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Bruxismo: além da placa miorrelaxante

No controle do bruxismo, apenas indicar a placa miorrelaxante pode não ser suficiente. De acordo com as informações de Adriana Oliveira Lira Ortega, mestre em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, é necessário uma abordagem multidisciplinar.

A cirurgiã-dentista explica que o diagnóstico do distúrbio pode ser feito em três níveis: possível, onde há o relato do paciente; provável, onde há o relato e o desgaste da dentição; e definitivo, que reúne relato, desgaste e exame de polissonografia. “O dentista não pode diagnosticar o bruxismo sem que exista alguma reclamação do paciente”, ressalta a também professora do curso de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul.

Além disso, é preciso que o cirurgião-dentista identifique os fatores associados ao quadro do paciente, como obstrução das vias aéreas superiores, apneia do sono e refluxo gastroesofágico, relacionados ao bruxismo do sono, ou ansiedade e concentração demasiada, no caso do bruxismo de vigília. “O bruxismo de vigília é de origem comportamental, então é preciso conscientizar o paciente a mudar”, explica Adriana.

O aplicativo Desencoste seus Dentes, idealizado pelo cirurgião-dentista Roberto Garanhani, de Florianópolis, pode ajudar nessa tarefa. O programa emite lembretes ao longo do dia, além de trazer informações de bruxismo e seus efeitos na saúde bucal.

Outro fator que pode provocar o bruxismo é o uso de medicamentos, como benzodiazepinas que atuam no sistema nervoso. Segundo a professora, após a identificação de todos os fatores, pode-se fazer o controle adequado do bruxismo, já que não é possível fazer um prognóstico de quando o paciente não sofrerá mais desse problema.

A especialista diz ainda que o dentista deve conciliar o seu trabalho com o de outros profissionais, como otorrinolaringologista, profissional de Medicina do Sono, gastroenterologista ou psicólogo, para tratar e acompanhar aquilo que está provocando o distúrbio. “Aí sim, indicar a placa de mordida ao paciente”, afirma a especialista.

Para a professora, o mais importante aos profissionais de Odontologia é a incessante informação a respeito dessa desordem, para assim orientarem os seus pacientes. “Antigamente pensava-se que o bruxismo era causado pela oclusão dentária, e hoje já se sabe que não é assim. Além disso, os estudos a respeito são bem diferentes, e apresentam resultados diversificados. Isso mostra como é importante a atualização do profissional”, conclui.

Fonte: ABO

Como reconhecer a disfunção temporomandibular (DTM) infantil

Crianças e adolescentes apresentam sintomas que devem ser observados pelos pais

 Fonte: Time Comunicação./Portal Rosa choque

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A disfunção temporomandibular, conhecida também pela sigla DTM, é uma condição que causa dor e desconforto na região da mandíbula. “Podemos definir a DTM como um conjunto de distúrbios que acometem os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas”, explica a dentista Adriana Lira Ortega, mestre em DTM e membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF).

Os problemas causados pela DTM podem atingir tanto adultos quanto crianças e adolescentes. Segundo estudos, acredita-se que um a cada seis pacientes não adultos apresenta algum sinal clínico de condições na ATM. “Uma pesquisa feita com crianças entre seis e oito anos reportou que aproximadamente 35% dessas crianças com pelo menos um sinal de DTM”, conta Adriana.

Mesmo com os estudos, a especialista acredita que o número de casos de DTM infantil pode ser, na realidade, ainda maior. Muitas vezes, o paciente não tem o diagnóstico correto da doença. “Os sintomas da DTM infantil podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras condições de saúde. Isso pode acontecer pela falta de maturidade da criança em perceber as alterações ou até mesmo de verbalizá-las de forma adequada”.

Os sinais e sintomas da DTM em crianças são os mesmos dos adultos: dor, som na articulação e limitação dos movimentos da mandíbula. “Os pais devem prestar atenção se a criança de queixa de dor de cabeça, dor na região do ouvido ou ainda se evita alimentos duros”, explica Adriana.

Em muitos casos, o sinal clínico da DTM não representa necessidade de tratamento. “Alguns casos de sinais ou sintomas na infância devem ser apenas monitorados e servir de alerta para o profissional de que aquela criança pode apresentar fatores de risco para o desenvolvimento da DTM”, afirma Adriana.

