Amamentação em público é um direito: projeto prevê multa a quem proibir prática

Projeto em tramitação no Senado prevê multa de R$ 440 mil a estabelecimentos que proibirem mães de amamentar; cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre já penalizam esse tipo de ação “Precisamos perceber que os espaços públicos é que precisam se adaptar a nós, mães e às crianças, não nós a eles”, explica a Procuradora Especial da Mulher da Assembleia .

10 benefícios da amamentação para mãe e filho

Os primeiros sete dias do mês de agosto marcam uma data muito especial: a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM). Criada em 1948 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para incentivar a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida do bebê, a Semana possui uma abordagem diferente a cada ano. Em 2017, o lema é “Trabalhar juntos para o bem comum”. Há incontáveis  estudos científicos que reafirmam o quão importante e benéfico é dar o peito para o bebê e, por isso mesmo, mulheres do mundo todo lutam pelo direito de amamentar em público. No Brasil, coibir a amamentação é uma prática considerada criminosa ou ilegal.

amamentação

Para incentivar que as mães amamentem seus pequenos sem qualquer tipo de constrangimento, listamos 10 benefícios da prática — tanto para elas, quanto para seus filhos.

  1. Reduz o sangramento pós-parto e evita a anemia

Dar de mamar para o bebê acelera o processo de recuperação do parto devido a ação de um hormônio chamado ocitocina, responsável pelas contrações do útero e que faz com que o órgão volte mais rapidamente ao seu tamanho “normal”. O processo acaba por reduzir os riscos de hemorragia pós-parto e, logo, diminui os riscos da anemia materna. A ocitocina também é conhecida como o hormônio do amor. Os primeiros instantes do bebê fora do útero são tão mágicos que ele busca o peito da mãe naturalmente, acredita?

  1. Protege contra o câncer de mama

A longo prazo, a amamentação reduz os riscos da mulher desenvolver o câncer de mama. Isso acontece porque a prolactina, que também é um hormônio que estimula a produção de leite, é capaz de desenvolver o tecido adiposo das mamas e amadurecer as células produtoras de colostro. O aleitamento materno também pode prevenir outros tipos de câncer como o de endométrio e o de ovário.

  1. Diminui a ansiedade do bebê e da mãe

Da mesma forma que estudos comprovaram que sintomas de depressão materna afetam negativamente o tipo e a duração da amamentação, o inverso também acontece: mães que dão de mamar para seus filhos possuem menos chances de desenvolver o problema. O bebêzinho tende a chorar menos quando consegue mamar logo no início da vida, pois passa a desenvolver uma relação de confiança com a mãe. As mulheres também ficam menos ansiosas.

  1. Aumenta a autoestima da mãe

Durante a gravidez, a maioria das mulheres  está extremamente insegura e com medo do que está por vir. Isso, naturalmente, afeta a autoestima e a confiança sobre a capacidade de amamentar. Mas a lógica tem de ser inversa: o fato de saber que produz um leite perfeito para suprir todas as necessidades do rebento deve ser motivo para ter a autoestima aumentada significativamente. É só imaginar que sairá do próprio corpo dela o melhor alimento que o filho receberá durante todas as décadas de vida dele.

  1. Intensifica o vínculo entre mãe e filho

A hora de dar de mamar é um momento muito especial e rico em desenvolvimento. Assim como todos os outros sentidos dos bebês, durante os primeiros meses de vida, a visão ainda está se acostumando a enxergar o mundo aqui fora. Por isso, os pequenos tendem a ver com mais nitidez numa distância entre 20 a 30 centímetros. Curiosamente, este é o espaço entre o bebê e a mãe durante o aleitamento. O calor e o cheiro da mãe também deixam o bebê seguro, enquanto que os batimentos cardíacos despertam a sua curiosidade. Mas vai um recado para as mulheres que não conseguem  — por uma série de motivos — amamentar os filhos: vocês não são menos mães por isso. Estudos também constataram que se a mãe trata o bebê com carinho e cuidado durante a alimentação, o vínculo também se estreitará.

