Festa junina e saúde

Festa junina: sugestões para deixar os pratos mais saudáveis

Veja as dicas das nutricionistas do Hospital A.Einstein e aproveite ainda mais as quermesses

A festa junina é uma comemoração típica do povo brasileiro, que acontece no mês de Junho. Apesar de estar presente em todo Brasil, é mais difundido nas regiões norte e nordeste, onde arrasta multidões para as festas e comemorações. Além das músicas e danças típicas, a comida com certeza é um dos protagonistas das quermesses.
Entre os mais variados pratos característicos, o milho está presente como ingrediente ou personagem principal da maioria dos pratos, seja ele simples na espiga ou em preparações como curau, bolo, pamonha ente outros. Porém essas preparações sempre vêm carregadas de muito açúcar, fazendo com que o valor nutritivo do milho, que é uma excelente fonte de fibra e rico em antioxidantes, desapareça.
Uma boa alternativa é utilizar menos açúcar nas preparações e utilizar especiarias como canela e cravo. Veja abaixo algumas dicas preparadas pelas nutricionistas do Einstein Mirna Maria Dourado Gomes da Silva e Mariana Nicastro.

Bolos

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Para enriquecer as preparações a melhor opção é utilizar farinha de aveia ou de amêndoas para deixá-los mais nutritivos e amenizar a quantidade de açúcar a ser utilizado.

Curau

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A chia pode ser acrescentada para agregar fibras e ainda garante consistência da preparação.
Atenção!
Não vamos esquecer que o açúcar não é o único vilão da história. Alimentos com quantidade excessiva de sal podem ser prejudiciais, assim como a quantidade de gordura colocada nas preparações.

Pipoca

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Pode ser feita sem adição de gordura e sal fazendo com que ela seja uma excelente fonte de fibras. É possível acrescentar açafrão e pimenta em pouca quantidade, para dar sabor sem prejudicar a saúde. Já na versão doce, utilizar açúcar de coco ou mascavo pode ser uma alternativa dando um toque mais especial. Evitar pipocas industrializadas!
Atenção ao Cachorro quente!
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O cachorro quente é uma preparação muito tradicional e não só nas festas juninas, porém,  não traz benefícios a saúde. A salsicha é rica em sódio e contém substâncias que podem aumentar o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, quando consumida com maior frequência.
Este pode ser substituído por sanduiches como “carne louca”, preparada com carne bovina fatiada e cebola, oferece proteína de maior valor biológico, sem aditivos e corantes. Ambos são acompanhados com pão francês que podem ser substituídos pela versão integral aumentando assim a quantidade de fibras da preparação.

Pinhão

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Assim como as oleaginosas e castanhas em geral, o pinhão também contém minerais como magnésio, ferro, fósforo, niacina, riboflavina, tiamina e vitamina, além de alguns aminoácidos essenciais necessários para o nosso organismo. É rico em antioxidantes e ajuda na saciedade, quando consumido em pouca quantidade, já que se trata de um alimento fonte de gorduras boas. Mas lembre-se: não exagere!

Amendoim

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É muito consumido como aperitivo nas festas e contém alto valor nutritivo para a saúde.  É fonte de gorduras do bem (mono e poli-insaturadas), ômega-3, fibras, vitaminas do complexo B e E, bem como magnésio, fósforo e ferro. Esses nutrientes têm propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e é uma considerável fonte de energia. Como petiscos, deve-se preferir a versão sem sal e consumir moderadamente.

Paçoca

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Faça uma paçoca caseira utilizando farelo de aveia, pouca quantidade de açúcar e preferir a versão do amendoim sem sal.

Pé de moleque

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Para o pé-de-moleque saudável, pode-se trocar o leite utilizado na preparação por desnatado, e leite condensado light.

Canjica

Também um doce derivado do milho, podemos melhorar a sua versão cozinhando-a com açúcar mascavo, utilizando leite desnatado e acrescentando gengibre e/ou canela em pó. O gengibre contém gingerol, substância que atua como antioxidante, antimicrobiano e anti-inflamatório no organismo. Já a canela possui cromo (mineral que ajuda no controle de insulina e glicemia) e compostos fenólicos (responsáveis por atividade antioxidante).

