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o colesterol é sempre vilão?

Um índice alto de colesterol no corpo muitas vezes está ligado ao nosso estilo de vida

​A imagem é sempre de um vilão, mas o colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do organismo. Ele está presente em nosso sangue e em todos os tecidos, contribuindo para a produção de muitos hormônios, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel na regeneração das células.

Produzido pelo nosso corpo diariamente, também obtemos colesterol ao ingerir alimentos como carne, leite integral e ovos. O problema está quando acumulamos em excesso no nosso corpo, o que pode gerar problemas graves de saúde como AVC, infartos e outros problemas cardiovasculares.

Para entender a sua importância e como ele está ligado a nossa rotina, conversamos com o dr. Gabriel Ferreira Rozin, especialista em Medicina do Estilo de Vida  do Einstein. Confira abaixo e tire suas dúvidas!

Existem tipos de colesterol?
Dentro do termo “colesterol”  estão compreendidas várias substâncias complexas, chamadas de lipoproteínas,  que são primariamente produzidas pelo fígado e circulam no nosso organismo. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas as que têm maior relevância na prática clínica são a lipoproteína de baixa densidade (LDL) e a de alta densidade (HDL). Colesterol é um tipo de gordura presente nessas lipoproteínas, e que é vital para a saúde do organismo. Ele faz parte de todas as membranas celulares e é a base para a produção de muitos hormônios. No entanto o excesso de colesterol no organismo pode ser a causa de diversos problemas de saúde.

Quais problemas de saúde o colesterol pode causar? E quais comportamentos do dia a dia contribuem para esses problemas?
O excesso de colesterol, especificamente o excesso de LDL na sua forma oxidada, é a base do desenvolvimento da doença aterosclerótica, que é o acúmulo de placas gordurosas nas paredes das artérias. A obstrução das artérias leva a doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia periférica (nos membros inferiores). Além disso, o excesso de gordura circulante está também relacionado à maior chance de desenvolver diabetes, por contribuir com a resistência à insulina.

Vale lembrar que o controle do colesterol é um dos componentes da prevenção da doença aterosclerótica. Outros fatores que também contribuem para a doença são hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade, que devem ser igualmente abordados para reduzir a chance futura de doença.

Como o exercício físico e o estilo de vida saudável podem ajudar no controle do colesterol?
A principal modificação de estilo de vida para reduzir o colesterol LDL é reduzir a quantidade de gordura saturada presente na alimentação. Isso significa reduzir o consumo de:

  • Carnes (bovina, suína, frango, peixes);
  • Laticínios (leite integral, queijos, iogurte, manteiga);
  • Gema de ovo;
  • Frituras;
  • Outras gorduras industrializadas presentes em salgadinhos, doces, biscoitos, bolos, sorvetes e chocolates.
Independentemente da dieta, intervenções de estilo de vida que levem a perda de peso também reduzem o colesterol, especialmente atividade física aeróbica. Entretanto é difícil competir com a alimentação. Estudos demonstram que mesmo em atletas de alto rendimento, se a alimentação for muito rica em gordura o colesterol continua alto a despeito do alto gasto calórico.

Quais adaptações posso fazer na rotina para cuidar do meu colesterol?
Preferir alimentos de origem vegetal em relação aos animais é um bom começo. Nossa tradição alimentar põe com frequência a carne como principal elemento da refeição, e isso geralmente significa gorduras demais.

Trocar o excesso de carnes por proteínas de origem vegetal (por exemplo, mais feijões, grão de bico ou lentilhas, brócolis ou couve flor) é uma boa forma de reduzir o conteúdo de gordura da refeição sem perder no conteúdo proteico ou nutricional. Substituir sobremesas industrializadas por frutas é fundamental! Atividade física regular, mesmo que de intensidade leve a moderada, como caminhadas diárias, também podem ter um impacto positivo sobre o colesterol.

Dr. Gabriel Ferreira Rozin, médico da área de Revisão Continuada de Saúde do Einstein. 

