Arquivo da categoria: Curiosidades

MEU FILHO CHUPA O DEDO.E AGORA?

Tira a mão daí!

Minha filha tem 3 anos e chupa o dedo o tempo todo, desde que nasceu. Isso já interferiu nos dentes e na fala. O que eu faço?

Por Cláudia Rezende, mãe de Clara, 3 anos – atualizada em 

Essa é a clara (Foto: Arquivo pessoal)
Apoio profissional

Apesar de trazer conforto e acalmar, a mania de chupar o dedo tem consequências negativas. Por experiência própria, nunca quis isso para minha filha. Prometemos presentes, demos remédios, mas nada adiantou. Até que fomos a uma odontopediatra que conversou com ela e explicou como isso poderia prejudicá-la. Dali em diante, ela decidiu por conta própria que iria parar. Deu certo!
Bruna Fadelli, mãe de Bárbara, 7 anos

Ajuda extra

Minha filha tinha esse costume à noite. Então, demos a ela uma boneca e falamos que ela iria “protegê-la”. Ela se sentiu mais segura assim. Fica a dica!
Katiuscia Faustini, mãe de Letícia, 9 anos, e Izadora, 4

Insistência

Depois de várias tentativas, resolvemos na base da conversa. Quando ela estava com o dedo na boca, pedíamos a ela que o tirasse dali. Não teve segredo. Aos poucos, ela foi deixando esse hábito e hoje não temos mais problemas.
Daniela Marques, mãe de Pietra, 6 anos

Acordo                                                                                                                                        Fiz uma proposta ao meu filho: se ficasse alguns dias sem chupar o dedo, poderia escolher um brinquedo. Não foi fácil, mas, ao final, ele conseguiu o presente e nunca mais colocou o dedo na boca.

Joyce Galhardo, mãe de Heitor, 9 anos

Palavra de especialista

Paciência e diálogo
Não há nada de errado em chupar o dedo, desde que não se torne um hábito. Os bebês começam a sugar a língua e os dedos ainda no útero da mãe, quando se preparam instintivamente para a amamentação. Nos primeiros meses de vida, é por meio da boca e da sucção que os pequenos se alimentam e se sentem seguros. O problema aparece quando o reflexo se estende além do primeiro ano. No entanto, quando a criança começa a comer alimentos sólidos e a brincar mais, a tendência é que ela pare de chupar o dedo naturalmente. Caso isso não aconteça, fique de olho se o comportamento não está afetando o dia a dia dela. Algumas podem apresentar problemas na socialização, na fala e na estrutura da face por causa dessa mania. Nesses casos, o ideal é buscar ajuda especializada de um pediatra, psicólogo, odontopediatra ou fonoaudiólogo. Vale lembrar que a amamentação é a melhor forma de evitar o problema: além de satisfazer o instinto de sugar, a criança não precisa recorrer a chupetas e bicos artificiais. Para acabar com o hábito de modo tranquilo, incentive brincadeiras com o uso das mãos (de bater palminhas a blocos de montar). Distraídas, as crianças “esquecem” dos dedos. E não adianta ter pressa e usar métodos agressivos. Só com paciência e conversa seu filho vai entender e deixar de lado o costume.
Melina Amarins, psicóloga e psicopedagoga do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), e Helenice Biancalana, presidente da Associação Paulista de Odontopediatria

Revista Crescer

Estudo sugere ter identificado genes para barrar a progressão do câncer de tireoide

Pesquisa mostrou que a expressão de um conjunto de 52 microRNAs diminui à medida que a doença se torna mais agressiva

O câncer de tireoide é uma doença com bons índices de cura na maioria dos casos. Em 5% dos pacientes, porém, o tumor torna-se refratário aos tratamentos disponíveis e capaz de se disseminar pelo corpo e causar a morte.

Em um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores descobriram que, à medida que o tumor se torna mais agressivo, ocorre queda na expressão de 52 microRNAs – pequenas moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas desempenham função regulatória em diversos processos celulares.

A investigação foi realizada durante o pós-doutorado de Murilo Vieira Geraldo, com apoio da FAPESP e supervisão da professora do ICB, Edna Teruko Kimura. Os resultados foram divulgados em artigo publicado na revista Oncotarget.