De acordo com a dentista, o tratamento para as crianças e adolescentes que sofrem com a DTM seguem opções minimamente invasivas e procedimentos reversíveis. “São utilizadas técnicas com enfoque cognitivo-comportamental, exercícios terapêuticos – com recursos térmicos e de movimento – e, em casos, específicos, dispositivos intrabucais, como placas”.

Medidas preventivas DTM, tanto para adultos quanto para crianças, se baseiam, principalmente, em hábitos que podem evitar o desenvolvimento e/ou agravamento da doença. “A boa qualidade do sono e o controle de hábitos orais parafuncionais são exemplos de atitudes preventivas para a DTM”, finaliza a especialista.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE DOR OROFACIAL

1. O que é Dor Orofacial?

Dor Orofacial, por definição, é toda a dor associada a tecidos moles e mineralizados (pele, vasos sanguíneos, ossos, dentes, glândulas ou músculos) da cavidade oral e da face.

2. Quais as condições clínicas mais frequentemente associadas a Dor Orofacial?

Dores de dentes e de tecidos periodontais, disfunção temporomandibular (muscular ou articular), neuralgias, tumores, trauma, tecidual, doenças autoimunes, etc. Usualmente essa dor pode ser referida da região da cabeça e/ou pescoço ou mesmo estar associada à cervicalgias, cefaléias primárias e doenças reumáticas como fibromialgia e artrite reumatóide.

3. O que é ATM?


ATM é a sigla para Articulação TemporoMandibular, que, como o próprio nome diz, é localizada entre os ossos temporal e mandibular, bem a frente do ouvido. É a articulação que participa dos movimentos da mandíbula quando falamos, mastigamos, engolimos, etc. Para senti-la, basta colocar os dedos a frente do ouvido e abrir e fechar a boca. Mas CUIDADO, a ATM tem uma cápsula extremamente delicada. Então, não se deve usar uma pressão muito forte sobre ela, o que pode gerar dor, mesmo em pacientes sem problemas.

4. O que é DTM?

Disfunção Temporomandibular (DTM) é definida como um conjunto de distúrbios que envolvem os músculos mastigatórios, a Articulação Temporomandibular (ATM) e estruturas associadas.

5. O que pode sentir ou apresentar um paciente que tenha DTM?

1. Dor na região da face

2. Mudança na mordida de forma súbita

3. Piora da dor com o uso da ATM e/ou musculatura como mastigar

4. Limitação ou travamento de movimentação da mandíbula

5. Dor irradiada para cabeça, ouvido, dentes

Os pacientes podem ainda apresentar ruídos articulares, como estalos, estalidos ou barulho de “folha seca amassada”.

6. A DTM é uma condição comum na população?

Existem estudos que mostram que entre 37,5% e 68,6% das pessoas apresentam ao menos um sinal ou sintoma de DTM. Entretanto, verifica-se que a necessidade de tratamento na população adulta é estimada em 15%. Isso porque algumas pessoas apresentam sinais de DTM que podem ser considerados uma variação do estado normal.

7. Quais são as causas para DTM?

Não existe uma única causa isoladamente para DTM. Os pesquisadores costumam dizer que a causa é multifatorial. Isso porque envolvem fatores fisiológicos como anatomia; fatores sistêmicos como doenças reumatológicas, fatores genéticos, traumas, fatores psicossociais, etc. Todos estes fatores isoladamente ou em conjunto podem ser predisponentes, iniciantes ou perpetuadores de uma DTM. Um destes fatores é o bruxismo.

8. O que é bruxismo?

Bruxismo é o hábito de encostar, comprimir ou ranger os dentes. Então, quando alguém diz “Eu não tenho bruxismo, eu só aperto dentes”, na verdade apresenta um tipo de bruxismo, caracterizado por apertamento. A forma mais recente de se classificar o bruxismo é pelo período em que ele ocorre, se durante o sono ou quando estamos acordados (vigília).

