Arquivo da categoria: Diabetes e a odontologia

14 motivos para reduzir o açúcar

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Por que devemos diminuir o consumo de açúcar?

Enumerei os 14 principais motivos para que você comece hoje a reduzi-lo na alimentação:

  1. Excesso de açúcar é fator de risco para diabetes

Afirmativa verdadeira para quem tem predisposição genética e consome açúcar em excesso, pois pode ocasionar sobrecarga do pâncreas e interferir  na produção de insulina. Além de levar ao excesso de peso, que também é fator de risco para o diabetes.


  1. Aumento dos níveis de triglicérides

O excesso de açúcar se transforma na gordura chamada triglicerídeo, que eleva o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e esteatose hepática – acúmulo de gordura no fígado.

  1. Obesidade

Não é novidade pra ninguém que o consumo de açúcar contribui – e muito – para o aumento de peso, já que pode ser convertido em gordura, que se acumula no organismo. Além do que, enquanto há razoável quantidade de açúcar no sangue a quebra de gordura não acontece e mais é armazenada, levando à obesidade.

  1. Celulite

Excesso de açúcar aumenta as células de gordura e a inflamação destas, o que caracteriza o quadro de celulite

  1. Enxaqueca

Os doces estão entre os alimentos mais citados na literatura como desencadeantes da enxaqueca, por ocasionarem a liberação de hormônios chamados catecolaminas, cujos efeitos podem levar à dor de cabeça intensa.

  1. Prejudica saúde intestinal

O açúcar serve de alimento para bactérias maléficas no intestino, levando à destruição da microbiota saudável, que está relacionada ao controle de diversos processos, tais como: melhora da imunidade e inflamação, controle do colesterol sanguíneo e manutenção do peso.

  1. Excesso pode diminuir a potência sexual

O excesso de glicose aumenta a pressão dos vasos sanguíneos, inclusive dos que irrigam o pênis. Estudos recentes têm comprovado que homens com níveis de hemoglobina glicada (exame que analisa a glicose sanguínea) acima de 8,0 têm baixa potência sexual.


  1. Cáries

O açúcar alimenta as bactérias bucais causadoras de cáries.

  1. Menor apetência para frutas

Quem está habituado a consumir muito açúcar deseduca o paladar a  gostar só do que é excessivamente doce, dificultando a percepção e apreciação do sabor suave das frutas. Isso acontece muito com as crianças.

  1. Açúcar é forte indutor de inflamação

O excesso de açúcar ocasiona a liberação de substâncias inflamatórias. Atualmente se sabe que um grande número de doenças têm sua origem ou manutenção na inflamação, como obesidade, diabetes e até mesmo o câncer.

  1. Açúcar pode acelerar o processo de envelhecimento

Por mecanismos complexos, o excesso de açúcar eleva o estresse oxidativo no organismo, aumentando radicais livres que aceleram o envelhecimento.

  1. Consumir doces aumenta a compulsão alimentar

Por ocasionar pico de liberação de insulina com consequente hipoglicemia, acarreta sensação de fome em pouco tempo.

  1. Vício

Estudos experimentais sugerem que o consumo excessivo e contínuo de açúcar pode torná-lo uma substância viciante, ocasionando certa dependência. Sua ingestão leva à liberação de dopamina e ativação de receptores opioides – os mesmo que respondem a ação de drogas como morfina e heroína.

  1. Caloria vazia

Não há vantagem em se consumir açúcar refinado, ele não possui nutrientes essenciais como vitaminas, minerais, proteínas, fibras. Fornece apenas calorias, as quais podemos obter em diversas fontes saudáveis.

E agora, o que eu faço?!

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Se você já se tornou dependente do açúcar, diminua-o aos poucos. Foi demonstrado que uma redução de 30% no sabor doce não é perceptível ao paladar. Isso significa que se você coloca hoje 30g de açúcar no suco e passa a colocar 20g, ninguém da família percebe!

Faça dessa forma com todos os alimentos que adiciona açúcar: suco, café, bolo, etc. A curto prazo já terá benefícios.

Não gosto de falar em calorias, porém percebo que causa mais impacto quando mostramos em números. Vou dar um exemplo prático: Adicionando 10 g a menos de açúcar (1 colher de sopa rasa) ao seu café com leite, você estará reduzindo 40kcal. Se toma café com leite 2 vezes ao dia, reduzirá 80 kcal, o que em 1 semana representará uma redução de 560Kcal.

