Paracetamol usado na gravidez aumenta risco do bebê ter asma

Pesquisadores europeus encontraram evidências de que a asma pode ser, na maior parte das vezes, causada pela exposição de mulheres grávidas ao paracetamol. Os resultados foram publicados no periódico científico International Journal of Epidemiology.

Participaram da pesquisa cientistas das Universidades de Oslo e de Bristol, na Inglaterra. Eles analisaram dados do Estudo Norueguês Cohort da mãe e da criança e compararam associações entre o desenvolvimento de asma e o período de gestação de 114.500 crianças — com e sem o uso de paracetamol. Eles examinaram a ocorrência da asma estritamente aos 3 e 7 anos, avaliando a probabilidade de isso ser resultado de um dos três gatilhos mais comuns para o uso de paracetamol na gravidez: dor, febre e gripe.

“Descobrir os potenciais efeitos adversos (do paracetamol) é questão de saúde pública, já que ele é o analgésico mais comumente usado entre gestantes e crianças”, assinalou a coautora do estudo, Maria Magnus, da Divisão de Saúde Mental e Física do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, capital da Noruega.

Os resultados mostraram que 5,7% das crianças tinham asma aos 3 anos, e 5,1% tinham asma aos 7. A pesquisa encontrou uma ligação consistente entre as crianças que têm asma aos 3 anos e que tenham sido expostas ao paracetamol durante a gravidez. A associação mais forte foi observada se, durante a gravidez, a mãe utilizou paracetamol por causa de mais de uma queixa diferente. No entanto, os autores do estudo fazem questão de frisar que as novas conclusões não implicam, automaticamente, quaisquer mudanças nas recomendações sobre o uso de paracetamol entre as mulheres grávidas.

O estudo, o maior de seu tipo, contraria pesquisas anteriores, uma vez que não encontrou nenhuma evidência forte para uma associação entre asma infantil e o uso de paracetamol pela mãe depois do nascimento da criança ou o uso de paracetamol pelo pai. Isso significa que a doença não pode ser causada por características ou comportamentos de saúde partilhados pelos pais.

Fonte: O Globo 

Higiene Bucal em pacientes que usam aparelhos ortodônticos

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Por que durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo a higiene bucal é difícil?

A instalação do aparelho ortodôntico fixo e a presença de braquetes (peças coladas nos dentes), bandas (anéis cimentados nos dentes), fios e demais acessórios fazem com que aumentem as áreas que retêm os alimentos, provocando, assim, um maior acúmulo de placa bacteriana.

O que é placa bacteriana?

É uma película de cor branca, cinzenta ou amarelada que se adere ao dente, em volta dos braquetes, e é constituída de restos de alimentos, microrganismos, células descamadas. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.

O tipo de alimentação interfere na higiene bucal e no bom andamento do tratamento ortodôntico?

Sim. Deve-se evitar a ingestão de alimentos açucarados e pegajosos: balas, pirulitos, chicletes, que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença cárie. Evitar também a ingestão de alimentos duros como a pipoca e o amendoim e frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas em pedaços, pois o impacto da mordida pode danificar o aparelho fixo.

É verdade que o aparelho ortodôntico fixo mancha os dentes?

Não. O que pode acontecer é a falta de higiene do paciente provocar um acúmulo de placa bacteriana, principalmente ao redor dos braquetes (peças coladas nos dentes). Como a placa concentra restos alimentares e microrganismos vivos, vai haver uma deterioração da superfície do esmalte, provocando manchas brancas ou marrons e, posteriormente, cáries.

Como proceder com a higiene para que, durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo, não ocorram cáries e a gengiva se mantenha saudável?

Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção redobrada quanto à higiene, com controle constante e orientações dadas pelo ortodontista.

E em relação aos aparelhos removíveis?

Recomenda-se, além da higiene dos dentes, a do aparelho com a mesma freqüência, escovando-o diariamente com creme dental, buscando-se evitar a retenção de placa no aparelho, e o consequente sabor desagradável. Mensalmente, pode-se deixar o aparelho imerso em um anti-séptico bucal por 15 minutos. Nunca se deve ferver o aparelho.

