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Você saberia dizer se os dentes são ossos?

Com estrutura, aparência e coloração semelhantes, esses dois elementos parecem ser a mesma coisa. Mas será que são mesmo?

Responda rápido: os dentes são ossos ou não? Acertou quem respondeu que não. Apesar de serem estruturas semelhantes na resistência e coloração e de o dente também ter muito cálcio na sua composição, esses elementos que temos dentro da boca não são ossos.

O dente é um órgão do nosso corpo, assim como o coração e o pulmão
O dente é um órgão do nosso corpo, assim como o coração e o pulmão

Foto: Sergieiev / Shutterstock

Essa questão causa muita dúvida entre as pessoas porque de fato eles têm algumas coisas em comum. Por exemplo, além de serem brancos e duros, ambos apresentam muito conteúdo inorgânico composto por cálcio e fosfato o que lhes confere dureza, mas eles também possuem estruturas que os diferem.

“O dente é composto de algumas camadas como o esmalte, que é a estrutura mais externa e brilhante, a dentina e a polpa dentária, sendo cada uma destas camadas responsáveis por alguma característica específica do dente. Já o osso é composto por tecido ósseo contendo células que o revestem e estão no seu interior”, diz Elizabeth Ferreira Martinez, professora de Biologia Celular e Molecular na Faculdade São Leopoldo Mandic.

Mas então, o dente é o que?
O dente é um órgão do nosso corpo, assim como o coração e os pulmões. “Isto é importante, pois ele pode ser doado para fins de pesquisa em instituições de ensino, além de ser fonte doadora de células-tronco que estão presentes na região da polpa”, diz a especialista.

Principais diferenças
A principal diferença entre eles, segundo Elizabeth, é a capacidade de regeneração do osso, coisa que o dente não tem.

“Os ossos quando lesionados, a exemplo de fraturas, são capazes de reparação, diferentemente do dente, que se quebrar necessita de um tratamento dentário restaurador. Isto tem relação com as diferentes capacidades de regeneração das células que os constituem. Além disto, o osso apresenta bastante colágeno, proteína que confere flexibilidade a este tecido”, diz a professora.

Outra diferença entre os dentes e os ossos é que a medula óssea produz glóbulos vermelhos e brancos, enquanto os dentes não. Além disso, os dentes estão sempre expostos, enquanto os ossos vivem escondidos sob nossa pele.

Mais resistente
Tendo em vista a composição de cálcio e fosfato da camada mais externa do dente (o esmalte), ele é mais resistente que o osso, alias, o elemento dental é uma das partes mais resistente do corpo humano.

”O dente apresenta 97% do seu peso em conteúdo mineral, já o osso apenas 65%”, diz Elizabeth. Mas então, se o dente é tão resistente assim, por que os ossos não são feitos do mesmo material que os dentes? Essa é uma questão para uma outra matéria.

Agência Beta

Qual a sua opinião sobre Bichectomia?

Bichectomia: conheça cirurgia que afinou o rosto das famosas

Angelina Jolie e Megan Fox já se renderam ao método que retira gordura extra das bochechas sem deixar cicatrizes

Se você é uma pessoa antenada no mundo das celebridades e suas tendências, você com certeza sabe o que é bichectomia. Mas se não sabe, a gente explica. Bichectomia é uma cirurgia feita nas bochechas para retirar a bola de Bichat, uma gordura que deixa o rosto mais redondo. Angelina Jolie e Megan Fox são apenas algumas das mulheres mais lindas do mundo que já recorreram a essa prática.

A ideia da cirurgia é deixar o rosto mais definido e as maçãs mais evidentes, gerando um perfil e contorno mais fino e magro da face
A ideia da cirurgia é deixar o rosto mais definido e as maçãs mais evidentes, gerando um perfil e contorno mais fino e magro da face

Foto: Instagram: @angelinajolieofficial / Divulgação

Famoso no EUA faz algum tempo, esse procedimento ficou mais popular aqui no Brasil nos últimos dois anos. “A ideia da cirurgia é deixar o rosto mais definido e as maçãs mais evidentes, gerando um perfil e contorno mais fino e magro da face. Os resultados podem efetivamente ser vistos após 4 a 6 meses, quando o edema tecidual definitivamente é reabsorvido por completo”, diz Alessandro Silva, cirurgião Buco-Maxilo-Facial.

