Cárie pega pelo beijo ?

Então, cárie é doença transmissível? Não.

Cárie pega pelo beijo? Não.

E será que devemos continuar nos referindo à cárie como “doença infecciosa”? No sentido convencional, provavelmente não.

Em um instigante artigo científico publicado este ano Simón-Soro e Mira explicam porque a cárie dentária deve ser considerada uma disbiose e não uma doença infecciosa.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25435135 

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Fonte:Crescer Sorrindo UERJ

Doenças autoimunes

Como surgem as doenças autoimunes? Estudo avança compreensão sobre o tema

Pesquisadores da USP usam sistema CRISPR/Cas9 para manipular o gene Aire e, dessa forma, entender melhor como ele atua no controle de doenças autoimunes

O sistema imunológico humano às vezes falha em sua função de reconhecer tecidos e órgãos como elementos próprios do corpo e passa a atacá-los como se fossem estranhos. Esse erro de identificação é denominado autoimunidade agressiva e desencadeia doenças como a síndrome poliglandular autoimune tipo 1 (APS-1) e o diabetes mellitus do tipo 1.Nos últimos anos descobriu-se que dois genes, que atuam nas células da medula do timo (células mTEC), controlam a autoimunidade agressiva: o Fezf2 (sigla em inglês de forebrain-expressed zinc finger 2) e, principalmente, o Aire (sigla em inglês de autoimmune regulator).

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Medicina (FMRP) e de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da Universidade de São Paulo (USP) usou o sistema CRISPR/Cas9 – uma ferramenta de edição do DNA – para manipular o gene Aire e, dessa forma, entender melhor como ele atua no controle de doenças autoimunes.

O estudo, resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela Fapesp e do trabalho de mestrado de Cesar Augusto Speck-Hernandez feito na FMRP-USP, foi publicado na revista Frontiers in Immunology. “Usamos, pela primeira vez, o CRISPR/Cas9 para ‘anular’ o Aire em células mTEC de camundongos cultivadas in vitro [fora do corpo dos animais] e estudar o efeito da perda de função desse gene”, disse Geraldo Aleixo Passos, professor da FMRP e da FORP-USP e coordenador do projeto.

Passos explica que as doenças autoimunes são desencadeadas por autoanticorpos (que reagem contra o próprio corpo) ou pelos linfócitos T autoagressivos. Essas células, provenientes dos “timócitos”, são “educadas” na glândula do timo (um órgão torácico, situado logo à frente do coração) para não atacar os elementos próprios do corpo. Quando essa educação falha, o timo deixa escapar para o resto do corpo linfócitos T autoagressivos que podem agredir órgãos, como a glândula suprarrenal (causando a síndrome APS-1) ou o pâncreas, onde destroem as células produtoras de insulina e provocam o surgimento do diabetes mellitus do tipo 1.

Pesquisadores da área de imunologia sempre associaram a função do gene Aire com a eliminação dos timócitos autoagressivos, pois os pacientes com a síndrome APS-1, por exemplo, apresentam mutações na sequência do DNA desse gene. Mas ainda não havia uma demonstração cabal que validasse essa associação. “Decidimos testar a hipótese de que o gene Aire estaria envolvido na eliminação dos timócitos autoagressivos ao controlar a adesão física ou contato deles com as células mTEC. Sem o contato físico com as células mTEC os timócitos autoagressivos não são eliminados”, disse Passos.

Edição do gene

Os pesquisadores intuíram que, se os pacientes com doenças autoimunes apresentam mutações no Aire, o gene perderia a função de controlar a adesão entre as células mTEC e os timócitos autoagressivos.

A fim de testar essa hipótese, eles usaram o CRISPR/Cas9 para romper o DNA do gene Aire de células mTEC de camundongos e provocar mutações nele, a fim de possibilitar a perda de sua função original.

Para funcionar, um gene tem que estar íntegro, ou seja, não pode ter mutações deletérias. Quando o DNA dele é rompido por meio do CRISPR/Cas9, a célula dispara um sistema emergencial de “reparo” para reunir novamente a dupla fita antes que ela morra. Como esse sistema de reparo não é muito eficiente, a própria célula gera erros na sequência do gene-alvo, que resultam em mutação, explicou Passos. “O gene-alvo mutante geralmente perde a sua função original e isso ocasiona algum problema na célula mutante”, disse.

Os pesquisadores da USP observaram que as células mTEC Aire mutantes se mostraram menos capazes de aderir aos timócitos quando comparadas com as células normais, chamadas Aire selvagens.

Ao fazer o sequenciamento do transcriptoma, ou seja, do conjunto completo dos RNAs mensageiros (mRNAs, codificadores de proteínas) das células mTEC Aire mutantes e das selvagens, eles observaram que o gene Aire também controla mRNAs codificadores de proteínas envolvidas com a adesão célula-célula.