Qual a escova dental recomendada?

A escova dental apropriada é aquela com cerdas arredondadas e macias. Existem no mercado escovas dentais próprias para a higiene do aparelho fixo, com pequenos tufos (unitufo, bitufo), com cerdas recortadas em forma de “v” para facilitar na limpeza dos braquetes e as com duas fileiras de cerdas (“sulcus”). A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário.

Qual o creme dental recomendado?

Os cremes dentais ou dentifrícios possuem valor cosmético (creme, ungüento) e valor terapêutico (flúor e substâncias antibacterianas). Os dentifrícios do mercado brasileiro contêm flúor em condições de inibir o desenvolvimento da cárie e tornar as camadas superficiais do esmalte mais resistentes.

Qual a técnica de escovação recomendada?

A duração da escovação é importante. Existem diferentes técnicas que devem ser ajustadas individualmente a cada paciente. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada: ela machuca a gengiva e provoca erosão (cavidades) nos dentes. Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes, como se estivesse “varrendo” e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.

Além da escova dental, quais outros procedimentos para melhorar a higiene?

O uso do fio dental é muito importante. Deve-se lançar mão do passa fio (uma agulhinha de plástico), que ajuda a passar o fio entre os dentes. O uso de bochechos com soluções fluoretadas (fluoreto de sódio a 0,05%, 1 vez ao dia, de preferência à noite, antes de dormir) auxilia na proteção do esmalte dos dentes e inibe a aderência de placa bacteriana. Essa solução não deve ser engolida. Sempre que possível, os pacientes devem levar ao consultório suas escovas para praticar a escovação sob supervisão do ortodontista.

Drauzio Varella desmente boato que liga mamografia a câncer de tireoide

Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, está bastante chateado. Um dia antes de falar com a BBC Brasil, ele recebeu, via WhatsApp, diversas cópias de um vídeo que citava seu nome. “É uma dessas teorias conspiratórias horríveis! Que horror!”, diz.

No vídeo, que também circula no Facebook, uma mulher não identificada afirma que, segundo Varella, os casos de câncer de tireoide em mulheres estariam aumentando por causa da realização de mamografias e radiografias odontológicas.

Ela também critica profissionais de saúde que realizam esses exames por não oferecerem aos pacientes protetores de chumbo para a garganta – parte do corpo que abriga a glândula tireoide.

O mesmo texto já circulava por e-mail em 2013, quando chegou a ser desmentido por sites “caça-boatos”. Na época, as afirmações eram atribuídas ao programa americano de TV The Dr. Oz Show, comandado pelo médico Mehmet Öz.

Entre 2014 e 2015, uma versão em texto passou a circular no WhatsApp, já atribuída a Drauzio Varella, que é oncologista (especialista em câncer).

A novidade de 2016 é o vídeo, cuja circulação explodiu justamente no “outubro rosa”, mês de conscientização sobre o diagnóstico do câncer de mama. A autora repete o mesmo texto das versões anteriores, como se tivesse feito uma mamografia e questionado o funcionário da clínica sobre o protetor. “Estou entrando em contato com uma advogada especialista em internet para tomar providências. Passamos tantos anos insistindo que as mulheres façam mamografia anualmente a partir dos 40 anos, e uma pessoa infeliz dessa usa meu nome para assustar as mulheres”, afirma Varella.

“Uma paciente minha que teve câncer de mama e hoje faz uma mamografia por ano para acompanhar veio me perguntar se deveria parar de fazer por causa disso, imagine!”

A BBC Brasil elaborou perguntas e respostas para esclarecer o que há de errado na mensagem do vídeo. Confira abaixo.

 Houve realmente uma alta nos casos de câncer de tireoide?
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a taxa de incidência desse tipo de câncer tem aumentado cerca de 1% ao ano na maioria dos países do mundo.

Mas isso se deve principalmente ao fato de que o exame que detecta um tumor está sendo realizado com mais frequência.

