Arquivo da categoria: Diabetes e a odontologia

o colesterol é sempre vilão?

Um índice alto de colesterol no corpo muitas vezes está ligado ao nosso estilo de vida

​A imagem é sempre de um vilão, mas o colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do organismo. Ele está presente em nosso sangue e em todos os tecidos, contribuindo para a produção de muitos hormônios, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel na regeneração das células.

Produzido pelo nosso corpo diariamente, também obtemos colesterol ao ingerir alimentos como carne, leite integral e ovos. O problema está quando acumulamos em excesso no nosso corpo, o que pode gerar problemas graves de saúde como AVC, infartos e outros problemas cardiovasculares.

Para entender a sua importância e como ele está ligado a nossa rotina, conversamos com o dr. Gabriel Ferreira Rozin, especialista em Medicina do Estilo de Vida  do Einstein. Confira abaixo e tire suas dúvidas!

Existem tipos de colesterol?
Dentro do termo “colesterol”  estão compreendidas várias substâncias complexas, chamadas de lipoproteínas,  que são primariamente produzidas pelo fígado e circulam no nosso organismo. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas as que têm maior relevância na prática clínica são a lipoproteína de baixa densidade (LDL) e a de alta densidade (HDL). Colesterol é um tipo de gordura presente nessas lipoproteínas, e que é vital para a saúde do organismo. Ele faz parte de todas as membranas celulares e é a base para a produção de muitos hormônios. No entanto o excesso de colesterol no organismo pode ser a causa de diversos problemas de saúde.

Quais problemas de saúde o colesterol pode causar? E quais comportamentos do dia a dia contribuem para esses problemas?
O excesso de colesterol, especificamente o excesso de LDL na sua forma oxidada, é a base do desenvolvimento da doença aterosclerótica, que é o acúmulo de placas gordurosas nas paredes das artérias. A obstrução das artérias leva a doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia periférica (nos membros inferiores). Além disso, o excesso de gordura circulante está também relacionado à maior chance de desenvolver diabetes, por contribuir com a resistência à insulina.

Vale lembrar que o controle do colesterol é um dos componentes da prevenção da doença aterosclerótica. Outros fatores que também contribuem para a doença são hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, sedentarismo e obesidade, que devem ser igualmente abordados para reduzir a chance futura de doença.

Como o exercício físico e o estilo de vida saudável podem ajudar no controle do colesterol?
A principal modificação de estilo de vida para reduzir o colesterol LDL é reduzir a quantidade de gordura saturada presente na alimentação. Isso significa reduzir o consumo de:

  • Carnes (bovina, suína, frango, peixes);
  • Laticínios (leite integral, queijos, iogurte, manteiga);
  • Gema de ovo;
  • Frituras;
  • Outras gorduras industrializadas presentes em salgadinhos, doces, biscoitos, bolos, sorvetes e chocolates.
Independentemente da dieta, intervenções de estilo de vida que levem a perda de peso também reduzem o colesterol, especialmente atividade física aeróbica. Entretanto é difícil competir com a alimentação. Estudos demonstram que mesmo em atletas de alto rendimento, se a alimentação for muito rica em gordura o colesterol continua alto a despeito do alto gasto calórico.

Quais adaptações posso fazer na rotina para cuidar do meu colesterol?
Preferir alimentos de origem vegetal em relação aos animais é um bom começo. Nossa tradição alimentar põe com frequência a carne como principal elemento da refeição, e isso geralmente significa gorduras demais.

Trocar o excesso de carnes por proteínas de origem vegetal (por exemplo, mais feijões, grão de bico ou lentilhas, brócolis ou couve flor) é uma boa forma de reduzir o conteúdo de gordura da refeição sem perder no conteúdo proteico ou nutricional. Substituir sobremesas industrializadas por frutas é fundamental! Atividade física regular, mesmo que de intensidade leve a moderada, como caminhadas diárias, também podem ter um impacto positivo sobre o colesterol.

Dr. Gabriel Ferreira Rozin, médico da área de Revisão Continuada de Saúde do Einstein. 