9. Quais as principais diferenças entre bruxismo do sono e bruxismo em vigília?

bruxismo em vigília é considerado um hábito parafuncional, como roer de unhas, morder objetos, etc. Normalmente o paciente permanece por períodos longos apertando ou encostando os dentes, principalmente em momentos de tensão, estresse ou até mesmo quando está concentrada lendo um livro, estudando, usando o computador ou assistindo TV. Por manter a musculatura em uma mesma posição por muito tempo, este tipo de bruxismo parece estar mais relacionado às dores musculares. O bruxismo em vigília pode também aparecer como efeito colateral de algumas medicações, sobretudo medicações utilizadas no tratamento da ansiedade; mal de Parkinson e outros problemas motores, o que não é tão comum.

bruxismo do sono (BS) é considerado um distúrbio de movimento relacionado ao sono. Neste tipo de bruxismo é mais comum o ranger de dentes, o que não ocorre durante toda a noite, mas vem em crises, principalmente nas fases de sono mais leves.

O BS pode ser primário (não relacionado a nenhuma outra alteração) ou secundário a medicações como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (IRSS) (fluoxetina, paroxetina, venlafaxina, etc), mal de Parkinson, distúrbios respiratórios (ronco, apnéia), etc.

No BS primário parece haver uma desproporção de neurotransmissores no cérebro e pode ser que seja hereditário. Mas ainda estão se estudando o porquê de sua ocorrência. Os fatores emocionais não são causa de BS mas podem aumentar sua freqüência.

10. Eu tenho a mordida torta, seria esta a causa da minha DTM? E se eu não consertar minha mordida, o risco de eu ter DTM é maior?

Estas são as duas perguntas mais freqüentes no consultório! Quando se iniciaram os estudos de DTM, acreditava-se muito na associação entre a oclusão dentária (forma da mordida) e os sinais e sintomas de DTM. Mas, após pesquisas que acompanharam pacientes ao longo da vida, percebeu-se que a oclusão não é associada a DTM, ou seja, não é corrigindo a posição de seus dentes que você vai melhorar ou prevenir o aparecimento de uma DTM!!! Evite tratamentos que chamamos de irreversíveis que promovam esta mudança tais como desgaste dentário, aparelhos ortodônticos/ortopédicos e reabilitação oral para tratar DTM. Veja bem, eu escrevi PARA TRATAR DTM! Ou seja, claro que se estiver indicado algum tratamento deste tipo para melhorar a eficiência da sua mastigação, a posição de seus dentes e a sua estética, este deve ser indicado e executado para estes fins… Será que fui clara o suficiente?

11. Então, se eu apresentar sinais e sintomas de bruxismo ou DTM, qual profissional devo procurar??

O profissional mais apto a diagnosticar e tratar não só a DTM como todas as dores orofaciais é o cirurgião-dentista, especialista em Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial. No site do Sociedade Brasileira de DTM e Dor Orofacial (SBDOF) há um link onde você pode buscar os nomes dos especialistas em sua cidade. Existem faculdades e centros de ensino que oferecem também atendimento especializado.

12. Eu tenho dor de cabeça e me disseram que seria por causa da minha DTM… E aí?

A dor de cabeça pode ser sim um sintoma associado à DTM, normalmente a DTM muscular. A dor caminha para a cabeça ou pode ser nas têmporas, onde se localiza o músculo temporal. Tem características que lembram uma dor em pressão ou aperto.

MAS ATENÇÃO!!!!

Dor de cabeça é um sintoma que pode estar ligado a diversas condições. Um exemplo, dor de cabeça após ingerir álcool. São as chamadas dores de cabeça secundárias e aqui se insere a dor de cabeça por DTM.

MAS DE NOVO…

As dores de cabeça mais comuns e freqüentes são as primárias, ou seja, onde a própria dor de cabeça é a doença. As mais conhecidas são a enxaqueca, a dor de cabeça do tipo tensional e as cefaleias em salvas.

Vamos tomar como exemplo a enxaqueca. Ela geralmente se apresenta como uma dor pulsátil, de forte intensidade, na metade da cabeça, associada a enjôos e até mesmo vômitos, com piora com a luz, barulho, cheiros… É aquela dor de cabeça que te faz ficar quietinho em um quarto escuro. Aqui a dor de cabeça é a própria doença. A causa é genética!