  1. Ajuda a proteger o bebê contra a síndrome da morte súbita

Um estudo da Universidade de Medicina da Virginia, nos Estados Unidos, mostrou que bebês alimentados com leite materno durante o primeiro ano de vida tinham até 60% menos chances de sofrer morte súbita do que aquelas crianças que não foram amamentadas. De acordo com os pesquisadores, isso é resultado da quantidade de anticorpos – conhecidos como imunoglobulinas – contidos no leite materno, que protegem o bebê de infecções durante o período em que ele está mais suscetível a ser vítima dessa síndrome.

  1. Diminui os riscos de diarreia e fortalece o sistema imunológico

O colostro é uma das formas mais importantes para o fortalecimento do sistema imunológico do bebê: é através dele que a mãe consegue transmitir seus anticorpos para o filho. Portanto, o leite materno é uma das maneiras mais efetivas de proteção contra a diarreia e infecções de ouvido (otite), além de outras infecções do trato digestivo, do sistema respiratório, como pneumonia, e do trato urinário. Os pequenos que recebem o leite do peito também apresentam risco menor de desenvolver asma e outras alergias alimentares e de pele.

  1. Diminui as chances de desnutrição e obesidade

Quanto maior for o período em que o bebê for amamentado, menores serão as chances de ele desenvolver problemas relativos à alimentação, como a desnutrição e obesidade.  Na revisão da OMS sobre evidências do efeito do aleitamento materno em longo prazo, os indivíduos amamentados tiveram uma chance 22% menor de vir a apresentar sobrepeso/obesidade. Entre os possíveis mecanismos implicados a essa proteção, encontram-se um melhor desenvolvimento da auto-regulação de ingestão de alimentos das crianças amamentadas e a composição única do leite materno.

  1. Evita o aparecimento de problemas ortodônticos e faciais

A sucção e outros movimentos que o bebezinho faz para conseguir retirar o leite do seio é fundamental para o desenvolvimento de sua boquinha. É por meio deste movimento que o palato duro se fortalece para que os dentinhos cresçam bem alinhados. O desmame precoce pode levar à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, podendo prejudicar as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala, ocasionar má-oclusão dentária, respiração bucal e alteração motora-oral.

  1. Estimula o desenvolvimento cognitivo e intelectual

Há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. A maioria dos estudos conclui que as crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto quando comparadas com as não amamentadas. Apesar de os mecanismos envolvidos na possível associação entre a amamentação e o melhor desenvolvimento cognitivo ainda não serem totalmente conhecidos, os pesquisadores defendem a presença de substâncias no leite materno que otimizam o desenvolvimento cerebral. A gordura presente no leite materno, por exemplo, é constituída por ácidos graxos poli-insaturados, responsáveis por formar os neurônios da criança e favorecer as sinapses nervosas.

Bibliografia: Sociedade Brasileira de Pediatria. (“Filhos – Da gravidez aos 2 anos de idade.”), Ministério da saúde (“Saúde da criança: Nutrição Infantil Aleitamento Materno e Alimentação Complementar”), FEBRASGO (“Manual de Aleitamento Materno”), Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedades Estaduais de Pediatria (“Amamentação – Saúde e Paz – Por um mundo melhor”), Revista Saúde Pública (“Determinantes do abandono do aleitamento materno exclusivo: fatores psicossociais”), Jornal de Pediatria (“Aconselhamento em amamentação e sua prática”), Departamento de Obstetrícia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (“Contracepção no Puérperio”)

Nutrieconomia: os benefícios do investimento na primeira infância

Imagine dois países: no país 1, os investimentos na infância são altos e as crianças crescem saudáveis em todos os sentidos. Já no país 2, uma grande parcela das crianças não se alimenta adequadamente, vive em um ambiente estressante, cheio de problemas e não recebe todos os cuidados necessários. Qual dos dois tem mais chances de prosperar no futuro? Para responder essa pergunta,Para responder essa pergunta, estudiosos criaram uma ciência chamada Nutrieconomia, que visa entender o impacto econômico que a nutrição, principalmente nos primeiros anos de vida, tem a longo prazo.