“Os dados obtidos até agora sugerem que esses microRNAs podem ser explorados como supressores tumorais. A ideia seria restaurar o nível dessas moléculas no tumor e verificar se, desse modo, conseguimos impedir a progressão da doença”, disse Geraldo, que atualmente é professor do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Como contou o pesquisador, a maior parte dos experimentos de seu pós-doutorado foi feita em um modelo de camundongo geneticamente modificado. Nesse animal, o gene BRAF encontra-se mutado somente na tireoide. A alteração é similar à encontrada frequentemente em pacientes com tumores na tireoide ou com melanoma. “Quando essa mutação está presente, o câncer costuma ser mais agressivo. No caso dos camundongos, com apenas cinco semanas de vida eles já apresentam um tumor grande, com arquitetura tecidual característica de um carcinoma papilífero de tireoide. Esse modelo mimetiza o que acontece com esses 5% dos pacientes que morrem em decorrência da progressão da doença”, contou Geraldo.

O primeiro passo foi avaliar, à medida que a doença progredia nos camundongos, como se modificava a expressão dos microRNAs de uma maneira geral. Os cientistas então identificaram um grupo de moléculas com comportamento muito similar: altamente expressas nos animais mais jovens, com tumores menos agressivos, e reduzidas nos casos mais avançados.

Os cientistas então investigaram em qual região do genoma esses microRNAs eram codificados e descobriram que se trata de um local conhecido como braço longo do cromossomo 14 (banda cromossômica 14q32). “Coincidentemente, em 2015, foi publicado um artigo revelando a existência de uma condição rara conhecida como Temple syndrome, caracterizada justamente pela perda parcial ou total dessa região do genoma. O estudo mostrava que os portadores dessa síndrome tinham risco aumentado de câncer da tireoide. Isso reforçou nossa suspeita de que há nessa região do genoma algo importante para o funcionamento da tireoide”, explicou o pesquisador.

O passo seguinte foi avaliar como estava a expressão desses microRNAs em pacientes com tumores tireoidianos. Foram analisados, por meio de ferramentas de bioinformática, bancos públicos que armazenam dados genômicos de portadores da doença, como o The Cancer Genome Atlas (TCGA). Essa parte do projeto contou com a colaboração do professor Helder Nakaya, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Dados de 500 pacientes coletados na internet confirmaram que a expressão desses microRNAs está reduzida também em tumores humanos. “Quando olhamos para os alvos desses microRNAs, as moléculas de RNA com as quais eles interagem, percebemos que muitos deles regulam processos importantes para a progressão do câncer e a disseminação metastática, como migração e adesão celular”, comentou Geraldo.

Validação

De modo quase aleatório, o grupo do ICB selecionou um dos 52 microRNAs identificados no modelo animal – o miR-654 – para validar sua função em testes in vitro, feitos com linhagens de células tumorais tireoidianas humanas.

Os testes in vitro confirmaram que, quando a expressão do miR-654 – que estava baixa na linhagem tumoral – é restaurada a níveis equivalentes aos de uma condição sadia, as células passam a se proliferar menos, tornam-se menos capazes de migrar e morrem mais.

Em um novo projeto, que ainda está começando na Unicamp, Geraldo pretende identificar quais dos 52 microRNAs são mais interessantes para serem estudados mais detalhadamente e testados como alvos para terapia. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de tireoide é o mais comum na região da cabeça e pescoço, sendo três vezes mais frequente no sexo feminino. Dados do banco público SurveillanceEpidemiology and End Results (SEER) e do National Cancer Institute (Estados Unidos), revelam que a incidência da doença triplicou nos últimos 35 anos. O carcinoma papilífero é o subtipo de tumor tireoidiano mais comum, representando entre 75% e 80% dos casos.

Fonte e foto: Jornal da USP

BEBÊS NÃO DEVEM TOMAR SUCO DE FRUTAS ANTES DE 1 ANO

 

Academia Americana de Pediatria publicou em 2017 novas diretrizes em relação ao consumo de sucos por crianças que ainda não completaram um ano de vida.

Segundo a entidade, sucos de frutas in natura e industrializados não oferecem benefícios nutricionais para os bebês e devem ser evitados, por conta do alto índice de açúcar e calorias vazias que colaboram para aumentar as taxas de obesidade e problemas dentários.