Nem só estético
Apesar de estar sendo mais procurada por razões estéticas, a Bichectomia não é indicado somente para esse fim. “A redução da gordura da bochecha pode ter um aspecto funcional para aqueles casos em que ela existe em excesso, aumentando muito seu volume e levando a um trauma dental recorrente na região durante a alimentação, por exemplo”, diz Aline Dias, ortodontista.

O sucesso não é para todos
A cirurgia tem sido um sucesso entre as pessoas que querem “afinar” seu rosto porque, apesar da bochecha ser um tecido que diminui pouco ao longo de processos de emagrecimento, após a retirada dessa gordura ela dificilmente se restabelece na mesma dimensão que antes, tendo um resultado muito duradouro.

Mas, como todo procedimento estético, não pode ser banalizado. Segundo Aline, não são todas as pessoas que devem realizar essa cirurgia. “Esse arredondamento da face ou um aspecto mais “quadrado” do contorno facial pode ocorrer por outros motivos, como por exemplo, pela chamada hipertrofia de masseter e, nesses casos, a bichectomia não dará o resultado esperado”.

Portanto, antes da sua realização é fundamental que o profissional especializado no assunto faça uma avaliação do formato do rosto, da característica óssea de seu contorno e da real possibilidade de gerar um resultado evidente e positivo na estética da face do paciente.

Cirurgia e pós-operatório
E Alessandro destaca: também não é qualquer profissional que pode fazer esse tipo de cirurgia. “Ela deve ser feita por profissionais com amplo conhecimento da região maxilofacial, sendo uma cirurgia de baixo risco, podendo ser realizada em ambiente ambulatorial”, diz o especialista.

Ainda segundo ele, apesar de cada caso ser um caso, de uma forma geral o procedimento consiste em fazer essa retirada da gordura através de um corte bem pequeno, com aproximadamente 1centímetro na parte interna da boca, e depois fechá-lo com pontos de fios absorvíveis que não deixam cicatrizes visíveis. “O procedimento dura em média 40 minutos”, diz Alessandro.

A região costuma ficar sensível e dolorida já que se trata de um procedimento cirúrgico, mas a dor é totalmente suportável e muito bem controlada com o uso de medicações próprias para esse desconforto.

O pós-operatório também é considerado bem simples, semelhante à extração de um dente do siso. “Durante pelo menos 5 dias o paciente deve ter cuidado com a alimentação que deverá ser mais pastosa e fria. A higienização da boca deve ser realizada com cuidado, mas é muito importante, pois manterá limpa a região onde foram feitos os cortes, ajudando a prevenir infecções”, diz Aline.

Além disso, é recomendado que o paciente faça compressas geladas na região do lado de fora do rosto, evite exposição ao sol e mantenha um repouso relativo, não realizando atividades físicas por cerca de 10 a 15 dias.

Agência Beta

Chocolate: Vilão ou mocinho?