“Uma possível explicação para a tendência de aumento das taxas de incidência é o aumento do uso de ultrassom e biópsia guiada por imagem para detecção de doença subclínica”, afirma o instituto em nota enviada à BBC Brasil.

A taxa de mortalidade do câncer de tireoide, no entanto, está caindo na maioria dos países, diz o Inca, provavelmente por causa da melhoria do tratamento.

No Brasil, o instituto estima que sejam diagnosticados 6.960 novos casos neste ano – 1.090 em homens em 5.870 em mulheres.

Num vídeo publicado há um ano, Drauzio Varella cita um estudo que foi realizado na Coreia do Sul e chegou a conclusões semelhantes.

“O que acontece é que, muitas vezes, o ultrassom de tireoide mostra nódulos que nunca iriam se manifestar, e assusta as pessoas com problemas que não são graves. Mas é só isso, nem toquei na palavra mamografia”, afirma o médico à BBC Brasil.

A incidência de nódulos benignos e de câncer na tireoide é de duas a três vezes maior em mulheres do que em homens. De acordo com o Inca, fatores hormonais podem explicar essa diferença. “Mas isso sempre foi assim, muito antes de existir mamografia”, explica Varella.

“Se você fizer ultrassom de tireoide em 100 mulheres, mais ou menos 60 terão nódulos benignos na tireóide. Mas é importante lembrar que ter nódulos de tireoide não significa estar com câncer. A doença é mais rara.”

Esse tipo de câncer, diz o Inca, representa de 2% a 5% dos cânceres femininos e menos de 2% dos cânceres masculinos.

Mamografias e raios-X trazem risco de câncer?
Ainda em 2015, quando a versão escrita do boato começou a circular nas redes, a Comissão Nacional de Mamografia – formada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, pela Sociedade Brasileira de Mastologia e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – divulgou uma nota afirmando que “o risco de indução de câncer de tireoide após uma mamografia é insignificante”.

Segundo a nota, trata-se de menos de 1 caso a cada 17 milhões de mulheres que têm entre 40 e 80 anos e, por isso, realizam a mamografia uma vez por ano.

“A dose de radiação para a tireoide durante uma mamografia é extremamente baixa (menor que 1% da dose recebida pela mama). Isto é equivalente a 30 minutos de exposição à radiação recebida a partir de fontes naturais (como o sol).”

No site de Drauzio Varela, um texto sobre o câncer de tireoide lista, entre os fatores de risco, a “radiação na região do pescoço para tratamento de doenças anteriores”. Ele esclarece, no entanto, que isso se refere a tratamentos de radioterapia, em que o paciente recebe doses mais altas de radiação.

“Se você faz radioterapia no pescoço, a tireoide recebe radiação. Tanto que temos que acompanhar todos os pacientes que se submetem a isso com cuidado. Mas daí a dizer que uma mamografia ou um raio-X odontológico pode provocar um processo desse é um absurdo”, explica à BBC Brasil.

Para se ter uma ideia, a dose de radiação à qual o paciente é exposto em uma mamografia – que já é pequena – é mais de 100 vezes maior do que a dose em um raio-X odontológico.

 Por que o protetor de tireoide não é oferecido aos pacientes que fazem esses exames?
O protetor em questão é uma placa feita de chumbo que vai presa ao pescoço. Por causa de sua densidade, o chumbo é capaz de bloquear a radiação.

Em sua nota, Comissão Nacional de Mamografia afirma que não recomenda o uso do protetor de tireoide porque ele “pode interferir no posicionamento da mama e gerar sobreposição – fatores que podem reduzir a qualidade da imagem, interferir no diagnóstico e levar à necessidade de repetições de exames”.

A decisão, diz a nota, está de acordo com a posição da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU.

Um documento da AIEA, publicado em 2011, afirma que “na mamografia moderna, há uma exposição insignificante (à radiação) de outros locais que não seja a mama” e que os protetores podem ser fornecidos a pedido dos pacientes, mas tem valor “psicológico”.

O órgão afirma ainda que o protetor não deve estar exposto na sala onde o exame ocorre para evitar que os pacientes achem que ele é necessário.