A fruta em forma de suco acaba perdendo as fibras e alguns nutrientes no processo de preparo, o que, entre outros problemas, causa menos saciedade ao bebê. O leite materno ainda é o alimento mais recomendado para este período. A entrada de frutas in natura deve ser estimulada somente após os sexto mês de vida.

A ingestão dos sucos deve ocorrer de maneira gradual e limitada, e não deve ultrapassar os 120 ml diários para crianças de 1 a 3 anos de idade, 175 ml para crianças de 4 a 6 anos e a 250 ml para a faixa de 7 aos 18 anos, sempre dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.


Fonte :Drauzio Varela

Sorrisos das famosas: antes e depois de Grazi, Juliana Paes, Flávia Alessandra e mais

Há alguns anos, cuidar dos dentes não era prioridade para muita gente e também não havia tantos recursos. Com o avanço das tecnologias e descobertas da odontologia, as pessoas têm investido cada vez mais em um novo sorriso.

Além do clareamento, dentre as técnicas mais populares para deixar os dentes mais harmoniosos está a aplicação de lente de contato dental, que alinha, ajusta o formato e o tamanho dos dentes e ainda preenche os espaços entre eles.

Uma estimativa da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética aponta que, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 300% na procura por este procedimento.

E temos provas de que um belo sorriso faz toda a diferença! Veja fotos do antes e depois dos sorrisos das famosas que deram uma repaginada nos dentes:

Antes e depois dos sorrisos das famosas

Sorriso de Flávia Alessandra

O sorriso atual de Flávia Alessandra merece aplausos. A atriz foi eleita pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética a dona do melhor sorriso de 2015. Este prêmio não foi conquistado de uma hora para a outra. Flávia faz um acompanhamento odontológico rigoroso há 12 anos. Na foto da esquerda, em 2002, seus dentes eram desalinhados e amarelados. Já em 2016, na foto à direita, ela exibe um sorrisão bem branquinho, alinhado e em um formato mais quadradinho.

Sorriso de Alessandra Ambrósio

Na foto à esquerda, em 2004, os dentes de Alessandra Ambrósio possuíam um aspecto infantil, eram pequenos, tortinhos e ainda havia uma pequena abertura entre os dentes incisivos centrais. Mas 13 anos depois o sorriso da modelo é outro! Apesar dos dentes debaixo ainda não estarem alinhados, os de cima estão bem certinhos, maiores e mais claros, até a falha entre os dentes desapareceu.

Sorriso de Juliana Paes

Os dentes de Juliana Paes têm chamado a atenção dos telespectadores, completamente alinhados e branquinhos. Em 2016, Juliana desbancou Flávia Alessandra e conquistou o prêmio de “Sorriso do Ano” pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética.

Sorriso de Cleo Pires

Apesar de serem alinhados, em 2005, na foto à esquerda, os dentes de Cleo Pires possuíam desníveis e tamanhos diferentes, dando a ilusão de que eram tortinhos. Atualmente a atriz exibe um sorrisão perfeito, pois além de estarem ainda mais branquinhos, todos os dentes seguem um padrão de formato e tamanho.

Sorriso de Grazi Massafera

Os dentes de Grazi Massafera passaram por grandes mudanças desde a sua participação no BBB, em 2005. Apesar de alinhado, a atriz possuía um sorriso tímido, com dentes pequenos e amareladinhos. Há quem diga que Grazi exagerou na transformação, mas agora ela exibe um sorriso largo, seus dentes estão muito maiores, retangulares, brancos e até a sua gengiva, atualmente muito mais visível, passou por mudanças.

Sorriso de Vanessa Giácomo

Em 2004, aos 21 anos, Vanessa Giácomo exibia dentes muito infantis, pequenininhos, levemente desalinhados e bem amarelados. Entretanto, a atriz investiu fortemente, e agora, é dona de um sorrisão bem branquinho, com dentes um pouco maiores e superalinhados.

Sorriso de Taís Araújo

Taís Araújo sempre teve dentes uniformes, grandes e alinhados, em 1997, ela recebeu o prêmio de “Sorriso do Ano” pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, mas nem por isso deixou de cuidar deles. Os dentes da atriz ainda tinham um tom amarelado, assim, ela investiu em um clareamento, e hoje, os exibe em um sorriso largo bem cativante.