Durante a primeira infância, nos primeiros meses a responsabilidade da dieta e da higienização é exclusivamente dos pais!

🥕🥦🍎A dieta: .
🍋Nos primeiros anos de vida não é recomendado o consumo de doces, como balas, chocolates, biscoitos recheados entre outros. Eles apresentam grande quantidade de açúcar, gordura e corantes artificiais e conservantes. 🍉As crianças já nascem com preferência ao sabor doce devido ao aleitamento materno, oferecer alimentos adicionados de açúcar faz com que a criança se desinteresse por verduras e legumes.
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🍌Seguem abaixo alguns efeitos do açúcar na infância e vida adulta (curto e longo prazo):
👉 Hiperatividade 👉Déficit de atenção 👉Excesso de peso e à obesidade ainda na infância 👉Alteração no paladar
👉Cáries
👉Doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão) .

🚰A higienização: .
👶A inabilidade motora de crianças até 36 meses as tornam dependentes dos pais para e remoção da placa bacteriana. Até os 6 anos a criança deve se supervisionada durante a escovação.

👾A cárie:
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🍫A sacarose é o principal açúcar extrínseco da dieta humana, metabolizado pelos microorganismos que produzem ácidos que provocam a queda do pH do meio bucal, levando o desenvolvimento da cárie dentária. .
🍭Consequências da cárie dentária da infância:
👉Perda extensa de estrutura dentária 👉Manifestações de dor, infecções, abcessos consequentemente má nutrição e baixa autoestima.
👉Pode levar a deficiência de crescimento, maloclusões e perpetuação da cárie em dentes permanentes. 👉Complicações com relação ao medo e aversão ao tratamento. .
⚠Por isso pense bem ao oferecer chocolates a crianças! Fique atento!⚠
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Fonte: Odontopediatria na Primeira Infância – Maria Salet Nahas P. Correa e odontoporescolha

 

BEBÊS NÃO DEVEM TOMAR SUCO DE FRUTAS ANTES DE 1 ANO

 

Academia Americana de Pediatria publicou em 2017 novas diretrizes em relação ao consumo de sucos por crianças que ainda não completaram um ano de vida.

Segundo a entidade, sucos de frutas in natura e industrializados não oferecem benefícios nutricionais para os bebês e devem ser evitados, por conta do alto índice de açúcar e calorias vazias que colaboram para aumentar as taxas de obesidade e problemas dentários.

A fruta em forma de suco acaba perdendo as fibras e alguns nutrientes no processo de preparo, o que, entre outros problemas, causa menos saciedade ao bebê. O leite materno ainda é o alimento mais recomendado para este período. A entrada de frutas in natura deve ser estimulada somente após os sexto mês de vida.

A ingestão dos sucos deve ocorrer de maneira gradual e limitada, e não deve ultrapassar os 120 ml diários para crianças de 1 a 3 anos de idade, 175 ml para crianças de 4 a 6 anos e a 250 ml para a faixa de 7 aos 18 anos, sempre dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.


Fonte :Drauzio Varela

Já imaginou um bebezinho mamando coca-cola e comendo Hambúrguer ?

Fotos mostram bebês “mamando” hambúrgueres e refrigerantes para alertar sobre a alimentação da mãe que amamenta

Campanha foi da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

Já imaginou um bebezinho "mamando" um hambúrguer desses? (Foto: Reprodução/SPRS)

Já imaginou um bebê de meses sugando um hambúrguer daqueles de fast-food? Ou que tal uma rosquinha toda açucarada? Quem sabe um refrigerante? É o que mostram os anúncios perturbadores de uma campanha que foi lançada pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Criada em parceria com a agência Paim, a série “Seu bebê é o que você come” pretende alertar sobre a importância de cuidar da alimentação da mãe que amamenta.

Os cartazes estão em inglês, mas foram divulgados oficialmente com a frase: “Seus hábitos nos primeiros mil dias [da vida do seu filho] podem prevenir o desenvolvimento de doenças sérias”.