Dica do dia: Água Aromatizada

Água aromatizada

Uma opção para aqueles que não gostam de água natural

​A água é um importante aliado para manter o corpo hidratado, principalmente em dias mais quentes. Porém, algumas pessoas têm dificuldade de tomar água pura e preferem alternativas.

Uma escolha saudável e que ajuda a manter a saúde em dia é a água aromatizada que também mantém a hidratação e, através da adição de um sabor fica mais palatável. Ela possui poucas calorias e também fica atrativa visualmente. É super-hidratante, refrescante e dependendo do que se adiciona no preparo, pode ser até diurética. Porém, por mais hidrante e saborosa que seja, ela não substitui totalmente a nossa necessidade de água diária. O interessante é consumir as duas, podendo tomar a água aromatizada no lugar de sucos ou outras bebidas. Para aqueles que gostam de água com gás, também é possível aromatizá-la, porém deve ser um consumo moderado, pois, em excesso, ela pode causar um desequilíbrio de sais minerais.

Para aromatizar a água podem ser incluídas frutas picadas ou em rodelas como as amoras, framboesas, abacaxi, melancia, morango, limão, laranja, carambola; legumes como pepino; ervas como alecrim, hortelã, capim santo; especiarias como cravo, canela em pau, gengibre, anis estrelado. É preciso ter atenção para não exagerar nas quantidades dos ingredientes para que não vire um suco. Não vale adoçar.

Os benefícios dela podem variar de acordo com a fruta, especiaria ou erva que você adicionar no dia. Que tal variar diariamente e cada dia ter um benefício diferente?  Por exemplo, o pepino é mais diurético. O abacaxi e a hortelã podem ser mais digestivos, canela mais termogênica, limão e laranja são ricos em vitamina C e podem ajudar na imunidade.

Dica de preparo:
Colocar a água bem gelada em uma jarra, de preferência de vidro, acrescentar os ingredientes escolhidos e deixar a jarra tampada por 1 hora na geladeira para acentuar o sabor. Consumir em até 4 horas.

Fonte: Hospital Albert Einstein

Lanche pode ser saudável?

Lancheira das crianças: como montar uma lanche saudável?

Dicas para montar um lanche gostoso e saudável para as crianças

As cantinas escolares nem sempre oferecem opções saudáveis como: frutas frescas, sucos naturais ou uma opção de salgados integrais. Embora existam atualmente fortes campanhas contra o comércio de refrigerantes, doces, embutidos e frituras para o combate da obesidade infantil nas escolas, ainda é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade na idade pré-escolar e escolar devido à associação com complicações metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, ortopédicas, psicológicas e até alguns tipos de câncer na idade adulta, decorrentes da obesidade.

O incentivo
Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O número de crianças acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 34,8%.

Incentivar uma alimentação equilibrada deve ter início com os hábitos de casa, junto da família. É difícil incentivar uma criança a comer frutas no lanche da escola se, em casa, não há o exemplo dos pais.

Escolha da lancheira
O uso da lancheira é a melhor opção para garantir um lanche mais saudável e variado. Hoje em dia há diversos modelos de lancheiras divertidas. É interessante deixar com que a criança escolha a cor e modelo na hora da compra para gerar um estímulo e entusiasmo na hora de preparar o seu lanche saudável.

No momento da compra, a melhor opção seria um modelo térmico, porém ela só funciona com uma bolsa de gelo reutilizável. As lancheiras térmicas tem o objetivo do melhor acondicionamento dos alimentos e manutenção da temperatura dos produtos frescos, como frutas e produtos lácteos. Normalmente, os alimentos perecíveis em bolsa térmica e gelo reutilizável podem ser mantidos de 3 a 4 horas ou conforme a orientação do fabricante da lancheira.​

Escolhendo os alimentos
Para obter sucesso com o uso da lancheira é importante envolver a criança em seu preparo, perguntar suas preferências e mostrar os benefícios de tudo que está sendo levado para a escola. Dessa maneira, ao invés de querer o lanchinho do amigo, ele poderá até contar como tudo que ele está levando é bom, nutritivo e saudável.