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Fica a dica! Lembre-se de consumir os doces com moderação: 1 porção/dia.
Há muito além de só comidas nas festas juninas. Coma com moderação e aproveite tudo que a festa pode te proporcionar: dance, brinque e divirta-se!
Fonte: Hospital A.Einstein

O que o seu filho anda vendo na internet?

Diálogo é o caminho para orientar e prevenir crianças e adolescentes contra conteúdos e indivíduos maliciosos na rede

O conteúdo acessado por crianças e adolescentes na internet provavelmente é motivo de atenção para grande maioria dos pais. Oito em cada dez brasileiros com idade entre 9 e 17 anos têm acesso à rede, segundo pesquisa de 2017 do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Mas o que eles estão vendo, lendo, ouvindo, assistindo e compartilhando? A psicóloga Soraya Souza Cruz dá dicas sobre como orientá-los e protegê-los de conteúdos maliciosos.

Primeiro é necessário assumir e aceitar: proibi-los de acessar a internet é uma tarefa praticamente impossível. A solução, então, é o diálogo. “O grande desafio hoje é conseguir criar um ambiente familiar que permita trocas e fortaleça o diálogo. Quando os pais e mães conseguem estabelecer uma relação de troca, confiança e disponibilidade com os filhos fica mais fácil estabelecer os acordos e os limites que serão seguidos, não só na internet, mas na vida.”
O ideal, explica a especialista, é fazer acordos claros sobre o que é aceitável e interessante ser acessado. Além disso, o tempo em que isso pode ser feito também deve ser discutido.  “Um caminho interessante é fazer isso junto com a criança ou adolescente e deixar claro que haverá um controle sobre o que ele está acessando.”
Para que o diálogo aconteça é preciso que os adultos também estejam disponíveis para acompanhar a rotina dos jovens,  presentes no cotidiano e apresentem um interesse genuíno pelas questões e dificuldades apontadas pelos filhos.
“Durante a adolescência é importante promover um espaço protegido para o exercício da liberdade e isso acontece quando combinamos democraticamente as regras domésticas e como vamos lidar com as consequências. Precisamos honrar esses acordos. O problema é que os adultos nem sempre conseguem seguir as próprias regras, pois estão tomados com a correria do dia a dia”, alerta Soraya.

Há algo estranho?

Todo excesso é um sinal de alerta e preocupa. Caso o adolescente passe a ter um único lazer, como jogar videogame, ou quando desiste de outras atividades para se dedicar exclusivamente ao computador, por exemplo, já é hora de uma conversa. “Mudanças significativas de comportamento também devem ser observadas.” A conversa, no entanto, não pode ser só uma discussão dos problemas ou bronca, afirma Soraya. “A relação familiar tem que ter espaço aberto para o diálogo.”
Por Soraya Souza Cruz, psicóloga do Einstein 

Obesidade Infantil

Foi-se o tempo em que criança gordinha era sinônimo de saúde. Atualmente, a obesidade infantil é preocupação para pais e médicos e é um dos maiores problemas de saúde pública a ser enfrentado.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que uma em cada três crianças brasileiras com idade entre cinco e nove anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O que é obesidade infantil?

A OMS considera a obesidade uma epidemia mundial causada principalmente por maus hábitos alimentares e falta de atividade física. A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de peso e costuma ser causada pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Quais são as causas da obesidade infantil?

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade infantil. A nutricionista Viviane de Castro Teixeira Alvarenga explica que a causa da doença é multifatorial. “A obesidade infantil está associada à uma combinação de fatores de exposição das crianças a um ambiente obesogênico (que favorece comportamentos relacionados à ingestão de alimentos densamente calóricos e sedentarismo), comportamentos inadequados e respostas biológicas a esse ambiente. Muitas crianças hoje estão crescendo em ambientes que incentivam o aumento de peso e a obesidade”, afirma.

Com a globalização, a urbanização, o aumento da renda, a adoção de modos de vida mais sedentários, a exposição ao ambiente obesogênico é aumentada em todos os grupos socioeconômicos. Segundo a OMS, o aumento da obesidade infantil decorre da alteração na disponibilidade e tipo de alimento consumido, associada a um declínio na atividade física da criança, que resulta em desequilíbrio energético.