Conforme a legislação vigente, para um alimento ser considerado “chocolate” deve ter no mínimo 25% de cacau. Sendo assim, os outros 65% podem ser dos mais variados ingredientes. Os mais comuns são açúcar e gordura vegetal.
Altos teores de cacau, em pó ou em barras, estão associados a uma série de benefícios à saúde como redução de risco cardiovascular, melhora do raciocínio e controle da ansiedade. A má noticia é que isso não significa que podemos sair comendo chocolate à vontade… A  recomendação é que não se consuma mais que 30 g por dia de chocolate com, no mínimo, 70% cacau.
Quanto maior a concentração de chocolate no alimento, mais amargo ele tenderá a ser. O que torna o chocolate doce é a quantidade de açúcar presente, pois o cacau não é uma fruta de natureza adocicada. Assim, bolos, doces e sobremesas sabor chocolate, não entram na lista dos que trazem benéficos à saúde!
Nosso paladar é um reflexo da condição de nossa alimentação atual. Se você estiver habituado ao consumo de chocolates mais doces pode precisar de um período de adaptação para saborear com prazer chocolates mais amargos. O importante é realizar a mudança de maneira gradativa. Comece evitando chocolates recheados, ou do tipo branco, e vá aumentando a concentração de cacau do chocolate consumido aos poucos, até chegar ao de melhor qualidade do ponto de vista nutricional.
Como escolher o chocolate aliado da saúde?
  • Observe sempre a lista de ingredientes. Por lei está em ordem decrescente de quantidade. O cacau, ou massa de cacau, deve ser o primeiro da lista. Não é difícil encontrar chocolates cuja   embalagem refira  “55% de cacau” e o primeiro ingrediente da lista é o açúcar!
  • Evite aqueles que contem açúcar como primeiro ingrediente, Altas concentrações de açúcar faz com que a vontade de comer só aumente! Evite o primeiro pedaço. Não se iluda achando que estará aproveitando os benefícios do cacau, pois não são significativos nesses tipos.
  • Escolha chocolates que contenham o menor número de ingredientes possível, e que você reconheça. Uma linguagem rebuscada não significada que o produto é melhor e pode confundir o consumidor.
  • Evite chocolates fracionados ou que contenham gordura vegetal hidrogenada (gordura trans) na composição. Esse tipo de gordura está associada à inflamação crônica e pode aumentar o risco de doença cardiovascular e obesidade abdominal.
  • Cuidado com produtos quem contem cobertura “sabor” chocolate, isso significa que o produto tem menos de 25% de cacau.
Fonte
Mariana Fernandes Ravellis
Nutricionista Clinica – CRN: 15163

E você, aprova esta técnica?

Breast Crawl: técnica promete facilitar a amamentação

O objetivo é deixar que o recém-nascido rasteje sozinho do abdômen materno até o seio

O recém-nascido é capaz de reconhecer a mãe, sim (Foto: Thinkstock)

Durante o trabalho de parto normal, o bebê luta para deixar o ambiente em que ficou por nove meses e conhecer o mundo. No entanto, para os filhos de mães que optam pelobreast crawl o esforço não termina aí. Nesta técnica, logo depois de passar pelo canal vaginal, o recém-nascido é colocado sobre o abdômen da mãe e deve rastejar sozinho até o seio para dar a primeira mamada.

De acordo com o site Breastcrawl.org, criado por defensores da prática, os recém-nascidos demoram de 30 a 60 minutos para chegar ao seio da mãe por conta própria. “A transição da vida dentro do ventre para existência fora do útero fica mais fácil graças aos vários estímulos sensoriais da posição de Breast Crawl”, diz um dos artigos publicados no site.

Alguns vídeos no Youtube mostram os bebês fazendo o trajeto lentamente. Os adeptos afirmam que a técnica respeita o ritmo do bebê, deixando-o decidir sozinho o momento da primeira mamada, e que durante o processo o vínculo entre mãe e filho se fortalece graças ao contato pele a pele.

Para o neonatologista José Maria de Andrade Lopes, da Sociedade Brasileira de Pediatria, a técnica não oferece risco se o bebê estiver com boa vitalidade. “amamentação durante a primeira hora de vida é muito importante e o breast crawling incentiva isso”, afirma. “A única contraindicação é para casos em que o recém-nascido precisa de atendimento médico imediato”. Segundo o médico, não existem vantagens adicionais ao método, ele tem os mesmos benefícios de quando a mãe coloca o filho entre os seios e espera o bebê fazer a pega por conta própria.

Assista a um recém-nascido fazendo ‘breast crawl’ (se não conseguir visualizar, clique aqui):

  Fonte: Revista Crescer

A ingestão rotineira de leite e derivados pode ajudar a promover a saúde periodontal, segundo um estudo publicado no Journal of Periodontology.