O vídeo chega a dizer que não oferecer o protetor aos pacientes cortaria custos para os serviços que realizam os exames, mas o acessório não é descartável.

Fonte: BBC Brasil

Doação de instrumentos odontológicos

FORP-USP recebe doação de instrumentos odontológicos
Data publicação: 21/11/2016

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A FORP-USP mantém há mais de 25 anos um Banco de Instrumentos Odontológicos, com a finalidade de ajudar aos alunos com maiores dificuldades em adquiri-los durante o curso. Os alunos têm usufruído esse benefício por meio do empréstimo.

Já contamos com vários instrumentos no nosso banco, no entanto são insuficientes para atender a demanda, cuja tendência é aumentar, por estarmos recebendo mais alunos do ensino público.

Assim, uma das ações é a de arrecadar mais instrumentos, com a finalidade de viabilizar o atendimento às necessidades de maior número de nossos alunos.

Dentro desse contexto, solicitamos a sua colaboração com a doação de instrumentos, para montarmos: caixas de procedimentos clínicos das diferentes especialidades. Veja a lista de instrumentais no site institucional: www.forp.usp.br/Campanha

Solicitamos a colaboração de empresas, Cirurgiões-Dentistas e/ou pessoas que queiram colaborar com esses jovens que chegam cheios de sonhos na Universidade e que por falta de recursos, muitas vezes abandonam o curso.

Se você tem instrumentos odontológicos que não utiliza, envie para: Avenida do Café, S/N. Ribeirão Preto, SP. Cep: 14040-904. Sala da assistente social (Renata) ou Supervisão de Clínicas (Marcos).

Telefone: (16) 3315-3967

Aguardamos a sua colaboração,

Profª Drª . Alma Blásida C. Elizaur Benitez Catirse – Presidente da Comissão Gestora do Banco de Instrumentos da FORP/USP

Higienização de próteses totais

Foto:CSI

Que tipo de escova deve ser usada para limpar a prótese total?

Existe uma escova dental projetada para dentaduras, cuja característica é a presença de dois comprimentos de cerdas – curtas para higienizar a parte externa e os dentes da prótese, e longas para higienizar a parte interna da dentadura, que é de acesso difícil para a escova comum.

Essa escova não é encontrada com a mesma facilidade para compra como a escova comum, mas pode ser substituída por uma escova macia.

Que produtos devem ser utilizados para complementar a higienização da prótese total?

Atualmente, os fabricantes de escovas dentais já apresentam uma linha de produtos efervescentes para higienização química das próteses, contribuindo para diminuir a dificuldade encontrada pelos idosos ou portadores de problema de coordenação motora. É importante ressaltar que o uso de produtos efervescentes não substitui a higienização com escova e pasta.

Como deve ser feita a higienização bucal do desdentado?

Nos pacientes idosos, freqüentemente portadores de dentadura, o fluxo salivar está diminuído, influenciado também pelo uso de medicamentos, o que pode gerar o início da halitose e maior número de cálculos. Para evitar várias doenças como a candidose, causada por fungo que pode se manifestar na boca, deve-se ter cuidado com a higiene bucal e a limpeza das próteses.

As dentaduras podem ser higienizadas mecanicamente com escovas apropriadas, dentifrício ou sabão e água fria, sempre após as refeições.

Recomenda-se, antes de iniciar a higiene, colocar uma toalha dentro da pia, pois em caso de queda, a prótese não se quebrará. Pode-se completar essa higiene com uma limpeza química com produtos efervescentes ou deixar a prótese em um copo com água e bicarbonato durante a noite.

Deve-se sempre explicar ao paciente que o uso de produtos caseiros como água sanitária ou pós de limpeza (tipo Sapólio) não são indicados, uma vez que descolorem e arranham o acrílico.

Para a higienização da boca, deve-se escovar a língua com movimentos suaves utilizando uma escova macia e creme dental ou limpador de língua encontrado no mercado. Pode-se fazer bochechos com anti-sépticos bucais ou água filtrada e bicarbonato de sódio (2 colheres de chá em um copo com água).

É necessário ficar algum período do dia ou da noite com a prótese fora da boca?