 

Fonte: Dra Juliana S. Barbosa – Blog: Por dentro da dor orofacial

 

 

Tratamento da DTM pode melhorar rendimento de remadores

(Desordem Temporomandibular) é um problema causado por excesso de pressão nas articulações ou músculos responsáveis pelo movimento de abre e fecha da boca. Quem sofre com ela, costuma apresentar dores em diversas partes do corpo (coluna, cabeça, pescoço e rosto, por exemplo) e acaba tendo sua qualidade de vida e sua efetividade afetadas. Com base nisso, a Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) resolveu fazer um estudo associando essas dores ao rendimento de atletas remadores. Os resultados foram muito favoráveis ao esporte como um todosaudebucalremadores

Essa modalidade esportiva é bastante peculiar, pois nela todo o corpo do atleta deve se mover, enquanto a cabeça deve permanecer fixa, pois do contrário o barco vira

Foto: Eduardo Abe / www.worldrowing.com. / Divulgação

A pesquisa analisou inicialmente 30 atletas remadores que estavam sofrendo com algum tipo de dor. Desses 30, 10 foram diagnosticados com DTM e assim, foram divididos em dois grupos de cinco.

Para um dos grupos foi indicado somente um exercício próprio para pessoas que sofrem com esse problema que é o de encostar a língua no céu da boca e abrir e fechá-la 15 vezes. Isso deveria ser feito três vezes ao dia.

Já o outro grupo teve que fazer o mesmo exercício, mas também usar um aparelho dentro da boca que preenche o espaço entre os dentes da maxila e da mandíbula. O objetivo dele é aliviar os efeitos da tensão e do estresse. Depois de três meses foi possível observar uma melhora significativa na dor do segundo grupo, que usou o dispositivo.

Por que remadores?
Segundo Eduardo Yujiro Abe, autor da pesquisa e Membro da Sociedade Brasileira de Dor Orofacial (SBDOF), a escolha desse grupo de estudo partiu da falta de material de análise sobre o assunto.

“Durante uma conversa sobre a relação entre a oclusão e a postura descobrimos que uma aluna remadora foi diagnosticada como portadora de DTM. Após um levantamento bibliográfico, obervamos que existia apenas um artigo europeu, em 2005,relatando este mal nesta modalidade esportiva, despertando nosso interesse, não só pela afinidade em trabalhar com atletas, como também pela necessidade da manutenção do equilíbrio durante cada movimento de remada”, diz o especialista.

Para ele, essa modalidade esportiva é bastante peculiar, pois nela todo o corpo do atleta deve se mover, enquanto a cabeça deve permanecer fixa, pois do contrário o barco vira. Ou seja, há muita tensão envolvendo a parte superior do corpo (inclusive na mandíbula e na maxila) e o equilíbrio é fundamental para esse tipo de atleta. “Sendo assim, além do esforço físico constante, o atleta deve ter atenção e foco total durante a prática, ou seja, com dor, o desempenho poderá ser afetado”, diz Eduardo.

Resultados
A redução da dor mostrou aos pesquisadores que o centro de gravidade dos voluntários melhoraram quando eles estavam em pé. Além disso, o organismo se reorganizou melhorando o equilíbrio.

“Quando o equilíbrio é estabelecido há menor gasto energético. Para o atleta, toda a economia de energia é importante para que ela seja utilizada no momento certo. Mas de modo geral, a redução da dor trouxe melhora na qualidade de vida diária desses atletas”, diz Eduardo.

Todos os esportes
Qualquer tipo de dor prejudica o organismo como um todo e nos priva em partes de nossas atividades diárias podendo causar até, em alguns casos, repouso forçado. Para o atleta, esse período de redução do treinamento ou pausa pode gerar estresse psicológico.

“Os dispositivos usados na pesquisa (placa oclusal estabilizadora), tem como objetivo fornecer estabilidade articular e relaxamento muscular. Sendo assim, grande parte das modalidades esportivas podem se beneficiar com eles, mas é importante ressaltar a importância do correto diagnóstico com um especialista. Os dispositivos devem, não só ser prescrito e confeccionado pelo dentista, mas também adaptados ao seu dia-a-dia e à modalidade. Por exemplo: o boxeador, o karateca ou o jogador de rúgbi podem obter excelentes resultados em sua performance com um protetor bucal”, diz Eduardo.

 Fonte: Agência Beta

ATM

O Que É ATM?

O que é ATM?É a articulação temporomandibular, uma articulação que liga o maxilar ao crânio. A DATM é a disfunção da articulação temporo mandibular que pode, por exemplo, não estar funcionando adequadamente. Essa articulação é uma das mais complexas do corpo humano, responsável por mover a mandíbula para frente, para trás e para os lados. Qualquer problema que impeça a função ou o adequado funcionamento deste complexo sistema de músculos, de ligamentos, de discos e de ossos é chamado de D-ATM. Geralmente, a D-ATM dá a sensação ao indivíduo acometido de que sua mandíbula está saltando para fora, fazendo um estalo e até travando por um instante. A causa exata desta disfunção, em geral, é impossível de ser identificada.