Como consequência desse aumento, são observadas repercussões importantes como o desenvolvimento precoce de doenças crônicas como resistência à insulina, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, distúrbios psicológicos e obesidade na vida adulta.

O que deve ser feito para evitar a obesidade infantil?

Os hábitos alimentares das crianças são formados ainda na barriga da mãe e se estendem nos primeiros anos de vida. Para evitar que se tornem adultos com excesso de peso (obesos ou com sobrepeso), os pais devem contribuir para que seus filhos tenham uma alimentação adequada e saudável.

A gestante deve optar por alimentos saudáveis, limitar o consumo de alimentos processados e evitar alimentos ultraprocessados. Saiba o que são alimentos processados e ultraprocessados no Guia Alimentar para a População Brasileira, disponível para download.

Antes dos dois anos, os pais não devem oferecer açúcar e alimentos ultraprocessados para seus filhos. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontam que 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. Também devem manter distante dos pequenos suco de frutas e comidas industrializadas e refrigerantes.

Viviane recomenda ainda que seja evitado desde cedo o contato com realçadores de sabor e adoçantes artificiais. “A alimentação deve ser baseada em alimentos in natura e minimamente processados”, ressalta.

Atividade física ajuda no combate à obesidade infantil?

A prática de atividades físicas é fundamental para todas as etapas do desenvolvimento infantil e auxilia no equilíbrio do balanço energético e, consequentemente, na prevenção e tratamento da obesidade e de doenças relacionadas à obesidade nesta fase da vida.

“As crianças devem fazer exercícios com o corpo e não só com a mente e os dedinhos”, alerta a nutricionista, sobre a quantidade de horas que os pequenos gastam na frente de tablets e computadores. Além de evitar doenças crônicas, as atividades físicas auxiliam na melhora do rendimento escolar.

Leia também Brincadeiras ajudam a combater obesidade infantil 

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 1,9 bilhão de pessoas estão acima do peso e 600 milhões são obesas. Para enfrentar essa situação, que permeia toda a população em todas as idades, em 2017 o governo brasileiro assumiu como compromisso atingir três metas para reduzir a obesidade.

A primeira delas é deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional. A segunda pretende reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019. A última objetiva ampliar em, no mínimo, 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente, até 2019.

Fonte: Ministério da saúde

Ao comer alimentos ácidos, escove os dentes após 30 minutos

Alan Carr, consultor da Divisão de Próteses e professor da Mayo Clinic College of Medicine, acredita que, se os alimentos que forem ser ingeridos (sólidos ou líquidos) forem muito ácidos, a escovação deve ser feita antes ou após 30 minutos de sua ingestão. Isso porque, ao comer, o pH da boca fica ácido. Ao escovar logo após as refeições, essa acidez é espalhada na superfície dos dentes, o que pode danificar o esmalte.

Se os alimentos que forem ser ingeridos (sólidos ou líquidos) forem muito ácidos, a escovação deve ser feita antes ou após 30 minutos de sua ingestão

“Acredito que, no caso dos alimentos ácidos como abacaxi ou limão, o ideal mesmo é que a escovação aconteça meia hora após o consumo para evitar a erosão dentária”, diz William Frossard, professor e coordenador do curso de especialização em Prótese Dentária da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O ideal é, primeiramente, fazer um bochecho com água para reduzir a acidez e só depois realizar a escovação. Caso seja possível esperar meia hora, é ainda melhor. Durante esse tempo, a saliva consegue neutralizar o pH da boca

O ideal é, primeiramente, fazer um bochecho com água para reduzir a acidez e só depois realizar a escovação. Caso seja possível esperar meia hora, é ainda melhor. Durante esse tempo, a saliva consegue neutralizar o pH da bocaFoto: Shutterstock

 

 

 

 

 

Uma forma de neutralizar o pH da boca antes de escovar os dentes é mascar uma goma sem açúcar logo após as refeições. Após as refeições, principalmente após a ingestão de açúcares, o pH da boca é diminuído rapidamente (fica ácido), o que favorece o desenvolvimento da cárie dentária.