Dentre as escolhas possíveis para a composição de um lanche equilibrado é sempre interessante pensar em uma opção láctea como queijo branco, vitamina de frutas ou iogurtes. Estes alimentos deverão ser levados sempre com a utilização de uma lancheira térmica e gelo reutilizável para manter a temperatura adequada.

As frutas devem estar sempre presentes, de preferência da forma in natura e não processadas. Pode ser cortada ou inteira. Utilizar potes é uma alternativa para as frutas não amassarem. As melhores frutas são as porções individuais e inteiras como: pera, maçã ou banana.

A troca de pães brancos e biscoitos com açúcar por alimentos integrais e ricos em fibra garantem mais sabor e maior saciedade.

Os vegetais podem ser utilizados não só como recheio de sanduíches como também porcionados como snacks. Lembre-se: se esse tipo de lanche já for o hábito da família, a chance da criança manter esse consumo é muito maior.

As oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes) podem ser utilizadas para compor a lancheira também, porém é melhor dar preferência para aquelas que não são adicionadas de sal.

Ocasionalmente pode-se colocar: purê de fruta sem açúcar, barrinha de cereais (de preferência sem óleo de palma e açúcar entre os ingredientes), suco industrializado integral, sem adição de açúcar, cookies integrais.

É possível deixar a lancheira previamente organizada no dia anterior, porém a maioria dos produtos deve ficar em refrigeração com exceção de algumas frutas como banana, castanhas, cookies integrais, barrinhas de cereais.

Sucos naturais devem ser feitos momentos antes. Já os sanduíches naturais podem ser feitos na noite anterior com exceção daqueles que são adicionados de ingredientes como folhas (ex: alface, rúcula).

Sugestão para levar na lancheira:

  • ​Iogurte sem adição de açúcares (180ml), 4 unidades de cookie integral, fruta crua;
  • Tomate cereja orgânico, suco natural sem açúcar (200ml), pão integral com ricota temperado com ervas;
  • Água de coco natural, cenoura baby crua, 4 unidades de mini pão de queijo integral.

Referências:
http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/nutricao_saude/
http://meupratinhosaudavel.com.br/
Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científi co de Nutrologia. 2ª. Ed. – São Paulo: SBP. 2012.

Fonte: Thais Eliana Carvalho de Lima, nutricionista do Einstein 

Saiba mais sobre apneia do sono

Apneia obstrutiva do sono

 