Este é um assunto difícil. Enquanto muitos autores recomendam a remoção das próteses durante a noite, para que os tecidos não fiquem sob ação das próteses e dos possíveis microorganismos a elas associados, a maioria dos pacientes não aceitam essa conduta, pois se sentem constrangidos psicologicamente em tê-las em um

copo. Outro motivo para não dormir com as dentaduras é a diminuição da sua estabilidade e retenção, pois a tendência do paciente é “segurá-las” pela ação muscular ou apertando os dentes durante toda a noite, o que ocasionará dor devido à parafunção. Portanto, é recomendável dormir sem a dentadura, deixando-a sempre em um copo com água e bicarbonato ou produto efervescente para limpeza durante a noite.

Quando não é mais possível higienizar a prótese a ponto de ela ter de ser substituída?

As próteses totais devem ser substituídas no máximo a cada cinco anos, pois os requisitos funcionais e estéticos estarão comprometidos, mesmo que tenham sido cuidadas e higienizadas rigorosamente. Durante esse tempo, deve ter havido controles para se checar tecidos moles, adaptação, oclusão, higiene e de cavidade oral.

Pacientes que tiveram tártaro nos dentes naturais provavelmente terão nas dentaduras artificiais. Não é difícil evitar que ele se forme se for feita uma higienização correta, pois caso contrário, a prótese terá odor desagradável, e a mucosa oral se apresentará inflamada.

Devo usar produtos de fixação?

Quando se coloca um novo par de dentaduras, pode parecer ao paciente que elas estão frouxas, ocasião em que o profissional aconselha que se polvilhe um pouco de pó adesivo na parte interna das mesmas por poucos dias até a adaptação.

Os produtos de fixação não devem ser usados constantemente, pois aumentam a pressão da dentadura sobre os tecidos. Estes não suportam essa pressão aumentada e se contraem, fazendo com que cada vez maiores quantidades de pó sejam necessárias para que a dentadura não fique, na percepção do paciente, frouxa. O uso exagerado do pó adesivo poderá, portanto, levar à necessidade de reembasar ou trocar a dentadura antes do tempo.

Fonte :APCD

Posicionamento da ABOdontopediatria sobre a atuação dos Odontopediatras no que se refere ao aleitamento Materno

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O aleitamento materno (AM) é, sem dúvida, nenhuma, o maior benefício que qualquer mãe pode oferecer ao seu filho. Isso não desmerece as mães que tem dificuldade no ato ou mesmo optam por não o praticar prolongadamente, mas é importante a consciência de que milhares de estudos mostram os benefícios para a saúde geral, crescimento, desenvolvimento e defesas desse ainda indefeso organismo. Segundo a OMS a recomendação é para que o AM seja realizado de forma exclusiva até os 6 meses de idade, continuando até dois anos ou mais, com complementos de outros alimentos.
Dentre as atuações do Odontopediatra com certeza está o incentivo ao aleitamento materno. As consultas de odontologia pré-natal e neonatal devem abordar com os pais:
– Introdução sobre os benefícios do AM para a saúde geral, sendo que detalhes específicos e aprofundados são principalmente de conhecimento e competência dos médicos.
– Importância do AM para a saúde bucal, como por exemplo: desenvolvimento de respiração nasal; crescimento crânio-facial; estímulo a músculos específicos e adequados, diminuição do risco de hábitos de sucção não nutritiva.
– Avaliação, orientações e tratamento de condições bucais que inviabilizem o ato de amamentar como fendas palatinas, fendas labiais, anquiloglossia.
– Orientação sobre eventuais riscos do leite materno para a Cárie Severa da Infância, quando preenchendo todos os seguintes quesitos:
1 – oferecido acima de 1 ano,
2 -associado a outras dietas com carboidratos
3 – em alta frequência na madrugada,
4 – com pouca escovação dentária.
A ABO orienta, portanto, que os profissionais especialistas em Odontopediatria sigam exatamente suas funções no que se refere às competências e habilidades adquiridas em seus cursos de pós-graduação, conforme certificados pelo CFO. Nada além dessa atuação seria responsabilidade do Odontopediatra caso o mesmo não tivesse uma formação específica. Um exemplo são as consultorias para AM. Essa atuação é de exclusividade de profissionais de diversas áreas (fonoaudiólogas, enfermeiras, dentistas, médicos e outros) com capacitação comprovada para tal. Esse posicionamento visa preservar o direito às puérperas, em receber orientações adequadas, científicas e de um profissional experiente, já que a consequência de orientações inadequadas reflete potencialmente em desmame precoce.
Fonte : ABO

Você sabe identificar a cárie dentária em seu filho?