Em 7 dias terá deixado de passar pelo seu organismo quase 1 copo de açúcar refinado!

Isso com a redução de apenas 1 colher rasa de açúcar!

Fonte: Andréia Moura – Nutriblog
Referências:

AVENA, N.M.; RADA, P.; HOEBEL, B.G. Evidence for sugaraddiction: Behavioral and neurochemical effects of intermittent, excessive sugar intake. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, v. 32, n.1, p. 20-39, 2008.

COLANTUONI, C. et al. Evidence That Intermittent, Excessive Sugar Intake Causes Endogenous Opioid Dependence. Obesity Research (2002) 10, 478–488; doi: 10.1038/oby.2002.66

 

Bem me faz… mal me faz…. Lanchinho anticâncer

Pessoal, olha só que ótima foto encontrei! Ela ilustra bem que alimentação saudável pode ser sim mais saborosa.
Apenas 1 copo de leite integral com açúcar e 1 muffin, possuem juntos mais calorias que o lanche completo ao lado, que tem até direito à sobremesa!
Além da maior quantidade e variedade de alimentos, o lanche da direita contém teores incomparavelmente maiores de vitaminas, minerais,fibras, compostos antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce e outros compostos bioativos capazes de prevenir doenças.
O brócolis, por exemplo, contém uma substância chamadaglucosinolato, relacionada à prevenção de câncer de intestino,bexiga, próstata e pulmão. Este alimento também auxilia o processo de desintoxicação do organismo.
 
A maçã contém quercetina, substância antioxidante,anticarcinogênica e com efeitos protetores ao coração, fígado e rins.
Quanto ao lanche da esquerda, pobrezinho… Não só contém quase o dobro de calorias, como faz você sentir fome muito mais rápido.
Outra desvantagem é o teor de açúcar e gordura trans do muffin, ambas aumentam a inflamação no organismo dificultando o processo de emagrecimento.
Qual lanche o seu corpo merece?
Uma bela foto para chegar ficar mais consciente no fim de semana!
 FONTE :Andréia Moura – Nutriblog
REFERÊNCIAS
Shapiro, T. A.; Fahey, J. J. W.; Wade, K. L.; Stephenson, K. K.; Talalay, P.; Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention 2001, 10, 501.
Li F, Hullar MA, Schwarz Y, Lampe JW. Human gut bacterial communities are altered by adition of cruciferous vegetables to a controlled fruit- and vegetable-free diet. J Nutr. 2009;139(9):1685-91.
Behling, EB et al. Flavonóide quercetina: aspectos gerais e ações biológicas. Alim. Nutr., Araraquara, v. 15, n. 3, p. 285-292, 2004.

Você consome açúcar com muita frequência?

 

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Alerta: Apenas uma lata de refrigerante por dia já ultrapassa o limite diário de açúcar, segundo ONU(Foto: via JornalCiencia )

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Fonte : Crescer sorrindo

Diga não a obesidade infantil !

Obesidade Infantil

Crianças e adolescentes acima do peso correm maior risco de doenças cardiovasculares

Pesquisas mostram que esses grupos podem sofrer de diabetes e hipertensão precocemente

Adolescentes com obesidade grave têm riscos de doença cardíaca ainda mais altos do que se pensava. Um estudo, publicado no início de março na edição de Pediatria da “Revista da Associação Médica Americana” (“JAMA Pediatrics”, na sigla em inglês), mostrou que 15% dos participantes estavam diabéticos; aproximadamente metade tinha hipertensão arterial; e 75% apresentavam níveis alterados de uma proteína associada à doença cardíaca. Ao menos um fator de risco para problemas cardiovasculares foi identificado em 95% dos adolescentes; 5% deles tinham quatro fatores de risco ou mais associados.

O trabalho realizado por médicos da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, acompanhou 242 menores de 19 anos à espera de uma cirurgia para redução de peso entre 2007 e 2011. Em média, os voluntários tinham 17 anos e índice de massa corporal (IMC) de 50. Para os pesquisadores, os resultados indicam que o diagnco e o tratamento precoces dos fatores de risco poderiam trazer benefícios.

Para a cardiologista pediátrica Rosa Celia Pimentel Barbosa, presidente do instituto Pro Criança Cardíaca, estudos como esse são muito importantes porque chamam a atenção para um problema que nem sempre é adequadamente valorizado:

“Sabemos que as doenças cardiovasculares que se manifestam no adulto têm suas raízes na infância, mas, como não apresentam sintomas, não se dá ênfase na prevenção.”