Ao mascar uma goma, o fluxo salivar é aumentado em até 10 vezes, em resposta aos estímulos gustativos do sabor e mecânico da mastigação.Essa saliva estimulada contém potencial remineralizante maior, ou seja, contém mais bicarbonato, cálcio e fosfato. “Com composição química diferente da saliva de repouso, a saliva estimulada consegue repor os minerais que são perdidos nos dentes diariamente, o que os torna menos suscetível ao desenvolvimento de cárie”.

Fonte: Agência Beta

Adolescência do bebê: você sabe o que é a fase do “terrible twos”?

A psicopedagoga e psicóloga Melina Blanco Amarins esclarece as principais dúvidas sobre a “terrível crise dos dois anos” infantil

Manha ou birra. Qual mãe ou pai nunca passou por uma situação dessas com o/a filho/a?  Mas você sabia que em crianças entre um ano e meio até três anos de idade isso pode ter relação com a “adolescência do bebê”?  A psicóloga e psicopedagoga Melina Blanco Amarins, da Materno-Infantil do Einstein esclarece algumas dúvidas sobre o tema, também conhecido como terrible twos.

O que é a adolescência do bebê?
É quando a criança apresenta comportamento opositor às solicitações dos pais. A criança percebe que consegue ter alguma autonomia e desejos diferentes dos pais e pode apresentar comportamentos de birra diante de tarefas que não quer fazer. Chamamos também como terrible twos.
O termo terrible twos tem ligação com o período no qual a criança pode apresentar o “fenômeno” – perto dos dois anos?
Sim.  Este período pode ocorrer entre um ano e meio até 3 anos.
Qual a importância desta fase?
É uma fase em que há muitas mudanças na criança e faz parte do desenvolvimento.  Bebês são muito dependentes, porém nesta idade (terrible twos) já conseguem fazer algumas tarefas sozinhas.
É neste momento que a criança consegue ter uma percepção melhor de seus desejos e realizar escolhas que muitas vezes são diferentes dos pais. Neste momento que os conflitos aparecem com comportamentos de birras, como jogar objetos no chão, gritar e chorar. Podemos considerar importante esta fase, pois é uma fase inerente ao seu desenvolvimento global infantil.
Como os pais podem ajudar/ lidar?
Esta fase não é fácil para os pais, pois precisam ter muita paciência com a criança. Bater ou gritar são atitudes disfuncionais e pioram o comportamento.  É importante que os pais tenham calma e mostrem para a criança que esse tipo de comportamento não tem benefícios.
Conversar com a criança é importante, porém não no momento da birra. Aguarde o momento em que todos estiverem calmos e possam dialogar. É importante lembrar que o papel dos pais é educar e é nesta fase que este processo se intensifica – na qual ensinam o que é certo e o que é errado.
Outro ponto importante é tentar manter uma rotina com a criança, pois as chances são menores de ficarem estressados com mudanças.  A criança nessa idade não tem maturidade cognitiva e emocional para entender todo esse processo sozinha e precisa de um adulto para molda-la e orienta-la.
É possível evita-la?
Não. O importante é não pensar em evitar, mas saber manejar determinadas situações e ajudar a criança a passar por essa fase.
Toda criança passa por essa fase?
Toda criança passa por essa fase do desenvolvimento, porém cada uma pode reagir de forma diferente e com intensidade diferente. Não há uma regra para que todas as crianças com dois anos tenham comportamentos opositores.
Fonte: Hospital Albert Einstein

Como sair do sedentarismo?

Como sair do sedentarismo? Dicas simples que vão te ajudar a tomar essa iniciativa e movimentar-se
Treinar com amigos, relaxar ou se desafiar a cada nova conquista. Essas são algumas das experiências que a pratica da atividade física proporciona. Confira dicas para quem quer sair do sedentarismo. Saiba mais

​O sedentarismo está na lista dos principais fatores de risco que prejudicam a sua saúde. Um estudo recente (Lancet Glob Health. 2018, Sep 4), somando mais de 1,9 milhões de indivíduos entrevistados, mostrou que o Brasil tem o quinto pior índice de sedentarismo do mundo! Especialmente entre as mulheres. É normal que com a correria do dia a dia as pessoas sintam-se desmotivadas para começar a praticar uma atividade física. Entretanto, os benefícios do exercício físico vão além da disposição física. Melhor qualidade de sono, maior controle do estresse, redução do risco de doenças cardiovasculares, menor risco de câncer e melhor qualidade de vida são alguns dos muitos benefícios proporcionados pelo exercício.