Produtos derivados do leite podem promover saúde periodontal

A ingestão rotineira de leite e derivados pode ajudar a promover a saúde periodontal, segundo um estudo publicado no Journal of Periodontolo

O estudo analisou a saúde periodontal de 942 pessoas e determinou que aquelas que consumiam regularmente produtos como leite, queijo e iogurte apresentavam incidência mais baixa de doença gengival.

A pesquisa sugere que a doença periodontal pode afetar a saúde sistêmica geral”, diz o autor do estudo, dr. Yoshiro Shimazaki, da Universidade de Kyushu, Fukuoka, Japão. “Este estudo reforça aquilo que a maioria das pessoas já sabe – a importância do leite e seus derivados para ajudar a alcançar um estilo de vida saudável, o que inclui uma boca saudável”.

Os pesquisadores examinaram os participantes do estudo, que tinham idades entre 40 e 79 anos, analisando dois parâmetros periodontais: a profundidade da bolsa periodontal (BP) e a perda clínica de inserção (PCI). Observaram que as pessoas que consumiam 55 ou mais gramas de produtos contendo ácido lático todos os dias apresentavam prevalência significativamente mais baixa de BP profunda e PCI severa, assim demonstrando uma incidência mais baixa de doença periodontal.


Foto: iStock
Conteúdo oferecido por: © Colgate-Palmolive Company

Beijar é bom. Mas há riscos para a saúde bucal?

Julianne Moore e Ralph Fiennes em cena de "The End of the Affair" (Fim de Caso)…:

Julianne Moore e Ralph Fiennes em cena de “The End of the Affair” (Fim de Caso)…

Será que o beijo representa algum risco para a saúde bucal? Há quem acredite que o beijo – por estimular a produção de saliva – acaba naturalmente promovendo a limpeza da boca. Por outro lado, ao beijar os lábios de alguém, uma pessoa pode transmitir determinado número de bactérias e vírus causadores de doenças. Algumas doenças, inclusive, são mais facilmente transmissíveis através da saliva do que outras. De acordo com a cirurgiã-dentista Sandra Kalil, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas ), estar bem informado sobre esses riscos é o grande trunfo dos casais.

O primeiro item da lista de doenças transmitidas por vírus durante o beijo é a gripe, seguida das infecções respiratórias. “Claro que o vírus da gripe (influenza) é facilmente transmitido de pessoa para pessoa através das gotículas emitidas pela tosse ou espirro. Basta estar em um local fechado, bem próximo de alguém infectado, para existir o risco de transmissão. Imagine, então, um beijo. Maior proximidade não há. O mais grave é que, uma vez dentro do organismo, esse vírus pode destruir a membrana mucosa do trato respiratório e infectar as células, provocando infecções secundárias como pneumonia, sinusite, faringite, otite ou bronquite”, diz a doutora Sandra.

Além das doenças respiratórias, existe a mononucleose – esta sim, chamada de “doença do beijo”. De acordo com a cirurgiã-dentista, trata-se de um vírus menos contagioso que o da gripe, mas facilmente transmissível através do contato com a saliva de uma pessoa contaminada. “O indivíduo contaminado pode passar mais de um ano sem manifestar a doença. Nesse meio tempo, certamente irá contaminar outras pessoas com quem compartilhar momentos de intimidade, ou ainda talheres, copos etc. Os sintomas típicos da mononucleose incluem febre, cansaço, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, tosses e náuseas. Mas é a fadiga intensa, a presença de ínguas no pescoço e o aumento do baço que ajudarão o médico a fechar um diagnóstico. Manchas vermelhas também fazem parte do quadro”.