Sorriso de Regina Duarte

Regina Duarte mudou completamente o aspecto de seu sorriso. Na imagem à esquerda, em 2002, ela exibia dentes desalinhados, com restaurações aparentes e muito amarelados. Após investir em laminados de porcelana, atualmente a atriz tem um sorriso de cinema! Completamente alinhado e bem clarinho.

Sorriso de Gloria Pires

O que mais chama a atenção no sorriso de Gloria Pires, na foto à esquerda em 2005, é o seu sorriso gengival. Ela foi uma das primeiras artistas a passar pelo procedimento para reduzir a gengiva. Hoje a atriz possui os dentes bem branquinhos e um pouco maiores.

Sorriso de Paolla Oliveira

Os dentes de Paolla Oliveira não sofreram muitas mudanças, eles que em 2004 eram levemente desalinhados, passaram por um alinhamento e clareamento. Entretanto, a atriz possui um probleminha em seu sorriso que passa despercebido por muita gente, ela possui mordida cruzada, uma questão óssea que pode acarretar dores e problemas na mastigação.

 

Dispositivo em desenvolvimento no Brasil detecta 416 vírus diferentes

Teste identifica dengue, zika, chikungunya, febre amarela e outras doenças

Criado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, um novo aparelho permite rastrear e encontrar mais de quatro centenas de vírus típicos das regiões tropicais do planeta a partir de uma amostra de sangue. “Os métodos disponíveis hoje procuram por apenas um único agente infeccioso ou um número limitado deles”, explica o bioquímico Victor Hugo Aquino, idealizador da tecnologia.

Assim, se o causador de determinada doença for desconhecido, é necessário recorrer a vários testes até descobrir qual deles está por trás dos sintomas. A ideia é que o dispositivo, ainda em desenvolvimento, seja utilizado em grandes laboratórios de referência, como o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para monitorar os casos de enfermidades e evitar que epidemias se espalhem pelo país.

Fonte: Saúde – Abril

Estudo mostra que resistência à anestesia local é comum

Resistência à anestesia local pode ser comum e também ter causas genéticas

De acordo com uma pesquisa feita por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, casos de resistência à anestesia local podem ser mais comuns do que imaginado, e podem também ter causas genéticas.

De acordo com uma matéria publicada no portal BBC, que conta esta história detalhadamente, tudo começou quando o anestesista Steven Clendenen, de Jacksonville (Flórida), deparou-se com uma paciente que resistiu aos efeitos da anestesia ao ser preparada para uma operação. Instigado pela situação, decidiu investigar o problema e descobriu várias histórias na literatura médica relatando estranhos casos de pacientes que diziam que a anestesia local não lhes fazia efeito.

Você já ouviu de algum paciente que “anestesia não funciona comigo”? A grande maioria dos médicos e Cirurgiões-Dentistas, quando escutam esta afirmação de um paciente, mantém-se céticos e, muitas vezes, prosseguem com o procedimento.

Isso foi o que relatou Jenny Morrison, uma enfermeira que também tem o problema. Ela acredita que a mudança real da percepção dos médicos e Cirurgiões-Dentistas só virá quando uma grande pesquisa confirmar a existência do fenômeno em uma quantidade considerável de pacientes. Porque, mesmo com as pesquisas existentes, o comportamento padrão ainda é de ceticismo com o problema.

Porque a resistência acontece?

De acordo com uma pesquisa feita pelo cientista Alan Hakim e seus colegas no University College Hospital de Londres, que investigam casos de resistência em pessoas com a Síndrome de Ehlers-Danlos, uma hipótese é que o tecido desses pacientes é um pouco diferente das pessoas que não têm a síndrome, e isso poderia afetar a absorção das substâncias anestésicas.

Porém, Lori Lemon, a paciente de Clendenen, não possui a síndrome, o que levou o anestesista a tentar descobrir se podem existir outras razões para a resistência dela aos anestésicos.

Assim, os pesquisadores de Yale buscaram na genética uma resposta para o caso de Lemon, e descobriram que a resistência à anestesia estava presente também em outros membros da família da paciente.