Nesse sentido, o professor James J. Heckman, da Universidade de Chicago, elaborou uma equação, conhecida como Equação de Heckman, que prova que o investimento na primeira infância traz impactos positivos para o país e gera menos custos do que tentar reverter ou minimizar os problemas mais tarde.

De acordo com o professor, a cada US$1 investido nos primeiros mil dias da criança, US$7 retornam na vida adulta. Em países onde há preocupação com essa fase, há menores taxas de evasão escolar e índices menores de violência. Ademais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a nutrição adequada na primeira infância melhora o desempenho escolar, o que resulta em ganhos posteriores ao PIB de um país.

Qual o papel do ferro no desenvolvimento do bebê durante a gestação?

Qual o papel do ferro no desenvolvimento do bebê durante a gestação?

Entenda por que é tão importante que esse nutriente esteja presente na dieta da grávida O ferro é um dos nutrientes mais recomendados para as crianças nos primeiros anos de vida. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, não é apenas após o nascimento que ele ganha papel de destaque no crescimento do bebê. Ainda durante a gestação, esse nutriente atua fortemente no

no desenvolvimento adequado do feto.

De acordo com artigo publicado pelo Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, o ferro é essencial nos primeiros 1000 dias de vida, quando a velocidade de crescimento e desenvolvimento da criança é alta. Esse período abrange também as gigantescas transformações pelas quais o feto passa ao longo da gravidez.

O ferro é um dos nutrientes que ajudam a estimular o desenvolvimento cerebral do bebê, que é bastante intenso principalmente no início da gestação. Ele também influencia o desenvolvimento muscular que acontece enquanto a criança está na barriga da mãe.

O estudo ainda aponta mais um importante benefício desse nutriente: o ferro também auxilia na prevenção de casos de anemia durante a gravidez e até mesmo nos primeiros meses da criança após o nascimento. Isso acontece porque o recém-nascido possui uma reserva desse nutriente, adquirida ainda na gestação. O que os especialistas indicam é que essa reserva é essencial para  prevenir de uma possível anemia durante a infância da criança.

Procure a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma alimentação adequada para mãe e bebê.


Bibliografia: Domellöf M et al. Iron Requirements of Infants and Toddlers. JPGN. 2014;58: 119-129.

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Amamentação: você sabia que o leite materno tem diferentes fases?

Saiba mais sobre as fases do leite materno e entenda porque ele é tão importante para o desenvolvimento do bebê A amamentação tem diversos benefícios, entre eles a reduzir o risco de doenças, além de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê e orquestrar a colonização adequada do intestino. Mas você sabia que existem fases do leite materno? Que ele passa  por algumas mudanças nos primeiros dias após o início da amamentação?O leite materno é um complexo fluído que fornece a quantidade de água e nutrientes necessários para o bebê. Contém proteínas, lipídeos e carboidratos que são absorvidos pelo organismo da criança. Mas, ao contrário do que muita gente pode acreditar, o leite da mãe não é igual o tempo todo. Na verdade, ele sofre alterações durante todo o período de amamentação para se adaptar às necessidades da criança. Existem três fases do leito materno: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

Fases do Leite Materno

Colostro
Esse é o primeiro leite produzido pela mãe, entre o 1° e o 5° dia após o parto. É um líquido mais transparente ou amarelo, que é rico em proteínas. Também possui alta concentração de imunoglobulinas, o que faz com que tenha um papel de destaque para a imunidade do recém-nascido.
Saiba mais sobre o que é o colostro?

Leite de transição
A quantidade de leite aumenta entre o 6° e o 15° dia após o nascimento do bebê. E sua composição também é alterada: ele se torna mais rico em gorduras e nutrientes que contribuem para o desenvolvimento e o crescimento da criança.