Atenta ao aumento da obesidade entre crianças no Brasil, a especialista instaurou um protocolo de acompanhamento que já conta com cerca de duas mil crianças inscritas.

“Estamos muito preocupados com a morbidade e a mortalidade das doenças vasculares no adulto. Por isso, iniciamos o protocolo para crianças a partir dos 7 anos. O controle é perio, e isso é feito independentemente de a criança ser ou não cardiopata. Levamos em conta a hist familiar, os hábitos e os exames clínicos e laboratoriais, incluindo avaliação de IMC, níveis de glicose e lipidograma. Aps resultados, orientamos a alimentação e a prática de atividade física, enfatizando que a responsabilidade é de quem cuida da criança. Se a criança está obesa, provavelmente é porque a despensa da casa deve estar abastecida com biscoitos, refrigerantes e outros alimentos prejudiciais à saude.”

A médica afirma que a obesidade e suas doenças associadas têm sido observadas em todas as classes sociais.

Fonte: AMIL

POIN

Pulseira detecta nível de insulina dos diabéticos – e injeta remédio se for necessário

O dispositivo funciona automaticamente, é super resistente e a injeção é tão micro que não causa dor

POR Helô D’Angelo EDITADO POR Bruno Garattoni

 Fonte :SuperInteressante online

pulseira diabetesHui Won Yun | Seoul National University
A pulseira criada pelos cientistas de Seul detecta e trata a alta de glicose no sangue.

Há anos, os cientistas vêm tentando desenvolver formas menos invasivas e mais convenientes para as pessoas monitorarem a glicemia – o nível de açúcar no sangue. Foi com esse objetivo que um grupo de pesquisadores do Institute for Basic Science, de Seul, criou uma pulseira capaz de checar essa concentração de glicose, de aplicar a medicação quando necessário e, além disso, de gravar os dados para que a pessoa possa acompanhar a variação do açúcar no sangue ao longo de vários dias.

Funciona assim: a pulseira tem alguns sensores que percebem mudanças na temperatura da pele e no pH do suor do usuário, sinais que indicam uma alta na glicose. O dispositivo também tem micro agulhas que ficam protegidas por uma camada mais fina. Em situação de glicemia alterada, pequenos filamentos são aquecidos e derretem essa camada, liberando as agulhas que injetam um medicamento antidiabético na pessoa, a Metformina – droga que facilita a absorção da glicose pelas células, diminuindo sua concentração na corrente sanguínea. Essas agulhas são tão fininhas que as picadas são quase imperceptíveis.

LEIA: Diabetes high tech

O dispositivo é feito de grafeno, um material extremamente forte e flexível à base de carbono. Essa composição faz com que a pulseira seja super fina e confortável e, ao mesmo tempo, tão resistente quanto o diamante. O grafeno também conduz a eletricidade 100 vezes mais do que o silício, que é a matéria prima da maioria dos chips de computador. Ainda não há informações sobre o custo dessas pulseiras.

O aparelho foi testado em ratos com diabetes e em dois homens adultos que também tinham a doença, e os resultados foram satisfatórios – ou seja, a concentração de açúcar no sangue foi controlada com sucesso pela pulseira. Mas antes que os cientistas possam continuar os testes em humanos, alguns problemas precisam ser resolvidos: em dias de muito calor, por exemplo, os sensores do dispositivo podem ser enganados. Outra complicação é que a dose de Metformina que é liberada precisa ser exata para cada pessoa, e isso ainda não foi acertado. Os estudos vão continuar até que esses ajustes sejam feitos, mas os cientistas estão otimistas: é um passo importante para facilitar a vida de quem sofre com diabetes, e evitar que elas precisem tomar injeções de insulina todos os dias, por exemplo.

Diabetes infantil

Criança também tem diabetes?

Sim, mas geralmente Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1).

Crianças e adolescentes são a faixa etária mais afetada pela DM1, sendo esta uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Aproximadamente 20 de cada 100.000 crianças e adolescentes podem desenvolver DM1 a cada ano.

Sintomas de Diabetes

A criança com DM1:

tem muita fome, come muito e, apesar disso, emagrece ou não ganha peso.
tem muita sede.
urina com frequência e em grande quantidade (inclusive durante a noite).
queixa-se de visão embaçada.
sente-se fraca ou sem disposição para realizar as atividades diárias.