Queridos Pais,
Vamos ficar espertos! Seus filhos podem já ter a doença cárie instalada e vocês ainda não sabem pois não “enxergam nenhum buraquinho” nos dentes deles.
Procure sempre um Odontopediatra especialista para tirarem todas suas dúvidas!!!
Infelizmente a cárie ainda é uma doença que atinge muitas das nossas crianças.

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Fonte : Odontologia baseada em evidências

Você saberia dizer se os dentes são ossos?

Com estrutura, aparência e coloração semelhantes, esses dois elementos parecem ser a mesma coisa. Mas será que são mesmo?

Responda rápido: os dentes são ossos ou não? Acertou quem respondeu que não. Apesar de serem estruturas semelhantes na resistência e coloração e de o dente também ter muito cálcio na sua composição, esses elementos que temos dentro da boca não são ossos.

O dente é um órgão do nosso corpo, assim como o coração e o pulmão
O dente é um órgão do nosso corpo, assim como o coração e o pulmão

Foto: Sergieiev / Shutterstock

Essa questão causa muita dúvida entre as pessoas porque de fato eles têm algumas coisas em comum. Por exemplo, além de serem brancos e duros, ambos apresentam muito conteúdo inorgânico composto por cálcio e fosfato o que lhes confere dureza, mas eles também possuem estruturas que os diferem.

“O dente é composto de algumas camadas como o esmalte, que é a estrutura mais externa e brilhante, a dentina e a polpa dentária, sendo cada uma destas camadas responsáveis por alguma característica específica do dente. Já o osso é composto por tecido ósseo contendo células que o revestem e estão no seu interior”, diz Elizabeth Ferreira Martinez, professora de Biologia Celular e Molecular na Faculdade São Leopoldo Mandic.

Mas então, o dente é o que?
O dente é um órgão do nosso corpo, assim como o coração e os pulmões. “Isto é importante, pois ele pode ser doado para fins de pesquisa em instituições de ensino, além de ser fonte doadora de células-tronco que estão presentes na região da polpa”, diz a especialista.

Principais diferenças
A principal diferença entre eles, segundo Elizabeth, é a capacidade de regeneração do osso, coisa que o dente não tem.

“Os ossos quando lesionados, a exemplo de fraturas, são capazes de reparação, diferentemente do dente, que se quebrar necessita de um tratamento dentário restaurador. Isto tem relação com as diferentes capacidades de regeneração das células que os constituem. Além disto, o osso apresenta bastante colágeno, proteína que confere flexibilidade a este tecido”, diz a professora.

Outra diferença entre os dentes e os ossos é que a medula óssea produz glóbulos vermelhos e brancos, enquanto os dentes não. Além disso, os dentes estão sempre expostos, enquanto os ossos vivem escondidos sob nossa pele.

Mais resistente
Tendo em vista a composição de cálcio e fosfato da camada mais externa do dente (o esmalte), ele é mais resistente que o osso, alias, o elemento dental é uma das partes mais resistente do corpo humano.

”O dente apresenta 97% do seu peso em conteúdo mineral, já o osso apenas 65%”, diz Elizabeth. Mas então, se o dente é tão resistente assim, por que os ossos não são feitos do mesmo material que os dentes? Essa é uma questão para uma outra matéria.

Agência Beta

Qual a sua opinião sobre Bichectomia?