Leite maduro
É o leite que alimentará o bebê do 15° dia em diante. Ele contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, podendo ser prolongado até os 2 anos ou mais.


Bibliografia: Nicholas J. Andreas, Beate Kampmann, Kirsty Mehring Le-Doare. Human Breast Milk: A review on its composition and bioactivity. Early Human Develpment. 2015;91: 629-635.

NutriçãoA nutrição adequada na infância na luta contra a obesidade no Brasil

A nutrição adequada na infância na luta contra a obesidade no Brasil

Revisão sobre o consumo alimentar de crianças no país mostra que uma boa nutrição é essencial para prevenir quadros de sobrepeso e obesidade Você sabia que a ingestão adequada de nutrientes não é o único fator em que devemos prestar atenção na dieta da criança? Essa é uma das recomendações de uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, em2015.

Os pesquisadores avaliaram o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos e descobriram que o consumo excessivo de energia, combinado com o gasto energético insuficiente, é uma das causas de quadros de sobrepeso e obesidade no país. Ou seja, além da quantidade é importante atentar a qualidade da dieta dos pequeninos.

Segundo a revisão, cerca de 40% das crianças analisadas estavam com excesso de peso devido à alta ingestão energética na alimentação. Além do sobrepeso, muitas delas apresentavam também deficiências em micronutrientes, pois possuíam uma dieta de baixa qualidade.

É importante lembrar que a nutrição adequada, recomendada pelo nutricionista, é fundamental para atender as necessidades nutricionais da criança. A influência da alimentação é ainda maior nos primeiros 1000 dias, pois os hábitos adquiridos nesse período estimulam o desenvolvimento saudável e podem ser levados para toda a vida. O profissional poderá recomendar uma dieta saudável e balanceada, sem faltas ou excessos para o pequeno. Assim, ele poderá desenvolver toda a sua capacidade intelectual e produtiva.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

NutriçãoQual a importância do ácido fólico durante a gestação?

Qual a importância do ácido fólico durante a gestação?

Entenda o papel desse nutriente para o desenvolvimento saudável do bebê ainda na barriga Quando se fala em gravidez, alguns nutrientes são prontamente recomendados para uma gestação saudável. Entre eles, o ácido fólico tem papel de destaque para a saúde do bebê. Mas o que leva esse nutriente a ser tão importante para esse período? Segundo uma revisão realizada na Universidade

 Viena, na Áustria, a recomendação está ligada a importância dessa vitamina no desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros meses de gestação.

O ácido fólico ajuda a evitar problemas de má-formação fetal. Ele atua na prevenção de defeitos no tubo neural (DTN), uma estrutura embrionária que dá origem ao cérebro e à medula espinhal do bebê ainda nas primeiras semanas de gravidez.

A importância desse nutriente é tão grande que ele chega a ser recomendado antes mesmo da concepção. Os médicos indicam a suplementação do ácido fólico ainda no período de planejamento. Procure a orientação de um profissional de saúde para receber as recomendações adequadas de consumo desse nutriente.

Bibliografia: Elmadfa I, Meyer AL. Vitamins for the first 1000 days: preparing for life. Austria. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 2012; 82(5): 342-47.

NutriçãoComo é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Como é o consumo alimentar de crianças nos primeiros anos de vida no Brasil?

Revisão realizada sobre a nutrição infantil brasileira mostra que é preciso manter a atenção ao consumo de vitaminas e minerais na primeira infância Você sabia que a alimentação é um dos fatores que influenciam o crescimento saudável de seu filho? A nutrição adequada e balanceada é essencial principalmente nos 2 primeiros anos de vida, quando o bebê passa por um rápido e intenso desenvolvimento. Mas como está o consumo alimentar das crianças brasileiras?Uma revisão realizada na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, analisou 16 estudos publicados entre 2003 e 2013 sobre o consumo alimentar de crianças brasileiras entre 6 meses e 5 anos. O que os pesquisadores apontam é que a ingestão de micronutrientes é inadequada na dieta infantil, se apresentando como um problema de saúde pública no país.