O que acontece no organismo de uma criança com DM1

Em pessoas sem diabetes, o açúcar de uma refeição rica em carboidratos (arroz, massas, doces, leite, frutas) é convertido em glicose no intestino. A glicose é então absorvida para o sangue.

A partir do sangue, a glicose deve ser transportada para dentro das células para fornecer-lhes energia. A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, é o transportador da glicose do sangue para dentro das células.

Em crianças com DM-1, o pâncreas não consegue produzir insulina, portanto, a glicose não pode entrar nas células para fornecer-lhes energia e a taxa de glicose torna-se muito elevada no sangue (hiperglicemia).

Não se sabe exatamente o motivo que leva algumas crianças a pararem de produzir insulina, mas sabe-se que há uma tendência hereditária associada a algum agravo ambiental como, por exemplo, uma infecção viral. Neste caso, é possível que o corpo, na tentativa de eliminar o vírus, cometa um erro e comece a destruir suas próprias células que no caso são as células do pâncreas produtoras de insulina. Isto caracteriza uma doença auto imune (o corpo destruindo suas próprias células). Diabetes tipo 1 é uma doença auto imune.

Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em adolescentes

DM2 acomete geralmente adultos, mas pode ocorrer em adolescentes obesos. Neste caso, o adolescente é capaz de produzir insulina, mas a obesidade provoca uma resistência das células à ação da insulina, isto é, a insulina é ineficiente em transportar a glicose para dentro das células e esta se acumula no sangue causando hiperglicemia.

Os sintomas do DM2 podem ser menos perceptíveis mas também incluem sede, urina freqüente em grande quantidade, falta de energia.
Como avaliar se uma criança tem diabetes

Quando os sintomas sugerem diabetes, deve-se procurar o médico ou serviço de saúde para realizar testes apropriados para o diagnóstico. A dosagem da taxa de açúcar no sangue (glicemia) e a detecção de açúcar e/ou cetonas na urina são exames fundamentais para o diagnóstico.
Tratamento do Diabetes

Diabetes tipo 1 pode ser adequadamente controlado com injeções de insulina, dieta com quantidade equilibrada de carboidratos, proteínas e gorduras, e exercício físico regular. A taxa de açúcar deve ser monitorada várias vezes ao dia através da glicemia de ponta de dedo.

Ocasionalmente, nos eventos em que o cardápio for desfavorável à criança diabética (como festas de aniversário), a família e a criança devem aprender a chegar à melhor escolha, contando com a ajuda de doses extras de insulina.

A equipe de nutrição e de enfermagem da escola que a criança frequenta deverá compreender a importância de atender adequadamente um aluno portador de diabetes.

Antes ou após o exercício físico, é aconselhável que a criança que toma insulina tenha a glicemia monitorada, para se evitar quadros de baixa taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia) após o exercício.

Diabetes tipo 2 pode ser tratada com dieta equilibrada, emagrecimento, exercício físico regular e, às vezes, comprimidos que ajudam o pâncreas a produzir mais insulina ou facilitam a ação da insulina.

A dieta equilibrada da criança com DM1 ou DM2 deve ser para toda a família.
A criança diabética precisa de cuidados, mas não é diferente das outras crianças

A criança diabética pode levar uma vida semelhante à das crianças sem diabetes. Quando adultos, serão perfeitamente capazes de ter uma vida normal e produtiva, como é evidenciado por atletas, artistas e músicos famosos que têm diabetes.

Entretanto, se o açúcar do sangue não for mantido em níveis próximos aos normais ao longo dos anos, a criança diabética terá maior risco de ter complicações de longo prazo que acabam por afetar os olhos, rins, coração e sistema nervoso. Seu crescimento na puberdade também poderá ser prejudicado. Portanto, diabetes requer uma vida de disciplina, monitoramento e tratamento constantes, mas não impede que a criança seja feliz!

Infográfico – Diabetes sinais de alerta – Urinar frequentemente, perda de peso, falta de energia e sede excessiva
Local de Atendimento: Clinica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein

Diabetes

O que é

A doença se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no pâncreas ou pela perda da eficiência da ação de insulina em pessoas com excesso de gordura no corpo. A insulina transporta a glicose para dentro das células e permite a sua transformação em energia para o funcionamento equilibrado do organismo.

Quando não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a danos nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando em complicações como disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.

Tipos e Causas

Diabetes tipo 1

O sistema imunológico atinge o pâncreas, destruindo as células responsáveis pela produção do hormônio insulina.