Quais os sintomas da D-ATM?

Disfunções de ATM apresentam muitos sinais e sintomas. É difícil saber com certeza se você tem D-ATM, porque um destes sintomas ou todos eles podem também estar presentes em outros problemas. Seu dentista poderá ajudá-lo a fazer um diagnóstico preciso, através de uma história médica e dentária completa, um exame clínico e de radiografias adequadas.

Alguns dos sintomas mais comuns de D-ATM são:

  • Dores de cabeça (freqüentemente parecidas com enxaquecas), dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos;
  • Um “clique” ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca;
  • Dor ao bocejar, ao abrir muito a boca ou ao mastigar;
  • Mandíbulas que “ficam presas”, travam ou saem do lugar;
  • Flacidez dos músculos da mandíbula;
  • Uma brusca mudança no modo em que os dentes superiores e inferiores se encaixam.

Como tratar a D-ATM?

Embora não exista uma cura para a D-ATM, existem diversos tratamentos que você pode seguir para diminuir consideravelmente os sintomas. Seu dentista pode recomendar um ou mais dos seguintes tratamentos:

  • Tentar eliminar a dor e o espasmo muscular através da aplicação de calor úmido ou através de medicamentos como relaxante muscular, aspirina ou outros analgésicos comuns, ou ainda antiinflamatórios;
  • Reduzir os efeitos prejudiciais de travamento ou rangido, por meio de um aparelho, algumas vezes chamado de placa de mordida ou “splint”. Este aparelho, feito sob medida para sua boca, se encaixa nos dentes superiores e ao deslizar sobre os dentes inferiores impede estes dentes inferiores de ranger contra os dentes superiores;
  • Aprender técnicas de relaxamento para ajudar a controlar a tensão muscular na mandíbula. Seu dentista pode sugerir que você procure condicionamento e aconselhamento para ajudar a evitar o estresse;
  • Quando partes da mandíbula são afetadas e os tratamentos não surtiram efeito, uma cirurgia na articulação poderá ser recomendada.
D-ATM ocorre quando a complexa articulação que movimenta sua mandíbula não funciona bem.
D-ATM ocorre quando a complexa articulação que movimenta sua mandíbula não funciona bem.

Fonte :Colgate

Você sabe para que serve a acupuntura?

AcupunturaEla é uma especialidade médica com seus resultados comprovados cientificamente, que ganhou na última década importante espaço no tratamento principal e coadjuvante de diversas doenças.

Através da agulha de acupuntura na pele, terminações nervosas periféricas são estimuladas liberando neurotransmissores que agem localmente e a distância, estimulando o sistema nervoso central, que desencadeia uma série de reações neuroquímicas, que terão como resposta a produção de inúmeras substâncias fundamentais para o equilíbrio do corpo, tais como, serotonina, noradrenalina, dopamina, beta endorfina e cortisol.

Segundo o médico acupunturista Dr. José Eduardo Bueno (CRM – 101.712), o tratamento através da acupuntura apresenta excelentes resultados em um variado número de disfunções que acometem a saúde da mulher.

Pode-se destacar: tensão pré-menstrual, sintomas da menopausa, enxaqueca, infertilidade, cistites de repetição, corrimentos de difícil tratamento, depressão e ansiedade.

Vantagens para a gestação

A acupuntura cada vez mais é utilizada no tratamento coadjuvante durante toda a gestação, tratando principalmente:

•  Náuseas e vômitos, muito frequentes no primeiro trimestre;

•  Dores na coluna vertebral

•  Dores musculares;

•   Insônia;

•   Alterações do humor;

•   Cansaço.

Acupuntura na área odontológica

Os primeiros estudos na área odontológica surgiram em 1974, na França, com o Dr. Michel Bresset. A Acupuntura apresentou resultados positivos no tratamento de desordem temporomandibular (DTM), xerostomia, bruxismo e na diminuição de consumo de medicamentos pelos efeitos analgésicos e antiinflamatórios.
Aplicações na odontologia:

No pré-atendimento
Pode ser de grande valia a indicação da acupuntura para o paciente ansioso, estressado e com fobia ao tratamento odontológico, assim como para pacientes hipertensos e portadores de doenças sistêmicas, possibilitando um atendimento menos traumático. Nos casos de cirurgia, esse condicionamento prévio pode resultar numa melhor condição de hemostasia e num pós-peratório mais tranqüilo.