Conversamos com o nosso especialista, o Dr. Gabriel Ferreira Rozin e preparamos uma lista com dicas para sair do sedentarismo.

1 – Decidi que quero sair do sedentarismo. Devo fazer um check-up para eu saber se realmente posso fazer atividade física?
Normalmente pessoas sadias, sem histórico de doenças cardiovasculares, não precisam de exames para iniciar a prática de atividades físicas. Para indivíduos com condições como hipertensão arterial, diabetes ou elevação do colesterol é prudente uma avaliação clínica para excluir a presença de doença cardiovascular assintomática que possa se manifestar subitamente no exercício.

2 – Quais as dicas para escolher a melhor atividade física para o meu objetivo?
A melhor atividade física é aquela que efetivamente é feita! Por isso a melhor atividade física é aquela que traz o benefício do exercício com algum nível de prazer e diversão, convidando assim a ser feita novamente. Para a saúde do coração tanto faz se você está dançando, caminhando, nadando ou pedalando. Mas se o objetivo não é apenas saúde e sim alguma meta estética ou desempenho esportivo, a orientação de um educador físico é fundamental para alcançar os objetivos.

Muitas pessoas procuram fazer atividade física para perder peso. Neste caso é importante saber que, especialmente para os sedentários que vão começar a prática esportiva, que o pequeno gasto calórico da atividade física pode ser facilmente anulado com excessos na alimentação. Isto é, não é efetivo “correr atrás do garfo”! Para perder peso a atividade física deve estar alinhada com um trabalho de reeducação alimentar.

3 – Posso fazer atividade física em casa?
Com certeza. O espaço livre de uma sala de estar, quarto ou varanda pode ser suficiente para muitos exercícios efetivos, como abdominais, flexões de braço, agachamentos ou até treinos com pesos. Alguns treinadores desenvolveram soluções criativas usando objetos presentes em casa para fazer exercícios, portanto a falta de uma academia não é um problema.

4 – Como administrar a falta de tempo com a prática de uma atividade física?
Se colocarmos a atividade física como um compromisso do nosso dia, com um grau de importância semelhante ao trabalho ou alimentação saudável, então mesmo um intervalo pequeno de tempo, pode ser usado para treinar. Existem estratégias de treinos curtos de alta intensidade chamados HIIT (High Intensity Interval Training – do inglês treino intervalado de alta intensidade) oferecidos por muitas academias. Este treino combina exercícios de alta intensidade em intervalos curtos, alguns segundos e são feitos em uma série curta. Em alguns programas de HIIT os treinos têm 15 minutos de duração. E muitas publicações científicas já demonstraram benefícios com treinos curtos, sem maior incidência de lesões.

5 – Fazer uma caminhada já é um bom começo?
Caminhar é um exercício acessível a praticamente todos. É o movimento natural de deslocamento do corpo humano e basta intensificar levemente o passo para se ter uma atividade física que é suficiente para aumentar o gasto energético diário. Uma dica fácil para avaliar a intensidade da caminhada é perceber o ritmo da respiração: se caminhando com alguém, a conversa estiver fluindo fácil, então, há espaço para intensificar o ritmo. A caminhada deve ser intensa o suficiente para permitir que você fale algumas palavras, mas não uma frase longa.

6 – Qual a frequência que uma pessoa pode dizer que não é sedentária? Qual a frequência ideal para quem esta começando?
Para ser considerado fisicamente ativo a recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais (por exemplo, 30 minutos , 5 vezes por semana) de atividade física leve a moderada. Por atividade leve a moderada, podemos citar a caminhada num ritmo que torne a respiração mais ofegante, ou uma pedalada leve. Se for possível uma atividade mais intensa, como correr ou nadar, a recomendação é metade disso, pelo menos 75 minutos semanais.

Geralmente um intervalo de 2 a 4 dias entre sessões de treino são ideais para induzir ganho de condicionamento e melhor qualidade muscular e cardiovascular. Ou seja, duas ou três sessões por semana são ideais para começar a desenvolver o condicionamento. Treinar apenas uma vez por semana também pode trazer benefício, mas o ganho em termos de condicionamento provavelmente será menor.