Diabetes tipo 2

Responsável por 90% dos casos de diabetes, esse tipo está associado ao ganho de peso. Frequente em pessoas com mais de 40 anos, acontece porque o acúmulo de gordura abdominal dificulta a ação da insulina.

Diabetes Gestacional

Ocorre no período da gravidez por conta dos hormônios produzidos pela placenta. Após o parto a maioria dos casos se reverte.

Fatores de risco

Familiares com diabetes, alteração dos níveis de glicose, acúmulo de gordura abdominal, obesidade e sobrepeso, pressão arterial elevada, sedentarismo e alimentação com baixa ingestão de frutas, verduras e legumes.

Incidência

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença afeta 12% da população entre 30 e 69 anos. Na população com mais de 65 anos, esse índice sobe para 18% das pessoas.

No mundo todo, mais de 240 milhões de pessoas são portadoras de diabetes. Estima-se que 10% tenham o tipo1, que acomete principalmente jovens no início da fase adulta. Já o tipo 2, forma mais comum da doença, se desenvolve em pessoas com excesso de tecido gorduroso. A diabetes gestacional ocorre em até 5% das mulheres grávidas.

Sinais e Sintomas

A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início do diabetes, por isto pessoas com fatores de risco devem realizar exames de sangue periódicos para avaliar se apresentam a doença. A estimativa é que 50% das pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o acompanhamento regular com um médico é essencial para o diagnóstico precoce.

Quando os níveis de glicose estão extremamente elevados, pode ocorrer vontade frequente de urinar, sede e fome em excesso, fadiga, alterações na visão, mudanças de humor, náuseas e vômitos, fraqueza, perda de peso, dores nas pernas, infecções repetidas na pele, machucados que demoram a cicatrizar, formigamento ou sensação de dormência, principalmente nos pés.

Diagnóstico

É feito por um teste simples para detectar os níveis de glicose no sangue. O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl. Se os níveis de glicose se encontram entre 100 e 127 mg/dl, existe alto risco de desenvolver diabetes, por isto esta situação pode ser denominada pré-diabetes. Se a glicemia estiver acima de 127 mg/dl em 2 exames diferentes ou acima de 200 mg/dl após consumo de carboidratos, é diagnosticado o diabetes.

Tratamento

Pacientes com o tipo 1 de diabetes, também chamado de insulinodependente, precisam fazer reposição diária de insulina.

Para os portadores do tipo 2 o tratamento é feito por meio de comprimidos tomados via oral que atuam na melhora da resposta das células à insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina. Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e auxiliando a redução de peso. Após 10 anos de diagnóstico, é comum a necessidade de uso de insulina nos portadores de diabetes tipo 2.

Nos casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.

Independente do tipo de diabetes, o fundamental é a adoção ao tratamento aliada a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.

Prevenção

O primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.

A redução de 5% do peso corporal associada à pratica de 150 minutos de atividade física por semana reduzem a ocorrência de diabetes em 58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico.

Fonte: Dr. Rogério Ribeiro, endocrinologista

Hospital Albert Einstein

De olho no consumo de açúcar …

As bebidas vendidas em redes de cafeteria com ‘níveis alarmantes de açúcar’

Thinkstock

Um grupo de especialistas britânicos descobriu que bebidas vendidas em redes de cafeterias tem quantidades “alarmantes” de açúcar – mais até do que refrigerantes.

A Action Sugar analisou 131 bebidas quentes de redes britânicas como Starbucks, Costa e Caffe Nero e descobriu que um terço delas continha pelo menos tanto açúcar como uma lata de Pepsi ou Coca-Cola, que têm o equivalente a nove colheres de chá da substância.

A ONG britânica disse que em alguns dos casos mais extremos, as bebidas continham 20 colheres de chá de açúcar ou mais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a recomendação é de que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 10% das calorias ingeridas diariamente, em uma dieta saudável, o que daria cerca de 50 g por dia. Mas a organização afirma que seria melhor diminuir até esta quantia mínima.

“Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25g de açúcar por dia)”, afirmou a OMS em um relatório de março de 2015.

Redes de cafeterias como a Starbucks e a Costa afirmam que se comprometem em reduzir o açúcar em suas bebidas.

Rótulo vermelho

Entre as bebidas avaliadas estavam cafés de sabores como mocha e latte, bebidas quentes com sabor de fruta e chocolate quente de cafeterias e também de redes de fast-food.

A organização britânica descobriu que 98% das bebidas testadas receberiam um rótulo vermelho com um alerta – se fossem produtos vendidos em supermercados – mostrando que a bebida é inadequada devido à grande quantidade de açúcar.