​O que é 
Apneia significa “parada de respiração”. A apneia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme.
Quando isso acontece, o paciente pode roncar alto ou causar ruídos sufocantes enquanto tenta respirar. O cérebro e o corpo do mesmo são privados de oxigênio. Isso pode acontecer algumas vezes por noite, ou em casos mais graves, centenas de vezes por noite. Na tentativa de reestabelecer a patência da via aérea superior, ocorrem diversos despertares.
Esses despertares são muitas vezes breves, às vezes durando apenas poucos segundos, e essa é a razão pela qual o indivíduo afetado geralmente não percebe que os apresenta durante o sono. Este padrão se repete durante a noite e um paciente com apnéia severa do sono pode acordar centenas de vezes por noite.
Mesmo que os despertares sejam geralmente muito curtos, eles fragmentam e interrompem o ciclo do sono. Essa fragmentação do sono pode causar níveis significativos de fadiga e sonolência diurna, que são sintomas comuns da apneia do sono.
Sintomas
Os sinais e sintomas mais associados com a apneia do sono são roncos, apneias testemunhadas pelo companheiro de cama e sonolência excessiva diurna. As pausas respiratórias podem terminar em engasgos, sensação de sufocamento, vocalizações ou breves despertares.
Como resultado ocorre a fragmentação do sono e consequente sonolência diurna e cansaço, sintomas subjetivos e que muitas vezes não são reconhecidos pelo paciente. Nesses indivíduos um substancial aumento do risco de acidentes automobilísticos e profissionais acontece pela sonolência excessiva, que pode ser medida pela escala de Epworth.
A apneia do sono pode gerar no indivíduo a sensação de cansaço pela manhã e sensação de sono não reparador, ainda que o mesmo tenha tido uma noite de sono longa e aparentemente tranquila. Durante o dia ainda pode ocorrer dificuldade para a concentração ou pode até mesmo episódios de sono incontroláveis e isso ocorre pelos diversos despertares, mesmo que inconscientes, ao longo da noite.
Ao contrário dos sintomas acima descritos, a insônia não é considerada um sintoma comum da apneia do sono e, quando aparece, é mais frequente nas mulheres com apneia.
Os principais sintomas da apneia do sono são:
  • ​Ronco alto ou frequente
  • Pausas respiratórias presenciadas durante o sono
  • Sons sufocantes ou ofegantes e sensação de sufocamento durante o sono
  • Sonolência diurna ou fadiga
  • Sono fragmentado
  • Dor de cabeça matinal
  • Nocturia (acordar durante a noite para ir ao banheiro urinar)
  • Dificuldade na concentração
  • Perda de memória
  • Diminuição do desejo sexual
  • Irritabilidade
Outros sintomas incluem boca seca ao despertar e salivação excessiva, provavelmente devido à respiração oral, além de sono agitado e sudorese noturna, pelo aumento do esforço respiratório.
Devido a apneias repetidas, hipóxia intermitente e desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, os pacientes têm maior risco de desenvolver aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica, insuficiência coronariana, arritmias e acidente vascular encefálico.
Fatores de risco
O principal fator de risco para a apneia do sono é o excesso de peso corporal. Indivíduos com excesso de peso ou obesidade são mais propensos a ter apneia do sono. No entanto,  também pode ocorrer em pessoas magras.
Os fatores de risco comuns para a apneia do sono incluem:
– Excesso de peso
A obesidade, classificada como um índice de massa corporal (IMC) acima de 30 ou mesmo o sobrepeso (IMC) acima de 25 é um fator de risco bem estabelecido para a apneia do sono.
– Aumento da circunferência do pescoço
Mesmo na ausência de obesidade, valores acima de 40 cm de circunferência cervical estão associados a um risco aumentado para apneia do sono.
– Idade
A apneia do sono pode ocorrer em qualquer idade. No entanto, é mais comum em indivíduos mais velhos.
– Gênero
A apneia do sono é mais comum nos homens do que nas mulheres. Para as mulheres, o risco de apnéia do sono aumenta após a menopausa.
 – Hipertensão arterial
A pressão arterial elevada é extremamente comum em pessoas com apneia no sono.
– Deformidades Craniofaciais
Principalmente envolvendo anormalidades mandibulares, como micrognatia ou retrognatia e condições congênitas (síndromes de Marfan, de Down e de Pierre Robin).
– Hipertrofia de Amígdalas ou adenoides
Essa associação ocorre principalmente em crianças.
– História familiar
Especula-se que a apneia do sono é dependente, em aproximadamente 40% dos casos, de uma combinação genética e, em 60%, de influências ambientais. Isso significa que indivíduos com familiares que possuem o diagnóstico têm um maior risco de apresentar apneia do sono.