Durante o atendimento odontológico
A analgesia tem sido descrita como uma aplicação das mais utilizadas, tanto em procedimentos de Dentística, Endodontia, Periodontia e em Cirurgia, sendo um procedimento menos traumático que a anestesia convencional.

Como tratamento de suporte
A Acupuntura pode ser coadjuvante no tratamento da disfunção da ATM (articulação têmporo-mandibular), do trismo, bruxismo, além de outras sintomatologias mastigatórias miofasciais. É de grande valia a efetividade no controle da dor nesses casos.

No pós-operatório
O controle da dor no período pós-cirúrgico possibilita ao paciente um certo grau de conforto, além de um menor consumo de medicamentos. Pacientes que passaram por radioterapia na região de cabeça e pescoço também podem se beneficiar com o uso da Acupuntura.
Como pode ser observado, existem várias indicações odontológicas para o uso da Acupuntura, que vão sendo aos poucos incorporadas à prática clínica, de acordo com a sua comprovação científica.


Referência: odontologika.

Compreendendo o estresse e seu efeito sobre a saúde bucal

Transtorno pode causa aftas,Problemas de ATM e até gengivites

Nestes tempos de dificuldades econômicas, em que a taxa de desemprego está em seu ponto mais crítico desde a Grande Depressão de 1929, muitos americanos estão sob estresse devido à ansiedade e a problemas de ordem financeira. Não tratado, o estresse pode afetar a mente e o corpo, inclusive a saúde bucal.

 

O estresse é definido como uma resposta fisiológica do corpo a situações ou problemas que podem afetar negativamente a atitude ou o organismo de uma pessoa. O estresse é dividido em quatro categorias: eustresse, distresse, hipoestresse e hiperestresse.

  • O eustresse é uma forma de estresse positivo. É um estresse motivador e permite que a pessoa conclua seu projeto ou trabalho.
  • O distresse é um estresse negativo que afeta as pessoas através do medo, frustração e, por vezes, raiva.
  • O hipostresse ocorre quando alguém não está sob estresse positivo e pode dar origem a mais problemas, produzindo tédio e desespero.
  • O hiperstresse é o resultado do estresse quando alguém esforça-se em demasia para cumprir prazos.

Quando o estresse ocorre, mais pessoas são afetadas por hábitos pouco saudáveis ou negativos que podem influenciar sua saúde bucal, tais como o uso do tabaco e ou álcool, como afirmou o cirurgião-dentista Dr. David Cochran, PhD, Presidente da Academia Americana de Periodontologia e professor titular do Departamento de Periodontologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em San Antonio. Os fatores de risco ? tabaco e álcool ? podem influenciar o desenvolvimento das doenças periodontais.

 

Um estudo publicado no Journal of Periodontology em 2007 mostrou que o estresse interfere na higiene bucal. Cinquenta e seis por cento dos participantes do estudo afirmaram que o estresse havia afetado sua capacidade de escovar os dentes e usar fio dental. Além disso, o hormônio cortisol, que está presente no estresse, acumula-se em níveis crescentes e pode levar à doença periodontal.

O estresse pode afetar a saúde das pessoas, causando os seguintes problemas bucais:

  • Surgimento de aftas – Aftas são pequenas feridas na boca causadas por vírus, bactéria e deficiência do sistema imunológico.
  • ATM/Bruxismo – As pessoas sob estresse podem ter problemas que afetam a articulação temporomandibular, assim como o ranger e apertar os dentes durante o dia ou quando dormem.
  • Boca seca – O estresse pode afetar o nível de salivação. Certos medicamentos podem ter influência sobre o fluxo salivar.
  • Gengivite – Vários estudos mostram que o estresse pode afetar a capacidade de a pessoa realizar uma boa higiene bucal.

Estes são alguns dos problemas que podem ocorrer quando o estresse está presente. Consulte seu dentista, se estiver passando por qualquer um deles. Tente aliviar o estresse ingerindo uma dieta nutritiva, dormindo o número de horas necessário à noite e exercitando-se para reduzir a ansiedade e a tensão decorrentes do estresse.

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