Abaixo, veja alguns dos micronutrientes mais citados e entenda os papéis que exercem no desenvolvimento e no crescimento de seu filho:

Ferro
Tem ação no crescimento físico adequado da criança. Além disso, esse micronutriente atua no desenvolvimento das habilidades cognitivas e no rendimento intelectual.

Zinco
O zinco desempenha uma importante função tanto no crescimento quanto no sistema imunológico

Vitamina A
Essa vitamina também desempenha uma função fundamental para a imunidade da criança. Ela auxilia na produção de células que atuam na defesa do corpo contra infecções. A vitamina A ainda age no desenvolvimento da visão de seu filho.

Segundo o artigo, a ingestão adequada desses micronutrientes é essencial para a saúde de seu filho, principalmente nessa fase em que ele está desenvolvendo seu sistema imunológico e suas habilidades físicas e cognitivas.

É importante lembrar também que a nutrição de seu filho começa ainda na barriga. Após o nascimento, a criança recebe os nutrientes necessários para seu desenvolvimento através do leite materno e, futuramente, dos alimentos oferecidos pelos pais. Por isso, é necessário procurar a orientação de um médico e/ou nutricionista para garantir uma dieta adequada e rica em micronutrientes para mãe e bebê.

Bibliografia: Carvalho CA. Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras: revisão sistemática. Rev. Paul. Pediatr. 2015; 33(2):211-221.

NutriçãoQuais vitaminas são importantes para os primeiros 1000 dias de seu filho?

Quais vitaminas são importantes para os primeiros 1000 dias de seu filho?

Descubra qual o papel das vitaminas no desenvolvimento da criança desde a gestação até os primeiros anos de vida Uma nutrição adequada é um dos fatores importantes para o desenvolvimento e o crescimento da criança nos primeiros 1000 dias de vida. Mas você sabe o que são vitaminas e por que elas são essenciais em uma alimentação saudável e balanceada? Vitaminas são micronutrientes encontrados em diversos alimentos que possuem papel de destaque em diversas funções do corpo humano, como a manutenção do sistema imunológico e da visão. Nos primeiros anos de vida, elas também são necessárias para o desenvolvimento físico e cerebral da criança.

Descubra duas vitaminas importantes nos primeiros 1000 dias, com base em uma revisão realizada na Universidade de Viena, na Áustria:

 

Vitamina A

Está relacionada ao desenvolvimento da visão e ao adequado crescimento e desenvolvimento físico. Ela também possui papel nas funções imunológicas, ajudando a reduzir o risco de infecções intestinais e respiratórias.

Vitamina D

A vitamina D tem ação plenamente reconhecida na saúde óssea de crianças e adultos, uma vez que, em associação com o cálcio, favorece o fortalecimento dos ossos e dentes. Essa ação acontece principalmente durante os primeiros anos de vida da criança, quando a velocidade de crescimento é muito elevada. Recentemente, descobriu-se também que essa vitamina auxilia o sistema imunológico.

De acordo com o artigo, a importância dessas vitaminas vai muito além dos primeiros anos da criança. Uma nutrição adequada tem grande papel na promoção da saúde, do crescimento e do desenvolvimento e, quando iniciada ainda na infância, ajuda a estabelecer as bases de uma vida saudável na fase adulta.

É importante lembrar que as recomendações nutricionais são diferentes em cada fase. Por isso, procure sempre a orientação de seu médico e/ou nutricionista para garantir a dieta balanceada da criança.

Bibliografia: Elmadfa I, Meyer AL. Vitamins for the first 1000 days: preparing for life. Austria. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 2012; 82(5): 342-47.

