frequentemente observadas em crianças com necessidades especiais, incluindo a alta incidência de cáries, anomalias dentárias e de hábito, ou saúde gengival ruim.

Através de uma revisão da literatura médica, os pesquisadores da Universidade Europeia de Madri compararam a saúde bucal de crianças com paralisia cerebral ou Síndrome de Down com um grupo de controle. No total, 14 estudos que examinaram no geral hábitos e higiene bucal, cáries, saúde gengival, trauma e posição do dente, entre outros, foram incluídos na pesquisa.

De acordo com os pesquisadores, embora não tenha havido nenhum consenso a respeito da higiene bucal, saúde gengival e incidência de cáries em crianças com necessidades especiais, os pacientes com desabilidades física e/ou intelectual geralmente apresentaram uma maior prevalência de patologias bucais comuns e severas em todos os estudos revisados.

Por exemplo, crianças com paralisia cerebral tiveram mais cáries comparado com crianças que possuíam outras deficiências. Crianças com Síndrome de Down, entretanto, não tiveram uma taxa alta de cáries, mas a saúde gengival e os hábitos dentários, como o bruxismo, foram notavelmente piores do que os de controle. Em adição, a revisão mostrou que crianças com Síndrome de Down tiveram com mais frequência atraso no desenvolvimento do dente permanente, e o trauma dentário foi mais frequente em crianças com paralisia cerebral.

Com o intuito de prevenir e limitar a severidade das patologias observadas, as crianças com necessidades especiais precisam de cuidado dentário precoce e regular, concluíram os pesquisadores. Por essa razão e para oferecer uma resposta eficiente ao aumento da demanda de cuidados bucais às pessoas com necessidades especiais, são necessários mais conhecimento exato sobre a situação dentária dos diferentes grupos de necessidades especiais e treinamento adequado aos profissionais em um consultório cujo o ambiente não possua barreiras físicas, eles declararam.

O estudo, intitulado “Oral health in children with physical (cerebral palsy) and intellectual (Down syndrome) disabilities: Systematic review I”, foi publicado em 1 de julho na revista Journal of Clinical and Experimental Dentistry.

Antidepressivos podem causar mau hálito

Esse tipo de remédio afeta o funcionamento das glândulas salivares tornando a boca um ambiente ideal para a aparição de cheiros ruins

Quem toma antidepressivo precisa se preocupar com outro problema além da doença em si; o mau hálito. Isso porque esse tipo de remédio causa diminuição do funcionamento das glândulas salivares. Assim, com o “detergente natural da boca” reduzido, aumenta o acúmulo de restos de alimentos, células mortas e bactérias na boca, tornando o ambiente favorável para a aparição de cheiros ruins.

O correto deveria ser o paciente procurar um especialista em halitose para avaliar seu fluxo salivar antes de iniciar o uso dos antidepressivos
Foto: Anton Zabielskyi / Shutterstock

Mas você deve estar se perguntado: como as pessoas que precisam tomar o remédio podem lidar com essa situação? Ana Kolbe, cirurgiã-dentista especializada no diagnóstico e tratamento da halitose, revela que antes de começar a tomá-lo algumas medidas devem ser tomadas.

“O correto deveria ser o paciente procurar um especialista em halitose para avaliar seu fluxo salivar antes de iniciar o uso dos antidepressivos (isso também vale para outras drogas e para radio e quimioterapia). Assim, o profissional poderá decidir se inicia o tratamento das glândulas paralelo ao início do uso do antidepressivo ou se apenas fica acompanhando o quadro a cada 30 dias”, diz a especialista.

Se optar pela segunda opção, o dentista deverá ficar atento o grau de redução da produção salivar do paciente e, se necessário, entrar com um estímulo para que as glândulas voltem a trabalhar em níveis normais de volume, viscosidade e densidade.

Troca
Segundo Ana, também existem outras formas de lidar com o problema. “O paciente pode conversar com a profissional que lhe receitou tal remédio e ver a possibilidade de troca, pois existem algumas drogas da nova geração que afetam bem menos as glândulas salivares do que outras”.

Para ajudar, a pessoa ainda pode adquirir alguns hábitos clássicos que sempre colaboram no combate ao mau hálito. “Ela pode ingerir no mínimo 3 litros de água por dia de maneira fracionada e ficar mais atenta à higiene oral, em especial a da língua”.

Remédios e a xerostomia
De uma forma geral, todos os remédios costumam causar xerostomia (redução do fluxo salivar) em maior ou menor grau. Por isso, é bom que as pessoas tomem cuidados ao sair por aí se medicando, pois podem estar resolvendo um problema e causando outro para quem um problema não agrave o outro.

“Até mesmo os mais comuns usados por autoprescrição como os analgésicos, antitérmicos e outros de tarjas vermelhas e pretas podem afetar as glândulas salivares. É preciso salientar ainda que o brasileiro costuma fazer uso de vários medicamentos ao mesmo tempo o que agrava o problema.

E o mau hálito, causa depressão?
Acabamos de ver que os remédios antidepressivos podem causar mau hálito, mas também é sabido que o mau hálito pode causar depressão. Por isso, é fundamental que ambos os profissionais (dentistas e psiquiatras) fiquem atento ao quadro emocional do paciente.

“A halitose mexe com a autoconfiança e com a autoestima dos portadores e, portanto, frequentemente causa esquiva social e depressão. Porém, o uso de antidepressivo para tratamento de uma depressão passageira e pontual com origem bem específica não se justifica, pois será um agravante para sua halitose o que irá ter como consequência aumento da depressão”.

Segundo ela, o ideal é que este paciente seja encaminhado imediatamente para um tratamento específico para halitose, assim serão curados os dois problemas: a depressão e o mau hálito. “Devemos sempre agir na origem do problema e não nas causas para evitar um efeito dominó”.

Fonte: Agência Beta