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OMS recomenda consumo de 50g de açúcar por dia

Uma das bebidas encontradas no Starbucks da Grã-Bretanha, uma bebida quente com frutas – uva com chai, laranja e canela, no tamanho “venti” (grande) – é a com maior conteúdo de açúcar entre as bebidas analisadas, com 25 colheres de chá de açúcar por porção.

Em segundo lugar ficou o Chai Latte-Massimo-Eat In da rede Costa Café, com 20 colheres de açúcar.

E, em terceiro, novamente o Starbucks com o Mocha de Chocolate Branco com Chantilly, tamanho grande: 18 colheres de açúcar, segundo a Action Sugar.

A pesquisadora da ONG, Kawther Hashem, pediu que as redes de café reduzam a quantidade de açúcar em suas bebidas, coloquem mais informações nos rótulos e acabem com os copos de tamanho grande. Além disso, a pesquisadora também alertou para que o consumo diário dessas bebidas fosse evitado.

“Estas bebidas quentes devem ser algo ocasional, não uma bebida comum, de todo o dia. Elas estão carregadas com uma quantidade inacreditável de açúcar e calorias e, frequentemente, são acompanhadas de um petisco com muito açúcar e gordura”, disse.

Hashem disse à BBC que ficou “surpresa” com os resultados e disse que a Action Sugar testou apenas as bebidas vendidas em tamanho grande.

Graham MacGregor, presidente da organização, disse que “este é mais um exemplo das quantidades escandalosas de açúcar adicionadas à nossa comida e bebida”.

Uma porta-voz da rede Starbucks afirmou que a empresa está “comprometida em reduzir o açúcar adicionado” às bebidas em 25% até o ano de 2020 em sua linha de “bebidas indulgentes”.

“Nós também oferecemos uma grande variedade de opções mais leves, caldas sem açúcar, adoçantes naturais também sem açúcar e mostramos todas as informações nutricionais (dos produtos) na loja e online”, disse.

Kerry Parkin, chefe de comunicações da rede Costa, afirmou que a rede já tomou “medidas significativas” para reduzir a quantidade de açúcar em suas bebidas.

Fonte :  BBC Brasil

Parkin acrescentou que a rede vai estabelecer metas de redução de sal e açúcar até 2020.

Entenda a relação entre doenças periodontais e diabetes

O diabetes é uma enfermidade caracterizada pelo fato de o corpo não produzir ou usar adequadamente a insulina.

A insulina é um hormônio necessário à conversão do açúcar, amido e outros elementos na energia de que precisamos na vida diária.

Cerca de um terço dos 20,8 milhões adultos e crianças que têm diabetes nos Estados Unidos não sabem que são portadores da doença. Pesquisas recentes sugerem que a periodontite está geralmente associada com o diabetes e pode ser considerada como uma das complicações clínicas da doença.

Um estudo recente, realizado com mais de 200 participantes, examinou a relação entre o diabetes e a periodontite. Os resultados indicaram que os portadores de diabetes tinham um nível mais elevado de periodontite do que os participantes que não tinham a doença.

Foto: Colgate-Palmolive Company

Entre os fatores importantes a serem considerados na avaliação do estado periodontal de pacientes diabéticos e na formulação dos planos de tratamento estão o grau de controle metabólico, a duração da doença, a presença de complicações diabéticas de longo prazo e de fatores de risco simultâneos, além do nível geral de bem-estar do paciente.

Foto: Colgate-Palmolive Company
É importante enfatizar a necessidade de reduzir a presença de bactérias e eliminar o biofilme dentário abaixo e acima da linha da gengiva. Isso pode ser feito com a raspagem tradicional e a regularização da raiz dos dentes, como complemento aos cuidados tomados em casa. O tratamento deve concentrar-se na prevenção de doenças periodontais e inflamação bucal, cujo controle é essencial no caso das complicações associadas com o diabetes. E, como sabemos que a ameaça bacteriana é um fator de risco na gengivite, mesmo entre diabéticos saudáveis com bom controle da doença, os pacientes devem ser incentivados a usar fio de dental regularmente e escovar os dentes com um creme dental com flúor que oferece proteção antibacteriana.

Foto: Colgate-Palmolive Company
References
1. American Diabetes Association.
2. J Periodontol Mar; 76(3):418-25. s.

Conteúdo oferecido por: © 2015 Colgate-Palmolive Company. Todos os direitos reservados.

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