Uma das imagens mostra o bebê com uma rosquinha doce (Foto: Reprodução/SPRS)
Muito cedo para um refrigerante, não? (Foto: Reprodução/SPRS)

 

Fonte:Revista Crescer Sorrindo

 


Fique atento! Mau hálito pode ser sinal de câncer .Alterações no metabolismo geram substâncias químicas específicas da doença que caem na corrente sanguínea e são exaladas pela boca e narinas

Já estamos cansados de saber que cerca de 90% das causas de halitose são de origem bucal. Os demais 10%, podem ocorrer devido a problemas nas vias aéreas superiores, alterações gástricas, pulmonares ou sistêmicas. O que poucos sabem é que mau hálito pode indicar câncer, motivo que realça a importância de investigar mais a fundo os casos de halitose crônica.

Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca
Insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca

Foto: Vladimir Gjorgiev / Shutterstock

Segundo Maria Cecília Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), esse tipo específico de halitose acontece por alguns motivos.

“Essa doença se caracteriza pela multiplicação celular desordenada, o que, e alguns casos, resulta em tecidos tumorais comprimindo os tecidos normais circundantes, causando necrose. Neste processo de morte tecidual, ocorre produção de algumas substâncias de odor desagradável, que são carregadas pela corrente sanguínea e alcançam os pulmões, sendo eliminadas pela expiração e provocando halitose, percebida tanto pela boca quanto pelas narinas”, diz a especialista.

Outros desdobramentos dessa doença como insuficiências orgânicas, perda de peso e radioterapia e quimioterapia em casos de câncer de cabeça e pescoço também podem contribuir para o aparecimento de odores mau cheirosos na boca.

“A queima de gorduras gera a liberação dos corpos cetônicos, de odor semelhante à manteiga rançosa, que são transportados via sanguínea em direção aos pulmões, podendo ser eliminados pelo hálito. Já a quimio e a radio provocam hipossalivação, favorecendo a multiplicação de bactérias bucais, que fermentam resíduos na boca e geram, como produto final de seus metabolismos, gases mau cheirosos responsáveis pela halitose”, diz Maria Cecília.

Cheiro diferente?
Mas será que dá para saber, pelo cheiro, quando o hálito está indicando algo mais sério? Segundo a especialista, algumas vezes dá. Ela explica que é comum que algumas doenças gerem um cheiro característico.

“O diabetes mal compensado resulta em hálito cetônico com odor de fruta passada; a insuficiência renal em odor de ureia ou urina; a insuficiência hepática em odor de terra molhada ou rato. Já o câncer em geral produz um hálito com odor de necrose. Porém, não há regras. Por exemplo, um câncer renal pode culminar em insuficiência renal e, por isso, vir acompanhado de hálito urêmico, e assim por diante”, diz a especialista.

Mas o que realmente diferencia a halitose por origem bucal dos casos de halitose extrabucal é que, na primeira, o odor é eliminado apenas pela boca, enquanto na segunda, o cheiro desagradável é eliminado pela boca e pelas narinas.

Identificação pelo hálito
Exatamente por causa dessa diferenciação é que pesquisadores estão buscando tornar viável a possibilidade de diagnosticar uma doença pelo hálito, pois toda enfermidade resulta em alterações no metabolismo que, por sua vez, geram produção de diferentes substâncias químicas características ou específicas da doença.

“Muito além que apenas o mau cheiro da halitose, moléculas específicas presentes no hálito podem indicar diversas doenças, como alguns tipos de câncer, com precisão. Estima-se que, futuramente, será viável realizar o diagnóstico dessas doenças com um simples exame de sopro (como no exame do bafômetro), onde sensores de um aparelho identificarão moléculas que normalmente não existem no hálito e indicarão com quais doenças podem estar associadas”, diz Maria Cecília.

Fonte:Agência Beta

Chegando a Páscoa…

Por que você deveria oferecer doces para criança apenas depois dos 2 anos

iStock

 Imagem: iStock

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é clara: doces são considerados calorias vazias e seu consumo não tem indicação em nenhuma faixa etária. “Mas, se houvesse a necessidade de oferta, seria somente depois dos dois anos”, diz Elza de Mello, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Então, como controlar a criançada que vê os amigos comendo uma barra de chocolate e o desejo dos avós de fazerem os netos felizes? Como abrir exceções sem perder o controle? Qual tipo de doce oferecer? Abaixo, três pediatras respondem seis dúvidas frequentes relacionadas ao tema.