Herpes simples também é outra doença viral transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, principalmente pelo beijo. “Nos lábios, há formação de uma lesão geralmente nos cantos da boca. É nessa fase aguda da doença que o risco de contaminação é maior, podendo inclusive afetar os olhos. Mas há risco, também, de a pessoa contrair o herpes genital, que provoca úlceras e feridas nos órgãos sexuais. Se na boca o problema muitas vezes se resolve sozinho entre dez e quinze dias, quando o herpes atinge os genitais é preciso consultar um médico e começar a tratar com medicamentos específicos para combater os sintomas, curar as feridas e reduzir a possibilidade de desdobramentos”, diz Sandra Kalil – chamando atenção que também a hepatite B é transmitida pelo beijo. “Neste caso, embora o sangue tenha níveis maiores do vírus do que a saliva, a infecção pode ocorrer quando há o contato com a mucosa de uma pessoa infectada”.

winter rain!

A esta altura, se os casais estão com medo por causa do potencial de um simples beijo transmitir essas doenças, a boa notícia é que bocas saudáveis têm muitas bactérias boas, que contribuem para manter a saúde bucal e geral em ordem. Sendo assim, quem cuida bem da saúde e escova os dentes regularmente – passando sempre fio dental para eliminar restos de alimentos que atraem bactérias nocivas e causadoras de cárie –, não precisa se alarmar tanto. Basta evitar o contato apenas quando estiver realmente doente. “Por outro lado, quem não se dedica como se deve à higiene bucal, pode até mesmo aumentar as chances de seu par ter mais lesões de cárie e doenças periodontais, como a gengivite. Sendo assim, o ideal é escolher bem quem se vai namorar, tendo a higiene como critério fundamental”, recomenda a cirurgiã-dentista.

Dra. Sandra Kalil Bussadori – cirurgiã-dentista, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCDAssociação Paulista de Cirurgiões-Dentistas,

blog jornal da mulher

Por que os índios praticamente não tinham cárie?

 Sete de setembro , dia da Independência do Brasil,  é uma data que marca o fim do domínio português sobre nós e o início da autonomia política do país. Mas antes de todo esse rebuliço europeu por aqui, outra cultura predominava: a indígena. Por não terem nenhum contato com a civilização, esse povo vivia relativamente livre de certas doenças “da realeza” como gripe, tuberculose e até a cárie. E o segredo desse elixir da saúde é mais simples do que se imagina.

A alimentação indígena sempre teve como base verduras e legumes crus, assim os índios eram obrigados a mastigar muito bem os alimentos para poder ter uma boa digestão

A alimentação indígena sempre teve como base verduras e legumes crus, assim os índios eram obrigados a mastigar muito bem os alimentos para poder ter uma boa digestão

A alimentação indígena sempre teve como base verduras e legumes crus, assim os índios eram obrigados a mastigar muito bem os alimentos para poder ter uma boa digestão

Não, o segredo não está na genética de nossos ancestrais e nem nos remédios naturais milagrosos que os índios eram capazes de fazer (embora não podemos tirar totalmente os méritos disso). A verdade é que, segundo Yonaá Lourdes Cardoso, professora da história da Odontologia, o segredo está no estilo de vida e na dieta que eles tinham.

“A alimentação indígena sempre teve como base verduras e legumes crus, assim os índios eram obrigados a mastigar muito bem os alimentos para poder ter uma boa digestão. Além disso, eles sempre ingeriram muita água”, diz a especialista.

Combinação perfeita
Essa combinação, mesmo que sem querer, sempre foi uma aliada da saúde bucal dos indíos. Primeiro, porque os alimentos fibrosos ajudam a manter os dentes limpos por causa do atrito que eles causam diretamente no esmalte dental, removendo naturalmente parte da placa bacteriana que costuma se acumular perto da gengiva.

“Esses alimentos naturais, tirados diretamente da terra, estão livres de açúcar industrializado, gordura e outros aditivos artificiais que colaboram para a degradação dental”.

E segundo, porque o alto consumo de água contribui para manter a quantidade e a qualidade da saliva em dia e como esse fluído é o detergente natural da boca, a água acaba se tornando uma arma forte contra a cárie. Como já sabemos, a saliva neutraliza o conteúdo do esôfago, dilui o suco gástrico, controla a acidez da boca, ajuda a formar o bolo alimentar e, devido ao seu conteúdo de amilase, quebra o amido.