7 – Jogar futebol com os amigos no final de semana é uma prática saudável?
Certamente! Muitos estudos reforçam a importância de sair do sedentarismo, mesmo que somente aos finais de semana, demonstrando benefícios em relação a quem não pratica nada. Entretanto quem se exercita apenas aos finais de semana (especialmente futebol, que é um esporte de impacto) corre maior risco de lesões, como estiramentos musculares, lesões articulares ou ligamentares.

8 – Podemos dizer que fazer atividade física é uma obrigação?
Assim como alimentação saudável, atividade física não deve ser uma obrigação, atribuindo a ela um caráter impositivo. Como já foi demonstrado em alguns estudos sobre alimentação, a proibição de certos alimentos como uma prescrição médica pode ter o efeito reverso, de aumentar o seu consumo! Sendo assim a obrigatoriedade da atividade física pode aumentar a frustração de quem tem dificuldades em praticar. Devemos estimular conhecimento sobre os benefícios da atividade física e seu potencial em promover bem estar, prevenção e tratamento de doenças. Neste sentido a prática regular de atividade física faz parte de uma rotina saudável, e a motivação para o exercício virá naturalmente uma vez que o indivíduo sente os benefícios da sua prática.

9 – Fazer atividade física ajuda na saúde mental?
Uma lição aprendida das disciplinas orientais: atividade física pode ser uma forma de meditação! Yoga, Tai-Chi e outras formas de exercícios são usadas para treinar o corpo e o tornar mais apto para atingir estados elevados de concentração e desenvolvimento espiritual. Mesmo que não façamos exercício para este fim, inúmeros estudos científicos já demonstraram o benefício de atividade física para o manejo de condições como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, insônia, transtornos de hiperatividade e inatenção.

Além disso, exercícios físicos são atualmente considerados a medida de estilo de vida mais efetiva, mais até do que muitas medicações, para reduzir a progressão de demências, como a doença de Alzheimer.

Encontre algo que você goste de fazer e aproveite as mudanças positivas que um exercício físico pode trazer para a sua vida.

Fonte: dr. Gabriel Ferreira Rozin​, médico especialista do Hospital Israelita Albert Einstein

Primeiro Molar Permanente

✨Até que todos os dentes permanentes estejam presentes em nossa boca, uma série de mudanças acontecem e nem sempre é necessário que um dentinho de leite caia para dar lugar a um dente permanente. A exemplo disto temos

OS PRIMEIROS MOLARES PERMANENTES.
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🦷 Os primeiros molares permanentes são, geralmente, um dos primeiros dentes permanentes a aparecerem na cavidade oral. Este conjunto de quatro dentes (um superior direito, um inferior direito, um superior esquerdo e um inferior esquerdo), aparecem lá atrás, no fundo da boca👄, e talvez pela sua localização posterior e por não induzirem a queda de nenhum dente de leite, seu aparecimento 👀 acaba passando desapercebido pelos pais e/ou responsáveis. .
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👉🏻Estes dentes, por possuírem características únicas no que diz respeito a sua anatomia (forma) estão mais propensos ao acúmulo de biofilme (sujeira) e ao desenvolvimento de lesão de cárie👾, principalmente nos dois primeiros anos após a sua erupção . .
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⚠Neste período, o acompanhamento com o Odontopediatra é fundamental e deve ser ainda mais rigoroso para que se implementem medidas de prevenção a cárie dental, tal como mudanças na técnica de escovação e até mesmo aplicação de selantes quando estas se fizerem necessárias, portanto, estejam sempre atentos às consultas de revisão dos pequenos,

#odontopediatriabrasil 🇧🇷

BRUXISMO DO SONO-SAIBA MAIS

Bruxismo do sono na criança merece atenção! Não é “fisiológico” e não tem origem nos dentes!

Vamos conversar sobre alguns conceitos que ainda são falados quando ao assunto é bruxismo do sono?  Minha lista de crenças sobre o assunto é enorme! Mas hoje vamos focar em apenas alguns tópicos para entender um pouco sobre a crença (ainda vigente!!) de que dentes desempenham papel importante na origem do bruxismo…

Bruxismo do sono está relacionado com troca de dentes? Não!  