Os traços hereditários que aumentam o risco de apneia do sono incluem obesidade e características físicas, como alterações maxilares. Outros fatores familiares comuns – como atividade física e hábitos alimentares – também podem desempenhar um papel.
Tipos/ classificação
A classificação da apneia do sono é baseada no resultado do índice de apneia e hipopneia por hora de sono (IAH) de seu exame diagnóstico: A polissonografia.
Pode ser classificada em:
  • ​Leve : IAH maior ou igal a 5 e menor ou igual a 15
  • Moderada : IAH maior que 15 e menor o igual a 30
  • Grave: IAH maior que 30
Para a confirmação diagnóstica é necessária a realização de um exame do sono. O exame padrão-ouro para a avaliação dos distúrbios respiratórios do sono é o estudo polissonográfico de noite inteira, realizado no laboratório sob supervisão de um técnico habilitado (saiba mais sobre esse exame clicando aqui), porém existem outras opções diagnósticas, como a polissonografia domiciliar (exame polissonografico de noite inteira realizado no conforto de sua própria casa).
Outros dispositivos de rastreamento do sono podem ser capazer de detectar a apneia do sono, porém devem ser selecionados a alguns pacientes, como aqueles sem comorbidades e alta com suspeita diagnóstica.
Tratamento
Uma vez estabelecido o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono , o paciente deve ser incluído na decisão de uma estratégia de tratamento adequada baseado nas comorbidades do paciente e na gravidade do caso.
As principais opções de tratamento incluem :
– Tratamento conservador:
É realizado por intermédio da higiene do sono e do emagrecimento. Simples medidas, como a retirada de bebidas alcoólicas e de certas drogas (benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos), a adequada posição do corpo (nos pacientes com apneia relacionada ao decubito) podem ser eficazes para o tratamento de SAOS.
– Fonoterapia:
Exercícios orofaríngeos supervisionados por Fonoaudióloga especializada em Medicina do sono, visando fortalecer a musculatura da via aérea superior.
– CPAP:
O aparelho chamado CPAP (do inglês, Continuous Positive Airway Pressure) consiste em um pequeno compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que gera e direciona um fluxo contínuo de ar, (40-60 L/min), através de um tubo flexível, para uma máscara nasal ou nasobucal confortavelmente aderida à face do indivíduo.
– Tratamento com aparelhos intraorais (AIOs):
Existem atualmente dois modelos de AIOs utilizados para o controle de SAOS: os de avanço mandibular e os dispositivos de retenção lingual. Para apneia do sono o mais indicado é o aparelho de avanço mandibular e seu mecanismo de ação se baseia na extensão/distensão das vias aéreas superiores pelo avanço da mandíbula. Essa distensão previne o colapso entre os tecidos da orofaringe e da base da língua, evitando o fechamento da via aérea superior.
Além de representar uma modalidade de tratamento não invasiva, ter um baixo custo, ser reversível e de fácil confecção, os AIOs vêm sendo cada vez mais utilizados, com sucesso,  para o controle de SAOS leve.
Os AIOs também podem ser uma opção de tratamento para os indivíduos com SAOS moderada e grave que não aceitam CPAP e para aqueles que são incapazes de tolerar ou que falharam nas tentativas do seu uso.
– Tratamento cirúrgico:
As cirurgias direcionadas para SAOS têm por objetivo a modificação dos tecidos moles da faringe (palato, amígdalas, pilares amigdalianos e base da língua) ou ainda do esqueleto (maxila, mandíbula e hioide).
Autoteste
As seguintes perguntas irão ajudá-lo a avaliar o risco de apnéia do sono:
1. Você experimenta algum desses problemas?
– Sonolência diurna
– Sono não reparador
– Fadiga
– Insônia
2. Você já acordou com sensação de sufocamento ou engasgo ?
3. O seu parceiro/a de cama percebeu que você ronca ou apresenta pausas respiratórias enquanto dorme?
4. Você tem algum desses outros sintomas?
Nocturia (acordar durante a noite para ir ao banheiro urinar)
Dor de cabeça matinal
Dificuldade em concentrar
Perda de memória
Diminuição do desejo sexual
Irritabilidade
5. Você possui alguma dessas características físicas?
Obesidade – índice de massa corporal (IMC) de 30 ou superior
Tamanho grande da circunferência do pescoço –
Língua ou amígdalas amplas
Maxila embutida
Pólipos nasais ou desvio de septo
6. Você tem algum desses problemas médicos que são comuns em pessoas com apneia do sono?
Pressão alta
Hipertensão Pulmonar
Distúrbios do humor
Doença arterial coronariana
Acidente vascular encefálico
Insuficiência cardíaca congestiva
Arritmias cardíacas
Diabetes tipo 2 ou Resistência insulínica
Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein
dra. Nathalia Borio, pneumologista do Einstein 
Fotos:Internet (Podem ter direitos autorais)

​Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

​​O que fazer na h​ora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou anti agregante plaquetário

Como evitar?

  • use um umidificador no quarto
  • deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.
Fonte: Hospital A.Einstein
fernanda domingos giglio petreche
e Juliana aparecida soares

Você ronca ? Leia aqui

Ronco e Apneia do Sono     

Quem não conhece alguém que ronca? E quem não conhece alguém que ronca, ser motivo de chacota? Sim, o ronco é uma doença que causa constrangimento e segmentação social e pode levar a uma outra doença que causa ainda maiores danos, a chamada apneia do sono.

Guy Sofá Dormir Homem Livro Exploração Ron

Apesar da restrição social imposta pelo ronco, esta primeira doença não causa, em curto prazo, danos físicos definitivos.
Entretanto, o ronco é uma doença progressiva, que tende a, gradualmente, agravar-se até o ponto de evoluir para uma patologia chamada Apneia do Sono. A apneia do sono consiste em paradas respiratórias durante o sono, por no mínimo 10 segundos seguidos.
Calculamos a sua gravidade pelo número de paradas por hora que o indivíduo tem, por exemplo. Um índice de 15 (IAH) significa que durante o sono, ele para de respirar pelo menos 10 segundos, 15 vezes por hora. Essas paradas podem chegar a 120 segundos (sendo considerada apenas 1 apneia), assim como o índice pode variar de 0 a mais de 100, ou seja, nenhuma ou mais de 100 apneias por hora.

A Academia Americana de Doenças do Sono as classificam assim:

Até 5 apneias por hora: normal
De 6 a 15 apneias por hora: leve
De 16 a 30 apneias por hora: moderada
Mais de 30 apneias por hora: severa

Alterações do Sono :

Sono agitado
Ronco
Pesadelos recorrentes
Terror noturno
Apneia do sono

Sintomas (se você apresenta um ou mais destes sintomas, você deve nos procurar para uma avaliação):

Sonolência durante o dia
Cansaço
Depressão
Perda de memória
Irritabilidade
Impotência

Sinais (riscos) :

Angina 
Síndrome metabólica e dificuldade de emagrecer 
Hipertensão arterial 
Infarto do miocárdio 
Acidente vascular cerebral 
(o apneico tem 5 vezes mais chance de ter um infarto ou AVC) 
Aumento do risco de acidentes automobilísticos 7 vezes superior

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Fatores predisponentes:

A obesidade e idade avançada são outros fatores que podem desencadear ou piorar a apneia. Estudos estão sendo realizados para a comprovação de doenças vinculadas a apneia do sono, inclusive, da Diabetes tipo II e alguns distúrbios do metabolismo.

Tratamentos:

Para o correto diagnóstico são necessários exames específicos solicitados por uma equipe médica multidisciplinar (cardiologistas, pneumologistas, otorrinolaringologistas e dentistas) para que seu tratamento seja realizado com total segurança e eficiência. O mais importante é a polissonografia, um exame onde você dorme em um laboratório e seu sono é monitorado durante toda a noite. Exame este indispensável.

Hoje, o tratamento de eleição, pela maior parte dos médicos envolvidos, é o CPAP (pressão positiva contínua). O CPAP é um aparelho que injeta ar sob pressão pelas narinas, fazendo a desobstrução das vias aéreas. É um tratamento altamente eficiente mas pouco aceito pelos pacientes por ter um custo elevado e ser de difícil adaptação.Por se tratar de um tubo que liga uma máscara facial (pacientes relatam muito incômodo com seu uso) a uma máquina que emite ruídos por toda noite, metade dos pacientes que usam o CPAP desistem do tratamento em 1 ano e 80% desistem em até 3 anos.

Existem ainda as cirurgias palatais de tecido mole (remoção de parte do céu da boca) que estão praticamente abolidas porque o paciente volta a ter apneias, e hoje essas cirurgias são indicadas em casos bem específicos, tendo uma efetividade ainda bastante duvidosa. As únicas cirurgias realizadas em pacientes com apneia, que realmente funcionam são as Ortognáticas (aquelas que deslocam os ossos da face), em especial aquelas que trazem os ossos maxilares acima de 1 cm para frente, mas elas são caras, restritas a alguns casos e por ter um pós-operatório nada agradável, essas cirurgias têm alto índice de rejeição, mas são as únicas que realmente curam.

