Açúcar: uso racional, mas sem ser radical!

 

1. Existe recomendação para o consumo do açúcar?
Em 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação do consumo excessivo de açúcar. Segundo eles, a recomendação deste nutriente não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Levando em consideração uma dieta de 2000Kcal/dia a quantidade de açúcar a ser consumida deve ser de no máximo 50g, o que equivale, aproximadamente a 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui, no entanto, todo e qualquer açúcar, inclusive os naturais, como os provenientes de frutas. Para exemplificar, 01 lata de refrigerante a base de cola tem 37g de açúcar, o que equivale mais da metade da recomendação diária, e alguns sucos industrializados também apresentam níveis semelhantes de açucar adicionado.
No Brasil, no ano de 2014, o Ministério da Saúde publicou o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas, porém não estipulam a quantidade a ser ingerida de açúcar, enfatizam apenas que o uso deste nutriente deve ser moderado.

2. E quando o açúcar deve ser introduzido?
Existem evidências de que a introdução precoce do açúcar na dieta pode levar a uma série de problemas em longo prazo, inclusive, à cárie dentária. Além disso, o fato de se expor a criança precocemente ao açúcar pode fazer com que ela deixe de experimentar outros tipos de alimentos e que acabe tendendo, no futuro, à escolha dos alimentos doces. Isso baseia um dos conceitos que se difunde nos dias de hoje sobre alimentação nos primeiros 1000 dias, compreendendo desde a gestação até os dois anos de idade. Assim, evitar a introdução de sacarose e outros carboidratos rapidamente absorvidos pode ser uma forma de se prevenir alguns problemas futuros. Outro fator que se deve ficar atento é que a adição de açúcar aparece em diversas formas, como por exemplo: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, xarope de açúcar, açúcar invertido, açúcar liquido, farinha de arroz modificada, açúcar de coco, frutose. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar.

3. Por que precisa ficar atento a lista de ingredientes dos alimentos industrializados?
A lista de ingredientes muito diz a respeito do alimento a ser consumido. Os ingredientes encontram-se listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. Desta forma, se o primeiro ingrediente for o açúcar isto significa dizer que este produto apresenta quantidades exageradas deste nutriente. Muitas vezes, alimentos que não parecem conter açúcar adicionado, tem no rótulo o açúcar como um de seus componentes. Por isso, os pais devem estar atentos a isso (Figura 1).
A OMS e o Ministério da Saúde alertam para o uso exagerado do açúcar nos alimentos industrializados, tais como: refrigerantes, sucos, iogurtes, bolachas, molhos de tomate, molhos para salada, salgadinhos, barrinhas de cereais, bebidas lácteas, entre outros. Consumindo esse tipo de alimentos, ricos em açúcar, é muito fácil ultrapassar a quantidade de açúcar recomendada pela OMS. Então fique de olho na lista de ingredientes.

4. Açúcar: uma preocupação só para crianças?
Embora se trabalhe muito a questão do açúcar na orientação para crianças e com o conceito de se evitar a introdução precoce dos açúcares, o controle de açúcar para evitar cárie não deve ser apenas na infância. Mesmo em adolescentes, os maiores consumidores de açúcar são os que desenvolvem mais lesões de cárie, mesmo que estejam fazendo de uso de flúor. Assim, a preocupação começa desde cedo, mas não deve cessar por conta da idade.

5. Diante disso, pode ou não usar o açúcar?
Em entrevista dada a revista Época, a nutricionista Sophie Deram fala a respeito do terrorismo nutricional em que ela diz “Passar fome ou eliminar um grupo alimentar inteiro assusta o metabolismo. Cedo ou tarde ele vai tentar se proteger. A consequência é o excesso de apetite e a necessidade emocional de buscar comida.”
As práticas alimentares no primeiro ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem a restrição do açúcar, mesmo após os 2 anos de idade. É certo que nesse período o máximo que se possa estimular a introdução de alimentos mais saudáveis, incluindo os açúcares provenientes da ingestão de frutas, por exemplo (Figura 2). No entanto, regras muito restritivas podem resultar em aumento da preferência destes alimentos doces e na ausência dos pais as crianças podem consumir exageradamente estes alimentos. Assim, não se justifica erradicar o açúcar das crianças e adultos, salvo alguns agravos de saúde, mas sim, fazer com que seja racional o consumo, já que se feito em excesso, pode, como mencionamos acima, estar relacionado à doença cárie, mas também, outros agravos mais sérios como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.
É importante educar o paladar desde a introdução alimentar para o consumo de alimentos com menor adição de açúcar. Fugir dos alimentos açucarados industrializados pode ser uma alternativa de se diminuir a ingestão de açúcar, sem ter que eliminar da dieta os açúcares naturais. Vale, ainda, ressaltar a importância, no controle da doença cárie, da frequência de ingestão de açúcares. Deve-se preferir, assim, ingeri-lo menos de 6 vezes ao dia. Fugindo do consumo de balas, chicletes, bolachas e afins, também fica mais fácil atingir essa recomendação.