– Isso é uma crença que se perpetuou e por isso fica a impressão para muitos que o bruxismo ocorre nessa fase.
– Não existe nenhum embasamento para isso!
– O bruxismo do sono se inicia por um comando de sistema nervoso central e os dentes não participam em nenhum momento da fisiopatologia!
Que tal ler esse artigo aqui => clique aqui e aqui nessa revisão do Prof Lavigne e cols.

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Aparelhos ortopédicos, ortodônticos e/ou ajustes oclusais são condutas válidas para bruxismo? Não!
Vamos seguir o raciocínio da fisiopatologia?
– A origem é… Central!!! OK! Isso está bem sedimentado por pesquisas sérias!
Então, porque utilizar técnicas de alteração da oclusão (ortodontia e/ou ortopedia) nesses casos? Não faz o menor sentido. :/
– O contato dentário é o final de toda cadeia do processo de bruxismo do sono.
Vamos ler mais sobre o assunto? clique aqui  e aqui também 😉

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Atenção para os outros fatores causais!
– Outros fatores têm sido mais estudados e entendidos como causal no caso de bruxismo do sono.
Precisamos avaliar cada paciente.  Para sabermos como tratar uma criança com bruxismo é necessária uma investigação complexa.Não podemos subestimar a importância dessa condição tão complexa !!

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Bruxismo e stress

Bruxismo do sono e criança estressada. Essa dobradinha está sempre presente?

FONTE: Dra Adriana Lira Ortega

Será que a associação causal entre estresse e bruxismo do sono (BS) é direta e sempre frequente? É muuuitooooo comum ouvir mães e colegas sempre justificando a presença do BS porque a criança tem ou está com algum foco de estresse: trocou de escola, os pais brigaram, nasceu um irmãozinho, o peixinho morreu e por aí vai… Mas sem dúvidas, é muito fácil achar um foco de ansiedade em qualquer pessoa, inclusive em crianças! Procura que acha.

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Bem, apesar da associação estar bem descrita na literatura, algumas considerações podem ser feitas. Vamos lá:

1.   A Associação é causal ?

Poderíamos encontrar uma justificativa biológica no movimento mandibular durante o sono frente a presença de um fator estressante ou ainda, uma personalidade ansiosa? Não vejo “motivo”… :/

O Bruxismo do Sono pode ser justificado na presença de refluxo ou na diminuição do fluxo de ar, porque nesses casos o movimento mandibular tem função. No caso de ansiedade e estresse não existe função para o movimento. A pessoa tensa contraí músculos e aperta os dentes, não range…

2.       Nem toda pesquisa encontra a associação… Ou seja, não existe “consistência”, que é um dos critérios de Hill para identificar associação causal. Leia sobre associação causal!!

Recentemente a Nélia Medeiros Sampaio, uma profissional comprometida e competente,  que tive o prazer de orientar no Doutorado, publicou o resultado de uma pesquisa onde investigamos estresse e BS em 246 indivíduos: crianças e suas mães. A avaliação psicológica foi feita por um psicólogo, especialista e professor universitário na área.

Resumidamente, o que encontramos?

  • Aumento na chance de ocorrência de BS nas crianças foi observado quando as mães também apresentavam (olha a genética aí!!!! 🙂 )
  • Stress psicológico não estabeleceu associação significante com BS, nem nas crianças nem nas mães, mesmo quando o instrumento de diagnóstico identificou níveis aumentados de stress.
  • Estresse materno, como um possível fator ambiental, não influenciou na ocorrência de BS na criança.
  • criança cobrindo rosto

Assim, os achados desse estudo dão uma dica…  É necessário procurarmos também causas orgânicas ao invés de focarmos a atenção apenas no aspecto psicológico. Obviamente é extremamente importante prestar atenção nos aspectos psicológicos. Mas não fazendo a associação imediata e sem investigar outros fatores etiológicos presentes!

Quer ler o artigo completo? Ele está disponível na íntegra no site da Sleep ScienceSampaio NM, Oliveira MC, Andrade AC, Santos LB, Sampaio M, Ortega AL. Relationship between stress and sleep bruxism in children and their mothers: A case control study . Sleep Sci. 2018;11(4):239-244.