Depois de analisarem o DNA dos familiares, descobriram que aqueles que apresentavam a resistência tinham uma mesma mutação em um gene específico, enquanto os que tinham comportamento normal à anestesia não tinham. No entanto, mesmo com os resultados, pesquisas ainda são necessárias para estudar melhor os mecanismos dessa mutação genética e confirmar as hipóteses das pesquisas.

Fonte: Dental Press

APCD

Homens das cavernas usavam aspirina para dor de dente. Medicamento já era utilizado por Neandertais há quase 50.000 anos

História da humanidade? A resposta é simples: ele tomava aspirina! – ou algo muito parecido com isso.

Cientistas fizeram a descoberta enquanto analisavam a mandíbula fossilizada de um jovem Neandertal. O fóssil tinha sinais de danos causados por abscessos e resquícios de que o homem havia ingerido um fungo antibiótico chamado Penicillium e mastigado pedaços de folha de álamo que continham ácido salicílico, o principal ingrediente da aspirina que conhecemos hoje em dia.

Ao que tudo indica, os “homens das cavernas” possuíam muito conhecimento sobre plantas medicinais e se automedicavam com ervas anti-inflamatórias e analgésicas.
Ao que tudo indica, os “homens das cavernas” possuíam muito conhecimento sobre plantas medicinais e se automedicavam com ervas anti-inflamatórias e analgésicas.

Foto: Procy / Shuttestock

Parece que nossos antigos ancestrais eram mais inteligentes do que pensávamos.

FF

 

Um chocolate para cada páscoa

Está em dúvida de qual será o seu chocolate para a data? Confira a explicação da nossa equipe de Nutrição

A páscoa chegou! Essa época do ano é recheada de barras e ovos de chocolate, gerando muitas dúvidas sobre os prós e contras dessa guloseima.

Conversamos com nossa equipe de Nutrição que explicou as principais dúvidas sobre o tema. Confira!​

Qual a diferença entre os tipos de chocolate?

A cada páscoa encontramos mais tipos de ovos nos mercados e lojas. Os chocolates amargos e diet estão ganhando espaço e já fazem parte das opções de presente para a data. Mas você sabe a diferença entre cada tipo? Confira abaixo e saiba quais os ingredientes e quantidades específicos de cada um:

  • Chocolate ao leite: leva na sua fabricação leite em pó ou leite condensado. Neste tipo os teores de cacau estão entre 30 e 40%.
  • Chocolate amargo: feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite. É chamado de “chocolate puro”, pois além do cacau vai somente açúcar. Há variações extra amargo (75 a 85% de cacau), amargo (50 a 75%) e meio amargo (35 a 50%). É caracterizado pela cor mais escura e paladar amargo.
  • Chocolate branco: Apesar de ser chamado de chocolate, não possui cacau em seus ingredientes, somente a manteiga de cacau. Entre os outros ingredientes estão o leite, açúcar e lecitina. Foi criado apenas no século XX. É o mais tipo mais doce e de textura bem cremosa.
  • Chocolate diet: é o principal indicado para os diabéticos ou aqueles com restrição de calorias. É composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó, sorbitol e sacarina (substituição do açúcar) e vanilina. Não pode ser misturado com óleos e gorduras.

Mas do que é feito o chocolate?

O chocolate puro é feito dos grãos de cacau e açúcar. A sua composição varia de acordo com a porcentagem de outros ingredientes adicionais, como sólidos do leite e tipos de gorduras vegetais. Os principais ingredientes adicionais são os açúcares, manteiga de cacau, leite em pó, leite condensado, cacau em pó, sor​bitol, lecitina de soja, aromatizantes e edulcorantes.

O cacau é o principal ingrediente do chocolate contribuindo para a textura, cor e sabor. Outra ação do cacau é a redução de atividade de água, o que aumenta o tempo de duração do alimento. O tipo de cacau define e diferencia cada tipo e chocolate. Os açúcares utilizados são: a sacarose, xarope de glicose e o açúcar invertido que, são responsáveis pelo sabor doce além de serem agente de corpo dos produtos.

As gorduras que são adicionadas ao chocolate incluem a manteiga de cacau, a gordura do leite e a gordura vegetal. Outros ingredientes essenciais na fabricação são a lecitina de soja, que atua como emul​sificante e est​abilizante e a baunilha, também substituída pela vanilina artificial, como aromatizante.