Bichectomia: conheça cirurgia que afinou o rosto das famosas

Angelina Jolie e Megan Fox já se renderam ao método que retira gordura extra das bochechas sem deixar cicatrizes

Se você é uma pessoa antenada no mundo das celebridades e suas tendências, você com certeza sabe o que é bichectomia. Mas se não sabe, a gente explica. Bichectomia é uma cirurgia feita nas bochechas para retirar a bola de Bichat, uma gordura que deixa o rosto mais redondo. Angelina Jolie e Megan Fox são apenas algumas das mulheres mais lindas do mundo que já recorreram a essa prática.

A ideia da cirurgia é deixar o rosto mais definido e as maçãs mais evidentes, gerando um perfil e contorno mais fino e magro da face
A ideia da cirurgia é deixar o rosto mais definido e as maçãs mais evidentes, gerando um perfil e contorno mais fino e magro da face

Foto: Instagram: @angelinajolieofficial / Divulgação

Famoso no EUA faz algum tempo, esse procedimento ficou mais popular aqui no Brasil nos últimos dois anos. “A ideia da cirurgia é deixar o rosto mais definido e as maçãs mais evidentes, gerando um perfil e contorno mais fino e magro da face. Os resultados podem efetivamente ser vistos após 4 a 6 meses, quando o edema tecidual definitivamente é reabsorvido por completo”, diz Alessandro Silva, cirurgião Buco-Maxilo-Facial.

Nem só estético
Apesar de estar sendo mais procurada por razões estéticas, a Bichectomia não é indicado somente para esse fim. “A redução da gordura da bochecha pode ter um aspecto funcional para aqueles casos em que ela existe em excesso, aumentando muito seu volume e levando a um trauma dental recorrente na região durante a alimentação, por exemplo”, diz Aline Dias, ortodontista.

O sucesso não é para todos
A cirurgia tem sido um sucesso entre as pessoas que querem “afinar” seu rosto porque, apesar da bochecha ser um tecido que diminui pouco ao longo de processos de emagrecimento, após a retirada dessa gordura ela dificilmente se restabelece na mesma dimensão que antes, tendo um resultado muito duradouro.

Mas, como todo procedimento estético, não pode ser banalizado. Segundo Aline, não são todas as pessoas que devem realizar essa cirurgia. “Esse arredondamento da face ou um aspecto mais “quadrado” do contorno facial pode ocorrer por outros motivos, como por exemplo, pela chamada hipertrofia de masseter e, nesses casos, a bichectomia não dará o resultado esperado”.

Portanto, antes da sua realização é fundamental que o profissional especializado no assunto faça uma avaliação do formato do rosto, da característica óssea de seu contorno e da real possibilidade de gerar um resultado evidente e positivo na estética da face do paciente.

Cirurgia e pós-operatório
E Alessandro destaca: também não é qualquer profissional que pode fazer esse tipo de cirurgia. “Ela deve ser feita por profissionais com amplo conhecimento da região maxilofacial, sendo uma cirurgia de baixo risco, podendo ser realizada em ambiente ambulatorial”, diz o especialista.

Ainda segundo ele, apesar de cada caso ser um caso, de uma forma geral o procedimento consiste em fazer essa retirada da gordura através de um corte bem pequeno, com aproximadamente 1centímetro na parte interna da boca, e depois fechá-lo com pontos de fios absorvíveis que não deixam cicatrizes visíveis. “O procedimento dura em média 40 minutos”, diz Alessandro.

A região costuma ficar sensível e dolorida já que se trata de um procedimento cirúrgico, mas a dor é totalmente suportável e muito bem controlada com o uso de medicações próprias para esse desconforto.

O pós-operatório também é considerado bem simples, semelhante à extração de um dente do siso. “Durante pelo menos 5 dias o paciente deve ter cuidado com a alimentação que deverá ser mais pastosa e fria. A higienização da boca deve ser realizada com cuidado, mas é muito importante, pois manterá limpa a região onde foram feitos os cortes, ajudando a prevenir infecções”, diz Aline.

Além disso, é recomendado que o paciente faça compressas geladas na região do lado de fora do rosto, evite exposição ao sol e mantenha um repouso relativo, não realizando atividades físicas por cerca de 10 a 15 dias.

Agência Beta