“Mesmo sem ter nenhuma preocupação direta com a saúde bucal, os índios mantinham hábitos que colaboravam para um ambiente bucal sadio. Se alimentando e se hidratando como faziam, eles mantinham a boca saudável e a incidência de cárie bem reduzida”, diz a professora.

Nem tudo é exemplo
No entanto, nem todas as tribos seguiam essa dieta tão amiga da saúde bucal. Algumas tinham como alimento base a mandioca, item rico em carboidrato.

“Não eram todas as tribos que estavam isentas da cárie ou de outras doenças (bucais ou não) relacionadas com uma dieta calórica. Algumas se alimentavam basicamente de mingaus de mandioca ou de milho, beiju (espécie de bolo feito com massa de farinha de mandioca fina), tapioca, pirão e mel. Nessas tribos, a cárie já era um problema concreto e há relatos que alguns índios teriam chegado a morrer devido a complicações bucais”, diz Yonaá.

Dieta indígena
Para a professora, embora a oferta atual de produtos industrializados seja bastante grande, é possível basear a nossa dieta nos costumes indígenas. “Opte por produtos naturais, fibrosos, menos ácidos e com pouco açúcar. No mais, hoje em dia temos a vantagem de contar com produtos para uma boa higienização bucal como água fluoretada, escova e pasta de dente e fio dental, itens que os índios não tinham naquela época, ou seja, hoje está ainda mais fácil evitar a cárie e outros problemas bucais”, brinca Yonaá.

Agência Beta

Obesidade pode aumentar risco de inflamação gengival

Pessoas muito acima do peso costumam ter respostas inflamatórias mais acentuadas agravando o problema na gengiva

O que a obesidade e problemas na gengiva têm a ver? Bom, segundo um estudo feito pela Universidade de Adelaide, na Austrália, muita coisa. Para eles, a periodontite, inflamação severa no tecido gengival que abala as estruturas que sustentam os dentes, pode ser agravada com o acúmulo de gordura no corpo.
É claro que a obesidade, por si só, não causa a periodontite, haja vista a necessidade do estabelecimento de uma microbiota específica para seu desenvolvimento

É claro que a obesidade, por si só, não causa a periodontite, haja vista a necessidade do estabelecimento de uma microbiota específica para seu desenvolvimento

Foto: staticnak / Shutterstock

A pesquisa analisou cerca de 539 pessoas com média de 31 anos e que tinham passado por exames periodontais em 2013. Ao fim da avaliação, os pesquisadores chegaram a conclusão que aqueles que tinham sobrepeso corriam um risco 11% maior de ter periodontite. No caso dos realmente obesos esse risco aumentava para 22%.
Para André Antonio Pelegrine, professor dos cursos de Implantodontia e Periodontia da Faculdade São Leopoldo Mandic, a obesidade pode facilitar o progresso das doenças gengivais, pois o paciente obeso costuma ter uma resposta inflamatória mais intensa, acentuando inflamações já existentes.

Mas André faz questão de ressaltar. “É claro que a obesidade, por si só, não causa a periodontite, haja vista a necessidade do estabelecimento de uma microbiota específica para seu desenvolvimento”, diz o professor.

Higiene Bucal é a salvação
Por exemplo, se a pessoa é só muito obesa, mas tem uma saúde bucal impecável tomando sempre os devidos cuidados com a higiene e fazendo suas visitas periódicas ao dentista, ela corre menos riscos.

“Neste caso o risco é drasticamente diminuído já que o fator primário (a placa bacteriana) estaria ausente. No entanto, como a obesidade vem sendo considerado um fator coadjuvante para as periodontites, pode-se especular que o obeso se encontre com uma predisposição”, diz André.

Outros fatores
A periodontite nada mais é do que o acúmulo de placa bacteriana nos dentes que se calcificam (tártaro) e acabam irritando a gengiva aos poucos até a inflamação ficar bem intensa, normalmente com aparição de áreas avermelhadas e sangramentos.