Em um estudo anterior, feito durante o trabalho de mestrado de Nicole Pezzi, sob orientação de Passos, os pesquisadores demonstraram por meio de uma técnica de silenciamento gênico, chamada RNA interferente, que o gene Aire realmente controla a adesão entre as células mTEC e os timócitos. “Essas novas constatações reforçam a tese de que o gene Aire está implicado na adesão mTECs-timócitos, que é um processo essencial para eliminação das células autoagressivas e prevenção das doenças autoimunes”, disse Passos, pesquisador associado ao Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela Fapesp.

Na avaliação dele, a utilização da técnica CRISPR/Cas9 abre perspectivas importantes de pesquisa no sentido de “editar” o genoma das células mTEC de camundongos de laboratório de modo a “mimetizar” as mutações do gene Aire encontradas nos pacientes com doenças autoimunes. “Isso facilitará muito as pesquisas sobre o efeito das mutações patogênicas do gene Aire. Como os genomas do homem e do camundongo são muito parecidos em termos de sequências de DNA [mais de 80% de identidade], poderemos continuar a utilizar o CRISPR/Cas9 nas células desse animal para estudar os mecanismos da autoimunidade agressiva que acontece em humanos e quem sabe, no futuro, tentar corrigi-los”, finaliza Passos.

Fonte e foto: Agência Fapesp

Quer evitar que seu filho tenha sobrepeso ou se torne obeso?

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A obesidade em crianças tem crescido assustadoramente e as pesquisas para entender as razões desse crescimento têm incluído o estudo da microbiota intestinal. Este estudo mostra que mães obesas ou com sobrepeso têm maior chance de terem filhos que sejam obesos ou tenham sobrepeso com 1 e 3 anos de idade. Além disso, a chance é maior se a criança tiver nascido de parto cesariana. Futuras mamães, muita atenção então ao peso antes mesmo de pensar em engravidar! Seus filhos serão eternamente gratos.

Fonte: Crescer Sorrindo-UERJ

Cárie de mamadeira

  • No caso de uma má higiene bucal dos bebês. os dentes podem sofrer desmineralização, apresentar primeiramente manchas brancas e depois irem perdendo estrutura de esmalte e dentina, podendo causar dor, grandes destruições dentárias, e levar até à necessidade de tratamento de canal ou extrações.
Para evitar cáries de mamadeira ou PRECOCE DE INFÂNCIA:
  • Realizar a limpeza após cada mamada
  • Não deixar que a criança adormeça mamando,
  • Evitar alimentar o bebê durante a madrugada .
  • Não dar líquidos adocicados com frequência ao longo do dia.

Mamão papaia tem ação anticancerígena

Pesquisa da USP revela que mamão papaia tem ação anticancerígena

Substâncias presentes no mamão colocadas em contato com células de tumores do intestino diminuíram sua proliferação

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), revelou que o mamão papaia, dependendo do ponto de amadurecimento, inibe a proliferação de células de câncer no intestino. A descoberta, de João Paulo Fabi e Samira Prado, foi publicada no Scientific Reports, publicação do grupo Nature.

A pesquisa, que analisou tumores humanos, foi realizada in vitro. Os resultados relacionaram a modificação das estruturas das fibras alimentares – dentre elas a pectina – com os efeitos da pectina em células cancerígenas.

Foi observado que as pectinas diminuíram a interação entre as células de câncer e as proteínas da matriz extracelular. Os estudos devem avançar agora para a etapa in vivo, quando se verificará se os resultados encontrados se repetem em organismos vivos.

O Núcleo de Divulgação Científica da USP produziu um vídeo detalhado sobre a pesquisa, clique aqui para visualizar.

Fonte: Jornal da USP  

Não existe a menor dúvida de que os agentes anestésicos são uma das mais importantes conquistas da medicina com impacto importante no bem-estar das pessoas. Entretanto, não se pode ignorar que, como qualquer fármaco, agentes anestésicos também podem produzir efeitos prejudiciais à saúde. Suspeita-se que substâncias usadas em anestesia geral possam comprometer o desenvolvimento cerebral quando usadas em crianças antes dos 3 anos de idade. Ainda não existe comprovação desse efeito mas até que melhores evidências estejam disponíveis é importante ficar atento e exercitar a precaução. Naturalmente, procedimentos importantes que necessitam ser feitos sob anestesia geral não devem ser adiados mas, para os procedimentos eletivos, vale pesar com cuidado riscos e benefícios. Por exemplo, será que vale a pena submeter um bebê com menos de um ano de idade à anestesia geral para realizar a frenotomia(para a qual nem existe comprovação científica de benefício!)?

Fonte: UERJ – Crescer sorrindo