O chocolate é gorduroso?

O chocolate possui alto teor calórico, devido seu elevado teor de gordura. A versão ao leite possui aproximadamente 500 kcal por 100 g e 30% de gordura na versão convencional. O meio amargo 400 calorias e 30% de gordura, já o branco, 500 calorias e 32% de gordura. Além disso, é rico em manganês, potássio e magnésio, e algumas vitaminas do complexo B. O conteúdo da gordura do chocolate é principalmente de origem vegetal.

Os benefícios

O chocolate possui fl​avonoides, um composto químico com propriedades antioxidantes, também encontrados no vinho, chás e alguns vegetais e frutas. Essas propriedades podem promover a saúde cardiovascular como resultado direto do efeito antioxidante sobre os mecanismos antitrombóticos, reduzindo inclusive o colesterol LDL sanguíneo e diminuindo a resposta inflamatória.

Estudos recentes também observaram outro benefício. A diminuição na pres​são arterial com o consumo até 3 vezes por semana de chocolate do tipo amargo e, além disso, diminuição da tendência à agregação plaquetária. Aproveite seu chocolate durante a páscoa com moderação! Feliz páscoa!

Fontes: Camila Ventura Meneghelli
Carolina Daher Rolfo
Mariana Nicastro
 Hospital Albert Einstein

Cientistas descobrem um sexto sabor. Conheça o Starch!

Classificado como gosto de amido, esse novo sabor vem se juntar ao doce, salgado, amargo, azedo e umami

Responda rápido: quantos sabores nós conseguimos sentir na boca? Acertou quem respondeu seis! São eles: o doce, o salgado, o azedo, o amargo, o umami e agora o starch. A descoberta é fruto de uma pesquisa da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Mas afinal, que sabor é esse?

De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz
De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz


Foto: Valentyn Volkov / Shutterstock
De forma bem geral podemos dizer que esse seria o sabor dos carboidratos, pois os cientistas definem starch como o gosto do amido. Teriam esse gosto os pães, a batata, a aveia, as massas e o arroz.

A explicação para ele não ter sido “descoberto” antes é que ao ser quebrado dentro da boca pela saliva, o amido se torna meio doce, confundindo o paladar.

“Uma vez que a saliva tem um componente chamado alfa amilase salivar, responsável pela quebra do amido em açúcar, que torna o alimento rico em amido levemente adocicado, esse sabor acabava por se perder durante o processo de digestão”, diz Marignês Theotônio Dutra, cirurgiã-dentista especialista em Gestão na Saúde e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

A pesquisa
Exatamente por isso, por anos, os cientistas ignoraram ser possível isolar esse sabor. Até a pesquisa da Universidade de Oregon. Para provar essa teoria, os cientistas de lá dissolverem vários níveis de carboidratos em uma solução líquida e a ofereceram à voluntários para que eles avaliassem o sabor que sentiam.

Eles também deram aos participantes uma substância para bloquear os receptores do açúcar e da amilase, evitando assim que eles fizessem algum tipo de confusão na hora do teste. E deu certo, mesmo com o sabor doce bloqueado, os voluntários conseguiram definir o que sentiam.

“Alguns definiram como gosto de amido, os asiáticos associaram o sabor ao arroz, enquanto os caucasianos definiram como sabor de massa ou pão”, diz a especialista.

E não pense você que os cientistas pretendem parar por aí. Há vários outros sabores sendo estudados, como o gosto de cálcio, o sabor metálico do sangue e o kokumi (associado à comidas gordurosas).

Umami, o sabor delicioso
Mas como essa matéria é sobre sabores, não podemos deixar de falar de um outro que já é conhecido há algum tempo, o umami, afinal, ele se destaca por ter uma definição um tanto quanto curiosa. Umami é uma palavra de origem japonesa que significa “gosto saboroso e agradável” e que produz na língua uma sensação aveludada. Falando mais uma vez de forma geral, o umami é definido como sabor delicioso. Mas quais alimentos seriam esses uma vez que “delicioso” é meio relativo?

“Pesquisadores afirmam que o primeiro encontro de uma pessoa com umami é geralmente pelo leite materno, mas muitos alimentos consumidos diariamente têm essa sensação de sabor, como por exemplo, alimentos ricos em glutamato monossódico como tomates e cogumelos, carnes em geral (incluindo frutos do mar), ovo, queijos fortes, shoyu, alga kombu, nozes, aspargo, cenoura, ervilha, milho, cebola, entre outros”, diz Marignês.