“A causa primária é o acúmulo de biofime dental, mas fatores de risco como tabagismo e diabetes também vêm sendo considerados”, alerta André.

Uma vez inflamada, essa gengiva se desgruda dos dentes permitindo que bactérias entrem e abalem as estruturas dentárias podendo causar perda dental. Em casos mais graves, elas podem cair na corrente sanguínea e causar outras doenças pelo corpo.

“Como a periodontite é uma doença infecto-inflamatória, apesar da predominância dos efeitos locais, podem ocorrer repercussões sistêmicas. Na atualidade, sabe-se que a periodontite pode dificultar o controle metabólico do diabetes e facilitar quadros de pneumonia, por exemplo”, diz o especialista.

Cuidados com a dieta
Por ter seu início no acúmulo de placa bacteriana a forma mais simples e fácil de evitar a periodontite é realizar uma higiene bucal frequente e adequada, assim como nunca esquecer as visitas periódicas ao dentista. Mas André faz um alerta quanto a dieta dos mais gordinhos.

“Além dessas preocupações que todos devem ter, a pessoa obesa deveria realmente se preocupar com a regulação de seu sobrepeso. Para isso é recomendado procurar por um auxílio médico especializado”, diz o especialista.

Agência Beta

Já ouviu falar de varizes linguais?

Embora sua aparência seja desagradável, esse quadro não costuma apresentar perigo para quem o desenvolve

Quando a palavra varizes vem à nossa cabeça, logo pensamos em pernas com pequenos riscos azuis ou arroxeados, não é mesmo? Pois saiba você que essas tais varizes também podem ser encontradas na língua. E, apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve.

Normalmente essas varizes linguais são encontradas um pouco abaixo da lateral da língua ou aparecem solitárias com um aspecto de lesão traumática (mordiscamento) na mucosa ou lábios.
“Elas têm um aspecto azulado ou até arroxeado e dão a impressão de que podem se romper a qualquer hora”, diz Karyne Magalhães, cirurgiã-dentista e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

Seu aparecimento está relacionado com a redução na elasticidade da parede do vaso devido ao envelhecimento ou a um bloqueio interno da veia. “Por isso, são mais comumente encontradas em pessoas com mais de sessenta anos”, diz a especialista.

O bom desse quadro é que, apesar da aparência desagradável, as varizes linguais são assintomáticas, ou seja, se o paciente não tiver um espelho em casa talvez nem perceba que as tenha. O perigo só existe caso eles se rompam e sangrem, mas isso não é tão comum de acontecer.

Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve
Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve

Apesar de indicarem que as veias estão anormais, dilatadas e tortuosas, esse quadro não apresenta muito perigo para quem o desenvolve

Foto: Karyne Magalhães / Divulgação / Shutterstock
Varizes e mais varizes
É muito comum que ao falarmos de varizes, uma pergunte ronde sua cabeça: quem tem varizes na perna deverá ter na língua, ou vice e versa? Não, necessariamente.

Mas estudos recentes começam a trabalhar nessa possível relação. “Também não podemos descartar a hipótese de aparecerem mais varizes em outras regiões da boca a partir daquelas que já existem”, diz Karyne.

Sem tratamento
Para diagnosticar o problema, o cirurgião-dentista precisa realizar um procedimento chamado Vitropressão que consiste em pressionar a região arroxeada com uma placa de vidro. No entanto, por não apresentarem riscos para a saúde geral ou bucal do paciente e nem sintomas, elas não exigem tratamento específico.

“Conforme a região, como nos lábios, essas varicosidades se tornam antiestéticas e com risco de ruptura maior. Mas a remoção cirúrgica fica a critério clínico”, diz a especialista.

Agência Beta

Cosméticos para Alérgicos

O que significam aqueles nomes estranhos escritos em letra minúscula na parte de trás das embalagens sedutoras dos cosméticos?