Devido a isso, a odontologia vem desenvolvendo aparelhos intraorais (AIO) específicos para tratamento do ronco e da apneia do sono que possui um alto índice de aceitação e possui mais de 80% de eficiência comprovada. São aparelhos simples e confortáveis, que você pode levar onde quer que vá, resolvendo a sua apneia e seu ronco, mesmo que você esteja em uma viagem de avião ou ônibus.

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Os aparelhos intraorais não são os tratamentos mais eficientes, mas são os que garantem os melhores resultados, a custos acessíveis, pouco invasivo e reversível, sem incomodar a sua noite de sono e de seu parceiro(a).    Fonte:Neon

  •  Usamos Aparelhos PPV

  • Monitoramento do ronco

  • MONITORAMENTO DIGITAL DA APNEIA DO SONO

 Fazemos o monitoramento da apneia do sono  através da tecnologia Biologix.

Biologix é uma solução com validação clínica, inovadora, fácil de usar e de baixo custo. Com apenas o sensor sem fio Oxistar e um smartphone com o aplicativo instalado,  monitoramos a apneia do sono em casa, sem complicações.

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“Cárie pega?”

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Cárie pega????

Vez por outra assistimos na TV ou lemos em matérias jornalísticas que a cárie pega e que se pode evitar transmitir cárie para crianças evitando beijá-las, evitando provar ou soprar a comidinha, etc. Entretanto, não existe evidência científica de que essas medidas contribuam efetivamente para reduzir o risco de cárie em crianças. Todas as pessoas têm na boca microrganismos que podem produzir ácidos que vão promover a desmineralização dos tecidos duros dos dentes. Entretanto, para que isso aconteça, é necessário consumir açúcares. Assim, devemos pensar na cárie como uma doença associada ao estilo de vida e não como doença transmissível e para preveni-la devemos evitar que hábitos de dieta prejudiciais à saúde dos dentes sejam transmitidos.

Cárie pega pelo beijo ?

Então, cárie é doença transmissível? Não.

Cárie pega pelo beijo? Não.

E será que devemos continuar nos referindo à cárie como “doença infecciosa”? No sentido convencional, provavelmente não.

Em um instigante artigo científico publicado este ano Simón-Soro e Mira explicam porque a cárie dentária deve ser considerada uma disbiose e não uma doença infecciosa.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25435135 

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Fonte:Crescer Sorrindo UERJ

Doenças autoimunes

Como surgem as doenças autoimunes? Estudo avança compreensão sobre o tema

Pesquisadores da USP usam sistema CRISPR/Cas9 para manipular o gene Aire e, dessa forma, entender melhor como ele atua no controle de doenças autoimunes

O sistema imunológico humano às vezes falha em sua função de reconhecer tecidos e órgãos como elementos próprios do corpo e passa a atacá-los como se fossem estranhos. Esse erro de identificação é denominado autoimunidade agressiva e desencadeia doenças como a síndrome poliglandular autoimune tipo 1 (APS-1) e o diabetes mellitus do tipo 1.Nos últimos anos descobriu-se que dois genes, que atuam nas células da medula do timo (células mTEC), controlam a autoimunidade agressiva: o Fezf2 (sigla em inglês de forebrain-expressed zinc finger 2) e, principalmente, o Aire (sigla em inglês de autoimmune regulator).

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Medicina (FMRP) e de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da Universidade de São Paulo (USP) usou o sistema CRISPR/Cas9 – uma ferramenta de edição do DNA – para manipular o gene Aire e, dessa forma, entender melhor como ele atua no controle de doenças autoimunes.

O estudo, resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela Fapesp e do trabalho de mestrado de Cesar Augusto Speck-Hernandez feito na FMRP-USP, foi publicado na revista Frontiers in Immunology. “Usamos, pela primeira vez, o CRISPR/Cas9 para ‘anular’ o Aire em células mTEC de camundongos cultivadas in vitro [fora do corpo dos animais] e estudar o efeito da perda de função desse gene”, disse Geraldo Aleixo Passos, professor da FMRP e da FORP-USP e coordenador do projeto.