NutriçãoIncluir peixes na dieta durante a gravidez traz benefícios ao bebê

Incluir peixes na dieta durante a gravidez traz benefícios ao bebê

Você já ouviu falar em DHA? Trata-se de uma gordura da mesma família do Ômega-3, encontrada em peixes como salmão, sardinha, atum, cavala e arenque.Um nutriente extremamente necessário para a formação do sistema nervoso e visual da criança, e essencial durante a gravidez. É esta a conclusão do I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre os benefícios do consumo de DHA em três diferentes momentos da vida: gestação, lactação e infância, publicado recentemente.

Segundo os especialistas, grávidas devem ter uma alimentação balanceada e que contenha este tipo de gordura. Ela é transportada para o bebê através da placenta e ajuda no crescimento e desenvolvimento do feto.
O nutriente é importante ainda para o aumento de peso, para a coordenação e para a imunidade do recém-nascido.
Como se trata de uma gordura com tamanha importância para o bebê, a dica dos especialistas é ter cuidado com a nutrição, principalmente no último trimestre da gestação. Por isso, o acompanhamento com o médico e nutricionista é fundamental.

Bibliografia: I Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre recomendações de DHA durante gestação, lactação e infância. International Journal of Nutrology. 2014, 7(3): 1-13.

Fonte: http:// www.primeiros1000dias.com.br

DEPRESSÃO INFANTIL NÃO DEVE SER ENCARADA COMO “MANHA”

 

Apesar de parecer pouco provável, a depressão pode ocorrer na infância. Muitas vezes ela é subestimada e negligenciada pelos adultos, e encarada como “manha” ou “frescura”. Outros transtornos psiquiátricos que também podem afetar crianças são muito mais discutidos, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e as fobias. No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão se tornará a doença mais incapacitante no mundo. Para mudar esse quadro, uma das medidas é tirar a depressão infantil da invisibilidade.

Dra. Ana Kleinman, psiquiatra infantil e pesquisadora do Programa de Transtorno Bipolar do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que cerca de 2% das crianças em idade pré-escolar e escolar sofrem de depressão. Esse número sobe para 11,7% quando elas passam para a puberdade.

O desenvolvimento da depressão em uma criança geralmente envolve dois pontos: pré-disposição genética e problemas no entorno familiar e social (brigas entre os pais, bullying, dificuldades escolares, perda de um animal de estimação ou parente próximo, entre outros).

Atenção para os sintomas

É de extrema importância saber identificar os sintomas. Os primeiros sinais são físicos: dor de cabeça, dor de barriga, alteração no apetite e no sono. “Quando os pais começam a ligar muito para o pediatra, ou ir várias vezes ao pronto-socorro, é um sinal de alerta para a depressão”, afirma a médica. A criança pode ficar muito ansiosa ou irritada, apresentar dificuldades escolares e evitar socializar com família e amigos. Também podem surgir medo de ficar sozinhas e choro excessivo.

Mas é importante ressaltar que os sintomas nem sempre são aparentes, pois crianças tendem a ter mais dificuldade de falar sobre o que sentem, o que torna mais difícil o diagnóstico precoce. A partir dos 12 anos as crianças conseguem descrever melhor seus sentimentos, e é fundamental não ignorá-los. Para isso, pais, professores e pessoas próximas devem sempre observar e acompanhar as crianças.

Identificados os possíveis sintomas, os responsáveis devem procurar um psiquiatra infantil, que poderá definir o diagnóstico com precisão após descartar outras condições clínicas capazes de provocar sinais semelhantes.

A etapa seguinte é atestar o grau da doença. Segundo a médica, é preciso avaliar o prejuízo funcional, ou seja, o quanto a depressão está interferindo no desenvolvimento e socialização da criança. Nos casos de grau leve, o tratamento é focado em terapias e atividade física, mas a especialista reforça que é preciso enfrentar a raiz do problema. “Não adianta fazer terapia se as brigas familiares não cessarem, por exemplo. É necessário uma mudança nas causas da depressão.” Nos casos de depressão moderada ou grave, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos.

Fonte:Drauzio Varela

Fotos podem ter direitos autorais