Muitos desses ingredientes perigosos nem aparecem nos rótulos porque são subprodutos ou estão escondidos pelos misteriosos apelidos: fragrância, perfume e aroma – misturas secretas e protegidas por lei que, segundo o Instituto de Pesquisa de Fragrância (RIFM), podem ser realizadas com cerca de 2.300 ingredientes.

É tão difícil reduzir a uma sujeira! Nos chocamos ao descobrir que a indústria nos Estados Unidos e em qualquer outro lugar é essencialmente não regulamentada, que as empresas não têm que responder a ninguém ou a apresentar dados que comprovem que seus produtos são seguros. Também nos assustamos ao saber que elas usam agentes cancerígenos conhecidos, desreguladores endócrinos, coisas que não precisamos em nossos produtos de beleza.

As autoras fazem uma compilação de ingredientes perigosos* no livro, veja alguns:

O que No rótulo aparece como Onde é encontrado Efeitos
1,4 dioxane Subproduto. Pode estar associado a PEG, polyethylene e sodium laureth sulfate Relaxante capilar, tintura de cabelo, xampu, bronzeador, loção corporal e cremes de rosto Cancerígeno em animais; Inalação e contato com a pele pode afetar rins
Sais de Alumínio Aluminum chloride ou chlorohydrate, hydroxobromide e zirconium Desodorante antitranspirante Neurotoxina suspeita de estar relacionada a Alzheimer e câncer de mama
Protetor solar químico Alguns listados como Padimate-O, PABA, benzophenone, oxybenzone, homosalate, octyl-methoxynnamate, octinoxate Filtro solar e creme e maquiagem com FPS Suspeitos de causar câncer, desordem endócria e hormonal
Coal tar (Pixe) Coal tar, mas pode não aparecer em tinturas Produtos anticaspa e seborréia, tinta de cabelo. Em algumas pastas de dente e enxaguantes bucais Câncerígeno em altas doses e irritante de olhos
Ethanolamine (ETA) e derivados DEA, TEA e MEA Tem muitos nomes que acompanham as abreviaturas: ETA, DEA, TEA e MEA Produtos que fazem espuma, xampu, sabonete, tintura de cabelo e outros Foram relacionados ao câncer e má formação cerebral em filhotes de rato
Fragrância Fragrância, perfume, aroma Praticamente que tem cheiro, de detergente a desodorante São desconhecidos, alguns foram relatados como neurotoxinas, agentes alergenos, e irritantes e se acumulam no corpo
Formaldeído (Formaldehyde) DMDM hydradoin, quaternium-15, diazolidinyl ou imidazolinyl urea, cormalin e formic aldehyde com variações methanal e oxymethane Esmalte, antitranspirante, maquiagem, espuma de banho, xampu, loção de bebê, escova progressiva, tintura, e tratamento para crescimento capilar Considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa de Câncer (IARC). Tóxico para os sistema imunológico e fígado, irritante.
Hydroquinone Hydroquinone e variações de 1,4- benzeno (benzene) Clareador de pele, filtro solar, creme anti-idade e tratamento de unha Pesquisas relacionaram ao câncer. A ingestão de menos de 5 g provocou morte
Chumbo e mercúrio Thimerosal e variações, mas geralmente não aparece Em 2009 a FDA encontrou chumbo em todos os batons que testou. Pode aparecer em tinta de cabelo, rímel e maquiagem de olho Metais tóxicos. Problemas cerebrais e renais, depressão, comportamento agressivo e tremores
Phthalate (ftalatos) Fragrância, tudo que tem “phthalate” no nome, 1,2 – benzenedicarboxilate, DEHP, DMP, DEP e variações Muitas fragrâncias contém, esmalte, cola de cílios postiços,spray de cabelo e loções Desregulador hormonal, tóxico para fetos e má formação de meninos. Suspeito de causar câncer, endometriose e ovário policístico

Fonte: Revista Galileu –  Jornalistas Americanas Siobhan O’Connor e Alexandra Spunt – Livro “No More Dirty Looks”

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