Passos explica que as doenças autoimunes são desencadeadas por autoanticorpos (que reagem contra o próprio corpo) ou pelos linfócitos T autoagressivos. Essas células, provenientes dos “timócitos”, são “educadas” na glândula do timo (um órgão torácico, situado logo à frente do coração) para não atacar os elementos próprios do corpo. Quando essa educação falha, o timo deixa escapar para o resto do corpo linfócitos T autoagressivos que podem agredir órgãos, como a glândula suprarrenal (causando a síndrome APS-1) ou o pâncreas, onde destroem as células produtoras de insulina e provocam o surgimento do diabetes mellitus do tipo 1.

Pesquisadores da área de imunologia sempre associaram a função do gene Aire com a eliminação dos timócitos autoagressivos, pois os pacientes com a síndrome APS-1, por exemplo, apresentam mutações na sequência do DNA desse gene. Mas ainda não havia uma demonstração cabal que validasse essa associação. “Decidimos testar a hipótese de que o gene Aire estaria envolvido na eliminação dos timócitos autoagressivos ao controlar a adesão física ou contato deles com as células mTEC. Sem o contato físico com as células mTEC os timócitos autoagressivos não são eliminados”, disse Passos.

Edição do gene

Os pesquisadores intuíram que, se os pacientes com doenças autoimunes apresentam mutações no Aire, o gene perderia a função de controlar a adesão entre as células mTEC e os timócitos autoagressivos.

A fim de testar essa hipótese, eles usaram o CRISPR/Cas9 para romper o DNA do gene Aire de células mTEC de camundongos e provocar mutações nele, a fim de possibilitar a perda de sua função original.

Para funcionar, um gene tem que estar íntegro, ou seja, não pode ter mutações deletérias. Quando o DNA dele é rompido por meio do CRISPR/Cas9, a célula dispara um sistema emergencial de “reparo” para reunir novamente a dupla fita antes que ela morra. Como esse sistema de reparo não é muito eficiente, a própria célula gera erros na sequência do gene-alvo, que resultam em mutação, explicou Passos. “O gene-alvo mutante geralmente perde a sua função original e isso ocasiona algum problema na célula mutante”, disse.

Os pesquisadores da USP observaram que as células mTEC Aire mutantes se mostraram menos capazes de aderir aos timócitos quando comparadas com as células normais, chamadas Aire selvagens.

Ao fazer o sequenciamento do transcriptoma, ou seja, do conjunto completo dos RNAs mensageiros (mRNAs, codificadores de proteínas) das células mTEC Aire mutantes e das selvagens, eles observaram que o gene Aire também controla mRNAs codificadores de proteínas envolvidas com a adesão célula-célula.

Em um estudo anterior, feito durante o trabalho de mestrado de Nicole Pezzi, sob orientação de Passos, os pesquisadores demonstraram por meio de uma técnica de silenciamento gênico, chamada RNA interferente, que o gene Aire realmente controla a adesão entre as células mTEC e os timócitos. “Essas novas constatações reforçam a tese de que o gene Aire está implicado na adesão mTECs-timócitos, que é um processo essencial para eliminação das células autoagressivas e prevenção das doenças autoimunes”, disse Passos, pesquisador associado ao Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela Fapesp.

Na avaliação dele, a utilização da técnica CRISPR/Cas9 abre perspectivas importantes de pesquisa no sentido de “editar” o genoma das células mTEC de camundongos de laboratório de modo a “mimetizar” as mutações do gene Aire encontradas nos pacientes com doenças autoimunes. “Isso facilitará muito as pesquisas sobre o efeito das mutações patogênicas do gene Aire. Como os genomas do homem e do camundongo são muito parecidos em termos de sequências de DNA [mais de 80% de identidade], poderemos continuar a utilizar o CRISPR/Cas9 nas células desse animal para estudar os mecanismos da autoimunidade agressiva que acontece em humanos e quem sabe, no futuro, tentar corrigi-los”, finaliza Passos.

Fonte e foto: Agência Fapesp