Tudo culpa da saliva!
E se nós podemos sentir tudo isso que foi descrito acima, nós temos que reconhecer os méritos da saliva. “É indiscutível que a saliva tem um papel preponderante na atividade gustativa, pois ela tem uma grande capacidade de solvente, além de transportar moléculas palatáveis até os receptores contidos nos botões gustativos”, diz a especialista.

Para Marignês, o mais importante é entender que a saliva além de participar da percepção do paladar e da digestão exerce inúmeras funções como manter o pH da cavidade bucal, formar o bolo alimentar, manter a boca hidratada e lubrificada facilitando a deglutição.

“Sua qualidade e quantidade de forma equilibrada dependem muito da nossa rotina de alimentação, ingestão de água e do equilíbrio dos níveis de stress, pois, nossas emoções podem comprometer muito a produção salivar. Quem nunca ouviu a expressão espumando de raiva (saliva desidratada) ou sensação de amargura (boca amarga por tristeza)?”, brinca a dentista.

Agência Beta

 

Museu de Arte Moderna de NY usa saliva para limpar obras

Por conta da sua composição aquosa e cheia de sais minerais, a saliva é considerada uma boa substância para essa função

Sabemos que a saliva tem várias funções como a de promover a auto-limpeza bucal, proteger nossos dentes da cárie, manter a boca sempre hidrata entre outros. Mas recentemente, foi revelado que ela é usada para outra coisa, digamos um tanto quanto inusitada: limpar obras de artes no Museu de Arte Moderna de Nova York.


A obra “A noite estrelada”, de Vincent Van Gogh, é uma das obras que estão no Museu de Arte Moderna de Nova York e que é limpa com a saliva dos funcionários
Foto: Divulgação
Pelo menos foi isso que revelou o áudio guia sobre a manutenção do museu americano. Segundo ele, a limpeza de quadros e outras peças é feita basicamente com um cotonete e um pouco de saliva de algum dos funcionários do museu que são responsáveis pela conservação e a limpeza das obras. Eles costumam passar um úmido com o fluído e depois outro seco para retirar de vez o pó do objeto.

A grande desvantagem desse método é que ele é bem demorado, afinal, não dá para ficar horas usando a própria saliva para limpar obras que às vezes são imensas.

Para Cristiane Tavares, cirurgiã-dentista e membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a explicação está na composição da saliva. “Ela é um liquido claro, viscoso e alcalino que contém em sua composição 99% de água, substâncias orgânicas e sais minerais”, diz a especialista.

Nem sempre serve!
Mas não pense você que qualquer saliva serve para esse trabalho. Segundo os funcionários do museu, dependendo do que a pessoa comeu ou ingeriu, a saliva pode não ser suficiente ou não ser a mais indicada para realizar esse tipo de trabalho.

“Durante a mastigação as glândulas salivares são estimuladas a produzirem saliva. No entanto, se a dieta alimentar da pessoa for muito pastosa, essas glândulas poderão deixar de funcionar adequadamente por falta de estímulo”, diz a especialista.

Uma alimentação muito ácida também poderia deixar o ambiente bucal, e consequentemente a saliva, igualmente ácidas, tornando ela uma substância perigosa para ser usada na superfície sensível de quadros que têm mais de 100 anos.

A dentista ainda destaca que hábitos como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool também diminuem bastante o fluxo salivar, assim como a ingestão de alguns medicamentos como aqueles específicos para hipertensão e depressão. “É importante ressaltar que o consumo ideal de água é fundamental para que a saliva seja formada em quantidade ideal”, diz Cristiane.

Serve para limpar tudo?
Bem, se a saliva realmente serve para limpar obras de arte (e é bem eficiente para isso), é normal pensarmos que ela serve para limpar qualquer coisa, como os móveis de nossas casas, certo? Segundo e dentista, errado. “A saliva muitas vezes serve como meio de transporte de bactérias e vírus expelidos pelas vias respiratórias e normalmente as pessoas tem contato físico com móveis, diferente de obras de arte”, diz Cristiane.

Agência Beta