Consultoria: Elza de Mello, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Werther de Carvalho, pediatra do Hospital Santa Catarina, em São Paulo e Jomara de Araújo, pediatra e médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Por que o consumo é indicado somente depois dos dois anos?

Por diversos motivos, como não promover alteração da flora oral e, consequentemente, criar risco de surgimento de cáries e não desencadear processo de obesidade ou desenvolvimento de diabetes. Também vale citar que comer doces tão cedo (e até mesmo depois dos dois anos) vicia e empobrece o paladar. É nesta fase que a criança está desenvolvendo o paladar, portanto elas podem ficar mais tolerantes aos doces, querendo cada vez mais porções maiores, para satisfazê-las. Não raro, crianças passam a recusar alimentos salgados e só aceitam os mais adocicados, como mandioquinha e batatas, ou receitas adoçadas, como feijão cozido com batata-doce e arroz com uva-passa.

Existe algum tipo de açúcar bem-vindo na rotina alimentar?

Sim, o que é natural dos alimentos, como o presente em frutas e legumes. A indicação é oferecer diversos tipos de frutas. Mesmo que a criança não queira no início, não desista de dar. Não é recomendável forçar, pois ela tem que entender que o alimento é comum.

Como liberar o consumo sem prejudicar a saúde?

A alimentação é um momento de inserção na vida social e as crianças não podem ser privadas disso. Sendo assim, não há nada de errado liberar um pouco de doce em festas. No dia a dia, o segredo, segundo os especialistas consultados, é não ter esse alimento em casa. O ideal é que doces sejam liberados em quantidades pequenas e ocasionalmente, em eventos festivos, como aniversários e Natal.

Como negociar a quantidade com as crianças?

A determinação dos pais deve prevalecer e, desde cedo, é importante ensinar as crianças a comer doses pequenas e escolher o que comer –dois brigadeiros ou um copo de refrigerante? Também é um equívoco achar que a criança que nunca come doces na rotina pode se esbaldar em uma festa de aniversário. Além do excesso fazer mal, a criança pode passar a se comportar assim em todas outras datas comemorativas e a exceção acaba virando regra.

Faz sentido usar doce para chantagear?

Jamais diga para os pequenos que, se comerem espinafre, vão ganhar sobremesa. Os pais nunca devem fazer chantagem para que o filho coma. Quando se faz isso, a ideia que se forma para a criança é que o alimento o alimento saudável é ruim e para ingerí-lo é preciso comer algo considerado saboroso depois.

  • Pode acontecer que o excesso de açúcar seja rapidamente absorvido e cause apenas certa excitabilidade. No entanto, é mais visto que, com a ingestão constante de açúcar simples, aconteçam picos repentinos e frequentes da quantidade de glicose no sangue que, por sua vez, determinam picos de insulina. Com isso, podem ocorrer quadros de irritabilidade, alterações de humor e cansaço.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a obesidade infantil atingiu níveis alarmantes em todo o mundo. O relatório da Comissão para Acabar com a Obesidade Infantil mostrou que pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco ano estão acima do peso ou são obesas.

Segundo o documento, o maior aumento de casos foi registrado em países de baixa e média rendas onde o número de crianças obesas mais do que dobrou entre 1990 e 2014, passando de 7,5 milhões para 15,5 milhões.

Saiba mais em: http://bit.ly/2eNrtnm
#Consea #SegurançaAlimentar

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Obesidade .Incentive hábitos saudáveis.

O excesso de peso é um mal cada vez maior entre as crianças e adolescentes, podendo causar problemas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e outras. Para reverter esse quadro e diminuir os casos de obesidade infantil, o melhor a se fazer é incentivar hábitos saudáveis entre seus filhos, como uma boa alimentação e a prática regular de exercícios físicos. Se o jovem incorporar isso cedo, a chance também é maior dele continuar assim na vida adulta.