Fonte:

Alena Fernandes Sant’anna Nakayama - Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Terapia nutricional enteral e parenteral de nutrição clínica

Fernanda Rosche Ferreira - Mestranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp)

Maria Eduarda Franco Viganó - Graduanda do curso de Odontologia da Fousp

Mariana Minatel Braga - Professora associada da disciplina de Odontopediatria da Fousp

Amamentação: proteção e saúde

Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

​​De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde , é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, devido aos componentes nutricionais, antiinfecciosos, imunológicos e seus benefícios psicológicos e sociais”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade.
A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.
Primeiras mamadas
Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro.
​O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.
“As gorduras são responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso além de ser fonte de energia. Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.
Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. “Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança”, diz Ana Potenza, nutricionista
Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.
Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.
Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.
Fonte :Hospital Albert Einstein

​Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

A variação sazonal, com predominância nos meses de inverno, foi encontrada na maioria dos estudos relacionados ao sangramento nasal (também conhecido como epistaxe). Os fatores que influenciam sua ocorrência são o numero de casos de infecções das vias áreas superiores, rinite alérgica, e alterações na mucosa associados às flutuações de temperatura e umidade.

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

​​O que fazer na h​ora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou antiagregnte plaquetario

Como evitar?

  • use um umidificador no quarto
  • deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.

 

👉🏻A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) consiste em uma alteração no esmalte dos dentes mencionados, ainda quando estão intra-ósseos, através de defeitos QUALITATIVOS . .
🎨 Ela é caracterizada por opacidades (manchas) demarcadas no esmalte dental, independente da coloração (brancas, amarelas e/ou marrons), e mesmo que tenha fratura no esmalte, esta fratura acontece durante ou após a erupção (nascimento) do dente e NÃO como uma alteração ocorrida ainda na formação e forma do dente em quantidade de esmalte (hipoplasia). .
☝🏻Atualmente a HMI representa um dos maiores desafios da Odontologia devido à frequente associação com a cárie 👾, dificuldade de adesão dos materiais restauradores, sensibilidade dentária (inclusive durante a escovação e mastigação) e problemas estéticos graves envolvidos.
Desafio aceito  e entendido pelo Odontopediatra que tem conhecimentos e é o profissional mais indicado para traçar o melhor planejamento e cuidados da HMI em crianças.
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🔎Muitas causas estão sendo investigadas cientificamente 📑, porém até o momento, duas são as mais pertinentes:
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1⃣ Infecções constantes com elevação da temperatura corporal (febre) que acontecem durante a primeira infância (até 03 anos) alterando a qualidade do esmalte, e;
2⃣ O uso repetido e quase que “contínuo” por ano, de antibióticos para controle dessas infecções recorrentes que podem assim interferir na maturação do esmalte dental. .
O tratamento consiste em devolver QUALIDADE DE VIDA para o paciente, através de ATENDIMENTO ESPECÍFICO.
Fonte :Odontopediatria Brasil

Guloseimas na medida

Julho é mês de férias. E saber o que fazer com as refeições das crianças nos 30 dias de descanso não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.

Esse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo. A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima. Se a criança já segue uma dieta equilibrada, a presença da guloseima não tem impacto tão grande assim no seu dia alimentar.

Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.

Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados
Procure os tipos sem gordura trans – altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados
Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados. Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.
Pipoca
As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. Quando possível compre o milho da pipoca e faça em uma panela antiaderente sem a adição de gordura vai ficar uma delícia, mas não se esqueça não abuse do sal
Refrigerantes
Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados
A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos,que são prensados a frios e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados
Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente
Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza
Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante
O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de ‘trio explosivo’. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia. O ideal é chamar a garotada para fazer um belo hambúrguer caseiro e se divertir
Fonte: Hospital A. Einstein