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Qual é o melhor tipo de adoçante?

Açúcar ou adoçante? Essa é uma dúvida que acompanha o cotidiano das pessoas, principalmente as que querem emagrecer e que precisam viver com algumas restrições alimentares. Essa escolha pode ser mais complexa do que parece se sua composição e indicações de uso forem avaliadas. E mais importante que garantir a boa forma é tomar uma decisão que não comprometa a sua saúde. A nutricionista Nairana Borim, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esclarece alguns conceitos sobre os adoçantes e orienta sobre a utilização dos mesmos.

Os melhores açúcares para utilização são o orgânico e o mascavo, pois não passam por processo de refinamento, mantendo assim mais vitaminas e sais minerais. O orgânico ainda tem uma vantagem sobre o mascavo por ser produzido sem aditivos químicos. Para quem precisa perder ou controlar o peso e não se adapta ao uso de adoçantes, existe a opção do açúcar light, uma mistura de açúcar refinado com adoçantes. Contudo, este deve ser evitado por diabéticos, pois possuem sacarose em sua composição.

Em 2008, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) decidiu reduzir a quantidade máxima da sacarina e do ciclamato (adoçantes artificiais) em bebidas e alimentos. Alguns estudos mostraram o impacto negativo dos edulcorantes para a saúde humana. Os adoçantes mais indicados atualmente são os à base de esteviosídeo e de sucralose, pois são extraídos de vegetais e frutas, portanto, naturais e sem contraindicações.

Confira a seguir os principais tipos de adoçantes existentes e suas características:

Naturais (extraídos de vegetais e frutas)

Adoçante Principais Características

Esteviosídeo
Tem 300 vezes mais poder edulcorante em relação à sacarose (presente no açúcar).
Pode ser consumida sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa.
Não produz cáries, nem é calórica, tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo.
Usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, balas, bombons, bebidas, gelatinas, pudins, sorvetes e iogurtes dietéticos.

IDA (Ingestão diária aceitável): 5,5 mg/kg de peso corporal.

Sucralose
É uma molécula modificada da sacarose.
Poder edulcorante em relação à sacarose: 600 vezes.
Não deixa sabor residual, não provoca cáries e não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina.
Pode ser consumida sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa.
Estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas à cocção.
Usado como adoçante de mesa e em preparações quentes.

IDA: 15 mg/kg de peso corporal.

Artificiais (produzidos em laboratório)

Adoçante Principais Características

Sacarina
Substância derivada do petróleo.
Poder adoçante em relação à sacarose: 300 vezes.
Sabor residual amargo em concentrações altas. Redução de sabor residual pela mistura de sacarina com o ciclamato.
Submetida ao calor, não perde suas propriedades.
Não deve ser utilizada por pacientes hipertensos ou que tenham tendência a reter líquidos devido ao sódio.

IDA: 5 mg/kg de peso corporal.

Ciclamato
Substância derivada do petróleo.
Poder adoçante em relação à sacarose: 40.
Sabor agridoce é semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual).
Estável sob altas temperaturas, pode ser utilizado em preparações destina­das à cocção.
Usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, bebidas, congela­dos, refrigerantes, geleias e sorvetes.
Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer na forma sódica, ou seja, combinado com sódio.

IDA: 11 mg/kg de peso corporal.

Aspartame

É produzida a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilalanina e ácido aspártico.
Poder adoçante em relação à sacarose: 200 vezes
Não apresenta sabor residual amargo.
Sensível ao calor, perde o seu poder de adoçamento em altas temperaturas.
Usado como adoçante de mesa, misturas, pós, gomas de mascar, balas, sobremesas, bebidas, conge­lados, refrigerantes, coberturas, xaropes e produtos lácteos.
É contraindicado para portadores de fenilcetonuria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.

IDA: 40 mg/kg de peso corporal.

Acesulfame-K

Derivado do potássio.
Poder adoçante em relação à sacarose: 200 vezes.
Apresenta sabor amargo em altas concen­trações.
Estável sob altas temperaturas.
Usado como adoçante de mesa, em gomas de mascar, bebidas, café e chás instantâneos, gelatinas, pu­dins, produtos lácteos, panifica­ção e sorvetes.
É eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada.

IDA: 15mg/kg de peso corporal.

Dicas

• Dissolva bem o açúcar ao colocá-lo nas bebidas. Isso ajuda a reduzir o consumo.
• Observe ao terminar de consumir a bebida que foi adoçada, se existem vestígios de açúcar no fundo do copo ou jarra. Em caso positivo, isso significa que o mesmo precisava ser mais dissolvido e que você utilizou mais açúcar do que o necessário.
• Aproveite o açúcar natural presente na fruta, por exemplo, ao consumi-la na forma de sucos ou in natura.
• Se consumir leites com achocolatado, evite adoçar a bebida. O produto já contém açúcar em sua composição.
• Se utilizar adoçantes líquidos, conte as gotas.
Fonte :Hospital A.Oswaldo Cruz

Bolo SUPOSTAMENTE integral – mais açúcar e mais gordura

Estava eu no supermercado quando observei um bolo que trazia a alegação de “integral”. Além dessa, havia também a alegação de “0g de gordura trans” – tão comum nos rótulos atuais…
Não contente com o apelo para o saudável, o rótulo ainda destaca a presença de castanha do Pará e canela no produto.
Produto aparentemente saudável e gostoso.
Ledo engano…
Isso eu decobri lendo a lista de ingredientes. Ao fazê-lo, pude verificar não somente que o bolo NÃO é integral, como possui mais açúcar egordura que propriamente farinha de trigo integral!!
Transcrevi a lista de ingredientes do rótulo do bolo SUPOSTAMENTE integral para vocês verem:
“Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, ovos, açúcar,açúcar mascavo, gordura vegetal, farinha de trigo integral, castanha do Pará, glicose de milho, amido de milho, farinha de aveia, amido modificado, abóbora in natura, leite em pó integral, fécula de mandioca, sal light, canela em pó, licor de amareto, fermentos químicos pirofosfato ácido de sódio e bicarbonato de sódio, emulsificante mono e diglicerídeos de ácidos graxos e aromatizante”.
Percebam que a farinha de trigo integral aparece apenas em 6° lugar na lista, provando que o bolo não é integral. Para ser considerado integral o bolo deveria ser constituído de, no mínimo, 50% de farinha integral. Caso fosse, este ingrediente seria o primeiro da lista, uma vez que a ordem com que os ingredientes são listados segue ordem decrescente de proporção.
Sendo assim, podemos concluir que mais do que farinha integral, o que este produto contém é açúcar e gordura. Além de “açúcar” e “açúcar mascavo” estarem em maior proporção no produto que a própria farinha, há ainda “glicose de milho” que é também um tipo de açúcar.
Outro ponto a destacar é a presença de “gordura vegetal”. Este termo indica 2 possibilidades: gordura trans – o que contradiz a alegação da embalagem “0 trans” – ou gordura de palma, que é tão prejudicial quanto a gordura trans.
O que mais vemos hoje nas prateleiras são produtos autodenominados “0 trans”, mas dificilmente esta informação é verdadeira, e quando é, a gordura trans foi substituída por outra gordura igualmente maléfica.
Chegamos à triste conclusão de que um produto que traz alegações de propriedades nutricionais potencialmente benéficas é na verdade fonte de gorduras que fazem mal ao coração, além de considerável quantidade de açúcar e quase nada de fibras…
Fiquem atentos consumidores, se necessário levem uma lupa ao supermercado, mas não permitam ser enganados. A indústria está se valendo da falta de conhecimento da população para estampar nos rótulos alegações potencialmente enganosas.
Desconfiem sempre. Em termos de rótulos de alimentos, todo cuidado é pouco, e aqui no blog você aprende a interpretar algumas informações escondidas nas entrelinhas.
Fonte> Andréia Moura Nutricionista = Blog Nutriblog